capítulo 12 – Revelações

- Bom dia Dr. House.

- Bom dia? – House respondeu surpreso. – Sem gritos, sem perguntas do tipo "o que você está fazendo na minha cadeira, na minha sala trancada?", sem 365 mil horas de castigo na Clinica?

Cuddy fez sinal para que ele se levantasse, mas House não se moveu.

- Em primeiro lugar eu não sou uma mulher que grita, principalmente com você, porque é o mesmo que gritar com uma porta. Em segundo lugar, eu sei o que você está fazendo aqui e conheço os seus truques de mágica pra entrar na minha sala. Em terceiro lugar, levante-se da minha cadeira antes que eu o castigue com 730 mil horas na Clínica.

House sentou-se na cadeira à frente dela. Havia alguma coisa de muito errada com ela.

- Sou todo ouvidos. – Ele disse.

- Você invadiu a minha sala, é você quem deve ter algo pra me falar. – Cuddy o encarava, tentando se manter no controle da situação.

- Onde você esteve o final de semana inteiro? – Ele pergunta sem desviar dela.

- Na casa dos meus pais.

- Por que não atendeu às minhas ligações?

- Por que eu não queria falar com você. Achei que fosse óbvio e que você fosse entender a dica e parar de tentar.

- Você está particularmente estranha hoje. E mais agressiva do que o normal...

- Foi uma pergunta?

- Não. Uma constatação.

- Próxima pergunta!

- Por que você acha que eu tenho uma próxima pergunta?

- Porque você está me interrogando.

- Você está grávida?

- Você acha que eu estou?

- Responde com outra pergunta! Interessante! – House aproxima-se dela e apóia os cotovelos na mesa. – É a primeira vez que você desvia os olhos de mim. Eu tenho certeza.

- Então por que perguntou?

Ele levanta-se de súbito.

- Você está?

- Sim. Pronto, você já sabe. Pode ir trabalhar agora. – Cuddy aponta a porta e vira-se para o computador.

- Hey. – House altera o tom de voz. – Como assim "pode ir trabalhar agora"? Você está esperando um filho meu e age como se eu não tivesse nada a ver com isso.

- Você acha mesmo que o mundo gira ao seu redor né?! Quem te disse que você é o pai?

- Eu não sei ao redor de quem o mundo gira, mas sei muito bem por onde 'passeia' a sua vagina.

Cuddy olhou pela porta, algumas pessoas que passavam no corredor olharam curiosos pra dentro da sala.

- O que foi? Vocês não têm nada pra fazer? – House gritou e voltou-se para Cuddy. – De quem mais seria esse filho?

Ela deu um sorriso irônico.

- É engraçado como eu ainda me surpreendo quando você é... Você.

- Cuddy, não muda de assunto. Não vai me dizer que esse filho é do Guillman? Aquele imbecil que fez vasectomia depois de ter 4 filhos, com medo de ser acusado de superpopular New Jérsei.

- Você roubou a ficha dele?

- Não se finja de surpresa. Eu fiz isso a primeira vez que o vi entrando na sua sala. E eu não roubei, eu apenas fiz cópias! Agora me fala, o que você quer que eu faça em relação a essa criança?

- Ok, House, você venceu. Você vai ser papai. – Ela deu um sorriso falso. – O que quer que eu diga? "Parabéns" ou "eu sinto muito"?

- Você planejou isso?

- Claro! – Cuddy levantou-se e parou na frente dele. – Eu calculei o dia em que eu estava ovulando, marquei uma festa no Hospital pro mesmo dia, tomei um porre de propósito, acreditando que você, com seu enorme coração, iria me levar pra casa, seduzi você e te levei pra cama. Sim foi tudo planejado! Não me tira do sério House... E, por favor, pára de gritar.

- O que você espera? Que eu solte fogos de artifícios, que dê uma festa pra comemorar ou que vá agora mesmo com você escolher o enxoval?

Cuddy fechou os olhos e respirou fundo.

- Agora, eu só quero que você saia da minha sala.

- Eu não quero ser pai. – Ele disse ignorando o que ela havia dito. – Eu nunca quis ser pai. Eu não nasci com aquele gene da paternidade sabe?! Aquele que todo mundo recebe e sonha em ter um lindo bebezinho com os olhos da cor do seu! Eu não recebi um exemplar!

- Eu sei. – Cuddy respondeu calmamente. – Você é o último homem na face da Terra com quem eu iria querer ter um filho. Mas, por ironia do destino, depois de algumas tentativas, de inseminações artificiais fracassadas e de uma frustração enorme, foi justamente desse homem que eu engravidei. Um cara com quem eu transei uma vez. E isso não muda a minha felicidade em realizar meu sonho.

House a encarava. Seu rosto estava lívido de raiva. Ele virou-se para sair. Sua cabeça estava a mil.

- House. – Cuddy chamou antes que ele alcançasse a porta, fazendo-o se virar. – Eu sinto muito.

Ele apenas acenou com a cabeça e deixou o escritório.

House foi direto ao consultório de Wilson e entrou, sem bater.

- House. Eu estou com um paciente, como você pode perceber.

- Relaxa. Eu só vim perguntar se você quer ser o padrinho.

Wilson arregalou os olhos.

- Se eu quero ser o... Ela está mesmo... ?

- Sim. Não vai me dar os parabéns?!

Ele fechou a porta e saiu.

- Só um minuto. – Wilson falou para o paciente e saiu atrás do amigo.

- House espera.

- Não consegue alcançar um aleijado? – House disse sem se virar.

- Hey. – Wilson disse assim que o alcançou. – Como você está?

- Radiante. Como eu poderia estar? Eu vou ser pai. É o milagre da vida.

- Um ótimo momento pra exercitar o seu sarcasmo.

- Vai cuidar dos seus pacientes Wilson. Eu estou ótimo. Não é o fim do mundo. É só um bebê, algumas fraldas, a Cuddy grávida por nove meses e mãe pelo resto da vida. Eu vou sobreviver.

Wilson não conseguiu segurar o riso.

- Tem certeza que não precisa conversar?

- Sim. Eu tenho empregados pra isso.

- Bom, tudo bem. – Wilson virou-se de volta pra sua sala, mas parou no meio do caminho. – House, espera...

- Que é?

- Tem uma grávida no pronto socorro que teve uma crise convulsiva. Não é um caso interessante, mas é um bom treinamento.

House não respondeu. Apenas entrou no elevador e apertou o número 1.

XXX

Cameron estava sozinha na sala de diagnósticos quando Chase chegou.

- Hey. Bom dia.

Ele fez menção de dar um selinho nela, mas ela se afastou.

- Bom dia Dr. Chase. – Ela disse com um sorriso. – Nem pense em me beijar aqui.

Ele riu.

- É verdade. Quem teve a idéia de fazer essas paredes de vidro?

- Não sei. Só sei que elas são bem indiscretas.

- Falando em indiscrição... Por onde será que anda o nosso chefe?

- Ah, eu passei na sala da Cuddy logo cedo pra falar com ela e ele estava lá dentro, aos berros.

- O que será que aconteceu?

- Não faço idéia. Mas também não é muito legal a gente ficar aqui especulando a vida dos nossos chefes né?!

- É... Allison, eu preciso conversar uma coisa com você.

Cameron ficou tensa. Ele queria conversar, papo sério, ali, àquela hora...

- Tá... Pode falar.

- Eu... Não sei por onde começar...

- Pois nem comece Dr. Chase. – House interrompeu os dois. – Você vai pra Clínica agora. Cameron, você tem um paciente. E... Tá faltando um.

- O Foreman está no Congresso de Neurologia, lembra?! – Chase disse saindo da sala. – Hey, por que eu vou pra Clínica?

- Ah, não faz pergunta difícil Chase. Anda, tchau.

Chase resmungou e saiu.

Cameron jogou a ficha em cima da mesa, sem olhar.

- House...

- Ah, você também não vai reclamar né?!

- Não. Eu só queria saber o que houve que você e a Cuddy estavam discutindo.

- Ah. Você não sabe?! Muito interessante. E acha que eu vou te contar por quê? Você a escondeu de mim o final de semana todo.

- É mesmo, esqueci que a Cuddy passou todo o final de semana dentro do meu bolso.

- Tenho certeza que não. Você não tá com cara de que se divertiu muito com a sua amiga. No máximo, com um médico louro que trabalha por aqui.

Cameron ignorou o comentário e foi pegar um café.

- Me conta uma coisa. – House continuou a atormentá-la. – Ele é tão bom assim? Por que, 6 anos depois, você ainda quer o cara...

- House, que tal a gente trabalhar?

- Mas o papo tava ficando... Olha só quem veio participar da conversa. - House disse virando-se pra porta. – Lucy in the sky! Ela tem conhecimento da causa.

Cameron revirou os olhos. Era só isso que faltava acontecer.

- Lucy, o Chase está na Clínica. – Cameron informou na maior educação que ela conseguiu.

- Mas a namorada dele está aqui. – House alfinetou. - Vou deixar as duas a sós, devem ter muita coisa pra conversar.

- Eu sei que o Robert está na Clínica, Allison. – Lucy disse assim que House se afastou. – Eu me informei na recepção.

- Ele não sabe que você está aqui?

- Não.

- Então? – Cameron não estava entendendo.

- Eu vim falar com você.

- Comigo? Tudo bem. Senta.

As duas se sentaram.

- Eu não sei bem que tipo de assunto nós duas tenhamos pra tratar.

- Não se faça de ingênua. Você sabe muito bem que o Robert terminou o noivado comigo pra ficar com você. Creio que este seja um assunto que nós tenhamos em comum.

- Ok. É um assunto em comum. Mas eu ainda não vejo o porquê de discutirmos isso. Está feito não é mesmo? Não há nada que eu possa fazer Lucy, eu sinto muito.

Lucy riu.

- Você sente muito? Pelo jeito você ainda não sabe...

- Sabe o quê?

- É engraçado, você posando aí de dona da situação, de superior...

- Olha aqui Lucy, eu não estou posando de dona da situação. Se você tem alguma coisa pra me falar, é melhor que seja rápido, porque, ao contrário de você, eu preciso trabalhar. Agora se você só veio aqui pra checar se o Robert e eu estamos juntos, pronto, já matou sua curiosidade.

- Eu já estou de saída. Eu só vim aqui pra te contar que o seu namorado vai ser papai.

Cameron a encarou, assustada.

- O quê?

- É isso mesmo. Eu estou grávida e o Robert é o pai. Eu só queria ter certeza que você soubesse, sabe como é o Robert pra se livrar de encrencas né?! Ia te enrolar e acabar não contando. Eu não acho justo sabe?! Se você é a mulher que está com ele, que vai enfrentar isso com ele, é justo que você saiba.

- Você é um amor Lucy. Estou comovida. Obrigada pela notícia, agora você pode ir embora.

- Tudo bem. Mas não se preocupe, soube que você é ótima com crianças, tenho certeza que será uma ótima madrasta pro meu filho com o Robert. Até mais.

Cameron ficou perplexa. Não sabia se chorava, se gritava ou se voava no pescoço daquela mulher até matá-la.

Isso não pode ser verdade. Um filho? Ok. A gente aprende a lidar. Agora agüentar essa desgraçada na minha vida, pra sempre, definitivamente, não dá.

Não sabia o que fazer, como reagir. Ir atrás de Robert agora? Tira-lo do consultório aos berros e exigir uma explicação? Ela sabia que era uma opção idiota. Sabia também que não tinha a menor condição de cuidar de um caso agora. Não, Allison Cameron não era muito boa em separar emoções e trabalho. Onde diabos o House se meteu agora?

Cameron pegou a ficha que House trouxera e a abriu, meio que por reflexo, começou a ler:

"Mulher, 39 anos, 23 semanas de gestação. Admitida no Pronto Socorro em crise convulsiva. Acompanhante relata que a paciente teve dor epigástrica e cefaléia há cerca de cinco dias. Quadro compatível com pré-eclâmpsia, aguardamos parecer obstétrico. Exames..."

Que ironia. Uma mulher grávida, morrendo, justo hoje. E por acaso eu tenho cara de obstetra?

Cameron segurou a cabeça com as duas mãos. Precisava pensar, precisava fazer alguma coisa. Por que aquilo agora?

- Cameron? – Ela ouviu a voz de Wilson a chamando.

Maravilha!

- Oi.

- Eu estou procurando o House. – Ele sentou-se de frente pra ela. – Mas... Está tudo bem com você?

- Claro. Eu só... Minha cabeça... Tá explodindo.

- Sua habilidade pra mentir é horrível.

Ela deu um sorriso sem graça.

- É... Eu realmente não tô legal hoje, mas não se preocupe, não há nada que você possa fazer.

A última coisa que ela faria era contar para o Wilson os seus problemas com Chase.

- Tudo bem, se não quer falar. Mas você sabe que pode sempre contar comigo né?! Eu sou seu amigo, antes de e apesar de qualquer coisa.

Cameron segurou a mão dele. Como se sentia burra por não ter dado uma chance a ele. Ele lhe transmitia uma segurança inexplicável. E era tudo o que ela precisava naquele momento.

- Obrigada Wilson.

- Bom, eu preciso trabalhar. Você sabe onde o House se meteu?

- Não faço idéia. Mas adoraria saber e queria saber também por que ele me deu uma paciente grávida, diagnostica.

Wilson deu uma gargalhada.

- O House não existe.

- Wilson... Você se importaria de ir dar uma olhada nela pra mim?

- Algum problema?

- Eu só tenho uma coisa pra resolver e, diagnosticada ou não, a paciente é nossa e precisa de cuidados.

- Claro Cameron. Eu vou lá.

- Obrigada de novo.

- Às ordens!

Assim que Wilson saiu, Cameron pegou sua bolsa, decidida a ir pra casa. Ela já estava no hall quando ouviu House chamá-la:

- Onde você pensa que vai?

- Pra casa. Eu não estou me sentindo bem.

- Nem pensar. Você tem uma paciente.

- House. Por favor. Eu não estou nos meus melhores dias. Não há muito o que possamos fazer por ela. Depois do almoço o Foreman ta aí, o Chase também só vai ficar na Clínica até meio-dia e eu pedi pro Wilson dar uma olhada na paciente.

- Você parece decidida mesmo a ir embora.

- Eu estou.

- Eu sou o seu chefe.

- Mas não precisa de mim aqui hoje e não há nada que você fale que me faça desistir de ir pra casa.

- A ex-quase-Sra. Chase abalou você hein?!

- Até amanhã House.

Virou as costas e saiu do Hospital, deixando o chefe parado no meio do hall.

XXX

House foi até a maternidade e encontrou Wilson conversando com algumas enfermeiras.

- O que você está fazendo aqui?

- Alguém tinha que cuidar da sua paciente. Por que pegou o caso se não ia cuidar dele? – Wilson indagou.

- Era pra Cameron dar um jeito nisso.

- Tá. O que aconteceu com a sua equipe hoje?

- Chase tá na Clínica. Foreman num Congresso. A Cameron... Surtou.

- As pessoas têm problemas House. E precisam lidar com eles.

- Se cada vez que você tiver um problema você fugir correndo do hospital que nem um cachorrinho medroso... O que será das criancinhas com câncer?

Wilson sacudiu a cabeça.

- Eu estava falando de você.

- Eu não tenho problemas. – Disse virando-se pra sair por onde tinha vindo.

- House! – Wilson alterou o tom de voz. – Cresce. Você vai ter que lidar com isso. Quer você queira quer não. É um filho! É a Cuddy!

- Acabou?

House começou a andar e Wilson o seguiu.

- House...

- O que você quer que eu faça? Que vá segurar a mão dela na hora do ultra-som? Ou que saia correndo desesperado de madrugada quando ela tiver vontade de comer amêndoas doces com calda de caramelo?

- Não. Eu quero que você comece a aceitar a idéia de que você vai ser pai.

- Eu já aceitei. – House deu um sorriso irônico. – É sério. Numa boa. Vai ser fácil.

- Você vai fazer a Cuddy sofrer.

- Não. Eu realizei o sonho dela. Ela é eternamente grata a mim. Por que ela sofreria?

- Você consegue falar sério? Por 5 minutos?

- Você tá muito chato. Precisa arrumar uma namorada.

Wilson revirou os olhos.

- Posso falar com a Cuddy... Ela deve tá meio carente. E, além do mais, você ia ser um ótimo padrasto pro filho dela.

- SEU filho!

- TCHAU!

House fez uma careta e entrou no elevador.

XXX

Logo depois do almoço, Chase e Foreman se reuniram com o chefe na sala de diagnósticos.

- Então... O que temos hoje? – Foreman perguntou.

- Mulher grávida em crise convulsiva. – House respondeu sem tirar os olhos do livro que ele fingia ler.

- O quê? – Chase se surpreendeu. – Nada pra diagnosticar?

- Como assim nada? Podem ser mil coisas.

- É pré-eclâmpsia House. – Foreman respondeu, paciente. – Tá escrito aqui. Os exames foram compatíveis.

- E não há nada que vocês possam fazer por ela? – House perguntou encenando uma cara de piedade.

- É claro que sim. – Chase respondeu. – Medicar... E rezar pra que ela agüente até o bebê ficar pronto pra nascer.

- Então tá. Ela já está medicada. Eu vou esperar pra ver se ela reage, vocês dois vão rezar.

Chase deu uma risada. Foreman se levantou.

- O que você tá lendo?

- Nada. – House fechou o livro e o guardou na mochila.

- Eu vou monitorar a paciente, House.

- E eu vou... – Chase se levantou. – Espera. Cadê a Cameron?

- Foi pra casa.

- Pra casa? Por quê?

- Acho que a Lucy sorriso de paisagem a estressou. Ela saiu daqui com cara de poucos amigos.

Chase levou as mãos à cabeça.

- A Lucy veio aqui?

- Sim! – House o fitava tentando descobrir o que se passava.

- E falou com a Cameron?

- Sim. De novo!

- Droga!

- Que você aprontou dessa vez Dr. Terror das Mulheres?

- Eu preciso sair, House.

- Certo. Vai.

- Só isso?

- É. Pode ir. Eu vou vomitar se ficar olhando pra essa sua cara de cachorro que quebrou o vaso.

- Obrigado.

- Diz pra minha imunologista que amanhã eu a quero de volta.

- Eu também quero. – Chase respondeu e saiu apressado da sala.

XXX

Cameron estava jogada no sofá da sala quando ouviu a campainha tocar.

Droga.

Fechou os olhos ignorando a campainha que tocava insistentemente. Tinha esperança de que, quem quer que fosse, a deixasse em paz. Mas isso não aconteceu.

Ela ouviu a voz de Chase:

- Allison. Sou eu.

Ok Robert. Vamos lá!

Levantou-se, prendeu os cabelos e abriu a porta.

- Você ia me contar, Robert?

A vida sem freio me leva, me arrasta, me cega
No momento em que eu queria ver
O segundo que antecede o beijo
A palavra que destrói o amor
Quando tudo ainda estava inteiro
No instante em que desmoronou
Palavras duras em voz de veludo
E tudo muda, adeus velho mundo
Há um segundo tudo estava em paz...

Nota única:

O trecho que aparece no final é da música Cuide bem do seu amor, dos Paralamas do Sucesso.

Obrigada:

Pelos reviews! Sempre!

Li, eu copiei seu jeito de escrever reviews e agora estou copiando seu jeito de respondê-los. Que culpa eu tenho se você só tem idéias boas?! Hehe É claro que eu iria lembrar da música que você falou, só estava esperando um momento especial pra colocá-la. E eu realmente não sei escrever NC-17, eu tento!!! Mandinha, adorei o seu review. Fiquei "me achando" muito! Que bom que você tá gostando. Continue a ler e mande seus reviews. Dri, esse demorou, mas saiu. Valeu pelos docinhos!!! Já disse hoje que te amo?

Por hoje é só. O próximo capítulo é o caminho para o fim.

Bjos pra todas!