CAPÍTULO III
Os dias na Toca se arrastavam de maneira que ficava não tão impossível manter o mínimo de contato com Hermione, mas eu... Pra falar a verdade... Não me sentia muito bem com isso. Pelo contrário, estava um lixo. Não dormia bem, não comia bem... E ainda tinha que agüentar Gina atrás de mim me dizendo que eu estava sendo um imbecil, quase tão imbecil quanto Harry e mi-mi-mi-mi-MI. E ah, ela também não me parecia muito bem... Seus sorrisos eram raros, ouvir sua voz nas conversas parecia cada vez mais incomum e mesmo tratando Harry friamente, fingindo que não dava a mínima para a existência dele, eu via... Ela estava sofrendo. Eu, como irmão, havia também conferido a Harry um tratamento frio por estar magoando minha irmã. Minha vontade era encher a cara dele de soco para que ele acordasse, mas, bem... Ele ainda era meu melhor amigo e eu só podia esperar que as coisas se ajeitassem sozinhas da melhor maneira possível.
Naquele dia eu havia acordado cedo, me lavado e descido as escadas da Toca sem fazer barulho na esperança de não encontrar com ninguém. Passei pela sala vazia, mas na cozinha me deparei com as três mulheres da minha vida de uma vez só. Minha mãe estava preparando o café e Gina junto a Hermione estava colocando a mesa.
A primeira a perceber minha presença foi Hermione. Seu olhar, mesmo logo desviado, me fez congelar no lugar onde eu estava e prender o ar. Ela parecia meio perdida e envergonhada nos primeiros momentos, depois eu detectei algo parecido com... Raiva na sua expressão e em seguida ela simplesmente afastou o olhar para a mesa e eu fui acordado pela voz de minha mãe:
- Ron, querido... Já acordado? – ela perguntou como se não fosse óbvio.
- Err... Sim. Eu acho.
- Venha, coma algo.
- Ah... Não, não precisa. Eu já estou de saída. – disse rapidamente, querendo fugir.
- De jeito nenhum! Em primeiro lugar: faz dias que você não come direito e em segundo... Hoje todos vão ficar aqui me ajudando na limpeza da casa.
- Mas, mãe...
- Mas nada, Ronald. Vamos logo. Coma algo. – ela ofereceu no que mais pareceu uma ameaça.
- Ok... – me dei por vencido.
Sentei-me ao lado de Hermione, que era o lugar mais perto e por um momento nossos joelhos se tocaram. Um choque de segundos. Harry apareceu na cozinha e eu agradeci imensamente por poder me concentrar em outro ponto que não fosse o jarro de suco de abóbora quando ele iniciou uma conversa não muito interessante comigo. Respondi com 'sim', 'não' e 'é' para tudo que ele dizia, sem realmente me importar em saber O QUE ele dizia.
- O que você acha, Ron? – Harry estava cochichando.
- O que?
- Eu perguntei o que você acha.
- Sobre o que? - eu disse, tomando um gole de suco.
- Ron, você fuma crack?
- O que?! - não preciso dizer que cuspi tudo.
- No que você estava pensando?
- Não te interessa – havia acabado de me lembrar da postura grosseira que eu tinha assumido com meu melhor amigo há algum tempo.
Harry parecia ter sido silenciado por minha aparente indelicadeza e não disse mais nada até o fim da refeição.
- Bom, meninas... Vocês vão me ajudar aqui dentro de casa. E, vocês dois vão ficar com o trabalho braçal. Vão até o depósito e o limpem.
- Mas, mãe... – eu já ia replicar.
- Ronald, filho. Me responda uma coisa: mas? Você só tem essa palavra no vocabulário? Vá logo fazer o que eu mandei!
Bufei, irritado. Saí pela porta, pisando forte. Harry atrás. Subimos a colina e chegamos ao que minha mãe chamava de 'depósito'. Era na verdade uma cabana velha onde tudo que estava... Uhm, velho e... Inútil ou ocupando espaço... Ia parar. O lugar estava uma zona, cheio de pó e ratos. Começamos a arrumar e acabamos em cerca de 3 horas. De alguma maneira começamos a discutir.
- Qual é o seu problema?!
- O meu problema é VOCÊ, Potter.
- Eu não estou te entendendo, Ron.
- Pra variar... É mesmo muito difícil pensar em algo que não seja o seu umbigo, né?
- Do que você está falando? - ele pareu indignado.
- Estou falando da sua capacidade extraordinária em ser um babaca boçal.
- Ok. Vamos fazer assim: você fala a minha língua e me explica o que eu fiz de errado e então eu tento consertar.
- Minha irmã... - eu comecei.
- Ok. Paremos por aqui. Eu não quero falar sobre isso.
- Babaca.
- Olha aqui...
Pff! E, aham, senhoras e senhores... Minha irritação havia tomado a forma de um soco e minha mão fechada simplesmente havia pulado até a maçã do rosto de Harry Potter, meu melhor amigo. Harry tampava o rosto com as mãos e respirava pesadamente.
- Por que você fez isso?!
- Ahn, deixe-me pensar. Porque você é um imbecil, usa a minha irmã, brinca, joga fora, termina com ela achando que vai salvar o mundo só porque não vai poder mais enfiar a língua na garganta dela, deixando-a assim num estado miserável e... – ele abriu a boca pra dizer algo, mas antes disso eu emendei - Mas deixa eu te contar um segredinho, Harry... ISSO NÃO MUDA PORRA NENHUMA! Voldmorte obviamente sabe o quanto ela é importante pra você... Logo ela continua sendo um dos alvos preferidos dele!
- Eu sei disso, mas... - as palavras morreram em sua boca.
- Então... Por que...?!
- Ron, não é tão fácil pra mim... É difícil aceitar que a cada passo que eu dou coloco as pessoas que eu amo em risco. – ele olhava para o chão, desolado.
- Você não está colocando ninguém em risco, Harry. – eu disse com firmeza e soei mais maduro do que realmente pensei que era - Estamos lutando por uma causa maior que você. Por nós mesmos, por aquilo em que acreditamos, por nossas famílias e por aqueles que amamos, acima de tudo. E eu acho que você deveria fazer o mesmo.
- Eu... – a voz dele havia se perdido...
- Olha, Harry. Você é meu melhor amigo e eu só quero o seu bem. Então... Por todos nós, pare com isso. Ela é minha irmã e não está bem... E eu sei que você também. E você está esquecendo que... É isso que temos de melhor. Estamos nessa juntos. Não afaste aqueles que te amam porque... Você não sabe quando vai ser a última vez em que... Os verá respirando; a última vez em que estará respirando...
- Ok.
- Ok?
- É, ok. Eu vou falar com ela.
- Ok.
- Você deveria fazer o mesmo.
- O que? Falar com Gina? Pra que? - eu disse, confuso.
- Não, idiota... Hermione.
- O que Hermione tem a ver com isso?
- Não se faça de besta. - ele disse impaciente.
- Olha, Harry... O lado direito do seu rosto está meio vermelho e inchado... Quer que eu deixe o esquerdo igual? - meu tom de ameça sempre tão... eficiente.
- Haha, ok. Não falo mais nada.
Ele estava se afastando...
- Onde você vai?
- Ah, preciso colocar gelo nisso aqui – ele apontou pro rosto e por um momento eu me senti culpado – e... uhm, também preciso enfiar a língua na garganta de alguém.
Minha culpa se dissipou no ar e o maldito disse isso rindo e saiu correndo. Eu corri alguns metros atrás dele, mas desisti... Afinal... Embora o tom dele tenha me deixado extremamente irritado e a idéia me parecesse monstruosa... O melhor que eu podia fazer naquele momento era deixá-lo fazer o que ele tinha que fazer e que eu prefiro nem pensar no que é e... Bom, ao menos assim minha irmã caçula e pura [na minha cabeça, ´pelo menos ficaria feliz.
Almoçamos, jantamos e até a hora de dormir eu já havia, pra minha infelicidade, presenciado uma sessão de agarramentos entre minha irmãzinha e meu amigo pilantra. De agora em diante... Eu sinto que isso vai ser muito freqüente e não consigo deixar de me perguntar: onde foi que eu amarrei meu jegue, Merlim?!
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Hi, everybody.
Eu sumi, né?
Desculpa, desculpa.
As aulas voltaram com força total e eu quase não toquei no computador.
Mentira, haha.
Toquei, mas...
Foi só pra sustentar o vício de orkut/msn, etc e tal.
Mas, enfim, estou aqui, não estou?
É isso que vale.
Espero que vocês gostem desse capítulo, acabou de sair do forno.
Mandem reviews, opiniões e ah...
Desde já eu agradeço, viu?
Muito, muito.
Os reviews estão até me dando ânimo e vontade pra fazer outra fanfic, uma pequenininha, pós-sétimo livro.
E ah.
Também gostaria de saber de vocês o que acharam dele.
Eu adoreeei, apesar de tudo!
E nesse 'tudo' eu incluo as mortes e as soluções meio manjadinhas da J.K.
Talvez manjada não seja a palavra...
Mas eu senti que ela fez como eu...
Tampando os buracos da parede com restinho de argamassa, só pra não ficar aberto.
Vocês entendem o que eu quero dizer?
Bom, sei lá.
Adorei mesmo assim.
E...
É isso.
Quase 3 da matina...
Madrugada pra não perder o costume e...
Eu me despeço aqui.
Um beijão pra vocês.
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Anny Quillin –
Valeu pelo review! Espero que você goste do terceiro capítulo e... Ah, uma hora o Ron e a Hermione vão ter que conversar mesmo... E eu já estou até com medo do que vai acontecer, haha. Me ajuda! Me dá uma dica/opinião/luz de como você gostaria que fosse... Porque eu ainda estou quebrando a cabeça...
Um beijo!
Thaty –
Oi, Thaty. Não esqueço de vocês, não. Mesmo estudando mais de 10 horas por dia... Sempre dou um jeitinho de dar as caras por aqui! Vê se você também não some e ah, manda review. :)
Beijos!
Thiti Potter –
Oi, Thiti. Brigadão, pela review. E, haha, espero que você dê mais risada com esse capítulo também... E, meu deus. Todo mundo muito assanhado com o Ron aqui, né? Não pensei que a cena da toalha pudesse me render tantas reviews, haha.
Beijão!
Mah Evans Weasley –
E aí, Mah? Gostou desse? Num teve cena da toalha, mas num tá tão ruim, vai... haha.
Continue lendo e mandando reviews!
Beeeijo.
Mary basílio –
Olá, Mary. O capítulo demorou um pouquinho mais do que o esperado mais tá aqui, ó. Enjoy! E... Uhm, os gêmeos NUNCA perdoam. Vamos ver como vai ser agora... espero poder escrever mais usando do sarcasmo deles. (:
Beijão e valeu as reviews!
Artemys Ichihara –
Oooi! Obrigada por ter gostado e ó, se você já leu o sétimo livro... continua lendo aqui... se não... PÁRA! Porque vou escrever um spoiler. Ron e Hermione terminam juntos e um dos gêmeos morrem, infelizmente. Mas ba. Aqui eles estão vivinhos da silva. Então aproveita. :
Beijões.
