Obs.: Outro hentai.
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Extra – Sasuke
As palavras dela saiam entrecortas pela respiração ofegante.
E eu ia mais forte e rapidamente com meus movimentos a cada gritou de prazer que ela dava.
Segurei um de seus seios com a mão enquanto a outra ainda segurava uma das pernas.
Ela arranhava minhas costas enquanto eu a empurrava violentamente contra a parede com meus quadris.
"Não agüento mais", comecei a dizer, "Eu vou..."
Acordei ofegante e completamente suado.
Novamente havia sonhado com ela.
Céus! Que falta essa mulher me faz.
Xinguei baixo ao ver que meu corpo estava completamente rijo e fui ao banheiro tomar o banho mais gelado e demorado que o dinheiro do meu irmão permitisse.
Nunca imaginei que estaria de volta a casa de meu irmão. Por mais idiota que isso pareça agora, eu pensei que viveria com ela o resto da vida. Casaria e teria filhos com os olhos tão lindos quanto os dela.
Sakura era tudo o que eu tinha na vida.
Amava vê-la tentar se fazer de durona e, em minutos, se derreter com meus beijos.
Sei que não sou romântico como ela gostaria que eu fosse, mas ela sabia disso quando aceitou morar comigo. Não era motivo para ela procurar amor em outro. Ou melhor, prazer em outro.
Eu costumava chegar cansado do trabalho, então nossas noites de amor diminuíram gradativamente. Mas isso não é motivo para uma traição.
Eu amava aquela mulher, apesar de nunca ter-lhe dito.
Aprendi a confiar nela e deu no que deu. Mulheres não prestam. São todas interesseiras e dissimuladas.
Itachi, meu irmão, tem razão em dormir cada dia com uma. Ele deve estar por ai com uma qualquer, daqui a pouco é hora dele chegar em casa, barulhento e bêbado.
Fui até o telefone e acionei a secretária eletrônica. Nenhuma mensagem. A última notícia que tive dela foi quando ela me ligou há uns dias atrás.
Eu desconfiava há muito tempo, mas tinha medo de confirmar minhas suspeitas. Medo de que enquanto eu estava enfurnado no escritório com pilhas de papéis para assinar, ela estava nos braços de outro, gemendo e gritando.
Seu orgasmo deveria pertencer a mim e somente a mim.
A cena que eu mais temia, que eu mais adiava aconteceu bem diante de meus olhos; O dia que resolvi segui-la e a vi num quarto de motel sujo e barato, com um homem barbudo e gordo algemado a cama e cheio de papelote de maconha ao seu lado e ela de corpete vermelho me olhando assustada como quem acabara de ver um fantasma.
Naquela noite ela demorou a chegar a casa... Novamente.
Ouço a companhia tocar e desligo o chuveiro.
Maldito Itachi. Esqueceu a chave em casa de novo.
Enrolado na toalha e irritado até a alma fui atender a porta.
- Merda Itachi... Para que você tem a maldita chave?
Quando abri dei de frente com duas esmeraldas me observando, me suplicando.
Antes de começar a falar senti seu cheiro inebriante invadir minhas narinas.
- Vá para casa, Sakura.
- Não até falar com você.
- São 3h da manhã.
- Ao que parece você também teve problemas para dormir. – sorriu com a sombra de um deboche.
Quando ameacei fechar a porta ela colocou o pé na soleira e forçou o corpo para frente.
- Se não me deixar entrar eu faço um escândalo.
Saí de perto da porta e fechei-a com força quando Sakura passou.
Olhei-a como se fosse matá-la com o olhar.
- Como tem passado? – me perguntou tensa.
- Bem. – menti.
- Eu não. – e virou os olhos inchados, mas sem lágrimas para mim – Sinto sua falta.
- Ha, é isso o que veio dizer?! – encarei seus olhos vazios e molhados por um choro mal contido – Saia da minha frente. – indiquei a porta com o dedo – Esqueça que um dia você me conheceu – disse entre dentes.
- Não Sasuke. Não até eu contar o que aconteceu.
- Você. É. Uma. Falsa. Sonsa. Traidora – rosnei pausadamente com meu rosto a centímetros do dela e os olhos transbordando de raiva.
Senti-a tremer em seu pequeno corpo. Sentia a profunda tristeza que se abateu sob seu olhar. Senti-a engasgar com o choro e engoli-lo.
Como eu queria sacudi-la pelos ombros e dar-lhe o tapa que eu deveria ter dado naquela noite.
- Eu sou... U-uma espiã. – começou a dizer timidamente.
- É nisso que você quer que eu acredite? – perguntei rudemente e atirei o vaso de porcelana francesa do meu irmão contra a parede.
Ela recuou.
- É-é verdade. – disse enquanto se encolhia pelo meu acesso de raiva.
- Sakura, você tem noção do como isso soa ridículo.
Encostei-me ao sofá da sala de estar de Itachi, afundando as unhas no couro branco do estofado.
Ela jogou uma pequena carteira a meu lado. Vi a foto de uma Sakura mais jovem e com os cabelos róseos compridos me encarando séria, ao lado havia seu nome completo, o símbolo da polícia federal e os dizeres "serviço secreto".
Não a encarei.
Em minha mente, certos detalhes, pontas soltas de perguntas não respondidas, se encaixavam. E faziam sentido. Mas isso não mudava o fato de eu ter me apaixonado de uma forma dependente e alucinada a ela; de eu ter exposto minha vida, meus segredos, minhas amarguras a ela e receber em troca palavras falsas e mentiras pensadas; de seus sorrisos e lábios não serem somente meus. Isso não muda o fato de que eu havia sido traído. Isso não muda o fato de sentir meu coração diminuir toda vez em que ela aparece em meus pensamentos.
Não quis encará-la ainda. Não até saber o que pensar ou como agir.
- Então você não é gerente daquela loja de brinquedos? – perguntei.
- Não.
- Então o que você fazia quando eu te deixava em frente a loja todas as manhãs?
- Dava a volta no quarteirão e entrava nos domínios da polícia federal.
- Há quanto tempo trabalha nisso?
Ela não respondeu.
Rosnei a pergunta novamente.
- Quatro anos. – respondeu numa voz rouca.
- Então você me engana desde que nos conhecemos. – ponderei mais para mim do que para ela.
- Entenda Sasuke, eu não podia contar.
- Cala essa boca, Sakura.
- Eu era um trabalho algo assim?
- Não! – seus olhos se arregalaram com urgência e de repente eles pareceram mais vivos – Me envolver com você foi totalmente aleatório, mas foi a melhor coisa que aconteceu.
Ficamos em silêncio. Eu podia sentir a amargura que pairava pelo ar.
- Com quantos você dormiu?
- Depois de conhecer você, nenhum.
Olhei para ela. Ela me encarou decidida.
- E por que eu confiaria em você?
- Porque é verdade.
- Mas... Aquele dia – minha voz saiu mais fraca e rouca do que eu gostaria.
- Não houve nada. Eu só armei um flagrante para pegar o idiota com maconha. Posso provar – emendou quando viu que eu ainda a encarava.
- E antes de me conhecer?
- Isso não importa, Sasuke, importa?
- E antes de me conhecer, Sakura. – repeti a pergunta grosseiro.
- Somente um.
Soltei uma risada cínica, que fez um som estranho ao passar pela minha garganta.
Passei as mãos pelo cabelo, arrepiando-o. Fui até a janela e a lufada de ar frio da madrugada que tomei me permitiu reorganizar as idéias.
- Por que resolveu me contar isso agora?
- Enviei hoje à minha chefe um pedido de demissão. Vamos começar do zero, Sasuke. Sem mentiras dessa vez.
Não respondi.
- E se eu não quiser voltar para você – disse da janela onde eu estava.
- Eu tinha que arriscar – respondeu-me do outro canto da sala.
- Você me ama?
- Muito.
Não era justo. Mesmo sabendo a verdade minha dor não passava. Era muito fácil para ela pedir desculpas por uma vida de mentiras. Eu que fui o enganado por anos pela pessoa a quem eu daria o mundo se ela pedisse. Eu que fui o idiota da história.
Não é ela que sente a dor que eu sinto.
Aproximei-me com olhos intimidadores presos aos assustados dela.
Ela recuou contra a parede e fechou os olhos com força.
Nunca imaginei que ela teria medo de mim. Mas nesse instante era exatamente isso o que eu queria. Fazê-la temer seria razoável.
Segurei sua cabeça fortemente com as duas mãos e pressionei meus lábios contra os dela com força. Abri passagem para a boca carnuda dela e aprofundei o beijo ferozmente até sentir o gosto metálico de sangue.
Abri o zíper do casaco que ela usava, com um puxão abri sua blusa de botões de uma só vez e lutava contra o fecho de seu sutiã.
- Está me machucando, Sasuke. Pare. – disse enquanto me repelia com as mãos.
Não dei atenção.
- Está doendo. – me disse mais alto me mordendo onde alcançava e tentando me chutar.
- Você não sabe o que é dor. – grunhi, mas comecei a recuar quando vi seu corpo trêmulo e rígido e os olhos com lágrimas nos cantos.
Soltei-me dela rapidamente e pus as duas mãos na cabeça. Aflito, confuso, destruído.
Minha vontade de fazê-la sentir verdadeiramente dor era muito grande ainda. Mas ao mesmo tempo, não podia machucá-la. Perto de mim ela era tão frágil que seria muita covardia se eu fizesse o que estava planejando. Queria-me ferozmente dentro dela, mesmo que para isso precisasse forçá-la. Ela relutaria no início, mas acabaria cedendo a minha vontade. Isso me fez ter nojo de mim mesmo. Não poderia usá-la dessa forma.
O sentimento que me prende a ela é mais forte que minhas vontades carnais.
- Sasuke-kun... – seu tom ainda era receoso.
- Me desculpe – disse sem encará-la e escorregando para o chão.
Ela ajoelhou entre minhas pernas abertas e apoiou uma das mãos em meu joelho e com a outra afagava meus cabelos. Deitei minha cabeça em seus ombros apenas apreciando a presença dela.
- De hoje em diante – levantei a cabeça para analisar a sua reação – você será somente minha.
Ela riu e me beijou os lábios.
- Eu sempre fui só sua.
Novamente estava com a língua em sua boca, sedento por seu gosto. Trouxe-a para mais perto de mim, dessa vez tendo o cuidado de ser delicado.
Sakura prendeu minhas mãos contra o chão com as suas e começou a distribuir pequenos beijos pelo meu corpo, começando na base do meu pescoço, descendo por meu peito e se demorando em minha barriga.
Ergui seu rosto e fiz o caminho do seu pescoço ao queixo com a ponta do meu nariz gelado. Ela sorriu de leve antes de voltar a me beijar nos lábios com uma mão apoiada em meu ombro enquanto a outra agarrava meu cabelo com força.
- Você ainda está muito vestida. – eu sussurrei ao pé de seu ouvido antes de começar a mordiscar e a chupar-lhe o lóbulo da orelha.
Vi sua respiração descompassar, ela tremer e gemer baixo como se ocorresse em câmera lenta. Isso meu deu vontade enlouquecida de tocá-la mais, em todos os lugares que minha mão alcançasse.
Ela me olhou com malícia e novamente prendeu minhas mãos ao chão com as delas. Me chupava levemente em todo o rosto, pescoço e parte do tórax que sua boca conseguisse tocar enquanto sua coxa e feminilidade roçavam-me sensualmente o abdômen, sua barriga, meu peito e seu seio passava perigosamente próximo a minha boca.
Desprendi minhas mãos das dela e agarrei-a pela cintura, procurando pelo zíper da calça que ela usava. Assim que vi um pedaço da calcinha mínima que ela usava, entrou em meus pensamentos ela usando somente esse pedaço de pano e logo em seguida, não usando nada que me impedisse de admirá-la. Meu corpo começou a responder mais veemente.
Desci o dedo por dentro da lingerie, acariciei-lhe a intimidade e penetrei-a com o dedo, fazendo movimentos de entra e sai e em seguida fazendo movimentos giratórios. Ela gemia alto e cada vez mais alto e me arranhava forte e cada vez mais forte me fazendo querê-la mais e cada vez mais.
Senti o fluido sair de dentro dela molhando meus dedo e as suas roupas.
Olhei-a por inteiro e percebi que incomodamente ela ainda vestia o sutiã e quando fui tentar tirá-lo ela me impediu, tentei novamente mas ela impedia as minhas investidas com uma força que até então eu não sabia que ela possuía.
Roçou os lábios nos meus e depois começou a morder e a lamber os dedos da minha mão, me fazendo imaginar como seria a sensação daquela boca ávida em mim por inteiro.
A excitação pulsava em minhas veias de forma arrebatadora e se concentrava em meu quadril. Ele pulsava para entrar em ação. Olhei-a e ela ainda me encarava com a expressão próxima ao sadismo.
Ela retirou o próprio sutiã, deixando a mostra os seios pequeninhos que pareciam ser feitos para encaixarem perfeitamente em minhas mãos. Abocanhei um no mesmo instante enquanto massageava o outro.
Ela passeou pelo meu corpo com as mãos, deixando um rasto com as unhas. Passou pelo meu tórax, fazendo uma linha reta até parar a centímetros de meu membro rígido.
- Sakura... – não consegui formular o resto da frase, mas ela pareceu entender.
Ela assentiu e me beijou.
Tirou as botas e a calça que eu não havia aberto totalmente. Procurei apoiar melhor as costas na parede. E ela veio sensualmente engatinhando para mim. Sentou-se em mim e começou um movimento de sobe e desce, sendo ajudada por mim.
A sensação era tão boa que queria que nossos corpos fossem um para sempre.
Eu pedia cada vez mais, chamava cada vez mais por ela. Ela gemia alto e gritava meu nome com urgência.
Senti-me explodir dentro dela. E ela se contorcer e sorrir.
Ela me agarrou pelo pescoço extasiada e satisfeita.
- Eu quero que nossa filha seja tão linda quanto você. – eu disse com a minha testa apoiada a dela.
Ela cerrou os olhos vagarosamente e suspirou:
- E se for menino será tão bonito quanto você.
Beijei-a levemente no canto da boca. Mas antes dela pensar em retribuir, a porta foi aberta abruptamente, assustando a nós dois.
- Merda Itachi – gritei, nos tampando de qualquer jeito com as peças de roupas mais próximas que eu consegui pegar.
- Ih maninho, ta... tirando... o atraso. – respondeu com a voz arrastada e fechou a porta com um baque - Fala... cuinhadinha. – se voltou para Sakura.
Só aí vi que o rosto dela estava rubro. Sakura estava tão envergonhada que pude sentir o calor que emanava dela.
- Alguém vai... limpar essa bagunça – disse Itachi, se dirigindo para o quarto com uma garrafa de sakê pela metade.
Sakura se desprendeu de mim e foi vestir a blusa rapidamente. Mesmo não conseguindo fechar a blusa, pois eu havia arrebentado todos os botões, ela se levantou decidida.
- Eu... nunca ... nunca mais volto nessa casa. – ela ainda estava muito vermelha – Nunca vou conseguir encarar seu irmão de novo.
- Não liga para o que esse bêbado diz. Vamos, eu te levo para casa. – estiquei a mão para ela me ajudar a levantar.
Vesti qualquer roupa e fui tirar o carro de Itachi da garagem, fazendo questão de arranhá-lo no portão.
Seguimos o caminho em silêncio. Ela beijava meu ombros as vezes e outras apoiava a mão em meu joelho.
Quando chegamos a frente a sua casa, ela me dirigiu um amoroso boa noite e fez menção de se levantar, mas eu a segurei pelo pulso.
- Sakura. – olhei-a fixamente.
De repente ela pareceu preocupada. Continuei:
– Ainda tem aquele corpete vermelho?
Ela repuxou os lábios num sorriso, mas sua expressão mudou rapidamente.
- Sim. – ela me olhou maliciosamente e mordeu o lábio inferior – E estou muito a fim de usá-lo nesse momento.
E começamos com um beijo que terminaria horas mais tarde em nós dois suados e ofegantes, abraçados sobre a cama.
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N.A.: Espero que gostem. E novamente obrigada pelos reviews, se não fossem eles eu acabaria desistindo da fic.
N.A.: Não sei porque cargas d'água eu coloquei o konohamaru na história u.u eu nem gosto dele.
