Disclaimer: [UA] Saint Seiya não nos pertence, e esta história não tem quaisquer fins lucrativos.


Capítulo Três.

- Shura. - chamou Aiolos. - Vamos ficar na rua hoje.

- O que? - Exclamou o amigo. - Sério?

- Sério.

- Porra, está de sacanagem.

- Quem me dera. - Falou o amigo. - Acabei de receber essa ordem do chefe.

- Mas que filho da puta. - Shura socou a mesa. - Temos que investigar o caso de Sarah Collins.

- E você acha que eu não sei? - Aiolos sentou-se a na mesa de Shura. - Acho que está acontecendo alguma coisa.

- Como assim? Que coisa? - Perguntou desconfiado.

- Eu ainda não sei, Shura. - Aiolos ficou tamborilando os dedos na mesa. - Estou achando que vão tirar a gente desse caso.

- Para inferno que vão! - Exclamou o amigo. - Nem fudendo! A gente está quase chegando no cara, meu irmão!

- Eu sei, eu sei. Mas vai falar isso para o chefe!

- Esse cara me tira do sério! - Shura socou a mesa de novo. - Quando que Jake vai voltar e assumir o lugar de volta?

- Quando a promotoria o liberar!

- Filho da mãe! Esse viado resolveu se meter logo com essas gangues de drogas.

- Nem me fale isso. Fiquei puto com ele. - Aiolos olhou ao redor e baixou o tom de voz. - Ele pode ser o que for. Traficante, filho de uma puta e o caralho a quatro, mas deixava a gente livre para fazer o que bem entendermos.

- Eu sei. - Shura coçou a cabeça. - Mas conte-me, em qual rua vamos ficar?

- Midtown. Perto do Central Park.

- Mais não é lá que seu irmão vai estar? - Perguntou o amigo confuso. - Tipo ele não tem um evento lá, por aqueles lados?

- Tem sim. - Aiolos confirmou. - E nós vamos estar praticamente em frente ao evento em que ele vai estar.

- Puta que pariu! É bom demais para ser verdade!

- Por que está dizendo isso? - Perguntou desconfiado.

- Porque se vamos estar nesta rua em particular, pelo menos comida a gente vai ter. Seu irmão pode levar uns biricuticos para a gente provar e uma cervejinha.

- Cara, só você mesmo para tirar vantagem de uma coisa dessas.

- Cerveja move o homem, meu caro amigo.

Aiolos sacudiu a cabeça rindo e foi até a sua mesa, lançou um olhar enviesado para a sala do chefe e começou a trabalhar em seu computador.

*O*O*O*

Saga foi buscar a namorada na empresa antes das seis horas. Rachel iria se arrumar no apartamento dele, já havia até mesmo deixado seu vestido lá. Ela entrou no Volvo do loiro, parado na porta da Beauty Enterprises. Cumprimentou o amado com um sorriso e um beijo nos lábios. Saga sorriu e deu a partida no carro.

- Teve um bom dia, amor?

Rachel suspirou, mas retribuiu o sorriso.

- Cansativo, mas não podia ter sido melhor.

- Sei como é.

Rachel se afundou um pouco mais no banco de couro e fechou os olhos. Estava confortável ali, e a presença de Saga lhe dava uma sensação incomparável de proteção e afeto. Pensou em como tinha sorte de ter um homem tão maravilhoso como ele em sua vida. Os dois fizeram o caminho até o apartamento do homem em um confortável silêncio.

Ao chegarem, Saga abriu a porta para a namorada, a conduzindo para o elevador com o braço ao redor de seus ombros. Rachel aproveitou que estavam sozinhos no elevador para lhe roubar rápidos beijos, se afastando sempre que o namorado fazia menção de retribuir o gesto.

Os dois riram. Trocavam provocações e carícias quando Saga abriu a porta com sua chave. Ele abriu espaço para que Rachel entrasse primeiro, mas assim que o fez a morena congelou. Saga espiou por cima do ombro da namorada para ver o que estava errado. Ao mesmo tempo, sentiu vontade de chorar e de surrar o irmão. Mataria Kanon. Na porrada. Enquanto o filho da puta dormia! Filho da puta não, já que eles eram irmãos... Mas o que valia era a ideia!

Parada no meio da espaçosa sala estava uma mulher. Uma belíssima mulher, de cabelos pretos, vestindo um deslumbrante vestido vermelho, que abraçava suas curvas de forma a deixar muito pouco à imaginação. Seu decote ia se afunilando, parando apenas na altura do umbigo.

Diana Lennon.

Saga reparou em como sua funcionária estava bonita. Rachel pensou com azedume que a mulher estava um tanto vulgar de mais, com aquele decote e aquele vestido apertado. Ao lado da mulher, Kanon estava esparramado no sofá, já vestindo seu smoking. Assim que ele viu o irmão e a cunhada se levantou com um pulo, um enorme sorriso se abrindo em seu rosto.

- Família! Vocês chegaram!

Enquanto Saga trancava a porta do apartamento, Kanon pegou Diana pela mão e a levou – talvez o termo correto fosse arrastou – até o casal recém-chegado.

- Saga! Você conhece a Diana! Rachelzinha, essa aqui é a...

- Já nos conhecemos. – Rachel o interrompeu seca.

É a mulherzinha que trabalha tirando a roupa por dinheiro e está atrás do meu namorado! Rachel obviamente não disse aquilo, embora o sentimento estivesse estampando em seu rosto, do jeito que parecia querer fulminar a outra mulher com o olhar. Por sua parte, Diana não parecia impressionada. Ergueu uma sobrancelha e não ofereceu qualquer comentário. Se Saga também não estivesse ali, teria esticado sua língua para a namorada metida dele.

Saga limpou a garganta, visivelmente incomodado com a situação. Kanon parecia uma criança em uma loja de brinquedos.

- Vocês já se conhecem? Que ótimo! Vai nos poupar muitas introduções! – se voltou para o irmão, todo inocente – Diana vai me acompanhar hoje na festa, então a trouxe para cá, para irmos todos juntos... Tem algum problema?

- Problema algum. – Saga respondeu de imediato – Você está muito bonita, Diana.

Diana agradeceu. Rachel apenas crispou um pouco mais os lábios.

Você está fodido, Kanon. Saga jurou em sua cabeça.

- Sim, bem... – Saga segurou a cintura da namorada. Para os outros aquele gesto pareceu apenas uma demonstração de carinho, o homem na verdade estava se certificando que Rachel não saltaria no pescoço da outra mulher – Precisamos nos aprontar, amor.

Rachel lançou um último olhar azedo para Diana, antes de se deixar ser guiada por Saga para seu quarto. Assim que os dois estavam fora de vista, Kanon desabou no sofá, rindo histericamente.

- Você viu a cara da Rachel?! – ele engasgou com sua saliva.

Diana teve que se lembrar de que aquela não era uma visita social, e aquele babaca quase se mijando no sofá era na verdade seu chefe. Um deles, porque o outro havia estrategicamente fugido com a namorada. Pelo menos havia dito que estava bonita! Sorriu para si mesma, ignorando Kanon. Que o idiota realmente se mijasse! Estava se sentindo mesmo bonita! O vestido que pegou emprestado na boate era lindo e, modéstia a parte, ela havia ficado parecendo uma dessas dondocas de revista!

Conhecera Rachel uma noite, quando a mulher fora entregar para Saga uns documentos que ele esquecera no apartamento. Diana a guiara até o chefe, as duas não trocaram mais de três palavras, mas de algum modo Rachel pareceu saber exatamente com que olhos Diana via o loiro. Faro de mulher ciumenta, provavelmente. Que se explodisse, aquela mesquinha, não é como se ela fosse tentar alguma coisa com Saga mesmo.

Quando Kanon finalmente se acalmou, teve a presença de espírito de oferecer para sua convidada algo para beber. Diana pensou em negar, mas acabou aceitando. Iria precisar de algumas doses para aguentar a outra metade de Saga a fuzilando com o olhar aquela noite inteira.

*O*O*O*

- O que você está fazendo? -Pergunto Shion para o irmão. - Não está muito cedo para você já estar indo para a empresa?

- Na realidade, eu meio que estou atrasado.

- Mas são... - Shion olhou para o relógio em seu pulso. - Sete e vinte ainda.

- Então! - Mu correu para colocar o paletó. - Marquei com uma amiga às sete e meia. Estou atrasado.

- Amiga? - Perguntou o irmão. - Que amiga?

- Lá eu te apresento a ela. - Falou correndo de um lado para o outro. - Você viu a chave da minha Mercedes?

- Esta no seu quarto Mu. - Shion jogou-se no sofá. - No mesmo lugar de sempre.

- Obrigado. - Mu correu para o quarto, vasculho a cômoda e voltou feliz com a chave em mãos. - Então, eu vou indo nessa. - Falou cheio de si. - Vem cá, você não deveria estar se arrumando? - Perguntou ele olhando para Shion pela primeira vez. - O evento começa às oito e meia.

- Eu sei, mas como eu não sou ninguém importante da empresa, e nem costumo ser o primeiro a chegar à festa, quando for umas dez horas eu apareço por lá!

- Mas isso é muito deselegante. - Repreende-o. - Não me diga que só vai chegar a essa hora por causa do Dohko?

- Se fosse por ele, às sete horas nós já estávamos lá. - Shion riu. - Ele e o Deba estão convencidos de que vai ter muita mulher boa e bonita. - Disse ele lembrando-se do jeito que os amigos haviam falado aquelas palavras. - Esses dois são uma figura.

- Bom de uma coisa eles tem razão, vai estar cheio de mulheres bonitas, mas a mais bonita vai estar comigo, disso eu não tenho dúvida! - Falou contente.

- Sei! - Shion ligou a TV e ficou a mudar os canais. - Eu só tenho pensado em uma ultimamente.

- Ei. - Mu encostou-se ao sofá. - Disso ei não to sabendo. - Ele olhou sério para o irmão. - Quem é a garota?

- Não sei o nome dela, mas o rosto dela não me sai da mente.

- Ai está algo bom de escutar. - Mu pegou a carteira de cima da mesa de estar. - Não vejo você suspirar por uma mulher desde a época da faculdade.

- Não estou suspirando. - Falou ainda trocando os canais. - Só não consigo esquecer o rosto dela. - Concluiu.

- E não é a mesma coisa? - Perguntou o irmão.

Shion olhou para Mu impaciente.

- Você não tem um compromisso?

- Merda!

Mu saiu correndo do apartamento fechando a porta com força em seguida.

*O*O*O*

Seika não conseguiu um taxi para a festa, o que era incrível, tratando-se de Nova Iorque o que não faltava era taxi. Ela segurava o longo vestido de seda para que o mesmo não se arraste pelo chão. Ele é da cor salmão, o que a deixava mais branca ainda, apesar disso estava lindo em seu corpo. Era um vestido simples, porém muito bonito. Só a marca dele já impressionava. Deixou os cabelos soltos para cobrir um pouco de suas costas que estavam nuas, afinal o vestido obtinha um decote em v nas costas. As alças eram finas e delicadas e seus seios, graças a Deus eram duros e empinados, assim não precisou ter que improvisar para usar um sutiã com aquele belo vestido.

Caminhou pelas ruas de Manhattan a espera de um taxi perdido ou até mesmo um ônibus. Seus pés já começavam a querer doer, tinha que ter optado por um salto mais baixo, mas quis fazer bonito e agora estava começando a sentir as bolhas se formando em seus pés. A Jovem estava tão intertida com o vestido e com a forma correta de pisar para evitar que mais bolhas se formassem em seu pé, que nem viu o homem em que esbarrou.

- Oh! – Seika levantou os olhos para o homem a sua frente. – Me desculpe.

- Você está perdida? – perguntou olhando de um lado para o outro. – Posso te ajudar se estiver.

- Não, obrigada. – ela falou já passando por ele.

Seika sempre soube que Nova Iorque apesar de ser bela era bastante perigosa, tinha crescido naquela cidade e até hoje nunca havia sido assaltada e esperava manter isso.

- Ei, espera. –Ela a chamou segurando o seu braço com um pouco de força. – Você é bem bonita.

- Me solta. – Pediu irritada. – Ou eu vou gritar.

Ele olhou em volta ainda a segurando.

- Não tem ninguém aqui. – Disse sorrindo.

*O*O*O*

A boate não iria funcionar naquela noite, porém Jhonny teve que ir trabalhar. Resolveu alguns problemas pendentes para o dia seguinte e ordenou algumas funções para os empregados. Na ausência de Saga e Kanon, ele gostava de colocar ordem no recinto e os donos não se importavam com isso, eles até gostavam. Ele era alguém de muita confiança e trabalhava perfeitamente bem.

Fechou as portas da boate e quando estava se dirigindo para a garagem pegar sua moto, escutou um grito vindo da rua lateral. Seus instintos agiram rapidamente, ele correu em direção ao grito. Correu pelas calçadas desertas, quando chegou à esquina virou à esquerda e se deparou com um homem tentando agarrar uma bela mulher.

Não pensou duas vezes, correu até lá e quando seus passos foram ouvidos pelo meliante, rapidamente o mesmo correu jogando a jovem indefesa no chão. Se a menina não estivesse chorando e machucada, Jhonny não hesitaria em correr até o ladrão.

- Ei. – Ele se ajoelhou ao lado dela. – Você esta bem? Ele te machucou? Roubou algo de ti, posso ir atrás dele se quiser. – Concluiu tentando levantá-la com delicadeza.

- Não, eu estou bem. – Falou em meio aos soluços. – Obrigada.

- Ei, você está tremendo. – Ele a segurou pelas mãos. – Vem, vou te dar um copo de água com açúcar.

- Não precisa. – Ela se soltou dele e passou as mãos pelos braços, estava com frio.

Jhonny percebendo o gesto dela tirou a jaqueta e colocou em volta dos ombros da menina. Ela tentou recusar, mas ele insistiu e ela agradeceu por fim. Ele a guiou até a boate e tornou a abri-la.

- Não quero te atrapalhar. – Seika enxugava as lágrimas. – Eu tenho um compromisso agora.

- Minha querida. – Ele tentou ser o mais carinhoso possível. – Você está toda suja.

Ao ouvir aquilo, Seika voltou a chorar. Ele a conduziu até um sofá e a colocou ali. Hesitou por alguns minutos, não sabia o que fazer o que falar, não sabia tratar daquilo. Foi até a conzinha deixando-a sozinha. Pegou um copo e colocou água e açúcar. Voltou para perto dela e estendeu o copo para a jovem.

- Tome. – ele disse. – Vai se sentir melhor.

- Obrigada.

Ela pegou o copo e o bebeu. Estava arrasada e triste. Queria tanto ir à festa e agora estava toda suja. O clima de glamour já tinha desaparecido completamente. Ela olhou para o seu salvador e pela primeira vez o notou. Forte, alto, moreno, cabelos negros como a noite e uma pequena cicatriz que lhe cortava os lábios. Bonito e másculo.

Sentiu as bochechas corarem e desviou o olhar. Era muito constrangedor olhar alguém daquela maneira e muita falta de educação encarar também. Ele sentiu o olhar dela presos nele, mesmo após ela desviar o olhar ele sabia que ela o tinha analisado. Ele não a culpava, já tinha feito o mesmo com ela. Linda, pequena, meiga e indefesa. Foram às primeiras coisas que ele reparou, depois foi à cor dos olhos, um castanho profundo igual aos cabelos, à cor da pele, branca e integra os lábios pequenos e rosados e ai veio o corpo, era impossível não reparar, seios pequenos e cintura fina. E que vestido sensual ela estava usando, pena que estava sujo.

- Você quer que eu te leve para casa ou ainda pretende ir a essa... – Ele tornou a olha lá. – Festa?

- Eu não sei o que fazer. – Seika tornou a chorar.

Jhonny se repreendeu internamente e ajoelhou-se na frente dela.

- Ei, tudo bem. – Ele a confortou. – Se quiser ir eu te levo, aqui tem alguns vestidos posso te emprestar um deles e ai você vai.

- Você faria isso por mim? – Ela segurou as mãos dele com ternura. – Se eu não for minha chefa vai me matar.

- Ela não seria cruel a esse ponto, tenho certeza que entenderia caso explicasse o motivo. E claro, que eu faria isso. – Ele sorriu. – Venha. – Ele a puxou pelo pulso. – Eu vou te levar até lá.

Seika retribuiu o sorriso e deixou-se ser guiada pelo moço. A noite a final não estava completamente perdida.

*O*O*O*

Max arrumava os cabelos mais uma vez. Já era a terceira vez aquela noite. Radamanthys e Ryu estavam em seu apartamento. Os três combinaram de ir juntos. Homem é um bicho fácil de lidar, faz amizade muito rápido e tem sempre um bom papo para tudo. Apesar de ser 80% relacionado à mulher, 10% ao futebol e os outros 10% de qualquer outra coisa.

- Max você esta se olhando nesse maldito espelho há horas já! – Falou Radamanthys. – Você é feio meu filho, tem como ficar bonito não. – Brincou o amigo.

- Cala a boca seu loiro aguado. – Retrucou Max. – Meu cabelo é só um pouco rebelde.

- Vocês dois podiam parar com essa baboseira e terminar de ser arrumar. – Falou Ryu jogado no sofá. – Quero aproveitar a noite. – Falou com os pensamentos em Shina.

- Eu pensei que ele fosse o zen do grupo. – Disse Radamanthys.

- Eu sou calmo, mas nem tanto. – Disse o lutador de Kêndo.

- Bom, acho que já estou pronto. – Falou Max. – Vamos?

- Graças a Deus! – Falou Radamanthys.

Os três estavam vestindo ternos pretos e gravatas da mesma cor. O que era engraçado já que eles trabalhavam com aquele tipo de roupa, mas como era um evento importante, usar calças jeans ou bermudas estava fora de cogitação.

*O*O*O*

Abby estava na sala ao lado de Chloe que não parava de chorar por nada. Tinha chego do trabalho e pego a menina na casa da vizinha e avisado a amiga que teria que ir a um evento da empresa e que a filha dormiria ali. Assim que Chloe escutou aquilo, seus olhos se encheram de lágrimas deixando Abby mal durante o começo da noite toda.

- Meu amor. – Tentava acalmar Abby. – Mamãe precisa ir.

- Eu também quero ir. – Disse Chloe aos soluços. – Eu coloco o vestido da princesa.

Abby não queria ri, por mais que achasse graça naquilo tudo. Ela tinha cogitado várias e várias vezes em levar a menina, mas não sabia qual seria a reação das suas patroas. Olhou para a grande caixa em cima da mesa de centro na sala. Seu laço vermelho chamava a atenção de qualquer um inclusive de Chloe que ao mesmo tempo em que soluçava de tanto chorar, ficava enrolando os pequenos dedos na fita de cetim. O vestido que estava ali dentro provavelmente devia ser um magnífico, algo que ela nunca poderia comprar.

- Por favor, mamãe. – Implorou a filha. – Me deixa ir.

- Chloe eu... – Ela olhou para os olhos pequeninos da filha e não resistiu ao charme que a mesma estava fazendo. – Tudo bem meu amor, você vai.

- Eba! – Exclamou a menina. – Eu vou pegar o meu vestido de princesa.

- Filha...

Chloe nem esperou a mãe terminar de dizer o que queria, deu um pulo do sofá, carregando junto consigo o tapete da sala e correu para o quarto. Sentou-se no chão com as pernas de índio e ficou vasculhando as gavetas a procura do vestido rosa cheio de purpurina. É claro que ela além de usar o vestido, ia querer com certeza colocar uma assa rosa que ganhara da mãe em seu aniversário, ela seria a princesa fada.

Abby encostou-se ao hall da porta e ficou observando à filha fazendo bagunça nas gavetas a procura do vestido de princesa. Não ia brigar com ela por causa da bagunça, a menina já tinha chorado demais e vê-la chorar lhe causava sofrimento e angustia. Quando viu que Chloe já estava ficando irritada por não encontrar o vestido, sentou-se no chão ao lado dela e começou a procurar, não ficou nem dois minutos procurando, achou o vestido e a assa e entregou a filha que ficou gritando e pulando pela casa toda abraçada ao vestido.

Abby aproveitou que a filha estava distraída e se divertindo e foi tomar banho, já eram sete e meia e ela não estava pronta. Não demorou muito no banho, se enrolou na toalha e pediu para que a filha fosse tomar banho e lavar a cabeça que ela secaria os longos cabelos dela. Chloe correu para o banheiro tirando as roupas pelo caminho, mas sem largar o vestido. Abby com toda delicadeza do mundo tirou o vestido de perto da filha alegando que ela iria molha-lo ou até mesmo sujá-lo e teria que ir com outro, depois de algumas reclamações da parte da menina, ela finalmente convenceu a filha e arrumou o vestido ao lado do seu. Mesmo se Abby trabalhasse durante o ano todo ela talvez não tivesse condições de bancar um vestido daquele porte. Ele era o mais lindo que ela já tinha visto. A cor rosa Pink resaltaria sua pele e seu cabelo. Era de mangas curtas que ficavam fixas em seus ombros, deixando a mostra seu lindo colo, onde ela colocaria um lindo cordão de ouro branco que ganhara da irmã antes da mesma morrer. Além disso, ele não era justo na parte de baixo, era quase rodado, todo o vestido era feito de seda o que modelava as curvas de Abby.

Colocou o vestido e ficou se olhando no espelho, não faria nada demais no cabelo, eles eram curtos, não tinha o que fazer, mas colocou uma presilha de strass prendendo a franja na lateral. Pegou uma sandália alta que usara no casamento da vizinha há muito tempo e colocou. Ela era prata e era toda trançada. Ficou realmente muito bonita com o vestido, se fosse branco podiam jurar que ela estava indo se casar, só faltaria o buquê de rosas. Terminou de se arrumar e arrumou a filha com carinho. Secou o cabelo dela e fez uma trança embutida na menina. Quando Chloe colocou a assa seus olhos começaram a brilhar e ela não parava de se olhar no espelho e fazer pose.

- Mamãe, você tira uma foto minha fazendo pose lá?

- Pode ficar tranquila meu amor, o que mais vai ter lá são fotógrafos.

- Eu quero tirar muitas fotos. Eu quero desfilar. – Dizendo isso Chloe começou a improvisar um desfile, ficou andando pelo quarto rebolando e sorrindo, ao mesmo tempo em que dava tchauzinho para a mãe. – Você deixa mamãe?

- Sim minha filha, eu deixo sim. – Falou sorrindo. – Vou chamar um táxi e a gente sai tudo bem?

- Táxi! – Gritou ela. – Festa, eu vou à festa da mamãe!

Abby deixou a filha pulando e correndo de um lado para o outro toda feliz, sabia que quando a menina chegasse à festa estaria toda suada e provavelmente suja, mas nada era melhor do que ouvir as gargalhadas gostosas dela, depois de um longo dia de trabalho, nada como estar com a filha.

*O*O*O*

O taxi ainda não tinha chegado, Ana estava com sua Ararajuba em seu colo, ela fazia carinho na barriga da mesma enquanto esperava. Já tinha alimentado os bichos e já tinha arrumado quase tudo em seu apartamento. O dia no novo emprego tinha sido exaustivo e muito produtivo, conhecerá quase todo mundo da empresa, menos os modelos.

As pessoas foram muito bem receptivas para com ela, com isso não teve problema em se enturmar. A outra secretária tinha uma filha e era tão meiga e dedicada ao trabalho quanto. Estar na cadeira de rodas dificultou um pouco a se arrumar, a final não era qualquer vestido, mas conseguiu, ela conseguia fazer qualquer coisa desde que ela estivesse a fim de fazê-lo. O vestido era lindo e coube perfeitamente nela. Era branco com flores azuis e rosas na barra que iam subindo até a cintura dela. Ele era frente única, o que deixava seus braços e costas nuas. Colocou um sapato alto prata com pequenos strass nas fivelas. Deixou os cabelos soltos para não sentir tanto frio e colocou um par de brincos de prata, que quase se encostavam a seus ombros.

- Espero que o Táxi não demore muito. – Falou para si mesma.

Quando o interfone tocou ela atendeu no segundo toque. Trocou algumas dúzias de palavras com a pessoa e desligou. Olhou para ararajuba em seu colo e sorriu.

- Mamãe esta indo, mas tarde eu volto para ficar com vocês. – Disse esfregando os dedos delicados na barriga do passarinho. – Comportem-se.

Aquelas palavras ativaram alguma coisa no passarinho que pulou do seu colo para o chão e ficou olhando para a dona empurrando as rodas da cadeira até a porta da sala. Quando a porta se fechou atrás de si, o passarinho bicou o focinho do cachorro e o mesmo colocou o rabo entre as pernas e foi para a sua cama ao lado da cama da dona. A ararajuba lançou um olhar mortal aos outros passarinhos que ficaram quietos em suas gaiolas e com isso foi pulando para a cama da dona.

*O*O*O*

- Você está divina! - disse Esmeralda para Ingrid. - Esse vestido azul marinho todo colado no seu corpo e essa fenda maravilhosa em sua perna esta totalmente sexy mulher.

-Deixa de ser boba! - Riu Ingrid. - Não vou nem falar nada a respeito do seu lindo vestido lilás. Nossa! Vestido de um ombro só esta super na moda e ele combina tanto com a sua cor de pele e seus cabelos loiros. O que você pensou em fazer nesse cabelo todo?

- Não sei, mas sente aqui que vou te deixar divina. Comprei uma sombra prata sensacional e depois vou fazer um lindo coque nesse seu cabelo, você tem que deixar seu colo à mostra.

- Faz uma trança na lateral? - Pediu Ingrid.

- Claro querida. Já sei até como vou fazer.

- Ai meu Deus! - Exclamou Arthemis. - Vocês duas estão fantásticas.

Ingrid e Esmeralda olharam para ela de queixo caído. Ela estava tão divina quanto às duas. Um lindo vestido estampado de cor preta com flores vermelhas em strass por todo ele. Era de um ombro só também, mas era manga comprida e também justo, realçando o corpo da fotografa, não rodado igual ao de Esmeralda, que para ela caia perfeitamente por ser igual a uma boneca.

- Meu Deus! - Exclamou Ingrid. - Acho que o Milo vai ter um enfarto!

- Ele vai ter com todas nós! - Disse Shina com um largo sorriso no rosto.

As meninas olharam para ela que também estava espetacular. Dourado ficava bem nela. Ele era de alças finas e também justas no corpo, porém obtinha duas fendas em cada perna e não igual à de Ingrid. Seus cabelos já estavam prontos. Uma linda trança embutida que terminava em um coque de lado.

- Só falta me maquiar - ela disse ainda sorrindo. - Pela primeira vez estou pronta primeiro do que todo mundo.

- Venha. - Chamou Ingrid. - Sente-se aqui. - Ela apontou para a cadeira ao lado de Arthemis. - Quando Esmeralda acabar aqui comigo eu pego você e Esmeralda começa em Arthemis. Depois eu faço o cabelo de Esmeralda e a maquio.

As quatro estavam no camarim da empresa. Elas haviam pedido as meninas para se arrumarem ali, já que ficava mais fácil e não tinham que pagar o táxi para levá-las. Enquanto Esmeralda trabalhava em Ingrid, Shina e Arthemis conversavam todas sorridentes desejando logo que a festa começasse. Arthemis mal podia esperar para ver como Milo estaria vestido, apesar dele ser um safado, não podia negar que era um gato e se ele estava dando em cima dela, talvez, quem sabe não pudesse apreciar os galanteios dele, mas só apreciar.

*O*O*O*

Lolô estava apreensiva a respeito do vestido em suas mãos. Não era muito de usar coisas chiques e muito menos um vestido de marca. Apesar disso tudo, ele até que era bem bonito. Mais também só era bonito, porque estava em suas mãos, porque a partir do momento em que colocasse no corpo ia achar horrível. Resolveu experimentar, não ia perder nada com aquilo, talvez alguns minutos, mas nada de mais. O vestido é preto com alguns detalhes em prata, a parte de cima era um espartilho e em baixo justo até as suas coxas, onde ele ficava largo possibilitando-a de andar.

Até que se olhando no espelho não achou de um todo ruim. Estava até sensual, o que achava difícil de acontecer, e olhando bem, continuava parecendo uma roqueira, só que com classe. Aquilo a fez rir um pouco e começou a dançar seguindo o ritmo da música Crazy Crazy Night do Kiss.

Quando a música parou olhou-se mais uma vez no espelho e já estava começando a se acostumar com aquela garota nova. Quem sabe não usaria vestido, uma vez ao ano? Agora, o que faria com os longos cabelos cobre? Deixaria solto? Os prenderia? Não sabia o que fazer com eles. Se os deixasse do jeito que estavam, soltos, até que ficava bem apresentável, mas e se fizesse uma escova básica, uma vez na vida não vai matar ninguém. Ela ficou se olhando por alguns minutos.

- Então vai ser isso, vou tomar um banho gostoso e secar o meu cabelo, pelo menos a raiz para dar um pouco de volume e ficar bem sensual. - Ela franziu as sobrancelhas. - Sensual?

O som de suas gargalhadas abafou a música que vinha de seu Ipod.

- Você Lolô, é muito sensual! - disse ela para o espelho e rosnando feito uma leoa. - Ainda tenho que ver um salto alto, porque de All Star que eu não posso ir.

*O*O*O*

Alice estava determinada a ir com o vestido vermelho de fenda na perna direita, mas achou que fosse ficar vulgar demais, então pegou um preto tomara que caia e o vestiu, analisou-se no espelho do closet e mais uma vez não gostou do que viu. Queria estar sensual, atraente e sexy, mas ao mesmo tempo queria parecer culta e profissional. Sabia que não podia juntar isso tudo em um vestido, mas tinha que tentar. Resolveu pegar o embrulho que Nicolas havia oferecido a ela. Ela não queria usá-lo, sabia que deveria ser algo caro e não sabia se o mesmo ficaria bom em seu corpo. Não que fosse feia de corpo, não, longe disso. Era esbelta e muito bonita. Seus cabelos eram curtos, na altura dos ombros, reto de um negro intenso e seus olhos da mesma cor, pretos. Não era igual à maioria das pessoas dos Estados Unidos, olhos azuis e loiras, era diferente, bem diferente.

Pegou o embrulho e o rasgou sem delicadeza nenhuma, não estava com tempo para apreciar pacotes bem feitos. Quando seus olhos negros bateram no vestido, sentiu que o mundo fosse se abrir aos seus pés. Lindo, cheio de detalhes e brilho. Era um furta-cor tomara que caia e com brilhantes? Aquilo eram brilhantes? Não, aquilo deveria ser strass. Não podia ser brilhantes, não o vestido praticamente todo.

- Não pode ser, pode? - Ela olhou desconfiada para o vestido em mãos. - Não posso sair com um vestido desse na rua, vão me assaltar.

Olhou para o vestido que estava em seu corpo. Não estava nada, nada satisfeita. Voltou a encarar o vestido em suas mãos.

- Vou só experimentar. - Falou dando de ombros.

Tirou o vestido preto correndo e colocou o vestido que ganhou. Deu perfeitamente em seu corpo, parecia que tinha sido feito sobre medida para ela. Estava linda. A cor do vestido ficava diferente a cada ângulo que ela olhava, a luz do closet estava totalmente em sintonia com o vestido o que era maravilhoso, podia ficar ali se olhando para sempre. Tudo que ela queria estava reunido naquele vestido da Gucci.

- Gucci, sua linda! - Ela girou sorrindo abobadada. - Eu estou mais bonita do que na colação de grau. - Dizendo isso tornou a tirar o vestido e correu para o chuveiro. - Agora ninguém me segura.

*O*O*O*

Camus estava de frente ao espelho se arrumando, trajava um terno preto, uma blusa branca e uma gravata cinza. Seus cabelos estavam perfeitamente penteados e arrumados. Não estava muito a fim de ir a este evento, mas como Milo o tinha convidado para quem sabe apagar o vexame que o mesmo o fez em seu consultório, por isso resolveu ir, apesar de saber que nada que vem do Milo é algo bom.

- Aonde você vai todo arrumado assim? - Perguntou sua esposa no batente da porta.

- Em um evento.

- E vai com quem?

- Com o Milo. - Disse ajeitando o nó da gravata pela última vez. - Por quê?

- Não pensa em ir sozinho? Ou pensa? - Perguntou Pandora irritada. - Ah! Deve pensar! Não existe mais diálogo nesta casa, não é mesmo?

- Eu não sabia se você iria querer ir junto comigo. - Ele ainda ajeitava o nó da gravata. - Você nunca deu muita importância para essas coisas.

- Claro você nunca me convidou para nada! - Gritou.

- Você nunca se mostrou interessada! - Rebateu ele.

- Estou agora! - Gritou ela mais uma vez.

- Por que esta gritando assim Pandora? - Ele voltou-se para ela. - Estou aqui, ao seu lado.

- Porque você me irrita! - Ela foi enumerando nos dedos. - Porque você a cada dia que passa esta se afastando de mim! Porque eu só sou um meio para você extravasar a sua raiva e porque você é um idiota, seu cretino!

- Chega Pandora! - Gritou ele. - Se quer tanto ir, se arrume e vamos!

- Você é muito insensível mesmo! - Ela caminhou de um lado para o outro. - Acha que estou assim por causa dessa maldita festa? Acha que estou assim porque você vai se divertir?

- Então é porque mulher?

Ela foi à direção dele os passos largos, olhou nos olhos azuis escuros dele e ficou ali pensando em como pode se apaixonar por uma pessoa tão fria e tão sem sentimentos como ele.

- Cansei de você Camus! Cansei dessa vida de merda que levo ao seu lado! Cansei de ser usada por você igual a uma prostituta, não, minto, elas ainda se dão bem, porque ganham para isso e eu?! O que eu ganho de você? Só indiferença, só distancia só aborrecimento e desilusão! Quer saber de uma coisa? - Ela abriu cerrou os punhos. - Vai se foder!

Ela saiu do quarto pisando firme e fechou a porta na cara dele. Camus respirou uma, duas, três vezes e sacudiu a cabeça para afastar qualquer tipo de pensamento ruim que estivesse fixo ali, mas uma vez voltou sua atenção para o espelho do quarto e já não sabia se ajeitava a gravata ou tirava a roupa e ficava em casa, a noite estava apenas começando.

*O*O*O*

Megan estava se arrumando em sua sala, tinha ido até o cabeleireiro e feito um penteado nos cabelos, ele colocou o cabelo dela todo para o lado esquerdo e fixou uma rosa branca para manter os mesmos presos, logo depois fez uma maquiagem básica, nada muito exagerada. Colocou o vestido roxo que separara para si. Tomara que caia todo trabalhado do busto até o quadril, pregueado na frente e atrás laçado, quase um espartilho. Ele descia marcando as suas curvas até os joelhos onde se abria em uma calda de peixe com babados. Suas pernas torneadas estavam à mostra, enquanto a calda do vestido se arrastava no chão. Seu sapato da Prada, todo revestido de strass combinava perfeitamente com o vestido.

Já estava pronto há meia hora e nada de Violet aparecer. Sua irmã estava trancada em sua sala e não tinha saído de lá até agora. Cansada de esperar, Megan pegou sua bolsa de mão e caminhou o mais rápido possível para a sala da irmã. Não demorou muito para chegar lá, bateu na porta uma vez e nada da irmã responder, bateu a segunda e nada. Antes que perdesse a paciência por completo, abriu a porta e entrou na sala. Violet estava jogada no sofá de couro preto.

- Você ainda não se arrumou? – Disse a irmã tentando manter o tom calmo na voz.

- Não quero ir. – Disse Violet. – Não quero ficar segurando vela de vocês.

- Vela? – Perguntou Megan sem entender do que a irmã estava falando. – Que vela Violet?

- Sua, da Bea e da Rachel. – Disse fazendo bico. – Todas vocês vão estar com alguém, só eu que vou estar sozinha.

- Deixa de ser fresca menina e tira logo essa roupa e se arruma de uma vez antes que eu mesma vá ai e a tire!

- Não vou tirar nada! – Violet se encolheu ainda mais no sofá. – Não quero ir e ponto final.

- Que não quer ir o que?! – Megan puxou a irmã pelos braços. – Vamos, vamos. Levanta.

Violet, muito contrariada levantou-se do sofá e começou a se despir. Jogou os sapatos para o alto e o vestido também. Tirou o sutiã de alça, pois teria que colocar um de silicone ou sem alças, já que o vestido que usaria deixava a mostra o colo.

- Que porra é essa? – Perguntou Megan escandalizada. – O que é isso em suas costas?

- O que? – Perguntou Violet tentando olhar as costas. – O que tem ai?

- Deixa de ser sonsa, menina. – Repreendeu a irmã. – Que merda de tatuagem, sei lá o que é isso ai, faz nas suas costas?

- Ah, isso?! – Violet sorriu. – Eu já tenho há mais de um ano.

Megan tornou a olhar para as costas da irmã. Um grande dragão oriental, azul, verde e preto crescia nas costas da menina. Ele começava em seu ombro esquerdo e terminava na base do quadril do lado direito. O dragão cruzava as costas toda de Violet.

- Um ano? – Perguntou Megan. – Um ano?! – Sua voz subiu uma oitava.

- Sim, mas de um ano. – Falou inocentemente. – Por quê?

- Por quê?! – Megan fechou os olhos e contou mentalmente de um até dez. Respirou fundo algumas vezes e quando estava mais calma tornou a abrir os olhos. – Porque não me disse que tinha feito uma tatuagem?

- Não sei não me lembro, mas creio que seja por causa da sua reação, tipo essa que você teve agora. – Falou a irmã dando de ombros.

- Doeu?

- Muito. – Disse Violet. – Mas a dor foi boa.

- Ok. – Megan sacudiu a cabeça para espantar os pensamentos. – Se arrume de uma vez por todas Violet.

Violet começou a discutir com a irmã mais uma vez, ficou batendo o pé com ela. Estava fazendo pirraça sim e daí? Não queria ir. Não queria ficar de vela e se pudesse demorar a se arrumar iria demorar.

*O*O*

Mu andava pelos corredores da empresa a procura de Megan, já tinha ido aos estúdios e falado com as meninas que estavam se arrumando por lá, mas nada de Megan. Resolveu ir até a sala da mesma. No caminho escutou uma gritaria e resolveu ir ver o que estava acontecendo. Pelas vozes alteradas, sabia que Megan e a irmã estavam discutindo alguma coisa. Não queria ser intrometido, mas não achou que fosse alguma coisa muito séria. No corredor, viu a porta aberta e entrou na sala sem bater. A primeira impressão que teve foi que um furacão tinha passado por aquela sala e a outra foi dar de cara com Violet apenas de calcinha.

Imediatamente virou o rosto para o lado, não antes de ver o sorriso travesso brotar nos lábios de Violet.

- E ai Mu, gostou do que viu? – Perguntou a menina sorrindo.

- Mu? – Megan que estava de costas para a porta nem havia se tocado de que não estava mais sozinha com a irmã. – Ai meu Deus! – Exclamou ela. – Pegou Mu pelos ombros e o levou para fora da sala.

- Me desculpe. – foi à única coisa que saiu dos lábios dele.

- Tudo bem. – Falou Megan ligeiramente irritada. – Violet. – Gritou Megan já do corredor. – eu vou para a minha sala com o Mu, daqui a dez minutos eu vou voltar e se você não estiver pronta, já sabe que vai dar merda. – Megan enfatizou bastante a palavra merda para a irmã ficar ciente de que a mesma não estava brincando e que se tivesse que puxá-la pela orelha iria fazê-lo. – Dez minutos. – Repetiu puxando Mu pelos corredores.

- Megan, me desculpe. Eu não sabia que a sua irmã estaria naquelas condições.

- Tudo bem Mu, já passou. – Megan tentava se acalmar. – Ela gostou de você ter aparecido. Ela gosta de ser o centro das atenções.

- Esquecemos a sua irmã. – Ele olhou para ela avaliando-a. – A propósito, você esta linda.

Megan parou e o encarou. Ele também estava muito bem vestido e elegante. Ela sorriu, um sorriso sincero pela primeira vez aquele dia.

- Obrigada, você também esta bonito. – Ela segurou mais forte a mão dele. – Desculpe pela situação anterior. – Disse referindo-se a irmã.

- Tudo bem. Eu e o meu irmão brigamos sempre também.

Ela sorriu mais uma vez e depois eles ficaram se olhando. Um silêncio constrangedor preencheu o ambiente. Megan realmente o achava bonito. Seus longos cabelos loiros estavam repartidos ao meio e presos em um rabo de cavalo baixo. Megan nem percebeu mais sua mão já ajeitava um fio rebelde que tinha soltado do lugar. Ele segurou o pulso dela, para que o gesto demorasse um pouco mais. Pela primeira vez ela quis mergulhar nos olhos azuis dele. Aquele mar indecifrável, mas se conteve. Não era ético fazer aquilo, ele era seu funcionário.

Mu sentiu que ela voltaria a se fechar em seu mundo, ele não perderia a oportunidade, a brecha que ela tinha dado e a puxou para perto de si, ela fez menção em falar, mas ele colocou um dedo nos lábios dela calando-a. Então antes que o momento se perdesse a beijou. Os lábios dela contra os dele era a única coisa que ele queria sentir a partir daquele momento em diante.

*O*O*O*

Violet mesmo contrariada colocou o vestido que o pai havia dado a ela. Ele era todo preto. Suas mangas eram rendadas e terminavam nos cotovelos, do busto até o quadril o vestido era colado ao seu corpo, a partir daí ele ficava ligeiramente rodado, sua saia que chegava até a altura dos joelhos era completamente preenchida por purpurina da mesma cor que o vestido, preta. O que dava certo glamour ao visual. Colocou os sapatos altos que tinha comprado na manhã anterior e olhou-se no espelho, estava divina.

Mesmo contrariada, gostou do que estava vendo. Pegou algumas pulseiras de ouro branco e colocou no pulso esquerdo e na mão direita alguns anéis do mesmo material. Brincos de brilhantes e um cordão de ouro branco também com um pequeno pingente de brilhantes. Penteou o cabelo ela mesma, sabia que a irmã iria querer fazer algum tipo de penteado, mas ela iria com ele soltos. O castanho claro deles estava combinando perfeitamente com o vestido o que a alegrava bastante, depois de pentea-los, lançou a cabeça para frente e para trás e quando o resultado a agradou sorriu e caminhou elegantemente até a sala de sua irmã.

- Aqui vou eu Megan! – Falou satisfeita.

*O*O*O*

Belladonna estava atrasada. Melhor dizendo: Bea estava muito atrasada. Oito horas e a ex-loira ainda estava correndo para cima e para baixo apenas de calcinha, procurando o vestido que já deveria estar usando, mas que aparentemente criara asas e saíra voando pela janela do apartamento.

Os cabelos curtos pelo menos já estavam feitos: modelados em um moderno penteado de modo que ficassem longe de seus olhos, mas ainda lhe dessem certa feminilidade. Ou pelo menos fora isso que o cabeleireiro dissera, honestamente, ela continuava a ver os mesmo cabelos rosa bagunçados de sempre.

Tinha dito para Megan, Violet e Rachel que ia se arrumar em casa, pois Aiolia insistira em encontrá-la no apartamento, para irem juntos para a festa. Aquilo não foi uma mentira, ele realmente insistira para buscá-la no apartamento, o que as meninas não precisavam saber é que no caminho para o apartamento ela parara no cabeleireiro. E no meio tempo aparentemente havia conseguido a proeza de perder um vestido Gucci!

Chegou a casa parecendo um furacão: atirou sapato para todo lado, foi tirando a roupa e se enfiou no chuveiro para um banho de cinco minutos. Quando saiu, estava pronta para colocar o vestido para a festa quando percebeu que o tal vestido não estava no seu guarda-roupa. Nem na sua cama. Nem na sala. Nem no banheiro.

- Puta que pariu, puta que pariu...

Foi xingando enquanto procurava pela enésima vez em seu guarda-roupa. Puxou roupa atrás de roupa dos cabides, mas nada. O relógio agora marcava oito e dez, mais vinte minutos e Aiolia iria aparecer.

Tinha outros vestidos, claro, mas iria pelada antes de trocar um Gucci por qualquer outra coisa!

- O que eu faço agora! – gemeu, controlando a vontade de arrancar os cabelos.

Por que era tão desorganizada?! Por que não aprendia com Megan a ser responsável? Com certeza a amiga já estava pronta, e mais do que com certeza comeria seu fígado quando Bea chegasse atrasada, e usando outro vestido ainda por cima!

Lembrar-se da amiga acendeu uma lâmpada em sua cabeça. Foi aos saltos até a sala, onde deixara seu celular. Discou o número que já sabia de cor e esperou que atendessem.

- Já está chegando?! - a voz de Megan soou um tanto descontrolada do outro lado da linha – A imprensa está aqui Bea! Cadê você?! Somos as donas! Temos que estar aqui antes que todo mundo!

- É...

- Você não está falando sério Belladonna! – Megan praticamente uivou. Bea pode ouvir Mu ao fundo perguntando se algo havia acontecido – Eu te conheço! O que você fez agora?!

Bea pensou em como explicar que havia perdido o vestido de um modo que a amiga não enfartasse.

- Relaxa Megan, querida! Está tudo sob o controle. – deu uma pausa – Sim, nada com o que se preocupar... Mas por acaso você sabe onde eu guardei o vestido? Assim, não que eu ainda não esteja pronta, só pra... Saber se você sabe.

Houve um pesado silêncio. Aquilo era um mau sinal.

- Bea, se você não estiver aqui em vinte minutos eu te trago arrastada pelos cabelos, pelada! Você está escutando?! PELADA!

Bea esperou que o chilique da amiga não estivesse sendo gravado por algum paparazzo. Já podia até imaginar as manchetes: dona de Beauty Enterprises ameaça colega com nudez pública. Veja fotos na página 10.

Disfarçou uma risada com uma tosse.

- Você está rindo de mim Belladonna? – Megan questionou sua voz uma oitava mais fina que o normal.

- Não?

- O vestido está numa caixa de baixo da sua cama, imbecil! – ela rosnou – Vinte minutos!

E com isso desligou o telefone.

Claro, debaixo da cama! Bea riu e voltou para o quarto, já se lembrando de que deixara o vestido ainda dentro da caixa, separado justamente para não o perde em meio à bagunça que era seu quarto.

Como esperado, a grande caixa estava onde a deixara. Uma grande fita de cetim segurando a tampa. Sorriu, arrancando fita e tampa de uma vez só. Pegou o vestido, colocando-o na frente de seu corpo para se olhar no espelho.

Abriu um largo sorriso, cheio de dentes. Aquela noite iria render!

O vestido era um pouco de mais, deveria admitir... Seus pais teriam uma síncope se a vissem usando algo tão provocativo, mas bem, quem era ela para recusar um Gucci? O vestido preto era todo rendado, com adornos que desciam dos seios pelos troncos, sem mangas e com as costas nuas, deixando a mostra sua tatuagem de pássaros voando sobre floreios feitos com tinta branca, que ocupava o espaço de suas costas da ponta do ombro esquerdo, até a nuca. Em baixo da renda havia apenas uma segunda pele, de modo que em um primeiro momento, parecia que a jovem não usava nada de rendas. O vestido lhe caia até o chão, de sua cintura, com um tecido leve e esvoaçante, quase transparente. Uma fenda alta se abria na lateral direita, deixando sua perna torneada a mostra.

Colocou a roupa, voou para o banheiro, onde fez a maquiagem mais rápida da sua vida, bem a tempo de ouvir a campainha tocar. Olhou-se para o espelho mais uma vez, antes de ir abrir a porta para Aiolia.

- Querida, você está linda!

Piscou para si mesma no espelho e saiu do banheiro.

*O*O*O*

O clima no carro estava tão pesado que Saga fazia um esforço sobre-humano para não enfiar o pé no acelerador e chegar na maldita festa de uma vez. Quebrando todos os limites de velocidade e tendo a carteira de motorista caçada no processo, mas aquilo lhe parecia um preço justo para se pagar, na situação em que estava.

Ao seu lado, no banco de passageiro, Rachel estava com o rosto encostado na janela, vendo a paisagem passar. Os lábios crispados, o cenho franzido, os braços cruzados. Saga tinha a mais absoluta certeza que a namorada não voltaria para o apartamento dele aquela noite.

Diana estava fingindo não se importar, mas mordia os lábios de tempos em tempos, mandando olhares furtivos para o motorista, o que servia apenas para azedar ainda mais o humor de Rachel.

O único no carro que parecia alheio ao clima era Kanon. Na verdade, o loiro parecia extremamente satisfeito consigo mesmo, sorrindo de ponta a ponta e mexendo a cabeça conforme o ritmo da musica eletrônica que tocava no rádio.

- Clima pesado, não acha? – ele perguntou para Diana, mas era óbvio que estava falando com todos os presentes – Sabe o que melhoraria o clima? Um ménage!

- Ménage é com três pessoas, com quatro seria uma orgia. – Diana corrigiu, em um tom sério. Internamente estava gargalhando de satisfação com o olhar homicida que recebeu de Rachel. Talvez seguir o exemplo de Kanon não seria de todo ruim.

Saga encarou o volante, calculando com quanta força ele precisaria bater a cabeça ali para poder desmaiar. Não, se desmaiasse agora iria bater o carro, e a última coisa que queria era machucar Rachel... Ou o Volvo, que lhe custara uma fortuna e meia.

Ainda assim, a tentação era forte. Principalmente agora que a namorada parara de fantasiar com a morte de Diana para lhe mandar olhares irados, que prometiam vingança. Pelo que, ele não sabia, pois a ideia toda havia sido arquiteta por Kanon. Não tinha nada contra Diana, mas o fato era que a mulher trabalhava para eles, e levá-la para aquela festa era algo extremamente antiético.

- Mas! – Diana chamou a atenção dos outros no carro – Um ménage pode ser bom também, caso a Rachel não queira participar da nossa orgia.

Kanon engasgou. Rachel se virou pra trás com tamanha velocidade que o pescoço estalou.

- O QUE...

- Aaaah! Chegamos! – Saga interrompeu o chilique da namorada, antes que pudesse começar. Pousou sua mão na coxa dela, apertando com leveza. Por favor, não. Nada dê escândalos. Era o que ele queria transmitir com aquele toque.

Kanon e Diana trocaram um sorriso maroto à custa do casal de "adultos" no banco da frente. Para sorte de Saga, ele realmente havia chegado, por isso a dupla não teve tempo de aprontar mais nenhuma.

Deixou o carro com o manobrista e desceu para abrir a porta para Rachel. Ela saiu do carro com cuidado com o vestido prateado. Era um assimétrico, sem o ombro direito descendo por suas curvas, colado ao corpo com uma longa calda. O tecido parecia se movimentar conforme Rachel caminhava, atraindo todos os tipos de olhar.

Um pouco afastado do lugar onde todos estavam esperando o manobrista entregar para Saga a comanda, havia alguns repórteres entrevistando os convidados que chegavam. Alguns paravam para longas conversas, outros sorriam, mas se apressavam para entrar.

Antes mesmo de o manobrista voltar com o papel, os quatro foram interceptados por uma Megan esbaforida. A mulher estava linda, claro, mas o olhar de puro desespero em seu rosto era o suficiente para fazer com que a pessoas pensassem duas vezes antes de abordá-la.

- RACHEL! – ela quase se jogou em cima da amiga – São oito horas Rach! A Bea não está nem pronta! ELA NÃO ESTÁ PRONTA! E VOCÊ NÃO CHEGAVA! SABE O QUANTO EU ESTAVA SURTANDO?!

Megan teria sacudido a amiga pelos braços, se Saga não tivesse resgatado a namorada de suas garras.

- Calma Megan! Vai ficar tudo...

- NÃO SE META! – Megan estava quase cuspindo na cara de Saga.

Enquanto a loira surtava a alguns metros de repórteres que adorariam presenciar o barraco, Kanon estrategicamente guiou Diana para a entrada, a mão direita da mulher encaixada em seu braço esquerdo. Sumiram rapidinho, antes que sobrassem gritos pra eles também.

- Megan...

- Megan é o escambau! EU FALEI QUE DEVÍAMOS TER SIDO AS PRIMEIRAS A ESTAR AQUI! CADÊ A BEA?

A loira pegou Rachel pelo braço e arrastou para longe de onde os repórteres estavam, para a entrada lateral, a que os funcionários que estavam trabalhando na festa estavam usando para a noite. Saga ficou parado sozinho, ainda podendo ouvir as exclamações de "não quero saber se a culpa é do idiota do Kanon!" mesmo depois das mulheres terem se afastado dele.

- Cadê a merda do manobrista?! – resmungou, apertando o nariz. Estava ficando com dor de cabeça.

*O*O*O*

Aiolia e Bea se conheceram em uma balada, umas semanas atrás. Os dois haviam saído desde então mais duas vezes, mas a moça já estava de saco cheio do jeito 'super homem' do leonino. Aiolia estava constantemente falando do trabalho e quando não estava falando do trabalho estava parando para ajudar algum indefeso. E por indefeso ele entendia desde gatos presos no topo de árvores até velhinhas que não queriam atravessar a rua, obrigada meu filho, mas você pode soltar do meu braço? Se ele não fosse tão gostoso... Pensou Bea, um sorriso malicioso se formando em seus lábios vermelhos.

O homem, inocente quanto aos pensamentos de sua acompanhante, seguia com cautela pelas ruas de Nova Iorque. Sempre respeitando os pedestres, sempre parando nos faróis amarelos. Bea revirou os olhos e esticou as pernas, entediada.

- Estamos chegando. – ela falou, só para romper o silêncio.

- À direita no farol? – ele perguntou, embora soubesse a resposta.

Aquele "encontro" seria um desastre. O que estava na cabeça para chamar um cara que mal conhecia? Havia honestamente esquecido que apesar de maravilhoso na cama, Aiolia era daqueles politicamente corretos que detestava. Quem mandou querer experimentar bombeiro? Bea suspirou.

- É, isso mesmo.

O silêncio no carro era desconfortante. Não tinham assunto, pois pouco sabia um do outro e atração física só pode levar uma relação até certo ponto. Não que aquilo fosse um relacionamento, claro, Bea não tinha relacionamentos. Na verdade, a mulher não conseguia se lembrar da última vez que teve um namorado sério. Provavelmente na época do colégio... Parou de refletir sobre o assunto, antes que começasse a se sentir velha.

O resto do caminho foi percorrido em silêncio. Chegaram à empresa, podia ver os feixes de luz rasgando os céus de longe, e esperaram uns bons minutos antes que o manobrista finalmente viesse pegar o carro. O silêncio perdurou, mesmo quando já se dirigiam para a entrada, onde toda a imprensa parecia estar reunida já. Antes que pudesse se aproximar muito, Bea quase foi derrubada quando um corpo se chocou com suas costas.

- EU VOU TE MATAR, BELLADONNA! – Megan, como o esperado, estava quase espumando.

Pegou a amiga pela orelha, puxando-a pelo brinco de ouro branco que usava. Bea começou a reclamar, mas a amiga torceu mais sua orelha.

- Nem um piu! Nove horas da noite, Belladonna! As pessoas estão comentando que você não chegou ainda, se isso sair no jornal, Deus me ajude! – um segundo para pensar melhor no que tinha dito – Deus te ajude Bea, porque a primeira coisa que eu vou fazer é te chutar do apartamento!

- Desculpe, mas você está machucando ela! – Aiolia, aparentemente sem noção de perigo, foi em defesa de seu par para a noite.

Megan voltou sua atenção para o homem, sem soltar da orelha de Bea, que já estava em um tom quente de rosa. O encarou dos pés à cabeça, uma expressão de desprezo tão grande que poderia se comparar com as de Camus.

- Você é quem, mesmo? – Aiolia abriu a boca para responder, mas a mulher o cortou antes que tivesse a oportunidade – Exatamente o que eu pensei. A entrada é por ali, tenha uma boa noite.

Com isso, virou de costas para o atônito bombeiro e saiu arrastando Bea, pela orelha mesmo. A mulher de cabelos rosa fez uma careta ao ser arrastada, mas conseguiu mandar um último 'tchauzinho' com a mão para Aiolia.

Violet e Rachel estavam esperando as duas na entrada lateral. Violet estava radiante e Rachel tinha uma expressão de irritação no rosto.

- Mais um pouco, a Megan caía dura. – Violet falou. Seu tom divertido, quando as quatro finalmente se encontraram.

Megan soltou a orelha – extremamente vermelha – de Bea, mas não ofereceu nenhum tipo de comentário.

- Coitado do Mu, estava tão preocupado em tentar acalmá-la que não parou a noite toda também. – Violet continuou.

Bea riu. Ela apalpava a orelha abusada, estava quente, mas não doía. Não ia reclamar do tratamento da amiga, pelo menos havia se livrado de Aiolia sem problemas. Poderia aproveitar a noite toda para... Arrumar outra companhia.

Desnecessário dizer que Rachel estava com o humor muito ruim para contribuir para a conversa, enquanto as quatro avançavam pelo salão, desviando pelo pessoal responsável pela decoração e afins.

Já que o plano de cumprimentar os convidados pessoalmente enquanto eles iam chegando já não era mais uma opção – Megan engoliu o ódio – a loira achou melhor que o quarteto entrasse discretamente na festa que já havia começado há uma hora.

Não iriam chamar atenção para o atraso. Iriam fingir que tudo estava de acordo com o plano. Nada, NADA, estragaria aquela noite.

Aquela noite... A Beauty Enterprises iria brilhar!


Olá meu povo, a gente gostaria de ter respondido individualmente cada um, só que esse capítulo ficou muito grande e a gente resolveu fazer um comentário única para todos. Obrigada por todos estarem acompanhando a fic, e ficamos felizes em estar atendendo a expectativas de vocês.

Mais uma vez não deu para colocar todo mundo, mas nos que não entraram nesse vão estar lindos e maravilhosos no capítulo IV. A partir desse capítulo as coisas vão começar a ficar menos cômicas e mais macabras. Algumas coisas que ficaram no ar, vão ser explicadas, como o tal velho lá.

Bom, é isso. Sugestões de cenas são bem vindas. Não se esqueçam disso, estamos sempre dispostas a ouvir vocês sobre qualquer coisa, tanto ruins quando boas.

Beijos e boa leitura. (: