Completamente desolada, Victoria voltou para a mansão e se trancou em seu quarto.
Só conseguia chorar. Seu marido era um monstro havia como escapar dele.
2H ANTES:
Victoria saiu de uma loja de vestidos na cidade e se encaminhou para o estacionamento. Estava com fome e queria ir para a casa de David jantar com ele.
Quando avistou seu carro, percebeu que era o unico estacionado e, como estava escuro, ela se apressou.
Abriu a porta do veículo e se sentou ao volante. Soltou um grito de pavor quando percebeu que havia um homem no banco traseiro. Era Frank. -Desculpe te assustar assim, Victoria. Não vou te machucar, não se preocupe.
-Frank! O que você está fazendo aqui? -Só vim te dar um aviso. Conrad sabe que está tendo um caso.
-Não há caso nenhum.- suas mãos tremiam- E por que está me contando isso? -Tenho provas suficientes para provar o contrário. Não adianta negar. Ele só não sabe ainda com quem.- Ele hesitou e respirou fundo antes de falar.-Estou aqui pois me importo com você .- ela riu nervosa.Já imaginava que Frank tinha sentimentos por ela, mas nunca imaginaria que ele fosse se abrir em relação a isso, afinal ele era o braço direito de seu marido. Além do mais, depois de persegui-la e coletar provas de seu romance com David, parecia loucura ele esperar qualquer tipo de reciprocidade da parte dela.
-E o que isso tem a ver com qualquer coisa? - ela disse, ríspida.-Conrad não tem com o que se preocupar.-ela virou a ignição o e saiu do estacionamento.
- É aí que se engana. Quem tem motivos para se preocupar agora são você e David. Ela apertou o volante com força, prendendo a respiração. Frank ficou um tempo em silencio, como se estivesse ponderando se realmente seria certo falar ou não.
-Fale logo! Ou veio aqui me perseguir pra nada?
-Victoria... Conrad me mandou descobrir quem seu amante e depois matá-lo.-Abruptamente, ela desviou o carro, saindo da estrada e parando na grama.
Seus braços esticados estavam rígidos na direção, seus olhos arregalados e respira o ofegante. Nenhuma palavra saía de sua boca.
Frank a encarava sério.
-P...Por que você está me avisando? O que você quer?
-Eu ja disse porquê. Me importo com você e não quero que sofra.-ele falava olhando em seus olhos pelo espelho retrovisor. De fato, o segurança de Conrad a amava fazia tempo. Seu próprio patrão desconfiava, mas nunca pensou que ele pudesse ser correspondido,então nunca deu muita importância a isso. Conrad ainda não tem conhecimento de que você está com David, mas assim que eu entregar as provas que averiguei, me mandará terminar o serviço.
-Então você nao vai obedecê -lo?
-A não ser que o relacionamento de vocês termine, terei que prosseguir com minha missão.-Secretamente, era isso que Frank desejava, afinal também sentia ciúmes de Victoria e, na lógica de um assassino, matar seu amante seria uma op o objetiva e simples. -Caso, termine com ele, direi a Conrad que não obtive provas de traição alguma.-Frank presava mais pela felicidade de Victoria do que por sua fidelidade a seu empregador.
Ela esmurrou o volante e seus olhos encheram de água. Colocou o carro na pista novamente. Sem respondê -lo, fez o caminho de casa, dirigindo rápido.
-Espero um contato do sr. Grayson em 2 horas. Pode me deixar na esquina. Prossiga como desejar.-Assim ela fez e continuou seguindo em direção à Grayson Manor. O telefone de David tocava, mas ninguém atendia. Ao avistar a mansão, não conseguiu se forçar a estacionar e prosseguiu a alta velocidade até o final da praia. Não queria de jeito nenhum se separar de David, mas teria que fazer isso. Chegou até o final da praia, estacionou e começou a andar pela orla sem saber direito o rumo. Quando percebeu estava perto da casa de praia e avistou David olhando o mar. Era hora de terminar tudo. Pelo bem dele.
