Pois é, já chegamos no Capítulo 4 *-* Por favor, guys, reviews! Preciso saber o que estão achando da história (:

Repito: não sou dona de Glee, nem de nenhum dos personagens citados, apenas da história.


Fanfiction – Will/Rachel

(PV da Rachel)

Existem garotas que namoram quarterbacks. Existem aquelas que namoram nerds. Existem aquelas que namoram vocalistas de banda. Existem aquelas que nem sequer namoram, não importa qual o motivo. E existe aquela garota, a Rachel Berry, que namora o professor dela.

# Quarto Capítulo – Limpeza #

Estar apaixonada. Uma sensação que me parecia nova, apesar de já ter me apaixonado pelo Finn uma vez. Com o Sr. Schue era demasiadamente diferente. Era um desafio. Um perigo. Um risco a ser corrido.

Era somente nele em quem eu pensava durante o dia. Enquanto dançávamos e cantávamos nas reuniões do Clube Glee, eu nos imaginava saindo em encontros... Num mundo onde ninguém achava estranha a nossa união.

Então, ali eu estava, no meio de "Proud Mary", sonhando acordada com ele. Somente com ele.

_ Por hoje é só, gente. Já podem sair.

Fingi que os seguia quando saíam desvairados pela porta. Depois, fechei-a e retornei devagar, indo ao encontro do Sr. Schue.

_ Estava ótima hoje, Rach. Aliás, você sempre é. – disse, embalando-me num aconchegante abraço.

_ Obrigada... Will. – falei, hesitante. Se nós estávamos juntos, por que eu ainda precisava de chamá-lo de Sr. Schue?

Eu o vi pensando no que eu tinha acabado de falar.

_ "Will"? É engraçado ouvir isso, depois de tanto tempo escutando "Sr. Schue" pra lá, "Sr. Schue" pra cá. – ria, mostrando covinhas adoráveis em seu rosto.

Comecei a brincar com a gola da sua camisa azul-clara, sorrindo. _ Ontem à noite, quando saí da sua casa, fiquei pensando se um dia poderíamos ir ao Breadstix. – arqueei uma sobrancelha, esperando um comentário.

_ Ir ao Breadstix? Bem... Nós precisaríamos de boa desculpa na ponta da língua se alguém por acaso nos encontrasse lá.

_ É. Depois iremos discutir isso, então. – Escorei minha cabeça no seu peito, de modo que seu queixo encostava levemente na minha testa.

Eu adorava o fato de que nossos abraços eram sempre longos.

...

Saímos da sala depois de alguns minutos. Seguimos caminhos diferentes, tomando cuidado para que ninguém desconfiasse de nada.

_ Rachel? – disse a Quinn, parando de repente na minha frente. Eu havia quase esbarrado contra ela.

_ Sim? – franzi a testa.

_ Estava aqui me perguntando: Por que você e o Sr. Schue sempre demoram a sair da sala? O que ficam fazendo lá? – sua expressão era de curiosidade.

Tentei parecer normal, evitando qualquer arregalar de olhos.

_ Ah. Ele está me dando algumas aulas extras. Disse que ainda posso aperfeiçoar muito meus vocais, sabe? - falei a primeira coisa que veio em mente.

_ Hm, certo. Mas continuo achando isso meio estranho. – disse, enquanto saía.

Senti meu corpo ficar coberto de calafrios. Mau pressentimento. Ninguém poderia desconfiar de nada. Ninguém poderia estranhar nada.

...

Desfiz o combinado com o Finn de me dar caronas após o bolo daquele outro dia. Evidente que, agora, quem me levava pra casa era o Will.

Assim como nossos abraços, nossas despedidas também não eram curtas.

_ Chegamos, Rach.

Assenti, enquanto removia o cinto de segurança.

Observei-o mudar de posição no seu banco, de forma que seu corpo ficava de frente para mim.

_ Precisamos conversar.

_ Eu sei que sim. – imitei-o, igualmente mudando minha posição.

_ Sabe? Digo... Você também está incomodada com algo?

_ É bem isso, mas fale primeiro.

Ele olhava para baixo.

_ É a Terri. Não posso mais fingir que sinto algo por ela quando, na verdade, estou apaixonado por você. Não posso mais abraçá-la como antes, quando, na verdade, eu queria estar lhe abraçando. E não posso mais dormir com ela como antes, quando, na verdade... – parou de falar, se dando conta pelo que iria sair de sua boca.

Ri, percebendo que ele corava.

_ Desculpe, Rachel. O que eu quero dizer é que eu preciso acabar tudo com a Terri, de um jeito ou de outro. O único problema é como vou fazer isso, que justificativa vou usar... – sua voz falhou. Will chorava.

_ Oh, fique calmo. – não consegui impedir minha voz de sair trêmula. Eu também queria chorar.

Inclinei-me, abraçando-o.

_ Tudo vai ficar bem. Você verá. Vamos sair dessa. Juntos.

...

A casa estava uma bagunça: havia pratos sujos na pia, o tapete estava empoeirado, os vidros das janelas estavam embaçados. Eu ajudava meus pais nos afazeres domésticos, porém, o fato de estarem ausentes aumentava bastante o serviço pra mim. Precisava de ajuda.

Peguei o celular na minha bolsa e disquei um número que sabia de cór.

_ Cedes?

_ Oi, Rachel! Tudo bem?

_ Não muito. - fui franca.

_ Não muito? Aconteceu alguma coisa, Rach?

Na verdade, várias coisas tinham acontecido. E várias coisas estavam acontecendo. Mas, naquele momento, o problema era a minha casa.

_ Ahm, te contei que meus pais estão fora, certo?

_ Contou sim.

_ Bem, por causa disso, não tenho tido ninguém para me ajudar nas tarefas de casa...

_ Já estou indo para aí. - desligou.

Como eu adorava a Mercedes.

...

Nós conseguíamos perceber o resultado de uma boa faxina. O cheiro dos produtos de limpeza deixava o ambiente fresco, parecido com um cítrico leve.

Eu e a Mercedes estávamos esparramadas em cima do sofá, cansadas.

_ Valeu, Cedes. - olhei para ela, sorrindo.

_ Não foi nada... Tá legal, foi muito. - exibia uma gargalhada alta.

_ É. - eu também ria. - Cedes, tem uma coisa que eu estava querendo te falar... É um assunto meio delicado, então, antes de eu te dizer, devo ter certeza que não vai me acusar e que vai guardar segredo. Posso contar com você? - eu já não ria mais.

_ Nossa, Rachel. Está me assustando.

_ Cedes, eu posso contar com você? - repeti a pergunta, mantendo-me firme.

_ Pode sim, Rachel. Agora, conte.

Ajeitei-me no sofá, colocando os pés em cima dele, depois flexionei minhas pernas, de modo que, agora, eu as envolvia com meus braços.

_ Cedes... eu estou saindo com alguém. Com alguém que eu não devia estar saindo.

_ Ahm, com o Finn? O Finn está traindo a Quinn com você, Rachel? - sua boca se abria, surpresa.

_ Não, não é com o Finn, Cedes. É bem pior que isso.

_ Meu Deus, Rachel. Diz logo! Quem é?

Respirei fundo.

_ Mercedes... Eu estou saindo com o Sr. Schuester.