N/Rbc: como eu disse, a fic não foi extremamente bem desenvolvida e eu vou pedir desculpas para as perguntas que ficarem martelando no final do terceiro (e último) capítulo. Mas por enquanto, fiquem com os agradecimentos e com o segundo capítulo. XDDD

Dessinha McGuiller: moça, adoro que me chamem de Beca, então, fique à vontade. Obrigada pelo elogio à fic, e espero que até o final dela você não deixe de achar isso. XDDD

Thaty: Mais um capítulo, bem ráido! Espero que continue gostando. Bjinhos...

Barbara: Acredita que eu tinha me esquecido que tinha posto essa frase? É que o começo da fic tá escrito há tanto tempo que eu esqueci que tinha usado o trecho do filme "Muito Bem Acompanhada", que venhamos, que filme perfeito é esse? O Dermot (o que faz o Nick) tá perfeito demais naquele personagem e com aquele cabelo! Huhuuuu! Huahauahuahauahua. O seriado está mais evidente nesse capítulo! XDDD

Miaka: querida, cheguei a responder seu comentário no meu flog um dia depois que você deixou ele... comentei no seu que tava linkado no seu nome... mas não sei se você chegou a ver, porque só depois eu vi que a última foto postada era de outubro... ou era de 2004...hauahuahauahauha... enfim... e sim, na capa eram Addison e Mark... liiindooooo! E o seriado tá mais evidente neste capítulo, na verdade, a partir deste capítulo... e você com certeza vai saber qual é. XDDD

Rute: Rutinha, querida, você é uma das pessoas que me faz acreditar que essa fic não é um fiasco total... XDDD E isso resume tudo!

Mrs. Butler: nhaaaaaa... será que ela não pode mesmo??? Cá está o segundo capítulo, o mais rápido que pude (ou lembrei)... espero que goste...! XDDD

Ella Evans: que bom que gostou, moça! Espero que continue gostando... hauahuahauahauah! Bjinhos...

Dani Sly: então, querida, você sempre com o seu jeitinho de me deixar encabulada... XDDD Mas sim, essa é a história. Era para se chamar "Somos Todos Inocentes", mas acho que até você deve imaginar, como esse título sugere uma fanfic bem pesada e, como eu disse na sua review, quase obscena. E acho que por conta disso o meu triângulo não saiu do jeito que eu queria, saiu bem mais leve e mais decidido. Tem um recadinho pra você no meu profile, sobre esta fic, logo o primeiro parágrafo, não sei se chegou a ler... enfim... espero que você goste na mesma, porque por causa do meu abismo eu não consegui desenvolver muito bem... :( Mas de qualquer jeito, muito obrigada pela review, carinhosa como sempre! XDDDD Bjinhos e até a próxima, aqui ou em Manifesto! Huahuahaauhauah!

Segundo Capítulo

Ela abriu os olhos lentamente, mantendo-se na mesma posição em que dormira: de bruços no sofá. Em segundos percebeu que estava nua. Olhou ao redor e parou com os olhos no chão: um homem dormia, também de bruços, ao lado do sofá.

Era um homem aparentemente alto, com cabelos finos e pretos que caíam para a sua face.

Ela puxou o lençol que cobria o corpo dele e reparou, por um segundo, em seu corpo: forte, e o traseiro em particular merecia uma olhada melhor, era perfeito. Depois apenas pegou uma almofada sobre o sofá e cobriu-o de qualquer forma.

"Acho que você vai precisar disso..." – ela ouviu a voz abafada dele e virou-se para olhá-lo.

Ele ainda estava deitado da mesma forma que antes, exceto pelo braço erguido em sua direção e um pedaço de tecido preto em sua mão. Sua calcinha.

"Ahn... obrigada..."

Ela andou até o pé da escada, quando ele levantou-se e olhou risonho para ela. Seu olhar tinha um brilho esverdeado e questionador.

"Hei, porque você não volta aqui e continuamos de onde paramos?"

"Eu não posso... não posso fazer isso..."

"Podemos fazer o que você quiser." – ela olhou-o, duma forma engraçada, uma forma repreensiva, mas engraçada.

"Eu digo que eu não posso fazer isso agora, estou atrasada pro trabalho."

"Então podemos fazer depois? Quem sabe hoje à noite, no jantar..."

"Blaise... eu... você... nós já tentamos isso uma vez, e você sabe que não deu certo..."

"Eu não sei disso, você sabe. Você pediu o divórcio."

"Eu apenas pedi antes que você pedisse. Se eu não o tivesse feito, você faria mais cedo ou mais tarde. Então, vamos continuar desse jeito, ok?"

"Que jeito? Um casal separado que transa eventualmente?" – ela piscou os olhos algumas vezes.

"É, é isso." – e saiu, deixando-o sozinho na sala de estar – "Mas jantar está bom, me pega às dez." – ela gritou lá de cima.

x.x.x

"O que temos pra hoje, Cecília?"

"Uhm... você tem uma cesária marcada pra hoje no começo da tarde, uma reunião logo em seguida, e você deveria estar numa reunião geral há 10 minutos."

"Reunião?"

"Médico novo no hospital, você sabe, burocracia de apresentação."

"Médico novo?"

"Ahan."

"Eu sou a chefe de Neonatal e não sei que tem um médico novo aqui... onde está o respeito?"

"Aparentemente é um neurocirurgião."

Mas Ginny não chegou a ouvir isso, apenas dirigiu-se à sala de reuniões e entrou, sorrateiramente, embora não tão silenciosamente quanto queria, já que todos olharam para ela.

"Atrasada, Dra. Weasley."

"Problemas... desculpa!"

"Bom, Dra. Weasley, de qualquer modo acho que você já conhece o nosso novo médico. Ele mencionou ter estudado em Hogwarts na época em que você era aluna."

Ginny olhou ao redor e parou na hora em que viu aquele olhar cinza em cima de si. Cabelos loiros, pouco maiores do que estavam da última vez em que o vira. Sorriso fino e crispado, meio de lado e irônico. Ela parou, apenas para ter certeza de que o seu passado tinha voltado. O seu melhor passado.

x.x.x

"Você não vai falar nada?"

"Eu tinha para mim que era preciso ter um cérebro para ser um neurocirurgião."

"Não era exatamente isso que eu esperava que você me dissesse quando me visse depois de... 6 anos."

"São 8."

Ela deu de ombros. Olhou discretamente para ele, percebendo que ele estava olhando para ela, e desviou o olhar. Era aquilo que ela merecia por ter chegado atrasada? Servir de anfitriã para Draco Malfoy, ou melhor, Dr. Malfoy? Piada.

"Você não precisa ficar com essa cara, Weasley."

"..."

"Claro que eu prefiro outras caras que você faz..." – ele olhou para os lados, à procura de alguém, e apanhou-a pelo braço, puxando-a para dentro do elevador, que se fechou tão logo eles entraram – "...como as suas caras de sexo, me deixam arrepiado..." – ele disse, bem próximo ao ouvido dela, enquanto colocava-a entre a parede e seu corpo. Ele percebeu que o corpo dela tremeu, mas ela não se abalou ou modificou a expressão de seu rosto.

"O que você pensa que está fazendo, Malfoy? Isso é totalmente inapropriado."

"Estou te agarrando no elevador, como eu costumava te agarrar nos corredores da escola ou no seu quarto. Sinto saudades suas, e sei que você também sente."

Ginny não recusou o contato entre seu corpo e o corpo de Draco. Na verdade, ela mal conseguia raciocinar com a coxa dele entre suas pernas e os lábios dele tão próximos dos seus. Os fios dourados do cabelo dele roçando levemente o seu rosto, fazendo-lhe cócegas. Era tudo uma mistura agradável de sensações.

Ele a olhava de um modo peculiar, como só ele conseguia. Olhos meio fechados e pequeninos, lábios crispados num sorriso debochado e sexy.

"Pare de me olhar desse jeito, Dr. Malfoy."

"Dr. Malfoy? Há alguns minutos era só Malfoy, e antes era Draco, agora é Dr. Malfoy?"

"Pare de me olhar desse jeito, Dr. Malfoy, é totalmente inapropriado."

"Te olhar de que jeito?"

"Como se já tivesse me visto nua!" – ele sorriu ainda mais, de um jeito bastante cafajeste dessa vez, e aproximou os lábios da orelha dela, mordiscando-lhe suavemente.

"Eu já vi, Virgínia, e tenho certeza que te conheço nua melhor do que qualquer outro, até mesmo que se ex-marido."

Ela afastou-o levemente após ouvir a palavra 'ex-marido' e olhou-o, de maneira interrogativa. Ele entendeu o que ela queria dizer, claro. Draco Malfoy conhecia muito bem os olhares de Virgínia Weasley, bem como ela os dele.

"Você faz o tipo que usa anel, querida." – ele disse, numa voz baixa e sensual, que morreu no momento em que as mãos dele entrelaçaram as dela e os lábios dele roçaram os dela.

A princípio um beijo quase de reconhecimento. E depois um beijo de saudades, que não dispensou toques ousados das mãos dele no corpo dela, e gestos sutis dos dedos dela passeando pela barriga dele por cima do tecido da camisa.

Draco parou o beijo e afastou-se vagarosamente. Ginny continuou encostada na parede do elevador, enquanto tentava se recompor. Ouviu-se um barulhinho do elevador e a porta abriu-se. Draco arrumou a gravata rapidamente, no instante em que lançava um sorriso para uma mulher na frente do elevador. Ginny, desconcertada e ainda com os cabelos amarrotados, tentou amenizar o embaraço.

"Então, Dr. Malfoy, este é o elevador..." – e saiu, antes de Draco, que saiu logo atrás fazendo um sinal qualquer para a mulher que esperava o elevador, que dizia mais ou menos 'não liga, ela é doida'.

x.x.x

"Você não devia ter feito aquilo, Malfoy." – ela falou, enquanto entrava numa sala.

"Você quer dizer nós, porque você retribuiu, disso eu me lembro bem. Mas enfim, eu gosto de fazer o que eu não devo, e até onde eu sei, você também gosta."

"Você me agarrou primeiro, Malfoy, o que faz você levar toda a culpa. Eu apenas agi por instinto."

"Instinto de agarrar Draco Malfoy" – ele falou, com certo egocentrismo na voz – "Eu sabia que isso existia."

Ginny riu, não pôde deixar de rir com o comentário egocêntrico dele. Na verdade, ela costumava rir dele sempre que se encontravam. Toda a superioridade de Draco Malfoy o tornava cômico e sexy.

"Senti saudades de como você me faz rir, Malfoy."

"Oras, já é um avanço."

"Sim, acho que sim."

"Senti saudades de te ver sorrindo."

Ginny sorriu timidamente, meio escondendo o rosto, e desviou o olhar. Draco foi até ela e parou a alguns passos de distância, estendendo a mão e virando o rosto dela para ele.

"Desde quando a Weasley fica tímida desse jeito?"

Ela olhou para aquele brilho cinza durante algum tempo. Perdia-se nele e já tinha se esquecido de como era bom perder-se nele. Era um olhar frio e bastante irônico e pesado, mas ela gostava, porque sempre se podia ver refletida no olhar dele.

E então, ela não percebeu como aconteceu, nem mesmo controlou seu impulso, apenas levou sua mão à gravata dele e puxou-o com força, depois o empurrou para cima da mesa, fazendo-o sentar-se e derrubar a maioria das coisas que estavam em cima, e beijou-o.

Beijou-o com tanta força e tanta intensidade que não demorou a ficar com a respiração acelerada e ofegante. Beijou-o agressivamente, nem mesmo percebeu que fizera o lábio dele sangrar.

Ele não reclamou. Retribuiu o beijo com a mesma intensidade e a mesma agressividade.

Mas então, da mesma forma como começou, terminou. Ela largou a gravata dele, parou de beijá-lo, virou-se e saiu da sala.

Draco olhou meio confuso, e talvez atordoado, para as costas dela enquanto ela saía. Depois apenas levou os dedos aos lábios, limpando o sangue que escorria. Sorriu.

x.x.x

Ginny sentou-se em sua cadeira e respirou fundo. Seu coração ainda estava acelerado, sua respiração ofegante. Seu corpo tremia e sua mente não a deixava em paz.

"O que eu fiz? O que eu fiz?" – ela repetia para si, como um mantra, ou algo que a incomodava profundamente.

Draco Malfoy voltava para a sua vida depois de 8 anos e, de repente, ela sentia-se como se seu mundo tivesse caído. Seu corpo tremia só em vê-lo e ela derretia-se com seu toque. Céus, não era para ser assim. Ela devia ter superado a fase Draco Malfoy há muito tempo. Ela achava que tinha superado. Mas, inconscientemente, ela sabia que não poderia superar Draco Malfoy, não tendo em sua gaveta a carta dele e a rosa negra. Não o superaria lendo quase todos os dias aquelas frases, nem sentindo o cheiro daquela rosa. Nunca.

"Eu te amo, Virgínia! Você não entende isso?"

Ela ainda podia ouvir claramente a voz de Draco dizendo isso.

"Dra. Weasley?" – a voz soou bem ao longe, e ela ignorou – "Dra. Weasley?"

"Ahn?" – ela piscou os olhos algumas vezes e focou Cecília, a enfermeira, na porta de sua sala.

"Kate Green entrou em trabalho de parto, a sala de cirurgia já está pronta."

x.x.x

Ginny largou-se na cadeira, derrotada. Tinha acabado de perder sua paciente, muito embora o bebê estivesse bem. Um bebê sem mãe.

Afundou o rosto entre as mãos e respirou fundo. Mal notou que havia um rosa negra esquecida sobre sua mesa, com um bilhete afixado nela.

"Janta comigo?

Responda para o meu pager.

Draco Malfoy"

Ela apanhou o bilhete e guardou-o. Segurou a rosa entre os dedos durante alguns minutos, aspirando o seu perfume e sentindo a maciez de suas pétalas.

"Não posso" – foi o que ela respondeu, antes de levantar-se e ir se arrumar para o seu jantar com Blaise.

x.x.x

"Pelo jeito você já tem outro compromisso para hoje. Isso explica o por que de você ter me rejeitado."

Ela ouviu a voz dele e virou-se. Ele a olhava com certo desejo e admiração.

"Você está linda. O vermelho te cai muito bem. Mas eu já te disse isso."

"Ainda é a sua cor favorita?"

"Em você, Virgínia, sempre foi a minha cor favorita." – ele falou, com os lábios bem próximos ao ouvido dela, e ela tremeu involuntariamente.

"Ginny?"

Ela ouviu e virou-se. Blaise tinha acabado de chegar. E ele olhava dela para Draco, aparentemente confuso.

"Malfoy?"

"Pelo jeito as pessoas esqueceram meu nome hoje... ninguém usa mais 'Draco', não?" – ele falou, com certa ironia, antes de estender a mão para Blaise – "Quanto tempo, Blaise."

"Anos, Draco, muitos anos." – ele apertou a mão de Draco e virou-se para Ginny – "Vamos?"

"Claro."

"A gente se vê, Draco." – Blaise disse, tomando Ginny pelo braço e saindo.

"Isso também explica a rejeição..." – ele comentou para si mesmo, antes de sair do hospital.

x.x.x

"Você está desatenta hoje, Ginny, o que houve?"

"Perdi uma paciente hoje, na verdade, ela era mais para uma amiga. Estava há muito tempo no hospital."

"Só isso?"

"Isso já devia ser motivo suficiente para me deixar desatenta."

"Draco não tem nada a ver com isso?"

"Agora o assunto é ele? Está com ciúmes?"

"Ouça, eu sei do que você teve com ele no passado, ok? E isso me dá muitos motivos para ficar com ciúmes. Sem falar que você nunca me disse que ele trabalhava no hospital." – Ginny riu. Blaise ficava engraçado quando estava com ciúmes.

"Ele não trabalhava no hospital até hoje. O chefe da cirurgia chamou-o por ele ser, bem, você sabe, um dos melhores neurocirurgiões da Europa."

"Só isso?"

"Deveria ter mais alguma coisa?"

"Não sei. Deveria?"

"Você sabe que está começando a me irritar com essa conversa, não sabe?"

"Ok, parei. Vamos pra casa?" – ela riu e apenas olhou para Blaise – "O quê?"

"Você ainda fala como se fôssemos para a mesma casa, como se morássemos na mesma casa."

"Mas nós vamos para a mesma casa, querida. Nós ainda somos um casal separado que transa eventualmente." – ela sorriu mais ainda, vendo-o levantar-se e estender a mão para ela – "E eu não vou te deixar sozinha esta noite."

x.x.x

Blaise era carinhoso, por mais que seu porte e sua história dissessem o contrário. Ele gostava de todo um ritual antes de levar a mulher para cama, gostava de acariciar, beijar e dizer palavras doces ao pé do ouvido.

Ginny adorava isso, por mais que às vezes ela se irritasse quando ele retardava dolorosamente um momento.

Ele também não gostava muito de coisas não-tradicionais. Cama era um bom lugar sexo, cozinha, sala e escadas só eram bons se Ginny insistisse muito. Se bem que depois que eles haviam se separado a cama era o último lugar onde eles faziam sexo. Blaise era um ótimo amante, e um marido um tanto quanto tradicional demais, beirando a chatice.

Blaise levou-a para debaixo do chuveiro, nem bem tirou a roupa dela, e a dele. Ela deixou-o apenas de gravata debaixo do chuveiro, assim podia sempre puxa-lo, quando quisesse.

Beijaram-se por muito tempo. Beijos calmos e quase eternos, lentos e tortuosos. Ela tentava aprofundar o beijo, torna-lo mais rápido, mas ele não deixava. Os toques eram como os beijos, lentos e carinhosos, torturavam-na e faziam-na gemer.

Algum tempo depois ele ergueu-a e levou-a para cama. Uniu-se a ela em movimentos leves e lentos. Beijou-a enquanto se movia dentro dela. Apenas isso.

x.x.x

Era um quarto grande aquele, e escuro. A atmosfera incitava coisas proibidas e, dizendo a verdade, obscenas. A cama de dossel era enorme, coberta de lençóis de seda vermelhos e macios. Sobre os lençóis, pétalas de rosas negras davam o aroma sensual ao local.

Ela desatou as amarras do cabelo e balançou a cabeça. Um movimento sexy, que para eles foi visto quase em câmara lenta. Ela olhou-os de uma forma arrebatadora, sorrindo com o canto dos lábios. Uma daqueles sorrisos que fazia qualquer homem se derreter.

Desabotoou lentamente a camisa branca, deixando que eles vissem uma lingerie vermelha por baixo do tecido. Um sutiã meia taça de renda, absolutamente formidável. Uma calcinha pequenina e indiscreta, com cinta ligas. O vermelho lhe caía realmente muito bem. Tirou a camisa e jogou para cima deles, depois engatinhou sobre eles na cama, parando entre os dois e sorrindo para ambos.

Eles travavam uma luta interna. Algemados à cama daquele modo e trajando apenas gravatas no pescoço não podiam fazer muita coisa, a não ser olhar e serem torturados da melhor forma possível.

"Você vai tirar nossas algemas?"

"Calma, Malfoy..."

"Apenas... não demore muito... queremos brincar também..."

"Vocês estão brincando, queridos... eu estou brincando com vocês!"

Ginny debruçou-se primeiramente sobre Draco, beijando-o da forma como ele a beijava. Intensa e agressivamente. De um jeito arrebatador que a fazia perder o controle e libertar as formas mais selvagens que havia dentro dela, deixa-la livre de pudores e disposta a provar de tudo que o prazer podia lhe proporcionar.

Ela tocava o corpo dele como ela gostaria de ser tocada. Com as mãos firmes e severas, passeado livremente, da forma que bem quisesse, fazendo-se sentir. Deslizou os dedos por entre os pêlos finos do peito dele, desceu até a barriga e a virilha. Ficou ali por um tempo, observando as reações de Draco. Caras de sexo. Adorava as caras de sexo dele. Eram incontroláveis, eram... caras de sexo de Draco Malfoy.

Depois parou. Simplesmente parou e observou a reação de desgosto dele. Ela sorriu com o canto dos lábios, da mesma forma como ele sorria para ela, e virou-se para Blaise.

Uma expressão meiga tomava conta do rosto de Ginny agora. Um sorriso cativante. Ela abaixou-se delicadamente até alcançar os lábios dele, para um beijo lento, calmo, como ele a beijava. Era carinhoso e meigo. Ele forçava-se a erguer a cabeça, buscando por um contato mais profundo. As mãos dela tocavam-lhe lentamente, os dedos deslizavam suaves, fazendo-o arrepiar-se. Ela fez o mesmo trajeto no corpo dele, parando na virilha por alguns instantes. As reações de Blaise eram controladas, calmas, mas expressivas.

Discretamente ela estendeu uma chave para Draco, enquanto ainda tocava Blaise. A chave das algemas. Ele soltou-se com agilidade, lançando as algemas para longe. Ajoelhou-se por trás de Ginny e abraçou-a beijando-lhe a nuca, fazendo-a suspirar. Aquele era o ponto fraco dela. Beijos na nuca faziam-na arrepiar-se de um modo indescritível, faziam-na vibrar quase em êxtase.

Ela quase foi obrigada a parar com os toques em Blaise ao sentir os lábios de Draco em seu corpo. Ela parou e estendeu para ele a chave das algemas dele. Ela virou-se para Draco enquanto isso, e beijou-o e deixou-se beijar. Deixou-se tocar pelos dedos ágeis e impiedosos dele, deixou-se derreter em seus braços.

Blaise soltou-se e tocou levemente as costas de Ginny. Dedos suaves e toques mais suaves ainda, acompanhados de beijos estalados em partes sensíveis de sua pele.

Draco abaixou as alças do sutiã de Ginny, enquanto Blaise desatava-o por trás.

Ginny deitou-se entre eles e deixou-se sentir, fechou os olhos e suspirou profundamente. Ela era capaz de diferenciar o toque de cada um dos homens. Draco tocava-a com mais segurança e mais agressividade. Blaise era sempre mais gentil, e ela sempre achava que ele tinha medo de machucá-la.

Então ela abriu os olhos e viu os dois olhando para ela, sorrindo. Ergueu as mãos e puxou-os pelas gravatas, beijou Draco e depois Blaise. Viu-os deitarem-se ao lado dela, um de cada lado. Eles abraçaram-se a ela, cobriram-se com os lençóis de seda e adormeceram.

"Bom dia..." – ela abriu os olhos e viu Draco ao seu lado, sorrindo para ela.

"Bom dia..." – ela disse e beijou-o delicadamente.

"Você conseguiu dormir a noite passada?"

"Não exatamente..."

"Bom dia." – Draco disse, olhando sobre o ombro de Ginny, fazendo-a virar-se.

"Bom dia." – era a voz de Blaise, que sorria para Ginny – "Dormiu bem? Você se mexeu muito durante a noite. Teve pesadelos?" – ela piscou os olhos várias vezes. Pesadelos? De onde ele tirara isso?

"Não exatamente..." – e então ela virou-se para o outro lado da cama e não viu Draco.

Não havia Draco. Não havia cama de dossel, ou lençóis de seda, ou pétalas negras. Não havia algemas ou gravatas. Havia sonho.

Ela suspirou, desapontada, antes de levantar-se bruscamente da cama.

"Ginny, você está bem?"

"Estou atrasada!" – ela gritou, do banheiro.

x.x.x

Ela se demorou bastante tempo debaixo do chuveiro naquele dia. Trancou-se no banheiro e ficou por lá durante quanto tempo não soube. Seus pensamentos estavam martelando em sua cabeça e seu corpo tremia com a simples lembrança de seu sonho.

Um ménage. Seu primeiro e único ménage tinha sido um sonho. Um dos melhores sonhos de sua vida, mas apenas um sonho.

Fim do segundo capítulo

Por Rebeca Maria

Posto o próximo capítulo antes do meu niver! Hauhauahauaahuaha! Ou seja, em no máximo 3 dias, se eu lembrar!!!