Disclaimer: [UA] Saint Seiya não nos pertence, e esta história não tem quaisquer fins lucrativos.
Capítulo Dois.
A sala era grande e bem iluminada. Não havia janelas, mas as luzes fluorescentes faziam um belo trabalho. Duas macas de aço ficavam expostas uma ao lado da outra e, na frente delas, um grande balcão com ferramentas de tortura e uma pia grande com triturador de alimentos embutido. Ao lado esquerdo estavam dois grandes freezers com quatro celas do lado direito delas. Em uma delas havia um corpo deitado no chão. Não estava morto, apenas dopado. Atrás das macas uma longa fileira de estantes que iam de uma ponta da parede a outra, eram 10 ao todo. Sua altura chegava ao teto. Nelas vários potes de vidro estavam perfeitamente alinhados e catalogados, dentro deles havia órgãos.
Ele podia sentir o cheiro. Sangue. O cheiro era totalmente inebriante. Cheiro de sal e ferrugem. O gosto era o mesmo, mas o que realmente dava prazer para ele eram os gritos, as suplicas e o medo estampado nos olhos da vítima. Aquele prazer inestimável de ser o predador. Não havia esperança, não existia Deus, deuses, ninguém. Nem mesmo fé. Medo, dor, sofrimento, angústia, solidão. Palavras lindas, sentimentos memoráveis. Porque o maior prazer estava em sentir, em proporcionar o sofrimento aos outros. Prazer que ele não iria negar a si mesmo. A morte é algo belo, porém tem que ser apreciada e bem planejada.
Sim, ele podia ouvir perfeitamente os lamentos dela, sua vida já estava no fim. O que era uma pena. Seu corpo jazia em cima da maca gélida. Dava seus últimos suspiros. Maravilhoso, pensou. Não fora forte o suficiente para entretê-lo, como a maioria. Ela era fraca, mas pode saciá-lo. Há muito tempo vinha buscando alguém que fosse capaz de suportar tamanha dor, alguém que fosse perfeito para seus olhos.
Em toda a sua vida só quatro haviam fugido, mas isso não era um problema. Logo tudo seria resolvido. Seus métodos haviam melhorado. Dessa vez não haveria erros, mas alguém ainda teria de pagar pelo que ocorrera no passado. E ele sabia quem pagaria. Na época era inexperiente, tinha outros planos. Hoje já tinha aperfeiçoado seu método e buscava encontrar o que antes ele havia perdido.
Não foi difícil para ele cuidar do velho, depois de 15 anos ele já estava bem acabado e não teria forças para aquilo que o aguardava. Havia planejado tudo perfeitamente. Sem erros dessa vez. O que aconteceu no passado foi um lapso. Ele havia subestimado o destino.
Ele caminhou tranquilamente até a maca onde uma mulher loira estava deitada. Seu corpo já estava completamente sem sangue. Ele pegou os membros superiores que estavam no chão. Primeiro pegou as mãos, enrolou no plástico e depositou no freezer, depois pegou o restante dos braços. Fez a mesma coisa, enrolou e os guardou. O processo era prazeroso e o deixava calmo. Ele é do tipo de pessoa que sente um orgasmo só de ver alguém sofrendo em suas mãos. Tinha de ser algo poético, mágico, brilhante. Voltou a olhar o cadáver.
Ela era tão bonita. Pensou em dar-lhe braços novos mais tarde, por que não? Foi até o final da bancada se agachando e pegando os pés, fez o mesmo processo anterior, depois as pernas, sempre a mesma coisa. Quando acabou com os membros, pegou a serra e a decapitou lentamente, saboreando cada segundo. O barulho da serra encontrando o aço gélido da maca era música para seus ouvidos.
Sim. Agora estava terminado. Pegou a cabeça dela e enrolou em um plástico. Guardou no freezer e voltou sua atenção ao tronco. Com um bisturi, abriu a caixa torácica ao meio, fazendo com que as costelas ficassem expostas. Foi um trabalho árduo, porém prazeroso. Como era mulher, tinha de ter certa atenção às glândulas mamárias, mas nada muito difícil para ele. Pulmões, coração, fígado, pâncreas, estava tudo ali. Foi descendo com o bisturi até abaixo do umbigo. Depois de ter feito a incisão, pegou os órgãos e os depositou dentro de potes de vidro. Antes de fechá-los acrescentou formol e logo depois etiquetou todos eles. Colocando o nome de cada órgão respectivamente e de quem pertenciam. Depois de ter feito isso tudo, tranquilamente foi colocando os mesmo em seus respectivos lugares. Ele era perfeccionista.
Depois de organizar tudo, pegou seu material de limpeza e começou o trabalho difícil e chato. Retirar a impureza daquela mulher de seu consultório particular. Não podia haver nada ali de impuro. Pegou todos os materiais e os lavou com água e sabão. Depois, pegou álcool 70% e passou em todos eles. Colocou os mesmo em cima de uma bandeja de aço, colocando-os em seguida dentro de um envelope especializado a agüentar grandes temperaturas.
Pôs tudo dentro de uma pequena autoclave que estava depositada em cima da bancada. Feito isso, pegou um pano e começou o trabalho em cima do balcão, tirando o sangue com sabão e álcool. Depois de ter limpado tudo ali em cima, foi para a maca. Jogou água sob a mesma, que obtinha um pequeno buraco na sua parte inferior onde o líquido caía e escorria para dentro de um galão. Pegou o galão e cuidadosamente despejou o líquido dentro da pia. Feito isso, lavou o galão por dentro e tornou a lavar a pia. Maca limpa. Agora só faltava o chão.
Todo aquele processo era essencial para ele. Mania de limpeza, tudo tinha que ser certinho. Limpou o chão com maestria. Guardou todo o material e ficou a observar o velho deitado no chão dentro de uma das celas.
Era uma pena que os cachorros já tivessem morrido. Ele adoraria matá-los também. Por causa dele e de seus animais estúpidos, tudo havia dado errado. Precisava se acalmar. Ele repetia para si mesmo. Calma. No final tudo daria certo. Aquela insaciável obsessão um dia, quem sabe, iria acabar. Quinze anos sem saber o paradeiro. E ele havia procurado. Até que resolveu seguir outro caminho. Quando o momento chegasse, ele daria continuidade ao que havia começado quinze anos antes.
*o*o*
A sala era grande e retangular. Não havia paredes de concreto para separar os cômodos ali, e sim vidro. Tudo era de vidro. Assim todo mundo podia saber o que se passava em cada cômodo, em cada lugar, fora que dava ao lugar um aspecto mais limpo e sofisticado.
Naquele cômodo estava uma grande mesa oval, sua base era de inox e a tampa de vidro. As várias cadeiras de couro ao redor mesa tinham seus lugares ocupados pelos novos membros da empresa. Como a empresa era muito grande, Megan resolveu fazer duas reuniões separando por grupos. Assim, todos poderiam ficar sentados e prestar atenção no que era dito. Dezesseis pessoas sem contar com as quatro que estavam ali.
Rachel passou os olhos por cada um, ela podia dizer perfeitamente quem eram as modelos. Duas lindas jovens, magras e altas. Reparou que uma delas poderia ser mais alta, estava mais para modelo de molde, com seus largos quadris e seus seios avantajados. Essa tinha cabelos vermelhos ondulados até a altura dos seios. Naturais. O que era ótimo. Bem exótica. A outra, nossa... Essa daria trabalho. Pela sua expressão e pelo seu modo de sentar e olhar ao redor, Rachel sabia que ela tinha um gênio difícil. Morena, de longos cabelos castanhos com algumas ondas nas pontas. Olhos igualmente castanhos e longos cílios. As maquiadoras gostariam dela, colocar os lábios com um vermelho vivo e sobressair seus olhos. Mas não tão marcado para não ficar pesado, algo que contrastasse com seus lábios. Rachel sacudiu a cabeça. Sua imaginação já estava vagando, ela já estava pensando na coleção só de olhar para as modelos, imaginava como seria quando analisasse os homens.
O silencio reinava. Todos ficavam se encarando. Só de olhar para as pessoas você consegue dizer mais ou menos como elas são. Ali, Arthemis observava cada um. Sabia de cara quem eram as modelos, como fotógrafa já estava cascuda nessa área. A maioria era mulher. Faria grandes amizades ali. Seus olhos perspicazes podiam perceber que algumas das outras mulheres poderiam facilmente também ser modelos. Era só fazer uma bela maquiagem, um lindo corte de cabelo e um lugar adequado e, claro, luz. Era meio suspeita para falar, fotografia era a sua vida, sua paixão.
- Primeiramente bom dia. – Falou Megan, se levantando. – Sejam bem vindos à Beauty Enterprises. Esta aqui – Megan colocou a mão no ombro de Violet – é minha irmã, Violet.
Violet sorriu e cumprimentou a todos com um aceno de cabeça.
- Ao lado dela está Bea, nossa publicitária e ao meu lado está Rachel, nossa estilista.
As duas também acenaram com a cabeça.
- Creio que vocês já devem ter feito um tour pela empresa, espero que tenham gostado de nossas instalações. Esperamos que todos nós, apesar de nossas diferenças, possamos nos dar bem. Prezamos trabalho em equipe e claro, respeito. Qualquer problema ou dúvida, vocês podem procurar a mim ou a qualquer uma delas. Ficaremos gratas em ajudar. Alguns de vocês vieram de outros países somente para trabalhar aqui. Qualquer problema de adaptação, por favor, não tem problema algum em nos procurar. – Megan bebeu um pouco d'água. – Vamos às apresentações, eu sei que parece que estamos voltando ao colegial, mas acho isso bastante necessário para que possamos nos conhecer melhor. Nós conhecemos cada um de vocês, afinal os escolhemos, mas o colega ao lado não.
A reunião não demorou muito. Cada uma falou um pouco de si, de onde veio e o que pretendia na empresa. O ambiente, que antes estava tenso, ficou leve e Violet podia ver algumas amizades começando a se formar. Algumas histórias eram tristes, mas ao mesmo tempo de superação. Ingrid e Arthemis já estavam conversando animadamente uma com a outra, o que fez Violet sorrir, pareciam duas amigas de infância. Max e Ryu, já estavam familiarizados um com o outro, pois tiveram tempo de conversar na portaria. Eram sérios e tinham aquele porte rígido. Max mais que Ryu, afinal era um ex-militar. Max olhava para todos os lados como se algo pudesse acontecer e Ryu acompanhava o colega.
Quando todos já pareciam se conhecer, Megan anunciou que à noite teria uma festa de inauguração ali e exigia a presença de todos. Contou que seu pai, Nicolas Farell, havia cedido 14 lindos vestidos da Gucci e que ela faria questão que todas as mulheres usufruíssem deles. Ao final da reunião, Violet e Bea distribuíram as vestimentas. Um para cada mulher de acordo com o tamanho delas. Mesmo aquelas que não gostavam de usar vestidos ficaram felizes em poder ter um vestido de marca no armário. Megan explicou também que o evento seria de muita importância e que seria coberto pelo jornal das oito, o que fez alguns ficarem apreensivos. Apesar disso, Rachel tratou de tranqüilizar a todos. Seria algo para se comemorar e se divertir.
Elas quatro ficariam responsáveis pela empresa e, claro, alguns convidados como o pai de Violet e Megan estariam na festa, junto de outros empresários. O que poderia ser uma boa oportunidade para os modelos. Terminada a reunião, todos foram para as suas salas começar a trabalhar, apesar de ser o primeiro dia, estavam atolados de trabalho.
*o*o*
Arthemis e Ingrid estavam no estúdio, as duas conversavam animadamente a respeito do trabalho. O lugar era amplo e bem iluminado, o que deixava Arthemis feliz. Já Ingrid sentiu o coração pular em seu peito quando viu o camarim. Grande e com quatro baias. Uma delas estava ocupada por uma mulher loira de olhos azuis. Ela estava arrumando suas maquiagens no balcão. Ingrid sabia que ela não era a única maquiadora e que teria que dividir aquele espaço divino com mais alguém.
- Oi.
- Oi. – Respondeu a loira. – Você deve ser a outra maquiadora.
- Sim. – Ingrid sorriu. – Prazer Ingrid.
- O prazer é meu. – Falou apertando a mão da jovem. – Me chamo Esmeralda.
- Belo nome.
- Obrigada.
- Você sempre trabalhou como maquiadora? – Ingrid sentou-se e ficou a observar Esmeralda. Ela continuava a arrumar as suas coisas na bancada.
- Sim. Desde pequena. Sempre gostei. – ela terminou de arrumar e sentou-se também. – Já conhece os modelos?
- Não. Bem, só duas modelos. Uma é meio... Sei lá... A outra é bem simpática.
- Entendo. Eu conheço os modelos, já trabalhei com eles em outros eventos.
- Sério?! Eles são fáceis de trabalhar?
- Então... – Esmeralda prendeu os cabelos em um coque desleixado. – Temos o Mu, ele é meio quieto, sério e na dele. Temos o Milo, bom esse eu vou deixar você tirar as suas próprias conclusões. E, claro, temos Afrodite. Dite, para os mais íntimos.
- Afrodite?! – Ingrid conteve o riso. – Igual o nome da deusa do amor?
- Isso. Ele não liga muito para o que as pessoas pensam, sabe? Ele acha que é a própria encarnação da deusa. Se acha lindo e maravilhoso. É cheio de "não-me-toque". Bem difícil de lidar.
- E por que a mãe dele deu esse nome a ele?
- Bom, ela não deu esse nome a ele. O nome dele é Christer. O nome artístico dele que é Afrodite.
- Entendo.
- Agora me fale das meninas, sabe os nomes delas?
- Como eu disse, uma é meio sei lá, parece meio metida sabe, mas não quero julgar antes do tempo, se chama Victoria e a outra que parece sorridente e amável, se chama Sybil.
- Não sei por que, mas consigo enxergar problema vindo...
- Eu também.
As duas ficaram ali conversando sobre a vida de cada uma. Ingrid gostou de Esmeralda. Ela era simpática e prática. Além de ser muito bonita. Contou sobre seus trabalhos e sobre alguns problemas que teve que enfrentar com alguns modelos. Inclusive Milo e Afrodite. Pelo que Ingrid pode perceber, Milo era um safado. Dava em cima de qualquer mulher. E Afrodite, um fresco. Mas aquilo era o que Esmeralda lhe dizia, ela teria que tirar as suas próprias conclusões.
*o*o*
Quando Ingrid deixou Arthemis sozinha, ela aproveitou para olhar o lugar melhor. Ela sempre trabalhou com a sua câmera, mas sobre uma bancada havia vários tipos de câmeras e lentes. Algo incrível.
- Você é modelo?
Uma voz grave e fria a fez dar um pulo. Não tinha se tocado que não estava mais sozinha. Virou e deparou-se com um belo homem de cabelo curto escuro e olhos azuis a encará-la. Ele usava jeans e uma camisa polo azul. Envolta de seu pescoço, pendurado, uma câmera igual à dela.
- Te assustei?
- Um pouco. – ela disse sem jeito. – Não. Eu não sou modelo, não tenho altura para isso.
- É verdade. – ele caminhou até o balcão de câmeras. – Então deve ser fotógrafa, já que está admirando as câmeras.
- Isso. Meu nome é Arthemis. – Ela estendeu a mão para ele.
- Gianpaolo. – Ele olhou para a mão estendida dela e cogitou não apertar, mas não seria tão grosso no primeiro dia. Apertou sem muito interesse. – Parece que vamos trabalhar juntos.
- Sim. – Ela deu um sorriso amarelo. – Você já conhece todo mundo?
- Só alguns modelos. – Falou dando de ombros. – Alguns são meus amigos.
- Compreendo. Trabalha como fotógrafo já há muito tempo?
- Trabalho. – Limitou-se a disser somente isso.
- Ah! Compreendo. Legal!
Arthemis não teve uma boa impressão de Gianpaolo. Ele era frio e distante, não falava de si e seria muito difícil trabalhar com ele, mas ela gostava de um desafio. Apesar de gostar da mesma coisa que ela, sabia que ele trabalharia sozinho. Então já se organizaram em questão de horário de almoço e divisão de serviço.
Apesar de frio ele prometera levá-la em um evento beneficente que teria na Carolina do Norte, era um evento grande que ajudava cegos e surdos. Iria ser em um final de semana, então Arthemis mal pode se conter, já estava contando os dias para chegar o momento. Iria ter pessoas de todo o mundo. De dois em dois anos eles promoviam esse evento e alguns modelos que trabalham com ela estariam lá. Apesar de ter que ir com ele, iria agarrar essa oportunidade.
- Sério mesmo que você vai me levar?
- Se eu disse que vou, é porque vou. – Gianpaolo começou a limpar a lente de sua câmera. – É um pouco chato, mas a causa é boa.
- Mask, amor da minha vida! - Milo já estava se acomodando ao lado do amigo. Sentou-se e ficou a olhar de um para o outro. – Quem é essa menina encantadora?
- Mask? – Perguntou Arthemis. – Quem é Mask?
- Sou eu. – falou indiferente. – Meus amigos me chamam assim.
- Ah, sim!
- Milo, essa é Arthemis. – Mask se afastou um pouco dele. – Ela é fotógrafa.
- Sério?
- É. – Mask revirou os olhos. – Não vai começar, né?
- Começar com o que? – Perguntou Arthemis.
- Espertinho querendo essa deusa só para você, né?
- O que? – Arthemis não estava entendo o caminhar da conversa.
- Milo, nem todo mundo é tarado igual a você! – Mask voltou sua atenção para a câmera.
- Nem todo mundo é irresistível igual a mim, baby.
- Quer fazer o favor de ser irresistível em outro lugar, a não ser que esteja aqui para trabalhar. – Mask olhou para ele friamente.
- Grosso! – Disse o loiro fingindo estar ofendido. – Minha deusa, gostaria de tirar umas fotos sensuais do gostosão aqui?
- Arthemis. – Ela disse séria. – Me chame de Arthemis.
- Viu só, seu grosso. – Milo disse irritado. – Já fez a cabeça da moça para ir para o lado dark da força.
- Ele não fez nada...
- Minha deusa, eu irei lhe salvar desse Darth Vader.
- Deusas não precisam ser salvas. – Ela disse friamente. – Ainda mais uma caçadora feito eu.
- Caçadora? – Milo olhou para ela sorrindo. – Adoro ser a caça.
Antes que Arthemis pudesse impedir, Milo beijou sua mão e com isso piscou para ela. Antes de sair do cômodo, fez uma banana para Mask e foi embora.
- Ele é sempre assim? – Perguntou incrédula.
Mask somente lançou um olhar azedo para ela. Arthemis revirou os olhos e voltou sua atenção para as câmeras. Trabalhar com ele seria realmente difícil e ainda mais tendo um modelo tarado dando em cima dela. Até a noite, o dia prometia.
*o*o*
- Victoria, não é? – Perguntou Sybil.
- Sim. – Falou Tori, olhando as unhas.
- Eu sou Sybil.
- Sim, eu sei quem é você! – Falou sem olhar nos olhos da mulher. – Você disse lá na sala de reunião, lembra?
- É verdade. – Sybil enrolou uma mexa de seu cabelo.
- Não me leve a mal querida, mas estou naqueles dias sabe então qualquer coisinha me irrita. – Tori examinou as unhas mais uma vez.
- Realmente é muito ruim ficar na TPM.
- Você não sabe o quanto, dor, espinhas, inchaço. – ela lhe dirigiu o olhar pela primeira vez. – Quer dizer, você deve saber, já que é mulher.
- É. Então, antes de trabalhar aqui você trabalhava aonde?
- Nunca ouviu falar no meu nome, honey?
- Não.
- Pessoas sem culturas. – reclamou para ela mesma. – Eu trabalho desde os meus 16 anos como modelo. Sou muito famosa em Londres.
- Sim, mas aqui não é Londres. – Sybil resmungou para si mesma.
- O que disse?
- Nada, só disse que legal.
- Ah! Pensei ter ouvido... – Tori deu de ombros. – Deixa para lá. E você? Começou como?
- Na adolescência também. – ela falou sorrindo, saudosa dos tempos quando era mais nova. - As coisas simplesmente aconteceram para mim, eu queria fazer artes, digo, queria não. Ainda quero, mas o mundo da moda me pegou. E eu não tenho do que reclamar, adoro.
- Pretende fazer artes ainda?
- Claro. Quando me aposentar quem sabe.
- Não me imagino aposentada. – Tori agora estava com a mente longe. – Nunca me imaginei fora das passarelas.
- Um dia a velhice chega para todos.
- É eu sei, mas esse dia está longe e eu estou na flor da idade e majestosa.
- Meninas. – Chamou Bea. – Preciso falar com vocês duas.
Victoria e Sybil que estavam sentadas em pufes conversando levantaram-se e se encaminharam até a mulher de cabelos rosa. Bea lhes disse que elas fariam uma sessão de fotos para um empresário. Ele queria saber se as meninas realmente ficariam bonitas vestindo os seus biquínis. O homem era dono de uma marca famosa de biquíni nos Estados Unidos e caso gostasse delas, faria toda a parte de marketing e propaganda ali com elas. Bea estava animada, tinha certeza que o trabalho era delas. As meninas eram lindas e exóticas. Tori e Sybil se animaram na hora. Bea passou toda a informação para elas, antes de a levarem para conhecer o empresário.
- Vocês viram a Shina? – Perguntou Bea quando terminou de explicar tudo às garotas.
- Shina? – Perguntaram em uníssono.
- Não sei quem é. – Declarou Tori.
- Nem eu, Bea.
- Onde será que ela se meteu? – Perguntou Bea para si mesma deixando as meninas no aposento e indo até a sua sala.
- Biquínis! – Exclamou Tori. – Eu amo biquínis!
*o*o*
Ryu, Radamanthys e Max estavam fixos em suas posições perto da entrada na empresa. Seus ternos impecáveis e seus Musculos rígidos. Para os três, relaxar em momento de trabalho era algo imperdoável. Ryu e Max estavam cada um em um lado da porta giratória. Já Radamanthys estava perto da rua, em pé olhando os cones que estavam posicionados ali em frente. Só um carro poderia parar ali, os das senhoritas.
Ele ficava ali montando guarda para que outros motoristas abusados não invadissem a vaga. Nem se deu conta quando um turbilhão o atropelou. Só viu o borrão e sentiu o perfume doce dela. Shina. Ele já sabia. Atrasada sempre. Ela vivia atrasada.
Shina passou correndo por Ryu e Max dando um breve bom dia. Passou pela porta giratória igual a um furacão e foi direto para o estúdio. Bea havia ligado para ela. Estava dormindo ainda, a noite tinha sido agitada. Pegou qualquer roupa, colocou e foi trabalhar. Nem tinha ido à reunião, as meninas iriam matar ela. Shina já conhecia Bea e as outras através de Milo. Tinha ficado com ele uma noite dessas, algo que se arrepende até hoje, apesar de ter sido bom. Com isso acabou arrumando rixa com certa jornalista. Pronunciar o nome dela chegava a dar ânsia de vomito. Passou pelas meninas na recepção correndo, apenas acenando com a cabeça. Quando chegou no estúdio, toda esbaforida, Violet veio correndo em sua direção.
- Vai para o camarim se arrumar Shina, rápido. –Violet a empurrava com as pequenas mãos. – Só falta você.
- Ok! Desculpe o atraso.
- Tudo bem. Agora vá.
*o*o*
- Quem era aquele furacão? – Perguntou Ryu.
- Shina. – Respondeu Rada. – Ela sempre esta atrasada. Todos os lugares que ela vai, ela é a última a chegar.
- Comprar um despertador para ela. – falou Max.
- Milo já fez isso uma vez.
- Milo? – Perguntaram os dois seguranças juntos.
- Sim. Ela já teve um caso com ele. Há muito tempo atrás.
- É o modelo? – Perguntou Max mudando o peso do corpo de uma perna para outra. – Ela também é modelo, né?
- Sim, os dois são modelos.
- Esse povo deve viver se pegando. – Falou Ryu. – Esse mundo da moda é assim, né?
- Esse Milo já pegou todas as mulheres que trabalham aqui? –Perguntou Max. – Ele é meu atirado. Eu sei que ele é seu amigo Radamanthys, mas é o que parece.
- Esse mundo da moda é assim mesmo. Putaria total. – Rada coçou o queixo. – Sem problemas, ele é meu amigo, mas você está certo. Ele é atirado e gosta de ser assim. Acho que o Milo tem um caderno, sabe, tipo uma agenda com todas as mulheres que ele já pegou, com seus telefones e tudo mais.
- É algum tipo de aposta? – Ryu ficou encarando Radamanthys a espera de uma resposta.
O homem pensou por alguns minutos, olhou a rua, olhou as pessoas e coçou a cabeça antes de responder.
- Cara, eu não sei. Do Milo eu não duvido de nada. Ele é bem competitivo no assunto mulher. Pode ser que tenha feito alguma aposta com o Kanon ou Camus. Com o Camus não, ele é frio demais, mas sei lá, tudo é possível. O Milo vive em guerra com Afrodite. Talvez tenha feito alguma aposta com ele. Apesar de que Afrodite é meio fresco.
- Afrodite? – Perguntou Max. – Que nome de viado é esse?
- O nome dele não é esse, é Christer, mas ele se "auto intitula" – Rada abriu aspas. - Afrodite. Para os íntimos Dite.
- E por que Afrodite? – Quis saber Ryu.
- Ele já me falou, mas eu já esqueci. O importante é chamá-lo de Afrodite. Ele prefere.
- Se é o que ele quer. – Falou Max.
- O foda é que isso chama mulher. – Radamanthys foi até os seguranças e encostou-se à parede. – Chove mulher na horta dele, até homem.
- Que nojo! – Disse Max. – Homem? Nossa eu via essas coisas no exercito. Homem com homem, mulher com mulher, nada contra, saca, mas longe de mim, por favor.
- Ele não é viado, ele só é bem bonito. – Falou Rada dando de ombros. – E ele gosta de chamar a atenção até mesmo dos homens, mexe com o ego dele.
- Ok! – Falou Ryu. – Vamos trocar de assunto?
- Eu prefiro também, saber da opção sexual dos outros não é algo que me chame atenção. – Max passou as mãos pelos cabelos. – Continue falando da sobre a Shina.
- O que você quer saber dela? – Perguntou Radamanthys.
- Sei lá. Qualquer coisa.
- Ela tem namorado? – Perguntou Ryu.
- Esperto. Garoto esperto. – Radamanthys sorriu. – Que eu saiba esta solteira.
- Ela é modelo cara, não deve dar atenção a meros seguranças. – Falou Max um pouco irritado. – Esse povo não se mistura.
- É você tem razão. – Ryu suspirou. – Mas ela é bonita.
*o*o*
Os modelos estavam com roupões pretos esperando o empresário dar a ordem para os mesmo começarem a desfilar. Enquanto um grupo se preparava para desfilar, outro se preparava para ser fotografados. Arthemis e Mask se dividiram, um tirava fotos dos modelos, enquanto o outro ficava na incumbido da passarela.
Arthemis preferiu ficar na passarela, menos contato com Milo. Quando Mike falou que já podiam começar o desfile, Milo, Sybil e Tori começaram a desfilar com as roupas de banho. Cada um mais bonito que o outro.
Tori usava um tomara que caia branco e na parte de baixo as laterais eram trançadas. Milo estava com uma sunga vermelha com uma única faixa branca. Já Sybil um lindo maiô estampado. Enquanto os três desfilavam, Arthemis ia tirando fotos e mais fotos. A maquiagem estava perfeita, igualmente os cabelos dos três. Tudo estava lindo. Rachel, Violet e Bea estavam sentadas observando o desfile e conversando com Mike a respeito de outras coisas. Ele sorria o tempo todo, o que agradou as três.
Do outro lado Mu, Afrodite e Shina estavam sendo fotografados por Mask. Mask sempre sério já estava acostumado a fotografar os três o que era um alívio, não tinha que ficar os mandando fazerem nada. Menos trabalho. Megan estava ali olhando para eles. Observando os três ela pode perceber que essa campanha iria ficar linda, os outros que estavam desfilando, também estavam magníficos com o produto. Elas tinham começado bem.
Depois das fotos, Rachel e Bea foram finalizar o negócio com Mike. Ele ficou feliz com todo o processo e adorou as modelos em si. Até paquerou Tori, fazendo a mesma ficar vermelha e ainda mais confiante. Ela lançou uma piscadela para ele antes de sair e ir para o camarim junto com os outros.
- Gostou? – Perguntou Violet para a irmã. – As coisas estão fluindo.
- Gostei. Dia agitado. – Megan estalou o pescoço. – Até a noite temos muito trabalho. A Rachel já resolveu tudo relacionado ao buffet com o Aldebaran. Não agüentava mais falar com ele no telefone. E a Bea já viu a parte de ornamentação. Tudo pronto. Você terminou lá com os caras do som?
- Terminei sim. – Violet disse descontraída. – Foi fácil. Sem problemas.
- Que bom. – Megan suspirou. – Estou cansada.
- Esse é só o primeiro dia maninha! – Disse sorrindo. – Depois piora!
- É verdade!
- Eu vou ao salão ver como estão as coisas. – Violet beijou a irmã. Deixou o estúdio e foi embora resolver outros problemas.
- Megan? – Chamou Arthemis.
- Oi. – Disse a loira se virando.
- Eu vou revelar essas fotos, tudo bem?
- Sem problema, depois as leve para a gente ver. – Disse sorrindo. – Você foi ótima hoje. Eu já conheço o trabalho do Gianpaolo, quer dizer Mask. Pude ver um pouco do seu hoje, muito bom. Bastante profissional.
- Obrigada.
- Só disse a verdade. Passe na minha sala mais tarde com as fotos. Bea e Rachel vão amar vê-las.
- Tudo bem.
Arthemis junto com Mask foi até o estúdio de revelação. Demoraria um pouco, mas ela estava doida para ter as fotos em mãos. Os modelos estavam perfeitos. Até Milo soube se comportar e agir decentemente com ela.
*o*o*
- Você vai com alguém, Afrodite? – Perguntou Mu.
- Não sei. Creio que não. Por quê?
- Eu vou levar o meu irmão, mas estou querendo levar uma mulher.
- E quem seria essa mulher Mu? – Se intrometeu Milo. – Espero que não seja a minha caçadora.
- Caçadora? – Perguntou Dite.
- A fotógrafa. Minha nova caça. Ou será melhor dizer que eu sou a caça dela? – Perguntou para si mesmo. – Não importa, a fotógrafa é minha.
- Não estou falando dela. – Mu revirou os olhos. – Estou falando de outra mulher.
- Quem? Posso saber? – Milo já estava afoito. – Eu já peguei?
- Por que você acha que tudo gira em torno de você Milo? – Perguntou Dite irritado. – Nem todas as mulheres dos Estados Unidos já ficaram com você. Algumas delas têm cérebro.
- Isso, meu caro, se chama inveja! – Declarou Milo. – Vou deixar os dois a sós.
Com isso o loiro saiu do camarim deixando os amigos sozinhos. Passou pelas maquiadoras que estavam logo mais a frente e mandou-lhes beijos. Esmeralda e Ingrid só reviraram os olhos e voltaram a conversar e a guardar seus equipamentos.
- Então Mu, quem é a mulher que você quer convidar? – Afrodite incentivou o amigo.
- Primeiro vou convidá-la e se ela aceitar, eu te conto. – Disse deixando o amigo sozinho.
Ele iria até ela e perguntaria. Não sabia se era solteira ou comprometida, imaginava que ela fosse comprometida, era bonita e culta, não deveria estar sozinha, mas no fundo esperava que fosse solteira. Tomaria coragem e iria a hora era agora. E assim ele saiu do camarim, dando um breve até longo para Afrodite e as meninas.
*o*o*
Fantine organizava as suas coisas pela terceira vez aquele dia. Estava nervosa e muito ansiosa. Ficaria no lugar do Shaka como âncora do jornal. Eles eram amigos desde que a mesma começou a trabalhar na emissora. Shaka sempre foi inteligente e na dele, o que chamava bastante atenção dela.
Ela sabia que depois desta noite, ele talvez fosse vê-la com outros olhos e que se tudo desse certo, e ela queria muito que desse, ela trabalharia junto com ele. Apresentando o jornal do lado do homem que tanto ama. Fantine sempre foi apaixonada por ele, desde o momento em que o viu pela primeira vez.
Ainda se lembrava de ter entrado pela porta do edifico do jornal e ter dado de cara com ele. Lindo em seu terno cinza. Seus cabelos loiros presos e seus olhos azuis encantadores. Amor à primeira vista. Pena que ele só a via como amiga de profissão, mais nada.
Quando se deu por satisfeita, saiu do estúdio e foi para sua sala. Já tinha decorado o texto todo. Tinha também ensaiado várias formas de apresentar o jornal, só não sabia qual delas usar. Não sabia se tinha que parecer sexy, formal, culta, inteligente ou indiferente. Tudo junto ou apenas tentar relaxar, o que era impossível e tentar ser ela mesma. Em sua sala, sentou-se em sua mesa e ficou mais uma vez a passar mentalmente tudo o que deveria falar. Ficou ali por cinco minutos antes de ser interrompida.
- E ai, pronta para hoje à noite? – Perguntou Marin.
- Estou tentando. – Falou com sinceridade.
- Você vai se sair bem, Tina. – Marin sentou-se de frente para ela. – E pode ter certeza que vai conseguir alguns pontos com o Shaka.
- Marin! – Repreendeu Tina. – Fale baixo.
- Mas eu falei. – Disse sorrindo. – Vai da tudo certo.
- Estou nervosa, minhas mãos estão suando, sinto que vou desmaiar a qualquer momento.
- Nossa! Ele produz mesmo esse efeito todo em você?
- Aham! – Choramingou. – E se eu travar? E se eu ficar igual a uma idiota ali admirando a beleza dele em vez de abrir a boca e falar o que eu tenho que falar.
- Deixa de ser boba mulher! Você vai se sair bem, Shaka não é nenhum bicho de sete cabeças!
- Só se for para você Marin! – Tina fitou as unhas. – Não quero decepcioná-lo.
- Tu não deverias querer se decepcionar! – Repreendeu Marin. – Faça por você e não pelos outros.
- Você está certa.
- Você vai se sair bem e vai trabalhar ao lado dele, tenho certeza.
- É o que eu mais quero. – Suspirou.
*o*o*
O telefone tocava incessantemente. Era uma ligação atrás da outra: empresários, publicitários, modelos, fotógrafos... Se Roselyn não fosse organizada como era, teria se perdido em meio a tantos recados e incumbências há horas atrás. Como secretária era impecável, e tinha orgulho disso.
Era secretária designada para o setor de publicidade e propaganda, o que significava que respondia a Belladonna e Violet. Se dava bem com as chefes, mas as vezes se sentia mais como uma empregada do que como uma secretária.
Um exemplo perfeito daquilo era o que acontecia naquele momento: Bea lhe pedira para que ligasse para o último paquera para que confirmasse se ele na festa aquela noite. Um tal de Aiolia Não-sei-das-quantas, um bombeiro sarado até onde sabia.
Talvez fosse destino Roselyn ter sido justamente designada para aquele setor. A mulher era gentil, paciente e educada. Um exemplo de pessoa, só assim mesmo para agüentar a dupla Bea e Violet em uma segunda de manhã tão corrida como aquela.
Mal chegara e Bea, com seus cabelos tingidos de rosas, definitivamente não apropriados para um ambiente de trabalho, pedira que ligasse para o "amigo", para que confirmasse sua presença no evento. Roselyn sabia qual tipo de amigo o tal Aiolia deveria ser, mas sabia quando manter seus lábios fechados.
Com um sorriso, garantiu a chefe que iria ligar. Bea lhe agradeceu, não parecendo lá muito agradecida na verdade, e saiu afobada atrás de Violet, por qualquer motivo que fosse.
Roselyn ligou para o número que lhe fora dado. O telefone tocou três vezes antes que uma voz grossa atendesse.
_O que foi?!
O homem parecia irritado e a mulher se assustou com a maneira rude de atender a uma ligação.
_Boa tarde, senhor Aiolia. Estou ligando em nome da senhorita Belladonna para confirmar...
_Quem? – ele a cortou.
Roselyn franziu o cenho.
_Belladonna. Belladonna Nightshade, da Beauty Enterprise. – o homem permaneceu em silêncio do outro lado da linha – Ela pediu para que eu confirmasse a presença do senhor na festa de inauguração de hoje a noite.
_Ah! A festa da Bea! Por que você não falou logo, menina? Ao invés de tomar meu tempo com essa história de senhorita para cá, senhor pra lá... Estava no meio de um treinamento, sabia? Sou bombeiro e...
_Peço desculpas, senhor. – Roselyn o interrompeu. Que homem rude e arrogante, pensou, sem que deixasse seu descontentamento transparecer em sua voz – Não vou tomar mais do seu tempo. Posso confirmar sua presença, então?
_Pode, pode. – ele respondeu displicente – Fala que depois eu ligo pra ela para combinar tudo.
_Está b... – antes que pudesse terminar a fala, o homem já havia desligado.
Honestamente! Que sujeito grosso!
*o*o*
- Seika, organize essa papelada para mim, por favor.
- Sim, Megan.
Megan estava em sua sala organizando os últimos preparativos para a festa. Seu pai já havia chegado em Manhattan e não parava de ligar. Ligava a cada cinco minutos para saber se tudo estava pronto, se ela precisava de ajuda, que horas seria o ideal que ele a mãe chegassem. Na realidade ela achava que ele estava mais nervoso do que as próprias filhas. O que a fazia rir sozinha.
- Megan, precisa de mais alguma coisa? – Perguntou Seika.
- Não, querida. Só aquilo mesmo que te falei.
- Então eu vou para a minha sala resolver, mais tarde eu volto com toda a papelada.
- Ok.
Seika saiu da sala deixando Megan sozinha. A garota era sua assistente. Trabalhava com ela já há dois anos. Desde quando ela e as meninas estavam com a idéia de abrir um negócio. Dedicada, esforçada, batalhadora, competente, muitos adjetivos podiam descrevê-la. Megan gostou dela de cara.
O dia tinha passado rápido, já eram cinco da tarde, às seis os funcionários iriam embora para se arrumar, ela se arrumaria ali mesmo. Tinha que estar presente para dar os últimos retoques na festa e ainda tinha que saber qual era o show que o pai preparou para elas. O som estridente do telefone já estava enchendo o saco dela. Olhou o identificador de chamada e mais uma vez era seu pai. Bufou e atendeu no segundo toque.
- Oi, pai.
- Minha filha tem como você fazer um grande favor para o seu querido pai?
Megan franziu a testa e se endireitou na cadeira.
- O que o senhor quer?
- Tem como você aceitar mais um fotógrafo?
- Claro pai, a gente só tem dois. – Megan enrolava o fio do telefone no dedo. – É algum amigo seu?
- É filha de um amigo meu. – Falou sorrindo. – Ela é ótima meu amor. Uma ótima profissional.
- Por mim tudo bem pai, confio no seu julgamento.
- Vou levá-la comigo e com sua mãe na festa da empresa.
- Claro pai, a propósito, qual é o nome dela?
- Alice Marie-Rooney. – Falou satisfeito. – Encantadora. Menina de ouro, batalhadora e muito experiente. Ela trabalhou junto com a Annie Lebowitz.
- Já me convenceu pai. – Megan passou uma mão pelo cabelo loiro. - Vou ficar muito feliz em tê-la trabalhando aqui conosco.
- Obrigada minha filha, você é um amor. – Falou orgulhoso.
- De nada. Tenho que ir pai, cheia de coisa para fazer aqui.
- Eu entendo. Beijos e que Deus abençoe você e a sua irmã. Mande beijos para as meninas.
- Mandarei.
Megan desligou bastante satisfeita. Mais uma fotógrafa e não era qualquer uma. Ficou feliz pela ligação do pai, confiava nele. Estava ansiosa mesmo para chegar a hora da festa.
- Megan? – chamou Seika. Ela estava com a cabeça dentro da sala.
- Sim querida.
- Tem uma pessoa querendo falar com você.
- Peça para entrar.
Megan guardou suas coisas dentro da bolsa, estava quase na hora dos funcionários irem embora. Quando a porta abriu, Megan observou Mu entrando meio receoso.
- Tudo bem Mu?
- Tudo. – Falou ligeiramente sem graça. – Posso trocar algumas palavras com você?
- Claro. Sente-se. – Disse apontando a cadeira à frente a sua mesa. – Fique à vontade.
- Como está sendo o primeiro dia?
- Bastante movimentado, cansativo também, mas eu gosto disso. Dá-me vida sabe ficar parada não é muito comigo.
- Isso é bom. E os preparativos?
- Estão indo. – Megan o encarou. – Está tudo bem com você? Você parece meio estranho.
- Eu estou bem. – Mentiu.
- Tem certeza? Você está meio pálido. Quer uma água?
Megan se levantou e foi até uma bancada. Pegou um copo de cristal e o encheu com água.
- Toma. – Entregou a ele. - Isso vai te fazer melhor.
- Megan? – chamou ele.
- Sim.
- Quer ir à inauguração comigo? – Perguntou olhando diretamente nos olhos dela.
- Oi? – ela perguntou sem jeito. É claro que tinha escutado perfeitamente o que ele disse, só não tinha caído à ficha ainda. – Você quer que eu vá com você hoje? É isso?
- Sim. É isso que você entendeu.
- Mu, olha eu...
- É só como amigos Megan, somente isso.
- Tudo bem. – Falou sem graça. – Mas eu já vou estar aqui na empresa, vou me arrumar aqui.
- Tudo bem. Eu venho mais cedo, se você não se importar. – Falou contente.
- Não, tudo bem, pode vim.
- Então as 19:30 eu estou aqui.
- Ok.
Mu se levantou, pegou a mão pequena dela e a beijou. Logo depois sorriu e saiu da sala, leve, feliz e ansioso pela noite que estava vindo. Megan deixou a cabeça cair contra a mesa depois que ele saiu da sala.
- Amigos? Sei... – Ela suspirou. – Espero que isso não me cause problemas no futuro.
*o*o*
A mesa estava cheia de papeis espalhados, tanto na dela quanto na dele. Canetas jogadas, lápis, resto de borracha na mesa no chão. Conta e mais conta e só era o primeiro dia dos dois ali. Giannini Vecchia e Lorelai Seydoux eram os dois assistentes financeiros da Beauty Enterprises. Não puderam nem trocar meia dúzia de palavras enquanto estavam ali, somente um pouco na reunião em que participaram. Nini era simpático e prestativo, pelo pouco que Lolô pode perceber. Ele era bem bonito também. Olhos azuis, moreno, cabelos pretos, o que realçava mais ainda os olhos. E muito alto. Lolô até se perdeu em pensamento, como seria estar abraçada a ele. Mas logo, sacudia as imagens que lhe viam a mente e voltava a fazer contas e mais contas em sua pauta.
Nini também havia reparado nela. Ela era bastante impulsiva e não tinha muita paciência, o que era engraçado, já que tinha que lidar com números, vira e mecha e ele escutava ela suspirar ou até mesmo bufar. Algumas vezes teve que se controlar para não rir, não queria levar um fora dela. Além disse tudo, ela tinha belos olhos cinza que se escondiam por de baixo daqueles óculos. Se eles eram lindos com os óculos, imagina sem.
Ela podia usar lente. Ele pensou consigo mesmo. Chamaria muito mais atenção. Os cabelos loiros estavam presos em um rabo no topo da cabeça. Como aquilo não lhe dava dor de cabeça? As mulheres são bem estranhas com algumas coisas.
Desde que entrara ali na empresa havia reparado que só tinha mulher bonita. Não tinha visto nem mesmo uma mais ou menos. E a de cabelos rosa, uma das donas, linda demais. Sem mencionar nas modelos. Além de bonitas elas eram simpáticas. Não havia parado para conversar com ninguém por mais de um minuto, estava atolado de trabalho, mas só pelo que ele viu, já estava satisfeito com o clima e o ambiente de trabalho. Ficou feliz em ter enviado o currículo para trabalhar ali. No decorrer da semana, quando o trabalho desse uma folga, ele ia andar pelo lugar e explorar.
- Acabei! – Falou Lolô feliz da vida. – Agora para comemorar, um rock básico!
- Não sabia que você gostava de rock.
- Você nunca perguntou. – ela disse mexendo em seu Ipod a procura da Musica perfeita.
- Qual que você vai colocar?
- Ainda não sei, estou procurando, eu gosto de tantas, sabe. – Os olhos cinza dela passavam pelas Musicas rapidamente. Já estava acostumada aquilo. – Cadê, cadê, cadê?
Nini ficou observando ela procurar a música, esqueceu até de seu trabalho. Não faltava muito para terminar, só mais uma continha básica e já estaria pronto. Olhou o relógio e viu que já era dez para as seis. O dia tinha passado rápido demais. Tinha chegado na empresa as nove horas da manha, as dez teve a reunião quando foi liberado já era a hora do almoço, logo depois voltou e estava trancando naquela sala até agora.
- Achei! – Exclamou ela. – Você vai adorar essa Musica!
O som de AC/DC preencheu o local. Nini sorriu com a escolha dela. Ele gostava da banda também. Aquilo o deixou mais feliz do que estava. Enquanto Lolô dançava ao ritmo da música, Nini aproveitou e terminou seu trabalho. Quando acabou nem tinha se tocado que outra música já tinha começado e sua colega já estava pronta para ir embora.
- Então? Acabou ai? – Perguntou ela.
- Acabei.
- Podemos ir então?
- Sim.
*o*o*
Diana era uma stripper na boate dos gêmeos gregos, Saga e Kanon, a Gemini's Desire. A mulher de curtos cabelos negros não gostava de tirar a roupa para homens em troca de dinheiro, mas era o que garantia seu sustento no final do mês.
O lugar também não era de todo mal. Os chefes eram homens decentes, que não se aproveitavam de suas funcionárias como muitos outros por ai. As outras strippers eram amigáveis e até os seguranças do lugar, que estavam mais para capangas da máfia do que guardas, pareciam genuinamente se preocupar com a segurança dos outros funcionários.
Naquela segunda, especificamente, a Gemini's não abriria. Saga e Kanon iam em uma festa de inauguração de uma empresa qualquer, Diana não se importara em prestar atenção no nome do estabelecimento, apenas que não precisaria trabalhar naquela noite. O dia não seria descontado de seu salário, e a morena estava mais do que feliz em ser paga para não fazer nada. Não poderia completar o salário com as gorjetas, como fazia normalmente, mas de segunda-feira o movimento era fraco de qualquer maneira, então aquilo não teria grande impacto em seu rendimento no final do mês.
Já havia se programado para fazer uma longa caminhada pelo Central Park antes de voltar para sua casa – antes de escurecer, claro, seu bairro não era exatamente a parte mais segura de Nova Iorque – quando recebera a mensagem de Kanon, avisando que deveria encontrá-lo na boate.
Resmungou sobre a injustiça de ter de obedecer as ordens do chefe, mesmo quando estava supostamente de folga. Pegara o trem e depois o ônibus para chegar na Gemini's, que ficava em um bairro badalado da cidade, repleto de casas noturnas.
Era estranho andar por ali de tarde. A maioria das casas estava fechada, e não havia muitas pessoas andando pela rua. Tão diferente de sábado a noite, pensou a mulher. A Gemini's também estava fechada e o segurança teve de abrir a porta para que Diana pudesse entrar.
Jhonny Dular era um homem intimidador: alto, forte e com uma cicatriz cortando os lábios. Diana tomara um susto a primeira vez que o vira, mas a imagem de mafioso não durou muito após ela tê-lo conhecido melhor.
_Não consegue ficar longe daqui, mesmo com o lugar fechado, ein, Di? – ele brincou em seu tom jovial de sempre.
Diana sorriu, o cumprimentando com um beijo no rosto.
_Nem me fale Jhonny! Você sabe o que o Teco quer comigo?
Era uma brincadeira comum entre os funcionários da Gemini's se referirem aos chefes como Tico e Teco. Pelo menos quando os gêmeos não estavam por perto para ouvir o apelido.
O segurança deu com os ombros.
_Não tenho idéia, princesa, você vai ter que descobrir sozinha. – ele apontou para as escadas atrás de si – Ele está no caixa, fazendo sabe-se lá o que... Pode ir subindo.
Diana agradeceu e foi encontrar o homem. A boate estava vazia, salvo por um ou dois responsáveis pela limpeza. Passou pelo amplo salão, cheio de mesas e cadeira em volta de um grandioso palco, e subiu as escadas na lateral do ambiente.
Ela até que gostava de Kanon. Ele era simpático, bem humorado, um tanto folgado, mas o irmão o mantinha na linha a maior parte do tempo. Corou com o pensamento do irmão de Kanon. Saga...
Saga era diferente. Era um homem severo, mas com um temperamento gentil e tão terrivelmente honesto que fazia Diana querer se jogar nua aos seus pés para que ele reparasse nela.
Suspirou. Tinha uma paixonite por Saga desde que ele a "resgatou" de um cliente, logo em sua primeira semana de trabalho. O homem não havia aceitado um não como resposta e a agarrara pelo braço, pronto para arrastá-la para um canto escuro qualquer quando o grego aparecera, aparentemente do nada. Com educação e apenas um toque de ameaça ele pedira para que o cliente soltasse sua dançarina e o acompanhasse para fora da Gemini's.
Ele não tivera muito mais contato com Diana depois do episódio, na verdade os dois trocaram no máximo uma dúzia de palavras desde então, mas fora o suficiente para ela.
Suspirando mais uma vez, avistou Kanon sentado no caixa, absorto no computador a sua frente.
Foi até ele, limpando a garganta para chamar sua atenção. O homem ergueu o olhar e sorriu ao encontrá-la.
_Diana! Minha funcionária favorita! – ele fala isso para todas as strippers, mas a mulher achou melhor não mencionar aquilo – Linda, como sempre. Ainda bem que recebeu minha mensagem!
_Queria me ver, senhor?
Kanon se levantou. Foi até ela e passou os braços pelos ombros da mulher, a apertando contra seu corpo bem trabalhado. Diana se flagrou imaginando como seria se Saga estivesse no lugar no irmão.
_Sim, obviamente, levando em consideração que eu te chamei. – ele respondeu, revirando os olhos azuis com um meio sorriso – Agora escute... Ficou sabendo da inauguração da Beauty Enterprise?
Diana, que em geral era uma pessoa extrovertida, estava começando a se incomodar com o corpo do chefe pressionado contra o seu. Kanon tinha problemas em respeitar o espaço pessoal dos outros, mas a mulher as vezes desconfiava que ele só gostava de tirar uma casquinha de suas dançarinas.
_A festa de hoje a noite, sei. Por isso vocês fecharam a casa.
Kanon a virou, de modo a poder encará-la frontalmente, uma mão em cada ombro da mulher. Diana teve de piscar algumas vezes para se centrar mais uma vez.
_Exatamente! Saga vai com a namorada, mas imagine você que eu não consegui arrumar ninguém para ir comigo!
_Ah. – foi tudo que ela respondeu. De alguma forma, não estava gostando do rumo que aquela conversa estava tomando.
Pensou em mostrar-lhe a língua e falar que óbvio que o irmão tinha alguém e ele não, Saga era maravilhoso. Conteve seu ímpeto, não queria ser demitida, muito obrigada.
_Por isso tive a brilhante idéia... Por que não levar uma das meninas da Gemini's?!
Diana definitivamente não estava gostando do rumo daquela conversa.
_E eu fui a única que respondeu a sua mensagem, imagino.
O grego deu com os ombros, mas não negou. Realmente, tinha pedido para pelo menos outras cinco meninas para ir encontrá-la na boate, mas nenhuma havia respondido, além de Diana. Não se importou, a morena era uma boa companhia: bonita e divertida. Kanon consideraria chamá-la para sair, se ela não fosse uma de suas strippers, e se não fosse obcecada por seu irmão.
_Então, por que não vai comigo? Pense como uma chance para socializar, conhecer pessoas importantes, modelos famosos... Vai ser legal, prometo me comportar a noite inteira!
Diana mordeu os lábios. Por um lado, não queria servir de 'dama de companhia' para o chefe, não era hostess, prostituta ou seja lá o que fosse, não saia com homens por interesse. Por outro lado, seria uma festa luxuosa, do tipo que jamais teria a oportunidade de ir de novo. No final, o que a convenceu foi a oportunidade de ver Saga em roupa de gala.
_Isso não tem nada a ver com a boate, certo? Vamos apenas como amigos, nada mais do que isso!
_Mas é claro! – Kanon pareceu quase ofendido – Dois adultos, responsáveis, apreciando uma ocasião social juntos.
Diana o olhou desconfiada, mas o homem sorriu com inocência.
_Aliais... – Kanon continuou, finalmente soltando os ombros da mulher – Não precisa nem se preocupar com a roupa que vai usar, já providenciei tudo!
_Vai me dar uma vestido?
_Não, claro que não! Acha que faço caridade? – Kanon riu da expressão azeda de Diana – Vou te emprestar, então é bom que não derrube nada, ein? É um Channel, mas você vai ver, está no camarim... Vestido, sapato, tudo lá.
Diana estava dividida entre correr para o camarim para ver o tal vestido e perguntar como ele sabia o seu número de roupa e sapato. No fim, decidiu que não queria saber o como e os porques. Com um último olhar desconfiado para o chefe, foi para conferir a tal roupa que usaria.
Kanon riu e voltou para o computador. Honestamente, a menina era tão transparente que ele se perguntava se o irmão era um idiota por não perceber que Diana só faltava lamber o chão que andava. Talvez ele soubesse, mas era tão apaixonado por Rachel que não se dava ao trabalho de tomar uma atitude quanto a Diana. O grego riu mais uma vez, seria uma festa interessante.
Então, aqui está o capítulo dois! Esperamos que todos tenham gostado.
Lilly Angel88 - Nossa muito obrigada pelas palavras. Ficamos gratas por ter gostado. Não é fácil passar para o "papel" o jeito certinho que a dona da Char deseja, mas ficamos felizes em saber que te agradou. Sim a Chloe é linda e o momento da Abby com ela é muito fofo, é um personagem gostoso de escrever. Não vai ser fácil colocar o Kanon na linha, mas a Abby é capaz. Sim nós amamos a Gucci e estamos seriamente pensando em colocar o link das fotos para vocês verem.
Notte di Luce - O Milo é muito sem noção sim. E ele vai aprontar muito ainda. Abre as pernas que quero lhe usar, nós fez rir. Muito bom. É bem isso mesmo. Calupsitas são lindas. (:
Jules Heartilly - Emprego bom, Show bom. Irá se surpreender. Quem não quer ser apalpada por algum cavaleiro de ouro?! Eu quero! Exagero é o nosso nome. O Camus entende do assunto sim, mas só vai satisfazer uma mulher, uma certa Caçadora. O nosso querido Rada é pau para toda hora.
Black Scorpio no Nyx - Poxa, que bom que curtiu! O Milo e o Dite vão se estranhar muito ainda. São tipo yang yin, sacas? Dohko e Deba vão ser bem porras louca mesmo e o Shion vai estar ali para equilibrar as coisas.
White Tigresss - Peitos, bunda, tudo que for de putaria eles vão escrachar quando estiverem entre quatro paredes conversando. Que bom que gostou do jeito do Milo e do Camus, ficamos felizes em agradar. O Camus realmente é muito frio, mas vai ter uma certa pessoa que vai fazer a chama interior dele se ascender.
Darkest Ikarus - Será que ele vai tomar chifre? Será? Eu concordo com você! Ele esta merecendo levar um bom par de chifres, um não, vários. É muito gostoso escrever sobre o Connor e nós já temos uma cena dele com a Marin que meldels do céu! Se prepare!
Lyta White - Todo mundo é louco pela Gucci, pena que é tudo muito caro. Saga e Rachel vão ter muitos momentos de prazer ainda e o Kanon é o cumulo do absurdo. Ele é muito sem noção. Não sei quem é pior ele ou o Milo, acho que o Milo. Bea ainda vai se vingar dele. Acho que todo mundo ficou de boca aberta quando leu Pandora e Camus casados. Hahahaha! Era para chocar mesmo. Sua char bem? Veremos se ela vai ficar bem no decorrer da fic.
RavenclawWitch - Fica sossegada querida, o Camus vai se comportar com ela. Será?! Sim tem muito caroço nesse angu, muitas coisas ruins vão acontecer. Camus casado sim, mas não por muito tempo. Ele vai se encantar por uma certa Caçadora.
PaulaSammet - Milo é muito escroto mesmo. Ele vai fazer a gente rir muito ainda. Quem sabe a Rachel não taca mesmo um sapato na cara dele?!
Daniela Moreira - Minha mãe queria ter 40 anos e ser majestosa, eu acho que ela é mais ela acho que não, fazer o quê?! Que bom que gostou da cena do Mu, não foi algo pensado, simplesmente surgiu. Terão outras iguais a essa, você ainda se emocionara bastante. Sua felicidade é a nossa felicidade!
Nica-angel - Ah! A gente não fazia ideia que ela não voava, mas vamos consertar isso nós próximos capítulos. Será que existe passarinho lésbico?! OO' Você ainda vai se surpreender com o Milo, ele tem uma cena hilária com a sua char. Que bom que conseguimos atender as suas expectativas em relação a sua char. Ficamos muito felizes.
Girtab Scorpii - Como não gostar do Max? Ele é perfeito. Queria que fosse de verdade. Amo ex militar.
Hikari Nemuru - Claro que entrou. Fofo ele. Nosso querido lutador de Kêndo! (:
Lune Kuruta - Que bom que você ficou feliz. Seus personagens são ótimos. Muito bem escritos e detalhados. Afrodite e Ingrid vão ser hilários juntos. Leia e verá!
Beijos e até o próximo capítulo!
