Bom gente, capítulo 3 no ar. Foi dificil de escrever apesar de ser bem curtinho.
Nem sei o que falar sobre o capitulo...nao sei mesmo. Mas qualquer duvida que pintar é so deixar uma review.
Agora vamos à mais um capítulo de...O Senhor das Almas...
Fantasmas
Nicole mal chegou no escritório e foi chamada à sala do seu chefe, caminhou lentamente pelo corredor imenso que resultava na sala do Sr Jeremy Maelas enquanto rezava para que qualquer coisa pudesse tira-la daquela situação, imaginou coisa terríveis num curto espaço de tempo.
Bateu na porta do chefe e sentiu o estomago dar voltas quando ouviu a voz dele lhe dizendo para entrar. Entrou fechando a porta atrás de si, ele fez um sinal para que ela se sentasse e ela obedeceu, apesar de suas pernas não estarem mais sobre seu controle.
O Sr Maelas começou a discursar sobre a falta de responsabilidade no trabalho, e em que isso resultava, mas Nicole não conseguia prestar atenção em nada.
Depois de uns bons 20 minutos de um monólogo enjoado sobre responsabilidade e o desconto de meio dia de trabalho do salário, ela finalmente foi liberada para voltar a sua mesa
"E comporte-se" foi a ultima frase que o Sr Maelas lhe disse antes que ela fechasse a porta.
"Comporte-se? Me sinto uma adolescente ridícula que foi pega dando uns amassos no namorado, nos fundos do colégio" ela jogou-se sobre a cadeira e encarou a pilha de papeis na sua frente "Odeio a minha vida"
"De bem com a vida, Nicky?"
"Minha vida é perfeita, Lorraine" disse ela com a voz transbordando sarcasmo "A sua então, mais ainda, não?"
A moça chamada Lorraine sorriu e sentou-se sobre a mesa de Nicole "O que vai fazer esta noite?"
"Sai da minha mesa" impurrou a amiga e apoiou os cotovelos na mesa, fazendo uma cara de pensativa "O mesmo se sempre, ficar em casa com Alexandra"
O corte no braço latejava intensamente, os lábios estavam sangrando. Alexandra correra de volta pra casa e agora arranjava um jeito de fazer um curativo, que não permitisse que sua mãe descobrisse seu ferimento. Amarrou o braço com um pano e pos uma blusa de manga por cima, nos lábios passou um pouco de remédio e um batom vermelho-sangue para ajudar a esconder.
Já era noite quando sua mãe chegou, junto com uma amiga, da qual Alexandra nunca gostara. O fato era que essa tal amiga, Lorraine, sempre fora extravagante e chamativa; coisas que para Alex eram ridículas.
"Olá Alex!" a moça sorria-lhe, ou melhor, arreganhava os dentes para a menina
"Boa noite, Lorraine"
"Pode me chamar de Lorry, queridinha"
"Certo, Lorraine"
Nicole revirou os olhos e sussurro algo como um "você não tem jeito" e levou a amiga para a cozinha, enquanto a filha continuava esparramada sobre o sofá.
Da sala, a menina podia ouvir a conversa animada da mãe na cozinha, enquanto distraia-se com um desenho qualquer que passava na tv.
Um calafrio percorreu seu corpo de repente; levantou-se devagar e caminhou ate o pe da escada. O andar superior estava escuro e ela se arrepiou à simples idéia de subir a escada. Um degrau de cada vez, tentando inutilmente controlar o medo; as vozes da cozinha pareciam distantes e o som da sua própria respiração descontrolada era torturante e ela não conseguia fazer com que suas mãos parassem de tremer.
Finalmente alcançou o ultimo degrau e pos a mão sobre o interruptor tentando iluminar o corredor.Inútil.A lâmpada piscou algumas vezes antes de apagar novamente. Os pés já não obedeciam mais, e mesmo que a vontade de descer correndo as escadas e refugiar-se no sofá fosse imensa, isso se tornara impossível. Não conseguia ver nada, apenas sentia que algo estava relativamente perto.
Lentamente forçou os pés a irem descendo a escada, sem atrever-se a virar as costas ao escuro. Pisou em falso e tropeçou nas próprias pernas, ate tentou segurar-se no corrimão , mas não adiantou. Bateu a cabeça com força em um degrau e caiu desacordada no chão.
Tudo era trevas. "Alexandra" uma mão acariciou seu rosto, mas ela não podia ver quem era "Alexandra" Não havia luz. Ela não podia ver nada "Abre os olhos, filha"
A menina abriu os olhos vagarosamente tentando se acostumar com a claridade da sala. A mãe, nervosa, sorriu timidamente sem tirar as mãos do rosto da filha. Alex sentou-se no sofá e Nicole a abraçou e sentou ao seu lado "O que aconteceu, Alex?"
"Eu cai da escada"
"Queremos saber por que você caiu?" perguntou Lorraine.
"Tropecei nos meus pés" respondeu ela, pondo-se de pé e livrando-se dos braços da mãe "Tropecei e caí"
"Tudo bem, Alex, acreditamos em você" disse Lorraine.
"Não me lembro de ter pedido para que acreditassem em mim" ela lançou um olhar intimidador à moça e dirigiu-se a escada, subindo-a com cuidado enquanto escutava as duas conversando na sala.
"Por que não a leva à um médico?"
"Porque a minha filha não esta doente" Nicole suspirou e passou as mãos sobre a cabeça.
"Só estou tentando ajudar" a outra se defendeu.
"Claro que está" retrucou, sarcástica.
"Nos vemos amanha, certo?" Lorraine se levantou e caminhou ate a porta da sala "Espero que amanhã essa sua síndrome de proteção maternal já tenha passado" vestiu o casaco que havia deixado sobre a mesinha perto da porta e mandou um beijinho para a amiga "Tchau"
"Tchau"
"Acorde"
"Estou acordada"
"Abra os olhos"
Quando seus olhos se abriram uma imensidão de terras entrou em seu campo de visão. Uma terra árida, negra e extensa. Ela se viu em cima de uma torre e ao seu lado estava um rei, mais alto e mais temivel do que qualquer homem que ela ja tinha visto.
Foram as batidas insistentes da mãe na porta de seu quarto que a assustaram e a trouxeram de volta a realidade "Acorda, Alexandra"
"Mãe, é sábado" resmungou a garota enquanto procurava pelo despertador na mesa de cabeceira "São 7:00 da manhã! O que passa pela sua cabeça para me acordar às sete da manha em pleno sábado? Você tem algum problema mental?"
"São 8:15; eu não sou doente mental, sou sua mãe e mais respeito comigo!" gritou Nicole do outro lado da porta "E você, mocinha, tem que me ajudar a empacotar todas essas tralhas que vamos levar amanha pra casa nova"
"Empacote sozinha! Eu estou com muito sono para te ajudar no momento. Volte às duas a tarde!" resmungou a garota "E não me chame de "mocinha". Nunca mais"
Não houve resposta, apenas o som dos passos de Nicole se afastando pelo corredor. Alex já ia respirar aliviada quando ouviu o barulho da chave girando na maçaneta e quando se deu conta Nicole já estava do lado de dentro do quarto.
"O que é isso?" perguntou Alex pondo-se de pé.
"Se chama cópia"
"Por que você tem uma copia da chave do meu quarto e eu não tenho uma copia da chave do seu quarto?"
"Por que eu sou a mãe aqui e quem tem que ter as copias de todas as chaves da casa sou eu!"
"Certo, agora por favor saia do meu quarto" Alex apontou pra porta enquanto a mãe apoiava-se na parede.
"Não"
"Não?" ela levantou uma sobrancelha em descrença "Você esta parecendo mais uma irmã chata do que a minha mãe"
"Quero você arrumada em cinco minutos" disse, enquanto saia do quarto "Cinco minutos"
"Quero você arrumada me cinco minutos" debochou Alex enquanto trocava o pijama por uma camiseta qualquer "Por que eu nunca consigo ter sossego?" tirou a atadura do braço para verificar a cicatriz, mas não havia cicatriz alguma "Mas o que?" olhou-se no espelho e viu que o lábio também estava normal e sem marca alguma. "Okay, isso é muito estranho!"
"Alexandra"
"Aiii, já vou!"
Já passava das duas da tarde quando elas terminaram de empacotar todas as coisas "Como conseguimos empacotar tudo isso em tão pouco tempo?" perguntou Nicole, jogando-se exausta sobre o sofá.
"Pouco tempo?" Alex pos a mao sobre a testa e fez cara de sofrimento "Estou exausta. E morrendo de fome. Seja uma boa mamãe e ligue para a pizzaria enquanto eu tomo banho"
Ela levantou-se e subiu a escada vagarosamente "E peça uma pizza gigante"
"Uma pizza gigante de cogumelos"
"Nem se atreva a fazer isso!" gritou Alex do quarto.
Entrou de baixo do chuveiro e soltou uma exclamação quando a água gelada entrou em contato com o corpo suado. Deixou a água cair sobre os cabelos e rosto, mas quando a água tocou-lhe os lábios estava estranha. Abriu a boca e provou um pouco do liquido e não precisou nem mesmo abrir os olhos para comprovar o que de fato era aquilo. Sangue.
Os olhos assustados viram o corpo coberto com o liquido vermelho e o chão do boxe tingir-se de um vermelho intenso, tal qual vinho de boa qualidade.
"Ahhhh" gritou com toda força enquanto espremia-se em um canto do boxe como se tentasse fundir-se com a parede.
Do andar inferior, Nicole se assustara com o grito da filha e subiu as escadas tão rapidamente que nem ao menos soube como conseguira fazer isso "Alex! O que houve?"
Definitivamente, encontrar sua filha encolhida no boxe não é uma surpresa muito boa.
"Sangue. Sangue mãe, é sangue!"
N/A: Sim, o capitulo termina aqui e eu nem sei quando o proximo virá. Mas prometo que o proximo tera bem mais que 4 míseras paginas. E com certeza sera bem melhor.E muito mais animado.
No proximo capítulo...
"Sangue de um inocente..."
"Sangue de um bandido"
"Voce nao tinha escolha"
"Eu conheço o seu segredo mais obscuro, Nicky"
"Eu nao estou louca!"..."Eu nao vou pro Sanatorio"
"Alex, se acalma filha"
"NAO ME MANDA FICAR CALMA"
"Eu achei voce!"
No proximo capitulo de O Senhor das Almas.
