Everyone can love
(By: Yuukiie)

Uma luz... Quente... Confortável... Acolhedora... Sim, igual a um abraço de alguém amado... Alguém que se foi... Mas pode voltar...

- Tai? – Levantou Akimaru olhando em volta

- BOM DIA, AKIMARU-SAMA! – Falou a menina alegre entregando ao youkai peixe assado e chá.

- Mas... Eu não disse que não precisava disso? – Perguntou ele incomodado e ríspido.

- Ah, Akimaru-sama, você é mal... – Disse ela trocando seu sorriso por um olhar melancólico. – Akimaru-sama, eu sei que em algum lugar tem alguém te ama, não é? Dá pra ver pela sua aura. É uma aura pura, mesmo para um youkai. – Garantiu, porém se calou ao ver as sobrancelhas de Akimaru arqueadas.

A jovem não tornou a falar depois disso. Sabia que era "perigoso" já que assim, estaria acabando com a única pessoa, no caso, youkai, que lhe permitira ficar junto.

/ Flashback.

- Akimaru-sama! Espere-me... Por favor... – Pediu a jovem, sendo atendida.

O youkai parou, mas continuou de costas.

- Não peço mais nada do senhor além de sua companhia. Prometo ser útil e não o atrapalhar.

Akimaru não disse nada durante alguns segundos. Respirou fundo e virou-se.

- Conviver com meu pai me deixou com o coração um tanto mole. – Resmungou ele, afinal, ele não era tão frio assim. – Pode ficar, porém, não me atrapalhe em nada, ao contrario, serei obrigado a deixá-la em alguma vila humana.

Com um sorriso de lado a lado, Tai assentiu com a cabeça, fazendo menção de abraçar seu novo companheiro, porém recuou.

/ Fim de Flashback.

Chegavam a uma vila um tanto calma e tranqüila. Tai havia arrastado Akimaru até lá no pretexto de comprar mantimentos e algumas outras coisas necessárias. O youkai aceitou, contanto que ele ficasse apenas na entrada da vila humana.

Fazia uma hora e meia que a menina fora. O youkai estava um tanto ansioso. Não era a paciência em pessoa.

Sentiu o cheiro forte de algum youkai, devia estar perto. Tomou cuidado para que nenhum morador o visse, rumou até o centro da cidade, que naquela instante possuía apenas um vulto sentando próximo a um chafariz.

O ser levantou a cabeça quando Akimaru aproximou-se, revelando ser um hanyou. Na verdade, uma.

- Quem é você? – Perguntou ela com temor na voz.

Ele não respondeu, sacou uma espada estranha da bainha que estava presa no obi do ki mono apontando para a hanyou.

Antes que Akimaru fizesse alguma outra coisa, pode sentir alguma coisa pontiaguda tocar-lhe as costas, virando-se pra ver.

- O que diabos um inu-youkai está fazendo na minha vila? – Perguntou um inu-youkai desconhecido. – Espere... Seu cheiro me lembra... Você só pode ser filho do idiota do meu meio irmão. – Concluiu.

Uma mulher muito bonita, de longas mechas negras emergiu de trás do youkai que apontara a espada para Akimaru. Tinha a expressão mais bondosa e angelical que o herdeiro de Sesshoumaru já vira.

- Inuyasha, deixe-o. – Falou ela ao youkai.

Então aquele youkai era o ex-hanyou, meio irmão do seu pai. Concluiu Akimaru.

Um grito chamou a atenção dos quatro, vinha de uma menina alegre que rumava ao encontro deles.

- Akimaru-sama, está tudo certo. Já podemos ir.

Com uma expressão do mais puro desprezo, Akimaru virou-se para acompanhar Tai.

- Akimaru-san, não gostaria de nos acompanhar em uma xícara de chá em nossa casa? – Pediu Kagome.

Tai olhou esperançosa para o youkai a frente.

- Por favor... – Pediu ela em tom baixo.

O youkai suspirou.

Uma linda mansão no estilo japonês da era feudal com lindas árvores de cerejeira a frente estava a encantar a jovem Tai, que não se recordava de algo mais lindo que aquilo.

- Qual é seu nome? – Perguntou Kagome ao servir uma xícara de chá camomila para Tai.

- Taiyoo. – Respondeu a menina bebericando um pouco de chá.

Akimaru que não se sentia nada a vontade na casa de seu "tio" fitava o lado de fora por uma grande janela. Um jovem aparentando ter a mesma idade que a sua, uma menina adolescente e a outra que encontrara no centro da vila estava conversando ao lado da maior árvore de cerejeira, cujas flores de sakura caiam sobre suas cabeças e suas orelhas que no passado, Inuyasha tivera.

Por um momento, Akimaru pensou na humana de seu pai, que a qualquer hora, teria seu bebê hanyou.

Realmente, longe dali, exatamente no quarto mais luxuoso do castelo das Terras do Oeste, Rin sentia fortes contrações.

Uma empregada, já um pouco velha, auxiliava sua senhora, que no momento, quase gritava.

- Vamos minha senhora, tenha força. Tem que trazer essa criança ao mundo, vamos! – Dizia ela freneticamente.

Após alguns minutos, no andar de baixo onde Sesshoumaru aguardava ansioso, pode escutar o choro de uma criança, logo, sentindo um forte cheiro de sangue. Animou-se.

Quando a velha empregada chamou seu senhor para subir, o youkai rumou ao quarto onde sua amada repousava com seu filho nos braços.

- Sesshoumaru, querido, é um menino. – Informou ela feliz, afagando uma das orelhas de hanyou de seu lindo filho. – Meu amor, que nome daremos?

- Você escolhe. – Disse ele sentando-se ao lado de Rin.

- Natsu. – Falou ela olhando pro céu de verão.

- Natsu... – Falou ele medindo o nome em seus pensamentos. – Lindo nome...

- Querido... Será que Akimaru está bem?

- Kagome mandou um recado pelo ushiru que ele está bem e se encontra tomando chá de camomila com ela e Inuyasha. – Informou, dando um pequeno sorriso.

- Chá de camomila? – Riu Rin.

- Junto a uma garota humana.

A expressão de Rin mudou. Akimaru estaria indo pelo mesmo caminho do pai, do avô e do tio?

- É querido, vejo mesmo que o mal de sua família é esse... Fraco para humanas. – Disse ela dando mais um pouco de risada.

Mais um capítulo!
Bom, não sei se perceberam, mas os nomes do Akimaru e do Natsu são baseados em estações do ano.
Aki é Outono, e Natsu, é verão.
Ah, eu sei que meus capítulos estão pequenos, mas infelizmente, meu tempo é curto.
Bom, agradeço a todos que leram, até o prox. parte.