Disclaimer: Naruto e seus personagens não me pertencem, e sim ao Masashi Kishimoto.

Heavy Rain


Capitulo 3 Lugar Sórdido

Sábado 05/03/11
10:00 da manhã.

O tempo estava fechado e o vento estava frio, apesar de não estar chovendo ainda poucas pessoas andava pelas ruas, um homem de chapéu e casaco de chuva bege andava sem presa em direção ao um edifício que tinha uma grande placa dizendo "MOTEL", entrou sem bater na porta e foi direto para a recepção. O homem de casaco tirou o chapéu que usava, o homem tinha a aparência de doente, seus cabelos negros ia até a metade do rosto, os olhos era fundos e mostravam cansaço.

Bom dia, que quarto Konan está? - perguntou ao homem que estava na recepção.

O homem era um senhor de meia idade gordo ele lia um jornal onde a capa trazia a noticia o assassino do origami, Nagato esperou o velho responder paciente, mas parecia que o homem não estava disposto a falar.

Será que não ouviu minha pergunta? - repetiu o homem serio.

Não sei de nada. - respondeu mal educado o velho.

Nagato estava acostumado com esse tipo de situação afinal não era atoa que ele era detetive particular, estava sempre lidando com pessoas que não querem ajudar na investigação. Nagato tirou da carteira uma nota de cinquenta dólares e colocou sobre o balcão. O velho abaixou o jornal e pegou rapidamente o dinheiro dando um sorriso.

Subindo a escada a ultima porta a direita. - respondeu o velho voltando a atenção ao jornal.

Nagato deu um sorriso leve e se virou indo em direção a escada, era sempre assim, nesse ramo tinha que lidar com pessoas de todos os tipos. O local era decadente as paredes eram de um tom vermelho sangue, o piso de madeira negra estava batido, as escadas ao subir rangiam com o peso. Assim que Nagato chegou no apartamento onde o velho lhe falou respirou fundo. Konan era uma das mães das famílias vitimas do assassino do origami, como detetive particular era contratado para investigar os assassinos. As famílias insatisfeitas com o andar das investigações da policia o contratava para ver se tinha alguma noticia. Nagato bateu a na porta e esperou pode ouvir alguém se aproximar e abrir a porta. Uma mulher apareceu na porta, ela analisou o visitante com cuidado antes de falar.

Só atendo com hora marcada. - respondeu a mulher fechando a porta, Nagato a impediu.

Por favor. - falou o moreno, a mulher o encarou então cedeu.

Konan se afastou da porta dando passagem ao homem, Nagato entrou e fechou a porta, olhou em volta e notou que o apartamento na verdade era apenas um quarto dividido em cozinha e quarto.

São 50 dólares uma hora. - falou a mulher indo até a cabeceira da cama pegando um relógio. - não faço coisas esquisitas e não uso droga.

"Ela está pensando que sou um cliente?"

Nagato tirou uma nota de 50 e colocou na mesa, notou que o quarto era limpo e bem decorado apesar de ser simples. O homem a olhou direito Konan era uma linda mulher cabelos azuis escuros, seu olhar era gentil e tinha um ar angelical. Ela se virou e notou que Nagato estava parado admirando-a.

Já é para se despir, tem pouco tempo. - falou a mulher se aproximando, Nagato achou melhor falar a verdade.

Não sou cliente. - revelou, Konan arregalou os olhos e soltou um palavrão.

Droga como não percebi, é tira não é? Olha não tenho feito nada contra a lei. - falou ela se defendendo.

Sou detetive particular, fui contratado por uma família do assassino do origami para ajudar achar o serial killer. - contou o homem, pode notar o olhar triste da mulher.

Não tenho mais nada a dizer, já falei tudo que tinha para a policia. - respondeu ela dando as costas para o detetive.

Eu preciso de qualquer pista, qualquer detalhe será de uma grande ajuda. - insistiu o homem, Konan o olhou pelo espelho. - sei o que está passando, mas você não gostaria de prender aquele quem matou seu filho?

Konan abaixou a cabeça e estremeceu era tão difícil aceitar o fato que seu filho, seu único e amado filho havia sido tirado de seus braços. Muita gente via como apenas uma garota de programa, sem ver que ela também era humana.

Não tenho nada mais para falar. - falou por fim, ninguém tinha dó dela, ninguém se preocupou quando soube que seu pequeno Ian estava morto.

Não vou insistir, mas...se por acaso se lembrar de qualquer coisa, mesmo que seja um pequeno detalhe me procure. - falou ele tirando um cartão dele e colocando sobre a mesa.

Nagato saiu do quarto sem olhar para traz ela não ia falar nada, saiu no corredor e foi indo em direção a escada, um homem alto e careca subia a escada um pouco com pressa, passou por Nagato sem percebê-lo e parou em frente o apartamento de Konan, deu duas batidas fortes até a moça atender.

Carter o que faz aqui? Já falei para me deixar em paz. - falou a mulher um tanto surpresa e nervosa.

Sabe que não pode negar os clientes. - respondeu o homem empurrando a porta e forçando a sua entrada.

Nagato que havia parado no corredor ouviu os gritos da mulher e voltou para o apartamento, assim que entrou viu que o homem estava sobre a mulher na cama. Konan se debatia violentamente tentando ser soltar, Nagato sentiu seu sangue ferver e foi até o homem puxando-o pelas costas o tirando-o de cima da mulher.

Desgraçado, quem você pensa que é? - gritou o homem no chão, Nagato olhou para Konan para ver se ela estava bem.

O..obrigado...- falou a mulher meio tonta se levantando.- cuidado!

O homem havia se aproveitado a distração e deu uma investida em Nagato fazendo-o cair no chão, com o homem no chão Carter passou a dar chutes sem parar. Konan em desespero pegou a primeira coisa que viu pela frente e atacou em Carter, o abajur bateu na cabeça do homem fazendo parar o ataque em Nagato.

Sua vadia. - falou indo em direção a mulher.

Nagato aproveitou e se levantou rapidamente e pegou Carter dando um soco nas costas, assim o homem se virou e passaram a lutar . Chutes e socos para todos os lados Nagato apesar de magro e com aparência frágil mostrou-se forte oponente, Carter estava sangrando quando foi arremessado longe ao cair sobre a mesa Nagato tirou sua arma do bolso e apontou para o homem.

Agora já chega, vai embora ou acabo com sua raça agora. - falou puxando o ar para os pulmões.

Carter se levantou com cuidado sem tirar os olhos da arma, Nagato tinha uma ótima mira não era atoa que havia virado detetive particular. Konan olhava de um homem para outro, estava tremendo de medo e de raiva, já deveria estar acostumada com essas coisas afinal como garota de programa sempre tinha aqueles clientes que era mau caráter.

Vai logo. - falou Nagato novamente.

O homem se virou para a mulher lançando uma ameaça não verbal e foi embora mais rápido possível, Nagato ficou ainda uns minutos olhando a porta até se aproximar e fecha-la por segurança só depois guardou a arma e se virou para a mulher, que continuava quieta.

Você está bem? Aquele homem te machucou? - perguntou se aproximando dela.

Sim...obrigado - respondeu a mulher ainda tremula, Nagato a analisou um pouco até constatar que ela estava bem.

Ok...qualquer coisa ligue. - respondeu e foi embora deixando Konan pensativa.

A chuva voltará a cair sobre a cidade assim que chegou no carro Nagato respirou aliviado, era raro entrar em combate com alguém, odiava usar a força e odiava mais ainda usar a arma, ligou o carro e foi embora.


Sábado 05/03/2011
13:30 da tarde.

O céu já não estava mais escuro em alguns pontos da cidade o sol aparecia o agente do FBI lia distraído algum documento em seu escritório improvisado na delegacia da cidade. Gaara estudava as pistas que os policiais locais tinham, cada suspeito, cada vitima tudo que poderia dar alguma ajuda nas investigações. Havia mais de 20 suspeitos mais nenhum se encaixava perfeitamente no perfil do assassino do origami, as únicas pistas concretas que tinham eram marcas de pneus, pois o sangue que havia no local tinha sido analisado e confirmado que era da vitima, duas batidas na porta tirou o ruivo do trabalho.

Agente Gaara? - Ino abriu a porta e esperou o convite.

Entre. - a loira entrou e parou de frente a mesa onde o ruivo estava. - o que foi?

Vim oferecer ajuda - respondeu a loira erguendo o queixo - afinal é para isso que fui designada.

Hm por hora não estou precisando de ajuda, estou apenas analisando as provas que tenho. - respondeu o ruivo mostrando os papeis em sua mão.

De qualquer modo preciso mostrar que estou trabalhando. - insistiu a loira puxando a cadeira de frente a mesa e se sentou.

Gaara suspirou irritado e entediado afinal mesmo que lesse e relesse aqueles papeis de nada adiantaria, e a loira parecia disposta a ficar ali o dia todo, largou os papeis sobre a mesa e passou as mãos pelos cabelos tentando pensar em alguma coisa.

Algum progresso? - a loira quebrou o silencio vendo o ruivo de cabeça baixa.

Nada, tudo o que temos são apenas fatos e não provas. - respondeu o ruivo encarando-a - o que você acha?

Que esse assassino deve ter uma mente muito diabólica. - respondeu a loira.

Quem poderia ser? Esses três homens. - falou o agente procurando a ficha de três suspeitos, quando as achou jogou para a loira analisar.

O que tem? - perguntou pegando as fichas e vendo de quem se tratava.

Os conhece? Já os prendeu? - quis saber o ruivo a loira analisou as fotos e depois leu a ficha.

Esse aqui. Hidan Masaki - falou a loira pegando uma ficha e entregando novamente para o ruivo.

O que tem ele? - perguntou vendo a foto, um homem magro com ar de lunático usava vários colares e cruzes no pescoço.

Ele foi preso a um ano eu acho, ele é um fanático religioso. - contou a loira. - Ele diz que Deus fala com ele, tentou matar um homem há dois anos atrás, tentou também matar um menino de dez anos dizendo que era o anti-cristo que iria vim destruir a terra.

Mas ele já matou alguém? - quis saber o ruivo.

Não que eu saiba, mas o ano passado quando fomos chamados por vizinhos dele, ele tentou atacar Sasori. - revelou a loira.

Sabe onde ele mora? - ela confirmou com a cabeça então ele se levantou - então me leve até lá.

Acha que ele é o assassino? - perguntou se levantando também esperando Gaara pegar o casaco.

Não sei, mais não temos nenhuma pista, precisamos começar de algum lugar. - falou abrindo a porta esperando a loira passar.

Ino sabia que era perda de tempo ir até o apartamento de Hidan mais como Sasoria havia pedido, tinha que manter Gaara longe do seu caminho e se tivesse que ir naquele lugar onde Hidan morava teria que ir.
O sol ainda estava fraco e o vento havia aumentando um pouco mais não parecia que ia chover tão cedo, o local onde Hidan morava era do outro lado da cidade em um dos bairros mais pobres e podres da cidade, Ino achou melhor não ir com a viatura então foram com o carro que Gaara havia alugado. Assim que entraram no bairro Ino pode sentir a hostilidade dos moradores.

Aqui não é um lugar muito seguro. - falou a loira quando eles adentravam mais o bairro.

Em todas as cidades tem lugares assim. - comentou o ruivo olhando ao redor. - aqui seria um lugar adequado para se esconder.

Acho que aqui o assassino estaria seguro, dificilmente a policia vem para esse lado. - comentou a loira .- ali aquele é o prédio.

Gaara parou o carro em frente um prédio marrom de cinco andares desligou o carro e olhou ao redor, algumas pessoas que passavam olhava desconfiadas, Gaara abriu o porta luvas e pegou sua arma checando para ver se havia balas suficiente, Ino fez o mesmo.

Vamos tentar não chamar muita atenção. - falou o ruivo olhando para loira, viu que ela tinha uma cara seria e não parecia com medo.

Ok vamos. - respondeu saindo do carro primeiro.

O ar estava frio o que fez Ino tremer um pouco olhou em volta e deu a volta no carro até chegar na calçada onde o suspeito morava, Gaara logo se juntou a ela e então andaram em direção ao prédio. A porta de entrada era de vidro pintado de vermelho, o chão castigado e sujo era uma mistura de cinza e marrom, não havia ninguém na portaria. Ino olhou em volta e viu as escadas chamou Gaara e subiram até o quarto andar onde era o apartamento do suspeito. Pelos corredores podiam ouvir as pessoas dentro do apartamento conversando ou o som da Tv, as paredes eram finas e pelo estado muito antigo.

Ali numero 34B - falou a loira apontando a porta no fim do corredor.

Gaara se aproximou da porta e deu duas batidas e aguardou, passado três minutos de espera Gaara bateu de novo agora com mais força, nada, nenhuma movimentação dentro do apartamento.

Ele não está. - falou a loira vendo que ninguém abriu a porta.

Gaara a encarou e em seguida se afastou um pouco, Ino pensou que ele estava indo embora, mas quando ele levantou a perna e chutou a porta com força arrombando-a ficou de queixo caído.

O..o quê? Ficou louco? - perguntou a loira olhando ao redor parar ver se ninguém aparecia.

Precisamos de pistas. - foi a resposta dele antes de entrar no apartamento.

Ino ficou indecisa se entrava ou ficava ali de guarda resolveu entrar e encostar a porta para parecer estar fechada. O apartamento cheirava a mofo e cera assim que entraram deram de cara com uma enorme cruz, aonde normalmente seria a sala de estar havia nada além de um pequeno altar, no teto varias cruzes e amuletos que nunca tinha visto, as paredes todas estavam escritas com tinta vermelha que depois de analisado Ino constatou ser sangue.

Que loucura. - falou Ino horrorizada ao explorar mais o apartamento.

São escrituras tiradas da bíblia. - falou ruivo analisando as escritas na parede.

Ino foi até o outro cômodo onde seria o quarto, o cheiro de mofo era mais forte varias velas estavam acesas sinal que Hidan havia saído não fazia muito tempo. Havia um colchão no chão com lenções sujos de sangue e poeira um pequeno armário era o único móvel que tinha no quarto Ino se aproximou e viu frascos de remédios contra Insônia, contra depressão, entre outros com tarja preta.

"Sem sombra de duvida, esse homem é doente, doente mental."

Gaara aproveitou que estava sozinho na sala e tirou os óculos ARI e ativou a tecnologia a procura de alguma pista, o saguem da parede foi coletado e analisado pelo ARI dando a informação que pertencia a Hidan, nenhum sinal de outro tipo de sangue, foi para o quarto analisar o local. Enquanto isso Ino entrava na cozinha o que achou péssima ideia, a cozinha estava pior do que qualquer outro comodo, comidas estragas sobre a pia, fogão, ratos sobre as louças e um cheiro podre enchia o ar, a loira voltou para sala para não vomitar então o seu celular tocou.

Agente Yamanaka. - atendeu a loira dando as costas para a porta.

Ino onde você se meteu? - era Sasori e parecia irritado.

Estou fazendo o que me pediu. - respondeu a loira suspirando cansada.

Onde você está? O agente do FBI tá com você? - quis saber o homem fazendo Ino revirar os olhos.

Sasori estou fazendo o que me pediu então porque está encanado? - quis saber.

Ino estava distraída com o telefone enquanto Gaara procurava alguma coisa no banheiro usava o seu óculos ARI. Nenhum dois perceberam que o dono do apartamento tinha voltado. Homem ao chegar em sua porta notou que havia sito arrombada, colocou as compras no chão e pegou a sua arma que ficava em sua cintura, entrou com cautela no apartamento olhou para a sala e ouviu a voz de Ino, andou mais um pouco e viu a mulher parada de costas para a porta falava ao telefone apontou a arma para ela.

Sasori vou desligar, tchau. - falando isso desligou o aparelho e o guardou e se virou tinha que sair dali já tinham demorado muito, ao se virar tomou um susto.

Parada gatinha. - falou Hidan apontando a arma para ela.

Ino sentiu o pânico dominar olhou para o homem que segurava a arma, varias tatuagens pelos braços de cruzes e algumas escritas que Ino supôs ser da bíblia como os as das paredes. Ele sorria de um modo doentinho o que fez a loira estremecer.

Calma eu não vou fazer mal. - falou Ino um pouco alto tentando avisar Gaara sobre a situação.

O que faz em meu apartamento? - perguntou se aproximando da loira.

Sou da policia vim fazer algumas perguntas. - respondeu a loira fazendo o homem se aproximar mais.

Gaara que ouviu a voz da loira conversando com alguém sentiu o perigo no ar tirou os óculos e pegou a arma indo com cuidado para a sala onde a loira se encontrava, assim que entrou na sala viu Hidan apontando a arma para a loira sem pensar ele gritou.

Larga a arma! - Hidan se assustou mais foi esperto o bastante para agarrar Ino e faze-la de escudo.

Quem é você?! És o Demônio de cabelos de fogo! - gritou o homem apontando a arma para a cabeça da loira.

Não...ele não é o Sasori... - gritou a loira tentando acalmar a situação.

Então que é ele? O irmão do diabo. - falou ele encostando a arma na cabeça da loira.

Solte a arma e a policial. - repetiu Gaara mirando na cabeça do sujeito.

Não Gaara...não atira. - pediu a loira deixando o ruivo confuso. - Hidan esse é meu amigo...Gaara não é o Sasori...Sasori não está aqui...

Não! - gritou o homem demente. - as vozes dizem que ele é do mal, dizem que ele é igual ao o outro demônio.

Não é outro... - tentou Ino mais uma vez mais o homem estava fora de si.

Gaara não sabia o que fazer atirava ou não atirava, Ino parecia calma e disse para não atirar, ela tentava convencer ele a largar.

Só queremos fazer umas perguntas... - falou a loira. - depois vamos embora e te deixaremos em paz.

O que querem saber? - perguntou o homem afrouxando um pouco o braço onde segurava Ino.

Onde esteve ontem a noite? - perguntou Ino sem demora.

Aqui, estive aqui rezando. - respondeu o homem parecendo sincero.

Sabe alguma coisa sobre o assassino do origami? - agora foi Gaara que perguntou, o homem apertou mais Ino e olhou para o ruivo.

Não sou o assassino. - respondeu ele. - Deus não gosta que mate seus anjos.

Anjos? - perguntou Gaara sem entender.

As crianças são anjos...não tem maldade, são puras, só conhecem a maldade depois que crescem. - falou o homem .

Mais já tentou matar um menino... - questionou o ruivo.

As vozes disseram que ele era o anti-cristo, não posso deixar que o apocalipse comece. - respondeu debilmente e começou a falar algo enrolado.

Ino olhava para Gaara que ainda mirava Hidan que estava soltando a loira lentamente então tudo aconteceu rápido demais. Ninguém viu como e quando Sasori chegou abriu a porta e logo atirou no homem que se dizia enviado de Deus. Este que pego de surpresa viu Sasori e mirou a arma para ele, mais seus sentidos estavam fracos e ele acabou atirando sem mira, mas a única pessoa que estava próxima e na sua frete era Ino que foi atingida no braço esquerdo.

Ino! - gritou Gaara guardando a arma e indo socorrer a loira que caia no chão.

Demônio... - gritou Hidan antes de ser atingido novamente por mais duas vezes seguidas por Sasori.

Gaara viu Sasori liquidar Hidan sem nenhum receio ou culpa, quando o homem caído parou de espirar o ruivo guardou a arma e se virou para Gaara que segurava Ino que havia desmaiado.

O que você fez? - perguntou Gaara olhando para Sasori que tinha um sorriso no rosto.

Ora pensei que estava obvio, salvei sua vida. - respondeu ele se aproximando dos dois, se agachou e pegou a loira dos braços do agente do FBI. - Vou leva-la para um hospital, chame a ambulância ou então a policia.

Gaara não disse nada apenas viu o ruivo se afastar com a loira em seus braços sem muita delicadeza, olhou em volta e foi ver se Hidan estava vivo, ao se aproximar viu que ele ainda respirava fracamente se agachou e tentou estancar o sangue, pegou o celular e discou o numero da ambulância.

Preciso de uma ambulância urgente, homem baleado estou no bairro Kin Huan, Rua Arkiro nº123 quarto andar apartamento 34B. - falou as informações e desligou o telefone olhou novamente para o homem deitado no chão.

Ele é do mal...- falou Hidan com dificuldade. - ele não quer...não quer ajudar...e...ele é amigo dele...

Quem? Quem é amigo dele? - perguntou sem entender.

Aquele...aquele de...ele...ele não quer achar o culpado...ele...cuidado...- foram as ultimas palavras do homem pois ele havia morrido.

Gaara não esperou a ambulância chegar e saiu de lá atrás de Ino e Sasori, tinha que ver como a loira estava se sentia culpado por não ter feito nada, o tempo havia fechado e as nuvens de chuva já dava sinal que iria chover mais.


Sábado 05/03/11
15:50 da tarde.

"Droga de tempo mal parou de chover já vem mais chuva"

Pensou Nagato enquanto dirigia para casa depois de ter ido ao mercado depois daquele episodio logo cedo, não havia conseguido nada além de aborrecimento. Parou o carro na entrada do prédio e esperou o portão metálico abrir lentamente, era um prédio antigo de três andares, morava no segundo onde também era seu escritório. Chegando no apartamento foi aguardar as compras que havia feito, enquanto guardava tentava pensar no próximo passo para a investigação, quem seria a próxima pessoa que teria que procurar.

"Acho que por hoje já chega, não aguento mais essa chuva, vou tomar um banho quente e dormi antes que fique doente"

Pensou indo para o quarto onde havia o banheiro até o telefone tocar e lhe tirar do seu trajeto indo atender de má vontade.

Detetive Nagato? - atendeu no terceiro toque.

AlÔ...é...e...sou eu Konan. - a voz feminina o fez sorrir, será que ela tinha resolvido ajudar?

Como está sra. Konan? - perguntou tentando parecer natural.

Bem...é que me disse para ligar se eu lembrasse de algo. - falou ela meio rouca.

Sim...está disposta a ajudar agora? - quis saber.

Não sei se posso ajuda-lo, mas...eu não suporto em pensar que o assassino do meu filho ainda está solto por ai fazendo mais vitimas...- respondeu com a voz chorosa.

Certo, o que você lembra? - perguntou pegando um papel e caneta.

Não, não pelo telefone, poderia me encontrar em algum lugar? Ou posso passar ai em seu escritório. - ele respirou e concordou afinal se tinha chances de alguma pista faria qualquer coisa.

Está bem, o endereço é o que se encontra no cartão que te dei, estarei esperando. - desligou o telefone e rumou para o banheiro.

Tomado banho e arrumado Nagato foi preparar algo para comer quando terminou notou que já estava a noite e havia começado a chover novamente, se sentou atrás da mesa que havia na sala , onde era seu escritório. Pegou uma pasta e a abriu onde tinha a ficha do filho de Konan, Ian Akira Gaako, leu e tentou ver alguma relação do assassino com a vitima, como todas as vitimas foi encontrado morto afogado em um terreno vazio. As batidas da porta o fez sobressaltar guardou os documentos e foi atender, Konan esperava do outro lado da porta tinha os cabelos molhados por causa da chuva e o casaco com respingos.

Sra. Gaako. - falou Nagato quando dava passagem para a mulher entrar no apartamento.

Só Konan por favor. - respondeu ao entrar e ir até o meio da sala. - Gaako é sobre nome do pai de Ian.

Desculpa. - se desculpou indo até a mesa onde trabalhava, observava a mulher. - disse que tem alguma coisa par mim...

Quando o pai de Ian sumiu...um dia depois que meu...filho morrer, ele recebeu uma carta, não vi de quem era ele não me mostrou, saiu durante a madrugada e desapareceu. - falava Konan com a voz fraca. - depois de um tempo achei esse envelope.

A mulher tirou da bolsa um envelope branco mediano e entregou ao Nagato que pegou o envelope e analisou, havia sido impresso em uma maquina de escrever antiga e era endereçada para o marido da mulher, se o fosse o assassino que tivesse mandado aquela carta não sabia dizer, mais apenas o envelope era inútil.

Isso ajudará em alguma coisa? - perguntou a mulher parecendo ler seus pensamentos.

Sim...qualquer coisa é de grande ajuda. - mentiu o detetive. - a carta que havia no envelope sumiu? - ela afirmou com a cabeça. - e você não sabe do que se trata?

Não ele simplesmente sumiu sem dizer para onde ia. - falou ela desesperada. - será que ele também...?

Não sei lhe dizer, não passou nada no noticiário. - falou Nagato se sentando na cadeira observou a mulher. - obrigado por trazer isso, pode ser de grande ajuda.

Certo...sr. Nagato eu queria te pedir uma coisa. - falou a mulher se aproximando da mesa e se sentando na cadeira de frente a mesa.

Se eu puder te ajudar. - respondeu ele dando um leve sorriso.

Quero lhe ajudar nas investigações. - revelou a mulher fazendo o detetive rir.

Isso não é brincadeira sra. - respondeu fazendo ela ficar brava.

Quem disse que estou brincando? Quero ajudar a pegar esse desgraçado que matou meu filho. Quero saber quem é. - respondeu a mulher brava.

Sei que quer, mais isso não é para qualquer um, não sabe nem por onde começar. - foi a resposta dele, ela o encarou e se levantou.

Certo...já que o senhor não quer minha ajuda então acho que isso não te ajudará em nada. - falou a mulher pegando o envelope que estava sobre a mesa e foi guardando na bolsa.

Hei espere... - falou Nagato se levantando.

Não, se o senhor não me deixar te ajudar nas investigações o envelope ficará comigo, caso deixe pode ficar com ele. - falou decidida.

Nagato ficou encarando a mulher em sua frente com uma certa raiva e admiração, ela apesar de apareça de forte era frágil por dentro. O que iria fazer precisava daquele envelope para ajudar nas investigações mas não podia ter que levar Konan para onde quer que ele fosse.

Então senhor Nagato, o que me diz? - pressionou a mulher.

"Droga, sei que vou me arrepender de aceitar mais não vejo outra saída.!"

Certo. - ela emboçou um sorriso de vitória o que fez ficar mais irritado. - Mas terá que me obedecer em tudo!

OK, só me dizer o que fazer, que eu faço sem questionar. - respondeu devolvendo o envelope sorrindo.


Essa é tirada de um jogo de vídeo game do PS3 Heavy Rain...(muito bom por sinal XD)
Espero que tenham gostado...^^ até