Entrando numa fria

By Dama 9


Nota:

1-Os personagens de Saint Seya não me pertencem, pertencem a Masami Kuramada e empresas licenciadas.

2-Apenas Felícia é Harm são criações únicas e exclusiva minhas para essa fic.

3-Este é um trabalho de fã pra fã sem fins lucrativos.


Boa Leitura!


Capitulo 4: De fetichista e louco...

.I.

Cruzou os braços atrás da cabeça e não conteve um suspiro cansado. Mesmo naquele lugar tão tranqüilo, não conseguia se acalmar. Sentia-se um leão enjaulado.

-Em que esta pensando? –a jovem de melenas douradas falou, afagando-lhe os cabelos.

-Nada em especial; Ikki respondeu virando-se para apoiar a cabeça sobre o colo da amazona.

-Vamos, nada em especial não lhe deixaria com a testa tão franzida assim; June brincou, passando a ponta dos dedos levemente sob a testa dele, fazendo-o desanuviar a expressão.

-Tudo bem; ele falou sorrindo. –Estou preocupado com o Shun;

-Por quê? –ela perguntou casualmente.

-Algo me diz que Fréya esta armando para cima dele e eu não gosto dessa história; Ikki respondeu emburrado.

-Você deve estar só imaginando, Fréya não tem motivo algum pra armar para o Shun; June defendeu.

-Eu sei, mas sabe quando o sexto sentido fala mais alto? –ele indagou. –Pode ser paranóia minha, mas poderia colocar minha mão no fogo, quando digo que ela esta armando;

-E se estivesse, o que ela poderia fazer? –June perguntou.

-Não sei, esse é o problema, mas independente do que ela faça, não quero que meu irmão seja a parte magoada no final; ele completou em tom sombrio.

-Você não acha que esta na hora de deixar o Shun lutar as próprias batalhas? –ela indagou, vendo-o serrar os orbes de maneira perigosa.

Respirou fundo, sabendo que agora que começara era melhor falar tudo de uma vez.

-Shun não é mais criança Ikki, ele tem alguns momentos que quer ficar sozinho. Isso qualquer um tem, mas também, não há necessidade de ser super protegido. Ele já é bem grandinho pra saber o que quer da vida;

-Ele é meu irmão June; Ikki falou em tom frio levantando-se.

-Sim, mas posso me arriscar a dizer que o conheço o suficiente para saber que ele precisa de espaço de vez em quando; a amazona falou seguindo-o para dentro da mansão, dessa vez não estava disposta a ceder as caras feias do namorado e deixar o assunto morrer.

-Sei que ele precisa de espaço, mas não posso simplesmente apertar o botãozinho de desliga e não me preocupar com ele; Ikki resmungou aborrecido.

-Não disse pra você fazer isso, mas já esta na hora de você ver que o Shun é seu irmão, mas um dia terá de conviver com a idéia de que ele também vai arrumar uma namorada e você não vai tê-lo mais do seu lado cem por cento, ou melhor, só cinqüenta agora que Pandora esta de volta; ela completou vendo o momento que o cavaleiro deteve-se com o pé sobre o primeiro degrau.

-Não quero falar sobre isso, June; Ikki respondeu em tom frio, antes de seguir em frente sem esperar para ver se ela o acompanharia ou não.

-Como é teimoso; a amazona resmungou, batendo o pé.

-Problemas com o Lobo Solitário? –alguém indagou atrás de si.

-É sempre a mesma história; June respondeu com um sorriso triste ao ver a jovem de melenas lilases se aproximar. –Ele simplesmente não quer admitir que o Shun não é mais aquele garotinho que ele protegia dos garotos maiores; ela falou, sentando-se no degrau da escada, vendo Saori lhe acompanhar.

-Ele só esta com um pouco de medo, algumas coisas são novas para ele também; Saori respondeu.

-Não entendo; ela murmurou.

-As guerras chegaram ao fim e parece que passou muito tempo desde que tudo acabou, mas para alguns isso é apenas o começo. Como acontece com Ikki, descobrir em meio às batalhas que Pandora havia forjado todas as lembranças e que Shun era irmão dela, o deixou ainda mais super-protetor, com relação a ele; a jovem explicou.

-Quando começamos a namorar, eu até entendi porque ele foi tão relutante em assumir nosso relacionamento. Mas há muito tempo eu e Shun já havíamos conversado sobre o que realmente tínhamos e decidimos que o melhor seria sermos amigos. De outra forma acabaríamos apenas nos ferindo; June comentou. –Mas o Ikki não via isso, houve varias vezes que eu o peguei com um olhar de culpa para o Shun. Como se estivesse fazendo algo errado;

-Esses homens, nem um pouco comunicativos; Saori falou bufando exasperada. –Acho que eles pensam que a gente lê pensamentos, só pode?

-Pelo visto você também anda com problemas? –June comentou sorrindo.

-Quem não os tem? –a jovem falou dando de ombros. –Mas com relação ao Ikki tenha paciência. Digamos que, mesmo que ele não admita. Ele esta com uma pontinha de ciúmes por causa da Hilda;

-Como? –ela perguntou pasma.

-Porque com essa de ser A Madrinha; Saori falou com um sorriso que estava longe de ser inocente. –Ela terá mais tempo junto com o Shun. E digamos que o Ikki não esta gostando da história de ter de dividir o irmão com outra mulher. O fato de Pandora ter entrando na vida do Shun pra ficar, o deixou muito aborrecido. Acho que ele acha isso uma deslealdade dela, já que foi ele a estar sempre junto com o Shun e ela simplesmente perdeu seus direitos quando o entregou, ainda bebe;

-Isso é tão confuso; June murmurou.

-Da mesma forma que aos poucos ele esta vendo que Pandora não voltou para separá-lo do Shun, ele precisa aprender que qualquer outra mulher que se aproxime dele, não iria tomar o lugar de irmão que ele tem na vida do Shun;

-Mas irmão é uma coisa, namorada é outra; June falou.

-Se você conseguir explicar isso pra ele sem tentar matá-lo quando perder a paciência. Te dou uma temporada no Grekus, com tudo pago e até com direito a massagista particular; ela falou com um sorriso maroto referindo-se a um resort em Santorini.

-Você é do mau; a jovem falou com ar sério, antes de cair na gargalhada. –É melhor eu arrumar um Tom Cruise pra me ajudar, porque tenho a leve impressão de que essa será uma missão impossível;

-Paciência é uma virtude; Saori cantarolou.

-Repita isso até me convencer; ela falou levantando-se. –É melhor eu subir e ver se a fera já acalmou;

-Vai lá; Saori falou acenando pra ela.

.II.

Entraram na loja, que por sorte estava sem movimento algum, possivelmente porque não havia nem chegado à hora do almoço ainda.

-Por Odin; Hilda murmurou, parando de puxá-lo assim que entrou completamente na loja.

-Bom dia, desejam alguma coisa? –uma jovem de longos cabelos dourados presos em uma meia trança indagou, aproximando-se.

-Ahn! Bem...; Shun murmurou passando a mão nervosamente pelos cabelos, evitando até de olhar para os lados.

-Nós viemos procurar por... Ahn! Isso aqui; ela falou mostrando o tópico na lista para a jovem.

-Ah! Sim, temos muitas por aqui; ela falou sorrindo, lançando um olhar nada discreto ao cavaleiro.

-Não é o que você esta pensando; ele avisou prontamente.

-Sei; a garota falou não acreditando nem um pouco nele. –Bem, temos muitos modelos, mas porque você não despacha o garotão ai lá pra fora enquanto eu lhe mostro as coisas;

-Uhn? –Hilda murmurou, voltando-se com um olhar indagador a Shun.

-Eu vou sentar ali na frente, quando terminar me chama e eu venho pagar; ele falou, achando melhor optar por uma retirada estratégica, que seria bem menos constrangedora; ele pensou enquanto saia da loja, mal notando o olhar perscrutador que recebera da vencedora.

-Então, como você se chama? –ela indagou voltando-se para Hilda.

-Hilda; a jovem respondeu.

-Ótimo, pode me chamar de Felícia; ela falou, indicando para a jovem segui-la. –Harm, poderia trazer do estoque, aqueles modelos novos que chegaram de camisolas? –ela indagou, para uma outra garota que estava no balcão.

-Claro;

-Você vai adorar. É de enlouquecer qualquer homem, mesmo aqueles do tipo mais santinhos como seu namorado; Felícia falou.

-Ah! Não... Nós não; Hilda falou agitada, corando até o último fio de cabelo.

-Ainda, querida! Porque depois que eu te mostrar o que temos aqui, você irá deixá-lo de quatro; ela completou puxando a jovem comigo.

-Não, você não entendeu...; Hilda tentou explicar.

-Não se preocupe querida, a maioria dos casais que vem aqui, ainda estão passando por aquele período de auto aceitação. Alias, nem mesmo fetichistas assumidos entram aqui sem corar; Felícia completou com um sorriso que estava longe de ser inocente.

-Fe, você esta assustando a menina; Harm falou aproximando-se com vários pacotes na mão.

Virou-se e não pode esconder o suspiro de alivio, quando viu outra jovem aproximar-se, ela tinha longos cabelos dourados como os de Felícia, mas estavam soltos e esvoaçantes, seus olhos eram dourados e tranqüilos.

-Oras! Você sempre fala isso, mas no final, os clientes sempre voltam; Felícia reclamou, antes de voltar-se para Hilda. –Não se preocupe, minha prima puxou o lado ruim da família, aquele que quase nunca se diverte; ela falou em tom cúmplice.

-Eu ouvi isso, Fé; Harm falou em tom de aviso.

-Bem, venha ver os modelos, você pode experimentá-los se quiser, mas aconselhamos que você não peça a opinião do garoto lá fora, ele precisa estar calmo e equilibrado pra dirigir de volta pra casa depois; ela completou maliciosa.

-Eu já disse que...

-Yare! Yare! – Felícia resmungou em japonês, enquanto acenava impaciente para que Hilda se aproximasse da bancada onde os pacotes foram espalhados.

Suspirou vencida, não iria conseguir explicar para aquela doida assumida que ela e Shun não eram um casal, muito menos que o pedido era para sua irmã, que iria se casar. Por sorte a lista estava consigo e ali estavam todas as coordenadas de que precisava para comprar o que Fréya pedira.

.III.

Recostou-se no encosto do banco e suspirou cansado, àquela vendedora só poderia ser malucálos naquela situação; ele pensou carrancudo.

-Isso não vai prestar; ele resmungou para si mesmo.

Remexeu-se incomodado no banco, antes de puxar a manga da jaqueta e consultar o relógio, ainda teriam tempo de passar na loja de roupas e almoçar, a vistoria nas flores e arranjos só começaria as três e as cinco havia a prova dos doces na delicatessen, mas isso poderia ser remarcado; ele concluiu checando à agenda mental.

Agora era só esperar Hilda sair de lá; ele pensou, fechando os olhos por alguns segundos, mal sentindo o cansaço da noite insone envolvê-lo pouco a pouco.

-o-o-o-o-o-

-O que vocês vão fazer por aqui, agora? –Hyoga perguntou, enquanto deixavam o restaurante e caminhavam pelo shopping.

-Tenho de ver o terno, não escolhi ainda; Kamus respondeu lançando um olhar atravessado ao Escorpião, deixando bem claro o motivo desse atraso em seus planos.

-Hei! Eu só disse que seria melhor nós irmos primeiro dar uma volta na praça de alimentação e depois ver o terno, só isso; ele respondeu com um sorriso inocente.

-Milo, tudo que vem de você não da pra classificar no 'só isso' inocente que você se refere; Hyoga falou, vendo-o mostrar-lhe a língua de maneira infantil, antes de parar de repente de andar. –O que foi?

-Aquele ali na frente do Sexy Shop não é o Shun? –Milo indagou abismado, apontando para alguém sentado num dos bancos em frente à loja.

Voltou-se, seguindo a direção que ele apontada e assentiu igualmente estupefato.

-Não pensei que ele era desse tipo; Kamus comentou, voltando-se para o Escorpião.

-O que você quer dizer com isso? –Milo indagou.

-Nada, nada não; o aquariano desconversou, embora o outro cavaleiro não tenha levado a sério.

-Ai Zeus; Hyoga falou desolado. –Isso só pode ser coisa da Féya; ele falou cansado.

-Xiii pato, a situação esta tão feia assim, que sua namorada manda seus amigos no Sexy Shop por você? –Milo provocou, mas no momento seguinte teve de se desviar de uma infinidade de lanças de gelo que foram lançadas na sua direção.

-Milo, mantenha essa boca fechada sim; Kamus falou aborrecido.

-Poxa Kamus, isso é coisa que se faça com um amigo? –o Escorpião falou emburrado ao tentar mover-se e só então se deu conta de que estava todo congelado, do pescoço para baixo.

Havia conseguido se esquivar das lanças que Hyoga jogou em sua direção, mas jamais pudera prever que Kamus iria usar desse momento de distração para lhe congelar daquele jeito.

-Você me aborreceu; o aquariano falou de maneira inexpressiva.

-Idiota; Hyoga falou irritado, antes de se afastar e ir até o amigo.

-Milo, tente não causar mais problemas sim; Kamus falou afastando-se.

-Hei! Você não pode me deixar aqui? –Milo exasperou, indignado.

-Não só posso como vou; o cavaleiro falou, ignorando-o completamente.

-Droga! – Milo resmungou, tentando soltar-se, mas depois de alguns minutos sem conseguir se mover, desistiu.

.IV.

Deixou a ponta dos dedos deslizar suavemente pelas sedas e cetins sobre a bancada, enquanto observava tudo de maneira vaga. Aquilo que estava vendo ali agora fazia parte do mundo da irmã.

Nada mais de invernos extremamente frios, noites solitárias ou medo pelo que aconteceria no reino no dia seguinte. Agora existia um mundo mais colorido e caloroso. Estranho pensar nisso justamente agora; Hilda concluiu.

-Então, parece que algo já lhe chamou a atenção; Felícia falou surgindo a seu lado, assustando-lhe.

-Ahn! Bem...; Hilda murmurou, recuando assustada, quando Felícia ergueu diante de seus olhos uma camisola de renda vermelha, bastante curta e transparente.

-Não se acanhe querida. Vá experimentar, você vai ficar bem menos tensa pra escolher; ela falou sorrindo complacente antes que Hilda pudesse dizer alguma coisa, já estava sendo empurrada por Felícia para dentro de um provador.

-Você não presta; Harm murmurou, balançando a cabeça levemente para os lados, enquanto sentava-se em cima de um dos balcões e cruzava as pernas elegantemente.

Aquela louca iria atacar de cupido de novo, depois caberia a si juntar os cacos; ela pensou, suspirando cansada, quando sentiu uma intensa onda de calor espalhar-se por sua nuca. Instintivamente virou-se para trás e seus olhos encontraram duas esmeraldas lhe fitando.

-Já disse que você é séria demais e deveria se divertir, em vez de-...; Felícia parou ao ver que a jovem não prestava atenção em si. –Harm?

-Que? –a jovem perguntou distraída, voltando-se para ela.

-Eu disse que você precisava se divertir mais; Felícia falou com ar aborrecido ao ver que ela continuava a não prestar atenção em si.

-Com as coisas que você vende aqui, é que não vai ser; Harm respondeu cruzando os braços na frente do corpo, adquirindo uma postura intimidante, menos para Felícia.

-Ah! Você esta falando como meu irmão; Felícia reclamou. –Mas admita queria, já foi o tempo que as mulheres dependiam das migalhas dos homens para terem prazer e divertimento na cama ou fora dela; ela falou gesticulando impaciente. –E esses brinquedinhos existem com a única finalidade de prover algum divertimento, nada mais; ela completou.

-Você é quem sabe; Harm falou dando de ombros, enquanto discretamente voltava-se em direção a vitrine, onde vira aqueles orbes tão intensos, era uma pena que houvessem tantos manequins na frente que lhe bloqueavam a visão completa do homem por trás daqueles olhos.

-Uhn! Você parece em outro mundo; Felícia comentou, seguindo o olhar dela, mas nada encontrou.

-Só estava pensando; ela respondeu dando de ombros. –Mas veja a lista que aquela menina deixou com você e providencie os outros itens;

-Por quê? –Felícia indagou casualmente.

-Fe, não a deixe constrangida, apenas para satisfazer esse seu gosto sádico. Provavelmente ela não faz idéia do que essa loja realmente é e quando fizer, duvido muito que vá pisar aqui de novo. Ela não faz o tipo fetichista; Harm respondeu balançando a cabeça levemente para os lados.

-De fetichista e louco, todo mundo tem um pouco; Felícia falou com um sorriso malicioso. –Alem do mais, eu sei o que estou fazendo... Já esta na hora dessa menina aprender um pouco mais sobre o que o mundo tem de bom pra dar. Ficar enfurnada naquela Terra gelada a fez perder muitas coisas interessantes, mas agora cá estou eu, pra não deixar isso se repetir; ela completou de maneira enigmática.

-Brincar com o destino dos mortais sempre foi seu fetiche favorito, mas não se esqueça de que eles se magoam com facilidade e essa menina, não precisa de mais um problema pra administrar entre os tantos outros que já tem; Harm falou saltando do balcão e encaminhando-se para a porta.

-Aonde vai? –Felícia perguntou.

-Dar uma volta por ai; a jovem falou desaparecendo na entrada da loja.

-Eu hein, que humor; ela resmungou antes de aproximar-se do balcão e pegar mais algumas camisolas, antes de seguir até o provador e fazer uma desolada Hilda provar uma por uma das peças.

.V.

Aproximou-se com cautela ou ouvi-lo murmurar algo e remexer-se inquieto no acento do banco. Olhou curioso para os lados e ignorou os acenos e chamados de um Milo ainda congelado, do outro lado do corredor.

-Shun; Hyoga chamou, cutucando-lhe o braço.

Ouviu o cavaleiro resmungar e continuar a ressonar baixinho. Ele deveria estar muito cansado para dormir ali sentado; o amigo concluiu chocado.

-Não é melhor chamarmos um médico, dormir assim num lugar qualquer não é uma atitude muito normal; Kamus falou.

-Eu ouvi ele comentar com Saori que não vinha dormindo bem, mas não pensei que estivesse nesse ponto; o aquariano comentou, sentindo-se culpado por ter jogado tantas responsabilidades em cima do amigo e se esquecer que ele era um só pra cuidar de tudo.

-Será que ele esta sozinho? –Kamus perguntou olhando para os lados procurando por alguém que poderia estar o acompanhando, quando seus olhos detiveram-se na vitrine da loja, precisamente em alguém que estava do outro lado da parede de vidro.

-Acho que não; Hyoga respondeu, sem notar que o mestre não prestava atenção no que dizia. –Mesmo porque, ele saiu cedo com Hilda para resolverem algumas coisas no centro;

-Ah! Sim...; Kamus murmurou, observando atentamente a jovem do outro lado, mas desviou rapidamente o olhar, saindo de seu campo de visão, ao avistar outra garota se aproximar dela, falando algo e exigindo sua atenção.

-Hilda provavelmente deve estar por aqui, ou lá dentro; Hyoga falou com ar cansado. –Vou precisar falar com Fréya quando chegar, por sorte Shun interceptou aquela lista que qualquer outra insanidade da minha querida noiva, vai ser retardada; ele completou pensativo.

-Porque você não entra e vê se a Hilda esta lá? –Kamus sugeriu, lançando um olhar discreto para o interior da loja e seus mais variados produtos, distribuídos em expositores facilmente acessível às mãos e aos olhos dos clientes.

-Nem morto... O que vão pensar se me verem saindo de uma loja assim? –Hyoga falou chocado.

-Que você tem uma vida saudável e que não deve nada pra ninguém; uma voz feminina falou passando por eles. –Mas o que se pode esperar dos homens? Sempre cheios desses patéticos tabus; Harm falou balançando a cabeça levemente para os lados. –Não é a toa que aquela lista é tão grande, vê-se que só com artilharia pesada, pra uns e outros funcionarem; ela completou lançando um olhar avaliativo dos pés a cabeça do loiro, fazendo Hyoga desejar abrir um buraco no chão e se jogar la dentro, quando ela passou por eles indo embora.

Voltou-se para o mestre em busca de uma resposta, mas Kamus ainda tinha o olhar sobre a jovem e nesse momento, estava envergonhado demais para falar alguma coisa; Hyoga pensou, sentando-se no banco bruscamente e despertando Shun no processo.

-O que? O que aconteceu? –Shun perguntou confuso, só agora dando-se conta de que havia pegado no sono.

-Você apagou; Hyoga resmungou. –A propósito, onde esta a Hilda?

-Hilda? –Shun indagou, só agora lembrando-se de que perdera a noção do tempo e a jovem deveria estar lhe esperando na loja. Ainda desnorteado ele murmurou alguma coisa que Hyoga não entendeu e entrou na loja, poucos segundos depois dos dois aquarianos ouviram o grito estridente.

-TARADO!

Continua...