Bem vindos ao quarto capitulo de Voice!

Avisos: Nenhum, no maximo shonen-ai.


O instinto de servidão é provavelmente a característica mais admirada na abadia.

Para o diretor, não existe nada mais belo que um soldado pronto a seguir qualquer uma de suas ordens; para os internos nada é mais admirável que aquele que consegue segui-las sem falha, uma a uma.

O lobo já não se admirava - até aquele ponto, apenas executava as ordens como uma verdade, sem dar ouvidos a qualquer outra voz dentro de si e sem hesitar. Não era algo extraordinario.

Moment

1° momento.

"Acabe com esta luta, agora mesmo!"

Foi a ordem lançada das arquibancadas durante um treino de rotina. Por instinto, a Wolborg se moveu e transformou a Falborg num amontoado de peças semi-congeladas, recebendo como prêmio algumas anotações numa conhecida prancheta e um tapinha nas costas. Nada mais que um dia comum.
Estranhamente ao olhar para trás, aquela vitoria não o fez se sentir bem como de costume. Estranhamente, em sua cabeça ecoou a voz do remorso ao ver Bryan retirando as ultimas peças de dentro da cuia obtusa e pesada.

Você podia ter simplesmente parado a beyblade do outro. Ninguém falou em destruir.

Teve vontade de rumar até a borda oposta e ajuda-lo, mas se conteve com justificativas decoradas de vencedor que aprendera com Boris. Teve vontade de saciar os pedidos daquela voz, mas contentou-se em cruzar a porta cinzenta e matar por entre o corredor aquela sensação desarranjada.


2° momento.

"Otima luta, rapazes." surgiu o sorriso amarelo e cheio de dentes. "Voltem para o hotel o mais rapido possivel."

Uma ordem indubtável vinda de uma voz orgulhosa. Não houveram questionamentos para os passos leves que tomaram a rua, mas Tala preocupou-se com a situação. Nunca sentira o caminho tão curto; queria no fundo do estomago que ele fosse maior.

Talvez aquilo tudo fosse sobre distancia, ja que esperava uma deixa para diminuir a que existia entre ele e o outro até que tocassem suas mãos. Só pode entender quando percebeu a respiração anciosa de Bryan, que tão descompassada quanto a sua, formava a tensão espessa e insuportável em volta do ar gelado.

Voce precisa.

Desejo.

... mas voce não deve.

A voz do medo.

Decidiram por dar voz ao que se entalava na garganta calada, deixando escapar nada mais que desculpas esfarrapadas e uma vitoria timida do desejar.

A primeira desculpa fez com que o caminho se alongasse. A segunda fez com que se aproximassem.

A terceira não foi necessaria para calar qualquer hesitação. Apenas o escurecido concreto da cidade e o vento frio souberam do frágil encontro dos labios.


Notas da Autora: Okay, os que chegaram aqui perceberam que esse capitulo é diferente dos anteriores. A ideia para ele era pegar duas cenas isoladas e falar sobre elas; uma antes do mundial da primeira temporada, outra durante. Se quiserem, vejam como um pequeno conto de dia dos namorados :)

Major Mimi, que divide comigo toda a glicose e a morfina e Lily Carroll, que me ligou no dia do beagle e me fez ficar sorrindo o dia todo, o capitulo é de vcs :)v

Reviews são bons e fazem bem aos dentes :D

Camaleao.