Sinopse: Depois que Sauron fora destruído e a Terra Média se encontrava em paz, tudo que a sociedade do anel pensava era em descanso. Mas o inimigo é cheio de artimanhas e, em segredo ele inicia um ritual antigo para garantir que sua alma retornaria ao mundo caso fosse derrotado. Milênios depois, o nascimento de uma garota completa o ritual. Agora o mal deve ser derrotado uma vez mais.
Ok, mais um capítulo. Nesse capítulo ocorre a aparição dos Peredhil, mas é claro que eu não deixei obvio que sao eles. Os nomes foram escolhido por serem diferentes, de origem grega.
A Alexandra ouve vozes, e essas vozes sao como se fossem de uma outra Alexandra. Embora ela seja a escolhida para abrigar a alma de Sauron, ela é uma pessoa, uma criança, e como tal ela tem sentimentos humanos. O que quero dizer é, Alexandra é capaz de amar, sentir-se alegre, sentir frio e fome. É como se ela tivesse uma "dupla personalidade". Ela é Alexandra e ao mesmo tempo, a reencarnação de Sauron. Entenderam?
O capítulo tá pequenininho e bem simples, mas se pintar duvidas é so mandar elas pra mim.
Agradecimentos:
SadieSil
Larissa Greenleaf
Dedico esse capítulo à minha grande amiga Stephanie Mello, por ter desenvolvido parte dessa minha ideia maluca junto comigo e por ter acreditado que isso viraria uma boa historia. Obrigada amiga.
Então, vamos ao capítulo
Minhas Lembranças
Nicole Howke cruzou o jardim em direção à cerca de madeira, onde o advogado já estava a sua espera e, junto dele, outras quatro pessoas.
"Onde esta Alexandra?" perguntou o advogado
"Provavelmente procurando por Nefertiti" a mãe deu de ombros e o homem arrepiou-se ao pensar no animal
"Estou aqui" Alexandra se aproximara dos dois com Nefertiti enroscada em seu pescoço.
"Animal asqueroso" murmurou o advogado para a cobra.
"Muito melhor do que você" a garota murmurou de volta
"Esses são Hermes e Alana" ele apontou o casal "E seus filhos, Artemis e Pietro" disse apontando para dois jovens, um a cada lado do casal. Eram gêmeos.
"É um prazer conhece-los" adiantou-se Nicole "Eu sou Nicole Howke e essa é minha filha Alexandra" a menina deu um sorriso tímido "Ela não gosta muito de falar" desculpou-se a mãe.
Alexandra suspirou irritada, odiava quando sua mãe queria que ela fosse gentil e educada com estranhos. E ate por que, esses quatro a faziam lembrar de algo que ela não sabia bem o que era, e que não se lembrava de já ter vivido. Era como se já os tivesse conhecido antes, e mesmo assim não os conhecesse.
"Mãe, vamos embora?" se um olhar matasse, provavelmente ela teria morrido naquele instante, pois o olhar que sua mãe lhe lançara não fora dos mais amistosos. Alexandra suspirou irritada e se afastou da conversa. Enquanto andava pode ouvir a mãe dizer que ela não estava nos seu melhores dias "Como se eu já tivesse tido um dos meus 'melhores dias'"
"Não precisava ter sido tão rude" reclamara Nicole quando chegaram em casa "O que os vizinhos iram pensar de você agora?"
"Ora, não seja tão dramática mamãe" resmungou a garota "Você sabe muito bem que eu não ligo a mínima para o que quer que eles pensem de mim"
"Ah Alexandra" a senhora Howke suspirou profundamente, jogando a bolsa sobre a cama e colocando os sapatos em um canto do quarto.
"O que vamos jantar?" berrou a menina
"Não sei, o que você quer comer?" perguntou a mãe.
"Qualquer coisa!" respondeu-lhe "Viu onde deixei meus livros?" ela tateou embaixo da cama, mas não os encontrou.
"Não"
Continuou procurando pelos livros, puxou algumas caixas que estavam em cima do guarda-roupa, mas elas só tinham fotos. Fotos antigas e que não traziam boas recordações.
"Sente falta dele não é?" Alexandra ergueu os olhos para encontrar a mãe parada sobre o batente da porta.
"Que tipo de pessoa eu seria se não sentisse falta do meu próprio pai?" os olhos marejados denunciavam toda a tristeza que ela escondia.
"Do tipo bem menos triste" disse-lhe Nicole "Aceite os fatos, Alexandra, ele não vai mais voltar"
"Ele vai voltar"
"Não tenha tanta esperança" Nicole deixou o quarto da filha cabisbaixa. Por que ele sempre tinha que estar no meio das duas? Por que a memória dele não podia desaparecer de suas vidas?
O único barulho presente naquela cozinha era o som dos talheres batendo na louça "Quando vai parar de espera-lo?" Nicole quebrou o silencio "Quando?"
"Não quero falar sobre isso" respondeu a filha em voz baixa
"Ele já não te desapontou o bastante?" a mãe elevara a voz "Já não te fez chorar o bastante?"
"Eu não quero falar sobre isso"
"Não vê como ele é cruel?" a voz dela era cruel e provocava muita dor, porque, por mais que Alexandra pensasse o contrário, no fundo, sabia que ela estava certa "Não guarde esperanças, Alexandra, não guarde esperanças!"
"Você é mais cruel do que ele!" as lagrimas já desciam de seus olhos sem pedir permissão, o coração já doía demais e a paciência havia se esgotado.
Abandonou a mesa tão intempestivamente que fez com que o prato caísse no chão, espalhando cacos de vidros e restos pelo chão da cozinha.
Trancou-se no quarto sem querer falar com ninguém. E chorou.
"Alexandra, precisamos conversar" Nicole batia insistentemente "Alexandra, não pode ficar ai dentro o dia inteiro"
Já passara da hora do colégio. Já estava na hora de Nicole ir trabalhar. Alexandra ouviu a mãe suspirar resignada e desistir de tentar conversar e, logo depois, ouviu o barulho do carro saindo da garagem. Pegou a primeira roupa que encontrou espalhada pelo quarto. Se corresse chegaria antes do segundo tempo e, com um pouco de sorte, a professora deixaria que ela entrasse.
Ação e Reação
O sinal que anunciava o segundo tempo acabara de tocar quando Alexandra abriu a posta da sala de aula. A professora Edings, uma senhora de seus cinqüenta e três anos de idade, crispou os lábios em reprovação, enquanto olhava à aluna com seus olhos irritávelmente verdes. Acenou para que a garota entrasse na classe e voltou seus olhos para a pilha de provas que esperavam correção.
Alexandra se sentou na ultima cadeira, perto da ultima janela da sala. A turma mantinha-se em silencio, apenas alguns comentários, ditos em um tom baixo podiam ser ouvidos. Comentários maliciosos. E ela os ouvia atentamente enquanto rabiscava a carteira com o lápis.
"Alexandra"
"De novo, não" ela pensou ou ouvir aquela voz que congelava o sangue em suas veias.
"Não pode se esconder de mim"
Sua respiração ficou tensa e ela empalideceu terrivelmente.
"Não pode se opor a minha vontade"
Sua visão ficou turva e sua pele gélida. As vozes das colegas de classe tornaram-se distantes. Ela ainda viu a professora levantar-se preocupada e caminhar em sua direção antes que tudo se torna-se trevas.
