A Hora da Princesa

Capítulo II

- Ai não! Minha saia branca! – exclamou desesperada, tentando limpar o chá rosado de sua saia.

- A Imperatriz chegou! – anunciou uma voz melódica vinda de fora da sala. Orihime levantou a cabeça assustada e arregalou os olhos sem saber o que fazer.

- Ai que desgraça! – disse apavorada. Ela olhou desesperada para todos os cantos e teve uma idéia. Afundou suas mãos na xícara do chá rosado e despejou em formas de pingos pelo restante da saia. – Ai ai! Espero que dê certo... – ela viu duas figuras entrando elegantemente na sala e se levantou. "Que linda..." pensou, abismada, ao ver a Imperatriz do Japão de tão perto. Ela trajava um conjunto de linho branco com detalhes em azul, com sapatos brancos em detalhes azuis com um salto altíssimo. "Ela parece flutuar...". Ela parou na entrada da sala e analisou a menina da cabeça aos pés.

- Esta é a Inoue Orihime, Imperatriz. – informou a acompanhante fazendo uma reverência. Ela fez sinal de positivo e encaminhou-se a ponta oposta da mesa, de onde estava Orihime. Sentou-se e a acompanhante, impecavelmente vestida com um quimono verde e azul, retirou-se.

- Sente-se. – pediu Masaki. Ela obedeceu e ficou olhando para sua saia, alisando-a para tentar melhorar o estrago. Olhou para frente e viu os imponentes olhos da Imperatriz em sua direção, assustou-se e abaixou a cabeça. A acompanhante voltou, com outra mulher de kimono branco, quebrando o silêncio tenebroso que ali estava. A de kimono branco repouso, em frente a Imperatriz, uma bela bandeja como a de Orihime e serviu o chá. Já a acompanhante, reverenciando em cumprimento, abriu uma caixa contendo dois pingentes redondos de encaixe e duas alianças douradas. Elas reverenciaram as duas mulheres sentadas e se retiraram. Masaki bebericou o chá e encaixou os dois pingentes a sua frente.

- A razão pela qual pedi para você comparecer aqui no Palácio foi porque queria saber sua opinião em relação à proposta de casamento.

- O que? – boiou Orihime com a inesperada explicação da Imperatriz. – Err... Sim... Vossa Majestade.

- Essa foi uma promessa entre o antigo Imperador e seu avô. O que você acha disto? Acho que seu fardo... – ela deu uma pausa. – Seu fardo será difícil, pois você ainda é uma estudante, certo?

- O que? – Orihime estava muito nervosa. – Sim, Imperatriz.

- Como uma futura Princesa você terá que respeitar os mais velhos e ter vários filhos. – Orihime arregalou os olhos, mas abaixou imediatamente à cabeça, ela não podia olhar nos olhos da Imperatriz. – Mas este é um importante casamento, que não pode ser feito assim... Pressionado. – Orihime entendeu o que a Imperatriz quis dizer. "Ela tá achando que eu não quero me casar... E agora?"

- Para... – falou fracamente, pigarreou e continuou. – Para lhe dizer a verdade, eu vim para dizer que irei me casar... – agora foi a vez de Masaki perder a fala.

- É mesmo? – ela pausou novamente, raciocinando. – Pensei que você seria completamente contra.

- Se não houver problema, posso lhe perguntar uma coisa? – perguntou receosa.

- Sim...

- Essa é a única opção que eu tenho. – começou envergonhada. – Vossa Majestade já deve saber, mas meu pai está desempregado e minha mãe é uma vendedora de seguros. – Masaki respirou fundo, com desconforto.

- Então? – perguntou mais rispidamente.

- Então, acho que eu poderia amenizar o sofrimento da minha família... – disse quase em um sussurro.

- Vejo que você quer uma recompensa razoável! – concluiu com rispidez. – Você é mais astuta do que parece. – disse balançando a cabeça, abismada. Orihime assustou-se com a conclusão da Imperatriz. Ia se pronunciar, mas foi cortada. – Você está fazendo uma proposta para poder se casar? – Orihime não sabia o que falar.

- Não... Não é uma proposta é um... Um pedido. – disse se desesperando. Não era essa a imagem que queria passar.

- Isso não é algo que você deva se envolver. – continuou com rispidez. Orihime abaixou a cabeça. – Já que você fará parte da Família Real, sua família recebera benefícios para ter condições de manter sua reputação. – a Imperatriz mostrava visível incomodo.

- O que? – Orihime arregalou os olhos, abrindo, inocentemente, um sorriso de pura felicidade. – Muito... Muito obrigada, Imperatriz. Eu irei me casar!

- A Rainha-mãe está aqui! – uma voz melódica anunciou. Masaki respirou fundo e se levantou. Orihime, meio confusa, levantou-se também. Masaki reverenciou em frente à Unohana e Orihime seguiu seus movimentos.

- Esta é Inoue Orihime, Rainha-mãe. – informou Masaki.

- Ah! Então esta é você... Você é mais bonita pessoalmente. – concluiu com um sorriso carinhoso para Orihime. Ela se sentiu segura e abriu um sorriso envergonhado para a Rainha. – E então... Você aceitará a proposta de casamento?

- Se... Se a Rainha-mãe permitir... Então eu... Eu aceitarei. – disse completamente ruborizada.

- Ah... Que bom... – concluiu Unohana sem tirar o sorriso da face.

- O que é isso na sua saia? – perguntou Masaki intrigada, já que todas se encontravam de pé, ela pode perceber as manchinhas na saia de Orihime. Ela botou as mãos rapidamente em cima da saia, tentando esconder.

- Sentem-se... Sentem-se, por favor. – pediu Unohana, ela sentou-se a esquerda de Orihime e Masaki ao seu lado. – Que tipo de tintura você usou? – continuou a Rainha-mãe. Orihime olhou para sua saia e depois para a ela.

- Err... É um... Um suco de frutas, Rainha-mãe. – disse sem graça.

- Se você usar um alume em uma fruta branca, você consegue uma cor avermelhada luminosa, mas essa fruta tem um tom pastel e natural. – concluiu pensativa.

- Se fosse essa fruta específica, não teria essa coloração. – argumentou Masaki. – Talvez tenham sido adicionadas substâncias químicas...

- Ah! Será que deveríamos tentar tingir com o que ela usou? - perguntou Unohana, Masaki apenas confirmou com uma leve reverência com cabeça. Unohana sorriu agradavelmente e voltou a olhar para a jovem. – Foi uma coisa repentina não é? E deve ter sido uma decisão difícil... – disse voltando ao assunto. – Como você chegou a esta decisão? – continuou interessada.

- Bom é que... Quer dizer eu... Não é que... – ela não encontrava as palavras certas.

- Tudo bem, querida. Não precisa falar tão formalmente. Expresse-se do modo que quiser. – ela sorriu mais aliviada.

- É que tipo assim... É que minha casa sabe... Tipo... – ela se engasgava com as palavras. Era impressionante. "Meu Kami por que elas me deixam tão nervosa assim?"

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Ela andava por um belo corredor, acompanhada de duas mulheres de conjunto preto uma com uma faixa vermelha na cintura e a outra não. Elas viraram à esquerda e ali estavam Yumichika e Hisagi esperando ao lado de uma grande janela. Eles a reverenciaram em uníssemos.

- Vamos senhorita? – perguntou Hisagi. Ela reverenciou em resposta.

- Senhorita. – cumprimentaram as mulheres em despedida. Ela também reverenciou em resposta.

- Por aqui, por favor. – indicou Yumichika. Ela os seguiu, desanimada. "Por que eu sou tão estúpida? Eu tomei a decisão certa? Será que eu to completamente errada? Ahhhhh..." ela colocou as duas mãos na cabeça e sacudiu. Hisagi se assustou.

- A senhorita está bem? – ela riu sem graça.

- Sim... Estou bem. – ele respirou em alivio e parou ao encontrar o secretário do Palácio. Ele olhou para Orihime e fez uma reverência.

- Eu posso ver a criança que há dentro de você. Você se parece um pouco com seu avô.

- O senhor me conhece? – perguntou envergonhada. – Conheceu meu avô também?

- Não sou tão novo quanto pareço. – disse Sado, simpático.

- Oi, calça de ginástica! – ela olhou assustada por trás do secretário e se assustou. Ele estava estonteante. Trajava uma elegante camisa social marrom com calça, também social, cinza. Os sapatos eram marrons e brilhavam impecavelmente. Todos reverenciaram o Príncipe em uníssemos e o mesmo caminhou elegantemente até Orihime. Ela não o reverenciou. Ichigo parou a sua frente e a analisou dos pés a cabeça.

- Saiam. Assim posso falar com ela sozinho. – disse imponente. Orihime arregalou os olhos e implorou mentalmente para que ninguém saísse.

- Sim, Príncipe. – e todos se retiraram. Ele viu que estavam sozinhos e caminhou devagar, dando a volta por trás de Orihime.

- Era um casamento relutante, mas você tomou a decisão certa. – ela olhou de canto de olho para ele. – Você é uma mulher comum... Fácil... Acho que será divertido!

- O que? – perguntou confusa. – Comum... Fácil... Será divertido?

- É como se você fosse uma personagem de um mangá de comédia. – ela respirou fundo.

"Como é que é? uma personagem de um mangá de comédia?" O sangue já estava lhe subindo a cabeça. Ela fechou os olhos se acalmando.

- Senhor? Ei! Senhor! Onde que eu posso conseguir um táxi? – gritou em pleno corredor. Ichigo cruzou os braços. – Senhor?!"Ai meu Kami, ninguém me responde!" ela olhou o elevador e apertou com nervosismo o botão. O elevador abriu e ela entrou rapidamente, olhou mais uma vez para ele e virou a cara.

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- Eu vou me casar... – e arrancava uma pétala. – Eu não vou me casar... Vou me casar... Não vou me casar... – ela parou, só havia mais uma pétala. – Vou me casar. – e arrancou a última. Ela respirou pesadamente e se ajeitou um pouquinho pra frente na cadeira do quarto de Tatsuki. Matsumoto, Yachiru e Tatsuki não percebiam o semblante pesado da ruiva, pois estavam muito entretidas com o trabalho de artes.

- Ei Inoue-chan! A gente tem que entregar esse trabalho na segunda... Vem ajudar! – disse Yachiru. Orihime olhou para amiga tristemente.

- Meninas... Vocês já pensaram em casamento? – Tatsuki riu com a pergunta.

- Uma estudante se casando? – perguntou descrente.

- Que coisa maluca Inoue-chan! – riu Yachiru.

- Inoue... Inoue... Casamento?! Até parece! – debochou Matsumoto. – Pensa comigo Inoue-chan... No Japão, a estimativa de vida de uma pessoa é de 80 anos. Se agente se casar na nossa idade, então quanto tempo nós viveremos com a mesma pessoa? Vamos ver... 80-17... – ela fez uns traços no ar. – 63 anos! Meio cansativo não acha?

- E vem cá! – exclamou Tatsuki. – E se você já é casada e alguém que você ama acaba aparecendo? O que você vai fazer, ein?!

- Então... Você não deve se casar até achar alguém que você ame! – empolgou-se Yachiru.

- É isso! – levantou-se Orihime. – Eu não pensei nisso! – ela olhou empolgada para as amigas. – Eu... Eu tenho que resolver uma coisa! Desculpe meninas, mas pode deixar que eu faço o resto amanhã tá?! Fui! – disse saindo afobada pela porta do quarto. Todas se olharam intrigadas. Ninguém havia entendido nada.

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- Pai! Pai! – a ruiva entrou afobada pela porta de casa.

- O que houve porca? – assustou-se Jinta que olhava o pai polir a aliança de compromisso da filha. Urahara colocou a aliança e o pingente um pouco de lado, cobrindo com uma das mãos.

- Onde está a aliança e o pingente?! Eu não vou seguir com esse casamento! – ela virou para a cômoda da televisão e começou a revirar as gavetas. Urahara rapidamente pegou a aliança e o pingente e escondeu no casaco de Jinta.

- Isto? – perguntou Jinta tirando de dentro do casaco. Orihime foi rápida e pegou da mão do irmão saindo em seguida pela porta da frente.

- Ei Orihime! Volta aqui! – Urahara deu uma corridinha, mas ela já havia passado pelo portão. Ele voltou raivoso e deu um sopapo na cabeça de Jinta.

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Ela corria afobada para chegar ao ponto de ônibus.

- Qual deve ser o ônibus para chegar ao Palácio? – ela chegou ao ponto e esperou algum ônibus chegar.

- EXTRA! EXTRA! – um homem gritava cheio de papeis na mão. Ela olhou interessada, mas ignorou. – EXTRA! EXTRA! O CASAMENTO DO PRÍNCIPE HERDEIRO! – Orihime estatelou-se com o que ouviu. "Eu ouvi direito?" ela voltou para olhar o homem que jogava as folhas pela calçada. Correu e pegou um papel no ar.

- Oh MEU DEUS! – gritou largando o jornal. A manchete dizia: "O Casamento do Príncipe Herdeiro!" e logo abaixo vinha a foto do Príncipe Kurosaki Ichigo com uma outra mais abaixo de uma bela ruiva: Inoue Orihime, estudante do Ensino Médio do Instituto Karakura.

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Kurosaki Isshin lia uma folha de jornal e a colocou sobre a mesa. "O Casamento do Príncipe Herdeiro!" lia-se ali. Ichigo encontrava-se sentado em sua frente na grande sala de negócios do Palácio Kokyo.

- Temos que agarrar essa oportunidade. Nós temos que apressar o anúncio da Família Real. – anunciou o Imperador ao seu Secretário.

- Sim, Imperador. Eu direi a imprensa. – informou Sado. O ruivo ajeitou desconfortavelmente sua gravata.

- Então, vamos continuar o que estávamos fazendo... – Sado afirmou e estendeu um livreto aberto para o Príncipe.

- Está a lista de relíquias culturais que tinham sido adquiridas pelos países Ocidentais. As de cima são as relíquias reavidas pela FamíliaRreal. As de baixo são aquelas ainda por encontrar. – explicou o Imperador. Ichigo olhava tudo com desatenção e respirou fundo.

- O que foi? Está preocupado por que o anuncio foi adiantado ou está preocupado com todas as pessoas que virão? – Ichigo apenas olhou para o Imperador e fechou o livreto.

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- Ei Orihime-chan! Venha comer! – chamou Yoruichi.

- É! Venha logo... Você precisa estar forte!

- Anda logo sua porca! Ou eu vou comer tudo! – o silêncio continuava.

- Acho melhor ver o que ela tem... – concluiu Yoruichi e todos foram até o quarto. Eles abriram a porta com delicadeza e encontraram Orihime sentada no chão, chorando com a folha de jornal ao seu lado. Ela chorava descontroladamente.

- Minha filha! Não se desespere! – assustou-se Yoruichi sentando-se do lado da filha e abraçando-a.

- É porquinha... Quer dizer... Eu, eu vou te chamar de irmã! Que tal?

- Eu sei minha filha... Eu sei como você se sente... – disse Urahara pegando na mão da ruiva.

- Não sabe nada...

- Poxa eu sei sim! Depois que a sua mãe marcou a data do nosso casamento ela também chorou... – disse quase indo as lágrimas junto com a filha.

- O que eu faço? O que eu faço? – perguntou entre soluços. – Por que diabos tinha que ser essa foto? – todos se entreolharam sem entender nada.

- O que você disse? – perguntou Yoruichi.

- Logo aquela foto horrorosa da formatura do Fundamental! – disse caindo no choro novamente. – Quando eu era feia e gorda! Eu to arruinada! Eu to completamente arruinada!

- Você tá chorando por causa da foto, porca?

- Quem foi? – perguntou raivosamente pegando o jornal. – Quem foi que deu essa foto? – todos olharam para cima. Urahara começou a assoviar. – Foi você não foi? – perguntou agarrando Jinta pela gola.

- Não fui eu! – disse tentando desviar das mãos de Orihime.

- Venha aqui! Nós vamos morrer juntos! Eu nunca mais vou poder andar nas ruas... – disse caindo no choro novamente.

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Gritos eram ouvidos do lado de fora da casa dos Inoue. Vários carros de todas as emissoras do Japão estavam parados na rua. Repórteres e fotógrafos tentavam a todo custo uma brecha para entrevistar e fotografar a mais nova futura Princesa.

- Ei porca! Porca!

- Me deixa dormir... Eu não preguei o olho essa noite... – disse virando para o lado.

- Tem um tumulto lá fora garota! Você não vem vê não? – ela olhou com os olhos semicerrados e levantou-se. Saiu cambaleante até a porta de entrada. – Você vai sair assim? – perguntou apontando para o pijama e o cabelo de Orihime que estava todo para o auto. O portão encontrava-se aberto, pois Urahara e Yoruichi tentavam conter a multidão.

- A minha filha tem uma vida estudantil! Vocês não podem fazer essa zona em frente a... – ela parou ao se assustar com os ensurdecedores flashes. Ela não entendeu o porquê de tantos flashes até ver Orihime no jardim. A ruiva arregalou os olhos ao ver a cena.

- SAIA DAÍ ORIHIME! ENTRA! – gritava Urahara. Ela entendeu o recado e correu para dentro de casa. Olhou-se no espelho da sala e viu seu estado. Ela deu um tapa na própria testa e fez cara de choro. Já era tarde de mais.

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Unohana pegou o jornal oferecido pela dama de companhia. Ela passou os olhos pela manchete e não se conteve, começou a rir.

- Por favor, Rainha-mãe, não ria. – pediu Ichigo ajeitando-se desconfortavelmente na poltrona ao lado da Rainha. Ele também estava com o jornal em mãos o qual a manchete dizia: "A futura Princesa Herdeira!" Com a foto recentemente tirada de Orihime de pijamas e com os cabelos para o auto. Unohana respirou fundo tentando conter o riso.

- Como a futura Princesa pode ser tão descuidada? – desaprovou Masaki, que se encontrava sentada ao lado do Imperador, de frente para o Príncipe.

- A cada dia que passa ela piora a situação... – concluiu Ichigo largando o jornal e colocando os fones de ouvido.

- Nós deveríamos ter escolhido para o Príncipe uma Princesa de uma família melhor. – continuou Masaki olhando, quase implorando, para a Rainha-mãe.

- Não, não. Qual era a vontade do Imperador? Ela é uma garota normal, comum... Apenas uma garota comum. Não há nada de mais nisso. – disse mostrando o jornal. – O que você acha disso, meu filho? – perguntou dirigindo-se a Isshin.

- Na história da Família Real nunca existiu uma Princesa que viesse de uma família comum. O Parlamento e a mídia teceram boas críticas a esse respeito.

- É mesmo? Isso é uma coisa boa, uma vez que o Grandioso Casamento significará a união entre a Família Real e o povo. – de repente o MP4 de Ichigo tocou em alto falante. Ele arregalou os olhos e olhou para todos, desligando o aparelho em seguida. Ele pigarreou para disfarçar.

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Urahara espiava pela fresta do portão. Yoruichi e Orihime olhavam ansiosas para ele.

- Vocês estão prontas, certo? – perguntou em estilo investigador.

- Sim! – exclamou a ruiva empolgadamente.

- Shii! Silêncio! – pediu Urahara.

- Que confusão gente... – reclamou Yoruichi também olhando pela fresta do portão.

- Estou com um pouco de medo... – confessou Orihime, chorosa.

- Não se preocupe querida! – disse Urahara estendendo a mão. Ela colocou a sua por cima e Yoruichi seguiu seu movimento.

- Força! – exclamaram em sussurro. Yoruichi se pôs a postos com mão na maçaneta.

- Um... – começou Urahara. – Dois... TRÊS! – exclamou fazendo com que Jinta, vestido com um sobretudo, capuz, óculos escuros, mochila e saia, saísse correndo pelo portão a fora. Todos os repórteres e fotógrafos saíram correndo atrás dele. Yoruichi esperou todos descerem pela rua à esquerda e quando viu que a barra estava limpa, fez sinal para a ruiva descer pela rua da direita. Urahara a ajudou a subir na bicicleta olhando para todos os lados.

- Vai logo filhinha! Antes que eles voltem! – mandou dando um beijo em sua testa. – VAI! – ela desceu em alta velocidade a rua e deu um tchauzinho para eles. Eles retribuíram e comemoraram o sucesso da 'missão'.

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Todos paravam para olhá-la, cochichavam, uns faziam cara feia, outros sorriam largamente. Ela estava incomodada com tudo aquilo. Entrou cabisbaixa no prédio da Escola Karakura.

- Eu to com uma espinha...

- Tá menor do que a minha...

Ela escutou a conversa e olhou para frente. Lá estavam suas amigas de frente para um espelho. Ela abriu um sorriso maroto, agachou levemente, veio por trás delas e...

- BUH! – exclamou assustando-as. Matsumoto viu quem era e deu a volta, caminhando para outra direção. – Rangiku-san! – chamou segurando o seu braço. Ela se desvencilhou com raiva e continuou caminhando. Yachiru e Tatsuki abraçaram-na uma de cada lado. A ruiva sorriu, mas logo desfez o sorriso ao ver a cara das amigas.

- As noticias? É verdade? – começou Tatsuki.

- Isso tudo é verdade Inoue-chan? – continuou Yachiru. Orihime apenas abaixou a cabeça. – NÃO! Estou arruinada! Como você tem coragem de fazer uma coisa dessas comigo Inoue-chan? O Príncipe é meu! – disse a rósea, chorosa.

- Como você pode nos enganar assim Orihime? – continuou Tatsuki um pouco mais séria.

- Quem enganou quem? Aiii! Não faz isso comigo! Eu também fui enganada tá?! – disse nervosamente. Ela olhou para frente e viu um amontoado de estudantes participando da sua conversa. Aquilo lhe deu um nó na garganta.

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Ele estava entretido, ouvindo música na sala de informática, quando três figuras sentaram a sua frente.

- Quem poderia imaginar que ainda existiriam casamentos arranjados no século XI? – debochou Renji. Ichigo riu pelo nariz. – Meio ultrapassado né?!

- Sabe cara... Se você tava pra se casar, você deveria ter feito um tipo de audição. Colocando todas aquelas garotas maravilhosas em fila... – disse Hitsugaya sonhador. Dessa vez Ichigo riu com vontade.

- Pô cara... Eu devia ter pensado nisso... – disse ainda rindo.

- E a Rukia? – perguntou Renji. Ichigo fechou o sorriso instantaneamente. – O que irá acontecer entre vocês dois? – Renji também estava um pouco mais sério.

- Uaul... De casal secreto a casa inútil... Que salto! – disse Ishida debochadamente. Hitsugaya deu um chute na sua canela.

- Cala boca ou! – reprimiu. Ele tentou conter o riso. Ichigo tacou a caneta que estava na mão na parede.

- Foi mal Ichigo... Eu tava brincando cara... – disse mais sério.

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Ela estava na fila do refeitório quando um grupo de 10 meninas veio em sua direção. Fingiu que não era com ela e olhou para o teto.

- Ei! Inoue Orihime! – chamou a mais desinibida estendendo-lhe um bloquinho e uma caneta. – A senhorita poderia me dar um autógrafo? - a ruiva arregalou os olhos e pegou o bloquinho com um sorriso, as outras meninas prontificavam-se de tirar muitas fotos da ruiva. Três garotas observavam a cena de uma mesa, com caras de poucos amigos.

- A Orihime nem é Princesa ainda e já é tratada como uma cinderela. – disse Tatsuki.

- Quem se importa? – começou Yachiru. – A única coisa que eu sei é que eu nunca vou permitir esse casamento!

- Ei! Matsumoto-san, por que você tá tão quieta? – ela apenas olhou mortalmente para as duas.

- Ela foi assim desde o começo, Tatsuki-chan... – disse a rósea.

- Ei meninas! – exclamou Orihime com uma bandeja em mãos. Todas fingiram não ouvir. Ela deu a volta e sentou ao lado de Matsumoto. – Ai! Me desculpem! Eu amo vocês! – disse com um sorriso. Elas continuaram ignorando-a. – Eu queria ter contado antes pra vocês, mas não pude por causa da situação em que eu estava... – disse com o semblante triste.

- Por mim tudo bem... – debochou Yachiru.

- É... Vamos! – disse Tatsuki levantando da mesa, sendo seguida pelas outras duas.

- Esperem! – pediu a ruiva. Elas voltaram a se sentar. – Eu tenho algo a dizer... – elas a olharam com um pouco mais de atenção. - Eu não to nessa por vontade própria! Eu não fiz tudo isso por puro capricho tá?! Vocês acham que eu to satisfeita com tudo isso?! Príncipe?! Princesa?! Grandes coisas... E os meus sonhos?! Poxa... Eu vou me casar com um cara que eu não conheço... Eu não quis isso pra mim! Vocês não fazem idéia do quanto eu to frustrada e desesperada! – confessou com um semblante num misto de decepção e raiva, porém com olhos cheios d'água; enxugou-os levemente e voltou à atenção para sua comida. Elas a olhavam assustadas.

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Ele andava, altivamente como sempre, com a sua mochila pendurada em um ombro só, parecia não perceber a presença de seus amigos ao seu lado. Ele olhou para frente e viu que os carros já estavam posicionados.

- Ei! Aquela não é a Rukia? – perguntou Ishida apontando para uma morena de cabelos curtos parada na entrada da escola. – RUKIA! – chamou acenando. Renji olhou de Rukia para Ichigo o qual olhava ao mesmo tempo encantado e triste para a morena. Ele não sorriu, nem fez gesto algum, apenas virou e entrou em um dos carros sem se despedir de ninguém. Os seguranças seguiram rapidamente até os outros carros, pois, como sempre, continham a multidão de estudantes histéricos atrás do Príncipe. Todos os carros partiram em uníssemos e três figuras caminharam lentamente até a morena.

- Você está bem? – perguntou Renji, pois ela estava com um semblante sério seguindo os carros com o olhar.

- Você acha que Kuchiki Rukia é ingênua? – perguntou com um leve sorriso. – Eu só tenho uma coisa em mente. Minha memória já está cheia.

- Só podia ser você... – elogiou Hitsugaya.

- Quando você vai voltar? – continuou Renji um pouco mais sério. Ishida foi rápido e ligou a câmera do seu celular e apontou para Rukia. Renji revirou os olhos. – Eu irei te esperar no aeroporto.

- Se eu ganhar um prêmio... – ela olhou discretamente para a câmera. – Eu vou direto para a escola de balé. – disse aproximando-se da câmera com um sorriso. – Mas, se eu não ganhar... Não voltarei. – disse afastando-se da câmera.

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Ele andava tranquilamente pelo aeroporto, a mala estava leve. "Pois é Grimmjow... Japão... Finalmente..." pensava, ele respirou um pouco pesado.

- Com licença. – pediu dirigindo-se a mulher do balcão. – Como eu faço para pegar um ônibus?

- Saia pelo portão e vire à esquerda. Ali tem um ponto... – informou a mulher com um encantador sorriso. Ele fingiu não notar.

- Obrigado. – agradeceu seguindo em frente.

"Hoje temos algumas notícias surpreendentes!" ele ouviu e parou olhando interessado para a televisão do saguão. "Sim, o Príncipe Kurosaki Ichigo irá se casar. E quem será a futura Princesa?" – dizia o repórter. "Apesar do Príncipe ainda ser um estudante do Ensino Médio o mais provável é que esse casamento realmente aconteça!" – continuava a outra repórter. "Sim, e temos também notícias interessantes sobre a futura Princesa... Dizem fontes seguras, que ela freqüenta a mesma escola que..." Ele olhou um pouco distraidamente para a morena de cabelos curtos ao seu lado, ela parecia meio zonza, deu alguns passos e foi 'atropelada' por um homem apressado com um grande carrinho de bagagem. A morena rodopiou e deixou cair o celular, e sua mala de mão.

Ele resolveu agachar para pegar o celular enquanto ela pegava a mala, o fliper estava aberto e ele não pode deixar de reparar na foto de papel de parede. "Ichigo?" perguntou-se ao ver o Príncipe na foto junto com a morena a sua frente. Ela notou que ele olhava a foto e pegou rapidamente o celular de suas mãos.

- Você está bem? - ele a olhava fixamente.

- Si-sim... Eu acho que sim... – respondeu um pouco nervosa.

- Ei! Vamos Rukia! – gritou uma mulher do outro lado. Ela olhou de volta e acenou, cumprimentou-o com uma leve reverência e saiu com passos rápidos, dando uma última olhada no homem de cabelos azuis.

"... mas estão planejando esse casamento há muitos anos... E lógico...Todos estão querendo saber quem é essa Inoue Orihime..." – ele voltou a olhar para televisão.

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Ele andava calmamente e encantado pelas dependências do castelo de Kokyo, fazia muitos anos que não pisava naquelas terras.

- Grimmjow-sama? – perguntou um homem de feições latinas. Ele se assustou.

- O senhor me conhece?

- Claro que sim! Antes de você partir para a Inglaterra era eu quem brincava com você e te carregava nas costas quando você era menorzinho, quer dizer... Bem menor! – enfatizou. Grimmjow achou graça.

- Como eu poderia esquecer... Senhor Secretário estou certo? – perguntou mais amigavelmente. – O senhor parece o mesmo de sempre... Não mudou nada...

- A Rainha-mãe e o Imperador sentiram muito a sua falta. – confessou um pouco mais sério. – O que aconteceu com...

- Grimmjow-sama?! Ah! Então o boato era verdade... O senhor voltou! – exclamou Nemu, indo em direção aos dois. Ela pegou em sua mão. – Isso só pode ser um sonho... Eu sabia que você voltaria Grimmjow-sama!

- A Rainha-mãe ficará extremamente feliz. Vamos entrar?! – pediu Sado.

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Ela estava rindo com vontade vendo a novela. Ela adorava essas histórias. Pena que não podia ver com freqüência.

- A Imperatriz chegou! – uma voz melódica anunciou da entrada. Ela ajeitou-se rapidamente, desligando a televisão.

- Deixe-a entrar. – a ruiva entrou elegantemente na sala e sentou-se de frente para a Rainha-mãe. Unohana a recebeu com um sorriso agradável. – Como andam os preparativos?

- Bem, Rainha-mãe. Sem nenhum contratempo até o momento.

- Pois é... A parte da Princesa será suave e rápida. O casamento deve seguir o estilo tradicional do Império Japonês*. – disse Unohana calmamente. – E eu lhe peço Imperatriz , que não seja muito extravagante. Mantenha a cerimônia o mais simples possível.

- Sim, eu irei seguir tudo o que vossa alteza disser. – disse com um leve curvar de cabeça e o seu semblante continuava com um grande pesar.

- Grimmjow-sama chegou! – anunciou uma voz melódica. Unohana arqueou as sobrancelhas, pensou não ter entendido direito.

- Grimmjow? – perguntou Masaki demonstrando surpresa. Unohana abriu um grande sorriso. Sim, ela havia ouvido certo.

- Mande-o entrar! – pediu euforicamente. – Meu querido! – exclamou vendo o esguio rapaz de cabelos azulados adentrar na sala. Masaki parecia não acreditar, seu semblante não estava muito feliz. – Que homem lindo você se tornou... – disse a Rainha-mãe, puxando-o para sentar-se ao seu lado. – Em todos esses anos eu não me esqueci um segundo sequer de você... – disse emocionada, olhando fixamente para ele. – Grimmjow... – disse passando levemente a mão pelo seu rosto. Ele abriu um sorriso em resposta. – Mas por que você veio sozinho? E sua mãe? – nesse instante Masaki passou a prestar mais atenção na conversa.

- Minha mãe vai demorar um pouco para voltar. Ela tem umas coisas pendentes na Inglaterra.

- Então você está pensando em ficar para sempre aqui no Japão? – perguntou esperançosa.

- Sim, Rainha-mãe. – respondeu com um sorriso.

- Isso, ótima escolha... – disse sem soltar as mãos do neto.

- E onde você está morando? – pronunciou-se Masaki.

- Por enquanto eu ainda estou em um hotel...

- O que? Você deveria ter ficar no Palácio Akasaka!

- Lá parece ter muito movimento, não seria muito confortável ficar por lá...

- É mesmo, lá ficam muitos visitantes de Estado, não seria muito confortável pra você. Mude-se para cá... Você também não ficará confortável no hotel! – disse com empolgação.

- Com licença, vossa alteza. – chamou Masaki. – Mas a lei rege que o filho do antigo Imperador deve morar fora do Palácio.

- Isso é verdade, na empolgação acabei me esquecendo disso... – Grimmjow apenas riu levemente. – Então você deveria procurar pela a Escola Real.

- Vossa alteza, eu não pretendo ir para a Escola Real. Eu estudei designer na Inglaterra, acho que irei para a Escola Karakura mesmo.

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- Olha só o que me mandaram Ichigo! – chamou Ishida estendendo o celular para os demais.

- O que é isso? – perguntou Hitsugaya.

- A nossa querida futura Princesa do Japão. Quem mais poderia ser? – disse com desdém. Ichigo levantou os olhos com um pouco mais de interesse. Renji chegou mais perto para ver. O moreno deu play no vídeo.

Gritos e risadas eram ouvidos no vídeo, Orihime estava no meio de uma grande multidão, todos com bloquinhos e canetas estendidas para ela. Muitos com câmeras e celulares nas mãos tirando fotos da ruiva; ela estava sorridente acenando e fazendo pose para todos. Yachiru, Tatsuki estavam igualmente empolgadas ao lado amiga, Matsumoto tentava conter a multidão.

- Que aberração... – comentou Hitsugaya.

- Ela não tem o mínimo estilo para ser uma Princesa. – alfinetou Ishida.

- Parece que ela não se encaixa muito no nível... – continuo Renji. Ichigo passou as mãos impacientemente pelos cabelos.

- Esqueçam isso. Eu irei resolver os meus problemas... – disse um pouco pensativo.

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Ela andava saltitante pelos corredores do prédio A, estava um pouco mais feliz, pois suas amigas haviam compreendido sua situação. Continuou andando e ao virar a esquerda, ela parou. Uma figura ruiva e alta estava parada a sua frente.

- Opss... Errei o caminho... – disse dando a volta nervosamente.

- Ei! Espere! Quero falar com você. – disse imponente, fazendo-a parar. Ele deu uns passos a frente e ela virou-se para ele. – Eu não sabia que você já podia encarar as câmeras com o seu tipo de mentalidade.

- O que? Mentalidade? – perguntou sem entender nada.

- Suponho que você já esteja preparada. – continuou ignorando a pergunta.

- Preparada para quê? – perguntou ainda mais confusa.

- Falo das preparações para entrar no Palácio. – ela olhou para os lados, confusa. – Alguém ira à sua casa.

- Entrar no Palácio?

- Você não sabia disso? – perguntou fingindo surpresa. – É para a educação da Princesa Herdeira. Pois é... Acho que você não vai dar conta... – ela olhou um pouco raivosa para ele. – Qual é o motivo para essa sua expressão? Foi você quem concordou com o casamento e pediu dinheiro ao mesmo tempo. – ela olhou um pouco assustada para ele.

- O quê?

- Pra mim isso não importa, então nem me preocupo. De qualquer forma esteja totalmente preparada e não se meta em nenhuma situação idiota, porque isso não é uma brincadeira. – disse secamente, virando as costas para ir embora.

- Ei Ichigo-kun! – ele parou imediatamente e virou-se novamente.

- O que? Ichigo-kun? – perguntou descrente. "Bastante ousada..." pensou.

- Isso! Ichigo-kun... Quero perguntar uma coisa. – ele continuava sério, olhando-a. Foi um sinal para que continuasse. – Você pode se casar com a mulher que você quiser e parar de reclamar. – disse sem olhá-lo.

- O quê? – perguntou confuso.

- Você pediu uma garota em casamento, então porque disse aos seus pais que se casaria comigo? – essa era uma pergunta que ainda não entrava na cabeça da ruiva. Ele deu alguns passos a frente, ficando mais perto dela. Muitos grupos de alunos já haviam se formado em volta deles para assistir a cena, porém estavam longe de mais para ouvi-los. Ele abaixou um pouco a cabeça, para ficar frente a frente com ela.

- Você é tão engraçada... Nunca sabe de nada... Você acha que eu quero que a garota que eu gosto, seja presa dentro de um Palácio como uma Princesa? – perguntou friamente.

- E quanto a mim? – perguntou nervosamente, tentando desviar para não encostar-se no Príncipe.

- Entenda... Eu não tenho nenhum tipo de relação com você. Então, pouco me importa o que aconteça com você. Por isso que aceitei me casar.

- Como é que é? – perguntou ofendida.

- Você deveria estar mais do que grata por eu aceitar me casar com você sem nenhuma reclamação.

- Então, ao invés de uma esposa, você quer que eu me case, seja presa e me torne uma escrava no Palácio?

- Só tenho uma coisa para lhe dizer... Você se tornará uma Princesa. Se você quer ser a minha esposa, você tem que melhorar o seu nível, ou do contrário terá sérios problemas. Entendeu?

- Nível? – perguntou ainda mais ofendida.

- Eu vou embora, não quero que a sua estupidez me afete. – disse friamente, virando as costas e andando. Ela ameaçou dar um soco nele, ele sentiu o movimento e virou-se rapidamente. Ela disfarçou. – É melhor você tirar essas calças ridículas. – disse apontando para suas calças de ginástica por de baixo da saia. Ele respirou fundo. – Se você realmente não consegue, então chamarei alguém para te ensinar boas maneiras.

- ME DEIXE EM PAZ QUE EU APRENDO SOZINHA, SEU IDIOTA! – gritou levantando a perna para dar um chute nele, ela escorregou e caiu de costas no chão. Ele continuou na mesma posição que estava. Deus dois passos à frente e curvou a cabeça para olhá-la estirada no chão.

- Impressionante... Você sempre supera as minhas expectativas. – disse com um sorriso sarcástico.

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- Maldito... – resmungou descendo mancando as escadas. – Pode deixar... Eu vou usar babados e lassinhos pra você no Palácio... Garoto idiota! ... Ai... Ai que dor gente... – gemeu colocando as mãos nas costas. Ela chegou ao último degrau e escorou na parede esfregando as costas.

- EI VOCÊ! – ela olhou assustada para trás.

- Expectora?! Ai NÃO! – gritou se recompondo e saindo correndo.

- Você não pode usar essas calças assim! Volta aqui garota! – mandou pondo-se a correr atrás dela. Ela já era um pouco velha, então Orihime conseguiu uma boa vantagem. Ela correu e deu a volta pelo prédio A entrando no prédio B. Continuou correndo e olhou para trás, não via nem sombra da expectora. Apoiou-se no balcão para recuperar o fôlego.

- Oi?! – ela olhou assustada para o lado ao ouvir a voz. Respirou aliviada ao ver que não era a expectora. Na verdade era um homem alto de cabelos azulados. – Desculpe assustá-la, mas você sabe me informar onde é o prédio de artes?

- Sim... É o prédio A. O prédio aqui da frente. – enquanto respondia Orihime ia tirando as calças por baixo da saia. Grimmjow arregalou os olhos.

- O que? O que você tá fazendo? – ela abriu a boca pra explicar.

- EI! GAROTA! – exclamou a expectora do lado de fora do prédio tentando encontrá-la.

- Ai NÃO! – gritou saindo correndo novamente e acabou deixando sua calça de ginástica no chão. Ele tentou chamá-la de volta, mas ela já havia saído pela outra entrada. Ele se abaixou e pegou a calça, analisando-a.

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A ruiva continuou correndo incansavelmente, até esbarrar em alguém.

- Me desculpe... – ela parou. Ela o conhecia, ajeitou-se e fez uma leve reverência.

- Bom dia, Inoue-sama. – ele seguiu seu movimento.

- Bom dia, Yumichika-sama. Hisagi-sama. – disse reverenciando novamente.

- Você precisa se preparar rapidamente para o casamento. – informou Hisagi.

- O quê? – ela parou analisando-os. – Bom... Falta muito tempo para as aulas terminarem. – ela analisou-os novamente. Não tinha surtido muito efeito. – Além disso, minha mochila tá lá dentro... Melhor eu ir pegar... – Yumichika pigarreou e mostrou o objeto que estava atrás dele. – Ah... Ela tá ai é?! – disse desanimadamente.

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Matsumoto entrou devagar e analisou a mesa ao seu lado.

- O que aconteceu? – resmungou ao ver que a mochila da amiga não estava mais lá.

- SILÊNCIO! – ouviu uma voz gritar. De repente todos correram até as suas carteiras e aquietaram-se. A mulher fez um sinal para a porta, como se tivesse chamando alguém. Fazendo com que assim entrasse um esguio rapaz de cabelos azulados. Alguns gritinhos histéricos foram ouvidos com a sua entrada. – Escutem! Hoje teremos um novo alienígena! – ele olhou intrigado para a professora e leu no cartaz ao lado da porta: "Sala Júpiter". Todos gritaram batendo na mesa recepcionando. – OK! OK! – disse levantando as mãos para que eles parassem. – O nome dele é Grimmjow Jaggerjack. – todas as meninas fizeram "UHUUUUUU..."Ele é um alienígena bonito, não é?!

- SIM! – responderam em coro. A professora achou graça e continuou.

- O Grimmjow viveu na Inglaterra desde seus 5 anos, não é mesmo? – ele fez que sim com a cabeça. – Então ele precisará muito de nossa ajuda. E vocês sabem que não há nenhum isolamento nessa turma não é?!

- SIM! – responderam novamente.

- Então... Pode se sentar... – ele agradeceu e se dirigiu até a carteira vazia. Yachiru foi rápida e levantou para puxar a cadeira para ele, com um grande sorriso. Todas voltavam com encantadores olhares para ele.

- Quer o meu livro emprestado, querido? – perguntou Yachiru interessada. Matsumoto revirou os olhos.

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- Então desta vez você veio para ficar? – perguntou sentado elegantemente no sofá do seu luxuoso quarto.

- Sim, Príncipe. – disse com um sorriso divertido. Ichigo sorriu de volta. – Você continua o mesmo dessa foto. – continuou pegando o porta-retratos na mesinha.

- Você também parece o mesmo da foto que me mandou. Eu logo te reconheci no corredor da escola.

- Você se lembra da última vez que nos vimos pessoalmente? Tínhamos apenas 5 anos... – Ichigo parou de folhear a revista e parou pensativo.

- Foi no verão não é? Lembro que estava muito calor...

- Não... Foi no inverno. Eu cheguei à Inglaterra em fevereiro. – Ichigo ficou um pouco sem graça.

- Era mesmo? – perguntou voltando a folhear a revista. Grimmjow apenas riu.

- A propósito, fiquei sabendo que você irá se casar. – Ichigo olhou de lado para ele e continuou folheando.

- Sim. É verdade.

- A garota deve ser muito bonita. – Ichigo conteve o riso.

- O que você quer dizer?

- Eu pensei que a garota se recusaria a casar com você... Sabe... Pela sua personalidade. – nesse meio tempo ele tinha parado de folhear a revista. Com a revista em mãos, levantou-se.

- Claro, não é de graça. – confessou com um sorriso irônico. – Ela vai conseguir tudo o que ela precisa. – disse estendendo a revista para ele. – E não se preocupe... Ela não é bonita. – na capa dizia: "A Futura Princesa Herdeira?" com a foto da ruiva ao lado.

- Ela é bem bonita. – confessou Grimmjow.

- O quê?! Ela é bonita?! – exclamou o ruivo. – É porque você não conhece a personalidade dessa garota. Eu não a vejo muito, mas bonita é o que ela não é! A única coisa que me impede de desistir desse casamento é que eu quero vê-la ter momentos mais do que difíceis nesse Palácio. – ele riu largamente. – Vai ser engraçado... – Grimmjow olhou confuso para o primo. – Ah! Você tá em artes não é? Talvez você seja da sala dela... Eu acho que ela faz também... Sei lá. Qual o número da sua sala? – Grimmjow não respondeu, pois ele olhava atentamente a foto. Analisou... Analisou e arregalou levemente os olhos.

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- ORIHIME VOCÊ DEVE SE MATAR! SE MATAR! SE MATAR! – gritos eram ouvidos do lado de fora da casa.

- Depois daquela matéria na revista esta casa está um caos! – exclamou Urahara.

- Além desses fotógrafos e repórteres, agora vem os tais de Fã- Clubes... Acho que é isso. Ai... Eles são uma perturbação! – concluiu Yoruichi. – E me diz uma coisa... E se alguma coisa acontecer com a minha filha? O que vocês vão fazer? – perguntou. Yumichika tentou responder.

- Eles clamam pela destruição dela! – debochou Jinta. Yoruichi olhou raivosa para ele.

- As coisas irão melhorar agora que o casamento será anunciado oficialmente. – explicou Yumichika

- E também sempre haverá seguranças do Palácio acompanhando-a. – concluiu Hisagi.

- Olhem! Olhem! – chamou Jinta apontando para a TV.

"Nunca na história da Família Real houve uma seção da Princesa Herdeira assim." – começou um homem uniformizado a frente de uma cortina negra com o emblema da Família Real japonesa. – "Agora, não só um símbolo de poder, eles são também a Família Real que se mistura com o povo. A Família Real começa o ano de 2010 com passos firmes..."

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"A Família Real começa o ano de 2010 com passos firmes..." Ele ouvia a televisão e olhava para seu celular. Abriu-o e discou.

"O Telefone encontra-se desligado. Ligue mais tarde. Obrigada."

Ele fechou e abriu o celular. Tentou ligar de novo.

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Ela ouviu o telefone tocar e saiu correndo para atender.

- Rukia-chan!

- Sim?!

- A sala de treinamento está pronta. Você não vai descer?

- Ah... Sim, já vou descer.

- Ok. Te vejo em 10 minutos no saguão de entrada.

- Está bem. – disse desanimadamente, desligando o telefone. Respirou fundo e olhou para o seu celular ao lado do telefone fixo do quarto do hotel. Pegou-o e abriu. Tentou ligá-lo novamente, não adiantava, havia quebrado com o tombo no aeroporto.

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Ela passou elegantemente pela porta do salão. Ele estava lutando brilhantemente com seu sabre de esgrima.

- Imperatriz. – cumprimentou o professor parando a luta com uma longa reverência. Ichigo também parou e olhou para trás.

- Pode me acompanhar, Príncipe? – ele apenas fez que sim com a cabeça e seguiu-a até uma poltrona do salão. Ele estava com o sabre em mãos e o analisava. – Qual foi a razão da volta do Grimmjow? – perguntou quando sua acompanhante se afastou.

- Ele não disse nada. Por quê? Algum problema? – perguntou ainda analisando o sabre.

- Apenas algumas pessoas sabem que a saúde do Imperador está se deteriorando. Tenho medo de que o seu retorno tenha alguma coisa a ver com esse assunto. – disse com preocupação. – Por que será que uma pessoa, da qual pouco temos notícias há 12 anos, voltaria de repente num momento como esse? Não lhe parece estranho? – ele finalmente parou de analisar o sabre e apoio uma das mãos em seus joelhos.

- Então vossa alteza veio aqui por causa disso? – perguntou descrente.

- Você deve ficar atento ao Grimmjow de agora em diante, Príncipe. – ele respirou fundo e se levantou.

- Vamos começar novamente. – disse dirigindo-se ao professor.

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Ela levantou para pegar um copo d'água. Não conseguia dormir.

- Será que estamos fazendo a coisa certa? – ouviu a voz de sua mãe vinda do quarto do casal.

- Não sei... Mas agora não podemos voltar atrás com a promessa que fizemos a Família Real.

- Pois é... E também já houve toda essa repercussão... – ela ouviu tristemente a conversa e resolveu entrar. – Orihime? O que houve?

- Minha barriga tá doendo mãe... – disse fazendo bico. Yoruichi olhou de rabo de olho para Urahara.

- Deita aqui que eu esfrego pra você. – ela abriu um sorriso e pulou na cama de casal, deitando-se no colo da mãe. Ela fechou os olhos e Yoruichi começou a esfregar sua barriga.

- Como esta garota imatura poderá se casar? – resmungou Urahara, desanimado. Yoruichi continuou esfregando até que deu uma tapinha na barriga da ruiva ao perceber que ela estava sorrindo com caricia.

- AI!

- Sua barriga tá realmente doendo?

- Tá sim mãe... Eu to com um buracão no estômago... – disse manhosa.

- Ih! Então vou ter que te dá aquele remédio vermelho! – disse Urahara fingindo espanto.

- Que remédio vermelho? Ah! Não tá doendo tanto assim não... – disse virando de lado.

- Então vou cutucar seus dedos com uma agulha... Dizem que melhora bastante... JINTA! Traz uma agulha!– ela sentou rapidamente.

- O Jinta tá dormindo... Não acorda ele não. – disse nervosa. – E sabe... Até que melhorou um pouco mais a dor... – Urahara riu, divertido.

- Você sempre finge estar doente quando quer atenção... – resmungou Yoruichi.

- Deita aqui vai... Eu vou tirar a cera do seu ouvido... – ela sorriu largamente e deitou-se no colo do pai. Yoruichi abriu a gaveta e pegou um cotonete passando-o para o marido. – Uh que sujeira! – exclamou. Yoruichi olhava tristemente para cena.

- Ai... Isso é tão bom... – disse a ruiva com os olhos fechados. Urahara olhou para a esposa com um semblante num misto de preocupação e tristeza.

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Ela saiu meio cambaleante do quarto. O salto alto não era muito confortável.

- E então? Tá muito apertado? – perguntou Yoruichi ao analisar o belo vestido que as acompanhantes haviam trazido para Orihime. Era um tomara que caia lilás de seda com a saia balonê. Era lindo.

- Nossa! Tão linda! – exclamou Urahara. Ela sorriu sem graça.

- E não se esqueça. Coma direito para não ficar com dor de barriga entendeu? – mandou Yoruichi.

- Já sei mãe!

- Ih! Você pegou o remédio extra? – perguntou Urahara apontando para a mala.

- Peguei sim! – exclamou Yoruichi mexendo na mala para verificar.

- Ei! Obedeça a mãe e o pai. Entendeu?! – mandou olhando para o irmão.

- Tá bom, porca. Não se preocupe! Dá próxima vez que vier nos visitar eu vou te mostrar os meus músculos! – disse fazendo pose.

- É melhor nos apresarmos. – interrompeu Yumichika com educação. Orihime desfez o sorriso e pôs-se a caminhar. Ao observar a ruiva caminhar até o portão Urahara derramou-se em lágrimas. Yoruichi olhou assustada e amparou o marido.

- Minha princesinha... Ponha toda a culpa nesse seu pai inútil aqui!

- Ai... Não precisa se desesperar pai... Eu não to indo para a cadeia... – disse com tristeza.

- Minha filha é realmente um anjo... – concluiu choroso.

- Eu fiz a minha escolha. – disse olhando para os três. – Eu serei responsável pela minha vida. Não se preocupem. – disse fingindo empolgação. Todos sorriram tristemente para ela. Ela respirou fundo e virou-se novamente. Os seguranças abriram o portão e ela se deparou com uma multidão de fotógrafos, repórteres e fãs. Ela parou assustada, mas Hisagi pôs-se a sua frente incentivando-a a continuar. Ela voltou a andar até limousine um pouco receosa. E ao chegar à porta do carro voltou-se mais uma vez para a sua família que estava parada no portão, sorriu tristemente e entrou. Agora começaria a sua batalha.

To be continued...

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Coment's da Autora

Oi galerinha! Como é que tá? Tão gostando?

Eu espero que sim *-* por enquanto deve tá meio monótono, mas acho que a partir do próximo capitulo que começa a ficar mais interessante o/

E ah! Um detalhezinho que eu queria que vocês percebessem, quem já assistiu Goong sabe disso, mas deve ter gente que ainda não teve essa oportunidade, então eu queria muito que vcs percebessem o respeito que se tem pela realeza, não sei se eu to conseguindo passar isso. E se eu consegui pode até ser que esteja sendo um pouco cansativo ter tantas 'reverencias' que os personagens fazem, mas é assim msm gente. Eles estão lidando com uma família real mesmo. Sei que é repetitivo, mas é esse o clima *-*

... e pra aflorar ainda mais a imaginação de vcs, imaginem muitos detalhes tá? Imaginem tudo bem requintado msm no palácio. Eu não sou muito boa pra repassar isso, mas tentem imaginar *-* ... Tenho certeza que quem já assistiu o dorama tá imaginando o/\O

Obs: * Eu tentei pesquisar sobre o casamento da realeza japonesa, mas não consegui grandes informações :/ então vou seguir o estilo tradicional do Xintoísmo, que pelo o que eu pesquisei é meio parecido com o católico, mas vou fazer uma mistura tá gente?! Não levem a sério, pois eu não faço idéia de como seja o casamento de um Príncipe e uma Princesa no Japão. Teria que fazer uma pesquisa mais aprofundada e eu não tenho fontes pra isso. Internet sempre deixa coisas faltando, então prefiro fazer da minha imaginação mesmo. :/ :D

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Respondendo aos Reviews

ReverIchihime : AAAAAAAAH que bom que vc tá dando uma oportunidade pra minha fic

Brigada mesmo e espero que vc goste *-*

Não deixa de comentar tá?

Beijoooos ;*

Marismylle : pois é, nós não temos muitas fics de Ichigo e Orihime né?!

Acho uma sacanagem... mas eu to tentando melhorar isso *-*

De agora em diante vou tentar fazer as minhas fics com eles como casal principal o/

Valeo pelo coments e espero que goste desse capítulo

Não deixa de comentar tá?

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COMENTEM ,deixem uma escritora feliz e Aguardem as próximas emoções de A HORA DA PRINCESA*-*

Créditos a SoHee Park :D