Silver /limpando as teias de aranha: Eu mal posso acreditar que estou de volta... Mais de duas semanas sem computador... e ninguém se mexe na minha ausência! Por que sempre sobra pra mim colocar ordem nessa bagunça?

Belle: Porque você é a chefe, oras xD

Lisa: E alto lá! Eu mexi nisso aqui sim! O que dizer daquele oito ali embaixo/ aponta / Eu só não postei os outros porque, bem... eu me esqueci numa semana e na outra a net resolveu não funcionar aqui em casa e, quando eu decido postar, a senhorita / aponta para Lu / disse que era para postar hoje/ sorri meio de lado /

Silver: Ok, ok... Tudo bem... Hei, vocês não têm cenas para me entregar, não, moçoilas? Eu aliviei para o lado de vocês, mas minhas férias estão terminando, sabiam?

Lisa : Sei... / coça a cabeça / Prometo que ainda essa semana ela sai. / suspira /

Belle /assobia: Eu só entrego cena depois q eu te conhecer... CHANTAGEEEEM

Lisa - / invejaaaa / U.U. / chora compulsivamente /

Silver: Eu nem acredito que vou viajar para Minas... Ai, que emoção! Mas o que isso tem a ver com a fic?

Belle: Yeah, consegui meu objetivo... /sai correndo/

Lisa - Ganhar tempo/ pensando se podia usar essa tática também. Teria tempo de sobra! Huahahahahaha .. ¬¬/

Silver: Vocês não prestam... Mas, sim, sobre os comentários que andei recebendo... Quem disse que só porque a Lily aceitou beber um "paixão-ardente" com o James, eles vão sair dali namorando? Minha gente, eu lhes prometo... Desse ponto, as coisas só tendem a complicar...

Lisa - Devo concordar. Falaram a respeito da Line e do Remus também. / tentando se lembrar o quê... / Ah, sim, a respeito do fato dela nunca perceber o que o Moony sente por ela. Bem, eles são amigos... ela pensa que é mera amizade, nada mais além disso. / acreditem, isso acontece...u.u /

Belle: Paixão Ardente... eu que inventei isso né?

Silver: Foi, sim, sim, sim...

Belle: Eu me supero às vezes xD Hum, alguém falou alguma coisa da Lene com o Sirius? oO

Lisa : Não lembro... Você se lembra, Lu?

Silver: Que eles são perfeitos um para o outro?

Belle: Falaram isso? cool xD

Lisa : Sim, falaram isso.

Belle: Só eu sinto q essa nota vai ficar grande?

Lisa: Eu estava pensando a mesma coisa...

Silver: Acho que já enrolamos o pessoal demais... Passamos duas semanas sem postar (foi isso?) e ainda ficamos aqui debatendo como se estivéssemos no msn (mas, ei! nós estamos no msn!). Digam tchau, meninas. E aproveitem o filme. Só não lhe ofereço pipoca porque ela é prejudicial para minha gastrite.

Belle: Comam batatas fritas ;D

Lisa: Filme/ olhos extremamente brilhantes ao lembrar-se de X-Men e Código da Vinci, mas depois entra em desespero porque ainda não viu...u.u / E se divirtam!

Belle: ICEMAN IS HOT! FUI!

Silver: Eu estou cercada de loucos...

Lisa: Bom, você não pode falar nada, já que é uma também... / se esconde /

Silver: Eu disse DIGAM TCHAU!

Lisa/ pula de susto / Ok, ok, também não precisa gritar!

Belle: Eu já disse oO

Lisa - Bem, eu disse de modo implícito. Huahahahahahaha.

Belle: Tchau Lilica \o

Lisa: dá tchauzinho com a mão Fui!


Capítulo 09: Negação


Depois que eles se afastaram de Sirius e dos outros, enquanto seguiam em direção à Casa dos Gritos, Marlene sentiu a mão de Fabian se soltar da sua. Ela se virou para ele, e o ruivo estava parado olhando para ela, um ar misto de decepção e tristeza. Ele cruzou os braços e a encarou, esperando que ela falasse. Marlene sentiu-se corar e apenas desviou o olhar para o chão. Tinha plena certeza sobre o que ele falaria.

- Marlene, você pode me explicar o que exatamente foi aquilo? - ele perguntou, um tom duro.

- Fabian... Olha... Eu... Não foi uma coisa totalmente planejada. O Black... Ele tem me perseguido, eu queria fazer ele sair do meu pé. Me desculpe. Eu sei que foi errado fazer isso e...

- Poupe seus esforços Marlene. - O rapaz fechou os olhos. - Se você quiser eu te acompanho até achar a Maggie, depois eu vou embora.

- Ah, Fabian... Deixa eu explicar... Eu...

- A questão, Marlene, não é SE você me usou, mas por que você me usou. - ele passou a mãos pelos cabelos, suspirando longamente. - Se fosse simplesmente pra afastar o Black, talvez eu não me importasse... - ela abriu a boca, mas ele a calou com um movimento das mãos. - Mas eu tenho pra mim que você queria fazer ciúmes nele... Ou alguma coisa assim.

- Para que eu ia querer fazer ciúmes nele? Eu só quero que ele saia do meu pé e é só.

- Lene!

Nesse momento, correndo pela colina que levava à Casa dos Gritos, Maggie aparecera. Ela já localizara a irmã. Fabian suspirou mais uma vez.

- Bem, achamos. - ele sorriu. - Olha, Marlene, sinto muito por não ser o que você quer, só espero que possamos continuar amigos. Boa sorte tirando o Black do seu pé. - ele acrescentou num tom um tanto divertido, que fez Marlene corar instintivamente.

- Você não sabe o que eu quero... - ela resmungou e se virou para a irmã, que agora estava parada ao seu lado.

- Ele falou alguma coisa de Black ou foi só impressão minha? - Maggie apontou para Fabian, que se afastava.

- Por que quer saber? Mais problemas com o caçula? - Marlene passou a mão de leve pela cabeça da irmã.

- Não são problemas, Lene. Ele só me deixa confusa. - Maggie cruzou os braços.

- Aparentemente é de família. - Marlene suspirou.

- O mais velho te deixa confusa, Lene? - Um sorriso maroto escapou dos lábios da pequena McKinnon.

- Não exatamente. Está mais pra irritada. - Marlene fez uma careta e Maggie riu alto. - E eu não sei onde está a graça.

- Na sua cara. - Maggie se controlou. - Ah, Lene, acho que eu vou voltar para o castelo... Você vem comigo?

- Eu combinei de encontrar com as meninas depois do almoço. A gente se vê em Hogwarts, então. - Marlene depositou um beijo na cabeça da irmã e a despachou de volta a escola.

Agora era só achar as amigas.


Remus soltou um suspiro enquanto caminhava pelo povoado em companhia de Sirius, Peter e agora, Dorcas. O moreno e a garota, apesar de caminharem lado a lado, continuavam em profundo silêncio e até se pensaria que eles estavam ignorando a presença um do outro, se Remus não soubesse que os mesmos estavam imersos em seus próprios pensamentos.

O licantropo lançou um olhar nervoso para Peter e, vendo que, assim como os outros, ele não o estava observando, retirou cautelosamente um relógio do bolso e checou as horas. Estava tão concentrado naquela simples ação que, se prestasse atenção ao seu redor, perceberia olhos miúdos de um certo garoto fitando-o curiosamente, enquanto mordia uma apetitosa barra de chocolate.

Remus colocou o relógio de volta ao bolso e, de modo quase inconsciente, passou a mão pelos cabelos num gesto nervoso. Dali a quinze minutos...

- Remus? – Peter o chamou calmamente, fazendo com que o outro pulasse de susto e o encarasse surpreso.

- S-sim? – ele gaguejou, enquanto parava de andar, sendo seguido, alguns segundos depois, por Peter.

Percebendo que o silêncio fora quebrado, Dorcas e Sirius também pararam e fitaram Remus, que corou furiosamente ao perceber tantos olhares atentos sobre si.

O rapaz voltou o olhar para Peter, apesar de ainda sentir o olhar dos outros dois sobre si.

Os olhos miúdos do rapaz se estreitaram e Remus, sentindo-se um pouco incomodado, não sustentou o olhar, como se que aquele contato fizesse com que o amigo descobrisse todos os seus novos segredos... O que era, aparentemente, impossível, já que Peter Pettigrew não sabia Legilemência.

- Aconteceu alguma coisa? – o rapaz indagou, antes de atacar a barra de chocolate, que já se encontrava próxima do fim.

- É mesmo, cara. – Sirius falou numa voz rouca. – Você está estranho. Aconteceu alguma coisa? – ele repetiu a pergunta de Peter e ergueu a sobrancelha quando Remus voltou o olhar para ele.

- É que... – ele coçou a cabeça, um tanto quanto constrangido. – Eu fiquei de almoçar com alguns colegas e... – ele olhou significativamente para Sirius e depois para Peter. – Vocês se importam?

Peter apenas deu de ombros e voltou a andar.

- Era só isso? – Sirius indagou risonho e recomeçou a andar, sendo seguido por Dorcas e Remus. – Moony, eu achei que era algo mais grave. Sem problemas. Que outros colegas são esses?

Remus sentiu o rosto esquentar.

- Hum... Corvinais.

À menção da casa de uma certa morena e um certo ruivo, Sirius exibiu uma nítida careta e reprimiu um bufo de raiva.

- Vai por agora? – Peter indagou calmamente.

- Sim.

- Te encontro em Hogwarts, então? – Sirius indagou com um leve sorriso.

Remus esboçou um tênue sorriso e assentiu calmamente.

- Até mais. – Remus disse calmamente.

- Até mais. – os outros três responderam calmamente.

Foi um Remus um tanto quanto vermelho que deu meia volta e começou a andar apressadamente pela estrada do povoado. Se ele olhasse para trás, perceberia os olhos de Peter se estreitarem e ele exibir um ar intrigado, enquanto comia o último pedaço da barra de chocolate.

Vendo-se sozinho, Remus tornou a verificar as horas e, sentindo como se algo estranho estivesse habitando seu estômago, percebeu que só faltavam cinco minutos para que desse o horário combinado entre eles.

Esboçando um fraco sorriso, ele sente o rosto esquentar ao lembrar-se da carta que a sua coruja, Freyja, trouxera para ele logo pela manhã. Nenhum dos outros marotos aparentou se interessar muito pelo fato, afinal eles tinham certamente pensado que aquela era uma carta dos pais de Remus.

Ele soltou um riso. Se James ou Sirius tivessem reparado no enrubescer de sua face quando reconheceu a letra inclinada e apressada da garota, Remus teria plena certeza de que aquela carta não passaria tão desapercebida assim...

"Peço desculpas por interromper a sua gloriosa refeição, Sr Lupin. E também por ter me 'apossado' da sua coruja, tirando-a do seu precioso sono de beleza, e ameaçando-a com a varinha para que ela levasse esta carta para você – certo, à parte da ameaça foi brincadeira. Mas eu acho que, se a sua coruja carregasse uma varinha entre as asas naquele exato momento, ela teria me azarado. O caso é que, infelizmente, ela tem algo muito pior, o bico.

Hum, ignore o parágrafo acima. EU posso interromper a sua refeição e EU posso me apossar da sua coruja para mandar uma mensagem para você, ok? E ai de você de me dizer que isso não é verdade. Hunft!

Então, chega de enrolações. O caso é que, eu estou escrevendo este 'bilhetinho' para lembrar essa sua cabecinha de vento de algo que marcamos antes de você viajar. Aliás, espero que sua mãe esteja melhor, você realmente não me parecia bem àquela noite...

Mas, enfim. Te espero na Dedosdemel, a uma da tarde, está certo? Acho que você não esqueceu do nosso acordo, não é mesmo?

Beijos

Emmeline Vance."

Mesmo que aquela carta deixasse bem claro que ela só estava marcando o "encontro", para provavelmente apresentá-lo a alguma das suas amigas, Remus já se sentia bastante feliz por desfrutar de horas ao lado da loirinha.

E, foi ainda esboçando um tênue e sincero sorriso, sentindo o rosto um pouco quente, que o maroto abriu a porta da loja calmamente.

Como Remus imaginava, a Dedosdemel – assim como quase todos os lugares daquele povoado – estava apinhada de gente. Passando a mão pelos cabelos, tentando controlar o nervosismo, ele começou a correr o olhar pelo local, até que reconheceu os loiros cabelos de uma garota que acenava com o que lembrava muito uma caixa de sapos de chocolate, ao mesmo tempo em que esboçava um maravilhoso sorriso.

Remus sentiu a face enrubescer e, com um leve pigarreio, desviou-se de um grupo de Lufa-lufas e foi de encontro às duas garotas.

- Remus! – a loira exclamou alegre quando ele se aproximou delas e, num gesto rápido, jogou-se nos braços do maroto, envolvendo-o num abraço.

Ele fez um imenso esforço para não cambalear para trás, enquanto sentia o seu rosto queimar involuntariamente, devido à proximidade da loira.

- Chegou mais cedo do que eu esperava. – Emmeline comentou, enquanto se separava de Remus e o encarava de cima a baixo, fazendo-o corar mais ainda. Devido a um novo enrubescer do rapaz, Hestia, que se encontrava recostada ao balcão da loja, meneou a cabeça e prendeu o riso. – E então, se divertiu muito no passeio de hoje?

Remus apenas soltou um ruído estranho pela boca, já que, quando ele ia começar a tentar falar algo, a loira passou o braço em volta do dele.

- É... Foi normal... – ele disse numa voz meio rouca, quando descobriu novamente como era falar. – E a sua?

- Ah... – ela riu um pouco – Eu e Hestia tivemos um probleminha que entrou na nossa carruagem também, mas isso já foi resolvido. – ela disse soltando o braço de Remus e olhando significativamente para a amiga. Remus percebeu de imediato o "probleminha" que a loira tinha mencionado e tentou não deixar à mostra a careta de raiva que ele desejava esboçar. – Ah, Remus, essa aqui é a minha amiga, Hestia Jones.

A voz da loira o despertou dos seus devaneios – que lembrava muito ele apontando a varinha para um vulto encolhido no chão e que implorava quase comicamente por piedade – e encarou-a com um leve sorriso.

- Você disse alguma coisa, Emmeline?

A loira revirou os olhos e riu.

- Bom, vamos começar tudo novamente. – Remus, esta aqui é minha amiga, Hestia Jones. Hê, esse aqui é o Remus. Remus Lupin.

-Hum, er... – ele sorriu timidamente, sentindo-se um pouco quente. – Muito prazer. – ele estendeu a mão para que a garota apertasse, no que ela rapidamente o fez.

- Prazer, Lupin.

- Hum, pode me chamar de Remus, se quiser. – ele disse um pouco rápido.

- Vamos almoçar? – Emmeline disse puxando Hestia de um lado e Remus do outro. – Ou vocês querem comprar mais alguma coisa aqui? – ela olhou significativamente para Remus. – Você já abasteceu o seu estoque de chocolate, Remus?

Ele riu fracamente, ainda se encontrando vermelho.

- E você, já pegou as suas adoráveis penas, Line?

- Já. – ela sorriu fracamente. – Como Hestia é a anormal dentre nós, ela não tem nada mais a fazer aqui, não é, Hê?

Hestia apenas revirou os olhos, um tanto quanto divertida, enquanto sentia-se puxada por Emmeline.

- Para onde vamos? – Hestia indagou, encarando a loira firmemente.

- N-não é o Puddifoot, é? – Remus disse num fio de voz. Não lhe era nem um pouco agradável a idéia deles irem para um mesmo lugar em que James Potter estava. Principalmente em companhia de duas garotas. Sendo que uma delas era a que ele estava apaixonado.

- Três Vassouras. – a loira respondeu de imediato.

- Três Vassouras? – Remus indagou, surpreso.

- Onde mais se almoça aqui, sem que desconfiem firmemente que estamos tendo um "caso"? E em um lugar que seja limpo? – ela riu fracamente. – Não creio que você queira que digam por aí que estamos envoltos num triângulo amoroso, não é, Remus? Até porque Hestia já tem o Horner...

O rosto da amiga ficou vermelho involuntariamente.

- Emmeline Vance!

A loira riu fracamente em resposta e Remus sorriu constrangido. Aquela seria uma longa tarde...

Não muito longe do trio, um ratinho que os observava com os olhos miúdos e atentos, pensou exatamente a mesma coisa, antes de correr atrás deles de modo discreto.


Morrer antes de admitir! Maldito orgulho, maldita timidez, maldito James Potter que conseguia deixá-la daquela maneira! Rilhando os dentes, Lily sentia vontade de apertar o pescoço do rapaz que caminhava ao seu lado, até deixá-lo roxo, sem ar, até, até...

Não estava raciocinando direito. Aquela situação toda estava deixando-a louca. Em que ponto, exatamente, daqueles últimos tempos em que tinha entrado em mudo acordo com James e se tornado amiga dele, ela se apaixonara? Em que ponto ela se deixara levar pela natureza romântica que tanto tentava esconder?

Lily tomou a estrada de volta para o castelo. Não queria mais ficar em Hogsmeade. Não quando sentia como se tivesse um letreiro em néon no meio da testa dizendo "EU GOSTO DE JAMES POTTER". Se bem que todo mundo sabia disso, só ela continuava negando, negando, negando.

Ela suspirou, resignada. Só mais três meses. Três meses e então deixaria Hogwarts para trás, internaria-se no Departamento de Mistérios e, com alguma sorte, viraria objeto de estudos lá e nunca mais sairia. E, em conseqüência, nunca mais veria James.

- Lils? Você está bem? - James perguntou, começando a preocupar-se com o silêncio dela.

- Ótima, James. - ela resmungou em resposta, sem virar-se para ele - Ótima.

Tinham deixado o Madame Puddifoot há poucos instantes, e, desde então, Lily tinha mergulhado em seus próprios pensamentos. De quando em quando, James podia ouvir um murmúrio ininteligível, notando então uma nuvem de rubor no rosto da ruiva, ao mesmo tempo em que as mãos pequenas dela fechavam-se com força, quase enterrando as unhas na pele branca.

Que significado teriam aqueles sinais? O que se passava na cabeça dela? Ele daria qualquer coisa para compreender Lily Evans. Num momento, ela agia com gentileza, como uma autêntica amiga. Em outro, dava sinais de que se interessava por ele tanto quanto ele por ela. Por último, agia como louca e parecia querer pular no pescoço dele como furiosa tigresa.

Sem querer, ele sorriu a esse último pensamento. Se Lily se transformasse numa animaga, ela certamente seria um animal assustador, um felino ágil, uma pantera ou uma tigresa...

- Do que você está rindo? - a voz de Lily arrancou-o brutalmente de seus devaneios.

- Nada. - ele respondeu, voltando-se para ela - Nada, não. Vamos indo.

Ela bufou em resposta e eles percorreram o resto do caminho em silêncio. Talvez, ao final das contas, a guerra não estivesse tão ganha quanto ele pensara anteriormente. Talvez, ter forçado um pouco a boa vontade da ruiva tivesse feito ele perder o pouco terreno que ele conquistara. Por que ela não podia simplesmente admitir? As coisas se tornariam tão mais fáceis para os dois...

Por seu turno, Lily se perguntava por que ele não se declarava de uma vez, assim, ela poderia admitir a derrota de maneira menos humilhante. Se ele dissesse o que queria dela, se fosse sincero... Ela poderia então aceitar, fazer de conta que não ansiava por isso, fazer de conta que aceitava apenas para ver se dava certo ou coisa do tipo.

Infelizmente, para ambos, enquanto ela esperava que ele desse o passo final, ele esperava que ela estendesse a mão e sinalizasse para ele que podia se aproximar. E, por conseqüência, ambos frustravam-se, esperando que o outro tomasse uma atitude, perdendo tempo e magoando-se de mil e uma maneiras.

Quando chegaram no castelo, ainda havia alguns poucos estudantes almoçando no salão principal. Lily passou direto pelo salão, subindo as escadarias até o quinto andar. Ele a seguiu de perto, observando ela parar diante do quadro de Alberic, o Invisível.

- Nibelungen.

O quadro deu passagem silenciosamente para os dois, revelando uma confortável sala circular onde predominavam as cores da Grifinória. Duas escadarias levavam aos dormitórios de monitor e monitora chefes de Hogwarts. Aquela parte do castelo era privativa dos dois e, quando Dumbledore anunciara a nomeação deles, James pensara que talvez o diretor tivesse se somado aos amigos em seus planos para fazer os dois ficarem juntos.

Infelizmente, até ali, essa proximidade só servira para torturá-lo ainda mais.

- Eu vou rever algumas anotações, tenho andado meio relapsa com os estudos nos últimos dias. - Lily observou, de costas para ele, começando a subir as escadarias que levavam ao seu dormitório - Até mais tarde, James.

A voz dela tornara-se novamente mais gentil e ele não pode impedir-se de sorrir enquanto ela sumia nas sombras.

- Até mais, Lils.

Ela fechou cuidadosamente a porta atrás de si, deixando-se cair na cama, fixando os grandes olhos verdes no papel de parede vermelho do teto, decorado com delicadas flor-de-lis douradas.

O que, afinal, ela realmente queria? Se ao menos pudesse ter certeza absoluta quanto ao que sentia... E quanto ao que ELE sentia... Talvez, então, pudesse correr o risco.

- Mas não... - ela suspirou - As coisas estão bem como estão. Não vale à pena correr o risco de perder até mesmo a amizade dele ao final das contas. - puxando um travesseiro para si, ela escondeu o rosto, pressionando-o contra si - Só mais um pouco... E a tortura finalmente vai terminar...