Capítulo 3
A casa localizada em um bairro trouxa do subúrbio de Londres estava quase completamente às escuras, sendo o fogo proveniente da lareira da sala de estar, a única fonte de luz.
Assim como a escuridão, o silêncio também reinava no lugar, apesar da presença dos dois homens.
Um deles, Lucius, com seu longo cabelo loiro-platinado e seus olhos cinzentos, estava sentando em uma poltrona próxima à janela mirando atentamente o outro homem, Severus, que parecia perdido em pensamentos enquanto encarava o fogo. Quando este deu um longo e sofrido suspiro, Lucius pôs-se de pé caminhando até postar-se atrás da cadeira em que o outro estava e com movimentos lentos iniciou uma massagem em seus ombros.
- Está tenso – ele murmurou continuando seu trabalho.
- E como poderia não ficar, Luc? – Severus falou ainda mirando o fogo.
Lucius abaixou-se ligeiramente beijando os cabelos negros tentando passar algum conforto e em seguida moveu-se para a frente do outro ajoelhando-se e segurando suas mãos.
- Vai ficar tudo bem, amado.
Severus mergulhou seus negros olhos nos acizentados de seu companheiro querendo acreditar no que lhe dissera.
- É só que... eu não consigo acreditar que ele se foi – ele disse com a voz carregada de dor – E para completar, Draco metido nisso tudo.
- Eu tenho que confessar que também não me alegro com a atitude dele – Lucius disse franzindo o cenho – Mas nós sabemos o quão impulsivo e juticeiro nosso filho pode ser. Ele poderia ter sido um grifinório se tivesse estudado em Hogwarts – ele bufou divertido fazendo com que Severus sorrisse e se felicitando por isso – Vamos apenas confiar nele, está bem?
Severus assentiu e os dois compartilharam um abraço.
- x -
Os dois caminhavam lado a lado silenciosamente, com Potter lançando olhares de esguelha ao loiro que caminhava mais à frente.
- Hum, Malfoy, eu posso te fazer uma pergunta? – Harry começou tentando quebrar um silêncio.
- Você acabou de fazê-la, Potter – Malfoy retrucou e Harry ficou entre aborrecido e divertido – Mas, se quiser, pode fazer outra.
- Como você sabia meu nome?
- Como? – Draco perguntou meio atordoado com a pergunta.
- Agora pouco, quando estávamos com Moody, você falou meu nome como se me conhecesse. Aliás, você só parecia não conhecer a Dawlish.
- Potter, Moody é um auror famoso. Qualquer tonto o conhece. E quanto a você, bem, não é como se você não estivesse em todas as machetes d'O Profeta Diário nas últimas semanas.
- É você tem razão.
O rosto de Harry se ensobreceu e os dois voltaram ao silêncio anterior.
Enquanto caminhavam pelos corredores fracamente ilmuninados pelos archotes nas paredes, Harry relembrava os momentos vividos naquele castelo em sua epóca de escola. Com isso lhe veio à mente a lembrança de Ron e Hermione. Como sentia saudades deles. Se fechasse os olhos, ainda poderia senti-los ali. Ron deveria estar disputando o campeonato nacional de Quadribol pelos Chuddley Cannons e Hermione estaria empenhada em sua luta pelos direitos e segurança dos nascidos trouxa que agora, mas que nunca precisavam desse apoio contra os ataques praticados pelos seguidores do Lorde das Trevas. Mas agora, os dois não estavam mais lá, não poderiam mais fazer nenhuma dessas coisas.
Afastando esses pensamentos tristes, Harry mirou o loiro à sua frente. Ele caminhava com segurança pelo lugar como se o conhecesse muito bem. E então, Harry se deu conta de que Malfoy não tinha sido aluno de Hogwarts. Ele deveria ter mais ou menos a sua idade e ele teria se lembrado se o loiro tivesse cursado junto com ele. E lá estava a questão que vinha pairando sobre a cabeça de Harry durante toda a noite: se Malfoy era de fato parente de Dumbledore, onde ele esteve até então? Por que não havia estudado em Hogwarts sendo que o próprio Dumbledore era o diretor? Com esses pensamentos, Harry decidiu abordar Malfoy e tentar descobrir qual era a relação dele com o velho diretor.
- Então... você é parente de Dumbledore?
- É, pode-se dizer que sim – o outro respondeu evasivo enquanto revirava os bolsos à procura de algo.
- Pode-se dizer que que sim? – perguntou Potter cético vendo que o outro havia encontrado o que procurava. Um espelho – Ou você é ou não é, Malfoy... ou será que você não é nada disso e só está me enrolando?
- Ah, por Salazar, Potter! – Draco exasperou-se enquanto elevava o espelho à altura dos olhos. Potter estava prestes a rir da vaidade do outro quando uma exclamação do loiro lhe chamou atenção – Eu sabia! – ele disse e sacou a varinha, fazendo com que Potter empunhasse a sua própria em reflexo.
- Ei, Malfoy, o que pensa que está...
Antes que Potter pudesse concluir a pergunta, Draco já havia murmurado um Estupefaça por cima do ombro e o auror Dawlish caíra com um baque no chão.
- Desgraçado! – rosnou Potter conseguindo desarmar o outro enquanto pressionva suas costas contra a parede mais próxima e encostava a varinha em seu pescoço. Se ele havia ficado surpreso com a presença do outro auror, não demonstrou.
- Me solte, Potter, Você não entende...
- E pensar que Moody estava desconfiado de você e eu o convenci a deixá-lo vir.
Malfoy tentava se desvencilhar a todo custo de Potter, enquanto a varinha do outro se mantinha apertada dolorosamente contra a sua garganta.
- Agora, você vai me dizer exatamente quem é você e o que quer – exigiu.
Draco pôde perceber o brilho avermelhado surgindo da ponta da varinha de Harry. Ele tinha que agir rápido antes que o outro fizesse alguma idiotice.
- Espere, Potter! Espere!
- Esperar o que? Você me atacar?
- Não, seu idiota – Draco resmungou impaciente – Deixe-me explicar.
- Então explique – Harry apertou mais a varinha contra o outro – Me dê uma boa razão para não lançar um feitiço no meio das suas fuças.
Draco lançou-lhe um olhar cauteloso antes de reponder.
- Moody preparou uma armadilha. Uma armadilha pra você, Potter.
Harry não soube precisar o momento em que baixou a varinha, porque tudo o que ele conseguia fazer era encarar em choque o homem à sua frente.
Respostas a reviews anônimos:
Camilla Snape-Malfoy: Fiquei feliz por te deixar curiosa, rá. Eu realmente adoro mistério e espero que eu consiga desevolver bem o tema. O assassino do Dumbyzinho e da Minerva, vocês só saberam mais à frente, ainda tem muita água pra rolar. E como você já viu, tem Snucius nesse capítulo, é uma aparição bem rapidinha, mas logo elesvão aparecer mais. E Sirem será próximo.
N/A: Viram? Eu disse que não ia demorar :) Eu ia postar ele ontem, maaaaas preferi postar hoje para homenagear o namorados com essa cena Snucius catita *u* (autora chupando o dedo porque está forever alone no Dia dos Namorados). Fiquei muito feliz com os reviews que recebi, muito obriga. Beijito e até o próximo (e mão esqueçam de aquecer o coração solitário da autora com muitas reviews #chantagemon).
