CAPÍTULO DOIS
Estava muito frio e escuro do lado de fora, o único som que se poderia ouvir à milhas de distância era a perseverante chuva torrencial batendo com força contra as paredes e o telhado emadeirados do velho celeiro abandonado. O cheiro forte de terra molhada e o vento agitando as frágeis janelas do lugar preenchiam o ambiente sombrio.
Jane acordou sentindo uma forte tontura e as pernas fracas, tentou em vão levantar a cabeça, estava tão abatida que mal encontrava forças para abrir os olhos. Sua mente completamente caótica e a garganta seca, embora o coração estivesse acelerado, seus movimentos eram doentiamente retraídos e lentos. Desistindo ela deixou a cabeça cair novamente ao colchão.
O que acontecera? Sua mente questionava, mas a memória não reagia, ela apenas sentia muito, muito sono. Pouco tempo depois Jane despertou novamente, ela estava com frio, sentiu o corpo inteiro estremecer quando se esticou sobre o desconfortável colchão em que se encontrava. Buscando um cobertor para protegê-la do frio, esticou o braço em busca de algo para aquecê-la quando sentiu um monte de feno sob os dedos enluvados.
A jovem Darling congelou diante da constatação. Seus olhos ampliaram-se em choque e a realidade caiu sobre ela com a força de uma bomba. Respirou fundo levantando a mão à altura dos seus assustados olhos azuis, aquela luva... a angústia que sentia dentro do peito, as pernas moles como gelatinas, o feno, o cheiro de terra molhada... a chuva. Jane ofegou.
A noite de seu casamento com o famoso e insuportável Gabriel Smith, a sua fuga pela janela do quarto e o encontro com o homem de vestes esmeralda. Era claramente uma noite de verão, mas não estava chovendo em Londres! Na sua casa não havia estábulos ou celeiros, dessa forma seria impossível encontrar tanto feno assim. As preciosas joias e pérolas que usava, já não estavam mais à vista. Ela não estava mais na segurança da sua casa, nem mesmo nas mediações do jardim de rosas da sua mãe.
-É melhor voltar a dormir!
Aconselhou uma voz tão baixa e ameaçadora que Jane teria imaginado pertencer à algum fantasma, isso se ela acreditasse em um. No entanto, a Darling preferiu culpar a sua atual condição de embriaguez, possivelmente não houvera voz, apenas sua imaginação perturbada ou o barulho difuso do vento agitando as dobradiças das janelas.
Com um esforço sobre-humano, ela conseguiu sentar-se sobre o feno, olhando ansiosamente em volta em busca de alguma saída. Para seu desespero estava escuro demais e chuva só piorava sua situação. Ficando de pé precariamente segurando-se nas muretas baixas de madeira, ela finalmente conseguiu levantar o rosto. Mas foi exatamente quando um relâmpago cruzou ao céus iluminando todo o interior do celeiro que ela percebeu que não estava sozinha. O susto fora tão grande que ela teria caído ao chão se não estivesse segurando-se firmemente na mureta.
-Eu avisei milady! Deite-se e descanse enquanto há tempo! Partiremos logo ao amanhecer!
Jane quase gritou em horror, por um instante temeu que aquele homem fosse seu noivo Gabriel Smith. Afinal ela mal se lembrava do que acontecera depois de desmaiar. No entanto, ao perceber o chapéu verde com a pomposa pena vermelha assim como a capa dele, ambos estendidos numa das muretas, não teve dúvida.
-Você é o homem do jardim!
Acusou furiosamente Jane. O jovem de cabelos cor de cobre e intensos olhos verdes, mal a dava atenção, falava sem ao menos fitá-la, sua concentração estava focada num exemplar do jornal da manhã anterior. Ele estava sentado tranquilamente sobre um banco colocado próximo à uma das janelas do celeiro. Para a surpresa de Jane, ele não parecia um monstruoso e desprezível ladrão de jovens noivas inocentes.
Tinha o rosto perfeito, nariz bem desenhado, sobrancelhas grossas e lábios finos. O porte impecável e os ombros largos se destacavam quando ela o viu apenas com a camisa e o colete. Ele mais parecia um refinado lorde ou cavaleiro inglês. Jane simplesmente não coseguia proferir uma única palavra. Tudo voltou a girar novamente, mas Jane não era tão frágil e indefesa quanto as demais jovens de sua idade.
Aprendera a levantar de queixo erguido depois de cada queda, era corajosa e petulante demais para ficar encolhida num canto esperando que seu pai a viesse salvar, ou ainda pior... seu noivo. Só o pensamento de Gabriel a encontrando fez seu estômago revolver-se. Ela tinha feito tudo com tanto trabalho e planejamento.
Fugiria na noite do seu casamento e encontraria uma amiga sua no porto oeste para embarcar no primeiro navio para a América. Sabia que os ingleses eram bem recebidos nas prosperas terras coloniais e que lá teria mais liberdade apesar de ser uma mulher. Mas tudo saíra errado a partir do momento que aquele homem ruivo entrou em seu caminho.
Ela fora sequestrada e certamente dentro de uma semana estaria de volta à casa de seus pais, e para seu temor absoluto, sendo preparada para casar-se com Gabriel Smith.
-O que quer? Já tem minhas joias, o que mais precisa?
Meu pai pagará qualquer valor que pedir, mas me deixe ir embora logo! Implorava Jane angustiada, mas, Peter ignorava seu pedido.
-Não tenho interesse nas suas joias ou no dinheiro do seu pai senhorita Darling! O que eu quero está bem ao meu alcance... e só você pode me dar!
Responde secamente Peter olhando para ela de cima a baixo e Jane finalmente deu-se conta do estado de suas roupas. Sua saia tão esvoaçante e rendada estava cortada até os joelhos revelando suas pernas sob a fina proteção das meias claras de ligas azuis. Ganhando um rosto completamente rubro ela tentou cobrir-se obrigando a Peter a abafar uma risada sarcástica.
-Não adianta esconder o que eu já cansei de ver!
Anuncia mordaz o ruivo deixando Jane tão indignada quanto mortificada por sua condição. Como era rude este homem! Mas o que ela poderia esperar de um homem capaz de sequestrar uma noiva na noite do casamento? Certamente a tentaria tomar à força, submetendo-a a humilhação de ser uma mulher abusada. Não! Jane Elizabeth Darling jamais se entregaria sem lutar.
Ela não abaixaria a cabeça para seu pai, para Gabriel Smith e muito menos para um ladrão desconhecido, ela era dona do seu próprio nariz e provaria isso a qualquer custo. Enfurecida ela levanta-se apertando as mãos em punhos, com a agilidade de um profissional ela avançou sobre Peter como uma tigresa selvagem acertando-lhes um soco diretamente sobre seu olho esquerdo, caindo sobre ele no chão de terra batida.
Pego de surpresa, o jovem Peter Pan mal teve tempo de reagir, quando deu por si o vulto branco daquela mulher já estava sobre ele batendo furiosamente os punhos sobre seu rosto e gritando fervorosamente todos os tipos de expressões ofensivas que conhecia.
-Desgraçado, Desprezível, Repulsivo, Grosseiro, Intragável, Insuportável!
Dizia com ódio a jovem noiva usando toda a força para machucar o seu raptor. Mas, assim que Peter se recuperou do choque, ele tomou os pulsos de Jane e estreitou aqueles olhos verdes fulminantes antes de jogá-la com toda força contra o chão num rugido gutural.
-Nunca mais ouse avançar sobre mim!
Vociferou Peter ficando por cima de Jane e prendendo suas mãos no topo de sua cabeça, usando o peso do seu corpo para dominá-la. O rosto do ruivo estava contorcido numa máscara de puro ódio fazendo Jane se encolher diante da reação violenta de seu raptor.
-Deixe-me ir!
Insiste Jane mantendo-se firme e corajosa apesar do medo que agora sentia.
-Nunca! Eu já a avisei lady Darling, ainda preciso de você para conseguir o que desejo!
Respondeu friamente Peter com o rosto à centímetros do dela. Jane ainda tentou se contorcer para soltar-se das mãos dele, mas seria impossível, a força do ruivo era estupidamente superior à dela e com toda certeza estaria armado. Engolindo em seco, ela optou usar sua ultima carta.
-Não pode me segurar aqui para sempre!
Rebate Jane antes de habilmente levantar o joelho esquerdo com toda a força entre as penas de Peter o acertando no local mais sensível do corpo de um homem. Com um grunhido feroz Peter afrouxou seu aperto nos pulsos de Jane dando a ela a chance de fugir.
Empurrando seu raptor para longe de si, Jane levantou-se desesperadamente correndo em meio à escuridão para as portas do celeiro. Sabia que logo o ruivo a seguiria por isso não perdeu tempo, abriu a porta apenas o bastante para poder passar seu corpo e logo o fechou procurando cegamente a tábua de madeira que servia como trave e com um esforço absurdo a colocou sobre os ganchos externos da porta, trancando Peter lá dentro.
Congratulando-se pela ideia brilhante, Jane voltou à sua fuga desesperada, sob a chuva pesada, seu vestido outrora mais leve, agora encharcado a cada nova e generosa gota de chuva, seus saltos afundando na lama também não ajudavam muito. Decidida, ela simplesmente tira seus sapatos e joga-os ao relento enquanto continuava numa corrida cega sobre relva e intermináveis poças de lama. Não olhava para trás, não desistiria de fugir, escapara de seus pais e agora escaparia de seu sequestrador!
Não demorou muito tempo até que alcançasse um bosque que certamente daria numa floresta, sabendo dos riscos de estar numa floresta em noites de tempestades ela hesitou, mas no final das contas seria a forma mais eficaz de esconder-se do ruivo. Respirando fundo, ela engoliu o receio e adentrou a floresta a passos determinados e queixo empinado, como uma verdadeira lady, apesar da condição degradante de suas roupas rasgadas, meias completamente enlameadas e cabelos em completo caos.
Seguindo cegamente, Jane tropeçou numa raiz protuberante em seu caminho e com um grito sufocado, tentou inutilmente agarrar-se nos galhos e arbustos no caminho, mas de nada adiantou, ela escorregou no que parecia se um morro seguido por uma ribanceira íngreme e perigosa que dava para o rio. Não tinha saída, este era o fim da linha, o fim de tudo para Jane Elizabeth Darling.
Fechando os olhos com força, ela só desejou ter podido se despedir de seu irmão Danny antes de embarcar nessa fuga alucinada. Seus sonhos, seus planos, seus mais ansiosos desejos de liberdade, afundariam com ela na correnteza voraz daquele rio, no meio do nada, sem nenhuma testemunha, sem nenhuma alma cristã para orar por sua alma. Mas, antes que Jane caísse, dois braços fortes cercam sua cintura e logo seus pés descalços e machucados não tocavam mais o chão lamacento.
-O que pensa que está fazendo Darling?
Bradou furiosamente Peter Pan, apertando ainda mais seus braços ao redor da cintura delgada da sua fugitiva. O ruivo estava ofegante depois de ter corrido como um louco atrás de Jane Darling. Amaldiçoando-se mentalmente por tê-la deixado escapar tão facilmente ele precisou usar de toda sua calma para não usar sua pistola e acabar com a vida dela ali mesmo.
Afinal Peter era um mercenário experiente em seus jovens dezenove anos de idade, não um garotinho principiante e deslumbrado que se deixa enganar por uma garotinha mimada e irritante. Fora condescendente demais, não a amarrara e tão pouco a amordaçara, ignorando o fato de ser uma Darling, o que a colocaria como ameaça em potencial independente de sua condição.
Depois de ter escapado por uma das janelas, ele seguiu o rastro de sapatos e restos de tecido do que deveria ser o vestido de casamento de Jane, e assustou-se ao perceber que a noiva rebelde seguia destemida para o bosque numa clara noite de tempestade. Ele recusava-se a admitir, mas a perseverança e a coragem de Jane Darling era algo que poucos dos homens que conhecia teriam.
Mas, agora toda a admiração foi para o espaço, ela quase perdera a própria vida nessa fuga desesperada. Com a agilidade de um gato selvagem, Peter adentrara o bosque em plena escuridão seguindo os próprios instintos, até encontrá-la próxima ao rio. Os olhos verdes apertados em fendas mortais, se movimentou com destreza, desviando das arvores e arbustos no cainho apesar de toda a roupa se encontrar colada ao corpo e encharcada. Ele apenas sabia que tinha que alcançá-la a tempo, precisava dela, sua vingança dependia dessa teimosa e louca mulher!
Foram poucos segundos que separaram Jane Darling da morte, não teria como ela escapar depois que caísse, e foi com este pensamento agitado em sua mente que Peter a reteve em seus braços até tirar seus descalços pés do chão. Jane engoliu em seco, prendendo a respiração num misto de pavor e alívio. A pele ligeiramente arrepiada pelo frio daquela madrugada, o corpo trêmulo pela adrenalina da fuga, os olhos apertados temendo o que aconteceria de agora em diante.
Sentia em suas costas o calor do peito de seu raptor, a força de seus braços a impedindo de tocar o chão e a fúria inconfundível em sua voz a teria feito se encolher como uma criancinha que acabara de ser pega aprontando. Mas, ela jamais se curvaria, fosse por medo, ou submissão, ela era Jane Elizabeth Darling, a jovem mais corajosa e independente da Inglaterra, ao menos era assim que sua mãe carinhosamente a descrevia, sua pequena e destemida Jane.
-Não tem medo da morte mulher louca? Quase jogastes todos os meus esforços rio abaixo!
Rosnou friamente Peter antes de puxá-la bruscamente para longe do barranco para logo em seguida, erguê-la sobre o ombro direito tal qual um saco de batatas.
-Me larga agora!
Gritava Jane recobrando a razão. Todo seu agradecimento por ter sido resgatada esvaindo-se rapidamente a medida que percebia a forma rude que era tratada por Peter. Era claro como cristal, ele só a salvou para seguir em frente com seu plano de sequestro.
-Se não te aquietares agora juro que a amarrarei nos pés do meu cavalo!
Ameaçou Peter numa voz glacial fazendo Jane emudecer, não por medo, mas em indignação absoluta. Ninguém jamais falara com ela dessa forma, e Jane jamais toleraria isso!
-Deveria me libertar enquanto é tempo!
Assim que meu pai o encontrar, será enforcado! Respondeu Jane recuperando-se rapidamente e agitando as pernas na tentativa de acertar Peter que apenas agarrou suas pernas grosseiramente com o braço livre numa pressão esmagadora a levando a gemer de dor.
-Não a libertarei, tão pouco serei enforcado por vosso "estimadíssimo" pai! É melhor parar de me desafiar lady Darling ou eu irei silenciá-la de uma vez por todas!
Responde Peter severamente e Jane não pode deixar de notar as duas pistolas presas no cinto em sua cintura, com toda certeza estavam engatilhadas. -Não poderia me matar! Se não o já teria feito! Protestava Jane corajosamente.
-O que te faz pensar assim milady?
Questiona secamente Peter enquanto seguia com ela para fora do bosque, a chuva cedendo aos poucos para dar lugar à fraca luz do amanhecer. As nuvens cinzentas e ameaçadoras, ganhando cores mais quentes e amareladas com os frágeis raios de sol. Dando-se por vencida e tentando inutilmente não desmaiar pela desconfortável posição de cabeça para baixo na qual seguia, ela respondeu capciosamente:
-Porque dissestes que o que desejava apenas eu poderia dar! Foi com o coração apertado que Jane ouviu o riso breve e sombrio de Peter.
-O que eu desejo apenas um herdeiro Darling poderia me oferecer... se não a tivesse em minhas mãos milady, quem acredita que seria minha próxima vítima?
Provoca Peter com crueldade, esteve a espionar a família de Jane por tanto tempo que conhecia muito bem qual o ponto fraco da sua vítima, seu adorado irmãozinho Daniel.
-NÃO! Você não teria coragem! Não poderia machucar o Danny... ele...ele é só uma criança!
Desespera-se Jane, ele não pensaria duas vezes antes de acabar com ela se não fosse pelo seu plano. Mas, fora nesse momento que algo acendeu a mente de Jane. Se alguma coisa tivesse acontecido com ela... o que seu raptor faria? Será que seguiria Danny? O pensamento de seu irmão mais novo sendo sequestrado a fazia perder as forças.
-Se não quer que nada aconteça ao seu irmãozinho é melhor ficar quietinha milady!
Completa secamente Peter, quando finalmente chegaram ao velho e abandonado celeiro. Foi um Peter de aparência cansada e frustrada que praticamente atirou Jane sob o monte de feno, e logo em seguida trancou a porta voltando para o banco onde estava anteriormente. Jane ainda tentava ajeitar os molhados e pesados cabelos, especialmente a franja que insistia em cair sobre os olhos dela, quando finalmente pôde perceber que Peter estava a se despir despudoradamente diante dela.
Foi com uma fascinação furiosa e a boca aberta em surpresa que ela assistiu Peter tirar o colete encharcado sob a camisa branca, agora completamente transparente, mostrando os músculos do peito e os largos e poderosos ombros bronzeados aos seus olhos. Ele não era monstruosamente musculoso, mas para um jovem que não aparentava mais de vinte anos ele estava invejavelmente bem definido.
Jane chegou a compará-lo às esculturas de David, em glória e perfeição, e foi a partir desse pensamento que ela percebeu que estava sem fôlego, seu coração acelerado e o rosto esquentando numa clara certeza de que estava corando. Mordendo o lábio inferior com força ela obrigou-se a controlar-se, não que Jane nunca vira um homem sem camisa antes, estiva acostumada a visitar o porto com seu pai e seu irmão onde inúmeros marujos apareciam sem transportando as mercadorias do navio para o cais, mas, ela nunca chegara a sentir-se tão nervosa como agora.
O que Peter Pan teria de tão especial? Ela não deveria olhar para ele assim! Ele era um inimigo, um homem cruel a quem deveria temer e não se encantar! Repetia mentalmente Jane totalmente aturdida. Essa era uma sensação completamente nova e desconhecida para a jovem Darling. E sem conseguir discernir entre o medo que sentia e o angustiante e novo sentimento, ela fechou os olhos com forca virando o rosto vermelho para o lado oposto a Peter.
-Se espera que eu seja o único a tirar minhas roupas está muito enganada milady!
Provoca Peter lançando um olhar fugaz para Jane que fica três vezes mais rubra do que seria humanamente possível se imaginar. Peter teve que segurar o sorriso cruel que se formava em seu rosto jovial, o rosto tão vermelho quanto as rosas da primavera, os olhos azuis amplos em pavor e a boca delicada aberta em descrença... essa era a imagem de Jane Elizabeth Darling!
-Definitivamente ficastes louco!
Bradou Jane cruzando os braços com força como se na tentativa de proteger-se de um possível ataque de Peter à sua dignidade, mas o que recebera em troca foi um olhar de indiferença do ruivo antes de se aproximar ameaçadoramente de Jane se agachando até seu rosto ficar no mesmo nível que o dela.
A Darling prendeu a respiração e se encolheu com a proximidade, mas Peter se quer a tocou.
-Não vou levar nenhum refém moribundo comigo milady! Então acho melhor tirar essas roupas encharcadas e descansar antes de partirmos!
Anuncia severamente o ruivo olhando tão profundamente nos olhos de Jane que ela perdera a voz e inutilmente balançou a cabeça em negativa.
-Se não tirar "milady" serei obrigado a arrancar esse vestido de você!
Ameaça Peter tomando o queixo de Jane pela mão a fazendo estremecer e agora completamente mortificada pela reação ao breve toque do seu raptor, ela se obrigou a revidar.
-O que espera que eu vista depois? Um vestido trançado de feno? Ou vai comportar-se como um cavalheiro e me oferecer suas próprias roupas?
Defende-se Jane levantando o rosto altivamente e libertando-se dos dedos de Peter que precisou de toda sua força de vontade para não pular no pescoço daquela mocinha.
Decidido a não ceder à provocação da sua refém, Peter levanta-se num grunhido enfurecido, dando as costas para Jane e alcançando sua bolsa de viagem de onde tirou um pacote simples e atirou-o para a jovem.
Jane engoliu em seco antes de abrir o pacote, era obviamente um vestido, o que mostrava o quanto seu raptor estava preparado para possíveis divergências, abrindo lentamente, Jane se deparou com um modelo modesto sem muitos atrativos, um vestido verde, não muito novo, digno de uma camponesa. corpete de amarração, saia simples e para sua surpresa sapatilhas marrons, também desgastadas.
-Vista-se!
Exigiu Peter voltando a sentar-se no banco e a encarar Jane novamente.
-C-como? Onde espera que me troque? Na sua frente?
Protesta Jane indignada.
-Depois da sua fuga milady, não pretendo perdê-la de vista tão cedo!
Responde Peter com um meio sorriso malicioso, definitivamente escapar com Jane Darling seria um dos seus maiores desafios!
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WOW demoreeeeeeeeiii a atualizar, mas foi uma odisseia para escrever esse capítulo! Meu computador, meu netbook e meu smartphone quebraram na mesma semana ¬¬ karma maligno eu sei, por isso fico dependendo do computador do meu pai para poder escrever o que é péssimooo T.T Maaaaaaaas estou aqui! Queria deixar um agradecimento especial para a DIVA Kira-chan! Meninahhh valeu a correção ;D Realmente tinha me esquecido completamente o nome dele e por isso inventei um qualquer! Mas o primeiro capítulo tá nos conformes! Espero que goste do segundo capítulo \o Bjo
