Segundo capítulo está aí (: Reviews, plz!

PS: Não sou dona de Glee, nem de nenhum dos personagens citados, apenas da história.


Fanfiction – Will/Rachel

(PV da Rachel)

Nunca achei que um dia me apaixonaria pelo Sr. Schue. Eu o via simplesmente como um professor. Não como um professor qualquer, lógico, mas nunca passou pela minha cabeça que eu poderia sentir meu coração acelerar toda vez que ele olhava pra mim.

Quando cantamos Endless Love, tudo mudou. Eu não enxergava mais o Sr. Schuester como aquele cara mais velho que adorava Journey e que era meu professor. Eu agora o enxergava como aquele cara mais velho que tinha os olhos de cachorrinho mais fofos do mundo. Aquele cara mais velho que tinha o queixinho mais lindo do mundo. Sr. Schue era o paraíso. Eu só não o tinha descoberto antes.

# Segundo Capítulo – Carona #

No dia seguinte, pensei que ele nem olharia nos meus olhos. Deveria estar confuso, assustado e preocupado. Afinal, eu havia o beijado! Mas o Sr. Schue também não me afastou no primeiro momento... Será que ele sentia algo por mim, porém só estava sendo cauteloso com a situação?

...

Eu estava tão concentrada em meus pensamentos que nem percebi o slushie que vinha em minha direção. Dessa vez, David Karofsky me pegou desprevenida.

_ Oh...Desculpe, Rachel. Não pude evitar estragar mais um desses seus suéters de bicho ridículos! – soltou um riso grave.

_ Muito engraçado, Karofsky.

Caminhei até o banheiro feminino para me limpar. Era humilhante ganhar um banho de slushie. Era refrescante, mas doía muito.

Penteei algumas mechas do meu cabelo com a ponta dos dedos. Aposto que ficaria com cheiro de slushie de morango pelo resto da semana. Pelo menos não era um cheiro ruim.

...

O sinal toca. Hora da reunião do Clube Glee. Se me perguntassem por que eu estava tão branca, eu nem me assustaria.

Escolhi um lugar no canto da sala, meio escurinho. Não estava a fim de aparecer demais, de cantar demais.

_ Olá, pessoal. Bem, vamos começ... Rachel, por que está aí no cantinho? Aproxime-se mais, por favor.

Perfeito. Meu plano simplesmente foi por água abaixo. Mas, peraí... Se o Sr. Schue queria que eu me aproximasse, isso quer dizer então que ele havia superado o ocorrido entre nós! E isso seria algo bom ou ruim? Teria ele apenas passado uma borracha no que aconteceu, fingindo que não foi nada, ou ele também estaria apaixonado por mim?

"Por favor, seja isto, por favor, por favor." – pensava.

...

A aula tinha passado rápido. Até que enfim algo de bom havia me acontecido.

Meus pais gays estavam viajando por algumas semanas, por isso, quem me dava carona era o Finn. Percebi que ele iria demorar, então sentei em um banco para esperá-lo.

11:35...11:40...11:50...12:00.

Onde estaria o Finn?

_ Oi, Rach. Ainda aqui? – dizia o Kurt ajeitando sua franja. Era impressionante como ele vivia aparecendo silenciosamente, era como um fantasma.

_ É... estou esperando o Finn.

_ Ahm... Eu acabei de o ver saindo de carro com a Quinn. – fez um pequeno "o" com a boca, pensando, provavelmente, ter machucado meus sentimentos.

_ Sabia que eu ainda tinha esperanças de meu dia ficar pior? Estava certa.

Andar. Como eu adorava andar. Só de pensar no Sol quente batendo em meus olhos...

...

Ao virar da esquina, escutei uma buzina que me era familiar. Oh, não.

_ Oi, Rachel! Quer carona? – o Sr. Schue abriu um daqueles sorrisos que me matavam.

_ Se não se importar...

_ Sobe aí.

Me aconcheguei no banco macio do carro. Tocava algum soft rock que eu não conseguia lembrar o nome. As janelas estavam fechadas e o ar-condicionado não fazia meu nariz coçar: era confortável.

Aquele momento poderia ser o único que eu teria para conversarmos sobre... o beijo. Decidi lançar a bomba.

_ Sr. Schue, está tudo bem? Está tudo bem entre a gente? – Eu falava tão rápido que as palavras saíam atropeladas.

Vi o Sr. Schue franzir a testa.

_ Está, sim, Rachel.

_ Mesmo?

_ Mesmo.

_ Olha, Sr. Schue, isso... isso é difícil pra mim também, queria que soubesse disso.

Não pude segurar as lágrimas. Começaram a percorrer minha face. E não era o bastante, pois comecei a soluçar também.

Preocupação dominou o seu rosto.

_ Rachel. Não chore, por favor.

Senti o carro sendo estacionado.

_ Rachel, por favor...

Com seu polegar, Sr. Schue limpava calmamente minhas lágrimas violentas.

_ Vem aqui.

Então, me abraçou. Seu abraço era quente e eu conseguia sentir o cheiro do seu perfume. Era delicioso.

_ Rach, eu também quero que você saiba de algo.

Falava agora num tom quase inaudível.

_ P-p-pode dizer. – Gaguejei.

_ Desde ontem que eu não consigo parar de pensar em você, Rach. A verdade é que... Eu gosto de você. Gosto de um jeito que eu não poderia.

_ Sr. Schue... eu-

Dois dedos foram levemente pressionados em meus lábios.

_ Não fale nada. Não precisa falar nada. O fato é que... nós não temos culpa do que ocorreu. Ninguém pode mandar no coração, pode? Sabemos que não. Temos que lidar com isso daqui pra frente, Rach.

Ele falava cada palavra com delicadeza.

_ Vou te deixar em casa agora.

_ Certo.

...

Eu ia assistindo o dançar das árvores pelo vidro da janela. Formavam um borrão verde médio. Notei que estávamos chegando ao meu destino quando reconheci as casas dos meus vizinhos.

_ E aqui estamos.

_ É...

Comecei a abrir a porta do carro, quando o Sr. Schue segurou a minha mão livre.

_ Esqueci de te perguntar uma coisa. Sabia que está com um belo cheiro de slushie de morango?

Ambos rimos naquele momento.

O adorável professor se aproximou do meu rosto, beijando cautelosamente algum lugar não tão longe da minha boca.

_ Tchau, Rach.

_ Até amanhã na escola, Sr. Schue.