Regulus chegou aos tropeços, um quê de decepção no semblante que geralmente só demonstrava orgulho.

Sirius achava-se, até então, sozinho na sala de visitas, lendo ShakespeareSua mãe não confiava o suficiente nele para manter o piano destrancado, e um possível arrombamento só lhe traria futuros prejuízos.

-Você não vai acreditar, irmão. –exclamou Regulus, agitando os braços de um lado para o outro. –A senhorita Steele mais nova está adoentada. O doutor Collins foi imediatamente chamado, uma dessas gripes de verão, e nada mais. Veja bem, a pior parte vem agora: O baile de hoje a noite foi cancelado. Que coisa mais injusta! Acredito que compartilhe de minha mesma opinião. Eu esperei tanto por esse dia, mamã prometeu me apresentar à belas e abastadas garotas, e papa aos homens mais influentes de toda a Inglaterra.

O primogênito não pôde deixar de sorrir com a perspectiva de não haver mais um baile naquele dia. Seus pais, todas às vezes, em regra, o obrigavam a ir conversar com Lucy, a filha mais velha dos Steele. Tinha quase certeza que o pai, Orion, só estava esperando ele concluir o colégio em Norland, para casá-lo com a moça.

-Por que você está sorrindo? –perguntou Regulus, tentando disfarçar a irritação. –Pensei que quisesse passar um tempo agradável com a amável senhorita Steele.

-Regulus, você tem apenas quatorze anos, não vejo o porquê de estar tão preocupado com esses assuntos. –respondeu Sirius, impaciente. - E quanto a Lucy, realmente gosto muito dela, mas alimento igual afeição por muitas outras pessoas. O que quero dizer é: Ela não me é especial.

-Não a chame pelo nome de batismo, a não ser que já lhe tenham permitido. –censurou ele. –E me preocupo por nós dois, já que você não dá a mínima gravidade a uma vida social. A senhorita Steele é um ótimo partido, sei que não é de extrema beleza, mas é rica e prendada; O seu problema é que tem todas as mulheres de Londres aos seus pés.

Sirius riu, riu pela verdade da sentença e pela careta de inveja do irmão. Começou involuntariamente a divagar no que aquele meninozinho de pouca idade iria se transformar daqui alguns anos, contudo foi despertado de seus devaneios por uma batida na porta.

-É o cocheiro do senhor Potter. –anunciou um dos criados para Sirius. -Veio buscar a vossa senhoria.

Padfoot assentiu, deixando o livro de lado e escrevendo um rápido bilhete para a mãe.

-Você e o senhor Potter deveriam andar com outras pessoas também. –comentou Regulus. –Adquirir laços com senhores de grande influencia, mas não, estão sempre juntos.

-Isso por que eu e ele somos amantes. –disse Sirius sorrindo maldosamente.

Regulus o fitou com incredibilidade, para em seguida vociferar:

-Nunca, jamais brinque com isso! Sabe que pode ser preso não? Mamã morreria só de ouvir você insinuar tal... nem ouso nomear isso.

-Você é simplesmente uma graça.

E dizendo isso Sirius foi à direção da porta e saiu, ignorando os berros do irmão.

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-Então... De onde você é? –perguntou James, que girava um lápis entre os dedos. –Digo, foi no mínimo estranho encontrá-lo naquela estradinha.

Lupin se olhava em um espelho de corpo inteiro, colado à parede e moldurado com uma madeira de boa qualidade; julgava a camisola branca que vestia, parecendo um pequeno garotinho, contente por ganhar um brinquedo novo.

-Quer mesmo saber? –indagou, ainda mirando o espelho. –Sabe, creio que é melhor não lhe contar nada.

Prongs enfureceu-se levemente, mas achou mais sensato permanecer em silêncio, voltando sua atenção para o papel na escrivaninha.

-Gosto da cor branca. –informou Remo. –De onde vim quase ninguém usa branco, mancha mais facilmente.

-Deixe-me adivinhar, mesmo que eu pergunte, você vai continuar um poço de mistérios, correto?

-É, acho que sim. –limitou-se a responder com um sorriso singelo.

James bufou frustrado, deu de ombros e decidiu não perguntar mais nada.

Remo ignorava qualquer regra ditada pelas boas maneiras; corria de um lado para o outro sem permissão, examinava o que via pela frente e perguntava coisas íntimas demais para James, alguém que conhecera no dia anterior.

-Sirius chegou. –avisou ele, olhando pela janela. –Deus, como amo carruagens, não que eu possa realmente andar nelas, entende? Mas, ainda assim adoro ver aqueles homens carrancudos saindo de dentro dos carros, fazendo de tudo para não serem reconhecidos, é incrível a expressão de horror na cara lívida dos cocheiros.

Nesse momento, Sirius adentrou no quarto. Trazia uma cesta de fruta e alguns livros, no rosto um sorriso sagaz e divertido.

-Padfoot, ainda bem que chegou. Tenho de ir até a minha casa, não posso passar tanto tempo fora assim. –disse James. –Além de tudo tenho uma carta para enviar.

-Por favor, não me diga que é para Lílian, todos comentariam e ela o odiaria por isso. –exclamou Sirius, colocando as coisas que tinha entre os braços em cima da cama.

-Claro que não, não sou tão imbecil assim. Sei que não posso me corresponder com ela, ainda. É para o Rabicho, vou informar que temos mais um no nosso pequeno grupinho.

Sirius suspirou aliviado.

-Está bem, vá. Vou ficar aqui até de noite, o baile na casa dos Steele foi cancelado.

-Que pena, não? –insinuou Prongs, irônico. –Bem, bem, então estou indo. Até depois, Padfoot, Moony.

James pegou seu casaco simples de cima da cadeira, pôs a carta no bolso e saiu com um aceno.

-Ah, bom dia Moony. –cumprimentou Sirius com um sorriso. –Trouxe algumas maçãs, acho que pêras também.

-Obrigado. –murmurou ele, pulando em direção da cesta. –Posso pegar uma?

-Claro, são todas suas.

Lupin escolheu uma maçã qualquer e deu uma mordida, fechando os olhos para saborear melhor o gosto da fruta.

-Nunca comi uma maçã. Bem, pelo menos não uma que não estivesse em estado lastimável.

O outro pareceu surpreso, e um pouco curioso.

Remo sabia que ele havia crescido comendo maçãs e todos os outros tipos de frutas existentes. Naquele quarto escuro, apinhado de homens que jaziam em colchões rasgados, os membros contorcidos, a boca aberta os olhos fixos e baços, alguém havia comentado sobre a fortuna dos Black.

-Eu ainda não consigo entender. –disse Lupin, entre uma e outra mordida. –Por que está fazendo tudo isso por mim? Eu não teria morrido de fome, cedo ou tarde ele iria me encontrar e eu voltaria arrastado para aquele cais asqueroso.

-Que cais? –perguntou Sirius, não podendo se conter.

-Existem certos lugares em Londres que você nem imagina. Claro que não. Só a menção deles para vocês já é algo abominável. Um homem que é descoberto freqüentando tais lugares além de perder qualquer respeito que um dia chegou a possuir, recebe a pior das reputações.

-Nunca me preocupei em ter uma boa reputação. –exclamou imediatamente, mais por instinto do que por qualquer outra coisa.

-Ah, naturalmente. Todas as boas reputações são feitas com o nada; cada êxito que obtemos nos traz um inimigo. Para uma pessoa ser popular e bem falada é preciso ser medíocre.

-Então vejo que tem consideração por mim, e não posso deixar de lhe dizer obrigado, Moony. –agradeceu Sirius, com uma complicada reverencia meio debochada.

Remo copiou o ato e disse um animado "Não há de quê." Sirius, cansado de ficar em pé, puxou a cadeira e sentou próximo a ele.

-Trouxe livros. –informou. –A maior parte poesia.

-Os poetas me atraem, eles não têm pudor com suas aventuras, eles as exploram. –comentou Lupin com ar sonhador, analisando cada um dos livros.

-Sim, eles não se recusam verdadeiramente a nada, os autênticos poetas. E por isso não são punidos por si mesmos; cada impulso que procuramos abafar fermenta em nosso espírito e nos envenena.

Lupin levantou os olhos dos livros, um sorriso de satisfação nos lábios.

-Incrível ouvir um futuro conde dizer coisas assim. Sua família deve odiá-lo. Mas concordo: A única maneira de uma pessoa livrar-se da tentação é ceder-lhe. Se resistir, a alma adoecerá por ansiar pelas coisas que proibiu a si própria.

-As leis monstruosas acabam por criar monstros de extrema amoralidade. –concluiu Sirius.

-É, e eu próprio conheço muitos. –afirmou Lupin. –Você tem livros franceses, e ainda por cima iluministas, o que seus pais acham disso tudo?

-Não acham nada. Eles não sabem. –respondeu em tom divertido. –Posso perguntar de onde você é?

Remo desviou o olhar, e pela primeira vez nas últimas horas sentiu o impacto da realidade. Lembrou que ali não era seu lugar, só uma espécie de sonho que teria de acabar logo. Os olhos marejaram, e ele se virou para que Sirius não visse.

-M-me desculpe. –pediu Sirius, pondo a mão delicadamente sobre o ombro de Remo. –Não precisamos falar sobre você, prometo nunca mais tocar no assunto. Não gosto de vê-lo chorar.

A compaixão alheia lhe era algo completamente novo, quando chorava a única coisa que estava acostumado a receber era escárnio: zombavam dele, o chamavam de fraco e deixavam-no sem comer.

Recuou ao toque de Sirius, pego de surpresa, nunca conjeturara a possibilidade de alguém se importar com ele.

-Você está aborrecido comigo? –perguntou Padfoot, com certa aflição. –Se preferir posso deixá-lo sozinho... Mas, por favor, apenas acredite em mim quando afirmo que não tive a intenção de magoá-lo.

Como Lupin nada disse, o outro encarou o silêncio como um pedido mudo para que se retirasse, e fez menção de sair do quarto, quando Remo o impediu com um abraço.

-Por favor, por favor, não me deixe sozinho. Eu não estou chateado, só fique aqui.

Sirius que era alguns centímetros mais alto, envolveu Remo de uma maneira protetora, murmurando "Eu não vou embora, se você não quiser" no ouvido dele.

Era estranho o que sentia naquele momento. Já abraçara muitos homens e mulheres, mas com Sirius era diferente. Sentia-se ao mesmo tempo protegido e desprotegido, como que desarmado de todas as armas que a vida o ensinou a possuir, mas com aquele lindo e literalmente nobre garoto para protegê-lo no lugar.

Mas o que diabos estava pensando? Não deveria passar de uma espécie de boa ação para aquele futuro conde, um passatempo divertido e filantrópico. Provavelmente o primogênito da família Black já estava noivo de alguma adorável mulher londrina, e ele nem deveria cogitar a existência daquele tipo de pecado.

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A senhora Black se encontrava sentada na mesa de jantar, junto com o marido e os dois filhos. Três criadas tratavam de servi-los com dedicação.

A sala de jantar era imensa, com uma encantadora mesa francesa, quadros, castiçais, prateleiras com porcelanas, e janelas com cortinas de seda.

-Sirius, onde esteve a manhã e a tarde toda? –inquiriu Walburga, com aspereza.

-No chalé de James, na Farley-street. Estávamos estudando direito, como a senhora tanto faz questão.

-Não tive muitas oportunidades de jantar em casa recentemente. Todavia, meu filho, sua mãe me descreve coisas inconvenientes ao seu respeito. –disse o senhor Black, bebendo um gole de vinho. –Como que por exemplo, dedica muita mais de seu tempo ao piano do que aos estudos.

-Sim, papa, é verdade. –confirmou Regulus, maldosamente. –Não canso de vê-lo tocando, e acredito que ele passaria o dia todo em frente ao piano se mamã não o impedisse.

Sirius fitou o irmão caçula com antipatia; era tudo verdade mas esperava ser defendido ao menos por ele, e não sendo assim, constatou com aborrecimento, seriam três contra um.

-Pai, o piano é uma grande diversão para mim, mais do que isso, é um tipo de talento meu que não posso deixar morrer. E eu estudo, naturalmente, como fiz hoje na casa de James.

-Mas, senhor Black –começou a esposa, exaltada. –Você deve concordar comigo quando lhe asseguro que esse talento deveria sim ser deixado de lado. Um homem como nosso filho nasceu para a política, não para a música.

-Só eu que me importo. Ele não se dedica nem um pouco a conquistar uma boa reputação. –Regulus aproveitou para se queixar também.

-Ao menos não possuo uma má. –replicou ele com impaciência. –Não é de mim que falam nos clubes e nem manchei o nome da família.

Fingir as aparências era necessário, Sirius realmente não dava a mínima para sua reputação, e na verdade, preferia ser assunto nos clubes. Só existe uma coisa no mundo pior do que falarem de nós, é não falarem de nós. Entretanto precisava parecer no mínimo um pouco inclinado a sua condição social para que o pai não tomasse alguma medida drástica.

-É, só que isso não significa nada. Em sua situação você não pode ficar indiferente. –exclamou Regulus.

O senhor Black, que até então ouvia em silencio fez sinal para que se calassem, e todos o obedeceram.

-Já ouvi o suficiente. Sirius, sua mãe e seu irmão tem razão. –disse, com as mãos em concha sobre a mesa. O rosto sério. –Tomei minha decisão, e ela é a seguinte: O piano será vendido.

Sirius se levantou indignado, mas ao ver que aquilo só pioraria as coisas, voltou a sentar, furioso.

-Muito bem, querido. Sabia que compartilhava de minha mesma opinião; se bem que será realmente terrível não ter um piano em casa, qualquer família hoje em dia tem um. –suspirou a senhora Black.

-Não nos fará falta. –objetou Regulus. –Mamã, a senhora sabe que será bem melhor assim.

-Sim, e não terminei. –continuou o conde. –Quero que me acompanhe a qualquer evento social de alguma importância daqui por diante, e lá você deverá se portar como um verdadeiro cavalheiro.

Padfoot enraiveceu-se mais. Não bastava vender uma de suas únicas diversões naquela casa, o pai ainda queria obrigá-lo a ir a bailes, serões, discursos e festas tediosas, onde o anfitrião provavelmente seria um velho moralista que não sabe realmente o que é prazer.

-Muito bem, terminou agora senhor? –indagou Sirius com desprezo. –Será que posso ir para meu quarto?

-Oh, fique mais um pouco. –pediu a senhora Black, com falsa gentileza. –Tenho algo a dizer. Sabe o baile que foi cancelado por conta da repentina doença da pobre senhorita Steele? É com grande felicidade que anuncio que ele foi remarcado para depois de amanhã. Após a noticia terrível da venda do piano imagino que a possibilidade de ver a senhorita Lucy em dois dias deve animá-lo.

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-Seu pai vai vender o piano?! –berrou James.

Sirius fez sinal para que ele fizesse silêncio, Remo ainda dormia lá em cima.

-Sim, não sei como mamãe foi capaz de abrir mão de seu precioso piano. Às vezes acho que é só para me afligir.

Estavam na pequena sala do chalé, um lugar simples e aconchegante. Eram oito da manhã, o sol brilhava pouco no céu nublado. Uma criada confiável fora trazida por James, e ela preparara duas deliciosas xícaras de chá.

-Prometo dar um jeito de trazer nem que seja um mini-piano para cá. Não sei como você poderia sobreviver sem nenhum, Padfoot.

Sirius agradeceu, sorvendo um pequeno gole de chá.

-Prongs, você foi convidado para o baile da senhora Steele? –perguntou, esperançoso.

-Na verdade, fui sim. –respondeu sorrindo. –E Li-- ...

-E a Lílian estará lá, eu sei. –completou Sirius. –Quem mais provocaria esse sorriso em você? Bom, mas essa é uma ótima notícia.

-O quê? A Lílian ter sido convidada? Concordo plenamente, mas por que você quer que ela vá? Não está gostando dela, está?

-Não se preocupe Prongs, o único fanático por ela aqui é você. Fico feliz por você ter sido convidado. –tranqüilizou-o Padfoot, terminando seu chá e colocando a xícara sobre a mesinha de centro. –Estive pensando... Será que o Moony não poderia ir também?

James pareceu pensativo, olhando para o teto por alguns segundos.

-Sim, acredito que sim. Se você consegue se passar por um amigo meu francês, para ele será ainda mais fácil. Nem precisarei comprar uma peruca, basta um par de roupas elegantes.

-Muito obrigado, James. –agradeceu Sirius, com uma alegria sincera.

-Mas, por que quer tanto que ele vá? –perguntou James, com um sorriso malicioso. –Será que o príncipe por quem todas as garotas inglesas são apaixonadas, finalmente provou do próprio veneno?

-O que está dizendo, Prongs?

-Quem diria que você iria se apaixonar logo por um homem sem fortuna alguma e de origens duvidosas. -comentou James, rindo em seguida. –Desculpe, nunca consigo evitar uma brincadeira.

-É aí que está seu encanto, brinca até mesmo com os assuntos mais polêmicos de nosso século.

Entretanto Sirius não saberia dizer ao certo se aquela brincadeira de James não tinha um quê de verdade. Pois desde que abraçara o maltrapilho Remo, sua cabeça andava demasiadamente confusa.

Passou a desejar com excessivo ardor ir visitar o chalé de estudos na Farley-street. E pensava por demais em certo alguém. Sim, tudo indicava que estava sentindo algo diferente por ele, e que nenhum tipo de negação iria mudar este fato.

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Obrigada a todos que comentaram --- quanto mais comentários, mais rápido o capitulo novo saí; sim isso é uma espécie de chantagem . dá a língua uhsauhusahuhsauhusahusa'

Eu me esforcei muito para conseguir terminar esse capítulo em três dias. Sabe, eu escrevo só mais de madrugada, e meio que parei de entrar no msn nesse meio tempo pra ver se conseguia terminar logo o cap. 2 o.o'

Talvez o próximo demore um pouco mais pra sair, mas vou fazer o possível para manter esse ritmo de três ou cinco dias o/ Comentem bastante e quem sabe sai em dois dias :D usauhsuahusahuhsauuhsa'

Boom, alguns diálogos eu meio que tirei de "O retrato de Dorian Gray" do Oscar Wilde, claro que modificando algumas coisas.

Não sei se tô conseguindo passar a imagem do Lupin que eu gostaria, uma mistura de inocência, sensualidade e libertinagem. Mas ainda tenho tempo pra isso, eu acho. O Sirius seria um pouco mais sensato mas igualmente rebelde, entende? Errr, enfim, vou ir dormir, são três e trinta e seis da manhã .' Sonooo...

Desculpem os erros de ortografia e gramática, às vezes acabo nem lendo a fic duas vezes ..' Falta de tempo e o merda do meu word que fica me corrigindo errado xD

Beijooos, obrigada e comentem poor favor ;D