Guys, aí está o 5º capítulo. Devo esclarecer para vocês que talvez só postarei o 6º na sexta-feira. Estou no meio de uma semana de provas. E é isso (:

PS: Não sou dona de Glee (bem que eu queria), nem dos personagens citados, apenas da história.


Fanfiction – Will/Rachel

(PV do Will)

Apesar de todos os ricos que corro por estar ficando com a Rachel, não tenho arrependimentos. Eu me sinto mais vivo quando estou com ela, como se a minha vida valesse mais a pena.

Às vezes, ela me lembra a Terri nos anos do colégio: sempre sorridente, gentil, talentosa e com grande espírito de liderança. A única diferença é que... Bem, a Terri é a Terri.

# Quinto Capítulo – Surpresa #

Sexta-feira. O melhor dia da semana. Antecedia Sábado, o dia do tão esperado descanso. Nos finais de semana, costumava sair para correr ao redor de um parque perto de minha casa. Terri nunca me acompanhava. Dizia ter alergia ao seu próprio suor.

...

Nas sextas, eu levava os garotos do Clube Glee ao teatro para assistirem musicais. Hoje, iríamos ver Spring Awakening, um dos melhores que já vi.

Todos corriam em busca dos melhores lugares. Eu, porém, só sabia de um lugar que queria sentar: qualquer um perto da Rachel. E foi o que fiz. Foi só ela escolher uma poltrona e eu já estava lá, do seu lado. Claro, hesitante em deixar que meu cotovelo encostasse demais no dela, hesitante em deixar que meus olhos encontrassem demais os dela. Hesitante. Era assim a minha vida com a Rachel quando não estávamos escondidos entre quatro paredes.

_ Nem acredito que vamos ver Spring Awakening, Wi-... Digo, Sr. Schue. – Rachel, que fazia uma careta, lutava em seu interior por não poder me chamar da forma como de costume.

_ Sei que vai adorar. Penso que todo mundo vai. – olhei para trás, conferindo se todos já se encontravam em seus lugares.

Luzes começaram a ser acendidas, iluminando o grande palco e dando início à peça.

...

De volta à escola, nada era comentado além do musical que tinham acabado de ver.

_ Eu adorei, Sr. Schue. Mas ainda me pergunto o porquê da Wendla morrer no final. – dizia a Quinn, de braços cruzados.

_ É um mistério, Quinn. Você pode e deve interpretar como bem entender. – sorria.

Durante a aula de espanhol, percebi que a Mercedes persistia em me encarar. Eu me sentia sufocado. Tinha um mau pressentimento sobre aquilo. Rachel.

...

Como era de praxe, Rachel me esperava no estacionamento da escola. Ao chegar lá, fui direto ao ponto. Não aguentava mais segurar aquela sensação sufocante dentro de mim.

_ Rachel, por favor, me diga: contou alguma coisa para a Mercedes? – sussurrava.

Ela não olhava em meus olhos. Sua visão se direcionava aos seus pés.

_ Will, eu... Me desculpe. Eu... Eu tinha que contar para alguém! – quase gritava.

_ Rachel, fale baixo! As pessoas vão começar a reparar... – apesar do fato de que estávamos localizados entre quatro carros, como se formassem paredes ao nosso redor, eu ainda temia que pudessem nos ouvir.

_ Will, você vai me perdoar? – seus olhos estavam quase inundados pelas lágrimas que se formavam.

_ É claro, Rach, é claro. Só achei que você deveria ter comentado comigo antes... Deveria ter me falado que planejava contar para ela sobre nós. Você... tinha medo de como eu reagiria? Rach, eu vou apoiá-la em qualquer decisão que tomar. Qualquer uma. E eu te disse, várias vezes... que te amo. – olhava profundamente em seus olhos.

_ Eu também te amo, Will.

_ Bem... E qual foi a reação dela?

_ De início, achou que eu estava brincando. Mas aí falei como era b-

De repente, ouvimos um barulho, parecido com o de passos. Pior: não passos de um andar tranqüilo, mas passos de alguém que corria, assustado com algo. Perigo.

Será que alguém tinha escondido atrás de algum carro e ouvido nossa conversa?

...

Após deixar Rachel em sua casa, dirigi rumo à minha, preocupado.

Quando cheguei, Terri estava em pé, de braços cruzados e tinha uma expressão de raiva estampada em seu rosto. Rugas se formavam em sua testa. Contudo, não era isso o que mais me intrigava, e sim a presença do Noah. Ele estava sentado no sofá. Seus olhos quase me perfuravam.

_ Terri, o que está acontecendo? – perguntei, apesar de ter uma leve impressão de que já sabia a resposta para aquela pergunta.

Ela não respondeu. Andou, rapidamente, em direção à mim. Sua mão se levantou e, no meu rosto, depositou o primeiro tapa que eu havia recebido em toda minha vida.

_ Como pôde? – gritava. – E com a sua aluna, Will? Você quer ir preso, quer?

_ Terri, espere. Você acredita no Noah assim, sem mais nem menos? Sem nenhuma prova?

_ É aí que você se engana, Schuester. Ele disse que havia estacionado o carro dele no estacionamento da escola. Quando passava por entre os carros, ouviu os dois conversando... Agachou-se atrás de um carro, pegou o celular e gravou toda a conversa.

Eu estava surpreso com três coisas: a esperteza do Noah, o fato da Terri ter descoberto a verdade e a minha burrice.

Como eu iria sair daquela situação? O que eu iria fazer? O que seria da Rachel? O que seria de mim? O que seria... de nós?