A praia
David tinha acabado de chegar em casa do trabalho e estava muito o encarava de maneira estranha a manhã inteira e parecia estar guardandosegredo sobre projetos da Grayson Global. Tinha medo de que ele tivesse descoberto sobre seu caso com Victoria, mas não tinha como, afinal ninguém mais sabia.
A verdade era que Conrad desconfiava de David, já que ele era uma pessoa provável de ser a amante de sua esposa, afinal, morava na casa ao lado.
Procurou por Amanda na casa, mas não conseguiu encontrá-la. Devia estar na ir pra la. Encontrou a na beira do mar fazendo um castelo de areia com seu amigo Jack e Sammy, seu labrador. Aquela cena trazia uma imensa paz no seu coração.
Pensou em Victoria e no quanto sentia falta dela. Só fazia algumas horas desde a ultima vez que tinham se visto, mas ele nao conseguia deixar de desejar que ela estivesse ali. Queria poder abraça-la, beijá-la e dizer o quanto a amava.
Olhou para a Grayson Manor e viu que a varanda do quarto dela estava vazia, mas as luzes de seu quarto estavam acesas. Pegou o telefone para ligar para ela. Ninguém atendia.
Poucos minutos depois, ela apareceu na praia. Estava descalço. Estava voltando do final da praia. Seus olhos estavam cheios de lágrimas e, quando o avistou, correu em sua direção. Nem percebeu a presença das crianças. Amanda não sabia ainda que estavam juntos e ela queria que tudo desse certo na sua relação com ela, afinal, ela era a filha do homem que amava. Naquele momento, porém, simplesmente, não pensou.
David, percebendo seu estado, correu ao seu encontro, preocupado.
-Victoria, o que houve? - ela o abraçou forte, completamente envolvida por seus braços. Ela soluçava de olhos fechados, ainda sem encará-lo.
-David, eu tenho medo por nós.
-Por que?
-Se Conrad descobrir...Eu...Eu simplesmente não sei o que ele pode fazer!
-Mas por que você acha que ele sabe sobre eu e você? E o que ele poderia fazer demais?
- Não seja ingênuo, David? Não conhece o homem pra quem trabalha? Meu marido já fez coisas terríveis e não quero que você seja seu próximo alvo. Não sei o quanto ele sabe, mas anda muito desconfiado. Acho que posso estar sendo seguida. Quando estava voltando do almoço hoje, percebi
um carro atrás de mim a viagem inteira. Consegui despistá-lo, estacionei do outro lado da praia e decidi vir andando até em casa. Não estou agindo muito racionalmente.- suas mãos tremiam- Estou muito nervosa, David.
-Calma, Vic. Não vou deixar nada acontecer com você. Se ele chegar perto de você, eu juro que...
-David! Eu estou preocupada é com você! - ele a guiou para dentro da casa de praia, aonde Amanda e ninguém mais poderia vê-los.-Você não tem ideia do que ele é capaz.
Eles se sentaram no sofá.
-Victoria, as coisas não precisam ser assim... Você pode se separar dele e vir morar comigo.
-Pelo amor de Deus!-Ela gritou.- Como você pode achar que é tão fácil assim? Não é! Ele não vai me deixar ir embora! Além do mais, tenho o Daniel! Não posso simplesmente tirá-lo do pai do nada!
Eles se encaravam mudos. Victoria estava certa e ele sabia disso. O silencio era triste.
-David...- ela respirou fundo, com os olhos fechados, como se estivesse juntando forças para dizer o que queria.-Não podemos continuar juntos... Não temos como dar certo e eu preciso pensar no que é melhor pro meu filho.
Ele segurou sua mão.
-Victoria, não faça isso.- Ele a fitou, com olhar suplicante. Seus olhos encheram de lágrimas, pois não conseguia pensar em nenhuma solução. O melhor era realmente que Victoria pensasse no bem de Daniel.
-Desculpe.- Ela segurou seu rosto e lhe deu um beijo. Quando se levantou para sair, ele segurou sua mão, mas, gentilmente, ela a puxou de volta e fez que não com a cabeça.- Eu te amo, mas não podemos continuar juntos. Andando em direção à porta, não virou para trás para olhá-lo uma ultima vez. Isso teria tornado sair dali uma tarefa impossível. Sua vontade era se jogar em seus braços e fingir que o mundo não existia, mas tinha que ser forte. Era o melhor para Daniel e David.
