Três
Por Carol Camui
Para Thata Martins
Disclaimer: Não, eles não me pertencem, vocês sabem disso.
Sinopse: Jared finalmente vivia o relacionamento dos seus sonhos. Jensen nunca acreditou que o destino pudesse trazer o passado para atormentá-lo. Jeffrey só queria se divertir um pouco.
Shipper: Bem… J3?
Avisos: Fic Slash! Conteúdo adulto!
Nota: Último capítulo galera! Esse foi meio difícil de escrever, espero que aprovem o resultado. Obrigada pro todos os comentários nos capítulos anteriores, amei todos eles!
Nota 2: Ontem foi aniversário do meu querido Jeffrey! Então Jeffrey, essa é pra você! Huahuahuahauhauahuahauhauaha! \o/ .:ignorem-me:.
Três
Eu quero tudo que há
O mundo e seu amor
Não quero ter que optar
Quero poder partir
Quero poder ficar
Poder fantasiar
Sem nexo e em qualquer lugar
Com seu sexo junto ao mar.
Jeffrey saiu do trailer com um enorme sorriso no rosto. Não tinha como negar que Jensen sabia usar as mãos muito bem. Voltar estava sendo melhor do que imaginara inicialmente. Mas ele sabia que podia ficar ainda melhor.
Um pouco mais a frente, Jared vinha andando em sua direção. Olhava um tanto surpreso para ele. Jeffrey se manteve impassível e foi ao seu encontro.
-Hey Jared.
-Jeffrey... Ahnn eu vim procurar pelo Jensen. Ele está no trailer?
Sim, claro que ele estava. Mas não devia estar muito apresentável naquele exato momento. Não seria muito interessante se Jared o visse agora. Poderia ser constrangedor até. Ele iria se perguntar por que Jensen estava tão ofegante e desalinhado. E ainda tinha aquela expressão totalmente satisfeita e deliciosamente pervertida em seu rosto. Jeffrey sorriu internamente. Ele tinha feito um belo trabalho, mas Jared não poderia apreciá-lo. Definitivamente não.
- Sim. Nós estávamos conversando. - Jeffrey fez uma pausa, sem tirar os olhos de Jared. - Ele me contou sobre vocês.
Jared parou, um pouco assustado. - O que quer dizer?
Jeffrey olhou sério pra ele. - Você sabe do que eu estou falando.
-Ah. Sei. Acho. - Jared o olhava com certo receio e Jeffrey sorriu.
-Não precisa ficar assim, Jay. Eu já desconfiava de vocês há muito tempo.
Jared soltou uma risada nervosa. Não devia ser muito fácil pra ele lidar com aquele assunto com outras pessoas. Jeffrey se perguntou se era o único que sabia.
- Eu não sei o que dizer Jeff...
-Não precisa dizer nada Jared. Não deve explicações a mim. Quero que saiba que estou feliz por vocês. Mesmo.
Jared sorriu e o abraçou. Jeffrey quase sentiu uma ponta de remorso pelo que tinha feito minutos atrás naquele trailer. Mas ele acabou sorrindo também e abraçou Jared de volta. Foi nessa hora que Jeffrey ouviu a porta do trailer se abrir. Se afastou de Jared e viu Jensen observando os dois. Ele tinha dado um jeito no cabelo bagunçado e na roupa amassada. Mas Jeffrey notou uma certa palidez em seu rosto enquanto encarava os dois.
Jared foi até Jensen e os dois trocaram um selinho rápido. - Por que você sumiu? Fiquei preocupado. - perguntou Jared segurando suas mãos.
-Não foi nada. Só um pouco de dor cabeça. Culpa do calor, acho. - Jeffrey virou o rosto para esconder o sorriso que surgiu em seus lábios. Jensen evitava a todo custo olhar para ele. O que era até bom naquela situação.
-Hei garotos, eu deveria estar lá há uns 20 minutos atrás. Vejo vocês por aí. - Jeffrey deixou os dois sozinhos e foi para o lugar onde ele teria que gravar mais algumas cenas aquele dia.
-x-
A quinta temporada estava chegando ao fim, assim como sua participação nas gravações. Ele sabia que sua passagem por ali seria curta, mas a cada dia Jeffrey sentia que tinha tomado a decisão correta quando resolvera aceitar o convite de Kripke. Tinha sentido muita falta de contracenar com seus amigos. Aquele era um trabalho muito diferente de todos os outros que ele estava acostumado. Ali, de certa forma, Jeffrey se sentia em casa.
E ele voltara não só como John Winchester, o pai ausente e obcecado que fora o maior responsável pela bagunça emocional e psicológica que se passava com seus filhos. Agora ele era Deus, o Pai de toda a criação e principalmente daqueles anjos perturbados e carentes que queriam destruir a Terra só para irritarem o Ser mais ausente de todos.
Era ou não um avanço?
E ainda tinha Jim, seu grande amigo que ele não via há séculos. Era maravilhoso poder conviver com ele aqueles dias. E ele também acabou conhecendo gente nova, como aquele cara de nome estranho, Misha. Jeffrey sempre dava muita risada conversando com ele. E era incrível a forma como ele conseguia ficar sério contando os maiores absurdos que Jeffrey já ouvira na vida.
Também tinha Jared. Jeffrey notava uma evolução tremenda em Jared. Ele não era mais o garoto que ele conhecera alguns anos atrás. Agora ele era um ator muito mais experiente, carismático e cada vez mais talentoso. De certa forma, Jeffrey sentia orgulho de fazer parte daquilo, mesmo que indiretamente. Sabia que ele tinha um potencial tremendo, que só precisava ser bem desenvolvido e isso estava acontecendo depressa. Jared crescia mais a cada dia, em vários sentidos, e Jeffrey ficava muito feliz por ele.
Ele gostava muito de Jared. O que estava acontecendo entre ele e Jensen não mudava esse fato.
Ele sabia que Jared ficaria realmente magoado se soubesse das coisas que andava fazendo com Jensen. Quem não ficaria? Mas aquilo era uma coisa que não o incomodava muito. Nem um pouco, na verdade. Porque no fundo era como se Jared não fizesse parte daquilo. Aquilo era entre ele e Jensen. Sempre fora. Desde o início.
Jensen era um caso à parte. Jensen era diferente. Jeffrey desejou Jensen desde o primeiro dia. E foi totalmente correspondido.
Era irracional. Era insano. Era completamente irresistível.
Jeffrey até hoje não conseguia entender muito bem o que se passava entre os dois. Não deveria ser nem mesmo saudável. Era tão quente que beirava o insuportável. Era como uma reação química capaz de provocar uma explosão com a união de apenas dois elementos. E Jeffrey se queimava todas as vezes. Com um enorme sorriso nos lábios. Não importava o resto, estar com Jensen era tudo.
Foi por isso que ele se afastou em primeiro lugar. Uma coisa tão intensa, tão forte, poderia consumi-los muito rápido e esgotá-los sem demora. E talvez a distância os ajudasse a equilibrar e acalmar seus sentimentos. Mas sempre que se encontravam era a mesma coisa. Não havia trégua. Era só olhar para Jensen que Jeffrey quase conseguia enxergar o fogo envolvê-los, como uma aura. E então ele sorria e Jensen sempre ficava sem ação.
Jeffrey não ousava nomear aquele sentimento. Achava que estava além de qualquer palavra que ele pudesse dizer. O que importava era que Jensen entendia. Jeffrey tinha certeza de que Jensen sabia tão bem quanto ele que não havia nada a ser feito. Eles só tinham que lidar com aquilo da melhor forma possível.
E a melhor forma que encontraram daquela vez, foi prolongando ao máximo seus intervalos.
Já que agora Jensen tinha resolvido se engraçar com Jared, a coisa ficava um pouco mais complicada. Mas nada que eles não conseguissem resolver. Jeffrey nem ao menos sentia ciúmes de Jared. Ele entendia que Jensen tinha suas necessidades e não seria nem um pouco justo ficar bravo com ele por causa disso. Ele mesmo nunca estava por perto e também não era exatamente um modelo de fidelidade. Mas eles pareciam se entender bem dessa forma. Pelo menos nenhum dos dois tinha reclamado até aquele momento.
Por falar em momento, havia chegado a hora de despistar todo mundo e encontrá-lo para mais um de seus intervalos. Um dos últimos aliás.
Era uma pena, mas seu tempo com Jensen estava acabando. Em breve ele seria chamado para outro trabalho que o levaria a outro lugar e eles se afastariam novamente. Tinha sido assim desde sempre. Melhor não pensar nisso agora.
Jeffrey foi a seu encontro mais uma vez. Entrou sem bater no trailer. Jensen estava no banheiro, lavando o rosto. Jeffrey trancou a porta atrás de si, não queria ser interrompido por nada, nem ninguém. Jensen levantou o rosto e os dois se encararam. Estava lá, como em todas as vezes. O fogo. E agora que estavam sozinhos não precisavam se conter. Jeffrey sorriu e caminhou até ele. Jensen o olhava com fome, com uma ânsia que Jeffrey só via nos olhos dele. Palavras não eram necessárias ali, então Jeffrey o segurou pela cintura, fazendo o se sentar na pia, enquanto Jensen passava as pernas em volta dele e devorava sua boca sem nenhum pudor.
Jeffrey sempre se perdia naquele beijo. A boca de Jensen tinha o poder de deixá-lo sem rumo. Jensen o beijava com força, chupava sua língua, mordia seus lábios e tirava seu fôlego. Ele sabia que seu tempo juntos estava terminando, Jeffrey podia sentir a súplica muda, o desespero, o medo. Não queria deixá-lo assim.
Empurrou seus quadris pra frente, ao mesmo tempo em que puxava o corpo de Jensen para mais perto dele. Largou o beijo para respirar e gemer algo incompreensível. Jensen começou a lamber e chupar seu pescoço, puxando Jeffrey para si com as pernas, levantando sua camiseta e arranhando suas costas.
Jeffrey soltou um quase grito quando as unhas curtas se afundaram em sua pele. Arqueou as costas e Jensen começou a beijar seu peito, mordiscando seu mamilo, provocando as mais diversas reações com sua boca bem treinada. Jeffrey puxou seus cabelos e buscou novamente seus lábios, beijando-o da mesma forma desesperada.
Jensen se contorcia e movia seu corpo junto com o dele, friccionando seus membros ainda cobertos pelo jeans. Um engolindo o gemido do outro.
Jeffrey se afastou por um segundo, somente para tirar a camiseta de Jensen, enquanto este retirava apressadamente seu cinto e abria suas calças. Jeffrey o fez descer na pia e retirou suas calças com a mesma pressa. Sorriu para Jensen, que estava todo trêmulo e ofegante. Beijou de leve seus lábios vermelhos e inchados e o virou de costas. Jensen segurou na pia e olhou para Jeffrey através do espelho. Jeffrey passou os braços em volta dele e envolveu seu membro pulsante, observando seu rosto se contorcer e vendo-o fechar os olhos, mordendo o lábio inferior. Jeffrey levou a outra mão livre até o rosto de Jensen, colocando dois dedos em sua boca.
Jensen chupou seus dedos como se fossem a coisa mais deliciosa do mundo. Por um momento Jeffrey sentiu as próprias pernas bambas. Começou a masturbar Jensen devagar, inebriado com seus gemidos e se sentindo cada vez mais duro. Retirou os dedos de sua boca e os colocou de uma só vez em sua entrada, provocando-o ainda mais.
Jensen empurrava o corpo pra trás, buscando mais contato com seus dedos e gemendo coisas sem sentido. Jeffrey afundou o rosto em seu pescoço, sentindo seu cheiro, provando sua pele, gravando seu perfume.
-Jeffrey... aaahhnnn... por favor...
Jeffrey abriu os olhos e ficou olhando para seu reflexo. Mesmo se quisesse, não iria conseguir provocá-lo por mais tempo, Jensen já estava mais que pronto e ele também. Tirou os dedos e começou a penetrá-lo devagar. Mas então Jensen acabou jogando o corpo pra trás e ele se enfiou todo de uma vez.
Jeffrey nem esperou mais nada. Não havia dúvidas de como Jensen estava querendo aquilo. Então ele deu exatamente o que ele queria. Segurou firme sua cintura, mantendo-o no lugar enquanto saia quase por completo para voltar a meter de uma vez. Jensen soltou um grito e um gemido longo na sequência. Jeffrey colocou os dentes em sua nuca e passou a se movimentar ainda mais rápido.
Jensen colocou sua mão em cima da que bombeava seu membro, masturbando-se junto com ele. Gemia cada vez mais alto, sem controle algum. Jeffrey parou seus movimentos e saiu de dentro dele. Ouviu Jensen praguejar alguma coisa e o virou novamente de frente pra ele.
Como toda a calma possível para aquele momento, Jeffrey o fez se sentar novamente na pia, içou uma de suas pernas, colocando-a em cima de seu ombro e passando a outra ao redor de sua cintura. Olhou bem dentro dos olhos de Jensen e voltou a comê-lo, desta vez sem pressa.
Jensen tinha o sorriso mais lindo de todos nos lábios e segurava em seus ombros com força. Jogava a cabeça para trás e fechava os olhos, deixando escapar os ruídos mais obscenos daquela boca que tinha sido desenhada para o pecado. Jeffrey não tinha como resistir àquilo. Era demais, até mesmo para ele. Deixou seu corpo se mover de acordo com sua vontade e foi calá-lo novamente com seu beijo. Fez sua mão voltar a deslisar por seu membro, enquanto devorava cada um de seus gemidos agoniados.
Não sabe quanto tempo passaram naquela dança. Era como simbiose e também era mais do que pura satisfação mútua. Mas então Jeffrey sentiu que estava chegando ao fim. Veio descendo por sua espinha, se acumulando em seu baixo ventre e o fez atacar Jensen com ainda mais empenho. Então sua visão embaçou e ele foi forçado a fechar os olhos, enquanto expelia jatos de seu orgasmo dentro de Jensen, sentindo seu corpo tremer violentamente. Jensen gozou segundos depois, melando sua mão e parte do seu abdômen.
Jeffrey tinha a testa encostada na de Jensen e tentava regular aos poucos sua respiração. Jensen ainda estremecia em seus braços e Jeffrey abaixou sua perna, bem devagar, saindo de dentro dele e o abraçando apertado em seguida. Jensen o segurou com força, afundando o rosto em seu peito. Jeffrey beijou o topo de sua cabeça e cheirou seu cabelo.
-Jeff? - sua voz estava abafada e ele falava bem baixo.
-Hmm?
-Não quero que...
Um barulho alto do lado de fora interrompeu Jensen, deixando Jeffrey sem saber o que ele não queria. Parecia que alguém batia na porta do trailer. Depois ouviram a voz de Jared chamando por Jensen.
Os dois se olharam espantados e Jensen empurrou Jeffrey, começando a pegar sua roupa, que estava em péssimo estado, espalhada por todos os cantos. As batidas na porta ficavam cada vez mais violentas e Jensen resolveu pegar uma toalha e colocá-la em volta da cintura. Saiu do banheiro e fechou a porta atrás de si, deixando Jeffrey sozinho lá dentro.
Jeffrey aproveitou para vestir suas próprias roupas, enquanto tentava escutar o que se passava do lado de fora.
A porta se abriu, Jeffrey ouviu passos e a porta se fechando de novo.
-O que você está fazendo aqui? - a voz de Jared estava um pouco alterada.
-Tentando tomar banho. O que parece? - Jeffrey quase podia ver Jensen apontando para a toalha que envolvia seu corpo.
Jeffrey ouviu Jared suspirar -Jensen. Você sumiu faz mais de uma hora. Todos os dias têm sido assim. - Jared fez uma pausa. Parecia mesmo nervoso. - O que está acontecendo com você?
Jensen ficou quieto por alguns segundos. - Eu não sei o que está querendo dizer. Eu não estava me sentindo muito bem. Só isso.
-Jensen, olhe para mim. - eles ficaram quietos enquanto que, Jeffrey presumia, Jensen voltava a olhar para Jared. - É por causa dele, não é?
Jeffrey sentiu um estremecimento percorrer sua espinha. Não sabia o que pensar a respeito de Jared estar ciente sobre os dois.
-De quem está falando Jared? - a voz de Jensen estava um pouco fraca.
-Jensen, por favor, não me trate como a um idiota qualquer. - outra pausa. - Eu vejo o modo como fica perto dele... e o jeito como ele te olha.
-Jared... não sabe do que está falando... você não entende.
-Então me explique. Por favor explique por que desde que ele voltou você está agindo estranho. E aproveite e explique por que diabos sempre que você some, ele também desaparece. - pausa – Ah, você acha que eu não notei? Você realmente me subestima, Jensen.
Jensen ainda não dizia nada. - Aliás, eu bem que pensei que ele estivesse por aqui agora...- falou Jared.
Jeffrey ouviu passos perto da porta do banheiro e resolveu sair para acabar de vez com aquela discussão. Primeiro olhou para o rosto pálido de Jensen para depois encarar a expressão incrédula de Jared.
-Pensou certo Jared. Eu estou aqui. E era mesmo comigo que ele esteva todas as outras vezes.
Jared abria e fechava a boca sem emitir nenhuma palavra. Em outra situação, Jeffrey teria rido. - Não entendo porque parece tão surpreso. Você já não tinha adivinhado?
-Como pôde..? - Jared agora encarava o chão. Jensen olhava desolado para ele e lançava olhares nervosos para Jeffrey.
-Jared... Eu sinto muito que tenha descoberto dessa forma. Mas não posso dizer que esteja arrependido de qualquer coisa. - Jared deu uma risada forçada e Jeffrey continuou falando. - Jensen sempre esteve fora do seu alcance. Você nunca o teve, Jared.
Jared o encarou com ódio mas Jeffrey não se incomodou. - E sabe por que? - Chegou mais perto de Jared, sem desviar de seus olhos. - Porque Jensen é meu desde muito antes de você sair das fraldas.
Depois disso aconteceu tudo muito rápido. Jared antecipou o braço e lascou um soco bem dado em seu rosto, saindo do trailer logo em seguida, sem olhar para trás. Jeffrey tinha cambaleado um pouco mas se manteve firme. Depois levou a mão até o maxilar para ver se tudo estava em seu lugar.
-Talvez eu tenha merecido isso. - Jensen ainda olhava para a porta, sem nenhuma reação. - Você está bem?
-Eu... - Ele finalmente olhou para Jeffrey, que não conseguiu decifrar o que se passava em seu rosto. - preciso ficar sozinho.
-Ok. - Jeffrey saiu do trailer e ficou pensando no que diabos ele tinha feito ali.
-x-
Nem é preciso dizer que as coisas ficaram muito estranha entre eles. Naquele dia, o restante das gravações foi cancelado, pois Jared tinha alegado algum problema que o impossibilitava de continuar e foi embora pra casa. Jensen evitava a todo custo falar com qualquer um, especialmente com Jeffrey, e acabou indo embora também. Jeffrey não teve outra escolha, se não aceitar o fato de que se a série fosse cancelada, a culpa seria toda dele.
Apesar de tudo, eles ainda eram profissionais e então retomaram o ritmo normal no dia seguinte. Mas sem intervalos entre Jensen e Jeffrey desta vez. Aquele seria seu último intervalo juntos, pois Jeffrey estava se despedindo da série. Sua participação havia chegado ao fim e, apesar de tudo, Jeffrey havia gostado muito de ter feito parte mais uma vez da equipe de Supernatural. Sabia que sentiria saudades de todos. Até de Jared, que por sorte não havia deixado seu olho roxo. Seria muito difícil explicar uma coisa daquelas para a maquiadora.
Jeffrey pensava em como seriam as coisas entre ele e Jensen dali pra frente. Ele não tinha visto os dois juntos, mas sabia que Jensen devia ter conversado com Jared no dia anterior. Talvez os dois até tivessem se reconciliado, se bem que seria bem difícil. Mas não impossível, já que Jared era completamente apaixonado por Jensen. E Jensen poderia ter desmentido tudo o que Jeffrey tinha dito e pedido para o outro perdoá-lo. Jared seria tão idiota assim?
Só o tempo diria. Mas Jeffrey não tinha mais tempo e nem queria pensar naquilo. Despediu-se de seus amigos e foi para o hotel onde ficaria hospedado até o final daquela semana. Não tinha conseguido se despedir de Jensen. Jared, é claro, nem tinha aparecido. Mas o fato de Jensen também tê-lo deixado doía um pouco.
Jeffrey resolveu ignorar o que quer que fosse o que estava sentindo e foi tomar um banho quente, indo para a cama logo em seguida, dormindo profundamente.
-x-
O relógio devia estar marcando 3:00 AM mas ele não tinha certeza. Só sabia que havia um barulho muito irritante ecoando pelo quarto. Levou alguns segundos para perceber que se tratava do telefone. Quem seria idiota o bastante para ligar àquela hora? Resolveu retirar o aparelho do gancho e voltar a dormir.
Quando achou que estava finalmente em paz, outro barulho veio retirá-lo de seus sonhos. Desta vez eram batidas na porta. Jeffrey decidiu que se não fosse uma emergência muito grave, seria obrigado a acabar com a raça de quem ousava atrapalhar seu sono.
Levantou a custo e olhou pelo olho mágico. Não conseguiu ver ninguém. - Quem é?
-Sou eu. - Jeffrey não teve certeza se conhecia aquela voz. O sono ainda atrapalhava muito seus sentidos. Mas resolveu abrir a porta mesmo assim.
Jensen estava lá e Jeffrey finalmente acordou de vez.
-Hey... posso entrar?
Jeffrey ainda teve que piscar algumas vezes antes de abrir passagem para que o outro entrasse. Fechou a porta e esperou que Jensen dissesse alguma coisa, pois ele mesmo não estava em condições.
-Desculpe ter aparecido a essa hora...
Jensen tinha a cabeça baixa e parecia envergonhado. Jeffrey sentiu vontade de abraçá-lo e dizer que estava tudo bem, que estava feliz por ele ter aparecido, mesmo que ainda não soubesse o motivo daquela visita.
-Sem problemas. - Vendo que o outro permanecia quieto e cabisbaixo, resolveu falar. - O que foi Jensen? Aconteceu alguma coisa?
-Quando você vai embora? - Jensen finalmente olhava pra ele.
-Ainda não tenho data marcada.
Jensen suspirou e abaixou novamente a cabeça. -Por que você voltou Jeffrey? Quero dizer... você sabe que estragou tudo, não sabe?
Sim, ele sabia. Mas faria tudo de novo se tivesse a chance. Era um perfeito egoísta e não tinha problema nenhum com isso. Mas ele nunca quis machucar Jensen.
-Você sabe muito bem por que eu voltei.
-Não, eu não sei. A não ser, claro, que tenha sido para arruinar minha vida. - Jeffrey não disse nada. - Eu estava tentando ter algo sério com Jared. Eu realmente tentei. Mas aí...
-Jensen... - Jensen levantou uma mão para interrompê-lo e Jeffrey se calou.
-Aí você resolveu voltar e Deus sabe o que aconteceu. Mas eu nunca quis terminar com Jared e sabe por que? - Agora ele olhava direto em seus olhos. - Por que Jared nunca me abandonaria.
Jensen estava vermelho e com a respiração acelerada. - Daquela vez você me perguntou se eu o amava. Aquela pergunta não foi nem um pouco justa. Você sabe muito bem o que eu sinto! - Ele ficou quieto, como se pensasse no que dizer em seguida. - Mas Jared... ele me ama, ou amava pelo menos... E você, Jeffrey? O que exatamente você sente por mim? Eu preciso saber antes que você vá embora mais uma vez. - Então ele olhou para os próprios pés e continuou falando bem baixo. - Mas então eu não vou querer te encontrar de novo. Já estou cansado disso. Quero que me deixe em paz.
Jeffrey sabia que só tinha uma chance para concertar as coisas. Aproximou-se dele e levantou seu rosto, fazendo-o olhar em seus olhos.
- Jensen, eu sei que tenho o péssimo costume de só pensar em mim mesmo e que acabei estragando seus planos de felicidade com Jared. Mas mesmo sendo um perfeito egoísta eu sei que a única coisa que me importa no mundo é você. Então, mesmo que me implore, eu não iria conseguir te deixar de vez.
Jensen balançava a cabeça e tentava desviar o olhar. - Eu não acredito em você. Daqui a pouco você desaparece de novo. Você não tem ideia de como é difícil pra mim... Eu não sou como você, Jeffrey!
-Então trate logo de tirar suas coisas do apartamento de Jared e trazer tudo pra cá!- Jensen olhava incrédulo para ele - O que você está esperando?
-Pare com essas brincadeiras ridículas! E eu já tirei minhas coisas do apartamento... Jared não quer mais me ver tão cedo... E adivinha de quem é a culpa?
Jeffrey sorriu. - Desculpe, mas eu não fiz tudo sozinho.
-Idiota. - Jensen deu uma pancada leve em seu peito. Já não parecia tão tenso e Jeffrey se sentiu mais leve. - Saiba que eu tenho muitas coisas e elas não vão caber nesse quarto. Seria mais fácil você ir pro meu antigo apartamento.
-... parece bom. Mas está um pouco tarde para uma mudança, não acha?
-Jeffrey, não brinque comigo. Está falando sério? Porque eu não vou deixar você ir embora depois, tá me entendendo?
Jeffrey chegou mais perto e segurou sua cintura, beijando de leve seu pescoço. -Pode me amarrar também se quiser. Só pra garantir.
Jensen começou a rir. - Vou me lembrar disso.
-Sim... - Jensen estremeceu quando ele começou a morder sua pele. - me mostre o que você pode fazer pra me manter sempre por perto.
Jensen segurou em seus braços e o afastou, olhando bravo pra ele. - Você não presta mesmo. Sou obrigado a castigá-lo.
-Cuidado Jensen... Assim você me excita.
Jensen colocou a boca perto do seu ouvido. - Eu sei.
E então Jensen o beijou e para Jeffrey aquele foi o melhor beijo de todos, pois não era mais um beijo de despedida. Era mais como uma promessa de todas as coisas boas que estavam por vir. E Jeffrey amou aquela nova perspectiva.
-Agora vamos ao seu castigo... - Jensen o levou pra cama e Jeffrey mal pode esperar para sofrer horrores com aquela boca, dedos, língua, mãos e cada e toda parte do seu corpo. Jensen podia ser bem sádico quando bem disposto. Até pensou em comprar um par de algemas para animá-lo qualquer dia desses...
Mas aí Jensen começou a fazer umas coisas com uma parte muito sensível de seu corpo, e ele gemeu alto, perdendo o rumo de seus pensamentos. Talvez ele aprontasse mais alguma coisa para receber mais alguns castigos como aquele. E a melhor parte é que estava apenas começando.
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\o/
Finalmente terminei! Eu quero agradecer a todos que leram! Quero agradecer especialmente à minha mãe, meu pai, não, não... Calma. Voltando.
Cara, já deu pra perceber que eu surto muito quando se trata do Jeffrey, e escrever essa fic foi delicioso em vários sentidos! Obrigada mesmo Thata por ter plantado essa ideia na minha cabeça, espero que ela tenha germinado de forma satisfatória /duplosentidomodeon
Esse foi seu segundo presente, agora já chega né? Huahuahauhauahauhauahuah! Mentira amor, adoro escrever presentes pra você!
Muitos me disseram que eu seria torturada por essa fic se não fosse o casamento do Jared. Bem, saibam que eu ia escrever de qualquer jeito, ele tendo casado ou não... *lixa*
Agora todo mundo mandando review!
Beeeijos!
