CAPÍTULO VI

Depois de conversar com Ayame, Rin decidiu passar em seu escritório, que ficava no mesmo prédio. Encontrou muitas cartas de clientes, com propostas interessantes de trabalho, mas ficou indecisa em aceitá-las. Na situação em que se encontrava era difícil prever o que aconteceria e não podia assumir compromissos profissionais até que tudo fosse definido.

Por fim, decidiu escrever explicando que estava ocupada no momento e que entraria em contato assim que se encontrasse disponível.

Em seguida voltou para casa, pois não tinha sentindo ficar no escritório se não pretendia pegar nenhum trabalho.

Durante o dia inteiro, o telefone não parou, pois os amigos, sabendo que rompera com Kohaku, ligavam para conversar.

Rin apenas confirmava que estava tudo terminado e todos expressavam simpatia, pois imaginavam que ele a abandonara. Ela não quis dizer nada sobre Sesshoumaru Fenton a ninguém.

Naquela noite, Ayame foi visitá-la e, depois de ver a carta dele e o cheque, disse que o achava mesmo decidido a se casar.

- Como é ele? – perguntou.

- Cabelos prateados... – Rin explicou. Tentou lembrar o rosto de feições bem-feitas, o sorriso aberto que tanto a encantava. – Os olhos das mulheres não se desgruda dele – continuou. – É alto, sua presença se impõe e qualquer ligar. Tem muita personalidade. Parece exatamente... – fez uma pausa, mordendo o lábio – o tipo de homem que Kagura Cavell escolheria para se casar.

Ayame ia dizer alguma coisa, mas nesse momento o telefone tocou.

- Rin? – A voz de Sesshoumaru soou do outro lado.

- Sim.

Ayame acabara de ler a carta e adivinhou que era ele ao telefone. Ficou atenta, tentando descobrir os sentimentos de Rin.

- Desculpe não ter ido vê-la de manhã. – Sesshoumaru disse a Rin. – Concorda com a data que sugeri?

- Bem... sim.

- Ótimo. Estarei fora nos próximos dez dias. Pode me localizar através de Joken, se precisar.

- Está bem.

- Gostaria que o casamento fosse bem íntimo, Rin. Você se importa? Poderíamos dar uma recepção depois da viagem pela Europa.

- Sim – Rin respondia automaticamente.

- Como está se sentindo?

Sentia a cabeça girar, como se tivesse acabado de cair das escadas.

- Bem.

- E o cotovelo?

- Está sarando. – Ela estava tão intimidada que mal conseguia articular uma frase.

- Que bom – disse ele. – Manterei contato. Adeus.

- Era ele? – Ayame perguntou, assim que Rin colocou o fone no aparelho.

- Sim, era. – Com um suspiro, ela sentou-se à pequena mesa branca, arrumada com um bule de chá, xícaras e uma lata de biscoitos amanteigados. – Quer um casamento reservado. E pretende adiar a recepção para quando voltarmos.

Ayame arqueou as sobrancelhas.

- Era só isso?

Rin pegou um biscoito antes de responder.

- Ele é bem objetivo.

- Muito.

Vendo a amiga tão apática, Ayame insistiu:

- O que vai fazer? Não tem muito tempo, querida. Precisa de um enxoval. Além disso, tem de pensar nas testemunhas, na licença... Será que ele já providenciou?

- Não sei, mas não vou fazer nada. Não quero preparativos e não vou convidar ninguém, além de você. No dia 9 estarei aqui, esperando para ver o que acontece. – De repente, todo o seu medo veio à tona e não conseguiu evitar um desabafo. – Muitos se lembram de meu namoro desastroso com Hagaku Bayley e acham que Kohaku também me abandonou. Não quero que saibam do casamento, pois esta relação também pode não dar certo.

-00-

Foram quinze dias irreais como um sonho. Rin ajudou os Cole na loja para passar o tempo e quando os conhecidos lhe perguntava por que voltara mais cedo de Tir Glyn, dizia que tinha havido um problema. E não era mentira.

Sesshoumaru ligou três vezes e sempre a tratava de modo atencioso e amigável, mas nada além disso.

Finalmente, na véspera do casamento, Sesshoumaru ligou.

- Apanho você às quinze para as onze, Rin.

- Então é verdade...

- O quê?

- Vamos mesmo casar?

- Quer desistir? – ele perguntou.

Rin não costumava ter sorte com os homens, mas desta vez todos diriam que não podia ser mais afortunada. Sesshoumaru Fenton queria se casar com ela. Por que não arriscar, aceitando o desafio que o destino oferecia?

- Não, não quero desistir.

- Até amanhã, então. A gente se vê amanhã.

- Estarei esperando.

Ele desligou e de repente Rin percebeu que precisava agir, pois não estava nada com nada pronto. Precisava arrumar as malas para a viagem... Suas roupas não eram nada adequadas para a esposa de Sesshoumaru Fenton. Já que aceitara a situação, tentaria corresponder às expectativas.

Em primeiro lugar, precisava de um vestido de noiva. Não podia se casar com um de seus vestidos velhos. Correu ao telefone, ligando para Ayame.

- Não quer fazer compras comigo?

- Estão está decidido?

- Está, Ayame.

Ayame passara os últimos dias com os nervos à flor da pele. Não dissera uma palavra a ninguém, mas às vezes desejava ligar para o Sr. Fenton perguntando quais eram as verdadeiras intenções dele. Sentia um enorme carinho por Rin e não queria vê-la magoada. Para um noivo, às vésperas do casamento, ele não parecia muito entusiasmado.

As duas foram a uma loja exclusiva no centro da cidade, na qual jamais haviam entrado antes. As vitrines era incrivelmente lindas, mas não havia preço nos artigos.

Assim que entraram, as palavras "vestido de noiva" foram mágicas para fazer a vendedora se apressar a atendê-las. Ayame assobiou baixinho ao ouvir os preços, mas Rin estava imune a choques naquele dia. Experimentou um vestido após o outro até escolher um de seda cor de pérola.

Ao saírem da loja, Ayame não pôde evitar o comentário.

- Com esses preços, ainda bem que vai se casar com um milionário!

- Ora, você também não comprou um vestido lindo para se casar?

A amiga sorriu.

- É claro. Aliás, vou usá-lo no seu casamento só ara mostrar que ainda fico perfeita nele, depois de quinze anos. Bem, acho melhor darmos um jeito no seu cabelo.

Rin tinha o cabelo sedoso e liso e em geral costumava arrumá-lo sozinha.

- Acho que é tarde demais para tentar mudanças. Já estou muito nervosa, não aguento mais essa expectativa.

Rin não quis ficar sozinha na véspera do casamento e foi dormir na casa dos Cole, onde poderia contar com apoio e carinho. Tanto Ayame quanto Kouga a a viam como uma irmã mais nova, o que a deixava grata e comovida, pois não tinha família.

Na manhã seguinte, depois de um café da manhã na qual nem Ayame nem Rin conseguiram comer, as duas foram se aprontar para a cerimônia no apartamento de Rin.

Apesar de estar muito nervosa, Ayame tentou manter uma conversa animada para distrair a amiga.

Quando o relógio bateu dez e meia, Rin começou a ficar cada vez mais pálida, apesar do blush que havia passado no rosto. A amiga se preocupava, achando que, se Sesshoumaru se importasse com a noiva, teria ligado pela manhã, em vez de deixá-la esperando como se fosse apanhá-la para um simples passeio.

A campainha tocou às vinte para as onze. Era Kouga, o marido de Ayame. Ao notar que o noivo ainda não tinha chegado começou a elogiar o vestido de Rin para aliviar a tensão.

- É um vestido lindo, Rin. Seu chapéu também é simplesmente maravilhoso. Sempre gostei de chapéus de abas largas. Ayame, lembra daquele que você tinha? O cor-de-rosa que voou...

A esposa o interrompeu e continuou a historia, num tom falsamente alegre.

- No cais de Blackpool. Era um chapéu lindo. Quando me incline sobre a mureta, lá se foi para o mar...

Ambos riram, mas Rin continuava apática. Kouga pegou uma garrafa de uísque e propôs um drinque.

- Vamos brindar aos noivos.

- Fico muito emocionada pela proposta, mas não estou com vontade de beber.

Ayame foi buscar os copos na cozinha e Kouga a seguiu.

- Foi uma boa ideia, querido, mas um licor teria sido melhor. Assim, parece que queremos embriagá-la para enfrentar a situação.

Com uma expressão preocupada no rosto, Kouga fitou a esposa.

- Acha que ele virá, não é? Não está apenas brincando com ela?

A campainha tocou e Ayame suspirou de alivio.

Rin não ficaria surpresa se fosse Jaken com outra carta, mas era o próprio Sesshoumaru Fenton que estava parado junto à porta de entrada quando ela foi atender.

Usava um terno cinza-escuro muito bem cortado, realçando o corpo perfeito. Parecia seguro e elegante, apesar de um certo ar de arrogância.

- É você? - ela disse, como uma tola.

- Não me esperava?

- Sim... é claro.

Sesshoumaru entrou e Rin apontou para a porta da cozinha.

- Está lembrando que lhe falei sobre a loja onde comecei a trabalhar? Os donos, Ayame e Kouga Cole são meus melhores amigos.

Nesse momento, o casal entrou na sala.

- Kouga, Ayame, este é Sesshoumaru.

Depois que todos se cumprimentaram Kouga avisou:

- Já vamos saindo. Nos encontramos no cartório.

Ao descerem para pegar o carro, Kouga viu o luxuoso automóvel parado junto ao meio-fio e comentou com Ayame:

- Deve ser dele. O que você achou, querida? Rin tem sorte, não?

- Não sei. Nem a beijou...

- Talvez esperasse nossa saída, Ayame.

- Talvez... Mas não me parece muito ansioso para abraçá-la. Aposto que já estão saindo.

Ayame estava certa. Sesshoumaru não tomou Rin nos braços; nem sequer elogiou-lhe a aparência.

- Podemos ir? – foi tudo o que disse.

Então o vestido não estava adiantando, Rin pensou, lamentando não ser bonita. Com um gesto desanimado, pegou o chapéu e o colocou na cabeça, ficando com as mãos vazias. Devia ter comprando algumas flores para segurar.

Sesshoumaru abriu a porta do apartamento e depois trancou-a, guardando as chaves no bolso do paletó.

- Vamos primeiro a Paris e em seguida a Bruxelas. Tudo bem?

- Sim, claro.

Na calçada, encontraram um vizinho. Ele os observou com curiosidade e, depois de cumprimentar Rin, referiu-se à sua elegância.

- Está indo a um casamento?

- Sim.

- É um lindo dia para se casar. – comentou o homem, achando que eram apenas convidados.

Ela entrou depressa no carro e evitou encarar Sesshoumaru.

- Ninguém sabe que vai se casar? – ele perguntou.

- Não. Só Ayame e Kouga. Você disse que preferia manter segredo.

Ele a olhou, surpreso.

- É uma mulher muito discreta. Não pensei que mantivesse segredo total.

- E você? Contou a alguém?

- Não.

-00-

Quando chegaram ao cartório, não havia nenhum repórter nem fotografo. Entraram direto na sala, onde os Cole e os Gillian já esperavam.

O juiz não conhecia Sesshoumaru Fenton e realizou a cerimônia depressa. Na hora das alianças, Rin gostou da simplicidade do anel que Sesshoumaru comprara. Receara que ele tivesse escolhido uma joia muito sofisticada, que não estava acostumada a usar.

Quando o juiz terminou, Ayame a abraçou e beijou com carinho. Os Gillian fingiram entusiasmo, mas era evidente que não estavam satisfeitos. Talvez achasse que Sesshoumaru devia ter escolhido outra mulher para se casar.

- Que tal irmos até lá em casa para um drinque? – Ayame sugeriu, esforçando-se para tornar a ocasião mais festiva. – Aceita o convite?

- Obrigada, sra. Cole – Sesshoumaru agradeceu. – Mas minha mulher e eu precisamos tomar o avião. – Com um gesto firme, conduziu Rin para o carro.

Não houve flores, nem comemorações. Nem mesmo o tradicional beijo, depois que os noivos dizem "sim" ao juiz, ele lhe dera. Sentada no banco ao lado do motorista, Rin baixou a cabeça, perguntando-se o motivo de merecer um tratamento tão frio.

Voltou o olhar para fora e acenou para os amigos, despedindo-se sem nenhum entusiasmo. Nem parecia que aquele era o momento mais importante de sua vida.

Inesperadamente Sesshoumaru a encarou e sorriu. Um pouco mais aliviada, Rin pensou que provavelmente ele estivera também muito nervoso. Lembrou daquele dia na praia quando ouviu dizer que precisava de uma esposa. Agora tinha uma a seu lado, com uma aliança no dedo e um nome novo no passaporte: Rin Fenton. Mas por quê?

Sentiu um desejo incontrolável de rir sem parar, mas sabia que era ura histeria. Afinal, não havia nada de engraçado nessa situação absurda. Precisou se esforçar muito para se controlar.

Atravessaram a cidade em silêncio. Quando ele estacionou na frente do prédio dela, Rin desceu depressa, mas depois se lembrou que não estava com as chaves e o esperou, resignada.

Dentro do apartamento, Sesshoumaru perguntou onde estavam as malas.

- No quarto – Rin respondeu.

Enquanto ele foi apanhar a bagagem, ela percorreu os cômodos para ver se estava tudo em ordem.

Na cozinha, a garrafa de uísque e os copos continuavam sobre a pia. Teve vontade de tomar um gole, mas receou que Sesshoumaru entrasse e desaprovasse seu gesto.

Casada, tirou o chapéu, largou-o sobre a mesa e sentou-se numa cadeira.

Sesshoumaru abriu a porta e pareceu preocupado.

- Você está bem?

- Não pareço?

Sem dizer nada, ele caminhou até a pia, lavou um copo e lhe serviu uma generosa dose de bebida.

- Tome isso. Acho que está precisando.

Ao pegar o copo, as mãos dela tremiam, começou a tomar consciência da loucura que acabara de fazer. Agora, era a sra. Fenton e não estava certa de poder cumprir todas as obrigações desse papel. Em especial, a primeira delas: fazer amor com um homem que mal conhecia.

Com certeza Sesshoumaru Fenton era um amante experiente, mas podia não ter paciência e... Rin sentiu-se apavorada. Engoliu o uísque de uma vez e tossiu, quase engasgando.

- Não quer um gole? – perguntou depois que conseguiu se acalmar.

- Não, Obrigado.

- Não precisa de um drinque?

- Não.

Nem ao menos para fazer um brinde, Rin pensou com tristeza.

- Está arrependido?

- De jeito nenhum – Sesshoumaru sorriu. – Sei que é o tipo de mulher que preciso. E espero ser o marido que gostaria de ter.

- Eu? Como sabe o que desejo num marido?

- Não é difícil de perceber.

Bem, então sabia mais do que ela própria, que até o momento não tinha ideia do que desejava do casamento. Rin pensou, dirigindo-se ao quarto para trocar de roupa. Ao guardar o chapéu, decidiu que o daria a Ayame. Não tinha mais vontade de usar nada que a lembrasse da cerimônia.

A caminho do aeroporto, quase não se falaram. No avião, todos os observavam certos de que eram patrão e secretária, numa viagem de negócios. Sesshoumaru explicara coo seria a rotina dali para a frente.

- Em Paris, encontraremos Hakudoushi Fox, o representante das Organizações Fenton na França. Ali farei uma conferencia e assinarei alguns contratos. Vou dar uma recepção para os clientes e quero que me ajude como anfitriã, além de me acompanhar em reuniões sociais. Mas terá muito temo para passear e fazer compras.

- Sozinha?

- Se quiser companhia, arranjo alguém.

- E você?

- Não terei um minuto livro. – Ele sorriu, antes de abrir a pasta e começar a ler os contratos. Rin pegou uma revista e se pôs a folheá-la, imaginando como seria aquela lua-de-mel se a esposa fosse Kagura Cavell.

Em Paris, um motorista os levou para o hotel numa limusine. Quando desceram do carro, um homem que os aguardava correu para recebê-los. Era Hakudoushi Fox.

Pela atitude dele, devia pensar que Rin fosse uma secretaria. Assustou-se quando Sesshoumaru a apresentou como esposa, mas logo se recuperou do choque e cumprimentou-a efusivamente.

- Encontro você dentro de uma hora. – Sesshoumaru avisou Hakudoushi na porta do elevador.

A suíte era cinematográfica e os olhos experientes de Rin apreciaram cada detalhe da decoração. Em poucos minutos, o garçom apareceu com um carrinho. Sesshoumaru o dispensou logo, dizendo que eles mesmos se serviriam do jantar.

Sesshoumaru comeu na escrivaninha e ela foi sentar-se perto da janela, olhando a paisagem. Se Hakudoushi Fox os visse agora, ficaria ainda mais surpreso, pensou. Ele sabia que eram recém-casados e os deixara a sós por acreditar que estavam ansiosos por aqueles momentos de intimidade.

Mal acabou de comer, Sesshoumaru pegou uns papéis e disse que precisava sair. Rin suspirou aliviada, pois a presença dele já a estava deixando nervosa.

Apressada, desfez as malas e pendurou as roupas, enquanto preparava um banho perfumado na enorme banheira de mármore. Sesshoumaru havia dito que voltaria às dez horas. Depois do banho, Rin olhou o relógio, ansiosa. Se o marido a encontrasse vestida, teria de se despir na frente dele... Num impulso, decidiu aprontar-se logo para dormir. Ficaria na cama, lendo. Por sorte, dormiriam em camas separadas. Não havia cama de casal na suíte.

Vestiu uma camisola de algodão, comprida e sem decote. Olhando-se no espelho, viu que a roupa não era nem um pouco sensual. Observou pálido, o corpo magro, os seios pequenos... "Sou tão sem graça", pensou. "O que estou fazendo aqui?"

Não ouviu Sesshoumaru entrar e se assustou ao vê-lo.

- Olá! Ainda está acordada?

Rin tinha planejado fingir que estava dormindo, mas agora teria de enfrentar a situação. Tensa, foi para a cama e esperou que Sesshoumaru saísse do banheiro. Ele voltou descalço, usando apenar um roupão.

- Trabalhou muito? – Rin perguntou.

- Sim. Mas não estou casado.

A garganta dela pareceu fechar-se de medo. Sesshoumaru havia parado no meio do quarto, olhando-a fixamente.

- Por que se casou comigo, Rin?

- Eu... não sei. – Rin começou a tremer, sem conseguir desviar os olhos do corpo de Sesshoumaru.

O roupão de seda marrom estava amarrado na cintura e se abriu no peito, revelando a pele bronzeada, coberta de pelos claros.

- Tenho muito dinheiro, como você sabe. Será que não foi por isso? – Os olhos dourados mediram Rin dos pés à cabeça.

- Sesshoumaru... Esqueceu que quando nos conhecemos eu não sabia que... – a voz lhe morreu na garganta ao perceber que ele avançava na direção da cama dela.

Notando-lhe o pavor, Sesshoumaru parou, com uma expressão aborrecida.

- Não precisa fazer essa cara de terror, Rin. O mundo está cheio de mulheres desejáveis e não costumo forçar ninguém. Preciso de uma esposa para afastar as oportunistas que me perseguem, mas pouco me importa se o casamento só existir no papel.

- Não?

- Se é o que deseja, tudo bem. Você faz o seu papel e eu compro minha parte, promovendo sua carreira. – Os lábios bem-feitos abriram-se num sorriso irônico. Ele desamarrou o cinto do roupa. – Agora, é melhor fechar os olhos. Costumo dormir nu e não pretendo alterar um hábito de tantos anos.

Largando o roupão na cadeira, atravessou o quarto para apagar as luzes, expondo a pele queimada de sol, os músculos rijos, os quadris estreitos.

Quando tudo ficou escuro, Rin ouviu-o dirigindo-se para a outra cama. Deitou-se e em pouco tempo a respiração dele tornou-se profunda, mostrando que dormia.

Puxou o lençol de cetim até o pescoço, ela começou a chorar baixinho.

-00-


N/a: mas nunca que eu ia fechar meus olhos! Deus sabe o como meu coração estava acelerado nessa cena. Rsrs

Puxa essa já é o capítulo 6! Estou cumprindo com o prometido, e talvez consiga terminar antes do final de semana.

deixem reviews.

O que acontecerá com esses dois? Para mim eles acabaram de fechar um acordo – manter tudo na aparência – pergunto por quanto tempo vão aguentar esta situação.

Graziela Leon: sem apostas? Com certeza eu teria surpreendido vc rsrs a Rin realmente se casou e agora não sabe o que fazer; na situação dela eu também ficaria perdida! XD até a próxima! Obrigada pelo comentário animador! Ja ne!

De pé, reverência, AYE!