CAPÍTULO 4 – Conflitos
Cuddy entrou na sua sala apressada naquela manhã de segunda-feira. Tinha dormido pouco durante a noite e acabou perdendo a hora. Largou sua bolsa em cima da mesa, vestiu o jaleco e já ia saindo quando House a chamou:
- Ei chefinha, você está atrasada.
Ela não acreditou quando o viu confortavelmente sentado na sua poltrona, segurando dois copos de café. Era tudo que eu precisava pra começar a semana... Pensou.
- House, eu tenho certeza que me lembro de ter aberto a sala com a minha chave. Como é que você entrou aqui? E... O que você está fazendo aqui?
- Eu seduzi a moça da limpeza. Você sabe que ninguém resiste ao meu charme não é?! – disse House estendendo um copo de café pra ela. - E o que eu estou fazendo aqui, não é óbvio?! Vim falar com você, já que eu te bipei mil vezes, liguei outras mil na sua casa e no seu celular e você não me atendeu, achei melhor conferir se você estava viva.
- Uau! Que gesto nobre, doutor. Agradeço a preocupação, mas eu estava dormindo. Algumas pessoas trabalham e ficam cansadas sabia?!
House deu uma risadinha e a olhou com ar de desconfiança.
- Você é péssima com mentiras Lisa. As suas olheiras me dizem que você não descansou muito essa noite.
Cuddy começa a se irritar.
- E você é péssimo com gentilezas Gregory. Fala logo o que você quer e vem atrás de mim, porque, ao contrário de uns e outros por aí, eu me preocupo com os pacientes esperando por mim.
Cuddy sai da sala e ele a segue.
- Não era nada importante. Eu só tinha um paciente morrendo e precisava da sua autorização pra fazer uma pet scan. – disse House.
Cuddy parou no meio do caminho, virou se pra ele:
- Desde quando você pede a minha autorização pra fazer alguma coisa? Estava preocupado com o fato de o exame custar $4000,00?
- Desde quando o pessoal da pet resolveu me impedir de fazer sem a sua autorização.
- Com certeza eles tiveram algum motivo pra isso.
- Não. - mentiu House.
- House?!
- Ok. O paciente teve uma reação alérgica à fluordesoxiglicose na primeira tentativa de fazer o exame.
Cuddy riu e continuou andando.
- É uma ótima justificativa pra te proibirem. Se eu não estou enganada, é exatamente essa substância usada na pet não é? O que te levou a pensar que eu daria a autorização? O fato de que morrer de câncer é mais doloroso do que de reação anafilática?
- Não. Eu considerei que o fato de ter inibido o sistema imunológico do paciente fosse o suficiente pra evitar a reação alérgica, mas o seu pessoal da pet faltou a essa aula. Na verdade, eu só achei que você ia autorizar porque eu sempre convenço você de que as coisas que eu quero são certas.
- Nem sempre, querido. Faça a sua pet e me deixe em paz.
- Obrigada chefe, mas eu já fiz.
- Como?
- O meu charme entrando em ação de novo.
- Tá bom. Vai trabalhar agora Dr. Charmoso.
Cuddy pegou um prontuário e, antes que ela entrasse no consultório 1, House cochichou no seu ouvido.
- Não vai mesmo me contar o que fez ontem à noite?
- Sexo. – ela respondeu fechando a porta do consultório.
XXX
House entrou na sala de diagnósticos e a equipe estava impaciente, esperando por ele.
- Por que você não responde o seu pager? – perguntou Chase.
- Esqueci em casa. – House respondeu secamente. – Tem alguém morrendo por acaso? Ou vocês estão me esperando pra contar pro paciente que ele tem câncer de pulmão. O Wilson é melhor nisso do que eu.
- A pet identificou um pequeno nódulo pulmonar, de 5mm, sólido e calcificado. Já falamos com o Wilson. Não pode ser câncer. – explicou Cameron.
- Resquícios de tuberculose? – indagou Foreman.
- Sem história de tuberculose. – disse Chase.
- Ele pode ter tido uma forma leve de tuberculose, com poucos sintomas, e não ter se tratado. Justifica o nódulo. – interviu Cameron.
- Possível, mas pouco provável. – disse House.
Os três se entreolharam.
- Possível, mas pouco provável? - perguntou Foreman. – Comentário muito preciso. Você por acaso ouviu alguma palavra que a gente disse?
- Não. Eu fiquei surdo durante o fim de semana. – respondeu House visivelmente irritado. – A hipótese da Cameron explica o nódulo, e só. Ou alguém mais acha que um granuloma terciário de tuberculose sozinho causa todos esses sintomas?
- Pode ser uma reagudização. – tentou Chase.
- O sistema imunológico dele estava intacto quando chegou aqui. – Cameron respondeu desanimada. – É impossível.
Os três ficaram em silêncio por alguns minutos até que House falou:
- Foreman, vem comigo. Vocês dois têm 1 hora pra me levantar todas as causas de nódulos pulmonares fibróticos e calcificados.
House e Foreman saíram da sala. Chase foi pro computador e Cameron começou a ler um livro sobre doenças pulmonares. Os dois ficaram em silêncio durante algum tempo, mas o clima na sala estava visivelmente pesado. Não tinham mais ficado sozinhos desde a última quarta-feira. Cameron quebrou o silêncio:
- O que deu no House? Ele está mais mal-humorado hoje do que de costume.
- Acostume-se. Ele sempre fica assim quando não consegue resolver um caso em menos de três dias. Começa a rezar pra gente descobrir hoje o que esse cara tem!
- Não acho que seja só isso.
- E você acha que é o que?
- Mulheres. – respondeu Cameron rindo. – Isso tá me cheirando a broken heart.
Chase caiu na gargalhada.
- O House? Com o coração partido! Eu saía na rua vestido de dançarina de Can Can se visse uma coisa dessas! Ele nem tem coração, Allison!
Cameron não achou graça.
- Todo mundo tem coração Robert. Até o House. E pessoas como ele sofrem muito mais, porque não admitem nunca o que sentem. Não compartilham sabe? Por isso são tão amargas.
- Profunda conhecedora da alma humana. – brincou Chase. – Devia ter sido psiquiatra.
- Engraçadinho. – Cameron mostrou língua pra ele. – Mudando de assunto. Você e a Lucy se entenderam? Fiquei preocupada, mas não tive oportunidade de perguntar.
- Ah. Sim. Tá tudo bem. – respondeu Chase. – Ela vive perguntando de você. E anda mais interessada do que nunca na minha rotina no hospital.
Chase disse isso e começou a rir.
- Isso não tem graça. – Cameron levantou e se sentou numa cadeira ao lado dele. – Vocês precisam resolver isso. Nós trabalhamos juntos e vocês vão se casar. Se ela não aceitar a idéia numa boa, ela vai ficar neurótica e pode começar a atrapalhar tanto o seu quanto o meu trabalho.
- Não se preocupe. Eu não vou deixar isso acontecer.
- Será, Robert? Será que se ela impuser que você largue o emprego por minha causa você não vai ceder? Eu tenho a sensação que ela consegue tudo o que quer de você.
- Allison, é só um ciúme bobo. Agora quem tá fazendo tempestade é você.
Cameron fez uma cara de "você está errado". Ele riu e apertou o nariz dela, fazendo-a rir também.
- Não se preocupe tá, Pequena?! Tudo sob controle.
- Você me deixa sem graça me chamando assim, sabia?!
- Assim como? Pequena?
- É.
- Eu lembro que você gostava.
- É justamente por isso que eu fico constrangida. Eu também lembro que eu gostava.
- Tá bom. – respondeu Chase. – Não chamo mais.
- Pode chamar, seu bobo. Eu gosto sim. – ela disse e virando-se para a tela do computador. – O que é isso?
Ele também olhou.
- Dirofilariose pulmonar! É um bom palpite.
House entrou na sala e perguntou:
- Fizeram o dever de casa?
Chase mostrou o artigo no computador.
- Hum. Uma verminose causada por contato com cachorro doente. Faz sentido, o cara tem um poodle não tem?! Façam os exames.
- Um doberman. – corrigiu Cameron. - Cadê o Foreman?
- Boa pergunta. A gente se perdeu no Hospital, vou atrás dele. Me avisem quando tiverem os resultados.
Os três saíram da sala. Chase e Cameron fizeram os exames e confirmaram o diagnóstico.
- Eu vou avisar o House. – disse Cameron.
- Ok. Eu vou iniciar o tratamento. – respondeu Chase.
Cameron procurou House no seu consultório, na sala de diagnósticos e na Clínica, mas não o encontrou. Ela estava chegando na sala de Cuddy quando esbarrou com Foreman no corredor.
- Ei. O que você tá fazendo aqui? – ela perguntou. – Viu o House?
Foreman tentou disfarçar:
- Eu tô... Eu tava procurando a Cuddy. Não vejo o House tem um tempinho já.
- Ela tá na Clínica Foreman. Acabei de encontrar com ela lá. O que você tem? Parece que tá agitado, procurando alguma coisa.
- Eu? Não. Só preciso falar com a Cuddy.
- Então vai lá, oras. Tá esperando o que?
- É... Não sei. Na verdade, ela tá atendendo! Acho melhor não atrapalhar. Vou esperá-la aqui mesmo. Volta lá pra sala de diagnósticos, o House deve tá chegando lá.
- Como é que você sabe? Disse que não viu ele. - Cameron perguntou desconfiada. - E você vai ficar aqui em pé até a hora do almoço esperando a Cuddy.
- Como eu sei? Eu... Não sei... Quer dizer, eu acho. Ele sempre volta pra lá! Ah, Cameron, me deixa aqui! Que interrogatório chato.
Cameron começou a rir dele.
- Ele sempre volta pra lá? Tá bom Foreman. Vou fingir que acredito.
Ela já ia se virando quando House saiu do escritório da Cuddy.
- Ops. Foreman, que bom que você tá aqui. Eu tava te procurando, ali na sala da Cuddy. E... Você não tava lá. Estranho né?! – disse House, virando-se para Cameron. – E aí, podemos começar a tratar pra dirofilariose?
Cameron mal conseguia conter o riso.
- O Chase já tá cuidando disso. Diagnóstico confirmado.
- Ótimo! – disse House virando as costas.
- Onde você vai? – perguntou Cameron.
- Pra clínica.
- Pra clínica? Mas seu nome não tá na escala de hoje?! – disse Cameron.
- Ta controlando os meus horários agora? Fui.
House sai em direção à Clínica. Cameron virou-se para Foreman:
- Pode começar falar. O que ele tá aprontando?
Foreman se fez de desentendido.
- Não sei do que você tá falando.
- Ah, Foreman, pára tá?! Você tava vigiando a porta da sala da Cuddy pro House. O que ele tava procurando lá?
- Por que você quer saber?
- Curiosidade feminina!
- Então morra de curiosidade! Eu não vou falar.
- Quem vai morrer de curiosidade? – Chase ia chegando junto com eles e ouviu o final da conversa.
- O Foreman estava vigiando a porta da sala da Cuddy enquanto o House estava lá dentro. – contou Cameron.
- A Cuddy também tava lá? – perguntou Chase.
Os três caíram na risada.
- Claro que não né?! Se ela tivesse era só trancar a porta! – disse Cameron.
- Bom. Parece que temos o dia livre! Eu to indo nessa pessoal. – anunciou Foreman, pegando sua maleta e saindo da sala.
- É. Paciente medicado, sem compromissos na clínica. Acho que a gente pode ir também. – disse Cameron.
- Com certeza. O que você tá pensando em fazer agora?
- Eu pensei em ir pra minha casa e dormir até amanhã. Ou até o House me acordar com um caso novo. Acho que eu nunca trabalhei tanto na minha vida inteira quanto nesses quatro últimos dias.
- Hum. Eu tava pensando em te convidar pra almoçar e depois assistirmos um filme no cinema. Mas você prefere ir dormir...
- Hoje é segunda-feira, Robert!
Chase riu.
- Então é mais absurdo passar a segunda a tarde no cinema do que dormindo feito uma preguiçosa?
- Ah! Isso não vale. Você sabe que eu não resisto a um cinema. E eu não sou preguiçosa, só tô cansada.
- Eu pego o seu ponto fraco. E então? Topa?
- Robert. Falando sério. Eu não sei se eu devia. Sem grilos, mas você tá bem com a Lucy, eu tenho certeza que ela não vai gostar disso, a gente podia não facilitar as coisas pra alimentar o ciúme dela.
- Allison, eu não vou deixar de ser seu amigo e não vou abrir mão da sua companhia por causa dela. Mais cedo ou mais tarde ela vai ter que entender e aprender a lidar com isso. A lucy tá trabalhando agora. Não tem mal nenhum se eu tô de folga e quero pegar um cinema com uma amiga.
- Você faz as coisas parecerem muito simples, Robert. – disse Cameron já pegando a bolsa. – Vamos nessa então. Antes que eu desista.
Os dois passaram uma tarde divertida juntos. Almoçaram, viram filme, tomaram sorvete e riram muito relembrando os tempos da faculdade. Ele contou sobre a sua residência, sobre a família em Sidney e sobre como é exercer a medicina americana em outro país. Cameron contou as fofocas da faculdade depois que ele se formou, as farras, os namorados. Os dois já estavam indo embora quando ele comentou indignado.
- Eu até agora não acredito que você namorou aquele cara!!!
Cameron começou a rir.
- Você ainda tá pensando nisso? Fala sério! Ele era legal sim!
- Era. Muito legal! Eu imagino o quanto você se divertia com o Dr. Sabe tudo da turma. Eu aposto que quando vocês saíam, ele ficava falando de Medicina, de prova! Aliás, vocês saíam? Porque eu não imagino aquele cara numa balada.
- Pára de tirar onda vai. – Cameron estava se segurando pra não rir também. – Tá, ele não era o cara mais animado do mundo, e se achava um pouco também, mas eu até que me diverti um pouco com ele.
- Tá bom. – Chase fez cara de quem não acreditava.
- Ok. Você venceu. Ele era um cretino.
Os dois começaram a rir.
- E por que você ficou com ele sua maluca?
Cameron ficou séria e não respondeu.
- O que foi? – perguntou Chase.
- Nada.
- Ah não, pode falar.
- Eu comecei a namorar o Adam porque foi ele quem me segurou quando você foi embora.
Chase sabia que era aquilo. Arrependeu-se imediatamente de ter perguntado. Ele sabia que não tinha o direito de fazê-la se lembrar o tempo inteiro da história deles, mas, ao mesmo tempo, ele precisava descobrir o que ainda se passava naquela cabeça e naquele coração. Pensou em um monte de coisas pra falar, pedir desculpas de novo... Mas não conseguia dizer nada.
- O que foi? Você ficou diferente de repente. Eu não falei isso pra te alfinetar não tá?! – desculpou-se Cameron.
- Não é isso. – Chase estava rindo. – Eu só tava olhando o quando você fica linda com o sol do final da tarde batendo no seu rosto.
Cameron se aproximou dele e tocou o rosto dele.
- Você não devia dizer isso Dr. Chase, eu não tenho mais 18 anos pra fingir que não entendi.
- E eu não tenho mais 20 anos pra falar coisas e não pensar nas conseqüências.
Chase passou a mão no cabelo dela e a trouxe para junto de si. Os lábios se tocaram suavemente. Cameron se afastou um pouco.
- Nós não devíamos fazer isso, Rob...
Ele não deixou que ela terminasse a frase. Colou seus lábios nos dela e trocaram um beijo apaixonado. Um beijo com gosto de saudade... Com gosto de proibido... Um beijo apressado...
Os dois se afastaram lentamente e tocaram as palmas das mãos.
- Então... – ela disse olhando nos olhos dele.
- Você não imagina o quanto eu senti sua falta minha Pequena. – ele disse e deu mais um selinho nela.
- Eu também senti sua falta, Robert. Mas agora é diferente. Nós somos adultos, você tem uma noiva. Tá muito tarde pra gente começar a brincar com os sentimentos das pessoas.
- Eu não tô brincando, Allison. Eu só não sei o que fazer.
- Eu não te falei o que fazer há 6 anos, Robert. Não é agora que eu vou falar. Eu sinto muito, mas você é único responsável pela sua vida.
Cameron estava com um olhar triste. Começava a se arrepender de tê-lo beijado. Ela o conhecia bem, sabia o quanto ele era complicado e sabia o quanto ele era capaz de proporcionar a ela os melhores e os piores dias da sua vida. Mais uma vez o sofrimento do passado veio à sua memória e ela só desejou sumir dali. O celular de Chase tocou.
- É a Lucy. – ele disse.
- Atende. Eu já estou indo embora.
- Espera, vamos conversar.
- Eu acho melhor não falarmos sobre isso hoje, me deixa ir pra casa e pensar no que aconteceu.
- Se você prefere assim...
- Eu prefiro.
Ela deu um beijo suave no rosto dele, entrou no seu carro e foi embora. No caminho pra casa ela chorou. Não sabia se de tristeza ou de felicidade. Ela só tinha certeza que não tinha mais como fugir daquele sentimento que mais cedo ou mais tarde viria à tona novamente. Ela só não esperava que fosse tão cedo.
Deixa
Fale quem quiser falar, meu bem
Deixa
Deixe o coração falar também
Porque ele tem razão demais quando se queixa
Então a gente deixa, deixa, deixa, deixa
Ninguém vive mais do que uma vez
Deixa
Diz que sim prá não dizer talvez
Deixa
A paixão também existe
Deixa
XXX
Já eram 6 da tarde e House ainda estava atendendo na Clínica. Cuddy abriu a porta do consultório e disse:
- House, passa na minha sala quando acabar.
Nem esperou ele responder. Fechou a porta e saiu.
10 minutos depois ele estava na sala dela.
- Pode falar. Eu fiz tudo certinho hoje, não vai me por de castigo!
- Além de ter me seguido o dia inteiro e de ter revirado a minha sala você não fez nada de errado. – disse Cuddy muito irritada.
- Eu acho que você tá me confundindo com um de seus namorados, doutora... Eu trabalhei o dia inteiro, igual gente grande!
- House! Cala a boca! Você não tem o que fazer é? Pelo amor de Deus, você age feito uma criança de 8 anos de idade. Passou a tarde inteira fazendo nada na Clínica, me vigiando! Você acha que eu nasci ontem?
- Não. Eu acho que você acha que o mundo gira ao seu redor.
- Agora nós estamos falando de você House. – ela disse ironicamente.
- Por que eu perseguiria você hein?! Com tanta médica e enfermeira me dando a maior bola, você acha mesmo que eu ia perder meu tempo vasculhando a sua lixeira, seu computador e seu celular? Você é chata e implicante, ninguém nunca te disse isso?
Cuddy começou a rir.
- É o que eu me pergunto todos os dias, House. Por que eu? Fala. O que você quer saber que eu te conto. Só pra ficar livre de você no meu pé.
- Meu Deus! Quanto egocentrismo Dra. Cuddy. Posso ir agora? Tem uma garota linda me esperando no meu apartamento.
- Vai. E me faz um favor: ME DEIXA EM PAZ! Esquece a minha vida pessoal tá?! Vai assistir a um reality show ou a uma novela.
- Tudo bem. Recado dado, recado anotado. Tô indo nessa... – House andou até a porta e parou. - Ah... Antes que eu me esqueça. O cara que cuida da farmácia disse que o Dr. Guillman anda pegando Viagra com muita freqüência no estoque do hospital. Eu acho que você devia checar isso.
Cuddy ficou vermelha de raiva e arremessou um bloquinho de papel que acertou a porta assim que ela se fechou.
House saiu do escritório de Cuddy com um sorriso maldoso nos lábios. Tinha conseguido o que ele queria.
Eu quero levar uma vida moderninha
E deixar minha menininha sair sozinha
Não ser machista e não bancar o possessivo
Ser mais seguro e não ser tão impulsivo
Mas eu me mordo de ciúme
Mas eu me mordo de ciúme
Meu bem me deixa sempre muito à vontade
Ela me diz que é muito bom ter liberdade
E que não há mal nenhum em ter outra amizade
E que brigar por isso é muita crueldade
Meu bem me deixa sempre muito à vontade
Ela me diz que é muito bom ter liberdade
E que não há mal nenhum em ter outra amizade
E que brigar por isso é muita crueldade
Notas:
Pessoal, mil desculpas pela demora pra postar! Mas como eu já expliquei pra algumas, minha vida ta louca esses dias!!! Esse capítulo era pra ser um pouco maior, mas eu dei uma enxugada e guardei os melhores acontecimentos pra mais tarde.
Músicas:
A 1ª é Deixa – Vinícius de Moraes. Eu não consegui resistir à bossa nova! Tava demorando a aparecer por aqui!
A 2ª é Ciúme – Titãs.
Obrigada à turma de sempre, que continua fiel na leitura! E também um beijo pras minhas amigas Huddy (as que gostam e as que detestam a Cameron), que começaram a ler agora. Obrigada por lerem, meninas. Prometo muito mais Huddy pela frente!!!
E eu não posso deixar de fazer um agradecimento especial pra Ligya. Querida, você é uma fofa sabia?! Eu já te disse isso! Mas nunca é demais lembrar. Obrigada mesmo pela força, pelos elogios e pelas dicas. A sua opinião é super importante pra mim!!! Adoro você menina! Bjo
Só mais uma coisa. Vou viajar essa semana, portanto, capítulo novo só daqui a 15 dias. Prometo um capítulo bem grande pra compensar o tempo sem postar!
Bjos pra todas e até a próxima!
