ENTRANDO NUMA FRIA

By Dama 9


Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, pertencem a Masami Kuramada e a Toei Animation. Personagens como Aishi, Felícia e Alegra são criações únicas e exclusivas minhas para essa saga.


Importante!

Dama 9 e amigos incentivam a criatividade e liberdade de expressão, mas não gostamos de COPY CATS. Então, participe dessa causa. Ao ver alguma história ou qualquer outra coisa feita por fã, ser plagiada ou utilizada de forma indevida sem os devidos créditos, Denuncie!

Boa Leitura!


CAPITULO 8: A curiosidade matou o gato.

.I.

Como era mesmo a expressão? Ah sim, Lei de Murphy, se muito não estivesse errada, essa era aquela lei referente as probabilidades da torrada com manteiga cair com a face para baixo ou para cima. Entretanto agora tinha uma nova perspectiva dessa lei.

Ela era sádica, tão sádica quanto as Deusas do Destino, alias, talvez ela houvesse sido criada por aquelas três que adoravam brincar com a vida alheia. Porque essa era a única explicação para o que estava acontecendo naquele momento.

Respirou fundo, mas esse foi seu maior erro. Debateu-se tentando buscar apoio quando seu corpo tocou o fundo da piscina, mas a água fria insinuou-se por sua garganta, fazendo-a perder o fôlego com o desespero.

Assustado, Shun levou alguns segundos para reagir. Mergulhou na piscina e puxou a jovem rapidamente para cima. Sentiu-a debater-se sem conseguir ter equilíbrio para ficar em pé.

-Calma; ele falou segurando-a entre os braços e suspendeu-a, fazendo-a apoiar-se em seu peito.

Ouviu um soluço baixinho escapar dos lábios dela, enquanto atravessava a larga extensão da piscina, rumo a parte mais rasa. O que ela estava fazendo ali se não sabia nadar? Se não estivesse ali algo pior poderia ter acontecido; ele pensou preocupado, estreitando ainda mais os braços em torno dela.

-Xiiiii, esta tudo bem agora; Shun sussurrou, colocando-a sentada no beiral da piscina. –Como você se sente?

-Entrou água em lugares que eu nem sabia que existia; ela resmungou, colocando as mãos na cabeça, sentindo-se atordoada.

-O que estava fazendo tão perto da beirada se não sabia nadar? –ele perguntou depois de alguns minutos de silêncio que observou-a se recompor.

-Estava procurando a parte rasa; ela resmungou voltando-se para ele com os orbes serrados. –E a culpa é sua;

-Minha? –Shun perguntou surpreso, diante da acusação.

-Claro! Você me assustou; ela falou taxativa.

-Pensei que fosse o Tatsume me chamando, de dentro o vestiário não da para ouvir os sons de fora muito bem, por isso sai para averiguar; Shun explicou. –E você também me surpreendeu; ele comentou baixando os olhos.

-Como? –Hilda falou acompanhando-lhe o olhar e corou furiosamente ao ver o que ele tanto observava.

Instintivamente cobriu os seios com um braço e com a mão livre acertou-lhe um tapa certeiro na face.

-Hei! – Shun falou indignado.

-Pervertido; ela berrou afastando-se dele com um olhar irritado.

-Eu não falei nada; ele tentou se justificar colocando uma das mãos no local dolorido.

-Mas pensou; Hilda falou acusadoramente.

-Você não entendeu; Shun insistiu. –Oras! –ele resmungou passando a mão nervosamente pelos cabelos. Nem mesmo ele entendia o que estava acontecendo. - Só não estou acostumado a vê-la com roupas diferente do vestido que você usava em Asgard; ele tentou explicar.

-Não me convenceu; ela falou recuando ainda mais.

Suspirou pesadamente, Zeus todo poderoso... Provavelmente andara chutando alguma cruz ou alguma divindade decidira testar sua sanidade; ele pensou encolhendo os ombros.

-De qualquer forma, procure tomar cuidado quando se aproximar demais da piscina; Shun falou subindo até a borda. Sentindo a toalha pesar na cintura enquanto a água corria por seu corpo.

Era de se admirar que ela não estivesse boiando no meio da piscina agora, do jeito que estava com uma sorte dos infernos e o Murphy, daquela droga de Lei parecia ter se agarrando em seus pés. Tudo era possível, inclusive ser tachado de tarado quando estava apenas "curioso", isso... Curioso, com relação as recentes mudanças; ele pensou, tentando convencer a si mesmo de que era apenas curiosidade o que movia seus olhos para cima da jovem e insistiam em pregar-se ali, sem desviar nenhum milímetro.

-Não pretendo voltar a chegar perto; Hilda falou encolhendo-se instintivamente. –Isso foi um erro, eu disse a Freya que não ia dar certo entrar na água e que um banho gelado seria melhor, mas ela insistiu; a jovem falou encolhendo-se quando ele parou a sua frente e estendeu-lhe a mão.

-Esta tudo bem, isso é reação ao susto; ele falou abaixando-se até ficar na altura dos olhos dela. –É natural que tenha medo, mas não tem porque não entrar na água novamente, é só estar acompanhada quando fizer isso;

-...; negou veementemente com a cabeça. Não tinha intenção alguma de voltar ali, sozinha ou não.

-Quando você se recuperar o susto pode tentar de novo e quem sabe aprender a nadar; ele sugeriu, com um sorriso otimista.

-Não, uma experiência desastrosa já é o suficiente; ela responder levantando-se e teria saído correndo dali se ele não houvesse segurando-lhe o braço.

-Todos nós temos medo de algo, mas jamais vamos saber até onde se pode ir, sem arriscar e enfrentar; Shun falou aproximando-se, enquanto deixava a ponta dos dedos deslizar levemente pelo braço dela.

-Shun; Hilda murmurou tentando recuar, mas ele estava tão perto que ela simplesmente perdeu a capacidade de pensar.

-Vamos, eu estou com você e não vou deixar que se afogue; ele falou segurando-lhe a mão e indicando a piscina.

-Não! Não posso entrar ai; ela falou em pânico.

-Pode, confie em mim; o cavaleiro sussurrou em seu ouvido.

-Mas...;

-Apenas feche os olhos; Shun falou calmamente, sentindo-a estremecer e abraçar-se como se tentando se proteger.

Relutante, ela obedeceu. Soltou um grito instintivo quando sentiu-se ser suspendida do chão e aconchegada sob o peito do cavaleiro.

-Vai ficar tudo bem; ele falou, enquanto descia na piscina novamente, mantendo-a entre os braços. A água cobriu-lhe parte da cintura e com passos cautelosos para não escorregar, foi andando até o meio. –Pode abrir agora;

Cautelosamente abriu os olhos e agarrou-se ao cavaleiro ao ver que estavam no meio da piscina, em pânico olhou para os lados, procurando calcular a distancia até a borda e ficou tensa quando ele continuou a avançar.

-Esta tudo bem; ele falou voltando-se para ela. –Então?

-Aqui não é tão fundo; ela murmurou arriscando um olhar pra baixo, onde pode ver que a água mal havia passado da cintura dele.

-Não, mas do outro lado ela chega quase ao pescoço; Shun explicou.

-Aqui está bom; Hilda falou rapidamente, tirando-lhe um fino sorriso dos lábios.

-Vou desce-la de vagar;

-Não; ela adiantou-se, agarrando-se ainda mais forte nele.

-Não se preocupe seus pés ainda tocam o piso e eu vou segurá-la, até que se equilibre;

-Mas...;

-Confie em mim; ele falou fitando-a intensamente.

-...; ela assentiu tremula, enquanto ele abaixava-a até que seus pés tocassem o piso, porém em momento algum ele soltou-lhe a cintura ou afastou-a mais do que alguns poucos centímetros.

-Agora segure-se em mim, vamos um pouco mais para o fundo, quando você sentir que não da mais pé, me avise; Shun explicou sentindo-a relutante, mas Hilda apenas assentiu.

Respirou fundo, enquanto seguia em frente, abraçou-a ternamente, de forma que ela não precisasse aplicar tanta força em seus braços, temendo escorregar para o fundo e se afogar novamente. Ela parecia um gatinho amedrontado e por algum motivo sentiu-se impelido a mantê-la sempre junto de si, impedindo que qualquer coisa a assustasse novamente.

-Shun; Hilda sussurrou. A respiração quente e tremula roçou-lhe o pescoço, fazendo-o engolir em seco.

-Sim; ele respondeu com a voz enrouquecida.

-Não consigo mais tocar o chão; ela falou quando faltavam apenas alguns centímetros para encostarem na parede.

-Sempre use o beiral para se guiar e conferir a profundidade; ele explicou indicando o piso de granito rosado.

-Entendi; ela murmurou aconchegando-se aos braços dele e suspirando relaxada. –Assim não é tão ruim;

-Não esta mais com medo? –o cavaleiro indagou casualmente, enquanto distraidamente afagava-lhe as costas.

-...; negou com um aceno, enquanto um pesado suspiro escapava dos lábios dela.

Estremeceu levemente sentindo o leve roçar de seus corpos, engoliu em seco, talvez não estivesse raciocinando direito quando acabou aceitando entrar na água novamente, mas agora estava perturbadoramente próxima ao cavaleiro e ciente demais do corpo dele junto ao seu.

Os músculos bem definidos sob suas mãos estavam tão quentes que mal sentia a água fria a sua volta. Apoiou a cabeça sobre o ombro dele, decidindo deixar para pensar nos problemas depois. Que mal faria ficar só mais um pouquinho ali? –ela se perguntou serrando os orbes.

-Então, o medo passou? –Shun indagou num sussurro, enquanto apoiava o queixo em sua cabeça e aspirava lentamente o perfume exalado pelas longas melenas azuladas.

-Apenas não me solte; ela respondeu fechando os olhos por alguns segundos.

-Não vou; ele garantiu.

.II.

Atravessou o extenso corredor impaciente, não gostava nem um pouco da idéia de deixar Hilda sozinha, principalmente porque ela não conhecia o ginásio direito, mas se não fosse até Tatsume ele não lhe daria sossego; ela pensou, assoprando a franja lilás que caia sobre seus olhos.

Apertou o laço do roupão de cetim branco, sabia que deveria ter pego o atoalhado, mas não pensou que no final iria acompanhar Hilda até ali. Poderiam dizer que era paranóia sua, mas algo lhe dizia que a jovem de melenas douradas estava armando novamente, junto com Freya e Hator.

Harmonia provavelmente deve ter aceitado fazer parte disso para segurar as outras duas divindades, para que não se excedessem, mas isso não queria dizer que ela moveria alguma coisa em prol do casal. Ela era o tipo de pessoa que levava ao pé da letra a expressão "deixa rolar".

-Senhorita Saori; Tatsume veio correndo em sua direção assim que entrou no hall principal.

-Algum problema Tatsume? –Saori perguntou vendo-o agitado, passando um lenço nervosamente sobre a testa.

-A senhorita pediu que eu avisasse quando os cavaleiros de ouro e as amazonas chegassem; ele falou.

-Ah! Sim; ela balbuciou pensativa.

-Eles já estão sendo instalados em seus quartos; Tatsume explicou.

-Está certo Tatsume, avisei apenas Akane para aprontar o jantar para mais pessoas; Saori pediu.

-Como quiser, senhorita; ele falou numa breve mesura.

-Antes que você vá Tatsume, preciso que me faça um favor; ela falou tendo uma idéia repentina.

-O que deseja, senhorita? –ele perguntou curioso.

-Você pode pedir a alguém que verifique as condições do chalé em Yokohama; ela falou.

-Pretende passar um tempo lá, senhorita? –Tatsume perguntou.

-Ahn! Sim... Mas ainda não decidi se será uma semana inteira ou apenas o fim; ela desconversou. –Eu preciso saber se é necessário enviar alguma coisa para lá, se o chalé esta limpo e habitável principalmente para duas pessoas;

-Tudo bem, não se preocupe senhorita, vou estar verificando pessoalmente isso; ele falou com ar eficiente. –Me desculpe o atrevimento senhorita Saori, mas quem irá lhe acompanhar? –ele perguntou tentando parecer o mais inocente possível.

-Isso não é importante Tatsume, apenas verifique o que pedi e depois me avise; ela falou antes de dar-lhe as costas e voltar para o ginásio.

-o-o-o-o-o-

Um sorriso nada inocente surgiu em seus lábios ao espiar pela frestinha na porta, Ikki iria odiar saber que os planos de Freya estavam de vento em popa; ele pensou.

Se o cavaleiro quase surtara com aquela história do sexy shopp, agora se soubesse do pequeno e nada discreto affair entre aqueles dois na piscina do ginásio. Ah! Iria ser interessante.

Respirou fundo e estava prestes a gritar anunciando sua presença, quando sentiu um par de mãos puxá-lo com tudo para trás. Perdeu o equilíbrio e tentou apoiar-se na parede, mas não foi suficiente.

Fechou os olhos, sentindo o impacto das costas contra o chão. Droga, mas o que fora aquilo?

-Fique quieto e não ouse abrir a boca; Saori falou entre dentes.

-Saori; Seiya falou chocado, diante da rasteira que levara.

-Você não vai entrar ali; ela avisou.

-Mas...;

-E Ai de você, se abrir à boca para alguém sobre o que você viu lá dentro;

-Oras, qual o problema de alguém ficar sabendo? –ele indagou em tom de provocação.

-É, pelo visto não vai ter jeito mesmo; ela falou para si mesma.

-O que?

-Só há um jeito de manter você com a boca fechada; a jovem falou voltando-se para ele com um sorriso diabólico.

-O que vai fazer? –ele perguntou assustado, mas não teve tempo de reagir. Se alguém lhe dissesse que ela pudesse fazer algo do tipo, chamaria de doido; foi o único pensamento que ele teve. Mesmo porque, mal sabia ele que Saori estava disposta a tudo pra proteger os amigos dos comentários infames que certamente surgiriam.

Ninguém iria interpretar aquela cena no ginásio como algo inocente, da mesma forma que acontecera com o acidente na cozinha e a história do sexy shopp. Ao contrario de Freya, Hilda não estava acostumada com toda a espontaneidade dos outros e ficaria muto constrangida se ficasse em foco novamente.

Agora cabia a si, impedir que a história vazasse e acabasse magoando alguém; ela pensou lembrando-se da conversa que tivera com June sobre Ikki.

.III.

Pouco a pouco, eles foram ocupando a mesa que Yume arrumara, Tatsume andava de um lado para o outro, acertando os últimos detalhes do jantar.

-E eu que pensei que a Saori já tinha se livrado da mala; Shina sussurrou para Marin.

-Shina; ela a repreendeu.

-É verdade; a amazona resmungou. –Quem consegue fazer alguma coisa, com um dois de paus desses zanzando em volta, fico imaginando quando a Saori arrumar um namorado, ele vai ter uma sincope;

-Ta ai, uma coisa que eu pago pra ver; June falou sorrindo.

-Do que vocês estão falando? –Ikki perguntou se aproximando e sentando-se ao lado da noiva.

-Do surto que o Tatsume vai ter quando a Saori arrumar um namorado; a jovem respondeu.

-Hei! O que vocês sabem sobre isso? –Tatsume indagou aproximando-se rapidamente.

-Tatsume, porque essa cara de quem viu um fantasma? –Shyriu perguntou intrigado.

O mordomo silenciosamente olhou para todos os lados, garantindo que estava seguro antes de continuar.

-Vocês sabem de alguma coisa sobre isso? –ele indagou voltando-se para June principalmente.

-Como assim, sobre isso? –ela indagou.

-Sobre a senhorita Saori ter um namorado; ele falou preocupado.

-Bem, isso vai acontecer um dia, não? –Shina falou. –Ou você acha que ela vai se manter casta e virgem até a próxima encarnação;

-Hei! Não fale assim dela; o mordomo ralhou furioso.

-É a verdade; a amazona deu de ombros.

-Aonde esta querendo chegar com isso Tatsume? –Hyoga perguntou manifestando-se.

-Bem...; ele falou torcendo as mãos nervosamente. –Ela falou com algum de vocês sobre passar um tempo em Yokohama? –ele indagou voltando-se para os cavaleiros de ouro principalmente, que eram que acompanhavam a jovem quando não estava em Tóquio.

-Não; Saga respondeu, voltando-se para o irmão que também negou.

-Porque Tatsume? –Mú perguntou, com a calma e serenidade de sempre.

-Ela disse que vai passar um final de semana, ou até mesmo uma semana inteira lá; o mordomo explicou. –Acompanhada; ele ressaltou.

-Uhn! A garota não perde tempo; Shina falou com um sorriso malicioso.

-Shina; Kanon falou lançando-lhe um olhar envenenado.

-Oras... Vocês são patéticos. Antes de ser a reencarnação de uma deusa; a amazona falou agitando as mãos de maneira exasperada, para dar mais ênfase ao que falava. –Ela também é uma mulher e pode muito bem aproveitar a vida; ela falou rebatendo o olhar.

-Mas a senhorita Saori ainda é muito jovem; Tatsume falou com lágrimas nos olhos.

-Eu discordo; Thouma falou, manifestando-se em meio a discussão que erguera-se em torno da mesa com todos falando ao mesmo tempo, tentando expressar suas opiniões sobre o "namorado" de Saori. –Saori tem idade suficiente para saber o que quer da vida, alem do mais, esse é um problema único e exclusivo dela, não algo para se ficar colocando em debate; ele falou friamente.

-Mas eu me preocupo com ela; Tatsume se defendeu.

-Preocupação é uma coisa, você agora só falta querer que ela aja como uma freia. Se quer ser tão conservador assim, porque não pega no pé do casal vinte ai, que já dorme junto antes do casamento; Thouma alfinetou apontando para Ikki e June. –Ou até mesmo com Freya e essa história de Strippers e Go Go Boys...; ele completou.

-Hei! –os três resmungaram indignados.

-Bem, se não gostaram de virar o foco da conversam, pensem o que Saori sente quando vocês ficam falando dela, como se ela não tivesse o direito de opinar sobre a própria vida; o cavaleiro completou em tom serio. –A vida pessoal dela, só diz respeito a ela. Ninguém mais! –ele completou, fazendo todos se calarem.

-Boa noite, pessoal; Shun falou entrando na sala de jantar junto com Hilda e Saori.

-Boa noite; todos responderam em uníssono, mas mantendo-se cautelosos diante do olhar afiado do sagitariano de melenas ruivas.

-O Seiya não esta com vocês? –Shunrey perguntou, querendo quebrar o pesado silêncio que caia sobre a mesa.

-Pensamos que ele já estivesse aqui; Saori falou inocentemente.

-Ele nunca perde um jantar, estranho; Shyriu comentou preocupado.

-Talvez ele tenha saído; Saori falou dando de ombros. –Mas vamos jantar. Tatsume depois deixe um lanche preparado para quando ele aparecer; ela pediu.

-Sim senhorita; ele murmurou antes de sair apressadamente, enquanto todos voltavam a conversar e mudavam de assunto.

-o-o-o-o-o-o-

Um fino sorriso formou-se nos lábios da loira, recostou-se no tronco da árvore atrás de si, enquanto observava a amiga andar de um lado para outro.

As coisas estavam se encaminhando para o resultado desejado, mas sob sua perspectiva, conseguia compreender a frustração das garotas, por terem fracassado.

Haviam feito um acordo de que cada uma teria uma chance, podendo agir no próprio tempo para ajudar o casal, entretanto, enquanto não decidisse agir, elas não poderiam fazer mais uma tentativa, isso é claro, pode estarem contando com seu fracasso.

Todavia, elas não pensavam que agora havia mais um jogador naquela disputa. Saori. Ela não deixaria as jovens se excederem e acabarem magoando Shun ou Hilda. Prova disso fora o que ela fizera com o cavaleiro de Pegasus; Harmonia pensou, abafando o riso.

A garota tinha potencial, não podia negar isso. Pena que tais habilidades não houvessem sido tão bem exploradas na época das guerras, se ela houvesse feito isso, seria tratada com mais seriedade e respeito por aqueles que lhe juraram fidelidade, mas que ainda não eram capazes de confiar em seu poder.

Era uma pena!

-Só temos mais duas semanas até o casamento, Harm você precisa agir logo; Felícia falou agitada, enquanto Hator limitava-se apenas a balançar os pés sob a água, na beira do lago das Sakuras.

-Já disse, vou agir no meu tempo. Se vocês se precipitaram, não é culpa minha; ela respondeu com calma e tranqüilidade que apenas serviam para irritar a divindade nórdica.

-Mas o que você tem em mente, poderia nos adiantar algo; ela sugeriu com um largo sorriso.

-Não; Harmonia respondeu vendo-a serrar os lábios nervosamente, como se estivesse prestes a gritar. –Quando acontecer, você saberá... até lá, ocupe-se com outra coisa, vai ajudar a passar o tempo; ela completou antes de desaparecer.

-Maldição! – Felícia berrou. –Ela sempre faz isso; ela reclamou, enquanto Hator apenas balançava a cabeça de um lado para o outro, como se aquele rompante fosse comum para si.

Continua...