Capítulo Oito
Um Bom Descanso!
.:.. Casa de Virgem ..:.
Já fazia pouco mais de duas semanas depois do misterioso ataque de ninjas. E também já fazia mais ou menos este tempo que Shaka insistia que Hay Lin fizesse novamente aquele saboroso bolo de chocolate. Todos os dias, ele dava um jeito de tentar convencê-la, mas ela sempre dizia que estava sem vontade. Ela, na verdade, queria outra coisa...
Naquela manhã de terça-feira, Hay Lin levantou-se, com aquele roupão amarelo lhe envolvendo todo o corpo de tom amarelado. Ao abrir a porta, ainda estava esfregando os olhos devido à quantidade de sono ainda presente, mas quase caiu para trás ao ver que Shaka estava ajoelhado à sua frente, com um buquê de violetas e rosas vermelhas. Ela arregalou os olhos e perguntou com os mesmos o por quê de tudo aquilo.
Shaka: -Eu...quero te dizer uma coisa... -levantou-se e pegou uma das mãos delas. Acariciava-a com muito amor. Ela pensou que era aquele o momento que tanto sonhava...
Hay Lin: -Sim? -seus olhos castanhos brilhavam tal qual duas gotas do mais puro mel.
Shaka: -É que...nossa! Eu não pensei que fosse tão dificil pedir isso pra você. Mas, eu preciso...
Hay Lin: -...sim? -sua mente formava uma coisa, enquanto a de Shaka estava decidida em outra.
Shaka: -Eu...não quero mais aquele bolo de chocolate... -mordeu o lábio inferior. -Eu quero outra coisa. -sorriu maliciosamente, porém de forma que era imperceptível.
Hay Lin: -Eu também! -enquanto ela já preparava um encantador beicinho para o beijo, ele logo 'explodiu'.
Shaka: -Verdade?? Então você faz mais daquele yakisoba pra mim??
...
Amizade simplesmente não conseguiu acreditar no que seus ouvidos tinham acabado de escutar.
Hay Lin:- V-você O QUÊ?! -afastou-se de Virgem, dando alguns passos pesados para trás. Ele não entendia o por quê de tamanha suspresa!
Shaka: -Ué? Porque o espanto? Você pensou que eu fosse pedir o quê??
Hay Lin: -O quê acha??
Shaka: -... -ele inclinou a cabeça, enquanto meditava com aquele olhos verdes perdidos no infinito. -Aaaah! Você tava achando que eu ia pedir mais do bolo né? Mas eu disse...
Não teve tempo de terminar a frase. A chinesa bateu aquela porta branca com toda a sua força na cara de um cavaleiro de ouro embasbacado. Sua mente estava confusa, Virgem simplesmente não entendia nada. Apenas avistou uma longa fenda que quase rachou a porta ao meio. Suspirou.
.:.. Casa de Gêmeos ..:.
-...então ela disse: 'Seu delegado, pára sua filha da mãe, você quer me matar??'
Kanon quase caiu da cadeira. Realmente, Vanessa era muito boa na arte de contar as piadas mais infames e conhecidas. Qualquer coisa que ela falava já virava algo para se soltar uma deliciosa gargalhada. Quando conseguiu tomar um pouco de ar, após uma sessão de cerca de três ou cinco piadas seguidas, ele fixou-se nela, ao invés no jogo de tabuleiro que estava sobre a sua mesa. Ela nota, porém não se importa muito, mas estranha.
Vanessa: -Er...Kanon...KANON!! -estala os dedos na frente dos olhos dele, que finalmente conseguiu retirá-los dos cabelos e das curvas encantadoras daquela linda menina. Olhou para seus olhos, e novamente perdeu a atenção.
Kanon: -Hãn... -não se importava com o que dizia. Com nada. Seu mundo estava ali, na sua frente, mas ao mesmo tempo...tão longe dele...
Vanessa: -É a tua vez, moleque! -deu-lhe um tapinha no seu ombro e sorriu.
O ex-Dragão Marinho olhou para aquelas peças azuis e vermelhas, para um pedaço de papelão colorido e outras coisas que se posicionavam em cima da mesa de madeira. Somente assim voltou definitivamente para a realidade. Era a sua vez de mexer seus pauzinhos. Estavam jogando 'War'.
Kanon: -Ok... -olhou maliciosamente para Yang, que não entendeu o porque daquele olhar. Então ele notou que ela ainda não sacara a jogada dele. Mexeu algumas peças e voltou a fitar Vanessa, que estava de olhos arregalados e queixo caído.
Vanessa: -NÃO!! Eu preciso da Índia, seu chato!! -pegou uma almofada e batia brincando nele, que fingia se proteger. -Me dááá!! Eu preciso!! -fez um beicinho.
Kanon: -Hummmm... -inclinando a cabeça, Yang percebeu finalmente uma malicia natural naquele homem. -Tá.
Vanessa: -Yupiii!! -cantarolou a amazona.
Kanon: -Mas!! -ela parou e olhou para ele com certo espanto. -Tenho apenas uma condição. -ela quase que colou seu rosto no dele.
Vanessa: -E qual é??
Kanon: -Isso.
E aproximou-se dela, rapidamente, supreendendo ainda mais a amazona. Kanon beijou-a calorosamente. Ela caiu em cima da mesa e espalhou todas as peças. Assim que conseguiu desviar do objeto, abraçou-o com vontade. Ele sentiu aquele aroma envolvente de camomila em seus cabelos coloridos. Sorriu largamente. Ah! Isso sim era o que queria!!
.:.. Santuário - Campo de Treinamento ..:.
Enquanto Vanessa e Kanon se entendiam, Caroline estava um pouco envergonhada ao andar pelo Campo de Treinamento ao lado de Gêmeos. Viu um banco de mármore por aquelas bandas e pediu para que sentassem. Saga notou que ela não estava tão bem quanto ele pensava.
Saga: -Algum problema, querida? -olhou para ela com o semblante preocupado.
Caroline: Querida...ai, que fofo! Ele tá se preocupando comigo... -N-não é nada... -fez menção de que ia desmaiar, mas se segurou.
Se qualquer uma das guerreiras a vissem assim, com certeza achariam que aquilo tudo era um plano para que ela conseguisse fisgar Saga na certa. Até ela mesma pensou que estivesse fazendo isto, porém estava enganada.
Saga: -Mentir é feio. O nariz cresce. -advertiu ele, com um ar divertido, para quebrar aquele gelo. -Você não está se sentindo legal. Quer que eu te leve para a Enfermaria?? -chegou mais perto dela, que sentiu o peito arder de vontade de agarrá-lo.
Caroline: -Não sei...estou me sentindo...estranha. -tombou a cabeça para o ombro de Gêmeos, que afagou seus cabelos, pensando numa forma de ajudá-la.
Saga: -Está com febre. Irei levá-la para a Doutora Evelyn vê-la imediatamente. -pegou-a no colo, com uma das mãos nas costas dela e a outra embaixo de seus joelhos. -Está bem?
Caroline: -... -sentiu as bochechas queimarem em chamas. -Se você insiste...
Saga: -Então tá!
Gêmeos deu os primeiros passos pela grama fofa, porém logo foi para o caminho de concreto cinza que ia dar na direção do Salão de Athena. Ying sentia-se extremamente relaxada e protegida.
Saga: -Encoste a cabeça no meu peito. Fique á vontade. -piscou para ela.
Caroline estava sem reação. Gêmeos estaria mesmo a fim dela? Pensou a respeito do assunto, enquanto acomodava-se mais próxima do tórax de Saga e envolvia suas mãos no pescoço dele. Parecia uma criança sendo levada pelo pai após ter ralado o joelho. Sua garganta coçava. Tinha uma vontade intensa de beijá-lo...
.:.. Casa de Leão ..:.
Naquela tarde, Leão vira que não tinha muito o que fazer. Resolveu, então, encerar sua armadura. Dar um lustre iria ser saudável a beleza de seu item de batalha. Pegou uma cera que mais parecia um graxa emprestada com Mu, e assim iniciou seu trabalho.
Sabrina ainda não tivera coragem de fazer qualquer coisa a mais com Aiolia. Tinham uma amizade admirável. Adorava cozinhar para ele, que sempre ficava fascinado com os pratos que ela fazia. Resolveu fazer diferente aquele dia. Na noite passada, ela havia comprado um vestido florido que caíra como uma luva em seu corpo enegrecido. Havia alisado os cabelos aquela manhã. (N.A.: Chapinha?? Siiiim!)
Aiolia: -Ah! Estou quase terminando... -anunciou ele enquanto se espreguiçava. -...falta só encerar o elmo e dar um lustre básico com uma flanela. -agachou-se novamente para continuar seu trabalho.
Inveja dirigiu-se até a entrada de Leão, onde estava Aiolia. Usava aquele vestido que comprara ontem. Decididamente, ela estava encantadora. Ela estava empunhando uma bandeja de prata com duas xícaras de café com creme e alguns biscoitos. Sentia-se feliz, e viu que Leão esforçara-se a tarde inteira. Queria oferecer-lhe algo para que assim pudesse descansar.
Sabrina: -Aiolia, eu... -avistou-o, ainda de costas. Leão logo virou-se e ela corou. Ele estava sem camisa, apenas com uma bermuda de estampa lisa e um par de chinelos. Viu como seu corpo era muito bem trabalhado e ele, um pouco envergonhado, percebeu o olhar dela.
Aiolia: -Sim?? -limpou um pouco as mãos sujas na bermuda, e logo avistou a bandeja. Estava com uma fome avassaladora. -Oh, muito obrigado!!
Desastrado desde que nasceu, Aiolia, ao tentar pegar a xícara, acabou derrubando tudo. O café morno caiu sobre o vestido de Inveja, que sentiu seus olhos marejarem.
Aioria: -Ah, essa não!! Eu sinto muito... -ele pegou um pano que estava ao seu lado, porém não percebeu que era o pano que estava apinhado de cera...
Sabrina: -Aiolia!! -ela logo viu-se repleta de cera, com o vestido imundo, e uma raiva intensa brotou logo em seu coração. Levantou a face na direção do rosto preocupado de Leão. Franziu o cenho. -IDIOTA!!
Correu para o sofá da casa de Leão, enquanto Aiolia deixou-se cair num dos degraus da casa. Droga!!, pensou ele.
Inveja desatou a chorar. Aquele cara era um insensível mesmo. Jamais notara Sabrina da forma que ele devia. A amazona sentia-se desvalorizada. Não notou quando Aiolia passou rapidamente pelo cômodo e trancou-se no banheiro. Seus olhos negros não paravam de derramar lágrimas de desprezo. Sim. Também sentia-se desprezada. Amava-o. Mas ele não a percebia!! Raiva. Ah, quanta raiva podia caber naquele corpo jovem de beleza africana exuberante...
Algumas horas depois, Sabrina, depois de tanto molhar sua face com aquelas gotas salgadas, acabou adormecendo. Piscou os olhos constantemente, antes mesmo de despertar por completo. Viu-se em seu quarto. Aiolia teria levado-a até lá? Sentiu-se envergonhada na possibilidade dele tê-la carregado-a até lá. Logo ouviu uma música envolvente encher o ar da casa de romantismo. O que estava acontecendo na sala? Andou até o espelho e notou que ainda estava com aquele vestido. Num acesso de raiva, ela acabou rasgando aquele vestido, sem antes mesmo tentar tirá-lo delicadamente. Abriu a gaveta e encontrou uma bata lilás e uma calça jeans azul com boca-de-sino. Estava pouco se ferrando para sua aparência. Aiolia nunca iria notá-la...
Ao ter esse pensamento, uma lágrima escorreu-lhe pela bochecha, porém não por muito tempo. Limpou-a bruscamente. Nunca mais vou derramar uma maldita gota de meus olhos por causa daquele imaturo!!, meditou ela. Ao encaixar a roupa escolhida pelo acaso no seu tronco, logo viu-se novamente no espelho. Não adiantava o quanto fosse desleixada, jamais deixaria de ser bonita. Ajeitou os cabelos com uma escova que estava por ali no criado-mudo, e somente assim voltou a escutar uma música que ela já conhecia.
Sabrina: -Aiolia...o que você fez... -admirou-se no espelho. Umedeceu os lábios com a língua e abriu bruscamente a porta. Quase caiu para trás. -Mas...o quê?!
Deixou que aquele olhos castanho-escuros percorressem a sala pelas órbitas. Não acreditava. Ah, é pegadinha, só pode ser!, pensou. Tudo estava mergulhado numa luz avermelhada, que vinha de um abajur dotado de uma lâmpada fluorescente vermelha. Na mesa, taças de vinho e champagne, pratos de porcelana finos e um candelabro dourado com três velas. Um pouco mais para a direita, viu um mini-system ligado. Reconheceu imediatamente aquela música. Total Eclipse of the Heart. Sabia exatamente o nome pois, na antiga sede das R.S.H.'s, quando cada uma tinha seus quartos, o seu ficava exatamente em frente ao quanto de Isadora, que era fascinada por músicas românticas antigas, e ouvia aquele som pelo menos uma vez por dia, todas as noites.
Sabrina: -Aiolia... -clamou pelo cavaleiro num tom evergonhado e baixo.
Aiolia: -...Once upon a time I was falling in love. But now I'm only falling apart...
Inveja corou ao notar que Leão havia acabado de entrar na casa com uma garrafa de vinho, usando um impecável terno preto, acompanhado de uma gravata vinho. Como ele sabia que ela não resistia a um homem de terno?? Notou que ele cantava a música que rolava no ambiente.
Sabrina: -...There's nothing I can do. A total eclipse of the heart. -ele tentava abrir aquela garrafa repleta de uma bebida que impregnava um aroma delicioso no ar.
Aiolia: -Once upon a time there was light in my life. But now there's only love in the dark. -encarou-a.
Sabrina: -Nothing I can say. A total eclipse of the... -hesitou por um momento. -...heart.
Leão sorriu instantaneamente. Conseguiu finalmente abrir o vinho branco. Olhou para ela, que não conseguia dirigir seu olhar para ele. Com a cabeça baixa, ela logo indagou.
Sabrina: -Aiolia...como você... -voltou a rolar o olhar pelos preparativos na sala da casa de Leão, continuando a não acreditar naquilo.
Aiolia: -Eu fiz para você, meu amor.
Sabrina: -!! -seu coração disparou. -Para...para mim??
Aiolia: -Sim. O que acha? -estendeu a mão à mesa, para mostrar-lhe tudo que uma paixão verdadeira poderia encorajar um homem a fazer.
Sabrina: Está... -lacrimejou. Sentiu-se arrependida por tudo que pensara de Aiolia. Sua paixão, seu homem, sua vida. -...tão lindo. -finalmente conseguiu fitá-lo. Como ele é lindo!, pensou ela. Sem que percebesse, sua mão afagou as mechas morenas daquele cabelo cheiroso. Desta vez, ele que abaixou o olhar, passando a fixa-lo no chão.
Aiolia: -Eu queria tanto...tanto... -ele enfatizou a palavra, fazendo com que ela deixasse uma lágrima de felicidade fizesse cócegas naquelas bochechas negras tão perfeitas. -Que você me perdoasse. Eu te quero muito! Você não imagina...
Leão tentou, mas não conseguiu terminar de declarar tudo que estava entalado em sua garganta. Sabrina colocou o indicador na frente de seus lábios, que agora pertenciam à ela. Somente à ela. Sem perder mais tempo, ela beijou-o delicadamente, aumentando a intensidade daquele momento a cada segundo que se passava. Aiolia deixou que a garrafa apinhada de vinho espatifasse-se num chão branco. Não se importou. Ninguém se importou. Por mais que Inveja sentisse algumas gotas de vinhos escorrerem por suas pernas. Ela não sentia mais nada. Era como se tivesse aplicado em si mesma uma anestesia no corpo inteiro, menos na boca e no que mais estivesse concentrado no amor de sua vida. No que estivesse concentrado em Aiolia...
.:.. Casa de Gêmeos ..:.
Enquanto Vanessa preparava-se para dormir, ela pensava em sua tarde deliciosa ao lado de Kanon. Como gostava dele!! Suspirou, enquanto esticava um lençol fino porém confortável para que se cobrisse durante a noite. Estava uma noite abafada! Assim que fez menção de despir-se para colocar sua camisola prateada finíssima de seda, hesitou. Olhou para a porta branca daquele quarto e logo viu Caroline entrando.
Vanessa: -Hãn?! Por que apenas chegou aqui há essa hora?? -olhou para o pulso batendo o pé incessantemente no chão, como se estivesse conferindo as horas num relógio digital.
Caroline: -Nha! -ela fechou os olhos, ali mesmo, encostada na porta. -Você não imagina o que aconteceu, irmã!
Yang notou a excitação de Caroline. Seu semblante tornou-se curioso em um minuto. Sentou-se na cama com as pernas cruzadas. Logo indagou o que acontecera,
Caroline: -Hoje à tarde, eu e Saga fomos dar uma voltinha pelo Campo de Treinamento do Santuário, já que era a única coisa que eu não conhecia. Caracas, depois eu percebi que eu tava passando mal, pô!
Vanessa: -Há, há, há... -debochou a amazona. -Vai querer me enganar??
Caroline: -Eu também pensei isso quando eu comecei a me sentir quente e com as pernas bambas. Sentamos num banco para que descansássemos e admirássemos a paisagem. Ele viu que eu não tava bem e me levou no colo até a enfermaria! Aiiii!
Vanessa: -O quê?! No colo?! Huuuum... -tapeou a irmã de leve no ombro. -Safadinha! E ai, o que que aconteceu depois?
Caroline: Então, é isso que eu quero te falar! Aí...
Flashback
Saga tinha de dar passos altos para subir as escadas dois degraus por vez, para ajudar Ying. Adorava aquela linda! Ah, se gostava muito dela. Sentia-se um pouco sozinho quando pensava que ele não sabia se ela sentia o mesmo por ele. Será? Era melhor parar de pensar naquilo e concentrar-se em socorrer a amiga.
Ao chegarem na porta do consultório da Doutora Evelyn, que ficava em um corredor do lado esquerdo do Salão de Athena, ele hesitou. Caroline puxara sua camiseta, para que assim ele pudesse ver o que ela queria falar-lhe.
Caroline: -Pode me soltar. Eu não preciso mais de consulta nenhuma.
Saga: -É claro que precisa! Veja como suas pernas estão moles. Vamos entrar.
Caroline: -Por favor, não!
Saga: -Ok! -ele a largou no chão, sem se importar se ela iria se machucar ou não. -Já que você está bem, então não precisa mais da minha ajuda!- deu de ombros e saiu do corredor a passos pesados.
Caroline: Saga! Ai...espera! -enquanto levantava-se, ela esfregava o bumbum com ambas as mãos. -Eu...
Ao tentar sair do corredor, deparou-se com Gêmeos de costas para ela, cabeça baixa, hesitando mais uma vez.
Saga: -Por que eu deveria acreditar que você está mal, porém não quer a minha ajuda? -ele virou-se para ela com um olhar piedoso, porém com uma certa raiva.
Caroline: -Acredite em mim! Eu estou ótima. Quer ver? -ela aproximou-se dele e abraçou-o com uma força intensa, todavia ele não sentiu dor com aquele abraço. Apenas paixão. Retribuiu o abraço de forma carinhosa, com as mãos na cintura dela, sorrindo largamente. Ela soltou um risinho abafado ao ver a felicidade dele ao finalmente perceber que ela estava saudável, realmente. Gêmeos não se conteu e a agarrou. É! Mas não foi ele quem tomou a inciativa, e sim ela, que o beijou no meio daquele abraço.
Saga: -Ah, minha linda! -e a beijou, com toda o desejo que guardara até aquele presente momento. Arregalou um pouco os olhos ao ver que a Doutora Evelyn posicionava-se atrás de Caroline, vindo do corredor, e parara para admirar aquele belíssimo amor...
Evelyn: -Boa tarde, sr. Saga. -sua voz despertou Ying daqueles deliciosos segundos. -E...boa tarde para você também, srta. Caroline.
Caroline: -Do-doutora?? -gaguejava um pouco em sinal de sua sem-vergonhice. (N.A.: Huhuhu...)
Evelyn: -Em carne e osso. Eu não sabia que a Ala Leste do Salão de Athena agora era um lugar propício para demonstrações de amor... -o casal corou. Ela tinha razão.
Saga: -Desculpe, doutora. Não tínhamos a intenção. -piscou para Caroline, que o retribiu discretamente.
Evelyn: -Tá. Vou fingir que acredito...
Fim do Flashback
Vanessa: -E depois que vocês saíram de lá?
Caroline: -Fomos até o shopping e lá ficamos até esse horário. -olhou por um segundo para o relógio da cabeceira. -Nossa!! Onze e meia da noite. Acho que abusamos... -colocou a mão atrás da cabeça, enquanto esboçava uma cara de sapeca com a língua de fora. Yang gargalhou do jeito da irmã, e resolveu contar-lhe como fora sua tarde produtivíssima...
.:.. Casa de Escorpião - No Dia Seguinte ..:.
Pé ante pé, pegou o celular Motorola preto com detalhes prateados em cima da escrivaninha. Digitou alguns botões e procurou um número da agenda do telefone. Esperou. Depois de três toques, ouviu uma voz um pouco ativa responder do outro lado da linha.
Sophie: -Alô? -bebeu mais um gole do café preto da xícara que jazia em sua mão.
Isadora: -Booom diaaaa!! Como dormiu esta noite, amiga?
Sophie: -Bem, tirando o fato de eu ter bebido um pouco ontem à noite e isto ter dificultado minha fase de cair no sono, huhu! E você?
Isadora: -Apronte-se. Vamos à praia!
Sophie: -Hããããn?! -tentou falar algo mais, porém aquele incessante 'tu-tu-tu' já lhe tirara a chance. Praia. Que ótima idéia!! Como não havia pensado nisso antes?
.:.. Praia do Tridente ..:.
-Que sol escaldante!
Cilena logo jogara a cadeira de praia na areia, de forma que ela se montasse instantaneamente. Olhou ao seu redor. Ninguém. Parecia uma praia deserta.
Cilena: Ah, como eu quero passar a tarde inteira assim, sozinha...
Infelizmente, suas preces não foram atendidas. Logo, sentiu um punhado de areia ser jogado em cima de seu cabelo preso com um laço. Olhou para à sua direita. Agatha e Kurayko vinham correndo na direção da amazona. Sentiu mais areia em seu cabelo e logo olhou atrás de si. Caroline e Vanessa importunavam-na insistindo para que deixasse que elas a enterrassem na areia.
Agatha: -Nha! Vocês também resolveram vir à praia? Que coincidência feliz! -jogou uma toalha no chão, enquanto Kurayko armava um guarda-sol perto de onde Agatha estava.
Cilena: -MUITO feliz... gêmeas, parem!!
Todas riram da situação de Ódio, que chacoalhava as madeixas castanhas ao sabor daquele vento carregado de areia, que também lambia delicadamente os cabelos de Sabrina e Isadora que logo vinham.
Alguns minutos depois, todas as amazonas estavam reunidas naquela região de praia da ilha do Santuário. Não havia nenhum cavaleiro por ali, sinal de que as amazonas deram um jeito de 'sumir' com eles. Hay Lin protegia-se com um protetor solar fator 50. Sophie surpreendeu-se ao saber como ela conseguia aquele branco impecável e pediu emprestado um pouco do produto. As outras guerreiras utilizavam fatores 25 ou um pouco mais. Agatha queria mais era pegar um bronze, pois admirava a beleza da pele morena de Amor. Cilena e as gêmeas divertiam-se bastante, pois Ódio deixou-se convencer de que elas a enterrassem na areia.
Kurayko e Isadora organizaram um grupo de mergulho e exploração das águas mais próximas do local, conseguindo cinco aparelhos de mergulhadores profissionais com a ajuda de Saori. Gabriela, Sophie e Hay Lin acompanharam-nas.
Gabriela: -É seguro?? -olhou com um certo receio para aquele tanque de oxigênio perto de tantas outras coisas, como máscaras e pés de pato.
Sophie: -Não precisa temer, Gabi. Creio que estas roupas para mergulho são extremamente resistentes e de confiança.
Hay Lin: -Espero que você esteja certa, Sophie. Não quero morrer afogada. -com aflição, Amizade passou ambas as mãos em volta do pescoço, enquanto proferia. -Dizem que é muito doloroso.
Kurayko: -Qualquer tipo de morte é dolorosa, Hay.
Isadora: -E você, srta Kuray-chan, já experimentou todas as mortes para saber se realmente todas são sofredoras?
Todas gargalharam, enquanto Kurayko fazia uma cara de sabichona. Passaram um bom tempo sob aquele lençol de águas cristalinas e azuladas pelo céu repleto de luz solar. Infelizmente, durante a aventura, um polvo cismou com Gabriela, e este grudou na perna da amazona, que agitou-se desesperada ainda perto dos corais. De volta às praias, Isadora utilizou de seu conhecimento biológico para ajudá-la, pois ela deu prioridade à Biologia em seus estudos, pois desejava muito fazer uma faculdade da matéria assim que se formasse como R.S.H..
Assim que se livraram do polvo que até ganhou um apelido das amazonas(N.A. Chicletinho. Huhu!), elas resolveram passar um tempo na superfície, ainda mais quando Hay Lin e Kurayko notaram que Sabrina, Agatha e Vanessa planejavam um jogo de vôlei de praia. Sophie entrou nessa, então, resolveram jogar: Sabrina, Kurayko e Vanessa .X. Agatha, Sophie e Hay Lin. Isadora e Gabriela, já melhor da perna, foram ajudar Caroline à meter Cilena mais ainda nas brancas areias do lugar.
Cilena: -AH! Vocês vão acabar de matando asfixiada aqui. Meu cabelo tá horriiiiiivel!!
Gabriela: -Nha! Não chora, amiga! Huhu. É pura diversão.
Cilena: -Pra vocês, né? Só se for...
Caroline: -Imagine! Você vai adorar a última parte da brincadeira.
Isadora: -E qual é?
Caroline: -Iremos deixá-la aqui, a sós, para que ela mesma se desenterre.
Cilena mexeu bruscamente um dos braços, fazendo com que tudo se desmanchasse. As guerreiras vaiaram ela por estragarem o passatempo. Caroline resolveu acompanhar Ódio num mergulho por ali, enquanto Gabriela se utilizava do protetor solar de Hay Lin, fator 50. Ela admirava muito aquela sua pele pálida. Após isso, ela resolveu seguir Isadora até perto do jogo de vôlei das amigas. Paixão torcia por Sabrina, Kurayko e Vanessa, enquanto Gabriela aplaudia Agatha, Sophie e Hay Lin quando elas marcavam um ponto.
A tarde fora muito animada para elas. Tanto que era três horas da tarde quando Agatha mencionou que queria ir embora, porém resolveu ir mergulhar com Vanessa e todas as outras meninas do vôlei. Aliás...todas as amazonas resolveram mergulhar de uma só vez. Kurayko teve uma idéia de certa forma cruel, e a compartilhou com Isadora.
Agatha: -Ah! Que água deliciosa...
Kurayko: -Montinho na Agatha. -cochichou para Isadora.
Isadora: -Montinho na Agatha. -cochichou para Sabrina.
Sabrina: -Montinho na Agatha. -cochichou para Cilena.
Cilena: -Montinho na Agatha. -cochicou para Sophie.
Sophie: -Montinho na Agatha. -cochichou para Hay Lin.
Hay Lin: -Montinho na Agatha. -cochichou para Gabriela.
Gabriela: -Montinho na Agatha. -cochichou para Caroline.
Caroline: -Montinho na Agatha. -cochichou para Vanessa. Yang meneou positivamente a cabeça.
Agatha: -Hãn? O quê que vocês tão falando aí? -ela vira-se para as gêmeas, que se organizam.
Vanessa: -OLHAAAAAA!! Vejam que siri louco!! -ela faz um sinal para que todas se amontoem numa área mais para perto das cadeiras, porém ainda tocada pelas ondas.
Agatha: -Quê?! Deixa eu ver??
Kurayko: -MONTINHO NA AGATHA!!
Agatha: -Mer...
Não se pôde mais ver a amazona. Amor pulou com entusiasmo em cima do corpo de Agatha, agora moreno pelo sol, seguida por Vanessa, Gabriela, Sophie, Cilena, Hay Lin, Caroline, Sabrina, e por último, Dorinha!
Isadora: -Aeeeee!!
Agatha: -Tem...arf!! Areia na minha boca!!
Gabriela: -Sai!! Sai!! Saii!!
Todas saem daquele amontoado de garotas. Ciúmes faz um esforço para se levantar. Em vão. Felicidade e Inveja oferecem ambas suas mãos para que ela se erguesse com mais facilidade.
Agatha: -Vocês são foda, viu!
Sabrina: -Nem reclama! Podia ter sido pior... -de repente, ela olha para trás de si, e vê três pessoas, inclusive uma delas estava munida de uma câmera...
Saga: -Filmou, Milo??
Milo: -Tá tudo aqui!!
Kanon: -Corre! Corre!!
...
Sem palavras, Isadora, Vanessa e Caroline vão atrás deles, sem hesitar. Como todas as outras guerreiras estão exaustas, elas decidem pegar as suas coisas e darem um fim àquele excitante dia na praia. Iriam acertar as contas com Milo e os outros no dia seguinte.
.:.. Casa de Áries ..:.
Jogou-se completamente sonolenta em cima do sofá azul de estampa lisa. Ciúmes agarrou uma almofada e fechou os olhos. Pensou que fosse dormir ali mesmo. Não conseguiu...o que será que aqueles caras filmaram? Sentou-se bruscamente quando levantou a hipótese dela ter saído horrível na filmagem!! Com entusiasmo, ela se ergueu e fez menção de andar até Escorpião e destruir aquela fita. Hesitou.
Mu: -Agatha? Onde esteve esta tarde?? -olhava para ela com curiosidade, principalmente pelo fato dela estar usando um biquini.
Agatha: -Oi! Eu estive na Praia do Tridente com as garotas. -deixou que seus olhos azul-piscina percorressem pelo corpo de Áries. Estava usando uma calça verde-escura. Com os cabelos bagunçados, ele a fitava. -Estava dormindo até agora?
Mu: -Er...- ele corou. -Sabe como é...eu não tinha nada pra fazer. Aí...
Agatha: -Tá. Eu já entendi... -uma idéia assaltou-lhe os pensamentos. -Nossa! Olhe, eu tomei sol demais. Veja como minha pele está vermelha e descascando. -mostrou a ele o ombro que mais parecia ter sido ferido pela baforada de um Dragão do que pela inofensiva luz do sol.
Mu: -É mesmo. Devia ter tomado mais cuidado. Com o sol de tarde não se brinca. -deu um passo na direção do banheiro, mas parou. Áries também tivera uma idéia. -O que eu posso fazer para ajudá-la?
Agatha: -Ah... -sorriu. -Pode me ajudar a passar um creme hidratante aqui nas minhas costas? Estou parecendo um camarão! -abafou uma gargalhada com a costas da mão direita.
Mu: -Se insiste...
Ela se acomodou em uma poltrona, enquanto ele pegava algum creme para ajudá-la. É hoje!, pensou Agatha...
.:.. Casa de Virgem - No Dia Seguinte ..:.
Oito e meia da manhã. Amizade despertou paulatinamente. Ainda de pijamas, dirigiu-se ao banheiro. Abriu a porta branca ainda rachada pela pancada de alguns dias atrás e fez menção de entrar no banheiro. Hesitou por um segundo. Esticou o pescoço, de forma que pudesse ver o que estava acontecendo nos jardins do Twin Sala. Ninguém.
Hay Lin: Nossa! O sr. Meditação ainda não acordou? Milagre!
Escovou delicadamente os dentes com uma pasta de aroma refrescante. Pentou os cabelos com um pente de madeira de dentes largos, enquanto procurava Virgem pela casa.
Hay Lin: Ele deve ter ido comprar pão, apesar disso não ser de seu hábito... -Mas o que é isso!?
Esfregou os olhos. Não acreditava no que via. O que Shaka de Virgem estava fazendo de avental na frente do fogão?
Shaka: -Bom dia, srta. Soninho.
Hay Lin: -O que está fazendo, Shaka??
Shaka: -Ah, nada! Eu fiquei com fome e resolvi fazer minha própria comida. Algum problema?
Hay Lin: -Sim. Muitos! Pra começar, você não cozinha.
Shaka: -Mas o que é isso, docinho? Eu aprendi, ué! Assim como os pássaros aprendem a voar e os humanos a amar, eu também posso saber como fritar um simples ovo.
Hay Lin: -HÃÃÃÃÃN?! Comendo fritura?? Ah, aí já é demais. Você exagerou na brincadeira, garoto.
Shaka: -É apenas um exemplo. Não vê que estou cozinhando outra coisa? -Amizade estirou os olhos para cima do que Virgem tentava esconder.
Hay Lin: -O quê está fazendo? Deixe-me ver! -tentou empurrá-lo, mas não obteve sucesso.
Shaka: -Você vai saber. Agora, porquê não volta a dormir? Mais tarde saberá o que é isso.
Hay Lin: -Ok... -volveu-se, porém espiou por cima do ombro e viu Virgem enviando-lhe um sorriso misterioso.
.:.. Casa de Aquário ..:.
-Camus...o quê você está pretendendo fazer?
Aquário vendou Kurayko até onde pudesse, de forma que a impossibilitasse de ver onde que ele a estava levando. Amor sentiu um frio invadir-lhe a espinha.
Camus: -Logo, logo irá saber...
Kurayko: -Porque estamos em Asgard??
(N.A.: Lembrem-se que Asgard é o nome do congelador ambulante do Camus!)
Camus: -Eu já lhe falei que estamos chegando.
Aproximou-se daquela misteriosa figura coberta por um pano branco. Aquário retirou com velocidade e precisão a venda. Kurayko parou e passou a fitar Camus.
Kurayko: -Tá. É um pedaço de gelo coberto com um pano branco. E daí?
Camus: -Não fale assim do meu novo projeto...
Aquele pedaço de seda deslizou delicadamente pela estátua de gelo que ele terminara de esculpir noite passada.
Kurayko: -...
Sem palavras, Amor apenas ergueu os dedos na direção da escultura. Na direção de sua escultura. Sim. Ele havia esculpido a amazona sentada sobre suas próprias pernas, vestindo um encantador vestido florido, com um dedo estendido e um bem-te-vi empoleirado naquele dedo. Estava...estava...
Kurayko: -...lindo. -lacrimejou. Jamais recebera uma homenagem tão perfeita assim.
Camus: -O...o que achou? -ele gaguejou um pouco. Tinha receio de que ela não tivesse admirado a estátua.
Kurayko: -Perfeito...Camus. Está perfeita! -derramou algumas lágrimas, de tanta felicidade que não cabia mais em seu peito. Naquele peito antes oprimido. Agora completamente livre.
Camus: -Obrigado. Eu fiz...pra você. -ele dirigiu seu olhar para aqueles olhos que mais parecias dois cubos de gelo. Não sentia mais frieza naquele homem.
Kurayko: -Como...
Camus: -...
Flashback
Há uns cinco dias atrás, Aquário caminhava pelas redondezas do belíssimo lugar em que vivia. Precisava de inspiração para seu novo trabalho.
Camus: -Kuray... -antes mesmo de terminar de pronunciar aquele nome, hesitou. Olhou para mais em baixo de onde estava, que eram os degrais de Capricórnio. Ali, em frente à Escorpião, conversando com Isadora, estava seu amor...Kurayko estava idêntica áquela figura de estatueta. Aquário gravou aquela imagem para sempre em sua mente e saiu em disparada para que conseguisse declarar toda sua paixão aquela linda...mulher...
Fim do Flashback
Kurayko estava pálida. Como sentia-se honrada, feliz, completa...valorizada. Camus a amparou e ela logo anunciou.
Kurayko: -O quê estamos esperando?! -afastou-se um pouco de Aquário. -Vamos...comemorar!! -sorriu largamente, acompanhada daquele esboço do que seria um tímido sorriso na face de Camus.
.:.. Casa de Virgem ..:.
-Pronto.
Já acomodada em uma das cadeiras da mesa da sala, Hay Lin apenas esperava pelo término das atividades de Virgem. Quando ele colocou à sua frente, sob aquela mesa, um cheiroso bolo de chocolate, ela soltou um gritinho de surpresa. Aquele bolo confeitado com granulado e doce de leite era de dar água na boca.
Hay Lin: -Onde?? Onde você aprendeu a fazer... -apontou euforicamente para o bolo. -...isso?!
Shaka: -Segredo... -fez um gesto com a mão de como se estivesse passando um zíper à frente de seus lábios. -Não vou te revelar.
Hay Lin: -Ai! -esbravejou ela. -Então é assim? Pois fique sabendo que não vou comer nenhum pedacinho sequer deste bolo sem que antes você me conte como conseguiu a receita. -lambeu os beiços. Virgem sorriu maliciosamente.
Shaka: -Ok. -ele avistou-a se afastar da mesa. -Vou comer tudo sozinho. Te garanto que isso não será nenhum sacrifício! -por um segundo, ela hesitou e bufou de raiva.
Hay lin: -E ainda por cima você plagia a minha frase! Agora que eu não como mesmo.
Shaka: -Tá bem... -ele estendeu a espátula na direção do bolo e cortou um pedaço enorme, suculento... -Veja que delíííícia você está perdendo por causa dessa sua curiosidade boba... hum! -lambeu os beiços e encaixou o garfo com um pedaço do doce por entre os lábios. -E não é que ficou bom mesmo??
Amizade sentia que não se seguraria por muito tempo. Á merda essa curiosidade!, esbravejou ela em seus pensamentos. Avançou na cristaleira, pegou um prato para sobremesas e cortou um pedaço gigantesco do bolo.
Shaka: -Nooooossa! Pra que não queria comer nada, até que você pegou bastante.
Hay Lin: -Não enche!! -e enfiou com raiva uma colherada do bolo na boca, agora recoberta de doce de leite e granulado.
.:.. -- ..:.
Fora uma ótima idéia de Kurayko ter ido dar um passeio refrescante no shopping daquela região. Era espaçoso e repleto de lojas. Logo, Amor puxou Camus pela mão até uma sorveteria. A única do lugar.
Kurayko: -E ai, vai querer do quê?! -dirigiu sua frase à Aquário, que olhou-a com dúvida.
Camus: -Eu...eu não sei. Pede você!
Kurayko: -Ai! Tá bom... hey, moça! -balançou a mão na direção da atendente, que sorriu à ela. -Traz ae pra mim uma casquinha de morango e outra de chocolate.
Atendente: -Sinto muito, temos apenas uma casquinha no nosso estoque... a companhia de entregas disse que chegaria hoje, mas até agora nada. Quer esperar?
Kurayko: -Não. Então, me dá só uma de chocolate.
Atendente: -Como quiser.
Assim, depois do pedido, Aquário estava ao lado de Amor, ambos sentados numa mesa na praça de alimentação do shopping. Conversavam animadamente, até que Kurayko, sem perceber, acabou entusiasmando-se demais e quebrou a colher que utilizava para tomar o sorvete.
Kurayko: -Ai! Droga. Vou lá pegar outra. -ela ergue-se, porém fora impedida por Camus.
Camus: -Imagine. Não se incomode com isso.
Kurayko: -Tá bom! O sorvete já tá acabando mesmo. -ela lambeu delicadamente o doce, enquanto os olhos de Aquário acompanhavam cada momento dela.
Alguns minutos depois de um papo agitado, Kurayko resolveu contar o que houve na praia, até que ela resolveu contar o incidente do 'montinho'. Aquário acompanhou ela em uma gargalhada alta e satisfeita. Tão satisfeita e distraída fora a situação que eles nem perceberam quando ambos foram lamber o sorvete naquele exato minuto.Camus corou e fez menção de afastar-se do doce. Kurayko impediu-o, aproximando-se cada vez mais de seus lábios, até que, daquele momento, brotou um inesperado beijo apinhado de desejo e paixão. Kurayko afastou-se, assustada. Ela mesma impressionara-se com seu abuso para com Aquário.
Kurayko: -Eu...oh! Desculpa! Eu não tinha a... -temendo qualquer coisa, ela acabou esbarrando no que restava do sorvete de chocolate e acabou derrubando tudo em si mesma, balbuciando ainda mais desculpas. - Eu...droga!!
Camus: -Calma... -sorriu, fazendo-a ter mais vergonha ainda.
Sem hesitar, ela acabou correndo para longe. Talvez de volta para a casa de Aquário. Camus abaixou a cabeça e sorriu largamente. Gargalhava num tom baixo, agradecendo a Zeus por aquele momento que tanto esperava. Certamente, ele amava Kurayko. Ah, amava...
C.O.N.T.I.N.U.A...
N.A.: Depois desse dia bem divertido, será que as amazonas terão uma vida mais tranqüila? Ou o demônio da incerteza e do ódio aparecerá em seus corações? Como já é de praxe, comentem!
