Algumas observações antes de começar o Capitulo.
A fic está chegando ao fim (assim espero). xD uma pena...
Haverá cena de Hentai, mas está explicito quando vai ser, mas preste atenção ao detalhe de quando ela termina heim hauahuauha... xD
Este capitulo é mais sobre o Saga e a Audrey, os proximos capitulos terá enfoque nos outros cavaleiros e em Athena ok?
Bom... Boa leitura ^^
E reviwes por favor xD
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Você sabe que eu daria a minha vida para que isso nunca mais acontecesse? Ah... Mas você sabe, porque você ficou do meu lado se conhece a escuridão tanto quanto eu? Queria poder retribuir tuas palavras, deixar que meu coração falasse que minha alma se aquecesse.
Mas agora, sinto apenas uma coisa, meus olhos pesam e conheço o formigamento de meu corpo, sei que chegou o momento de eu partir. Agora é ela quem toma conta de meu corpo. Só queria poder ser livre... Para algum dia poder tocá-lo sem o peso do julgamento.
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- Ao contrario Athena... – A mulher falou enquanto se aproximava da Katana fincada no chão, retirando-a e a embainhando atrás das costas, como se a arma fosse parte da pele da garota. – Por mais que você tenho selado Ares, Saga continua sendo a reencarnação do Deus da Guerra. – A mulher fitou a Deusa com um sorrisinho superior, irônico, frio. – Assim como Saori Kido vai ser para sempre a reencarnação da Deusa Athena.
- Ares foi expulso e neste momento está no Olimpo, jogando com meu Pai, ou com qualquer outro Deus. – Athena foi brusca, sabia que Audrey estava dormente, que ali já não era o Anjo Doce que habitava seu Santuário.
- É interessante ver a ingenuidade das pessoas. – Ela riu alto, rindo de Athena, claro que os cavaleiros já estavam prontos pra batalha. Mas ela não ligava, até mesmo zombava daquilo. – Um bando de criança seguindo uma adolescente mimada que acha que é Athena só porque é a reencarnação da mesma. – Enquanto falava a mulher mostrava de quem estava falando com a mão. – No mínimo esperava mais... Apesar de que a Sasha também não era muita coisa.
- Cala a boca! – Dhoko gritou, o que era realmente impressionante, pois o mestre de Shiryu era sempre calmo, nunca havia se descontrolado. – Não sabes nada sobre ela!
- Aha! – Ela riu novamente, fitando o cavaleiro de libra. – Que bonitinho, a criança defendendo a antiga mamãe... Hauhauha. É de dar pena sabia? – Shion colocou a mão sobre o ombro de Dhoko, ele também sentia raiva daquela a sua frente, mas tanto ele quanto seu companheiro deveriam ficar calmos e analisar o inimigo e não cair em seus truques.
- Ainda não está na hora. – Athena falou simplesmente elevando a cosmo energia, acalmando seus cavaleiros.
- Eu sei... Eu sei... – A mulher suspirou. – Fazer o que né? Até eu tenho que seguir algumas regras... Mas antes disso preciso cuidar do bicinho ali. – Então apontou pra Saga, que estava totalmente frio, com a face seria, cerrando os punhos ao longo do corpo.
- Eu não... – Saga começou a falar, mas Athena estendeu a mão, o impedindo de continuar.
- Não tem não. Ele é meu cavaleiro e sou eu quem deve julgá-lo. – Athena falou severa, mas mantendo o tom calmo, sem se exaltar.
- Hum... Hum... – Ela colocou a mão no queixo e fez uma pose de quem estava pensando na situação. – Vejamos, ver a Audrey chorando: 500 moedas de ouro. Ver o Saga se declarando: 1500 moedas. Ver a Athena punindo um de seus filhotinhos: Não tem preço. – Ela riu novamente com a comparação, claro que aquilo irritava ainda mais a todos, mas Athena continuava impassível. – Ok, eu deixo, mas com a condição que terá que ao menos haver um pouco de sangue. Sabe como é, vou abrir mão de um direito meu, ai tem que cobrar juros, ver se o contrato está assinado direito, observar todos os lucros... Essas coisas. – Ela falou de uma forma banal, como se a vida de Saga não fosse um nada, e realmente para aquela mulher, a vida de Saga não era nada.
- Sou eu quem vai decidir. Vai-te ou não haver sangue isso sou eu quem decide. – Athena falou firme, o báculo apareceu na mão esquerda da Deusa, brilhando levemente, mas a mulher nem sequer elevou o cosmo, ou deu a menor menção de se mover.
- Guerra de Poder Athena? – A mulher falou e abaixou levemente a cabeça, sorrindo friamente, mas de um modo sádico. – Acho que vou acabar ganhando heim. – Então mais rápido que a velocidade da luz a mulher estava segurando o pescoço de Athena com uma das mãos, marcando bem as unhas que penetravam na pele delicada. – Tola. – A mulher sussurrou e então jogou o corpo de Athena no chão, um pouco longe. – Patético. Façamos assim... – A mulher limpou a mão com um lenço que fizera aparecer, os cavaleiros não puderam ter reação alguma, pois aquilo aconteceu antes mesmo deles pensarem em mandar seus golpes. – Para a luta ficar melhor vou te dar isso... – Ela jogou no chão um pergaminho e deu as costas a Athena. – Ai está o lugar de todos os colares, inclusive... – Ela fitou Athena por sob o ombro. – O seu... O que devo aumentar um pouco seus poderes... Sabe a Audrey não ia te dar isso, então, da próxima me trate com um pouco mais de respeito.
Antes que algum deles pudesse agradecer ou então atacar o corpo da mulher caiu no chão, a Katana sumiu, os cabelos voltaram ao tom azul claro. Audrey havia voltado e estava inconsciente. Athena se levantou e pegou o pergaminho, olhou para aquele selo e suspirou, abaixando a cabeça, fechou os olhos por alguns segundos, o ar estava parado, todo mundo esperando para ver a reação da Deusa.
- Kanon, pegue Audrey e tome conta dela sim? – Athena falou baixo, com delicadeza. – Ela precisa descansar, quando ela acordar apenas fale que nada mudou. – Kanon obedeceu, pegando o corpo da garota nos braços, fitou por alguns segundos a face delicada, pode ver entre os cílios uma pequena camada de lagrimas. Não questionou a ordem de sua Deusa, mas sabia que os outros questionariam.
Athena então se virou para o restante, abrindo os olhos e fitando Shion e Dhoko.
- Tragam todos os colares que faltam. Escolham mais dois cavaleiros para irem com vocês. – Athena soltou o lacre do pergaminho, sabia que só ela poderia abrir e então o entregou para Shion. – Memorizem o pergaminho e depois me entreguem, antes de partir. Escolham quem vocês quiserem. Indiferente da classe. – Athena então se voltou para Saga e respirou fundo. – Vamos para meu templo, lá conversaremos.
Saga assentiu e seguiu sua Deusa, os outros cavaleiros o julgavam, tanto pelo seu passado quanto pelo seu presente. Já não havia esperanças para ele, sabia que acabaria no Cabo Sunion.
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Athena estava sentada em seu trono, com a cabeça apoiada sobre a mão esquerda, o olhar levemente perdido, o único no grande salão era ele, Saga. Estava de pé em frente à deusa, esperando pelo seu julgamento, Athena o havia perdoado duas vezes, tinha certeza que daquela vez seria diferente.
- Às vezes acho que os Deuses estão com a razão. – Athena falou finalmente, longas horas haviam se passado desde que os dois haviam chegado ao Grande Salão. – Eu compreendo a razão, conheço os sentimentos, dei a liberdade para muitos e mesmo assim não entendo como algumas pessoas podem ser tão cruéis. – Athena balançou a cabeça para espantar aqueles pensamentos.
- Sabe Saga, imagino se o que aconteceu foi obra do Destino ou se simplesmente do Acaso. – Athena fechou os olhos e apoiou a cabeça no encosto. – sei, que os humanos são capazes de realizar milagres, vi com meus próprios olhos Seiya se levantar tantas e tantas vezes por minha causa, vi a dor em seus corações quando eu morri, sei que me são leais, sei também que o destino pode ser mudado... – A deusa fez uma longa pausa. – Mas existem coisas além da compreensão humana. Os deuses são capazes de perdoar, senão nenhum de nós estaria aqui. Mas também sei que eles podem ser vingativos...
Saga permanecia em silencio total, não pediria perdão ou misericórdia, ele errara. Por sua causa ela despertara o outro lado de Audrey, um lado ainda mais sádico que o próprio Ares.
- Sinto pena da Audrey, porque ela é uma garota adorável, carinhosa, generosa e sem malicia. – Athena fitou Saga. – Qualquer um que convivesse com ela por mais tempo acabaria se apaixonando, ainda mais você. Os dois são muito parecidos, com históricos de vida próximos, eu devia ter pensado nisso. – A deusa abaixou a cabeça.
- Não Athena. – Saga protestou, sua deusa estava se culpando pelo ocorrido, aquilo não poderia continuar. – Eu sabia que estava sentindo alguma coisa, mas não consegui apagar. É minha culpa minha Deusa, apenas minha.
Athena suspirou cansada.
- Saga, teu castigo será... – Athena parou e se levantou. – Ficar em Jamiel, isolado de todos, sem contato algum com o exterior. Sei que Shion e Mu não protestarão. Não deverás falar com ninguém e não sairá por nada. Nem mesmo quando a Guerra começar. – Athena fez o báculo aparecer e aumentou levemente o cosmo.
- Aceito de bom grado meu destino minha Deusa. – Saga se ajoelhou e então quando voltou a ergueu a cabeça ele já não estava mais no Santuário e sim no chão de mármore da construção branca.
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Estou dormindo, vejo apenas a escuridão, meus sonhos são reais e sei que não são sonhos, são imagens que ela me passa, para me ver sofrer, rir de minha desgraça. Então finalmente abro os olhos e posso novamente respirar, cheirar e tocar. Reconheço a cama macia e os lençóis brancos, lentamente me levanto.
Olho para o espelho e vejo uma garota abatida, sem forças. Mas sorrio, um sorriso triste, de quem finalmente se entregou ao Destino, mas antes eu precisava falar com Athena. Novamente faço um delicado vestido aparecer no meu corpo, de um tom cinza, combinando com o meu humor, prendo meus longos cabelos em uma trança, volto a olhar para o espelho e desta vez vejo cada cicatriz deixada em meu corpo, quero cair e chorar, mas apenas caminho em direção a saída do quarto.
Já causei problemas demais, até para mim mesma. Sei que serei punida, apesar de que a maior punição Ela já havia dado. Encontro Kanon no salão principal da casa de Gêmeos, o cumprimento rápido, sei que ele quer falar comigo, mas não posso. Vou até a saída e sigo rapidamente até o Grande Salão, ignoro os outros cavaleiros. Finalmente me encontro com Athena.
- Será possível? – Pergunto olhando para alguns poucos cavaleiros que estavam ali.
- Saiam. – Escuto Athena falar. Quando todos saem, vou até a varanda e observo à grande estatua, sinto que a deusa me acompanha.
- Saga estava destinado a me amar Athena. – Falo e abaixo a cabeça. – Sempre foi assim e sempre será. Assim como Ares é apaixonado por Afrodite e Persenefone preferiu ficar com Hades há voltar pra a mãe. Talvez eu esteja me valorizando, mas já tinha sido escrito. – Faço um pequeno livro aparecer e entrego para Athena. – Leia por si mesma, não são as minhas mãos que escrevem, eu apenas posso ler.
Vejo o interesse de Athena por aquele pequeno artefato, mas que continha milhões de paginas e mais ainda de nomes e historias, se quisesse Athena poderia passar a vida inteira lendo aquele livro que nunca encontraria o fim. O pequeno livro da Vida, ou pelo menos uma replica fiel.
- Não é o original, mas é tão fiel quanto. – Falo e sento na varanda, observando Athena. – Eu não costumo ler esse livro, mas tinha que saber se o Destino havia mesmo me colocado junto a Saga... – Abaixo a cabeça. – E a confirmação é ainda pior que não saber.
- Audrey... – Athena devolve o Livro e volto a deixá-lo em seu lugar, meus olhos estão fixos em Athena, sua voz é doce, mas seu cosmo está abalado. – Eu... – Athena suspira, fecho meus olhos e saio da varanda. – Não! Espere Audrey. – Arqueio a sobrancelha esquerda e volto a fixar meus olhos na Deusa, ela se afasta. Alguns minutos passam, Athena está dentro de seu quarto. Então quando novamente ela retorna, tem algo nas mãos. – Isto é para ti. – Ela estende a mão, vejo uma delicada pulseira, dourada com pequenos traços de prata. – Assim como os colares, esta pulseira é tão antiga e tão poderosa quanto. A única coisa que posso lhe dar Audrey é um momento de paz.
Ahh... Então aquela pulseira era...
- Durante sete dias você poderá ficar invisível, a todos nós, qualquer um, até mesmo para aquela que habita seu corpo. – Aquilo era precioso, um artefato raro, que fora perdido quando Chronos fora expulso do Olimpo, talvez até mais. – Seu poder só pode ser usado uma única vez por usuário, mesmo que este mude de corpo.
Estou pasma, Athena realmente me daria aquela pulseira, não entendo o que ela pretende fazer, mas anseio desesperadamente ficar sozinha. Poder pensar sem que ninguém me importunasse, ser livre, estendo a mão ansiosa, mas paro no meio do caminho.
- O dia em que lutaremos Audrey está próximo. Tu me deste poder suficiente para combatê-la. – Athena pega minha mão e começa a colocar a pulseira. – Deixe-me dar a única coisa que possuo em troca... – Não entendo, continuo sem saber o que ela quer dizer com aquelas palavras. – A esperança.
Sinto uma onda de calor invadir meu corpo para em seguida ser esfriado rapidamente, caio no chão de joelhos, a dor no meu estomago é forte, meus poderes estão sendo drenados, aquela pulseira quem os estava retirando de mim, Athena está parada ao meu lado. Finalmente posso sentir o chão de mármore, até parece diferente e realmente estava, minha visão do mundo estava mudando, pois agora eu não conseguia mais controlar todos os elementos. Era simplesmente uma garota. Athena me entrega um espelho e tenho uma grata surpresa, meus cabelos estão dourados, como eu me lembrava de tê-los quando criança. Meus olhos são azuis profundo, sorrio de leve. Realmente ainda havia uma parte de mim que era humano e ali estava ela. Fito Athena de forma interrogativa, o que aconteceria agora?
- Você pode tirar a pulseira quando quiser Audrey, mas em 7 dias ela sumirá automaticamente. – Escuto a voz delicada, calma e gentil, então aquela era a verdadeira face de Athena? Seria assim que todos os humanos a viam? Suspiro e encosto-me a uma pilastra, ainda estou tonta, Athena se aproxima de mim e toca meu ombro. – Se quiser voltar basta retirar a pulseira. – Escuto aquelas palavras enquanto sinto meu corpo sendo puxado para trás, fico tonta, fecho os olhos com força. Sei que estou sendo teleportada. Fico apreensiva ao sentir novamente o chão, não quero abrir meus olhos.
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Fazia três dias desde aquele fatídico dia, Saga estava na biblioteca, no terceiro andar da construção, por mais que tentasse se culpava pelo o que havia ocorrido, tentava amenizar a dor com aquelas leituras. Tinha alguns livros que mostravam como curar uma armadura, mas era impossível de se ler e pelos desenhos ele nunca entenderia. Naquele momento estava lendo sobre a mitologia Grega, mas não encontrara nada sequer parecido com a historia de Audrey. O cavaleiro de Gêmeos fechou o livro com raiva e se levantou.
- Droga! Pare de pensar nela! – Ordenou a si mesmo, mas era impossível. – Droga Audrey, eu tenho que te esquecer. – Socou a parede a sua frente, deixando a marca de seus dedos. Para finalmente descansar a cabeça no mesmo lugar, respirando ofegante. – Eu tenho que... – Repetiu em voz baixa.
Audrey estava parada do lado da porta da biblioteca, com o corpo encostado na parede. Tinha visto uma luz e sabia que havia alguém, queria perguntar onde estava, mas ao escutar a voz de Saga ela ficara paralisada.
"Ahh Athena, o que fizestes?"
Ela olhou para a pulseira no pulso, com vontade de arrancá-la, ficou mexendo nela levemente, não havia nenhum barulho realmente audível, mas para os ouvidos treinados de um cavaleiro de ouro era como sinos ao meio dia. Saga fechou os olhos com força, sem se mexer, escutando a respiração lenta da mulher, aquele barulhinho de metal, o leve cheiro de flores, seu corpo reagia, pulsava por sair daquela biblioteca e encontrar com aquela que fora sua ruína.
"Athena..."
Saga implorou, mas sabia que fora a própria deusa quem trouxera Audrey, ou pelo menos contara onde ele estava.
Audrey se desencostou da parede e respirou fundo, aquilo não era certo, ela tinha que retirar aquela pulseira. Deu as costas para a porta...
Saga saiu daquela posição de torpor, sua mente pedia para que parasse, que nunca saísse daquela biblioteca, mas seu corpo o desobedecia descaradamente, seus passos eram firmes. Ao sair do recinto viu Audrey de costa, os cabelos dourados quase o enganaram, mas ele tocou o ombro dela com firmeza.
- Audrey...
A garota parou, sentindo um choque percorrer seu corpo quando Saga a tocou, ela fechou os olhos, abaixando a cabeça de leve para depois consentir, como se ele tivesse lhe fazendo uma pergunta. Saga então a abraçou pelas costas, trazendo o corpo delicado contra o seu, não sentia nenhuma cosmo energia e de alguma forma sabia que ali, Audrey era apenas uma garota comum e não o Anjo. Podia sentir que ela estremecia, abaixou a cabeça de leve e depositou um beijo no alto da cabeça dela.
- Não vá... – Saga sussurrou, estreitando o abraço. – Sei que é pecado, que não é certo, mas te imploro... Fique.
Audrey não respondia, não conseguia, sua mente estava confusa, agitada, eram muitos pensamentos, muitas regras e muitas lembranças. Seu corpo tremia levemente, mas ela não chorava, não conseguia.
Permaneceram em silencio por vários minutos. Saga sabia que tinha que dar algum espaço para ela, mas também sabia que se a deixasse sozinha provavelmente nunca mais a veria. Simplesmente deixou-se levar pelos sentimentos, mantendo Audrey perto de si, seu coração se apertava cada vez que ela tremia, mas não chorava. Finalmente ele a virou delicadamente contra si, queria poder ver aquele rosto delicado e belo.
- Não sei o que será do futuro Audrey. – Saga falou segurando a face de Audrey, acariciando levemente a bochecha esquerda, fitando-a nos olhos. Vendo a indecisão, a angustia e o sofrimento dela, tudo ali, exposto naqueles belos olhos azuis e ele sofria junto. – Sei apenas que agora, no presente, você está aqui, mais radiante, mais bela e simplesmente é você. Uma humana, comum, não um Juiz ou Anjo, apenas você. Agora você tem o livre arbítrio, não posso impedi-la de ir embora. – Sua alma se quebrava ao dizer aquela ultima frase, não queria que ela fosse embora, mas não poderia obrigá-la a ficar com ele. – Mas te dou a opção de ficar. Se por alguns dias podemos ser feliz, por favor...
Audrey escutou todas as palavras, podendo ver nos olhos de Saga o amor que sentia e a dor de imaginar perdê-la. Aquilo era demais para seu auto-controle, ela também estava apaixonada, como nunca estivera antes. Em vez de responder com palavras, Audrey o abraçou e inclinou a cabeça para trás, fitando-o.
- Sim... Eu vou ficar. – Ela respondeu. – Por você... – Aquela ultima frase dita em um sussurro quase inaudível. Saga sorriu de leve e desceu a cabeça lentamente, fechando os olhos, deixando que os lábios se tocassem.
Era um beijo tão delicado, mas cheio de significado. Ele podia sentir a maciez dos lábios de Audrey, o corpo feminino contra o seu, o cheiro de rosas o invadindo com força, aquela doçura quieta, a ingenuidade de Audrey sempre o encantara e agora ele a tinha, nem em seus mais loucos sonhos aquilo acontecera. Saga terminou aquele beijo, a abraçando forte, com medo de que sumisse.
Audrey encostou a cabeça no peito de Saga, estava sorrindo, feliz como há muito tempo não ficava. Escutou o coração descompassado dele, como ela poderia negar aquilo? Pois seu coração também pulsava forte. Queria conversar, mas as palavras pareciam inapropriadas por aquele momento, queria que nunca terminasse e seu medo ficou obvio quando ela o abraçou forte.
Saga a pegou no colo, sentindo-a se aninhar contra si, com a face escondida em seu ombro. Ele a fitou, ainda parado naquele corredor.
- Eu te amo Audrey... – Saga falou aquelas palavras, finalmente podia falar sem ter medo de ser julgado. Se no futuro ele tivesse que enfrentar o Olimpo para ficar perto dela ele assim o faria. Agora sabia o que Leão sentia, entendia aquela doce agonia de estar perto da pessoa amada. Audrey fora a única mulher que o deixara tonto, sem saber o que fazer, apesar de haver outras namoradas no passado, Audrey era a única com que queria passar o resto da eternidade.
Audrey passou os braços ao redor do pescoço de Saga, imaginando como apenas três palavras poderiam fazer seu mundo desabar. Queria poder retribuir aquelas palavras, falar o que sentia, mas não podia, não ainda. Era tudo muito novo.
Saga começou a andar, Audrey estava de olhos fechados, agarrada ao homem que amava, mas que não tinha coragem de dizer. Saga abriu a porta do quarto com telecinesia e então depositou o corpo feminino nos lençóis brancos para em seguida deitar ao lado dela. A puxou contra si e ela deixava-se levar sem resistir.
Colocou a cabeça no ombro de Saga, deixando uma das mãos repousada sobre o peito, enquanto ele acariciava levemente seus cabelos dourados.
- Durma meu amor. – Saga sussurrou.
Audrey fechou os olhos, sentido-se protegida, envolta aqueles braços carinhosos, escutando o coração de Saga suave, compassado agora. Estava cansada, cansada de lutar. Dormiu com um sorriso doce nos lábios.
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(OBS: A partir daqui terá hentai... Aqueles que não gostam por favor passar para o próximo --- não influenciara em nada a cronologia. Ler ou não é opção xD)
Acordei com um sentimento de calma e paz, estou abraçada a Saga, o calor de seu corpo, apenas sua proximidade comigo é que me acalma e afasta todos os pensamentos ruins. Sinto-me leve, não há responsabilidade, posso dizer e fazer o que quiser... Mas não há nada e nenhum lugar que eu queira estar que seja diferente deste. Sim, eu amo Saga, muito mais que sinto meu coração explodir de apenas falar seu nome em minha mente. Me aproximo mais dele, não quero nunca me separar, é tão bom estar assim, junto a ele.
Levanto levemente a cabeça, quero fitar o rosto que povoa meus sonhos, levo um pequeno susto ao ver que ele também está acordado, sorrindo para mim. Seus olhos verdes me atraem, levo a minha mão até a face masculina, é tão estranho para mim estar tão perto de um homem e ele sabe disso. Vejo seus olhos se fechando com o meu carinho. Aquilo me aquece e solto um suspiro baixo, vejo que ele abre os olhos imediatamente.
- Audrey...
A voz de Saga está calma, mas repleta de preocupação. Sorrio de leve e encosto meus lábios rapidamente nos dele, para afastar qualquer preocupação que ele pudesse ter. Vejo que ele relaxa e me abraça forte. Rio baixo fitando a iris esverdeada, não há palavras que possam descrever isso que sinto agora, apenas inclino minha cabeça para frente enquanto ele faz a mesma coisa. Nossos lábios voltam a se tocar, mas de uma outra forma, não era como nosso primeiro beijo, era algo mais agitado, abro levemente meus lábios para poder respirar, pois estou sem fôlego, então sinto a língua de Saga invadir minha boca, com certa urgência e isso me aquece como um pequeno choque percorrendo meu corpo, me arrepio, as mãos de Saga acariciam de leve as minhas costas e cintura.
São muitas sensações, algo intenso. Começo a retribuir ao beijo da mesma forma que ele fazia, deixo que nossas bocas travem uma pequena guerra, o gosto dele era tão diferente, algo como almíscar. Sinto que ele enrijece um pouco o corpo, enquanto sua mão esquerda agora está em minha nuca. Arrepio-me e estremeço, então ele se afasta, segurando a minha face agora. Estamos ambos sem fôlego, tenho certeza que estou rubra, abaixo os olhos, não consigo fitar Saga por muito tempo. Será que minha reação tinha sido imprópria? Sinto Saga se mover e me movo junto com ele, trocamos de posição, agora ele está deitado de lado, me fitando. Ele toca minha face com carinho, deslizando seus dedos por minha testa, nariz e por fim em meus lábios. Solto um gemido baixo, já estava difícil de respirar, agora parecia quase impossível.
- Linda...
Escuto a voz de Saga, esta baixa e estranhamente rouca, volto a fitá-lo nos olhos de forma interrogativa, será que ele também sentia o mesmo que eu? Abro os labios de leve, ainda buscando ar e sinto que o polegar de Saga para, no meio de meu lábio inferior, fecho os olhos, com medo de ter feito algo errado, até que sinto novamente o gosto dos labios de Saga. Um pouco surpresa, mas retribuo, mas desta vez, Saga parecia simplesmente dominar aquele beijo, exigindo uma resposta minha. Aperto com força o lençol, buscando de alguma forma forças, porque meu corpo está muito quente, sensível, e tudo por um único beijo. A mão de Saga está sobre a minha barriga que se contrai ao sentir a caricia, ele subia lentamente com a mão, chegando perto de meu seio e depois descia novamente. Volto a gemer, mesmo entre aquele beijo possessivo, que para abruptamente. Abro os olhos, ainda estou com a boca aberta, tentando buscar o máximo de ar possível.
- Tão linda, tão delicada...
Saga está me admirando, não consigo responder, minha voz parecia ter sido sugada por ele, a única coisa que faço é gemer baixo, fechando os lábios, minha face está pegando fogo, viro a cabeça, tentando esconder. Mas não parecia que isso acontecia, pois apenas escutei uma risadinha de Saga. Respiro fundo varias vezes, solto finalmente o lençol, as juntas de meus dedos devem estar brancas pela força que fiz. Levo minha mão até minha testa, deixando-a ali, encostada de leve, fitando os detalhes de minha derme. Sei que Saga me observa intensamente, até sentir seus dedos afastando meus cabelos, deixando-me mais exposta, ia virar a face para fitá-lo, mas Saga foi mais rápido e depositou um beijo atrás de minha orelha. Estremeço, sentindo que os beijos começavam a descer até chegar a meu pescoço. Fecho meus olhos com força e instintivamente arqueo meu corpo. Escuto um gemido baixo dele. Mordo meu lábio inferior pra não gemer ou quem sabe gritar. Os beijos param e ele me fita novamente, tocando minha face, para que eu pudesse fitá-lo, ele toca meu lábio.
- Não faça isso... Eu quero te escutar.
Faço um sim com a cabeça, concordando, e ele sorri. Lentamente ele retira meu vestido. Agora que não consigo realmente fitá-lo, mas ele queria que eu o fitasse, pois segurou a minha face com certa força, mas não me machucava. E ficamos ali, ajoelhados na cama, sem eu abrir os olhos.
- Por favor...
Aquelas palavras me fazem abrir os olhos, ele havia pedido com tanto carinho. Ele está sem camisa, intuitivamente quero tocá-lo e estendo a mão para fazer, mas antes que eu pudesse tento abaixar minha mão, mas ele a para. Entendo o que ele quer dizer e então o toco no peito, passando as pontas dos dedos por seus músculos bem definidos, estou maravilhada com aquilo. Eu queria estudá-lo, tocá-lo, desvendar cada segredo apenas pelo meu toque. Passo a unha de leve, o arranhando, vejo que ele estremece e aquilo me incita a continuar, deslizo a mão pelo meio de seu peito até chegar à barriga, perto do umbigo. Escuto um gemido baixo quando tento abaixar mais a minha mão, mas Saga me segura. Então ele leva a minha mão até os lábios e beija-a.
- Calma...
Escuto então Saga solta a minha mão. Ele então me deita na cama, estou entregue a ele, completamente, seus dedos estão acariciando a base de meu pescoço. Saga me beija rapidamente, o suficiente para me fazer querer mais, mas ele continua com os beijos, descendo por meu queixo, pescoço e colo. Solto vários gemidos baixos e irregulares, ao simples toque de Saga era como se minha pele pegasse fogo no local e então esse fogo fosse se diluindo em meu sangue. A cada novo beijo, a cada novo toque eu descobria partes de mim que não sabia que poderiam existir, ou que poderiam ser tão sensíveis assim.
Ele leva a mão ao meu seio esquerdo, massageando-o. Aquilo me surpreende, porque o calor que sinto com aquilo, a onda de choque é grande, o suficiente para me fazer gritar de prazer e arquear minhas costas. Meus seios não são muito grandes, mas também não muito pequenos, pois apesar dele usar a mão inteira não consegue segurá-lo inteiro. Sinto meus mamilos se enrijecerem. Ele sabia exatamente o que fazer para me deixar ainda mais em fogo, pois agora ele pegou o mamilo com os dentes e puxou de leve, gritei novamente e continuei gemendo enquanto sentia a boca contra minha pele, sugando meu seio direito enquanto a mão massageava o outro.
Não sei se pode existir algo melhor que isso, ou se eu posso voltar a andar, porque sinto meu corpo se diluindo, aperto com força os lençóis de varias formas, torcendo às vezes, outras apenas segurando. Dependia das ondas de choque que me percorriam. Ele então soltou meu seio e me beijou nos lábios, de forma intensa, nossas línguas se entrelaçavam, passei os braços ao redor de seu pescoço, o trazendo mais contra mim, enquanto os dedos masculinos desciam lentamente por minha barriga até chegar na minha virilha. Saga parou de me beijar e me fitou, quase não conseguia ver, pois minha visão está nublada de prazer.
- Te amo...
Ele sussurra em meu ouvido enquanto sinto seu dedo me penetrar, aquela agonia que se concentrava em minha barriga aumentou, gritei alto, chamando o nome de Saga. Cravei minhas unhas em seu ombro, escutava distante os gemidos dele, pois enquanto sentia seu dedo entrar e sair não conseguia raciocinar. Aquilo era maravilhoso, intenso, agonizante, pois parecia que havia algo além e que precisava atingir. A intensidade dos movimentos aumentaram, assim como o calor e aquela dor quase insuportável. Até que finalmente alcancei o limite e fui além, gritei o nome de Saga enquanto atingia o céu.
Senti meu corpo amolecer e desabar sob o colchão, mesmo ainda deitada, era como se tivesse caindo das alturas e eu realmente estava. Saga depositou um beijo delicado em meus lábios e eu pude ver novamente a face de meu amado.
- Também te amo.
Respondo e vejo a surpresa na face dele, pois aquela era a primeira vez que dizia aquelas palavras em voz alta.
- Te amo Saga.
Volto a repetir, minha voz é baixa e rouca, mas ele entende perfeitamente e agora a felicidade fica explicita em suas feições, ele deita do meu lado e me puxa contra si. Mas sinto que ainda falta alguma coisa. Ele havia me levado as alturas sem se importar consigo mesmo. Deposito um beijo na base de seu pescoço e sussurro em seu ouvido.
- E você?
***
Escuto as palavras de Audrey e quase não posso acreditar. Meu auto controle estava quase no fim, ver o rosto vermelho dela, escutar seus gemidos me enlouquecem a quase ponto de perder a consciência e me entregar. E agora aquela pergunta, solto um gemido rouco e afasto minha cabeça. Era loucura, simplesmente ele não poderia tomá-la para si.
Por mais que seu corpo pedisse para que saciasse aquele fogo eu nunca poderia tentar. A única coisa que podia fazer era dar a ela o máximo de prazer sem imaginar uma retribuição. Audrey é tão perfeita, tão delicada que ele tinha medo de machucá-la, além do mais, por mais que fosse o paraíso, ainda haviam coisas a serem ponderadas. Ela é virgem, eu sei disso e aquilo era tentador demais, saber que ela nunca estivera com um homem me entusiasma, mas também me aflige.
- Audrey... Eu...
Tentei falar que não era importante, mas fui silenciado pelo pequeno arranhão sobre meu peito esquerdo, não era dor, com certeza era prazer. Se ela continuasse... E continuou lenta, com medo que eu a censurasse, mas eu não poderia falar consciente demais daquele carinho. Mas eu teria que pará-la, só não conseguia.
- Deixe-me conhecê-lo Saga.
Fechei os olhos com força, àquela voz rouca em meus ouvidos, aquela frase penetrou como um raio, seu efeito era imediato, sentia meu corpo inteiro vibrar, cada célula implorando para que eu cedesse. Peguei a mão pequena que insistia naquelas caricias. Eu tinha que pará-la, antes que tomasse um rumo bem diferente, aquele que era proibido para qualquer homem. Senti que ela puxou com força a mão e se sentou na cama, podia sentir o movimento dos lençóis e do colchão. Virei a face para vê-la, como uma deusa, os cabelos dourados caiam como cascata pelas costas, seus ombros estavam curvados pra frente. Ela com certeza devia se sentir frustrada. Sento-me atrás delas e tento tocar seu ombro, mas ela afasta.
- Eu sei que não tenho experiência...
Aquilo corta meu coração, como fazê-la entender que a desejava, mais que qualquer outra coisa nesse mundo. O tom frustrado, magoado dela me faz querer ceder novamente. Mas não podia.
- Mas sei ver quando alguém não me quer...
Ao terminar a frase ela tentou levantar, mas não posso deixá-la sair daquela cama, não quando tínhamos passado pelo momento mais belo que ele havia já visto, beijo seu ombro, para acalmar o coração dela, não tentaria explicar seus motivos, apenas continuei beijando-a no ombro e no pescoço.
- Eu a desejo.
Sussurro, senti que ela relaxava o corpo e tremia com os meus beijos, subi lentamente com as mãos pelo lado do corpo belo até chegar aos seios, comecei a massageá-los, lento, apenas para escutar os gemidos que ela soltava, enquanto encostava a cabeça em meu ombro e suas mãos estavam novamente nos lençóis, apertando-o entre os dedos. Sorri, não me importo de nunca ter a minha satisfação, contanto que a pudesse fazer sentir-se nas alturas.
Ela retirou a mão do lençol e segurou a minha, fazendo-me parar, não entendi, ela estava gostando então porque parar? Ela se virou pra mim e me beijou, tentava dominar, mas não tinha experiência, retribui ao beijo, quando ela parou sussurrou as únicas palavras que me fizeram perder a cabeça.
- É você quem eu quero.
Parei de raciocinar, a abracei com força, para em seguida deitá-la, havia uma urgência que precisava ser satisfeita e só seria com ela. A beijei com força, exigindo que ela correspondesse e ela tentou, mas eu queria mais, muito mais. Peguei sua mão e a levei para o meio de minha pernas, fazendo-a sentir meu desejo por ela. Audrey se assustou, pude perceber, mas já era tarde demais para que eu voltasse atrás.
Parei o beijo e lambi seu lábio inferior, deslizando a língua por seu queixo e pescoço, ela era minha, apenas minha, aquele gosto doce de sua pele delicada estava em minha boca, meus dedos percorrem o lado de seu corpo, sentindo a textura, para depois parar em sua cintura e apertar com certa força, trazendo-a contra mim. Escutei seu gemido, uma mistura de dor e prazer.
Soltei-a, afastei meus lábios de seu pescoço e a fitei, sorri malicioso, enquanto descia na cama, pegando o pé esquerdo, levantando um pouco a perna dela, começando a dar vários beijos e pequenas mordias, alternando, aproximando de sua coxa, onde parei, colocando a perna dela em meu ombro, como força de apoio. Sempre a fitando nos olhos, vendo a reação, no começo assustada e depois mudando para de prazer. Ela não sabia como agir, e eu a ensinaria. Voltei a beijar a coxa, abaixando um pouco a cabeça, ficando bem próximo da virilha dela, o suficiente para provocá-la. Então voltei a ficar meio reto, voltei a fitar a face rubra, com a mão direita, a que estava livre, afastei os grandes lábios, acariciando-a de forma intima, ela gemia e estremecia, mas quando comecei a fazer uma pequena fricção em seu clitóris ela gritou e se contorceu. Como estava com os movimentos meio paralisados, não podia fazer muita coisa, seu peito subia e descia rapidamente, quanto mais rápido fazia o movimento mais alto ela gritava.
Sorri, ela chegaria logo ao clímax e eu não queria aquilo, por isso diminui a intensidade da caricia, meus dedos estavam melados, gemi sabendo que logo a tomaria. Não agüentaria por muito tempo mais aquelas pontadas em meu baixo ventre. Abaixei a perna de Audrey e me afastei, tirando a calça e a cueca. Ela me analisava, vi seu sorriso satisfeito, ao mesmo tempo em que as faces ficavam bem vermelhas, voltei para cama. Peguei a mão dela e a coloquei em meu peito, ela se ajoelhou a minha frente.
Comecei a ensiná-la, fazendo as pontas dos dedos tocarem minha pele, ela aprendia rápido e logo tomou a iniciativa, arranhando sua derme, alternando entre fortes e leves, eu gemia baixinho, a fitando apenas. Deixando que ela fizesse as próprias explorações. Ela se aproximou e começou a distribuir beijos delicados sobre meu peito, onde havia passado a unha mais forte ficara um leve risco avermelhado, e ela passou a língua sobre ela, fechei os punhos com forças, tentando me controlar, para não jogá-la na cama e tomá-la de uma vez.
Ela mordiscou meus mamilos, eu gritei de prazer, e isso a incentivava a continuar, ela foi descendo a boca pelo meu peito, barriga, até chegar em meu umbigo, quando ela fez menção de descer, colocou minha mão em seu ombro, ainda era cedo demais para aquilo. Ela me fitou e fiz que não co a cabeça e ela entendeu, então a deitei e me deitei sobre ela, acomodando-me entre suas pernas. Sentia meu membro latejar, mas eu tinha que ter paciência, principalmente agora.
A beijei delicado enquanto me posicionava, lentamente comecei a penetrá-la, senti seu braços ao redor de mim, quanto mais fundo eu ia, mais forte ficava o abraço, não parei de beijá-la, segurando sua cintura com minhas mãos. Meus olhos estavam abertos, podia ver uma lagrima de dor rolar e parei, usando aquele resto de consciência parei. Dei um tempo para que ela se acostumasse. Ela parou o beijo e respirava fundo, com os olhos fechados. Levei a mão a face bela, acariciando-a.
- Vou parar amor. - Sussurrei, por mais que aquilo me custasse, não poderia machucá-la. Vi ela abrir os olhos, havia dor, mas também havia prazer.
- Continue...
Escutei a voz fraca, rouca me falar aquelas palavras. Assenti, mas antes que eu continuasse era preciso fazê-la se excitar mais, comecei a massagear seu seio, as vezes apertava seu mamilo, brincando, senti que ela relaxava, mas não era suficiente, ela ainda sentiria dor. Por isso desci com a mão até seu clitóris e comecei a friccioná-lo. Escutei novamente seus gemidos de prazer, seu corpo se abrir novamente, só então voltei a continuar a penetração. Ela me agarrava, penetrando as unhas em meu ombro, tentando dissipar aquele momento de dor que sentia. Eu continuei estimulando-a, enquanto a penetrava, comecei a fazer movimentos lentos. A dor finalmente passou, eu percebi quando ela abriu os olhos e só fitei desejo.
Os movimentos lentos deram lugar a um ritmo mais rápido, a cada nova estocada eu era levado mais e mais alto, senti-la tão perto, tão próxima, minha, finalmente minha, era o máximo que poderia suportar. Nossos gritos se misturavam na noite, nossos corpos entrelaçadas, mas acima de tudo, nossas almas em perfeita sintonia.
Chegamos juntos ao clímax, gritando o nome um do outro, meu corpo recaiu sobre o dela cansado, as peles lisas de suor, a beijei e sai de dentro dela, rolei para o lado, mas sempre a trazendo para junto de mim. Adormeci, assim, satisfeito, sereno, com a mulher que amava ao meu lado.
(OBS: Aqui termina o Hentai)
***
Já havia amanhecido e entardecido, Audrey levantou da cama, sorrindo olhando para Saga, meio coberto, meio encoberto, as faces levemente vermelhas por relembrar a noite perfeita. Ela viu a mancha vermelha no lençol e suspirou, depois ela se preocuparia com aquilo. Olhou para o armário e pegou uma camisa de Saga e vestiu, ficava muito grande, quase como um vestido.
A garota foi direito para a cozinha, fazendo algo para eles comerem, demorou alguns minutos até achar o cômodo. Saga só apareceu depois que a comida já estava pronta, sem fazer nenhum barulho a abraçou por trás e beijou sua nuca. Os dois se sentaram e conversaram sobre trivialidades, nenhum dos dois queria tocar no assunto, a comida logo acabou e os dois foram para a sala assistir TV. Os dois deitados na sala, abraçados, apenas e simplesmente apenas calmos, em paz.
***
- Como pode ter sumido? Sem rastro... – uma voz masculina perguntou, estava alterada, com certa raiva, misturada a preocupação.
- Não sei irmão, mas deve ter algum modo de achá-la. – Uma mulher respondeu. – Ela estava com Athena, se está morta foi Athena quem a matou. Devemos ir até o Santuário.
- Hunf, ouvi dizer que lá existe um homem que se acha o mais belo de todos. – Os cabelos prateados se moveram contra a luz, dando um aspecto ainda mais belo a face masculina. – Vamos ver se é mesmo. Ninguém é mais belo que eu.
- Poderá testar a sua teoria. – A mulher sorriu para o irmão, eles haviam tido divergências no passado, mas agora era diferente. – Vamos?
O outro assentiu então 6 asas se abriram e os dois saíram de onde estavam em direção ao Santuário.
***
- Onde ela está? – A mulher perguntou friamente, parada a espada transparente gravada no chão, enquanto ela se mantinha ereta. Seu irmão está se admirando em um espelho portátil, com detalhes em prata e ouro.
- Responda, antes que percamos a paciência. – Ele completou, sem tirar os olhos de si mesmo, mexendo nas belas madeixas prateadas.
- Audrey não está morta. – Athena respondeu, seu coração batia desacelerado, aqueles dois haviam passado pelas doze casas sem serem notados e haviam adentrado ao Grande Salão de forma imponente.
- Ah... Então ela fala. – Ele falou irônico e afastou o espelho, ele havia se instalado no trono, deitado atravessado, com as pernas cruzadas, então se sentou, deixando o espelho sobre o braço do trono. – Melhor falar o que queremos saber e não o que sabemos.
- Acha que vai adiantar tentar nos enrolar? – A mulher ficava sem se mexer, Athena estava entra ela e seu irmão. Não havia como ela escapar, mesmo que chamasse seus cavaleiros. Eles sequer chegariam na porta em tempo suficiente. Ela sentia sua espada pulsar e desejar o sangue de Athena, ela vibrava de tanta excitação, apenas por saber que ali poderia saborear o sangue de um Deus.
- Mana, acho que ela não está entendendo. – Ele comentou. – Que tal deixar que ela sinta a fria lamina? – Ele apontou para a espada. - Sei que ela vai gostar. Ela está esperando por isso. Depois que matarmos a Athena posso me divertir com os outros.
- Paciência irmão. Deixe que ela responda.
Athena deu um passo para trás, aqueles dois eram semelhantes, gêmeos com certeza. Tinham um poder assustador, ela sabia reconhecer, mas era como se a cosmoenergia deles sequer existisse. Talvez não naquela dimensão. Não podia falar o que fizera, havia prometido a Audrey que daria 7 dias e era isso que faria.
- Ela está bem. – Athena tremeu sobre o olhar daqueles dois, o dele era insano e o dela sereno, mas a morte estava nos dois. – mas não posso contar onde está.
- É simples então... – Ele se levantou do Trono e ficou ao lado da irmã. Contraste distintos, mas tão iguais. – Extrairemos a informação de seu sangue, enquanto abrimos sua barriga e retiramos suas entranhas, ou quando sua cabeça rolar.
Athena sabia que eles seriam capazes daquilo.
- Por favor. – Athena pediu, sim estava com medo. Pela primeira estava com medo, porque eles não eram inimigos comuns. – Dei a Audrey um momento de paz, deixem que ela viva esse momento sossegada. São apenas sete dias. – Athena pediu, estava falando a verdade e elevou a cosmoenergia pra mostrar aquilo. Aquele homem riu, gargalhou e avançou, mas a irmã o impediu.
- Audrey uma vez disse que por mais que tentasse nunca poderia ter paz. – A mulher falou e retirou a espada do chão, transformando-a em um pequeno ovo de tom ametista que pendurou no pescoço. – A menos que estivesse morta. Se de alguma forma conseguiste fazer isso, então... – Ela deu as costas a Athena, os longos cabelos negros se moviam graciosamente. – Ficará livre, mas se em Sete dias ela não voltar. Nem todos os Deuses, homens e mulheres poderão lhe defender, pois iremos lhe caçar, fazê-la sofrer, jogá-la no inferno, conhecerá todas as mazelas e seu corpo será usado por mil homens, sem que você tenha um momento de paz. – A voz dela era fria, uma ameaça palpável.
- Ahhh, maninha. – Ele falou e olhou para Athena. – Pelo menos uma gotinha. Ou quem sabe daquele ali. – Apontou para a casa de Peixes. – Não posso deixar um herege como aquele vivo.
- Regras são regras. – Ela falou. – As ordens foram: Matá-los quando chegar a guerra. Antes disso nem pensar em tocar. – Os dois abriram as asas. Formando um turbilhão de cosmo que chegou até os confins do Santuário, fazendo a grande estatua rachar. – Agora vamos, voltaremos em Sete dias.
Antes que qualquer cavaleiro chegasse no Grande Salão eles já haviam desaparecidos e Athena estava caída no chão, aquela explosão havia jogado seu corpo contra uma pilastra e ela nem sequer se defenderia, não havia tido tempo.
