Entrando numa fria
By Dama 9
Nota:
1-Os personagens de Saint Seya não me pertencem, pertencem a Masami Kuramada e empresas licenciadas.
2-Apenas Felícia é Harm são criações únicas e exclusiva minhas para essa fic.
3-Este é um trabalho de fã pra fã sem fins lucrativos.
Boa Leitura!
Capitulo 5: Só falta o chicote...
.I.
Entrou rapidamente na loja, mas sentiu a face ficar escarlate no momento que as cortinas do provador se abriram. Zeus, todo poderoso.
-Felícia, acho q-... Shun! – Hilda falou assustada no momento que se deparou com o cavaleiro diante do provador.
-Ahn! Eu bem...; ele balbuciou sem conseguir desviar o olhar, mas tal problema foi consertado no momento que sentiu a mão delicada da jovem acertar-lhe um tapa certeiro na face.
-TARADO; ela gritou correndo para dentro do provador novamente.
-Mas o que esta acontecendo aqui? –Felícia exasperou ao entrar no corredor de provadores com vários pacotes empilhados na mão ao ouvir os gritos.
-Eu não, acabei entrando e-...; Shun balbuciou sem conseguir se explicar e mais vermelho do que a camisola que a jovem estava usando quando entrou.
-Já entendi! Não se contentou em esperar até mais tarde, não é? –Felícia falou com um sorriso malicioso.
-Não! Claro que não; ele falou chocado.
-Não minta pra você mesmo garoto, não se preocupe, você não é o primeiro; ela falou casualmente.
-Você não esta entendendo, eu-...;
-Bem, agora que já teve uma prévia, pode voltar lá pra fora, que temos muitas coisas a resolver por aqui ainda; Felícia falou jogando os pacotes em cima de um banco qualquer antes de começar a empurrá-lo para fora novamente.
-Mas...;
-Yare! Yare! –ela resmungou impaciente. –Contenha seus hormônios garoto, depois você vai tê-la só pra você, agora lhe de um pouco de sossego para ver as coisas; ela falou jogando-o de vez para fora da loja.
Tentou virar-se e argumentar, mas desistiu ao deparar-se com pelo menos três pares de olhos sobre si, que pareciam horrorizados.
-Se eu disser que não é o que vocês estão pensando, vocês acreditariam? –ele indagou, ainda sentindo a face latejar.
-Não! –Kamus, Milo e Hyoga responderam prontamente.
Era o que ele temia...; o cavaleiro pensou desolado.
.II.
Encolheu-se no acento dentro do provador, sentindo o corpo tremer de tensão, os orbes azuis estavam marejados e mesmo que tentasse conter, pequenas lágrimas caíam.
Nunca mais iria sair dali de dentro, seria vergonhoso demais, já não bastava todas aquelas loucas armações de sua irmã, ainda ter de encarar o cavaleiro depois disso, era demais; ela pensou.
-Hei! O que foi? –Felícia perguntou num sussurro, abrindo uma frestinha na cortina, ouvindo o soluço da jovem.
-Eu acho melhor ir embora e-...; Hilda balbuciou desnorteada.
-Nada disso; a jovem falou fazendo-a sentar-se novamente, enquanto ajoelhava-se a seu lado. –Compreendo que pra você tudo isso aqui é novo, mas situações constrangedoras todos nós vivemos uma vez ou outra, e nem sempre podemos fugir delas abrindo um buraco no chão e nos jogando la dentro;
-Mas...;
-Sua irmã queria que você se divertisse quando viesse aqui; Felícia falou calmamente, referindo-se ao fato de que Fréya na verdade não tinha nada a comprar na loja ainda, porque as comprar principais já haviam sido feitas um mês antes, a intenção real era dar um jeito de Hilda ir até lá, mesmo que fosse difícil encontrar alguém disposto a levá-la.
-Tudo é tão confuso; ela murmurou, sentindo a face arder.
Jamais pensou que fosse ter aquela reação apenas por ter sido pega de surpresa, mas alguma coisa a fez reagir negativamente diante daquele olhar. Estava acostumada com um Shun atencioso e eloqüente, doce e atencioso, mas aquele que surgira a sua frente, com um olhar completamente novo lhe assustou.
-Você é uma mulher muito bonita, não tem do que se envergonhar; Felícia falou, como se conversasse com uma irmã mais nova. –Alem do mais, você realmente conseguiu surpreende-lo; ela falou ouvindo o gemido agoniado da jovem. –Mas calma, não se desespere, eu digo isso num sentindo positivo;
-Nós somos só amigos, é isso que venho tentando falar há você o tempo todo; Hilda falou suspirando exasperada.
-E daí? –Felícia indagou arqueando a sobrancelha. –Eu também tenho vários amigos, mas nem por isso você esta me vendo reclamar, não é? –ela rebateu com otimismo.
-Quero me jogar de cima da torre de Tóquio, não vou conseguir sair daqui depois disso; ela falou agoniada.
-Lindinha, então você vai entrar para o Guiness Book, por ser a primeira pessoa a morar em um Sexy Shop; Felícia brincou vendo-a estreitar os orbes de maneira perigosa. –Mas quer saber o que eu acho?
-Uhn? –pior do que já estava não poderia ficar, então, ouvir o que ela tinha a dizer não iria pior as coisas; ela concluiu.
-Você deve escolher a camisola mais sexy daquela pilha, alguns brinquedinhos que te mostrei e sair daqui com a cabeça erguida e pronta para deixar aquele lindinho lá fora de joelhos; Felícia falou vendo a face da jovem tornar-se escarlate. –Ou você pode sair de fininho pelos fundos e se tornar uma covarde pra sempre. Mas quanto a primeira sugestão, existe a possibilidade de ele ser cavalheiro e não tocar no assunto depois disso. É um risco a correr;
-Mas...;
-Tudo é experiência valida, mesmo as coisas ruins que nós vivemos, servem para algo no fim; Felícia falou levantando-se. –Alem do mais, posso apostar agora que ele vai precisar de pelo menos uns cinco banhos gelados para parar de se perguntar se a cinta liga é vermelha também; ela completou jogando-lhe um pacotinho nas mãos.
Entreabriu os lábios chocada, mas Felícia apenas ruiu e balbuciou algo como, 'experimente as outras que eu cuido do resto'. Aquilo era muito estranho, ela agia como se lhe conhecesse há tanto tempo, mas o mais confuso de tudo era que ela insistia em tratá-los como um casal. E ela e Shun eram apenas amigos! Amigos! –ela repetiu para si mesma, como se tivesse dificuldade em memorizar isso.
-Ande logo, tenho mais coisas aqui para te mostrar; Felícia apressou-a do outro lado da cortina.
.III.
Sentou-se em baixo de uma árvore no jardim, com um livro nas mãos, a tarde estava fresca, diferente da noite que fora tão quente. Embora houvesse vivido anos na ilha de Andrômeda, onde os dias eram extremamente quentes e as noites incrivelmente geladas, acostumara-se bem ao clima mais temperado do oriente.
Viver ali abrira uma infinidade de possibilidades para si, inclusive estudar e tornar-se alguém alem de amazona, agora que as guerras chegaram ao fim. No inicio, achou que seu maior objetivo era ficar com Shun, mas com o tempo passou a compreender que o laço que os unia era apenas a necessidade de um pouco de carinho em meio à tensão de uma guerra.
Não negava que aquela carinha de querubim renascentista, despertava as mais profundas veias maternalistas de qualquer mulher, mas durante um tempo achou que fosse mais do que isso. Demorou um pouco para saber diferenciar as coisas e compreender que em outros tempos, talvez as coisas tivessem sido diferentes, mas agora, só lhes restava serem amigos.
Era uma pena que fossem poucos aqueles que entendiam isso, as vezes pensava que Ikki também tinha suas duvidas, mas droga, porque ele simplesmente não lhe perguntava o que sentia, em vez de fechar-se em sua casca de ferro? –ela pensou exasperada.
-Posso me sentar com você? –uma voz grossa e forte falou a seu lado. Não precisava virar-se para saber quem era e como dizia o velho ditado "Falou no Diabo, ele aponta o rabo". Ali estava a encarnação de todas as suas gastrites e dores de cabeça dos últimos dias.
-Fique a vontade; June falou meio a contra gosto, ainda não iria esquecer facilmente que ao deixar Saori, fora falar com ele e o encontrara trancado no quarto e ao bater na porta, ele não respondera.
Sentou-se ao lado da noiva, tomando o cuidado para não falar nada errado no momento, sabia o quanto June estava irritada e não podia negar que era tudo culpa sua. Alias, sua e de seus surtos dos últimos dias, mas ela tinha de entender que não era fácil pra ele ver o irmão se afastando e viver naquela duvida.
Embora Shun parecesse não demonstrar qualquer sentimento a mais pela amazona, tinha medo que ela ainda gostasse um pouquinho dele, ou ainda existisse uma tenra sensação de arrependimento por estar consigo.
Suspirou pesadamente, Shun não parecia incomodado com o fato de estarem juntos, alias, ele sempre lhe dera total apoio com relação a isso, mas ele estava se afastando e quanto mais tentava se aproximar, Shun recuava.
Prova disso fora pela manhã, novamente tentou se aproximar e o irmão se esquivara, agora ainda tinha Hilda que estava passando tempo demais com ele e possivelmente isso era parte dos planos de Fréya; ele pensou sentindo uma veinha saltar na testa.
-Então, a que se deve a honra de sua presença por aqui? –June falou sarcástica.
-Desculpe; Ikki sussurrou, passando a mão nervosamente pelos cabelos revoltos. Nunca fora bom nesse tipo de coisa e agora era imprescindível que falasse o que era certo.
-Como? Acho que não ouvi bem? –a amazona falou levando uma das mãos até o ouvido em forma de concha, para ouvir melhor. –Você esta se desculpando? Refresque minha memória e me diga exatamente sobre o que esta se desculpando? –ela indagou mordaz.
-June, sei que pisei na bola, ta legal; ele exasperou.
-Ah sim! Você pisou; ela falou levantando-se. –Alem do mais esses seus surtos estão me dando nos nervos. Você insiste em bater na mesma tecla e tratar o Shun como criança;
-Ele é meu irmão e-...;
-Você não precisa ficar repetindo isso até me convencer Ikki, sei que Shun é seu irmão, mas você parece que precisa afirmar isso para si mesmo o tempo todo; ela falou acalmando-se. –Você é a única pessoa que ele se espelha, ninguém nunca vai duvidar que o laço que os une é inquebrável, mas você insiste em esquecer que ele cresceu e pode tomar as próprias decisões sozinho;
-Às vezes é difícil lembrar, ainda mais quando nos foi roubado tanto tempo; ele falou serio.
-Mas agora você tem a chance de contornar a situação, não estrague isso; June falou com pesar. –Só você ainda não percebeu que ele esta se afastando porque você sempre fica na defensiva quando ele esta por perto;
-Eu não-...; Ikki parou vendo-a assentir.
-Ele não quer que você fique chateado com nada, por isso não se aproxima. Agora você esta prestes a ter uma sincope só porque a Hilda esta passando tanto tempo com ele para resolver as coisas do casamento do Hyoga; ela continuou.
-Mas você tem que convir comigo que é armação da Fréya; Ikki ressaltou.
-Armação ou não, Shun já é bem crescido para saber lidar com isso, não é nenhum garotinho com os hormônios em fúria, que não pode ver um par de pernas na frente que começa a uivar e ganir; ela exasperou.
-Depois dessa definição, tenho de concordar mesmo; ele falou por fim engolindo em seco, ela não estava apenas irritada, estava furiosa.
-Não pretendo ensinar você a se entender com seu irmão, mas só lhe digo uma coisa. Ele vai continuar se afastando, enquanto você ficar parecendo uma vaca a caminho do matadouro sempre que ele estiver por perto; June falou levantando-se. –Agora preciso falar com Shunrei, até depois; ela completou antes que ele tivesse tempo de dizer alguma coisa.
É, estava muito encrencando, não apenas devido aos problemas com Shun, mas agora tinha June. Mas que droga, porque às coisas tinha de ser tão complicadas?
.IV.
Nem mesmo durante as guerras vira o cavaleiro tão desolado daquele jeito, com os ombros curvados e uma expressão tensa, ele mantinha a cabeça baixa e estava silencioso desde que saíra de dentro da loja.
Também pudera, quase metade da loja ouvira o "Tarado" que Hilda havia gritado assim que ele entrou. Respirou fundo, lançando um olhar suplicante ao mestre, que também parecia não saber o que fazer.
Até mesmo Milo buscara um canto quieto pra ficar e optara por não fazer nenhum comentário malicioso sobre o cavaleiro.
-Você parece péssimo garoto; uma voz feminina chamou-lhes a atenção.
-Quem é você? –Hyoga perguntou vendo que o mestre também parecia surpreso com o retorno da jovem de melenas douradas, que falara com eles há algum tempo atrás.
-Uhn? –Shun murmurou voltando-se para ela com um olhar apático.
-Tome, beba isso, vai fazer você se sentir melhor; ela falou entregando-lhe um copo de café.
-Obrigado; ele resmungou, levando-o aos lábios.
-Uhn! Imagino que tenha acontecido alguma coisa para você estar com essa cara de enterro; Harm comentou casualmente.
-Pode-se dizer que sim; ele resmungou.
-E aquela menina, ainda está lá dentro? –Harm indagou, vendo-o apenas assentir. –Uhn! Parece mais grave do que imaginei, é só eu virar as costas e aquela louca da Felícia já começa a aprontar, deveria ter imaginado que isso não iria demorar a acontecer; ela resmungou exasperada antes de entrar no Sexy Shop novamente.
-O que será que ela quis dizer com isso? –Hyoga indagou.
-Não faço a mínima idéia, mas não podemos ficar aqui, por que não vamos tomar um café no quiosque do outro lado; Kamus sugeriu.
-Vão vocês, eu vou ficar aqui; Shun respondeu enquanto o amigo se levantava.
-Tem certeza Shun, vamos sentir quando Hilda sair, acho que não tem problema de você ir conosco; Hyoga falou preocupado.
-Não, vão vocês eu fico; ele limitou-se a responder.
Sem outra alternativa o cavaleiro seguiu em frente, talvez fosse melhor assim, se Hilda soubesse que outros cavaleiros estavam por perto poderia ficar constrangida quando saísse e isso não seria nada legal; ele concluiu.
O pior de tudo era que a imagem da jovem de longas melenas platinadas vestida naquela camisola vermelha que deixava pouco para a imaginação reinar. Céus! Ela era a irmã de Fréya, não podia ficar pensando nisso, mas que cor era a cinta liga? –a pergunta ecoou de repente em sua mente, fazendo-o ficar escarlate.
Seriam brancas para com a pele alva quase translúcida dela, ou vermelhas como a seda fina e transparente?
Balançou a cabeça nervosamente para os lados, sentindo um arrepio intenso correr pelo meio das costas. Deveria ter aceitado a sugestão de Hyoga e Kamus e ido tomar um café com eles, aquele que a moça de melenas douradas lhe dera a pouco, não parecia suficiente para clarear-lhe a mente.
-Shun; a voz delicada da jovem chegou até si, fazendo-o piscar seguidas vezes antes de recuperar o autocontrole e voltar-se para ela.
-Hilda;
-Vamos? –ela indagou, segurando comportadamente três sacolas com o logo da loja nas mãos. Franziu o cenho, por alguns segundos, mas ela apressou-se em falar. – Parece que Fréya já havia deixado instruções para que tudo fosse debitado na conta dela;
-Certo; ele balbuciou levantando-se e instintivamente pousou a mão sobre a face que ainda latejava.
-Desculpe; Hilda falou com a face corada.
-Tudo bem, eu... Ahn! Acabei cochilando aqui fora e quando Hyoga apareceu, eu acabei acordando e perdi a noção do tempo; ele tentou se explicar gesticulando nervosamente. -Porque isso entrei daquele jeito, mas não foi minha intenção constrangê-la;
-Não tem problema e bem... Não foi minha intenção bater tão forte; ela falou dando graças aos céus por pelo menos nisso Felícia estar certa, Shun era um cavalheiro e jamais faria algo para lhe magoar ou constranger; ela concluiu aliviada.
-Logo some; o cavaleiro falou referindo-se ao vermelho intenso que ainda marcava sua face.
-Se colocar um pouco de gelo, vai sumir mais rápido; Hilda falou aproximando-se e tocando levemente a face avermelhada.
Sentiu-o estremecer levemente e ergueu os orbes na direção do cavaleiro, seus olhares se encontraram e aquela mesma centelha azulada que vira antes quando saíra do provador acendeu nos olhos dele, transmitindo um magnetismo tão intenso que não foi capaz de recuar, mesmo que quisesse.
-Hei menina você esqueceu de uma coisa; a voz de Felícia chegou até eles de maneira perturbadora, lembrando-os de onde estavam.
-Uhn! – Hilda murmurou virando-se para ela, mas viu apenas de reflexo, Felícia jogar algo para si e em seguida, o tilintar de metal.
-Divirtam-se; ela completou antes de entrar novamente na loja, encostando a porta de vidro.
-O que é isso? –Shun indagou, com uma leve pontada de curiosidade, vendo-a com as mãos fechadas. Corando até o último fio de cabelo, Hilda abriu as mãos e engoliu em seco ao ver alguns elos prateados unindo um par de pulseiras. –Algemas! Pra que isso? –ele falou, mas no momento seguinte arrependeu-se de ter aberto a boca, principalmente quando a imagem perturbadora de camisolas vermelhas e cintas-liga voltaram a sua mente.
-Você não disse que tínhamos horário na delicatessen? - Hilda falou, optando por desviar o assunto, antes que acabassem em uma nova sinuca de bico.
-Ahn! Sim... Mas...; antes que ele pudesse completar o que iria dizer ela já havia guardado as algemas e voltava-se para ele, com aquele mesmo olhar inocente e intenso, que realçavam ainda mais o tom azul das íris.
-Então é melhor irmos, não seria nada educado chegarmos atrasados; ela completou aparentando uma calma que estava longe de sentir.
-Não, vamos então; ele murmurou dando-se por vencido, mesmo que soubesse que em seu subconsciente o que mais queria era ir pra qualquer outro lugar, quem sabe o Alasca, ou o Pólo Norte, nesse momento.
Continua...
Domo pessoal
Aqui vai mais um capitulo de "Entrando Numa Fria" pra vocês, espero sinceramente que tenham curtido e aviso, as confusões estão apenas começando... rsrsrs
Eu particularmente estou adorando escrever sobre o Shun e colocá-lo nessas saias-justas. Estou me divertindo muito e espero que vocês possam estar dando boas risadas com isso também.
Ademais, gostaria de agradecer de coração a todos os comentários e àqueles que vêm acompanhando esta e as demais fics.
Até a próxima
Um forte abraço
Dama 9
