Cap. Extra – Naruto POV
Quando abri meus olhos, me arrependi terrivelmente de tê-lo feito. A claridade me incomodava.
Aos poucos fui me acostumando a luz que atravessava a grande janela de vidro. Pisquei várias vezes a fim de acelerar o processo.
Estava em quarto estranho. Mas assim que girei os olhos pelo quarto, as lembranças da noite anterior vieram a minha mente. Todas de uma vez, sem entrar em consenso. Isso me fez sentir um baque enorme na cabeça, como se alguém muito forte me batesse com um bastão.
Lentamente fui me esticando e tentando convencer meu corpo a caminhar para fora dali.
Minha cabeça doía, e eu sentia um peso muito grande no estômago e no corpo.
"Ressaca."
Olhei para o lado e vi um bilhete caprichosamente dobrado em cima do travesseiro.
Não reconheci a caligrafia pequena e redonda, então fui me atentar para o autor do bilhete.
Hinata...
Naruto,
Desculpe não poder esperá-lo acordar. Tive que resolver um problema logo cedo.
Adorei ter conhecido você. A noite foi muito boa.
Para ter certeza que você me procuraria de novo, trouxe a chave do seu carro comigo.
Brincadeira, a chave está aí =]
Tenha uma boa semana.
Xoxo,
Hinata
Fitei o teto por um bom tempo depois reli o bilhete me atentando para o telefone rabiscado no canto do bilhete.
Ela quer que eu a procure.
Eu deveria procurar? Bom, ninguém pode me culpar de querer vê-la de novo, ela é... hm... Muito bonita. Apesar de tudo, meu sentido aranha me diz para me afastar dela.
Localizei minha blusa amarrotada no chão, jogada a um canto.
"Vestígio da noite anterior", ri.
Enquanto me vestia e tentava, inutilmente, parecer mais apresentável me bateu uma sede louca. Sede de ressaca... Por mais que você beba água ainda continua com sede. É terrível.
É o preço que se paga por se divertir no dia anterior. Sorri mais abertamente, encarando o nada. Dessa vez não faria promessas de que pararia de beber, eu nunca as cumpro.
Ao que me lembro a noite anterior havia mesmo sido boa. Mas não consigo me lembrar de como peguei no sono... Maldita necessidade fisiológica. Claro que o álcool teve um papel importante no meu inconveniente estado de sonolência.
Fechei os olhos, esperando que a imagem dela viesse a minha cabeça. Ao que me veio a imagem de uma moça baixa, cabelos lisos e preto-azulados até abaixo dos ombros e incomuns olhos perolados.
Peguei meu celular e disquei o número do bilhete. Ainda tentava endireitar meus cabelos arrepiados quando uma voz tão baixa que eu mal consegui ouvir me saudou do outro lado da linha.
- Oi Hinata... Bem... Tem algo para fazer hoje a noite?
