Silver/aparecendo muito rapidinho só para dar sinal de vida.../ Meu pc pifou... Tô numa lan, ai que infelicidade... como vou escrever? Buáaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa /sai a chorar pela sala, resmungando coisas incompreensíveis como "fritaram meus sinais" e "fritaram meu pc" e "tem cheiro de churrasco..."/

Lisa / aparecendo um dia depois do combinado para postar o capítulo porque a coluna resolveu atacar e a deixou o dia inteiro na cama...Y.Y e começa a chorar compulsivamente - só que de dor...Y.Y / E sim, quem duvida que essas personagens sejam realmente loucas?Huahahahahahahahaha. Fiquem então com o capítulo/ sai um pouco aliviada, pois, pelo menos, não irá morrer de tédio estando em companhia de um dos seus adoráveis livros, enquanto "descansa..." u.u /


Capítulo 08: Discussões
Ela olhava hipnotizada para a Casa dos Gritos. Sempre tivera a curiosidade de saber se tudo o que diziam sobre a velha mansão era verdade. Alguma coisa no seu instinto de corvinal lhe dizia que havia mais naquele lugar do que as pessoas queriam contar.

O barulho de uma pedra atingindo as tábuas que cobriam as janelas casa fê-la olhar para o lado. Um rapaz estava lá, em pé, preparando-se para arremessar mais uma pedra, como se tentando provocar os fantasmas que lá viviam. Magdalene sentiu que o conhecia de algum lugar e estreitou os olhos, dando um passo na direção dele.

Aparentemente o rapaz sentiu que estava sendo observado, pois se virou para ela e, ao vê-la, deu um sorriso. Não parecia um sorriso de deboche, mas tampouco era um sorriso comum. Ele largou a pedra que segurava e ela prendeu a respiração ao reconhecer Regulus Black, ao mesmo tempo em que se sentava num dos rochedos que havia por ali. Ele realmente parecia estar em todo lugar ao longo daquela semana... E ostentava o mesmo sorriso que a fizera ir atrás da irmã na biblioteca na semana anterior.

- Olá, McKinnon. Bom dia. - Regulus a cumprimentou com a cabeça.

- Hm... Bom dia, Black. - Maggie respondeu, incerta, remexendo-se sobre a pedra em que estava sentada.

Os olhos dele desviaram-se da face dela por alguns instantes, percustrando os arredores, como se esperasse encontrar alguma colega dela por ali. Ao perceber que não havia ninguém, ele voltou-se novamente para ela.

- Vai ficar o dia todo sozinha?

- Era meu plano. - ela resmungou.

Regulus sorriu de leve, assentando-se ao lado de Magdalene.

- Por que eu quase sempre te vejo sozinha?

- Acho que a questão é: por que você quase sempre me vê? - ela perguntou, virando-se para ele.

- Não é como se eu estivesse te seguindo, nem nada. - Regulus respondeu, dando de ombros. - Talvez tenhamos alguma coisa em comum.

Magdalene deixou-se pensar por alguns instantes.

- Meu irmão conheceu sua prima... E minha irmã conhece o seu irmão.

O semblante do garoto fechou-se.

- Não é de se espantar. Todas as garotas por aqui parecem conhecer o Sirius.

- Bem, eu não conheço seu irmão. E minha irmã não gosta muito dele, especialmente depois do jogo da semana passada. - ela observou - Aliás, eu nem deveria estar conversando com você, pra começo de conversa.

- Se é um começo de conversa... - Regulus deu uma gargalhada rouca. - Você tem alguma coisa contra mim?

- Bem, você é uma pessoa quando está sozinho, e outra quando está com aqueles seus amigos. - ela deu de ombros, lembrando-se de algumas passagens durante os últimos três anos em que tivera encontros ocasionais com o quartanista nos corredores da escola - Além do que, nunca ouvi falar bem da sua família.

- Não são muitas as pessoas que ouvem. - Regulus sorriu novamente.

Ela suspirou.

- Se você diz, Black.

- Me chame de Regulus. - ele sorriu.

- Pode me chamar de Magdalene. - ela devolveu o sorriso, mas se levantou. De repente sentira um necessidade de falar com a irmã. - Eu... Eu tenho que ir. - E se afastou sem olhar para trás.


- Você já viu o Sirius? – Peter perguntou pela terceira vez.

Remus meneou a cabeça.

- Acho que o perdemos de vez agora... E o Sirius não vai ser encontrado se não quiser, Peter. Talvez seja melhor esperar que ele mesmo nos procure.

O outro maroto suspirou.

- Eu não consigo entender porque ele ficou tão irritado com o que a Lily disse. Por tudo o que o próprio Sirius fala, a ruivinha do Prongs está certa...

- Receio que essa história esteja começando a ir um pouco longe demais... – Remus observou, parando junto a Dedosdemel e observando pensativo as sacas de chocolate nas vitrines – Sirius está começando a se parecer com James quando ele começou a notar a Lily... Talvez...

- Eu acho que tenho uma idéia então, Moony! – Peter sorriu, deliciado – Primeiro, vamos fazer uma visita a Dedosdemel. Depois, vamos procurar a McKinnon. Se Sirius está agindo como James, então, temos que usar os mesmos expedientes que usávamos com o Prongs. Ou seja...

Remus sorriu.

- Uma excelente idéia, Peter... Onde quer que sua musa esteja, eles estarão também. Agora, vamos ver os chocolates.

- Aos chocolates! – o outro respondeu, seguindo-o para dentro da loja.

Meia hora depois eles saíam da loja, carregando várias sacolas cheias de doces das mais variadas qualidades.

- E agora? Procuramos a McKinnon ou providenciamos nosso almoço primeiro? – Remus perguntou, olhando para seu relógio, que piscava os olhos preguiçosamente enquanto esticava os braços para indicar doze horas.

- Almoço. – Peter respondeu – É hora do almoço e minha mãe sempre disse que a hora do almoço é sagrada.

- Muito bem, então... Próxima parada, Três Vassouras.


- Então... - James falava enquanto abria a porta do Madame Puddifoot para Lily passar. - Eu não podia fazer nada, entende? E foi assim que Sirius foi morar lá em casa.

- Nossa. Eu não sabia que ele tinha tantos problemas assim com a família. - a ruiva respondeu.

- O que vão querer? - uma garçonete super-sorridente apareceu vinda de lugar algum. Ou melhor, de algum lugar entre as várias pessoas, ou melhor casais, que estavam por ali.

- Eu quero um Paixão-Ardente e um Amor-verdadeiro para beber. - James disse olhando o cardápio.

- Hm... Vou querer o mesmo que ele.

- Vocês gostariam de pedir a nossa versão especial para casais? - a garçonete disse.

- Não, obrigado. - James disse suavemente. - Nós não somos um casal. - a garçonete deu uma risadinha. - Certo, Lily? - a garota estava levemente vermelha.

- Não. Nós não somos. - os olhos dela faiscaram, enquanto a garçonete se afastava com um sorrisinho.

- Não por falta de tentativas minhas. - James deu de ombros.

- Certo, James. Você quer que eu aceite sair com você, não é? - Lily bufou. - Está certo, eu aceito! Oh! Você aí! - a garçonete se virou para ela. - Traz a tal versão romântica mesmo. - seu olhar voltou ao seu acompanhante que sorria de tal modo, que a desarmou totalmente. - Satisfeito? - ela perguntou depois de um tempo.

- Como jamais estive antes. - ele respondeu dando mais um sorriso, e prevendo que a guerra estava quase ganha.


Sirius andou a esmo por alguns instantes, um tanto irritado pelo que Lily dissera. Afinal de contas, qual era o problema delas! Nem Marlene, nem Lily tinha o direito de reclamar dele! De qualquer maneira, não desistiria tão fácil, se era o que elas queriam. Não ia dar o braço a torcer a uma garota.

Peter e Remus tinham-no seguido assim que deixara a companhia dos amigos. Ele, entretanto, se distanciara deles tão logo pudera, subindo uma das pequenas colinas que cercavam o vilarejo. De lá, podia ver quase toda a cidade sem ser visto.

Ele observou de longe James abrir a porta para Lily no Madame Puddifoot e arrependeu-se do tom que usara com a ruiva. Mas, ao final das contas, ela também tentara se intrometer na vida dele, então, nada mais justo que ele dar o troco.

Meneando a cabeça, ele tentou esquecer tudo aquilo. Por alguns instantes, ele sentiu-se em paz, uma sensação que dificilmente sentia. Invariavelmente, estava sempre às voltas com algum problema, fosse uma travessura dos marotos, fosse com sua amada família.

Os olhos dele percorreram as várias vielas do vilarejo, parando próximo ao famoso Três Vassouras. Um casal estava parado diante do pub, conversando. Uma brisa fresca desceu a colina naquele instante, fazendo com que ele se encolhesse instintivamente, sem desviar os olhos do casal. A mesma brisa fez com que os cabelos castanhos da moça balançassem suavemente.

Marlene McKinnon.

- O que raios aquela idiota está fazendo com o Prewett? - ele resmungou entre dentes, levantando-se e começando a descer a colina rapidamente.

Marlene e Fabian tinham andado por todo o vilarejo e, até aquele instante, o encontro estava sendo bem divertido. Fabian era inteligente e sempre tinha algo para conversar. Mas mesmo os silêncios entre eles eram confortáveis. Educado, gentil, bonito... O número de qualidades que ele possuía não se podia contar nos dedos.

Por alguma razão, no entanto, até ali, ela não o deixara de ver como um bom amigo.

- Você quer tomar uma cerveja amanteigada? - Fabian perguntou, quando afinal pararam diante do Três Vassouras.

- Claro! - ela sorriu, enquanto ele abria a porta do pub para ela - E podemos já almoçar aqui também.

A mão dele roçou a dela de leve. Marlene sentiu os dedos dele fecharem-se ao redor dos seus, guiando-a para uma mesa vazia num dos cantos mais tranqüilos do pub.

Ela se deixou levar, sentando-se na cadeira que ele puxou para ela antes de se sentar ao seu lado. Madame Rosmerta demorou alguns instantes para aparecer a anotar os pedidos dos dois. Marlene observou a movimentação, consciente dos olhos do rapaz sobre si.

- Lene? - ele chamou suavemente após alguns momentos de silêncio. Marlene virou-se para ele ao mesmo tempo em que o sino da porta soava - Você está distante agora. Aconteceu alguma coisa?

- Eu estou um pouco preocupada com a Maggie. - ela respondeu - Eu ainda não a vi no vilarejo. E olhe que nós andamos Hogsmeade quase toda.

- Quer procurá-la? - ele perguntou, preparando-se para levantar.

Marlene ia responder negativamente quando sentiu alguém parar atrás dela.

- Olá, Marlene.

Ela sentiu o mesmo calafrio que tivera mais cedo, quando seu olhar cruzara com o dele e, lentamente, virou-se na cadeira, deparando-se com o sorriso divertido de Sirius.

Entretanto, embora os lábios dele estivessem curvados em um sorriso, os olhos cinzentos estavam cheios de uma fúria contida. Sem querer, sem perceber, sem aviso algum, ela sentiu-se tentada a mergulhar naquelas nuvens de tempestade... Mas logo se assenhoreou de si, respondendo com um sorriso irônico o cumprimento dele.

- Black. A que devemos a honra?

- Eu estava passando por aqui e decidi ver como os pombinhos estavam. - o sorriso dele tornou-se mais escarniçado.

Fabian levantou-se, observando Sirius com os olhos estreitos. Ainda sentada, Marlene percebeu mais duas pessoas aproximarem-se, assim como a atenção das mesas mais próximas voltar-se para eles. Remus colocou a mão sobre o ombro de Sirius, que, no entanto, não se mexeu.

- Acho que já saciou sua curiosidade, Black. - Fabian respondeu, tentando soar amistoso.

- Aproveite enquanto pode, Prewett. - Sirius respondeu simplesmente, virando-se para a saída.

Peter o seguiu de perto, mas Remus demorou-se por alguns instantes diante dos dois corvinais.

- Eu sinto muito por ele. - o rapaz desculpou-se, acenando com a cabeça.

- Tudo bem, Lupin. - Fabian meneou a cabeça, antes de se voltar para Marlene, enquanto o maroto se afastava - Por que o Black está te perseguindo?

- Por que é um idiota? - ela respondeu, levantando-se - Eu perdi a fome, Fabian... É melhor que procuremos Maggie, depois que ela estiver sob minhas vistas, podemos voltar.

Ele assentiu.

- Vou falar com Madame Rosmerta então.

- Eu espero você lá fora. - Marlene respondeu, caminhando decidida para a saída do pub.

Do outro lado da rua, Remus e Peter conversavam com Sirius, que estava displicentemente escorado no muro de uma casa, de braços cruzados. Ele não demorou a percebê-la sozinha, um sorriso mais gentil escapando-lhe dos lábios. Marlene bufou ao perceber a intenção dele de voltar a perturbá-la. Aquele seria um momento perfeito para Fabian aparecer.

Como se tivesse ouvido as preces dela, a porta do Três Vassouras voltou a se abrir, dando passagem a Fabian. Sirius observou ele estender a mão para ela e apressou o passo.

- Marlene!

- Será possível que esse idiota não vai mais me dar paz? - ela resmungou, voltando-se para Sirius.

- Você quer que eu converse com ele? - Fabian perguntou com um meio sorriso, como se tivesse muitas idéias sobre o que "conversar" com o moreno.

Sirius parou diante dos dois, olhando perigosamente para Fabian. O que, afinal, Marlene percebera naquele idiota?

- Marlene.

Ela arqueou uma sobrancelha.

- Sabe, Black, eu não me lembro de ter lhe dado razão para me chamar pelo primeiro nome. Especialmente depois da sua clara tentativa de assassinato.

- É isso que está incomodando você? O fato de eu ter tentado te "matar"? - ele perguntou, sorrindo - Entenda, Marlene, aquilo era um jogo. Não era nada... 'Pessoal'.

Marlene sorriu, apertando a mão de Fabian, que ainda envolvia a sua. Dando as costas para Sirius por alguns instantes, ela aproximou-se do ruivo, selando os lábios dele com os seus. Rapidamente, ela sentiu-se abraçada pela cintura, fazendo com que o contato entre os dois se tornasse mais próximo.

Quando o beijo terminou, ainda dentro do abraço de Fabian, ela voltou-se para Sirius, que acabara de trincar os dentes. Aparentemente, o moreno não sabia perder. Marlene sorriu, os olhos faiscando. Ela teria então que ensinar isso a ele.

- Sinto muito, Black. Nada pessoal, mas eu vim com o Fabian. Agora, com licença.

E, sem esperar resposta, ela saiu puxando o rapaz pela mão, desaparecendo das vistas de Sirius. O moreno estreitou os olhos, dando também as costas aos dois corvinais.

- Você ainda vai se arrepender disso, McKinnon...

Não muito longe dali, Dorcas esperava pacientemente Alice sair do Madame Puddifoot com Frank, enquanto ela mesma estava ali, parada, morrendo de tédio. Não demorou muito, porém, para que seus olhos dessem com Sirius Black entrando no Três Vassouras. Sem pensar duas vezes ela começou a se dirigir para lá.

Neste instante, porém, Alice saiu do café, já sem o namorado e se aproximou dela, um sorriso quase bobo nos lábios.

- Então, Dorcas? Esperou muito? - a garota perguntou.

- Hm... Não. Foi impressão minha ou Lily e James entram juntos aí dentro? - Dorcas perguntou, sem desviar os olhos da porta do Três Vassouras.

- Não, não foi impressão sua. - Alice deu uma risadinha. - A Lily teve um ataque porque o James estava dando em cima da garçonete. Acredito que eles estão em um encontro neste momento.

- Nossa? Sério? - Dorcas disse num tom que denunciava que as palavras de Alice não a haviam atingido.

- Dorcas, você me ouviu? - a loira se viu forçada a se virar para a amiga. - O que você tem? - de repente o olhar de Alice se desviou para a porta do Três Vassouras. - Aquele é o Sirius? Ele parece péssimo.

Dorcas imediatamente seguiu o olhar da amiga e confirmou que Sirius havia realmente saído do pub e parecia realmente frustrado com alguma coisa. Lançou um olhar curioso a Alice, que revirou os olhos, já sabendo da paixonite da amiga pelo colega.

- Por que você não vai falar com ele? - sugeriu.

- Eu? - Dorcas sentiu o rosto aquecer. - Ah... Acho que não... Quero dizer, quem sou eu pra chegar assim perguntando coisas pra ele? Ele parece realmente frustrado, não é?

- Muito... Perfeitamente frustrado para ser consolado. - Alice fez um beicinho que fez Dorcas rir.

- Certo, eu vou então. - mas mal ela dera dois passos, o moreno saiu da parede em que estava.

Ele tinha um sorriso, O sorriso nos lábios, enquanto se aproximava lentamente da porta do Pub. Dorcas se voltou para o local, a tempo de ver Marlene McKinnon parar à porta. Mas logo ela não estava mais sozinha. Fabian Prewett, também da Corvinal, se aproximou e os dois se viraram para seguir em uma direção oposta. Ela pôde ainda perceber Sirius dar um pequeno "rosnado" antes de se virar na direção do casal, chamando pelo primeiro nome da garota.

Antes que pudesse realmente avaliar o que estava acontecendo, Dorcas já havia se aproximado tanto, que quase se emparelhou com Remus e Peter, que observavam o amigo um tanto quanto consternados. Remus notou a presença da garota e lhe lançou um olhar. Dorcas percebeu isso, e se virou para o rapaz.

- O que está acontecendo? - não foi Remus quem respondeu, no entanto.

- Sirius está perseguindo a McKinnon. - Peter respondeu.

Ela se virou novamente para o trio que discutia mais à frente. De repente a garota morena agarrou o companheiro e deu nele um beijo que fez até mesmo Sirius Black arregalar os olhos. Não se poderia dizer de espanto ou de raiva. Quando o beijo dos dois terminou, pôde claramente perceber que era raiva.

McKinnon disse alguma coisa e Sirius se afastou, tentando parecer normal, mas uma pessoa com certa experiência em observá-lo, como Dorcas, percebia que ele pisava mais duro e sua boca estava cerrada com força.

Talvez ele estivesse mesmo dando em cima da McKinnon, mas se fosse isso, ela havia acabado de dar um fora espetacular nele. E com certeza ia parar por aí, ou era o que ela esperava ao menos. Mal acabara de concluir este pensamento, Sirius já estava ao lado dos amigos, e conseqüentemente dela.

- Ah... Oi, Dorcas. O que faz por aqui? - ele disse. Foi o bastante para que Dorcas percebesse que Sirius Black definitivamente não estava normal.