Light And Dark – A Forsaken Saga

Capítulo 4: Gritos na noite

Colégio Chesterville High, 0:00 PM

No colégio Chesterville High, era meia-noite quando o zelador do colégio estava limpando uma das classes enquanto assoviava, o zelador era um homem velho de cabelos brancos usando um macacão cinza e um tênis branco. Ele olhava para o relógio da classe enquanto passava o esfregão no chão. De repente, a mesa do professor começa a se mover lentamente, e então um estrondo bem forte joga a mesa contra as carteiras dos alunos. O corpo de uma mulher nua sentada de costas aparece de frente para a lousa e o zelador. Ela tinha cabelos pretos compridos e chorava bastante.

(Choro)

O zelador se aproxima aos poucos da mulher. Quando ele chega perto da mulher, ele consegue tocar no ombro dela, e então ele pergunta se ela está bem.

-Moça, você está bem? Moça!

Então, a mulher com um sorriso malicioso estampado no rosto vira-se para o zelador e então se levanta e flutua no ar.

-Jesus! Mas que diabos está acontecendo aqui?

A mulher abre a boca e solta um grito estridente bem alto.

-EEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!

O Zelador tampa os ouvidos, mas já era tarde. Ele estava paralisado dos pés à cabeça.

-E-Eu não consigo me mexer! Meu corpo está paralisado!

A mulher continuava gritando. O zelador já não conseguia mais ouvir mais nada, ele estava surdo devido ao grito da mulher. E então ele entra em colapso e desmaia no chão. A mulher continuava flutuando no ar e sussurra algo.

-Hand of God…Hand of God…Hand of God….

A mulher então desaparece, e o dia finalmente amanhece. Quando a professora do colégio que dava aula naquela sala onde o zelador havia sido morto chega com as alunas, ela se assusta, ao ver as cadeiras e a mesa todas reviradas com o corpo do zelador caído no chão com os braços abertos.

-Mas o que aconteceu aqui? – indaga a professora.

A professora anda até o corpo do zelador e checa a sua pulsação. Os olhos do zelador estavam com as pupilas dilatadas e a boca estava aberta. Uma expressão de medo estava estampada no rosto do zelador.

-Estranho, não consigo sentir sua pulsação...

As alunas se espalham pela classe e observam as cadeiras e a mesa da professora reviradas.

-Parece que ele está morto – diz a professora.

Então, uma das alunas repara no relógio da classe que ainda marcava meia-noite.

-Olhem! O relógio da classe parou. Ele está marcando meia-noite! No meu relógio ainda são sete e quinze da manhã. Isso é estranho – diz a aluna.

Então, a diretora do colégio que era só para garotas chega na sala para ver o que estava acontecendo.

Diretora: O que está havendo por aqui, professora?

-O Zelador está morto. E eu não posso dar aula nessa classe, não nessas condições, olhe como as carteiras e a mesa estão, parece que alguma coisa as revirou.

Diretora: Correção! Você revirou essas cadeiras e carteiras e matou o zelador!

-O quê? Mas eu não fiz isso, eu encontrei a classe assim quando eu cheguei com as meninas.

Então uma das garotas aponta o relógio para a diretora ver.

-Olha! O relógio marca meia-noite, e o meu relógio marca exatamente sete e quinze da manhã, isso é estranho.

Diretora: Estranho? Foi a sua professora que ajustou relógio para esse horário.

-Mas, a professora não faria isso –diz a aluna.

Diretora: É claro que faria. Ela é uma bruxa!

-Não! Eu não sou uma bruxa! E quer saber, eu vou chamar a polícia –diz a professora.

Diretora: Chame. Eu tenho certeza de que eles vão te algemar e te colocar no xadrez. Ahahahaha! E com licença, eu tenho mais o que fazer do que ficar aqui escutando as suas asneiras.

A Diretora vai embora da sala. A professora fica sozinha com as alunas e começa a chorar.

(Choro)

As alunas apoiam a professora acusada de ter armado a situação.

-Nós acreditamos em você, professora. A diretora acordou mesmo com o pé esquerdo.

-É! Ela sempre está de mau humor. Não se preocupe, nós acreditamos em você.

Dizem as alunas.

-Obrigada, meninas! – responde a professora.

Enquanto isso na casa de Kathleen...

Kathleen e Clementis estavam dormindo pelados na cama cobertos pelo lençol. E então Clementis começa a ter visões em seu sonho. A Hand of God estava na forma de pingente.

Sonho de Clementis

O corpo do zelador aparece no sonho de Clementis, e a frente do colégio Chesterville ao fundo. Então uma voz chama Clementis em seu sonho.

-Clementis....Clementis...Clementis...Clementis...

Clementis começa a se revirar na cama, mas o chamado em seu sonho continua.

-Clementis...Clementis...Clementis...Clementis...

Então, Clementis abre os olhos assustado, levanta, e acende a luz do abajur no criado mudo perto da cama. Ele pondera se aquilo foi só um sonho...

Clementis: Foi apenas um sonho? Ou é apenas a minha imaginação? Talvez a Hand of God esteja tentando me avisar de algo, mas o quê?

Kathleen acorda com a voz de Clementis.

Kathleen: O que foi, Clementis? Porque você não volta a dormir?

Clementis: Não posso. Eu tive um sonho estranho, eu vi um homem morto e então a fachada de uma escola, e uma voz chamou o meu nome...

Kathleen: Vai passar, foi só um pesadelo.

Clementis: Pode ser, mas para mim parecia real. Acho que a Hand of God está me avisando de algo que aconteceu…eu só não sei o que. Eu preciso verificar se isso é real ou não. Mas antes eu vou tomar um banho.

Kathleen: Tudo bem. Eu vou voltar a dormir mais um pouco e depois eu vou fazer o café para nós, volte para o café.

Clementis: Certo.

Então, Clementis vai para o banheiro tomar um banho enquanto Kathleen dormia mais um pouco. No chuveiro, Clementis pensava no sonho que teve enquanto ele se ensaboava.

Clementis: Será mesmo que foi um sonho, o homem morto e a fachada daquela escola?

Mais tarde...

Clementis estava vestido com sua roupa de sempre, andando pela Rua Gale, tentando descobrir onde era o colégio que apareceu no seu sonho.

Clementis: Onde será que é esse colégio? E o mais importante, ele é real? Hmm...

Então, Clementis tem uma idéia. Ele levanta a sua mão com a Hand of God transformada em luva. Os raios de sol batem na luva e invocam Pegasus, o cavalo alado. A montaria sai do meio do sol e cavalga até onde Clementis está.

Clementis: Pegasus? Eu não acredito!

O Cavalo pousa na frente de Clementis e relincha para ele.

Clementis: Você quer que eu monte em você? Eu posso?

(Relincho)

Clementis: Tudo bem.

Clementis monta em Pegasus e o cavalo sai voando em direção ao céu. Então, Clementis observa a cidade de cima enquanto Pegasus cima.

Clementis: Eu não consigo ver nada por enquanto...

Então, a luz solar que batia na placa da fachada do colégio Chesterville High ressoa com a gema branca na Hand of God indicando a direção.

Clementis: Hã? A Hand of God está brilhando naquele ponto. Pegasus, lá!

Clementis aponta o dedo para onde a luz estava vindo e pegasus segue a direção.

Algum tempo mais tarde...

Clementis e Pegasus chegam na entrada do colégio que ficava na rua Marble. Clementis desce do cavalo alado e fica parado enfrente ao portão do colégio. Pegasus se transforma em energia branca e volta para a gema na Hand of God.

Clementis bate palmas. O segurança da escola vem abrir o portão para Clementis.

-Sim? O que quer aqui? Quem é você?

Clementis: Eu poderia falar com alguém daqui? Eu soube que um homem morreu nesse colégio. O meu nome é Clementis Crowley.

-E você é da polícia?

Então, a Hand of God improvisa um uniforme da policia no lugar das roupas de Clementis e Pegasus sai da gema como energia e se transforma em uma viatura policial estacionada na calçada.

Clementis: Está vendo o meu uniforme?

-Sim, você pode entrar policial.

O segurança abre o portão do colégio deixando Clementis entrar. Clementis vira-se e diz a pegasus para aguardá-lo ali.

Clementis: Espera aqui, amigão.

Então, Clementis entra no colégio. O Segurança fecha o portão e o leva até a sala de aula.

Mais tarde na sala de aula...

Clementis é apresentado para a professora na sala de aula que estava do mesmo jeito que elas encontraram. Nada tinha sido mexido.

-Esse é o policial Clementis Crowley, ele diz que soube do acidente.

-O Sim, deixe-o, por favor – pede a professora.

-Está bem – responde o segurança do colégio.

Clementis: Então a senhora deve ser...

-Amarisa Bydern, professora.

Clementis: Sra. Bydern, conte-me o que aconteceu.

Amarisa: Por favor, me chame de Amarisa apenas.

Clementis: Certo, Amarisa.

A professora Amarisa Bydern era ruiva de olhos verdes, sardas no rosto, vestia um jaleco branco uma saia branca, camisa verde, e sapatos de salto verdes.

Amarisa: Então eu entrei na sala de aula com as meninas, porque caso você não saiba este é um colégio apenas para garotas, não admitem garotos aqui.

Amarisa: O nome do colégio é devido a uma aldeia no sul dessa cidade onde é povoada apenas por mulheres, é uma comunidade.

Amarisa: Mas, deixe-mos isso de lado. Quando eu e as garotas chegamos aqui, policial, as cadeiras estavam do jeito que estão agora, reviradas assim como a minha mesa e o corpo do zelador ainda está aqui na sala.

Então uma das alunas interrompe a professora.

-E o relógio marca meia-noite, sendo que no meu relógio marca sete e quinze da manhã – diz a aluna.

- E a nossa professora foi acusada de ter armado isso tudo pela diretora. Mas nós acreditamos que não foi a nossa professora que fez isso. – diz outra aluna.

Clementis: Certo. Eu acredito em vocês, deixe-me analisar o local.

Amarisa: Certo. Faça seu trabalho, policial.

As alunas e a professora deixam Clementis cuidando da sala. Clementis olha para o corpo do zelador e ao tocá-lo, Clementis tem visões do que aconteceu naquela noite. Os flashes mostram as carteiras e a mesa da professora se revirando, o zelador tentando ajudar a mulher, que na verdade era uma Banshee, e o relógio se mexendo sozinho devido ao poder da Banshee, e então o nome da sua luva sussurrado ao vento.

-Hand o God...Hand of God....

Então, Clementis acorda do trânse.

Amarisa: Então, o que você descobriu, policial?

Clementis: Vocês estão certas, não foi a Amarisa que provocou isso. Eu sei o que provocou.

Amarisa: Então, conte nos.

Clementis: Bem, em primeiro lugar eu não sou policial.

A roupa de policial de Clementis se desfaz, voltando a ser a Hand of God.

Clementis: O meu nome é Clementis Crowley. E o que provocou isso está atrás desse meu artefato, chamado Hand of God. É uma luva mística com poderes divinos. Mas não se assustem, eu estou aqui para ajudá-las. A criatura que provocou isso é uma Banshee.

Amarisa: Eu não ligo para quem você seja, apenas nos ajude Clementis!

Clementis: Eu irei. Mas eu temo que eu precise ficar a noite aqui para resolver isso.

Amarisa: Certo. Mas, o que é essa Banshee?

Clementis: É como um demônio, só que essa criatura foi invocada por alguém com a versão demoníaca da Hand of God. Ela matou o zelador com um grito supersônico.

Clementis: Bem, é isso.

Amarisa: Nós também devemos ficar aqui essa noite?

Clementis: Vocês não são obrigadas a ficarem...

Amarisa: Alunas, vão para casa essa noite. Eu vou ficar com o Clementis para saber exatamente o que está acontecendo.

Clementis: Muito bem.

Seis horas mais tarde..

Era meia-noite, as alunas já tinham ido embora para casa. Clementis e Amarisa continuavam na classe esperando a criatura aparecer.

Então, a criatura aparece exatamente como o zelador tinha visto, chorando perto da lousa.

Amarisa: É ela?

Clementis: Shhhh! Fale baixo! Deixe-me cuidar disso! –diz Clementis em voz baixa.

Amarisa faz um "sim" com a cabeça.

Clementis: Saia daí, monstro!

Clementis levanta a sua Hand of God que estava na forma de luva e invoca raios que atingem a Banshee deixando-a irritada a ponto de se voltar contra Clementis. Antes que a criatura pudessi lançar o seu grito supersônico, a Hand of God congela o tempo, deixando somente Clementis se mexendo.

Clementis: Certo. Agora que eu tenho você onde eu quero essa vai ser uma tarefa fácil.

A lâmina sai da Hand of God e então Clementis corta o pescoço da criatura. Quando o tempo volta ao normal, a criatura é reduzida a pó. Tudo volta ao que era antes e Clementis então toca o corpo do zelador com a Hand of God e o ressucita dos mortos. Então, o zelador se levanta do chão.

-Hmm...eu devo ter batido a cabeça.

Clementis: Você está bem?

-Sim, e obrigado seja lá o que tenha feito.

Clementis: Ele é todo seu, Amarisa.

Amarisa: Obrigada. Ah, será que eu poderia recompensá-lo levando-o para jantar algum dia?

Clementis: Eu aceito o seu convite. Agora, eu preciso ir.

Clementis abre a janela da sala de aura e pula caindo com as mãos no chão. Fora do colégio, Clementis levanta a sua mão com a Hand of God e Pegasus que estava na calçada vem voando até ele e o pega.

Clementis sai voando no seu corseu alado.

Clementis: Agora, me deixe em casa, Pegasus.

Pegasus relincha e sai voando levando Clementis em suas costas.

FIM