Classificação etária: em grande parte, 16 anos
UA/ Romance/Drama/Angst/longShot: em três temporadas
Shipper: ItaSaku & menções a SasuSaku
Disclamer: O Naruto não é meu.
Ambientação: A fanfic foi escrita bem antes da autora saber que Itachi era um agente duplo a serviço de Konoha.
Sinopse: Quando Sakura embarca numa busca por Sasuke, acaba sendo capturada pela Akatsuki. Agora ela não pode negar que a gravidade a está colocando no caminho do irmão do amor da sua vida.
Autora: Mitsuki Shiroi
Tradutora: Kahli Hime
BetaReader da versão em língua portuguesa: Bela21
N/T: Esse cpt contém violência não explícita, logo a fic passa a ser M-rated a partir daqui, ok.
Metamorfose
Capítulo V
Inegável
Eles estiveram na estrada por cerca de uma semana, atravessando países menores.
O País da Chuva tinha recebido esse nome exatamente por sua natureza chuvosa previsível. Kisame, que amava a água, mas odiava a chuva, havia reclamado durante os três dias que levaram para passar por aquele lugar. Sempre caminhava atrás de Sakura, certificando-se que não pudesse escapar.
Atualmente, faziam seu caminho em direção à fronteira do país da Grama. Itachi liderava o caminho incansavelmente. Ao longo dos últimos dois dias, Sakura ainda não o tinha visto dormir. Sempre que ela adormecia, ele persistia acordado e quando ela acordava, ele já estava "de pé", montando guarda sobre seu pequeno acampamento.
- Falta quanto agora? - Sakura perguntou, pulando em cima de um ramo ao seguir Itachi através da floresta. Apesar de seus movimentos parecerem um tanto desajeitados, Itachi, por sua vez, mantinha seu ritmo ligeiro e gracioso ao longo de todo o caminho. Mal fazia sequer um som cada vez que pousava em um galho.
Ele permaneceu em silêncio por um tempo. - Um dia, talvez menos, mas somente se o fizermos sem descanso.
Ao chegarem cada vez mais perto da fronteira, a grama alta que crescia na maior parte das regiões daquele país começou a diminuir, até que rochas sólidas podiam ser vistas.
Quase qualquer tipo de vegetação crescia sobre essa terra, mas, por incrível que pareça, poucas árvores adornavam os arredores e estas possuíam galhos escassos e completamente secos. Isso tornava a paisagem quase que triste, sem cor num contraste marcante com o céu azul.
Depois de mais uma hora, Itachi repentinamente parou. Sakura parou imediatamente atrás dele, confusa e perguntando-se interiormente por que ele parou de repente? Itachi não disse nada, apenas olhou em torno, antes de virar os olhos atentos para um determinado ponto à distância. Sem qualquer aviso, continuou em seu ritmo intenso.
- Ótimo que Itachi-san seja bom com direções. - Kisame disse uma vez que ambos começaram a segui-lo. - Eu não seria capaz de encontrar qualquer coisa neste país.
Sakura pegou este pequeno pedaço de informação e olhou ao redor também. Atrás de si ainda havia algum sinal de vida, a floresta que haviam cruzado e os restos da relva. Ante de si havia, basicamente apenas um trecho de terra estéril.
Pedras. Em todos os lugares. Algumas montanhas distantes, mas, principalmente, montes de pedras, um cacto aqui outro ali e todas aquelas criaturas habituais do deserto.
Sakura mordeu o lábio para se impedir de gritar enquanto passavam por uma cobra enorme e venenosa. Kisame parecia ter notado sua aflição e logo uma risada pôde ser ouvida atrás de si.
Finalmente, após muitas horas, o primeiro sinal de vida veio na forma de uma Vila.
Parecia ter sido esculpida em pedra. Um pequeno riacho corria nas proximidades, perto de estações de água de fonte natural. No meio da cidade havia um enorme edifício cilíndrico que Sakura reconheceu como sendo, provavelmente, um prédio administrativo - por todas as bandeiras e esculturas que o adornavam. Ela já havia visto aquele símbolo na Hitai-ate de um shinobi da Pedra durante o exame Chuunin.
- Nossa pousada fica bem ali. - Itachi apontou para um grande edifício perto da saída oeste da cidade. Ela assentiu brevemente, seguindo-o enquanto ele corria gracioso montanha abaixo até rapidamente alcançar o pé da mesma.
Em poucos segundos, já estavam bem à frente dos portões da Vila.
Sakura sorriu, sabendo que nunca iriam deixar que dois membros da Akatsuki entrassem, bem... três, aos olhos de quem não conhecia de sua identidade. Nunca deixariam que entrassem em uma vila oculta.
Itachi continuou cminhando, o sino de seu chapéu de palha tintilitou, anunciando sua presença.
Os dois guardas que o fitavam com cautela, moveram seu olhar para Sakura e Kisame, tão logo se aproximaram.
Assim, quando Itachi estava prestes a passar por eles, os guardas ergueram as mãos. - Espere. Se você quiser entrar em Iwagakure, mostre-nos sua senha.
Itachi parou. Então, repentinamente, fez um único movimento.
Os guardas ficaram completamente imóveis enquanto o moreno passava por eles, e por um momento, ela pensou que aquilo fora um genjutsu. Isto é, até que ambos caíram no chão ao mesmo tempo, Senbon atraçalhando impiedosos transpassando suas gargantas. O metal tinha atingido uma veia principal e Itachi usou o Senbon para fazê-los sangrar internamente primeiro.
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Em horror e admiração, Sakura voltou a seguir Itachi, choque era evidente em seu rosto, bem como a raiva que sentira pelo ato de pura crueldade. Ela queria gritar, a fim de que mais ninjas viessem e assim eles poderiam ajudá-la a combater esse homem cruel, mas ocorreu-lhe que ele poderia matá-la muito mais rápido do que fizera aos dois guardas, agora ao chão.
Kisame riu cruelmente atrás de si. - Esta Vila é muito fácil de se infiltrar. Não ter passado por nenhuma guerra durante anos tornou-os indefesos.
Sakura tentou ignorar a risada de Kisame e a injustiça em tudo isso, sabendo que um dia, ambos receberiam o que mereciam. Engoliu a bílis amarga que enchera sua boca e seguiu Itachi, adentrando em Iwagakure.
Era uma vila tranquila, as ruas estavam vazias e praticamente não havia nenhuma loja aberta.
Era completamente o oposto de Konoha, que possuía uma atmosfera de paz e serenidade. Em um instante, Sakura foi atingida por uma onda de arrependimento quando imaginou a infinidade de odores que a saudaria depois de um longo dia de trabalho, o cheiro das churrascarias, das lojas de flores e o cheiro doce do perfume de sua mãe.
Sakura quase chorou quando olhou para cima, na esperança de ver o prédio da Hokage, o logotipo da Folha bordado em uma bandeira tremulando junto à brisa. Mas em vez disso, encontrou o edifício sombrio que pertencia ao Tsuchikage, bem no meio da cidade.
Caminharam pelas ruas silenciosas pelo o que pareceram horas antes de chegar à fronteira ocidental e à pousada que Itachi intencionava ir. Era antiga, a tinta vermelha do prédio completamente desgastada. Mas agora, um teto e uma cama, depois de toda essa jornada, pareciam-lhe algo aprazível.
Depois que Itachi fez o check in, cada um seguiu para seus respectivos quartos em um ritmo constante e Sakura retirou o chapéu de palha, alguns fios róseos agarraram na palha do chapéu. - Itachi-san? - chamou, quando Kisame entrou em seu quarto.
Ele não respondeu, mas ela sabia que tinha sua total atenção. - Eles vão encontrar os guardas.
- Eles não vão. - Itachi parecia confiante nisso.
Sakura ergueu as sobrancelhas, mas depois decidiu abandonar o assunto, não querendo saber mais detalhes sobre os métodos cruéis da Akatsuki. Ela entrou em seu quarto, plenamente consciente de que estava entre o de Itachi e Kisame. Quando fechou a porta, Sakura imediatamente tirou o manto Akatsuki, sentindo-se nauseada.
Sentou-se no futon no chão, tocando os lençóis brancos com a ponta do dedo, enquanto pensava em tudo o que se passara nesses últimos dias, tentando lembrar-se do maior número de coisas úteis que podia.
Sakura estava na Vila Oculta da Pedra agora. De acordo com os cartões de Kabuto, para o leste, haveria o país da Cachoeira e outro pequeno Estado também, embora o nome não lhe viesse à mente no momento, e logo após viria o Som. Ela estava mais perto do que nunca, embora em uma situação mais imprevisível do que nunca.
Kisame não sabe como se orientar no país da Terra, mas isso também não lhe trazia nenhuma vantagem. Esta era sua primeira vez aqui, mesmo sabendo que o Som era para o leste, orientar-se em um país em que tudo parecia igual era algo difícil e demorado e tempo era algo que ela não tinha a perder. Especialmente se, e quando, os dois percebessem que ela havia desaparecido.
Sakura rangeu os dentes. Mais importante ainda. Itachi sabia onde tudo ficava localizado e ela tinha certeza de que ambos também poderiam ser rastreadores excelentes.
Esta situação toda era frustrante a um ponto onde tinha certeza de que poderia desenvolver um aneurisma nos próximos dias. Ela amaldiçoou baixinho e caminhou para o chuveiro na intenção de lavar a sujeira e a lama que tinha acumulado em seu corpo nos últimos dias.
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Durante a noite haveria uma pequena chance de escapar.
Kisame estava roncando no quarto ao lado, as paredes eram tão finas que ela podia ouvir cada movimento. Itachi, do outro lado, estava tomando banho.
Por instinto, ela abriu a janela o mais silenciosamente que pôde. E fez seu caminho para fora, ouvindo tudo o que ocorria em ambos os quartos para ver se já havia sido detectada, esgueirou-se rapidamente, caindo no chão com um baque surdo.
Feliz com tal realização, Sakura se virou para correr em direção à saída, apenas para perceber que Itachi já a esperava completamente vestido e uma expressão um tanto divertida em seus olhos.
Depois de mais duas tentativas inúteis de escapar, Itachi fez o check-out de seu quarto e instalou-se no mesmo quarto de Sakura.
Não precisava nem dizer que Sakura morreu de raiva de ter que dormir no mesmo cômodo que um assassino, terrorista e tendo de ouvir a todo o tempo a risada de escárnio de Kisame e aquela expressão irritante de Itachi com aquele meio sorriso divertido no rosto.
Sua raiva desapareceu um pouco quando começou a perceber que Itachi se banhava e vestia no quarto de Kisame.
Eles estariam em alerta máximo sempre que a deixavam em seu próprio quarto, prontos para impedi-la de tentar fugir novamente, mas Itachi chegou a dormir quando ela já havia adormecido.
Pela manhã, seu futon já estava desfeito e sua presença longe de ser encontrada.
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Uma semana se passou e, gradualmente, Kisame e Itachi começaram a deixar a pousada de vez em quando.
Embora parecesse a oportunidade perfeita para escapar, Sakura tinha certeza de que eles, de alguma forma, podiam sentir se ela tentasse escapar. Além disso, uma parte de si clamava por sua auto-preservação, ainda queria chegar ao Som e ver Sasuke.
Sakura suspirou e olhou para o pequeno relógio no chão de tatame entre ela e futon de Itachi, 08:00 horas. Kisame normalmente chegava por volta das seis, para trazer-lhe algo para comer, mas já era muito tarde. E a menos que seus sentidos a estivessem traindo, Itachi não havia retornado também.
Pensando que esse poderia ser um momento oportuno para tentar escapar novamente, Sakura levantou-se do chão, mas naquele momento exato, a voz de Kisame soou pelo corredor.
- Já era tempo! Eu estou morrendo de fome!
Ela caminhou em direção à porta, com a intenção de reclamar horrores por Kisame chegar tarde, quando percebeu uma presença entrando em seu quarto.
Movendo-se por puro instinto, Sakura pegou uma kunai e atirou-a para a presença.
Itachi pegou dela a kunai, sem qualquer esforço, seu Sharingan brilhante sob a luz fraca do crepúsculo. Guardou a kunai no bolso e caminhou em sua direção. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, pressionou a mão sobre sua boca.
- Nem uma palavra. - sussurrou baixinho, a boca pairando próxima ao ouvido da moça. Ele se inclinou para trás, ouvindo sons em outro quarto e agora visivelmente relaxado. Foi então que Sakura percebeu que Kisame ainda estava falando. Com olhos arregalados, olhou para Itachi.
- Há outro membro da Akatsuki aqui. Não iria beneficiar a qualquer um de nós se soubesse que você está aqui também. - Itachi olhou para ela, tirando a mão de sua boca deslizando-a até o queixo, para enlaçá-lo. E orçou-a a olhar para si. - Fique quieta até que Kisame ou eu venha te buscar.
- Por quê? - sussurrou. - Eu poderia ser como qualquer outro cliente.
Itachi apenas a fitou - Nós sempre pedimos três quartos de modo que nenhuma de nossas discussões possa ser ouvida por uma eventual outra pessoa. Se Deidara ouvir alguém no quarto ao lado…
Com isso, ele desapareceu do quarto.
Sakura exalou o ar suavemente e caminhou de volta para sua cama tão furtiva quanto pôde. Embora a última coisa que quisesse fazer fosse obedecer Itachi, tampouco queria ser morta por outro membro da Akatsuki.
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No quarto ao lado, uma voz profunda soou por um momento, falando apressadamente.
Kisame bufou e soltou uma risada. Ela ergueu as sobrancelhas, mais perguntas formando-se ao passar do tempo. Fitou ao redor do quarto escuro, acendeu uma das lâmpadas, banhando o quarto em um suave brilho amarelo.
Foi então que percebeu uma cesta de alimentos que Itachi havia lhe deixado, trouxe junto consigo ao voltar para o quarto onde Kisame e Deidara discutiam.
Com água na boca, Sakura arrastou-se até a cesta, intencionando comer um pouco de pão e frutas. Mas tão desajeitada como fora, acabou dando um encontrão com a cesta, enviando várias laranjas e maçãs ao piso de tatame. Ela se encolheu ao ouvir o som surdo e imediatamente ouviu a atmosfera mudar no quarto de Kisame.
E tudo ficou em um silêncio mortal.
Então, alguns sons abafados e um 'poof' inconfundível de alguém desaparecendo soou.
Sakura soltou um suspiro de alívio, pensando que ou Kisame ou Itachi tinham se preparado para este cenário. Mas, quando Sakura se inclinou para pegar uma das laranjas, um membro da Akatsuki apareceu bem diante de si.
Chocada, recostou-se automaticamente para alcançar sua kunai. Mas o homem não mostrou quaisquer intenções de matá-la.
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Ele era muito feminino, com cabelos longos e alguns fios louros puxados em um rabo de cavalo no alto da cabeça. Metade de suas madeixas cobriam-lhe o rosto e a hitai-ate, mas ela poderia facilmente ver o símbolo da Pedra sobre o metal. O olho visível do homem era de um azul-celeste e numa forma um tanto incomum, longos cílios emolduravam-no perfeitamente. Ele estava sorrindo quando entregou uma das laranjas que ela havia deixado cair.
- Ora, ora, o que temos aqui... hn. - Deidara disse, ainda sorrindo quando depositou a laranja na mão da moça. Sentiu algo úmido. Ela rapidamente olhou para baixo para ver se algum tipo de fluido fora depositado em sua pele.
Deidara sorriu, forçando-a a olhar para cima novamente, quando virou as palmas das mãos em sua direção, revelando duas bocas idênticas nas mesmas. Sakura assistiu tudo em choque completo quando uma língua saiu da esquerda, lambendo a parte interna da mão. Deidara riu suavemente, obviamente divertindo-se com seu estado completamente chocado.
A direita, repentinamente, cuspiu alguma coisa e Sakura recuou em total estado de choque, antes de notar que se tratava de um pássaro de argila. - Pobre menina... deve estar apavorada... hn. - Disse, querendo entregar o estranho boneco de barro para ela.
- Afaste-se, Deidara. - a voz de Kisame soou de repente atrás de si. - Ela é nossa isca para a kyuubi. Itachi-san ficaria irado se alguma coisa acontecesse com ela.
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Como se na sugestão, Itachi entrou na sala, usando sua habitual expressão estoica quando apareceu na linha de visão do loiro. - Na verdade, eu ficaria. - disse, mantendo seu olhar intenso sobre Sakura por um tempo, então se virou para Deidara. - Jogue isso fora.
Quando Deidara não obedeceu imediatamente, Itachi agarrou seu pulso em um movimento veloz, seus longos dedos envolvendo em torno do pulso de Deidara da mesma forma como fizera com ela dias atrás. E Sakura sabia, por experiência própria, que definitivamente não era uma sensação agradável.
- Nós não nos intrometemos em seus assuntos, Deidara, por isso, espero a mesma cortesia em troca.
Deidara sorriu para Itachi. - Claro. - Retrucou, libertando-se do enlace de aço de Itachi. - Eu me desculpo por isso, pensei que ela fosse uma intrusa... hn.
Deidara se virou para Sakura, um sorriso ainda brincando em seus lábios. - Eu também te devo minhas sinceras desculpas. Pensei que você fosse uma espiã... hn. - E riu. - Deidara.
- Haruno Sakura. - A moça disse em contrapartida, tentando se desvencilhar do choque inicial.
- Então… - Começou, olhando para os outros dois membros da Akatsuki. - Por que esconder a isca?
Desta vez foi Kisame que se moveu um pouco mais para ficar bem na frente de Deidara. O loiro levantou-se e, embora fosse mais alto que Itachi, ainda era inferior ao comprimento absurdo de Kisame. Mas não mostrou absolutamente qualquer indicação de medo à forma como Kisame riu perigosamente. - Não é da sua conta.
- Ok, Salmão-chan. - Deidara disse sorrindo enquanto suas mãos levantavam-se em um movimento apaziguador. - Não precisa ficar todo irritado por causa de uma perguntinha inocente. Só imaginei que fosse rude manter uma garota trancada em seu quarto... hn.
Kisame resmungou em resposta.
- Sobre o plano... o que você acha? - Deidara questionou Kisame e Itachi.
- Está se referindo ao que discutimos anteriormente? - Itachi perguntou.
Deidara assentiu.
- Então, nossa resposta é não. - Itachi disse friamente. - Eu gostaria que saísse agora, Deidara. Como pode imaginar, Kisame e eu temos alguns assuntos urgentes para tratar. - Itachi assentiu com a cabeça bruscamente, com desprezo desta vez.
- Seu desejo é uma ordem... hn. - Deidara disse sarcasticamente, antes de virar-se para Sakura. - Bem kunoichi, nos vemos de novo qualquer dia desses... hn.
- Provavelmente não. - Kisame resmungou sob sua respiração, fazendo com que Deidara risse baixinho. Ele ergueu a mão num 'tchau' breve e, em seguida, desapareceu do quarto. Kisame resmungou algo sobre "Salmão-chan" tão logo saira do quarto.
Um silêncio incômodo tomou conta da atmosfera quando Itachi a viu pegar a última fruta que havia sido espalhada pelo chão. No momento que ela olhou para cima, ele tirou o manto da Akatsuki e encostou-se contra o batente da janela, sinalizando para ela se sentar. E Sakura obedeceu, fitando o colo até que ele finalmente continuasse.
- Sakura-san. - começou, a voz ameaçadoramente baixa. - Você me contou a verdade?
- ... O quê? - Perguntou estupefata. Definitivamente não era a pergunta que estava esperando.
- Você foi para a academia e também foi treinada por Kakashi-san e Tsunade-san, correto?
- Sim? - Ela respondeu, ainda não vendo onde isso iria levar.
Itachi parecia realmente irritado. - Você é realmente uma kunoichi? - Disse calmamente, num tom de deboche em sua voz. A cabeça da moça se levantou lentamente somente para se deparar com aquele olhar frio dele.
- O que isso quer dizer? - Resmungou entre dentes, um tanto ofendida.
- Se um shinobi como eu pede a uma kunoichi como você para ficar quieta, é para tal kunoichi ficar quieta como um rato e não se mover com a delicadeza de um elefante. - Disse Itachi. Internamente, achando a situação bastante divertida por causa do comportamento feminino e, mais ainda, quando as bochechas dela tomaram dez tons de vermelho acima do habitual, obviamente tentando lidar com sua raiva.
Ele não estava, de fato, zangado, mas teria preferido esperar um pouco mais antes que Deidara descobrisse sobre tal, porque quando Deidara sabia de algo, Sasori saberia também. E isso significava que uma grande parte da Akatsuki também o saberia.
- Itachi-san. Acabou de sugerir que eu tenho a delicadeza de um elefante? - Ela perguntou furiosamente, mas ainda educada. Se Itachi fosse qualquer outro homem, ela teria jogado uma shuriken ou kunai em direção a ele e, assim, aliviaria um pouco de sua fúria. Mas Itachi era um assassino renegado e a cena em particular de uma semana atrás, ainda não havia deixado sua mente. A rapidez com a qual ele matava era algo um tanto surpreendente e assustador.
Embora não parecesse que tinha vontade de matá-la no momento, era melhor não ariscar a sorte.
Itachi levantou-se repentinamente, caminhando na direção de Sakura numa velocidade surpreendente, e inclinou-se em direção a ela a poucos passos de distância da moça.
E pela segunda vez naquele dia, seus lábios se aproximaram dela e a respiração quente do moreno acariciou-lhe a pele fria do pescoço. Ela não sabia quanto tempo ficou assim, com Itachi pairando sobre si, sentindo a respiração em seu pescoço e o calor de seu corpo irradiando-se contra si, quando ele finalmente disse:
- Eu creio que sugeri.
De repente, o calor de seu corpo desapareceu quando ele começou a se afastar novamente, recolocando sua capa e saindo do quarto logo em seguida.
Sakura não podia fazer nada além de vê-lo distanciar-se.
Foi somente após a porta fechar-se que ela percebeu o que ele tinha dito.
Aquele idiota!
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Continua
Capítulo VI: Olho por Olho
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N/T:
E aí, pessoas, o que acharam?
Atmosfera tensa essa de metamorfose ne.
(bom, eu quis postá-la hoje pq a partir de semana que vem as coisas vão ficar brabas pro meu lado. O tempo fica apertado e bem.. ffnet com certeza vai fica um pouco de escanteio *ah, uma pena, eu gosto tanto daqui* Então, trouxe o cpt antes do previsto ;D)
Bom, flores, ainda pretendo postar algumas coisitas essa semana, entre sasusaku e kakasaku ;D
Agora, deixo um bjito pras senhoritas,
Nos vemos,
Hime.
