capítulo 13 – Sobre filhos e relacionamentos
"Farsa, tragédia grega ou dramalhão mexicano, às vezes comédia de mal gosto, outras soneto perfeito: o amor, como as palavras, se disfarça em doces armadilhas ou lâminas mortais."
- Posso entrar?
Cameron abriu um pouco mais a porta pra que ele entrasse. Eles se observaram por longos minutos, Cameron notou o ar de desespero de Chase. Parou diante dele e cruzou os braços.
- Você ia me contar?
Chase fechou os olhos por um instante. Ela tinha uma expressão dura no rosto, os olhos davam indícios de que havia chorado o dia inteiro. Ele se odiou por isso.
- Alli... Eu não planejei isso. – Ele disse chamando-a pelo apelido que há muito tempo não usava.
- Eu também não planejei começar um relacionamento com um cara que vai ter um filho com outra mulher.
- Me perdoa?
- Te perdoar Robert? – Ela deu uma risada seca. – Por quê? Por você transar com a sua noiva, a mulher que você amava, com quem você ia se casar? Quem sobrou fui eu. Parece que eu cheguei tarde na sua vida... Ou foi você quem voltou tarde pra minha...
- Não fala assim Pequena. – Ele tentou abraçá-la, mas ela se esquivou. – A gente pode lidar com isso. Se a gente quiser...
- Aí é que está Robert. A gente pode... Eu só não tenho certeza se eu quero.
- Você acha que não vale à pena?
- Eu realmente não sei. Não sei se eu vou agüentar te ver ligado à Lucy pelo resto da vida. Não sei que sentimentos eu vou ter por uma criança que vai ter o seu sorriso, mas não vai ter os meus olhos. Eu não consigo ver nada de bom que essa mulher possa trazer pra nossa vida.
- Eu entendo você meu amor, é claro que vai ser difícil. Mas se a gente tiver paciência, se a gente ficar junto...
- Pára Robert! – Ela o interrompeu. – Eu não sou tão boa assim. Eu cheguei a uma idade em que eu preciso pensar em mim, na minha felicidade. Eu quero paz! Mais do que amor, eu quero tranqüilidade, segurança, um homem que seja meu e, futuramente, dos meus filhos. Eu não quero nada pela metade Robert, e parece que, nesse momento, é só o que você pode me dar.
Chase a fitou com um olhar de súplica. Ele não podia acreditar que, pela segunda vez, estava perdendo a única mulher que ele amou de verdade. E ele sabia que essa seria a última vez.
- Allison, eu demorei 6 anos pra perceber que você é a mulher da minha vida. Não é justo que eu tenha que te perder justamente agora. Não é justo que eu tenha que pagar um preço tão alto por ter falhado com você.
- Não é justo com a gente, Robert. Mas quem falou que a vida é sempre justa né?! Eu tô aí pra provar isso!
- E você está certa de que será mais feliz longe de mim do que enfrentando isso tudo do meu lado?
Cameron engoliu em seco. Tentava com todas as suas forças segurar as lágrimas.
- Não seja pretensioso, Robert.
- Eu não estou sendo, Allison. Eu só tenho certeza que duas pessoas que se amam não podem ser felizes longe uma da outra. E a prova disso é que, mesmo depois de tanto tempo, mesmo depois da merda que eu fiz com você, a vida deu um jeito da gente se encontrar de novo.
As lágrimas caíram pelo rosto dela. Ela começou a socar o peito dele, com força suficiente pra descarregar toda a sua raiva, mas não suficiente para feri-lo.
- Seu idiota. – Ela disse chorando. – Por que você teve que voltar pra minha vida? Que poder é esse que você tem sobre mim, de me levar do céu ao inferno num espaço de tempo tão curto?
Ele a abraçou gentilmente, deixando que ela chorasse com a cabeça apoiada em seu peito.
- Eu te amo Allison. E por mais que eu odeie isso, eu vou te fazer sofrer às vezes. Mas eu estou certo que eu vou te fazer feliz na maior parte do tempo.
Ela se afastou dele e secou as lágrimas.
- Eu sei. E é por isso que você vai me deixar sozinha agora.
- É o que você quer?
- É o que eu preciso.
- Tudo bem. Mas eu volto à noite pra saber como você está.
- Não precisa.
- Eu preciso.
- É só ligar.
- Não abra a porta se não quiser me ver. Mas eu virei...
Ele deu um beijo na testa dela e saiu do apartamento.
Chase mal saíra e a campainha tocou novamente. Cameron foi até a porta e abriu um sorriso ao ver a amiga.
- Cuddy!
- Hey!! Te procurei pelo hospital inteiro, até que o Wilson disse que você tinha "surtado", segundo o House.
Cameron deu um sorriso triste.
- É. A semana começou tensa... – Ela disse enquanto as duas se acomodavam no sofá.
- Que houve? Achei que você estivesse em "lua-de-mel".
- Estava, até que a Srta. Green, quase Sra. Chase me jogou uma bomba no colo.
- Lucy? Ah não Cameron, você não vai deixar essa...
- Ela tá grávida!
- Ah meu Deus!
- É... Eu estou arrasada e sem ter a menor idéia do que fazer.
- Você e Chase conversaram?
- Conversamos. Ele tá meio perdido. Isso pegou a gente de surpresa. Eu acabei sendo dura com ele. Ele tá precisando de mim e eu por nenhum momento pensei nisso, só fiquei falando do que eu tô sentindo.
- Realmente é uma barra, Cameron. Se a garota fosse pelo menos mais sociável, mas engolir aquela ali não vai ser fácil.
- É nisso que eu penso, Cuddy. Essa mulher vai fazer da nossa vida um inferno. Você não imagina o jeito que ela foi lá correndo me dar a notícia. Ela fez questão de fazer isso antes que o Chase tivesse a chance, pra que eu pensasse que ele não ia me contar. Ela tinha um ar de vitória, de superioridade. Eu quis matá-la!
- É, parece que hoje é o dia nacional dos pais que não querem ser pais!
- Quem mais vai ser pai? – Cameron perguntou desconfiada.
- Eu vou ser mamãe!
Cameron abriu a boca. Realmente por essa ela não esperava.
- Ai meu Deus! Cuddy, isso é maravilhoso. Poxa, o que você tanto queria. Parabéns!! Não pensei que hoje eu pudesse ficar feliz com uma notícia de gravidez!
- Obrigada. Eu estou muito feliz e um pouco preocupada também. Afinal eu não tenho mais 20 anos né?!
- Ah, mas vai dar tudo certo. Tenho certeza de que você vai fazer tudo direit... Peraí... O pai é o...
- Isso mesmo! House!
- Só as bombas hoje! House vai ser papai! – Cameron deu uma risada. – E ele já sabe disso?
- Já.
- E?
- E que ele agiu como eu esperava. Deu um acesso de raiva, foi irônico e sarcástico e depois foi embora, como se nada tivesse acontecido.
Cameron franziu a testa.
- Mas isso é sério Cuddy. Não vai ser legal pra essa criança se o pai agir com indiferença em relação a ele.
- O House não é indiferente a nada Cameron. Eu vou dar o tempo dele. Eu não me importo. O que eu quero agora é paz pra poder levar a minha gravidez de forma saudável.
Cameron deu um sorriso.
- Que foi? – Cuddy perguntou.
- "O House não é indiferente a nada" e você também não né?! Mas tá aí toda durona e eu sei que esse coração, lá no fundo, tá bem apertado.
Cuddy abaixou os olhos.
- Não dá pra não ficar assustada né?! Por mais independente e auto-confiante que você seja. É alguém que vai depender de você... Seria legal sim ter um homem por perto...
- Você gosta mesmo dele. – Cameron afirmou.
- Dá pra acreditar?
As duas riram
- Dá. Há pouquíssimo tempo eu achava que você era louca, mas agora eu também até que gosto dele. Jamais me casaria, ou teria um filho com ele, mas, tirando a parte ruim, ele até que é legal.
Cuddy caiu na gargalhada.
- House parece ser o único homem com quem eu sou eu mesma sabe?! Ele me desafia, me desarma...
- Você faz o mesmo com ele. Você só precisa aprender a usar isso a seu favor.
- Como?
- Ah, não faço a menor idéia.
- Muito legal você hein?! – Cuddy brincou. - Planta a idéia na minha cabeça e me deixa ainda mais maluca.
- É só o que eu vejo. Você o desconcerta. Cuddy, todo mundo tem o seu ponto fraco, é uma questão de descobrir!
- Eu já pensei nisso. Só não faço idéia de por onde começar a procurar.
- É, parece que nós duas temos coisas grandes pra resolver...
Cuddy encarou a amiga. Cameron parecia tão desolada, se esforçando pra não aparentar isso. Cuddy aproximou-se dela e segurou sua mão.
- Cameron, eu não faço idéia do que está se passando pela sua cabeça. Eu sou péssima com relacionamentos, mas uma coisa eu aprendi nessa vidinha: nunca vai ser do jeito que a gente quer, mas pode ser com quem a gente quer. Eu perdi muito tempo procurando alguém que fosse conveniente, que se encaixasse no meu padrão de perfeição. Agora, estou aqui, com mais de 40 anos, grávida de um homem que está a anos-luz da perfeição, mas que nesse momento, é quem eu queria do meu lado.
- Você acha que eu devo engolir essa?
- Isso é você quem tem que decidir. O meu conselho é que você decida pelo seu coração. Por mais burro que ele seja, a cabeça é sempre mais traiçoeira.
Cameron riu.
- A batalha é dura!
As duas ainda conversaram um bom tempo. Sobre filhos, homens e relacionamentos. Sobre trabalho e futuro. Sobre família. Uma falando das experiências não vividas, dos arrependimentos, a outra, das coisas por viver, dos medos.
Já estava no final da tarde quando Cuddy levantou-se pra ir embora.
- Cameron, foi ótimo conversar com você, mas eu preciso trabalhar. Afinal, agora eu tenho um filho pra sustentar.
Cameron abraçou a amiga.
- Boa sorte. Eu sei que você vai tirar isso de letra e que, mais cedo ou mais tarde, House vai se convencer de que ele também consegue.
- Tomara. E você, se cuida tá?! Pensa bastante e não toma nenhuma decisão precipitada. Você sabe que pode contar comigo.
- Obrigada.
XXX
Chase chegou em casa perturbado. Não conseguia pensar em nada racional pra fazer. Queria voltar no tempo, queria que Lucy não estivesse grávida. Ao mesmo tempo, se sentia péssimo por pensar nisso, era um filho e por mais complicações que esse filho poderia trazer pra sua vida, ele não conseguia deixar de pensar que era uma bênção.
Pegou o telefone e discou.
- Robert? – Lucy atendeu eufórica.
- O que você pensa que está fazendo? – Ele perguntou irritado.
- Que bom que você ligou, eu estava louca pra te contar que hoje eu fiz compras pro nosso bebê.
Chase respirou fundo, queria a todo custo não perder a paciência com ela, mas Lucy passava dos limites.
- Não se faça de boba Lucy! O que você acha que vai conseguir indo perturbar a Allison?
- Ah... É isso? Amor, eu só fui dar a notícia pra ela. Ela precisava saber.
- Lucy. – Chase gritou. – Nós não combinamos ontem que eu ia conversar com ela? Por que você tinha que ir lá? Que prazer é esse que você tem em dificultar tudo pra mim?
- Meu amor, eu não fiz nada! Eu só poupei você de ter que dizer isso pra ela. Ela precisava saber que o namorado agora vai se casar com a mãe do filho dele.
- Eu não vou me casar com você! Quantas vezes eu vou ter que repetir isso? Lucy, você não é burra e cinismo nunca combinou com você. Por favor, vamos tentar levar essa gravidez sem transtornos.
Ela começou a chorar.
- É muito fácil pra você que não vai ter que carregar essa criança na barriga. Não é você que vai acordar de madrugada pra amamentar. Você não vai tá sozinho, Robert.
- Agora, graças a você, é muito provável que eu esteja sozinho sim.
Lucy parou de chorar subitamente.
- Ela terminou com você?
- Não!
- Ah.
- Lucy, escuta uma coisa, eu vou te falar isso pela última vez. Eu não vou me casar com você, mas isso não significa que eu não vou estar do seu lado. Eu vou ser o melhor pai que eu puder, antes e depois que essa criança nascer, mas eu não posso te dar mais do que isso.
- Não é o suficiente pra mim Robert. Mas tudo bem, eu tenho certeza que essa mulher não te ama tanto quanto eu, e sabe por quê? Porque ela não vai ficar do seu lado. E quando ela te abandonar, você vai voltar correndo pra mim.
- Você pode ter razão quanto a Allison não ficar do meu lado. Mas está completamente enganada quanto a eu voltar pra você. Fica bem Lucy, e se cuida. Se precisar de alguma coisa, você sabe como me achar.
- Rob...
Ele desligou o telefone antes que ela dissesse mais alguma coisa.
XXX
- Hey. – Wilson alcançou House na saída do hospital. – Como está a grávida?
- Qual delas?
Wilson fez uma careta.
- A sua paciente House.
- Ah, essa aí tá bem mal. O pessoal da obstetrícia tá cuidando dela.
- Você passou um caso pra outra equipe?
- Ela vai morrer, e a criança também. Não há nada que eu possa fazer. – Ele disse sério.
- E você passou o caso porque não pode fazer nada ou porque acha difícil ver mãe e criança morrerem porque ela resolver ficar grávida tarde demais.
House o encarou.
- Wilson, me deixa em paz. Não dá pra você ficar um dia sem me encher, sem me perseguir, sem tentar me transformar no Dr. House bonzinho?
- Você foi rápido da negação pra raiva. O próximo passo é a barganha... E você sabe como isso acaba.
- Não tem ninguém morrendo, você tá confundindo as coisas.
- Mas tem gente com doença crônica. É pra sempre House.
- Obrigado pela força amigo. – House simulou um abraço. - Eu já tô sabendo. Tchau. Me esquece!
Tenho
um peito de lata
E um nó de gravata
No coração
Tenho
uma vida sensata
Sem emoção
Tenho uma pressa
danada
Não paro pra nada
Não presto atenção
Nos
versos desta canção
Inútil
Tenho
um metro quadrado
Um olho vidrado
E a televisão
Tenho
um sorriso comprado
A prestação
Tenho uma pressa
danada
Não paro pra nada
Não presto atenção
Nas
cordas desse violão
Inútil
Tenho
o passo marcado
O rumo traçado sem discussão
Tenho
um encontro marcado
Com a solidão
Tenho uma pressa
danada
Não moro do lado
Não me chamo João
Não
gosto nem digo que não
É inútil
Vou
correndo, vou-me embora
Faço um bota-fora
Pega um lenço
agita e chora
Cumpre o seu dever
Bota força nessa
coisa
Que se a coisa pára
A gente fica cara a cara
Cara
a cara cara a cara
Com o que não quer ver
XXX
À noite, em casa, Cameron estava impaciente. Andava de um lado pro outro pensando em tudo que tinha acontecido no fim de semana. Lembrava do quanto era bom estar ao lado de Chase, mas logo imaginava Lucy e sentia um medo enorme. Temia que se não acabasse tudo agora, ela pudesse perdê-lo aos poucos e que o sofrimento seria maior. Ao mesmo tempo sentia que podia ser feliz e que estava nas mãos dela. Se pegou pensando se Chase iria mesmo aparecer como havia prometido e logo se sentiu uma idiota por pensar nisso. Deu um pulo com o toque da campainha. Seu coração disparou e ela se sentiu feliz por ele ter ido.
Chase abriu um sorriso quando ela abriu a porta.
- Achei que você não fosse me atender. Pensei até em trazer um travesseiro pro caso de ter que passar a noite aqui no corredor. – Ele brincou.
Ela observou o quanto Chase estava lindo. Estava frio lá fora e, apesar de ainda ser outono, ele usava roupas de inverno. Cameron lembrou-se do quanto gostava do inverno na época da faculdade, ela e Chase brincavam que eles pareciam príncipe e princesa nórdicos quando usavam roupas de inverno.
- Eu não sou tão má assim. – Ela respondeu tentando ser legal com ele. – Tá frio, eu podia te emprestar um travesseiro e um cobertor.
- Falando em frio, eu te trouxe uma comida quente. Imagino que você não comeu nada o dia inteiro.
- Imaginou certo. – Ela disse enquanto abria as caixinhas de Yakisoba e servia os dois. – Parece que você ainda me conhece bem.
- Você parece melhor.
- Eu tomei banho. – Ela brincou.
- É sério. Você parece mais serena do que de manhã. Mais tranqüila.
Ela abaixou a cabeça e brincou com o macarrão no prato.
- Mas você ainda está triste. – Ele continuou.
- Não está fácil. – Ela disse com lágrimas nos olhos.
- Por favor, não chora.
- Eu não quero perder você de novo Robert. Eu só tenho medo que isso seja inevitável. Você falou hoje em destino e eu tenho medo que você esteja errado. Que o meu destino seja ficar longe de você. Tenho medo que a vida esteja fazendo isso com a gente pra mostrar que não importa o que a gente faça, vai dar sempre errado.
- Por que você tem que pensar nas coisas do pior jeito que elas podem ser?
- Porque nada acontece pra me fazer pensar diferente.
- Me dá a chance de te provar que a gente vai ser feliz.
- Me abraça. – Ela pediu. – Me deixa sentir que ainda é nos seus braços que eu fico segura.
Ele foi até ela e a envolveu com seus braços. Deixou que ela se apoiasse no seu peito e lhe acariciou os cabelos. Ficaram um bom tempo nos braços um do outro, até que ela se soltou.
- Fica aqui comigo essa noite?
Ele deu um beijo suave nos lábios dela.
- Fico. Essa e todas as outras noites. Pelo tempo que você quiser.
Os dois ainda conversaram um pouco e depois deitaram abraçados na cama dela. Cameron estava quase adormecendo quando o celular de Chase tocou. Ele olhou no identificador de chamadas. Era Lucy.
- Oi. ... Fica calma, Lucy. ... Não chora. Me fala o que tá acontecendo. ... Tá, calma, eu já tô indo.
Cameron estava de pé quando ele desligou.
- O que foi? – Ela perguntou.
- Ela tá sangrando. Desculpa meu amor. Eu tenho que ir.
- Tudo bem. – Ela respondeu com a voz triste.
- Me promete que você vai ficar bem.
- Não importa Robert. – Ela desconversou. – É o seu filho. Vai logo!
- Eu te amo. Muito. – Ele disse depois de lhe dar um beijo demorado.
Ela assentiu com a cabeça.
- Eu também. – Sussurrou pra si mesma assim que ele saiu apressado do quarto.
Ah,
mas se um dia eu chegar muito estranho
Deixa essa água no
corpo
Lembrar nosso banho
Ah, mas se um dia eu chegar muito
louco
Deixa essa noite saber
Que um dia foi pouco
Cuida
bem de mim
Então misture tudo
Dentro de nós
Porque
ninguém vai dormir nossos sonhos
Ah, minha cara pra que
tantos planos
Se quero te amar e te amar
E te amar muitos
anos
Quantas vezes eu quis ficar solto
Como se fosse uma lua a
brincar no seu rosto
Cuida bem de mim...
Notas:
A citação no início é da Lya Luft, em uma das suas maravilhosas crônicas do liivro Pensar é transgredir.
A primeira música é Cara a cara, Chico Buarque.
A música final chama-se Muito Estranho e a versão mais linda que eu conheço é na voz da Simone.
Thanks...
Nina, Ligya, Naiky, Milena, Mandinha, Ipdsp, pelos reviews, pelos elogios, pela leitura. Vocês é que são o máximo!
Li, não acredito que você ainda tá torcendo pro Wilson, isso é que é convicção! A citação da Lya Luft é especialmente pra você que adora citações e frases de efeito. Naiky, o Chase nem precisou de uma desculpa, não houve traição certo?! Ipdsp, valeu por começar a ler. Espero que continuem gostando.
E pras meninas que estão esperando Huddy. Desculpe desapontá-las nesse capítulo. Mas Huddy tem que vir em doses homeopáticas, pra não ficar forçado né?! O próximo capítulo será pra vocês! Promessa de escoteira!
Bjinhos pra todas!!
