Capítulo 12 aí (: Aguardem pacientemente pelo próximo.
OBS: não sou dona de Glee, nem de nenhum dos personagens citados, apenas da história.
Fanfiction – Will/Rachel
(PV da Rachel)
Eu havia passado a tarde inteira na casa do Kurt. Ele e a Mercedes faziam parte das pessoas em quem eu podia contar, juntamente com o Will, o George e o Henry.
Apesar de termos nos divertido muito, estava tensa em relação à conversa que o Will estaria tendo com os meus pais. Eu queria ter ficado lá ao lado dele, mas o Kurt havia insistido tanto... Não queria magoá-lo. Infelizmente, às vezes não podemos esquecer dos nossos amigos só porque simplesmente estamos com a pessoa mais sensacional do mundo.
# Décimo Segundo Capítulo – Chuva #
Teria chegado cansada da casa do Kurt se ele não tivesse me dado carona.
Procurei minhas chaves como louca na bolsa que carregava: estava uma bagunça tremenda. Assim que as achei, abri a porta, encontrando a sala de estar completamente vazia. Normalmente, eu encontraria meus pais sentados no sofá assistindo algum filme dos anos 70.
_ Pais? – gritei-os.
Vi meu pai, George, descendo as escadas com aquele livro azul empoeirado na mão. Não o largaria enquanto não terminasse de lê-lo.
_ Oi, querida. – chegou até mim, embalando-me num abraço. – Como foi lá na casa do Kurt? Divertiram-se muito?
_ Sim. – sorri, lembrando-me das duas horas seguidas de karaokê.
_ O Will pediu que ligasse para ele quando chegasse.
_ Obrigado por avisar, pai. – agradeci-o.
Subi as escadas correndo. Fui para o meu quarto e tranquei a porta. Disquei o número.
_ Oi, Rach! – eu podia sentir que estava feliz pelo tom de sua voz.
_ Oi! Conte-me, Will! Como foi a conversa com eles?
_ Foi incrivelmente perfeita, Rachel. Um pouco tensa no início, é claro, mas no final tudo se ajeitou. Até seu pai, o Henry, parece que aprendeu a gostar de mim agora que esclarecemos as coisas. Seus pais me aprovaram, Rach! – ouvi sua risada.
Joguei-me na cama de molas com o objeto na mão. Ria. Olhava para os pôsteres da Barbra pregados no teto.
_ Sinto sua falta, Will. – apertei um urso de pelúcia que tinha encontrado.
_ Também sinto a sua, Rach. É justamente por isso que eu estava pensando numa coisa agora a pouco.
_ Em quê?
_ Vamos dar uma volta. Te pego aí daqui meia hora. O que acha?
Saltei da cama e fui até o guarda-roupa. Comecei a procurar algum vestido decente.
_ Incrível, Will! Só avisarei os meus pais e me arrumarei. – nem estava acreditando que teríamos um encontro a noite, sob a luz da Lua e das estrelas.
...
_ Você é um amor. – recebi o chocolate da mão do Will. Estávamos sentados em cima da traseira de seu carro. Sozinhos. Ele conhecia os lugares mais emocionantes que se pode imaginar. Aquela colina tinha uma vista fantástica: víamos prédios, carros andando para lá e para cá, luzes de néon de todas as cores, pessoas caminhando nas calçadas úmidas que pareciam com formigas vistas de onde estávamos.
_ Sinto-me como se quase pudesse tocar o céu. Está tão lindo e estrelado. – deitei sobre o vidro gelado da traseira do carro.
_ Verdade. – sorriu, olhando para trás. – Porém temo que ele mude. Consegue ver aquelas nuvens cinzentas lá longe? – apontou com o dedo indicador.
Inclinei-me para frente, apoiando sob os cotovelos.
_ Consigo. – o Will tinha razão. Haviam algumas nuvens pesadas numa parte do céu. Eu as odiaria se iniciassem uma chuva.
Agora eu odiava os meus pensamentos. Era como se elas tivessem os escutado. Senti uma gota d'água em minha testa, depois em meu ombro e em seguida já chuviscava.
_ Vamos entrar no carro, Will? – ameacei levantar de cima do carro quando ele segurou gentilmente meu antebraço.
_ Que tal ficarmos aqui? Já brincou na chuva alguma vez, Rach?
Olhei para cima.
_ Não. Como é?
_ Você verá. Vamos esperar a chuva aumentar. – a sua voz estava inundada pela empolgação.
_ Vai me comprar outro vestido depois, não é? – fiz uma cara de travessa.
_ É claro. Acho que este daí ficará ensopado. – olhou-me da cabeça aos pés, rindo.
Reparei uma coisa: meu vestido era branco, se ficasse ensopado seria a mesma coisa se eu estivesse... Oh, meu Deus. Ainda bem que eu usava sutiãs sempre.
A chuva engrossava. Meu cabelo estava começando a ficar menos volumoso e mais molhado. O pobre vestido começou a grudar em meu corpo. Ficava transparente, mostrando a palidez de minha pele antes escondida. Vi o Will se levantar de cima do carro e posicionar perto de um lugar onde formaria uma poça d'água. A grama estava iluminada devido às gotas de chuva que caíam no chão, brilhantes sob a luz da Lua.
_ Venha, Rach. – chamou-me. Inclinou sua cabeça para trás com o objetivo de que as gotas de chuva caíssem em seu rosto. Como eu queria testar aquela sensação.
Fui até ele. Fiquei em sua frente e imitei seu movimento. Aquilo era incrível. Era como se todos as coisas ruins estivessem deixando meu corpo ao passo que era completamente enxaguado pela chuva.
Mãos percorreram os lados do meu quadril e pararam em minha cintura. Will puxou-me para perto dele, abraçando-me. Seu abraço era gelado e ao mesmo tempo, quente. Tirou algumas mechas de cabelo que estavam colados em minha testa e ali deu um beijo suave. Sorri.
_ Se quiser entrar no carro, é só me dizer, certo? – disse baixinho, encostando levemente sua testa contra a minha.
_ Tudo bem. – coloquei meus braços ao redor de seu pescoço sem perder qualquer contato de antes. Fechei os olhos. Senti ar vindo de sua boca em meu rosto. Ele ria silenciosamente.
_ O que foi? – falei, ainda de olhos fechados.
_ Nada. Só estou tentando ler seus pensamentos. Tudo em vão, é claro.
_ Por que não me pergunta o que estou pensando? – comecei a massagear a parte de trás de seu pescoço com a ponta de meus dedos.
_ O que está pensando, Rach? – abri meus olhos por uma fração de segundo. Vi que seus olhos também haviam fechado. Seu cabelo era encharcado e apesar de sua camisa não ter ficado tão transparente quanto meu vestido, eu ainda podia ver claramente seus músculos definidos do tórax e do abdome. Ele devia malhar muito.
_ Não é bem "o que", Will. É "em que". Penso em você. – olhei profundamente em seus olhos castanhos recentemente abertos, como se estivesse procurando por algo. – E em mais ninguém. – meus lábios alcançaram os dele após a última frase. Aquele beijo era diferente de todos os anteriores. Eu sentia o gosto da chuva, do chocolate que eu havia comido e dos lábios do Will. Colocou uma mão em minhas costas, fazendo com que eu aproximasse mais dele. Minhas mãos ferozes em seu cabelo o deixava desgrenhado. Senti a palma de sua mão deslizar em meu rosto escorregadio enquanto me beijava apaixonadamente.
Depois de alguns minutos, nós nos separamos, ofegantes. Precisávamos de ar.
...
_ Meu Deus! Rachel, você está encharcada! – o pai Henry abriu a porta. Espantou-se ao me ver.
_ Sim. A chuva me pegou de surpresa. – ri.
_ Com certeza... Mas parece que você tomou um banho na chuva de propósito. – reparou em meu vestido branco mais ou menos seco.
_ Você acha? - fingi que não sabia de nada. – Só parece mesmo. Eu peguei um pouco de chuva quando saímos da lanchonete e fomos até o carro.
_ Ah, vocês foram numa lanchonete? – cruzou os braços, encarando-me. Por que era tão difícil mentir para ele?
_ Sim. – afirmei.
_ E falando em "vocês", cadê o Schue? Ele te trouxe aqui e nem quis entrar?
_ Não foi bem assim. É que ele ainda mora com a esposa dele, a Terri. Estão em processo de separação. A situação dentro daquela casa está complicada, pai. Tudo o que ele mais quer é sair de lá, porém ainda não encontrou um apartamento legal, entende?
Meu pai não respondeu. Ficou em silêncio.
_ Espere aí, Rach... Será que o Schue não gostaria de morar conosco? Afinal, temos um quarto de hóspedes sobrando. Por que você nunca nos pediu isso?
Minha boca se abriu, impressionada.
_ Bem, eu não achei que deixariam. Está falando sério, pai? – senti meus olhos ficarem um pouco embaçados.
_ Sim, Rach. Ligue para ele. Dê-lhe essa boa notícia. – sorriu.
Dei-lhe um abraço tão forte que escutei-o engasgar, sem fôlego.
_ Eu sei que mentiu, mas não me importo. – cochichou em meu ouvido após eu o libertá-lo de meus braços. Ri.
...
Dor de cabeça. Nariz entupido. Rouquidão. Dor no corpo. Era assim que eu tinha amanhecido no dia seguinte. Provavelmente, minha estréia na chuva não teria sido tão boa assim. Na verdade, foi perversa, trazendo-me resultados maléficos.
Apesar de todos os efeitos, incluindo o de não poder cantar por um certo período, eu repetiria aquele dia com ele se me pedisse.
Gostaram? Reviews? *-*...
