Disclaimer: [UA] Saint Seiya não nos pertence, e esta história não tem quaisquer fins lucrativos.
Capítulo – V.
No centro do salão todos os funcionários dançavam ao som de Beyonce. Saga procurava por Rachel desesperadamente, a mesma tinha visto ele mais cedo na pista de dança com Diana, a funcionária passou a noite inteira tentando dançar com ele, mas o loiro apenas se desvencilhava dela, até que não conseguiu mais fazê-lo e o seu irmão ao invés de ajudá-lo apenas piorou a situação, assim ele teve que dançar com a magnífica mulher de vermelho e, foi nesse exato momento em que Rachel o viu. Abraçado com outra mulher. Agora ele estava definitivamente ferrado.
Ela não sabia como, afinal o álcool já tinha praticamente dominado o seu cérebro, mas a taça que segurava forte em suas mãos escapuliu fazendo com um o vinho escorresse pelo vestido prata de Rachel, manchando-o. Por alguns segundos, as duas ficaram somente se encarando. Eram visíveis as rugas de expressão se formando no rosto azedo da chefa. Sybil ficou tensa, seu corpo tentou se firmar, mas estava bêbada demais para aquilo e acabou apoiando as mãos nos ombros de Rachel na esperança de se manter de pé.
Rachel olhou para o vestido incrédula, aquilo não podia está acontecendo com ela. Não com ela, justamente com ela. Azar?! Talvez. Ela pensou em contar, pensou também em virar as costas e seguir para o toalete deixando a outra cair no chão, o que era uma ótima opção. Depois de aguentar Kanon e Diana ainda tinha que aguentar aquilo?! Empurrou a ruiva com força até demais.
Sybil cambaleou, mas não caiu.
- Olha. O que. Você. Fez. – Cada palavra foi pronunciada com raiva, ódio e um rancor que não era dirigido à modelo em si, mas hoje era o dia dela.
- Me desculpa. – Falou a ruiva tentando manter-se de pé.
- Olha como você esta! – Ela quase gritou. – E o que eu faço agora com esse vestido imundo e o que eu faço com você?
- Comigo? – Perguntou com a voz arrastada. Sybil se apoiou em alguém que estava de costas para ela. – O que você quer fazer comigo?
- O que eu quero fazer com você? – Ela riu com desprezo. Estava se controlando para não gritar. – Enfiar a mão na sua cara!
Alguns fotógrafos que estavam por perto já começaram a se dirigir na direção delas. Marin que não estava satisfeita com o seu trabalho, começou a gostar da ideia de um possível barraco entre dona e funcionária. Agarrou o braço de Connor e o puxou para perto da aglomeração de pessoas que começavam a se formar em volta das meninas.
- Você não teria coragem. – cuspiu a ruiva de volta. – Você não vai fazer esse papelão aqui.
Ela estava certa em certo ponto. Rachel não queria fazer um papelão desses, ainda mais na inauguração e com aqueles fotógrafos ali. Mas o ódio já tinha consumido todos os seus pensamentos. Ela não enxergava ninguém a sua volta, somente Sybil. Era como se ela estivesse em um corredor comprido e longo e lá no final estava o premio, o premio para ela descontar toda a sua raiva guardada.
Pensar?! Não. Pensar era para os fracos. Ela não pensava, agia. Impulso era o seu segundo nome. Ainda mais quando uma mulher com um vestido vermelho totalmente sedutor, e doida para arrancar Saga de seus braços ficava indo e vindo em sua mente. Aquilo era demais. Era demais para qualquer um até para ela.
- Coragem?! – Ela gritou. – Coragem?!
Rá! Palavras estúpidas para uma mulher estúpida. Rachel simplesmente lhe socou o rosto. Certeiro na mandíbula. Sua raiva foi ali, como uma cascata seguindo o seu fluxo. A ruiva foi parar no chão, deitada de lado. A música ao fundo parou na mesma hora. Todos os olhares se voltaram para as duas.
Mais ao fundo alguns gritavam, pois não sabiam o que estava acontecendo. Sybil que praticamente tinha beijado o chão levantou-se como se nem estivesse bêbada e pulou em cima de Rachel, assim as duas rolaram no chão disputando quem ficaria por cima de quem e quem bateria mais.
Marin ria escandalosamente enquanto sua câmera pegava o melhor da festa. Connor não sabia se tirava foto ou se ajudava a separar as duas. Chloe que corria por ali se assustou com a gritaria e caiu no chão, seus berros ecoaram mais alto do que os próprios gritos das duas jovens que se batiam. Kanon que estava apreciando a briga de mulher ficou assustado quando seus olhos azuis se focaram naquele pedaçinho de gente vestida de fada.
Não era muito fã de crianças, mas seu coração não era de pedra e ela estava aterrorizada e chorava sem parar. Ele foi até ela a pegando no colo. Chloe nem quis saber quem era apenas queria estar no conforto de um abraço. Seus joelhos estavam doendo e ela queria a sua mãe. A festa já não estava tão boa assim.
- Cadê a sua mãe? – Kanon perguntou gentilmente para a menina.
Chloe não queria saber de nada, só queria chorar e gritar e se debater nos braços dele. Ela queria chamar atenção. Ele sabendo daquilo a levou para longe da confusão, contrariado, pois queria ver o desfecho, mas se importou com aquela menina de uma forma estranha.
- Chloe! – Gritava Abby desesperada. – Chloe!
Chloe no meio daquela barulhada toda pode ouvir de longe os gritos de sua mãe. Kanon, que também não deixou de ouvir girou o corpo na direção do chamado. O primeiro contato visual o assuntou, não desse modo como vocês pensaram e sim, pelo fato dela ser a mulher mais linda que ele já tinha visto em toda a sua vida.
Aquele vestido rosa encantador, aquelas curvas, aquele cabelo curto, aquela tonalidade de pele. Ele imaginou suas mãos tocando o corpo dela. Quando ela chegou próximo dele, ele ainda pode sentir o hálito doce que saia de sua boca. A sim, como ele pensou em beijá-la.
- Chloe. – Ela pegou a filha dos braços dele.
Choque. Um choque percorreu o corpo dele. Merda. Ele estava apaixonado? Assim, tão rápido de primeira? Ele nem acreditava nessas coisas de amor à primeira vista, muito menos se apaixonar por alguém, ele só queria zoar e se divertir. Não, aquilo não era amor e nem paixão, aquilo era somente o álcool que bebera a noite toda. Ele estava com tesão e queria somente trepar com aquela mulher e mais nada.
- Obrigada. - Ela disse depositando um beijo no rosto dele.
Choque de novo. Mais que merda de choque era esse que ele estava sentindo? Estava com febre? O que era aquilo? Quem era essa mulher?
- De nada. – foi à única coisa que saiu de seus lábios.
Abby sorriu para ele e beijou a filha com carinho. Ela colocou a cabeça no ombro da mãe e ficou soluçando.
- Vamos embora. – Falou com gentileza no ouvido da filha. – Vou chamar um táxi.
- Eu levo vocês! – As palavras saíram mais rápido do que ele pode prever. Ele nem sabia o porquê estava oferecendo aquela ajuda. Tolo.
- Não precisa. – Ela falou docemente.
- Eu faço questão.
Abby não estava acostumada a aceitar carona de ninguém, mas ele havia cuidado de sua filha quando mais ninguém o fez e Chloe não parecia estar adepta a esperar por um táxi. Ela fez um aceno com a cabeça confirmando que iria. Ele sorriu e Chloe para a surpresa dela e dele levantou os braços na direção de Kanon. Ela queria ir no colo dele.
- Chloe... – Abby ia tentar persuadir a filha a ir com ela, mas kanon a deteve.
-Tudo bem. – Ele a segurou nos braços. – Eu a levo.
Eles seguiram passando pela confusão com cuidado. No meio da briga, estava uma Rachel toda descabelada e um Sybil sangrando.
Megan que estava até então isolada em um canto com Mask e Mu conversando sobre moda, olhou de relance para a banda que estava tocando, ela não tinha se tocado que eles tinham parado de cantar, foi ai que ela começou a escutar os gritos e ver a correria de um lado para o outro, seus olhos observaram Abby indo embora com o irmão de Saga e Chloe nos braços, uns fotógrafos correndo para um circulo que estava ficando cada vez maior.
Seja o que estivesse acontecendo, ela não queria saber. Segurou Mu e Mask pelos pulsos e os puxou junto com ela. Se precisasse de reforços eles iriam servir. Quando seus belos olhos azuis bateram em Rachel toda descabelada e rasgada e Sybil toda suja de sangue, ela pensou que fosse desmaiar ali mesmo, sentiu até os dedos finos de Mu em seu ombro para lhe dar conforto e caso ela venha a cair, lhe segurar.
- O que esta acontecendo aqui? – Ela gritou.
Os fotógrafos começaram a tirar fotos dela sem parar. Marin voltou a sorrir. Mais uma na festa. Pensou a ruiva.
- Agora as coisas vão começar a esquentar! – Falou sem nem ao menos parar de clicar.
Rachel nem ao menos olhou para amiga. Seus olhos estavam cravados em Sybil. Sybil que tinha os lábios sangrados por causa do soco que recebera no começo também não tirava os olhos de Rachel.
Saga que correu para a confusão assim que conseguiu sair de perto de Diana que lhe tomando o tempo, conseguiu ver o estado em que a sua namorada se encontrava. Ele juntamente com Megan correu na direção de Rachel. Quando os braços do amado tocaram o corpo dela, parecia que um choque de eletricidade tinha passado pelo corpo dela e com isso o corpo rígido de Rachel começou a se debater.
- Me deixa matar ela. – Gritava totalmente descontrolada. – Ela estava dando em cima de você!
- Rachel se acalme! – Ele implorava segurando-a com força. – Do que você esta falando?
- Aquela vadiazinha estava dançando com você! Eu vi!
- Do que ela esta falando Saga? – Perguntou Megan sem entender nada.
Ele sabia perfeitamente o que a namorada estava falando, mas o que aquela menina tinha a ver com isso tudo?! Será que Rachel tinha perdido o controle, tanto tempo que ela não tinha uma recaída. Ele a apertou contra seus braços.
- Esta tudo bem. – Ele sussurrou em seus ouvidos. – Eu estou aqui.
- Ela não vai tirar você de mim.
- Ninguém vai me tirar de você. – Ele a girou, fazendo com que seus olhos se encontrassem. - Quando olho no fundo dos seus olhos, tenho a certeza que é você que eu quero para o resto da minha vida.
Rachel sentiu lágrimas rolarem pelo seu rosto. Saga a abraçou com carinho.
- Vamos embora. – Ele disse para ela gentilmente. – Megan, vou levá-la para meu apartamento. Ligo quando chegar.
- Ok. – Falou seria. – Mask, leve Sybil para o toalete e lhe ajude, por favor.
O fotógrafo não gostou muito da ordem, mas não falou nada. Pegou a menina nos braços, já que a mesma não se aguentava em pé e a levou embora. Passando por Violet que tinha o copo cheio de Uísque.
- É... Acho que vou beber mais um pouco depois dessa. – Falou bebendo em seguida o conteúdo de uma vez só. – À noite esta apenas começando.
- Aonde você vai me levar? – Perguntou Sybil nos braços do fotógrafo. – Aquela mulher é louca! – Ela gritou no ouvido dele.
Ele suspirou e prometeu a si mesmo que cobraria o favor a Megan depois. Levou a menina até o banheiro e colocou-a sentada no sofá de couro branco.
- Nossa! No nosso banheiro não tem um sofá chique desses. – Falou para si mesmo.
- Sério?! – Ela perguntou sorrindo e deixando seu corpo cair em cima do sofá. – Lá em casa tem um bem grandão! – Disse abrindo os braços.
- É mesmo? – ele perguntou mais para distrair ela do que por interesse. – Fique ai, eu vou pegar algo para você beber.
- Não me deixe aqui! – Ela tentou se levantar. – Aquela maluca pode voltar!
- Ela não vai voltar! Ela foi embora!
- Foi tarde. – Disse a ruiva. – Você é bem bonito sabia disso?
- Você está bêbada. – Ele foi até ela. – Não vai nem se lembrar do que aconteceu aqui hoje e muito menos de mim.
- Não tem como esquecer um rosto tão bonito como esse. – sua voz saiu arrastada.
Ele queria rir, mas seria imprudente demais dá corda a uma bêbada. Estava louco para sair do banheiro e ir embora, mas não seria certo. Pegou uma toalha branca que estava enrolada em cima da pia do banheiro e a molhou. Foi até ela e passou com o máximo de delicadeza possível em seu rosto.
- Ai! – Ela tentou se afastar dele. – Esta doendo pra burro isso ai!
- Claro que está! – ele continuou a passar a toalha molhada em seu rosto. – Vai ficar feio amanhã.
- O que?! – Ela tentou se levantar para olhar no espelho o estrago que estava seu rosto. – Não posso trabalhar assim. – Ela quase chorou.
- Fica sentado ai, me deixa terminar de limpar isso e depois você vê, quando estiver com condições de sustentar seu próprio corpo!
- Eu estou em condições!
- Não esta não!
Ela fez uma careta para ele, mas aquilo só fez com que a dor no seu rosto se intensificasse. Ela deitou no sofá vencido pelo cansaço e pela dor. Mask se sentou na beirada e continuou a limpar o rosto dela. Até que ela era bonita, mas com certeza amanhã, Megan teria sérios problemas com ela. Isso o fez pensar no que estaria acontecendo lá no salão.
Megan dispensou os fotógrafos inclusive Marin e Connor que resolveram tirar aquele dia para irritá-la profundamente, primeiro aquela entrevista fudida sobre o passado delas e agora aquilo. Mais tarde teria uma conversa seria com Shaka a respeito daquilo. A empresa que tinha que ser o foco da noite e não o passado delas.
"Jornalistas filhos de uma puta." Pensou a loira. Ela agradeceu pela vinda de todos e se desculpou várias e várias vezes com os convidados. Bea já não estava mais ali, nem ela e nem Milo, na certa os dois resolveram se comer de novo. Pelo menos a amiga não tinha visto aquilo tudo. Sua irmã estava sentada no bar bebendo todas, desde que ela tinha visto Shion, o tal cara que ela conheceu na rua, ela estava com aquele semblante à festa toda.
Ainda tinha aquele tal sujeitinho chamado Dohko que tinha lhe tirado do sério também. Como ele ousava chamá-la de irritante na frente de seus amigos, na frente de Mu. Sacudiu a cabeça para se livrar daqueles pensamentos. Mas tarde resolveria isso também, é claro que ela não deixaria por isso mesmo.
Livrou-se da banda com muitos pedidos de desculpa e com muita gentileza. Eles foram ótimos. Ivete Sangalo realmente arrebentava. O Show dela estava tão bom, pena que teve que acabar. Quando todos foram embora, ela foi até Ana que estava em um canto sozinha esperando pelo táxi.
- Quer que eu te leve? – Perguntou à loira. – Talvez esse táxi não chegue nunca.
- Não precisa. – Ela sorriu. – Você esta cheia de coisas para resolver e ainda tem a modelo bêbada lá no banheiro.
- Ana, eu nem sei o que dizer. – Megan se sentou em uma cadeira ao lado dela. – Que barraco! Que fracasso!
- Todas as melhores festas que se prezem tem um barraco Megan. – Disse a jovem com carinho. – Tudo foi maravilhoso. Eu dancei e me divertir bastante com aquele moço dono do bufete.
- Oh! Eu fiquei sabendo que você passou com a sua cadeira de roda no pé dele.
- Sim. – Ela disse sem jeito. – Foi horrível, eu fui completamente desastrada.
- Acontece. – Megan falou sorrindo. – Ele ainda esta por aqui, tenho que parabenizá-lo pelo serviço, foi fantástico.
- Foi sim. Eu sou brasileira como ele. Ele representou nossa culinária perfeitamente bem. Quero muito ir ao restaurante dele.
- Estão falando de mim? – Perguntou Deba vindo à direção delas com o Dohko ao seu lado.
Megan respirou profundamente duas vezes para não armar outro barraco ali mesmo. Levantou-se e deixou os três sozinhos. Não queria mais estresse.
- Ei, espera. – Dohko a puxou pelo braço. – Eu não queria ter sido rude com você mais cedo.
- Não queria mais foi! – Ela puxou o braço dele. – Olha, vamos deixar isso quieto. Já estou com problemas demais para ter que me preocupar com mais um.
Ele suspirou.
- Você esta certa. – Ele não sabia mais o que falar.
Ela deu as costas para ele e seguiu em diante. Dohko ficou ali, querendo falar muitas coisas, a primeira delas era desculpas, mas seu orgulho foi maior e as palavras não saíram de sua boca, a segunda coisa era que ele sentia muito pelo que tinha acontecido na entrevista dela com Shaka. Ele não fazia ideia que ela era aquela garotinha que tinha sido sequestrada há quinze anos. E a terceira, era que ele no fundo, queria manter contato com ela, ela era tão irritante e tão nervosinha que ele queria muito tentar acalmar o coração daquela leoa, mas no fundo ele sabia que ela já tinha alguém para fazê-lo e esse alguém era o irmão de um de seus melhores amigos.
*OOO*
Capítulo pequeno, mas espero que gostem. Muitas pessoas não apareceram, sinto muito. No próximo capítulo iremos fazer uma limpeza nos personagens, IO tem muita gente e a gente não esta conseguindo dar conta, então vamos cortar aqueles que não conseguimos visualizar na história. Desde já, peço desculpas a vocês.
Three Wishes.
