capítulo 11 – Eu e você
Eu
e você
Não é assim tão complicado
Não
é difícil perceber...
Quem
de nós dois
Vai dizer que é impossível
O
amor acontecer...
Se
eu disser
Que já nem sinto nada
Que a estrada sem você
É
mais segura
Eu sei você vai rir
Da minha cara,
Eu já
conheço o teu sorriso
Leio o teu olhar
Teu sorriso é
só disfarce
Que eu já nem preciso...
Sinto
dizer
Que amo mesmo
Tá ruim pra disfarçar
Entre
nós dois
Não cabe mais nenhum segredo
Além
do que já combinamos
No vão das coisas
Que a
gente disse
Não cabe mais sermos
Somente amigos...
E
quando eu falo
Que eu já nem quero
A frase fica pelo
avesso
Meio na contramão
E quando finjo que esqueço
Eu
não esqueci nada...
Cameron e Chase entraram no apartamento. Chase acendeu as luzes e guardou os seus casacos, gorros e cachecóis.
- Bem vinda ao meu lar Dra. Cameron. – Ele disse apontando um imenso sofá para ela, enquanto ela observava o ambiente com um ar curioso. – O que foi? – Ele perguntou.
- Nada. – Ela ainda estava impressionada. – Só nunca imaginei que você moraria num lugar tão... Tão... Assim...
- Assim como? – Ele ria orgulhoso.
Ela demorou um pouco a responder. O apartamento era incrível. Tinha uma sala ampla, uma decoração moderna e, ao mesmo tempo confortável, tudo de muito bom gosto. Dava vontade de passar o resto da vida ali.
- Sofisticado. Limpo. Ah Robert... Sei lá... É estranho imaginar você pertencente a outro ambiente que não uma república...
Ele deu uma gargalhada.
- Você achou que eu iria largar o tênis jogado na sala pelo resto da vida?
Ela assentiu com a cabeça, rindo.
- Eu tinha que crescer um dia, Allison. Ou você não imaginou que isso também fosse acontecer?
A pergunta veio junto com um olhar cheio de segundas intenções. Cameron se esforçou pra não ver nada nas entrelinhas e pra não perder o controle da situação.
- E aquele chocolate quente? Sai ou não? – Ela perguntou mudando de assunto.
- É claro.
Chase foi até a cozinha e Cameron o acompanhou. O ambiente não era diferente do resto da casa. Não havia nada ali que não fosse branco. Chase começou a pegar os ingredientes nos armários.
- Quer ajuda? – Ela ofereceu.
- Nem pensar. Aqui é o meu reinado, ninguém toca na minha cozinha. Fica sentadinha aí e aprende com o mestre.
- Como você está metido hoje Dr. Chase.
Ele jogou o cabelo fazendo charme. Cameron balançou a cabeça em reprovação, fazendo-o rir ainda mais.
Enquanto ele preparava os chocolates, Cameron o observava. Milhares de coisas se passavam na cabeça dela. Qual era a intenção dele convidando-a àquela hora pro apartamento dele? E qual era a intenção dela aceitando o convite? Por que ele tinha que estar tão lindo, justamente naquele dia em que ela estava tão vulnerável? Ou será que era justamente por isso que ele estava tão atraente? E o Wilson? Lucy?
E
cada vez que eu fujo
Eu me aproximo mais
E
te perder de vista assim
É ruim demais
Por
isso que atravesso
O teu futuro
E faço das lembranças
Um
lugar seguro...
Não é que eu queira
Reviver
nenhum passado
Nem revirar um sentimento
Revirado!
Mas toda
vez que eu procuro
Uma saída,
Acabo entrando sem
querer
Na tua vida.
Chase colocou duas xícaras fumegantes à frente dela despertando-a dos seus pensamentos.
- Um milhão pelos seus pensamentos. – Ele disse baixinho.
Ela deu um meio sorriso.
- Eles não valem 1 dólar.
- Eu estou neles?
Cameron abaixou a cabeça para a xícara a sua frente, como se esperasse dela uma resposta.
- Por que a pergunta?
- Porque com o sorriso que você estava, se estivesse pensando em mim eu seria o cara mais feliz do mundo.
Cameron novamente concentrou-se na xícara. Ela sabia exatamente o que aquele momento significava, sabia que era a hora de tomar uma decisão, de jogar limpo com Chase.
Chase a observou por longos minutos e quando percebeu que ela não iria responder, ele tocou-lhe levemente o queixo, levantando-o, obrigando os olhos brilhantes de Cameron a encararem os seus.
- Do que você tem medo? – Ele perguntou quase sussurrando.
- Achei que tínhamos combinado que era um encontro de amigos. – Ela disse tentando ganhar tempo.
- Eu não consigo ter você na minha casa no meio da madrugada e encarar isso como um encontro de amigos. É... Parece que eu estou mesmo sempre enganando você...
Ela riu.
- E parece que eu estou sempre acreditando em você. Ou fingindo que acredito... Não sei.
Chase deu a volta no balcão ao qual estavam sentados, aproximou-se dela e acariciou-lhe os cabelos.
- Vem cá. – Ele disse fazendo-a ficar de pé.
- O que foi?
Ele a puxou pra um abraço, de forma que os braços dela ficaram presos colados ao seu peito.
Cameron deu uma gargalhada, feliz.
- Ainda encaixa. – Ele disse suavemente, quando ela pousou sua cabeça nos ombros largos dele. – O que você sente?
- A garota mais sortuda do mundo por ser a melhor amiga e a mulher da vida do cara mais bonito da faculdade.
Os dois riram divertidos.
- É incrível que você se lembre disso. – Ela falou afastando-se um pouco dele.
- Você não perguntou o que eu sinto... – Ele continuou a brincadeira, fazendo-a rir ainda mais.
- Hum... Então... O que você sente? – Ela estava corada.
- Tesão... – Ele respondeu sem jeito. – E... Amor.
Cameron o encarou por alguns instantes.
- A segunda parte você inventou.
- Sempre foi verdade, eu só era estúpido o suficiente pra não ter coragem de falar.
Ela abriu um sorriso, talvez o mais lindo que ele já tivesse visto no rosto dela ou de qualquer outra mulher.
- Você não sente saudades da época da faculdade? – Chase perguntou puxando o corpo dela pra junto do seu.
- Todos os dias da minha vida.
Eu
procurei
Qualquer desculpa
Pra não te encarar
Pra
não dizer
De novo e sempre a mesma coisa
Falar só
por falar...
Que eu já não tô nem aí
Pra
essa conversa
Que a história de nós dois
Não
me interessa...
Se eu tento esconder
Meias verdades
Você
conhece o meu sorriso
Lê no meu olhar
Meu sorriso é
só disfarce
O que eu já nem preciso...
Não pensou nem por mais um minuto e a beijou. Cameron não tentou resistir, lá no fundo, ela sabia, desde a hora em que saíram do PPTH, como aquela noite acabaria.
O beijo de Chase era suave, doce e como ela sentia falta daquilo, das mãos ágeis dele percorrendo o seu corpo. Ela sentiu um arrepio quando ele desceu a mão pelas suas costas. Ele riu, no meio do beijo.
- Eu adoro quando você faz isso. – Ela disse voltando a beijá-lo.
Chase a apertou ainda mais contra o seu corpo, tornando o beijo mais intenso.
- Vem... Tem uma parte da casa que você ainda não conhece...
Cameron se afastou dele e mordeu os lábios, nervosa. Chase a puxou pela mão e a levou até o quarto. Os dois pararam diante da cama dele e Cameron começou, lentamente, a desabotoar a própria camisa. Chase fez menção de ajudá-la.
- Não. – Ela disse sem tirar os olhos dele.
Chase apenas a observava. Aquela calma com que ela se despia o deixava louco. Aos poucos, ela se livrou da camisa, da calça e ele observou cada detalhe. Os seios, a barriga lisinha, as pernas bem torneadas... Começou a acariciar com as pontas dos dedos cada centímetro do corpo dela. Cameron se arrepiava a cada toque dele e quando não conseguiu mais conter a excitação, ela o puxou pela camisa e os dois se atiraram na cama, ávidos um pelo outro.
Chase e Cameron se amaram até quase o dia amanhecer. Os primeiros raios de sol entravam pela janela quando os dois adormeceram nos braços um do outro. Nada disseram, apenas dormiram exaustos, felizes como há tempos não se sentiam.
Chase acordou e ficou observando a mulher que estava ao seu lado. Lembrou-se de quando dividiam uma cama de solteiro na república e de como ela costumava acordar de mal humor. Ficou imaginando se ainda seria assim e riu da imagem de Allison enrolada num lençol irritadíssima porque tinha perdido a hora da aula. Afastou o pensamento da cabeça ao perceber que não era aquela menina que ele tinha na cama. Ali estava uma mulher, a Allison adulta, a Dra. Cameron, a mulher com a qual ele queria dividir o resto dos seus dias. E a imagem daquela mulher nua na sua cama era a pintura mais bela que ele poderia imaginar.
Agasalhou a coberta sobre ela, vestiu uma roupa e foi assistir TV na sala pra não acordá-la. Alguns minutos mais tarde ela apareceu enrolada num cobertor gigantesco.
- Bom dia. – Ela disse acomodando-se ao lado dele no sofá. - Por que não me acordou?
- Tinha alguma coisa pra fazer senhorita?
- É... Acho que não né?!
- Você sempre foi preguiçosa pra acordar e... Eu também tenho um pouco de medo do seu humor de manhã.
Ela riu.
- Hoje, particularmente, eu estou de excelente humor.
Chase a puxou pra mais perto dele e se agasalhou com ela embaixo da coberta.
- Então, tá com fome?
Ela assentiu com a cabeça.
- É mais meio dia, você quer um café da manhã reforçado ou prefere sair pra almoçar?
- Prefiro sair pra almoçar. Preciso passar em casa pra trocar de roupa.
- Ok. Antes disso a gente vai ao Hospital buscar o meu carro.
- Achei que você ia até lá correndo. – Ela brincou.
- Tá maluca? Você viu a quantidade de neve que tem lá fora? E, além do mais, você tirou todas as minhas forças essa noite.
- Tenho certeza de que foi melhor do que correr 10Km. – Ela disse beijando-o carinhosamente.
- Ficar com você é melhor do que qualquer outra coisa que possa existir.
- Você me faz ficar convencida desse jeito. Mas... Vamos parar de conversa que eu estou faminta. Vou tomar um banho.
- Vai lá. Ah... – Ele a chamou quando ela já sumia pelo corredor. – Seu celular tocou umas mil vezes.
Ela deu alguns passos pra trás, alcançando a bolsa em cima da mesa.
- Você atendeu?
- Claro que não né Allison?!
Cameron pegou o celular: 8 chamadas perdidas! Todas da Cuddy. Cameron levou a mão à testa. Como é que eu fui esquecer que ela disse que precisava falar comigo?
Entrou no quarto, encostou a porta e discou o número da amiga. Ela atendeu no segundo toque.
- Achei que você tivesse morrido.
- Desculpa Cuddy, dormi como uma pedra, só acordei agora. O que aconteceu?
- Sei que você dormiu! Mas depois falamos sobre isso. Cameron... Eu tô a ponto de explodir, preciso muito falar com alguém, mas não dá pra ser por telefone.
- Tá, eu vou até sua casa agora.
- Não, eu não tô em casa. Vou passar o final de semana na casa dos meus pais, em Maplewood. Preciso ficar longe disso tudo aqui um pouco
- Tudo bem. – Cameron não estava entendendo nada. – Mas se precisar de alguma coisa, me liga.
- Obrigada. Mas a única coisa que eu preciso agora é que você me prometa que, em hipótese nenhuma, você vai contar pra alguém onde eu estou.
- Tá Cuddy. Não vou contar. Mas por que isso?
- Eu te explico quando voltar. Mas é importante. Não conte pro Chase, Wilson, NINGUÉM! Principalmente o House, entendeu?
- Entendi. Boa viagem pra você. Descansa... Você tá precisando.
- Eu vou tentar. Tchau.
Cameron desligou o telefone, confusa. O que será que estava acontecendo com a amiga? Bom... Seja lá o que for, não há o que eu possa fazer por ela agora. Arrumou-se rápido e logo ela e Chase estavam na rua.
XXX
O final de semana passou rápido. Quando Cameron percebeu, já estava no fim da tarde de domingo. Ela e Chase conversavam no sofá da sala dele.
- Sabe que faz tempo que eu não me sinto tão bem... – Ele disse enquanto acariciava os cabelos dela, espalhados no seu colo.
Ela levantou-se do colo dele e sentou-se de pernas cruzadas, de frente pra ele. Era incrível, que mesmo depois de tantos anos, ele ainda era o homem mais bonito que ela conhecia. Ficou observando os traços perfeitos do rosto dele. A boca pequena em perfeita sintonia com o nariz bem desenhado. Os olhos de um azul quase ofuscante, sempre com um ar de que alguém tinha falado algo engraçado. Os cabelos loiros e irritantemente lisos, que sempre renderam piadas sobre secadores e chapinhas. Ela riu ao imaginar um filho dele, deveria ser a criança mais perfeita do mundo.
- Você quer se casar comigo? – Ele soltou de repente, fazendo-a dar um salto do sofá. – Nossa. Não sabia que a pergunta ia te assustar tanto.
- Não... É que... – Ela caiu na gargalhada. Realmente a reação foi desproporcional à pergunta. – Você só me pegou muito de surpresa.
- Eu sei. Mas eu não queria esperar nem mais um dia pra ter você do meu lado pra sempre. Então, aceita?
Cameron deu um sorriso. Algumas coisas mudavam, outras permaneciam exatamente iguais. Ele continuava o mesmo, no quesito atitudes precipitadas.
- Você não acha que tá muito cedo pra falarmos nisso? Eu nem conheço você direito.
- Cedo? Nós nos conhecemos há uns 10 anos.
- Este Robert, que está aqui na minha frente, eu conheço há poucos dias. Com aquele de 10 anos atrás eu não sei se eu me casaria.
- Acho que ele não pediria uma mulher em casamento.
Os dois riram.
- Então. Não acha mais seguro eu saber se o que restou daquele cara em você é a parte que me interessa?
- Seguro? É... A cada dia eu percebo o quanto você também mudou. Mas você tem razão... A gente não precisa ter tanta pressa.
- Sem falar que temos pendências pra resolver...
- Pendências? – Ele não sabia do que ela estava falando.
- Lucy...
- É, tem a Lucy. - Ele deu um suspiro. – Eu vou ser sincero com você... A Lucy ainda me procura. Eu e ela nunca mais tivemos nada, desde que terminamos, mas ela não desistiu. Ela me liga, vem aqui em casa, pede pra voltar, promete que daqui pra frente vai ser tudo diferente...
Cameron abaixou os olhos.
- Não dá pra gente começar uma vida juntos tendo uma ex no nosso caminho, Robert. Eu não vou lidar com isso. Você precisa resolver essa situação.
- Eu vou.
Cameron deu um beijo suave nos lábios dele.
- Eu vou embora tá?! Passei o fim de semana todo aqui, preciso ver como estão as coisas lá em casa.
- Achei que você fosse dormir aqui comigo. - Ele fez cara de choro.
- Não mesmo. Se continuo assim, logo logo eu tô de mudança aqui e não percebi! Por enquanto assim tá?! Cada um na sua casa.
- Mais alguma regra doutora?
- Não. Quer dizer, não que eu me lembre agora. Se eu me lembrar, pode deixar que eu escrevo pra você.
Ele a puxou, enchendo-a de beijos.
- Ok. Agora você pode ir.
XXX
Cameron entrou no apartamento, deu uma olhada na correspondência e desabou no sofá. Ficou pensando em tudo que acontecera no final de semana, no quanto se sentia bem ao lado de Robert e no quanto, ao mesmo tempo, se sentia insegura em relação a ele. Era tão estranha a idéia de ter convivido tanto tempo com uma pessoa e agora essa pessoa ser um completo mistério na vida dela. Resolveu ir tomar um banho. De nada adiantavam aquelas angústias, ela tinha resolvido pagar pra ver, não dava pra voltar atrás justamente agora.
Demorou um bom tempo no banho, quando saiu lembrou-se de Cuddy. Já estava tarde, a amiga já devia estar de volta em casa. Pegou o telefone e discou.
- Alô.
- Cuddy?!
- Cameron! Que bom ouvir sua voz.
- E a sua não parece menos angustiada do que ontem de manhã. Parece que a viagem não adiantou muito...
Cameron teve a sensação de que Cuddy chorava do outro lado da linha.
- Hey, você tá chorando?
- É, parece que eu ando bem mais sensível esses últimos dias. Ando chorando sem motivo.
- Mas algo me diz que não é sem motivo. O que aconteceu hein?!
- Eu vou te contar sim. Mas não agora. Me fala uma coisa, você falou com o House esse fim de semana?
- Sim. Ele me ligou perguntando se eu sabia onde você estava. Eu falei que não, daí ele gritou dizendo que eu sabia sim... Bom... O House. Você conhece. Depois o Wilson também ligou puxando um papo mais sem pé nem cabeça e, no fim, House o tinha mandado ligar pra saber de você. O Foreman também ligou pro Chase, que precisava falar urgentemente falar com você... Enfim, House mobilizou o PPTH inteiro à sua procura.
Cuddy não pôde deixar de rir.
- É a cara dele.
- Olha só amiga, eu não sei o que se passa com você, não sei por que você está fugindo do House, mas, seja o que for, você sabe que ele não vai te deixar em paz.
- Eu sei disso, mas não se preocupe, amanhã mesmo eu vou resolver essa situação. Agora eu quero é saber se você e o Chase se entenderam.
- É. – Cameron estava rindo. – Estamos em lua-de-mel. Vamos só ver até quando né?!
- Como assim "até quando"? Que pessimismo!
- É só uma idéia que não sai da minha cabeça. Sabe quando você sente um aperto no peito e tem a sensação de que alguma coisa vai acontecer?!
- Sei... – Cuddy suspirou. – Tem até nome: angústia. Mas esquece isso, você só está insegura. Tenho certeza de que vocês dois vão ser muito felizes.
- Obrigada. Você também vai ser muito feliz. Todos nós seremos.
- Bom, agora eu vou dormir. Estou exausta. Foi ótimo falar com você, tô me sentindo bem melhor. Obrigada por ter ligado viu?!
- Boa noite querida. Sabe que pode contar comigo né?!
- Sim.
Cameron mal colocou o telefone no gancho e ele começou a tocar.
- Cameron...
- Allison. Nossa, tô ligando há um tempão.
- Mentira Robert. – Ela riu. – Falei 5 minutos com a Cuddy.
- Acredito!
Ela percebeu uma certa tensão na voz dele.
- Que foi?
- Nada... – Ele respirou fundo do outro lado da linha. – Eu só liguei porque... Porque... Sei lá... Queria ouvir sua voz.
- Hum, já tá com saudade é? – Ela falou com a voz suave, provocando-o.
- É, tô morrendo de saudade. Vem pra cá, ficar aqui comigo.
Cameron caiu na gargalhada.
- Eu acabei de sair daí. Já tô de pijama, pronta pra dormir. Você sabe qual é a chance de que eu saia da minha cama agora?
- Então eu vou pra sua casa.
Cameron ficou séria. Realmente havia alguma coisa de errado com ele.
- Não Robert, já tá muito tarde... O que houve com você?
- Nada.
- Como nada?! Você tá estranho, sério... Aconteceu alguma coisa!
- Não é nada, Pequena. Eu só... Me sinto estranho se você não está por perto. De repente me deu um medo tão grande de perder você outra vez.
- Hey... Por que isso agora? Está tudo bem, nós estamos bem. Vai dormir, eu também vou dormir e amanhã a gente se vê ok?! E se você se comportar direitinho, quem sabe não ganha um monte de beijos.
- Tá... Dorme bem.
- Você também. Sonha comigo.
- Allison... Espera. – Ele fez um breve silêncio. – Eu te amo. Não se esqueça disso. Aconteça o que acontecer.
Ela fez menção de responder, mas ele já havia desligado o telefone.
Cameron encostou-se na cama e fechou os olhos. A mesma sensação que ela tinha também atormentava Chase. Aconteça o que acontecer... O que será dessa vez?
Revirou na cama por horas, até adormecer, exausta, sem respostas para os seus temores.
E
cada vez que eu fujo
Eu me aproximo mais
E
te perder de vista assim
É ruim demais
Por
isso que atravesso
O teu futuro
E faço das lembranças
Um
lugar seguro...
Não é que eu queira
Reviver
nenhum passado
Nem revirar um sentimento
Revirado!
Mas toda
vez que eu procuro
Uma saída,
Acabo entrando sem
querer
Na tua vida.
XXX
Notas:
A música que aparece na primeira parte é Quem de nós dois, da Ana Carolina. A Ligya tinha me falado que ouviu essa música e lembrou da minha fic quando eu comecei a escrever, estava só esperando a hora certa pra colocar! Li, brigada! Você, como sempre, mandando muito bem!!!
"Ainda encaixa." – O House disse isso pra Stacy, um dia, não sei quando e nem em que episódio. Só sei que eles estão no telhado e a cena é a coisa mais linda do mundo, até eu que não sou muito fã da Stacy, achei super fofo!
Maplewood é uma cidade localizada no Condado de Essex, no estado americano de New Jersey, fica a aproximadamente 110km de Princeton.
Li, Naiky, Nina... Obrigada pelos reviews!
Meninas, não sintam pena do Wilson. Eu jamais o faria ser o coitadinho da história. Ele mesmo disse, ele não ama a Cam. Ela só é uma garota legal e interessante que apareceu no caminho dele e ele, normal que se interessasse por ela. Agora, é claro, ele sentiu um pouco em ver que o Chase foi embora com ela. Mas isso é mais sentimento de perda do que qualquer outra coisa. Os garotos são assim... Poxa, estou fazendo gente querer mudar de shipper é?! Caracas! Que orgulho!!! Espero que, com esse capítulo, vocês tenham visto que Cham é muito mais legal!
É... O House será pai. Prometo que isso virá sem clichês e que o House não vai se transformar no cara bobão-apaixonado-melhor-pai-do-mundo! Esperem pra ver!!!
Bjos girls!
