DISCLAIMER: Contém triggers/gatilhos. Não ao suicídio. Sim a vida!

Música do capítulo: Feito pra acabar - Marcelo Jeneci


Bella encolheu-se contra a coberta e aspirou o cheiro forte de tabaco misturado a uma fragrância amadeirada. Então abriu os olhos em pratos e sentou na cama de supetão. Sentiu a cabeça dar voltas e mais voltas, assim como o estômago. Ali, com toda a certeza do mundo, não era seu quarto. Nem mesmo parecia familiar. A taquicardia lhe dava seu caloroso bom dia e a ruiva quis vomitar. A noite anterior era uma confusão de flashes em disparada que surgiam à sua mente atormentada. Lembranças do pesadelo que se tornara sua vida. Mas nenhuma delas explicava o fato dela estar dormindo em um quarto desconhecido.

Ela teve uma crise de ansiedade na frente de todos. E estava entrando em mais uma.

Retirou o cobertor com força da pele suada e pegajosa, atirando-o no chão, onde avistou seu all star jogado sem delicadeza próximo ao pé da cama. Estava devidamente vestida para seu alívio, mas a sensação iminente de falta de ar não a deixava. Bella tratou de se acalmar e, contra seu estado de espírito, pisou no piso frio o mais leve possível para que não atraísse a atenção de alguém que pudesse estar por perto. Pé ante pé, apanhou o tênis e o usou como escudo. Seu peito protestava com a respiração rápida e ela engoliu em seco, a garganta arranhando no processo.

Precisava de seu calmante. A crise estava cada vez mais próxima.

Antes que alcançasse a maçaneta, notou um terno pendurado de mau jeito em cima da cadeira da escrivaninha, assim como vários livros grossos empilhados ao lado de um notebook. Bella apertou as vistas e leu os títulos Direito Penal, Civil e Constitucional neles, além de um Vade Mecum¹ atualizado. Ela chutou uma embalagem sem querer e praguejou olhando para os pés descalços: uma caixa amassada de Malboro.

A porta do quarto estava encostada e o silêncio reinava fora dela. Franziu o cenho e fitou a janela parcialmente fechada com uma cortina cinzenta próxima à cama. Largou a porta e caminhou até o local. A mão trêmula e pálida afastou o tecido áspero e a vista seguinte fora à primeira coisa familiar naquela manhã confusa. A mesma vista que ela via quando acordava em seu quarto.

Seus olhos verdes se arregalaram.

Que diabos fazia no apartamento do advogado prepotente?!

Não sabia se teria sido melhor estar em um lugar completamente estranho. Tudo menos a casa da pessoa que ela queria mais distância nessa vida. A única coisa que se lembrava da noite passada foi de não sentir mais nada; levaram-lhe a alma e se esqueceram do corpo. Obviamente, havia Edward Cullen metido na história. Onde ele aparecia, trazia discórdia para si e sua saúde mental. E os tiros. Seu pai... Contara sobre ele! Nem mesmo seus melhores amigos sabiam direito o que aconteceu naquela trágica noite. Apenas sua mãe. E agora Edward Cullen. Por que escolheu logo a ele quando resolvera desabafar algo tão íntimo seu?!

Bella sentiu uma vertigem mais forte que as outras, e agarrou-se a cortina por segurança. As perguntas que sempre se fazia invadiram-lhe o consciente como um fluxo de dor: qual o motivo de tantos eventos ruins em um curto espaço de tempo em sua vida? Não podiam escolher uma pessoa mais equilibrada e em outro momento? O que fizera ao universo para odiá-la tanto? Pelo o quê ela pagava e por que sozinha?

Bella não aguentava mais.

Queria sumir.

Essas duas palavras com certeza estariam estampadas em sua lápide se morresse nesse exato momento. Elas resumiam bem seus últimos meses de vida. Passar por aquela porta seria como voltar à realidade. A realidade de ter perdido o pai em um assalto à mão armada. A realidade de fazer coisas que não gostava pela sobrevivência. A realidade de lidar com pessoas que fazia pouco caso de sua dor. A realidade de não ser boa o suficiente, de se sentir a pior pessoa do mundo e não saber como se amar. Ou esquecer. Ou superar. A realidade de sobreviver um dia atrás do outro sem compreender o real significado de viver, e se isso não passava de mera ficção.

Os olhos verdes logo se encheram de lágrimas que não demoraram a serem derramadas. Bella se sentia completamente vazia, sem chão e não sabia a quem recorrer. Irritou-se por precisar de alguém e não ser como as outras pessoas independentes emocionalmente. Por que não conseguia seguir em frente sem mendigar a atenção do mundo a cada mísero segundo? Dar um passo sozinha? Se sentir suficiente para lidar com as próprias dores como qualquer pessoa normal fazia? Aquela cruz era sua e não tinha nada de dividi-la com quem não fosse designada a carregá-la.

Era o preço para estar viva.

Limpou as lágrimas com as costas da mão com força. Chorar não adiantaria mesmo, lamentar-se menos ainda. Foi atraída por um espelho de bordas alaranjadas em cima da escrivaninha. Estava um lixo como todas as manhãs, olheiras fundas, rosto inchado e a boca completamente sem cor. Sua imagem ali refletida era de uma pessoa morta. Não havia mais aquele brilho especial em seu olhar. Não queria saber o que lhe aconteceria. Não tinha mais planos, pois o amanhã era sempre pior que o ontem. Segurou a nova onda de choro que estava prestes a desmanchar, e limpou qualquer vestígio que sobrara no rosto.

Deixou o quarto para trás. Agora que sabia onde estava, o apartamento não era mais confuso. A planta parecia com a da sua, os cômodos dispostos na mesma distribuição. A decoração ainda era um tanto impessoal, mas aqui não soava como uma ala hospitalar igual sua casa sem vida. A energia do dono era outra. Estava prestes a agradecer aos céus por ter lhe dado à primeira glória em meses, mas logo mudou de ideia quando avistou a cabeleira escura de costas para si, debruçado na bancada de granito falso da cozinha americana, concentrado em algo que ela não conseguia ver. Respirou fundo e apertou os tênis contra o peito, calculando mentalmente quantas passadas rápidas daria até a porta antes de ser pega.

— Sua respiração é bastante barulhenta.

Bella estancou.

— Você sabe que mesmo passando por aquela porta, não vamos esquecer o que aconteceu na noite passada. — O som de uma folha sendo virada era a única além da voz grossa do advogado. — Agora, no entanto, tenho tempo para escutar.

A ruiva permaneceu imóvel fitando a camisa preta que abraçava o corpo musculoso do advogado sem sobrar um mísero espaço. Pessoas como ele não tinham pelo o que sofrer. Eram tão bonitas que chegavam a ser uma piada de mau gosto para pessoas como ela. Possuíam autoconfiança e não se intimidavam com nada. Donas das próprias vidas e sem a necessidade afetiva que ela tanto buscava. O que lhes faltavam? Conseguiam tudo facilmente naquela lábia que escorria neles de sobra. Edward a oprimia, mas ao mesmo tempo a fascinava. No fundo, queria ser como ele e ter sua autoestima.

— Já comeu korokke? — ele finalmente virou o rosto e fitou a figura assustada próxima ao corredor. — É tipo um croquete japonês. — Ele pegou o livro que estava folheando e o levantou de modo que Bella pudesse ver a foto do prato. — A receita não é difícil.

Foi então que percebeu que algo estava errado. Bella parecia não respirar. Seus lábios estavam levemente azulados e a garota pálida feito giz. Ele deixou o livro sobre a bancada.

— Posso te levar ao hospital se ainda estiver se sentindo mal e...

— Não! — sussurrou ofegante. — Só preciso ir para casa.

— Você não tem alguém para quem eu possa ligar? Sua mãe, talvez.

— Vou ficar bem — repetiu para si mesma como um mantra, quem sabe no final ela realmente ficasse. Edward fez menção de segui-la, mas ela continuou: — Sério, não preciso de nada. Obrigada pelo sei-lá-o-que tenha feito por mim ontem, mas preciso ficar sozinha agora, se não for pedir muito. Só preciso de espaço.

— Você está tudo menos bem, Isabella.

Antes que alcançasse o braço ossudo da ruiva, ela foi mais rápida e bateu a porta quase que no rosto dele. Edward esmurrou a madeira e fechou a cara. Se aquela mulherzinha pensava que iria escapar tão fácil assim, estava muito enganada.

Mas foi exatamente o que ela fez.

Disparou tão rápido quanto na noite anterior, ao fugir da oficina de escrita. Antes que alcançasse a porta da ruiva, Bella entrou e passou a tranca. Edward não hesitou em bater até que pudessem discutir como dois adultos civilizados que eram. Estava ligeiramente preocupado com o que a garota pudesse fazer sozinha. Não havia ninguém para segurá-la caso desmaiasse igual o dia anterior.

A imagem de patricinha mimada que tinha dela se esvaía e dava lugar a uma pessoa transtornada. O que Isabella mostrava às pessoas não passava de uma fachada do quão frágil ela realmente era por dentro. Quando finalmente se deu conta de que a ruiva não abriria a porta e toda aquela movimentação atrairia a atenção de terceiros, ele voltou para casa. Seu cabelo virou uma fúria de cachos em todas as direções.

Edward estava prestes a descer à portaria e pedir a chave reserva do apartamento de Bella quando avistou a bolsa dela sobre o sofá. Jogou os bons modos para cima e vasculhou o conteúdo. Encontrou um caderno de anotações de capa preta cheia de rabiscos e ideias soltas. Sua caixa de Pandora da escrita. Segurou o desejo de folhear as páginas com calma e se deliciar nas palavras que ele secretamente aprendeu a admirar e deixou o caderno de lado. Havia livros. Objetos femininos. E um celular simples que piscava no fundo da sacola. O mesmo que ele avistara com a ruiva quando lhe deu um susto com o sobrinho no dia do parque.

O nome "mãe" piscava na tela.

[...]

Alice xingou o irmão pela milésima vez naquela manhã. O celular dele nem ao menos tocava, caía direto para a caixa postal. Ninguém podia culpá-la que não tentou avisá-lo, ainda que essa fosse uma atitude inédita da sua parte. Um pensamento rápido que algo estava errado surgiu em sua mente, mas tratou de empurrá-lo para longe. Era engraçado que o tivesse, pois há não muito tempo, Edward e problemas eram sinônimos. Estar em apuros era seu status social fixo. Sentia orgulho por pelo menos um dos dois ter largado aquela vida de merda para atrás, embora não admitisse para si mesma; ela também queria um lugar no sol.

Suspirou.

Era tudo culpa sua, afinal de contas.

Terminou de passar o batom roxo nos lábios desenhados, e o guardou dentro da necessaire lotada de maquiagens, uma das poucas coisas que amava na vida. Piscou os cílios postiços. A mulher refletida no espelho com marcas de dedos a agradava, e muito. Ao menos o crápula do pai teve talento para fazer bebês bonitos, uma vez que o irmão e ela nada tinham a ver com a aparência comum da falecida mãe — ou sua beleza estava escondida no meio do mar de amarguras que fora sua existência.

Alice ia pelo mesmo caminho. Talvez, estivesse pior.

Calçou o salto alto e desamassou uma ruga no vestido em tubo. Olhou o celular pela última vez e, sem notícias do irmão, saiu do quarto. Gustavo parou imediatamente de brincar com o carrinho de controle remoto que ela o dera quando a viu entrar na sala. Alice revirou os olhos e seguiu à cozinha. Precisava de uma dose de whisky, ou duas, para enfrentar mais um dia de cão que viria pela frente.

Ia deixar o filho sozinho mais uma vez, quando os olhos azuis a encararam fixamente. Estremeceu. Era como se enxergasse a reencarnação do pai de Gustavo naquela criança. Olhava-a com a mesma intensidade familiar de anos antes, a liquidez que transbordava todas as emoções sem que ao menos precisasse perguntar o que se passava em sua mente. Até mesmo o que Alice não devia saber.

Talvez o álcool tivesse subido à sua cabeça rápido demais.

Antes que voltasse a viver o inferno pessoal dentro de si, saiu às pressas do apartamento e bateu na porta em frente à sua.

Sue atendeu na terceira batida, nem um pouco surpresa em ver a dama de preto ali de pé. Pela maquiagem carregada da bela morena, sabia bem para onde a moça iria. A beleza podia ser sua virtude, mas também era sua maldição. Alice confiava plenamente nela, sabia que não importasse o que lhe dissessem, a velha senhora o manteria consigo até o túmulo.

— Não preciso nem dizer, não é mesmo.

— Tudo bem, minha jovem. Ele já tomou café?

Alice soltou um muxoxo.

— Você sabe muito bem que essa criança não aceita nada que dou a ele. Como se eu fosse capaz de fazer mal a alguém dessa forma.

— Guga é uma criança sensitiva — respondeu Sue, um sorriso triste nos lábios ressecados.

— Edward também era. Não é à toa que se transformou nessa pessoa perturbada psicologicamente.

— Querida, não fale assim do seu irmão...

— São apenas fatos.

Sue a ignorou.

— Fico pensando como vocês seriam se tudo fosse diferente. Não vivi um paraíso, mas tenho do que me orgulhar. Vocês são tão jovens, têm tanta coisa ainda pela frente para sentir, conhecer, aprender... Ao invés disso, estão presos dentro de ódio, mágoas e sentimentos que só vão colocá-los ainda mais para baixo. Não adianta tentar culpar alguém quando não há culpados, todos foram vítimas nessa história. — Alice trocou o peso do corpo de perna e cruzou os braços. — Só tome cuidado para não acabar se tornando a culpada de alguém. Alguém inocente.

Alice sabia de quem Sue falava. Lembrou-se de quando tinha a idade dele e como sonhava em conhecer o pai... O dia que seu herói apareceria e os resgataria da vida difícil que levavam. A solução mágica. Mas anos se passaram e ela percebera cada vez mais que aquilo era somente tolice da sua mente infantil. Não queria aceitar a verdade. Esperança era a única coisa que lhe restava e nem isso mais podia ter.

Só que diferente dela, Guga aguardava que o pai e a mãe o resgatasse.

Sentiu os olhos se encherem de lágrimas como há muito não acontecia.

— Não posso amar esse garoto, mesmo que eu tente — respondeu por fim, recompondo-se rapidamente. — Olhar para ele é como viver meu passado novamente, e não posso aguentar isso. Tentei impedir, mas Edward insistiu com essa ideia... Sempre soube que nunca seria uma boa mãe. Edward me faz cuidar dele como um castigo. Talvez eu o mereça, afinal.

— Mas você realmente acha que Guga merece?

— Eu também não queria estar nesse mundo, mas aqui estou. Não pedi para nascer — rebateu impaciente. — Vocês podem até não concordarem comigo, mas a coisa mais altruísta que fiz por aquela criança foi não ter concordado que ela nascesse. Ninguém merece viver uma vida miserável como a que Edward e eu vivemos, nunca quis que alguém passasse por isso, e olha só no que me fizeram fazer.

Antes que Sue dissesse algo, Alice prosseguiu:

— Preciso ir. Infelizmente, minha sobrevivência depende de mim mesma. Passar bem, Sue.

[...]

Bella sentou no sofá da sala branca e vazia, extremamente clara e oposta ao seu estado de humor atual. Refletia sobre o momento em que tudo desandou e se metera no poço sem fundo que sua vida se tornara. Não sabia exatamente quando, mas podia levantar uma lista de coisas que a faziam permanecer por lá. O pior era o sentimento de solidão. O de estar num ambiente cheio de gente e sentir como se houvesse apenas ela lá dentro. No caso, parecia que estava sozinha no mundo.

Perguntavam-lhe se estava bem, se sentia algo, se precisava de ajuda, mas no fundo ninguém queria de fato saber ou se importar. As pessoas esperavam escutar o "sim" no "tudo bem?", apenas para manter o diálogo de praxe, porque não sabiam como reagir a um "não". O "não" não estava no roteiro. O "não" assustava. A primeira vez que ouviam um, até tentavam saber o motivo. Na segunda, no entanto, deixavam de perguntar. Ninguém podia ter mais problemas que eles, e se tivesse, pobre da Isabella que não sabia lidar com os seus. Então, a ruiva optava pelo bom e velho "sim" fingido. Afinal, estar bem por palavras era o que importava, mesmo que por dentro estivesse despedaçada.

Ainda sentia o bolo na garganta. Levantou do sofá como se pesasse dez vezes mais que seus poucos mais de 40 quilos. Algo a impulsionava para baixo, um ímã dentro do corpo que a prendia onde quer que encostasse. A velha fadiga, não importava quantas horas Bella dormisse. E como a ruiva dormia. Hibernava feito um urso.

A ruiva apenas queria se sentir bem. Talvez fosse pedir muito ao universo, mas era o que ela implorava silenciosamente todas às manhãs. No fundo, sonhava que a vida fosse uma grande provação, uma série de obstáculos que precisava enfrentar para conquistar algo grandioso. A almejada felicidade plena, possivelmente. Um dia o teste chegaria ao fim, e a tempestade daria lugar à manhã ensolarada.

Então Bella acordava.

Na vida real, a tempestade nunca ia embora. Cada um que desenhasse seu sol de caneta e fingisse que era de verdade.

Com muito custo, chegou à cozinha. Mantinha uma caixa de remédios no armário, um costume que puxara da mãe. Em meio a vários comprimidos, encontrou o calmante.

A falta de ar era uma conhecida que a acompanhava há alguns anos. Fizera uma bateria de exames logo quando a bendita deu às caras, uma noite de domingo comum, sem grandes emoções. Achava que estava morrendo, que tinha algo grave e incurável. Esse medo tomou forma e cores quando ninguém descobria o que ela tinha. Deram-lhe o nome de ansiedade², por fim.

Naquela época, o termo ainda se remetia ao sentimento de quem esperava por algo, e esse algo não chegava logo. As borboletinhas adoráveis na boca do estômago. Quando se deu conta de que ela não aguardava por nada em especial, achou estar louca. Não antes de refazer os exames com outro profissional. E mais outro. Era asma, dizia a si mesma. Tinha de ser asma. Quando as dores do peito surgiram juntamente com a ânsia de vômito, Bella esperou que fosse coração. Devia ser sopro. Seu avô teve sopro e se curara depois de uma cirurgia. Ela passaria por uma também e ficaria bem. Mas na entrega do resultado dos exames, a ansiedade lhe acolhia. Sempre. No final, se descobriu um tanto quanto hipocondríaca³ também. Queria que sua doença misteriosa tivesse nome; "ansiedade", com toda certeza, não era um desses.

Engoliu o comprimido branco e foi se deitar. Era sábado, nada a obrigava sair de casa hoje. Nos minutos seguintes, tudo que viu foi à escuridão.

Notas de rodapé:

¹ É um livro de referência para a área de ciências jurídicas, um "dicionário", por assim dizer, dos códigos e das leis.

² Nina tem TAG, Transtorno da Ansiedade Generalizada.

³ Segundo o site Minha Vida: "Hipocondria é o quadro em que se tem um medo excessivo e não realista de ter algum sintoma ou condição de saúde que pode ameaçar sua vida e ainda não foi diagnosticado. (...) o hipocondríaco tende a ficar ansioso com a doença, mesmo se nenhuma evidência médica justifique a preocupação ou acreditar que qualquer sintoma simples pode evidenciar um problema terrível.".


Isa Masen: Sério que você é de Salvador?! Eu também sou! Hahaha. Se Bella estivesse sozinha nessa nem sei o que poderia ter acontecido com a nossa garota fragilizada. :( Pior que não vai mesmo... Vai rolar um período de amizade sincera antes disso. :P Eu tinha uma visão muito limitada do assunto "maternidade", mas também abri demais a mente nesses grupos de discussões feministas na internet! Mesmo na ignorância, sempre defendi o direito de qualquer pessoa ter liberdade sobre seu próprio corpo, independente de gênero. E é aquele ditado, né, se um não quer, dois não brigam. O que mais tem é pai abortando por aí e muitos não dizendo um pio sobre, mas quando é a mulher, sai debaixo!

Sexta tem mais! Obrigada por sempre comentar. :D

Jane Bells: Agora, com toda a certeza, o Edward irá olhá-la diferente. Infelizmente para Bella as coisas irão se tornar um pouco mais ruins... Mas é aquele ditado: depois da tempestade vem a bonança. Ela precisa se perder um pouco e assinar o atestado de fundo do poço antes de se dar conta que realmente está em maus bocados e precisa de ajuda. Esse capítulo me aprofundei um pouco mais em um dos problemas psicológicos dela.

Um abraço bem apertado para você também, beijão. s2


Oi, pessoal! Deixe-me saber o que você está achando de Cantiga. Tô um pouco triste porque tem MUITA gente lendo e quase ninguém comenta... Isso desanima um pouco. :( Passo dias escrevendo o capítulo, tenho o trabalho de revisar para sair com a maior qualidade possível, isso lutando com a falta de tempo, desmotivação por alguns problemas pessoais e psicológicos, e às vezes bloqueios terríveis. Só vai te levar meros segundos dizer o que está achando do livro. Se você tem tempo de ler tem também para deixar um "gostei" ou "continua" se não souber o que dizer! Detesto reclamar ou dar sermão, só que isso entristece demais qualquer autor.

Conta aí como foi o capítulo para você, sua teoria sobre o que a mãe de Bella vai fazer quando Edward falar com ela ou o passado doloroso de Alice. Não se esqueça de recomendar, adicionar no acompanhamento/favorito e compartilhá-la com seus amigos, tá? Bella e Edward (assim como eu) ficarão imensamente gratos com seus esforços. :)

Vão lá dar uma conferida no Tumblr de Cantiga, ficar por dentro dos extras e conversar um pouco comigo, enquanto o próximo capítulo não chega: pesquise por "Cantiga de outro Verão Tumblr" no Google. Deem uma olhada também no meu tumblr sobre escrita criativa. Não sou uma Bella da vida, mas ajudo a todos que tiverem dúvidas sobre o assunto: procure por "Eu Amo Escrever Tumblr" no Google!

Beijos e até semana que vem!