– O Caso dos Assassinatos dos Bonecos de Palha... Assassinatos em Recinto Fechado em Los Angeles... Será possível que estes foram os melhores nomes que encontraram para a disputa em que B superará L? Quiá, quiá, quiá. Ridículo...

O jornal está largado ao meu lado de qualquer modo, e cai no chão conforme eu puxo um pote de geleia de baixo dele. Olhando-me no espelho enxergo a mim, somente. Nenhum nome. Nenhuma data. Não consigo me ver, assim como não consigo ver o mundo. Apenas a cópia de L manchada de doces... O que estou dizendo? Shu, shu, shu. Logo, ele será a cópia.

Finalmente irei te superar, L. Ku, ku, ku. Apesar de não saber como ainda não o fiz até hoje. Já tinha em meu favor a inteligência, e a estúpida similaridade de nossas feições. Mas isso não importa, chegou há vez de eu subir ao topo.

– Eu não serei igual a você, serei melhor! Hiú, hiú.

Não sei há quanto tempo tento reafirmar esta sentença para mim mesmo, talvez por saber que eu nunca poderia ser igual a você não importa o quanto tente. Tsch.

Completamente escuros e profundos, são seus olhos. Inigualáveis, pois nunca vi similares – e ao mesmo tempo já vi inúmeros. Tão espertos e audaciosos; tão diferentes.

Sagazes. Impossíveis de enganar, impossíveis de fugir, impossíveis de se copiar.

Estupidamente negros. Ou melhor, possuidores do tom do mais puro preto e manchados quase imperceptivelmente com azul escuro. Se essas manchas fossem vermelhas, poderia comparar meu encanto por eles ao sangue. Mas não...

E eu tenho medo. Temo como nunca antes, por ter inevitavelmente me perdido neles quando os observei.

Heh, heh, heh, não consigo imaginar que estou pensando nisso, realmente. O que aconteceu com o meu fascínio por mortes? Ah! É mesmo. Eu só mato para que ele me siga; encontre-me. E irei fazer com que ele faça isso, no mesmo dia em que ele encontrará a derrota.

– Agora começa o verdadeiro jogo, L...

Não importa o quanto demore, nem você poderia solucionar isto. Huá, huá, huá.

Não, esta não é a melhor risada dada às circunstâncias. Ah, ha, ha, ha, ha! Sim, isto mesmo. Agora começa o confronto final.

O jogo entre L e B.

A disputa entre L e B.

O puzzle entre L e B.

– Se L for um gênio, B é um supergênio... Se L for um anormal, B é um superanormal. Bom, acho que estamos chegando aos instantes finais. Está chegando o momento em que B vai superar o L... Feh, heh, heh!

Quantos bonecos de palha pregarei na próxima parede? Quantos demorarão até que me ache? Quanto tempo se esconderá atrás desta agente do FBI? Quantos dias se irão até que o veja novamente?

– E quantos até que veja o seu fim, Lawliet?

Feh, heh, heh.

Porque eu não posso deixar que algo estúpido como seus olhos parem meus planos.

N/A: Hey! Tudo bem com vocês?

Espero que este capítulo tenha ficado bom, eu particularmente não gostei muito dele. Só do final, que eu adorei. Mas não sei se a minha opinião vale, então...

Aguardo reviews, huh?

- Esse capítulo contém spoilers do livro Another Note.

- É meio difícil escrever com o B, levando em conta o sadismo dele, então... Não me matem.

- A parte em itálico e a fala logo após ela são parte do livro Another Note - P Caso dos Assassinatos em Los Angeles.

- Os nomes do caso na época em que acontecia eram outros, por isso na fic está diferente.

- Os barulhos e risadas, meio estranhos, que tem na fic são os que apareceram no livro. Eu aproveitei e usei aqui.

- 'Feh, heh, heh' é uma risada que se assemelha à de um Shinigami.

- Acho que todos sabem, mas o BB tem os olhos de Shinigami, por isso a parte do espelho falando de datas e tal.

- Na fic ele diz: "E quantos até que veja o seu fim, Lawliet?". Isso não quer dizer exatamente o fim da vida do L, quer dizer apenas o fim do 'reinado', por assim dizer, dele.

Beijos,

DBS.