Oi pessoal! Tudo bem com vocês? Mais um capitulo para vocês, agora só falta mais um e essa história estará encerrada.
Depois daquela noite ela soube que não precisava de mais ninguém além Lucas. Maya começou a ignorar as mensagens e ligações de Josh e evitar estar no ateliê nos horários em que ele pudesse aparecer por lá. Uma semana depois desse tratamento Josh se cansou e tentou falar com ela, mas Maya sempre conseguia escapar dele até que ele a obrigou a falar com ele no Topanga's bakery. Riley e Maya estavam tendo uma boa conversa até ele aparecer com suas palavras de duplo sentido o que fez Maya se despedir da amiga em poucos minutos após sua chegada. Ela ouviu seu nome assim que subiu as escadas, porém ela escolheu ignorar Josh e continuar seu caminho para casa só que Josh a impediu segurando seu braço. Ele precisava saber o que havia feito de tão errado para estar recebendo aquele tratamento dela. "Nada, você não fez nada de errado" foram as palavras que deixaram sua boca, mesmo que elas não sejam totalmente verdadeiras pois ele havia tentado conquista-la e ela havia se deixado ser conquistada, ele não havia se importado com o fato de ela estar com outra pessoa em nenhum momento.
Eles ficaram em silencio ali, um olhando para o outro por alguns segundos e então ele a chamou para ir para sua casa para que eles pudessem conversar mais avontade, mas Maya recusou dizendo que tinha que voltar para casa. Então o nome de Lucas saiu dos lábios de Josh quando ele disse que aquele comportamento dela era por causa dele pois Lucas não a queria perto dele. Ela negou, Lucas nunca havia dito isso a ela. "Você não mais gosta de mim?" Essas palavras sairam dos lábios dele e Maya ficou em silencio o encarando e ela viu a dor em seu rosto por ela não ter o respondido. Ela poderia dizer não e acabar com tudo aquilo, mas se ela dissesse isso ela sabia que estaria mentindo pois se ela não gostasse dele eles não estariam ali tendo aquela conversa. "Eu gosto de você" ela ouviu essas palavras deixarem sua boca e um sorriso surgir nos lábios dele. Josh a trouxe para si e ela sentiu seus lábios junto as dela delicadamente. Seu beijo estava diferente, ela ainda sentia o calor confortável, mas diferente das outras vezes Maya não sentia a necessidade de tê-los como alguns dias atrás.
Aquelas quatros palavras saíram dos lábios de Josh assim que ele separou seus lábios dos dela. "Eu te amo, Maya!" Ela se sentiu congelar no lugar enquanto seu cérebro digeria essa informação. Maya sentia aquela garotinha de anos atrás dançar alegremente ao ouvir aquelas quatro palavras que ela sempre quisera ouvir enfim deixarem seus lábios. Ele as repetiu antes de a beija-la novamente em um beijo mais urgente sem ligar que eles estavam bem na frente do estabelecimento da mãe da melhor amiga de Maya e de sua cunhada. "Por favor, venha para casa comigo!" Ele disse sem folego assim que o beijo foi encerrado e Maya não poderia negar que aquela garotinha dentro dela queria acompanha-lo, mas ela não podia.
Essas quatro palavras ficaram rondando sua cabeça por dias, e Maya não sabia como ela se sentia sobre isso. Ela o amava? Não, ela não o amava. Ela gostava dele? Sim, ela gostava. O quanto ela gostava dele? Ela não sabia. Ela se via questionando-se isso várias vezes ao dia, uma vez Lucas teve que repetir o que falava umas duas vezes pois ela não conseguia prestar atenção nele e isso a preocupou. Josh sempre tentava aparecer e a relembrar disso, seus convites para ficarem a sós cresceram e Maya sabia que a qualquer minuto ela cederia a ele.
Josh tinha um encontro e Maya só soube disso pois ela apareceu sem avisar no Topanga's e o viu com uma mulher atraente ao seu lado enquanto Riley os observando do balcão. Josh ficou sem graça ao perceber sua presença ali, os olhos de Maya não deixavam a mesa. Ciúmes? Ela se perguntou quando sentia aquele desconforto ao vê-los, então seu celular tocou e Maya viu a mensagem mandada por ele 'lá fora em dois minutos'. Ela deu uma desculpa desnecessária por querer ficar lá fora a Riley que teve que ajudar lá na cozinha por alguns minutos, Josh apareceu um minuto depois dizendo "Sinto muito, eu disse para Riley ficar de fora, mas ela não consegue não se meter na vida dos outros. Esse encontro é coisa dela, eu nem gosto daquela mulher. Por favor, não fique com raiva de mim! " Raiva? Ela não estava com raiva e ela devia ter prestado atenção nisso. Maya se ouviu dizendo que estava tudo bem. "Eu só a vou levar para jantar e é só isso, vou deixa-la em casa e mais nada. Não vou toca-la te prometo! " Uma voz dentro de sua cabeça riu ao ouvi-lo dizer isso e a disse que ele estava mentindo.
Josh desapareceu por mais alguns dias e Maya sentiu falta daquela urgência que ela tinha de o ter a seu lado como ela tinha a alguns dias atrás. Enquanto ela estava em casa Josh quase nem passava por sua cabeça, a única coisa que importava para ela era o calor de Lucas envolta dela e seus carinhos. Ela nem se lembrava qual fora a última vez em que eles ficaram agarradinhos assistindo um filme como eles estavam fazendo naquele momento e pela respiração de Lucas ela sabia que ele não havia aguentado assistir ao filme, mas o que importava era que ele havia tentado estar com ela.
Ela se viu na frente da porta do apartamento dele em uma sexta-feira à noite. Se Maya fosse sincera com sigo mesma ela saberia que não queria estar ali desde o momento em que ela aceitara o convite dele. O motivo de ela estar ali era devido ao fato de ele ter insistido muito pois ele alegara que o trabalho estava consumindo todo o seu tempo e ele sentia falta de passar um tempo com ela. Lucas chegaria mais tarde naquele dia, então ela o disse que iria encontrar Riley depois do ateliê por isso ele não precisava a esperar acordado. Josh a recebeu com enorme sorriso dizendo que ele decidira se aventurar no fogão então ela teria permissão para mentir naquela noite para não magoar seus sentimentos. Eles estavam tendo uma noite agradável, Josh a fazendo rir com suas brincadeiras enquanto ele preparava os alimentos, mas acidentalmente ele acabou se cortando e Maya se ofereceu para buscar um curativo no banheiro.
Era um banheiro simples junto ao quarto dele, tudo estava perfeitamente arrumado e limpo algo que ela nunca esperaria dele já que em algum momento a anos atrás aquela garota via-o em um quarto bagunçado com roupas por todos os lados e pôster de motos nas paredes. Maya encontrou os curativos rapidamente em uma das prateleiras do gabinete quase vazio, mas desastradamente ela deixou os cair levando consigo uma embalagem de algo que rolou para baixo do gabinete. Maya se ajoelhou para pegar a embalagem, mas seus olhos pararam na embalagem de camisinha descartada perto da embalagem que havia rolado. Ela ficou quieta durante o jantar e Josh nem reparara nisso enquanto narrava animadamente algo que Maya nem estava prestando atenção. Ele havia mentido e essa era a única alternativa correta, Maya queria se dizer que aquela embalagem estava ali a muito tempo, mas desde quando? Ele chegara em NY e em poucos dias eles já eram alguma coisa. Isso significava que ele estava saindo com outras pessoas durante esse tempo todo. "Eu te amo, Maya!" Mentiroso!
Josh colocou a louça na lavadora enquanto enfim reparara que ela estava muito quieta. Maya disse que não era nada, mas ele tocou no assunto do encontro novamente a garantindo que não havia acontecido nada entre ele e aquela mulher, não havia motivo para ela ficar com ciúmes. Ciúmes? Ela não estava com ciúmes dele, talvez aquela vez em que ela o encontrou acompanhado no metro enquanto ela e Riley iam para seu primeiro encontro pudesse ser algo chamado como ciúmes, mas naquele momento ela não sabia o que estava sentindo. Josh se aproximou dela com um sorriso em seu rosto que praticamente a mostrava que ele estava pensando que ela era uma tonta caso pensasse que ele estava com alguém, ele a prendeu contra o balcão e deixou dois leves selinhos em seus lábios, antes de tomar sua boca em um beijo mais quente. Maya se sentiu sendo levantada por Josh que a colocou sentada no balcão se posicionando entre suas pernas enquanto sua boca explorava faminta a dela. Sim, aquele beijo era estimulante, mas não era como antes, Maya sentia que faltava algo mesmo que ela não soubesse o que era.
"Eu estive pensando em te ter nesse balcão desde aquele dia no ateliê." Essas palavras saíram roucas de seus lábios enquanto ele mordia o lóbulo da orelha dela. Maya sentiu suas mãos deslizarem por suas coxas levando o tecido do vestido dela consigo, Josh começou a trabalhar em seu pescoço de forma agressiva a deixando sem ar quando ele pressionou seu quadril ao dela mostrando o quanto ele a desejava. Enquanto as mãos de Josh exploravam seu corpo as de Maya não deixavam sua nuca, seus dedos entre os cabelos escuros dele enquanto ela tentava se concentrar naquele momento, mas ela não conseguia. Aquela Maya de algumas semanas atrás que não se importava com a possibilidade de ser pega com Josh em seu ateliê pois estava completamente envolvida por ele desaparecera e só agora ela estava percebendo isso.
"Merda, Maya! " Ela o ouviu dizer enquanto Josh desafivelava seu cinto rapidamente desabotoando sua calça em seguida. Seus toques não tinham o mesmo efeito sobre o seu corpo como os que ela havia sentido a algumas noites atrás no quarto com Lucas, Maya fechou seus olhos e ela pode ver as imagens daquela noite claramente em sua cabeça, a forma como Lucas sabia como toca-la, como ele não tinha trabalho nenhum para deixa-la onde ele a queria. Maya se viu desejando que aqueles lábios contornando seu sutiã e aquelas mãos firmes em sua cintura a trazendo para si enquanto ele pressionava seus corpos não pertencessem aquele moreno, ela desejava que fossem daquele cara Texano que sempre a tirara do sério. Maya o empurrou e Josh ficou confuso por alguns segundos enquanto Maya descia do balcão, um sorriso malicioso surgiu em seu rosto quando Maya se abaixou para pegar seu vestido do chão, Maya sentiu sua mão em seus cabelos, ela se voltou para Josh e viu seu sorriso morrer quando ele entendeu o que ela estava realmente fazendo.
Ele estava chateado com ela e Maya entendia pois ela mesma estava com raiva de si mesma. Maya havia chorado por todo seu caminho a pé até em casa, ela se sentia suja. Como ela pode fazer isso? Como ela pode aparecer na casa dele depois de tudo o que aconteceu? Como ela pode deixa-lo toca-la? Maya havia perdido a noção de tempo sentada na frente da porta do apartamento em que ela dividia com Lucas, suas lagrimas já haviam secado e ela estava grata por não ter sido encontrada por ninguém naquele corredor. Maya entrou no apartamento evitando fazer algum barulho que pudesse despertar ós tomar um demorado banho ela se juntou a ele na cama, seus braços envolveram o corpo quente de Lucas que dormia tranquilamente. Ela sentia falta de seu calor confortável, ninguém a fazia se sentir tão bem e confortável quanto ele fazia, como ela pode ser tão idiota para não perceber isso?
Ela gostava de o ver dormir, seu corpo aparentemente se programava para despertar alguns minutos antes dele para que assim ela pudesse admirar a forma como seu rosto tinha um semblante tranquilo enquanto ele sonhava com algo que ela gostaria de saber. Infelizmente ela não podia ver seus olhos verdes nublados pelo sono algo que ela secretamente amava. Maya deslizou seus dedos sobre sua bochecha parando no queixo sentindo o atrito de sua pele com a barba recém-crescida dele. Seus dedos contornaram os lábios finos e macios dele sua queda, Maya se viu inclinando sobre ele desejando provar seus lábios mais uma vez pois já fazia horas desde a última vez que ela os provara. Seus lábios roçaram brevemente com os dele e o simples contanto fez seu corpo se arrepiar, ela depositou dois leves selinhos neles começando a se afastar, mas antes que pudesse se mover ela sentiu a mão de Lucas entre seus cabelos a puxando novamente para perto novamente seus lábios colidiram com o dela enquanto ele a puxava para mais um beijo urgente a deixando sem ar. Ela sentiu suas costas contra o colchão e o peso do corpo de Lucas contra o dela e ela não precisava de mais nada. A única coisa que Maya Hart Hunter queria era poder acordar todo dia com Lucas Friar ao seu lado.
Ela tinha que colocar um ponto final naquilo, foi a primeira coisa que passou na sua cabeça ao acordar naquela manhã. As coisas com Josh não estavam nada bem depois daquele dia, nem uma ligação, mensagem ou tentativa de aproximação e Maya surpreendentemente estava feliz com isso. Ela mandou uma mensagem perguntando se poderia o encontrar depois do trabalho e Josh respondera que estava disponível depois das nove e meia da noite e que a estaria esperando. Depois disso Maya não conseguia se acalmar, ela estava agitada, nervosa. O relógio parecia não andar e Maya nunca havia reparado quão longa as manhãs e as tardes são antes daquele dia. Ela precisava vê-lo o mais rápido possível.
Seus pés a guiaram rapidamente para a frente de sua porta, Maya sentia suas mãos suarem e um leve tremor atravessou seu corpo. Ela podia ouvir as batidas de seu coração acelerarem quando sua mão bateu na porta o avisando de sua chegada. Então a qualquer momento ele apareceria, abriria a porta e depois seria o fim do que fosse o que eles tinham. Maya sentiu um aperto em seu peito, isso significava que Josh não faria mais parte de sua vida após aquilo, Maya conseguia sentir aquela garotinha dentro dela irritada com sua atitude e a odiando por acabar com o sonho dela de ser uma Matthews, de ter uma família perfeita como os Matthews pois eles são perfeitos e ela nunca conheceria uma felicidade melhor do que aquela que ela estava arruinando para si. Josh surgiu com seu melhor sorriso a convidando para entrar em seu apartamento e enquanto eles se dirigiam para os sofás Maya se lembrava do que ela deveria fazer ignorando aquela garotinha.
Maya havia programado uma conversa rápida, mas não foi o que aconteceu, Josh a forçou a comer com ele enquanto ele falava sobre como ele iria se mudar definitivamente para Nova York nos próximos dias, a incluindo em todos od seus planos praticamente se esquecendo como ele havia sido frio com ela nos últimos dias. Então após aquele jantar interminável de uma hora Maya estava a ponto de manda-lo calar a boca para que ela enfim pudesse fazer o que ela queria desde a hora que ela havia acordado, só que infelizmente ela não teve chance pois ele a pedira para ajudá-lo a escolher uma roupa para uma entrevista que ele teria no dia seguinte. Josh sabia que ela não se importava com aquilo então ele a empurrou para o seu quarto a dizendo que a encontraria em um minuto quando ela revirava os olhos. Maya olhou para o relógio, Lucas já estava em casa a no mínimo uma hora e ele provavelmente estaria preocupado com sua ausência, maldita hora para seu celular decidir morrer. Maya estava tão perdida em seus pensamentos que nem havia reparado que ela já se encontrava no quarto de Josh, ela só percebera que algo havia acontecido quando Josh a dissera "Você gostou?". Ela enfim reparara no quarto, a cama estava cheia de pétalas de rosas vermelhas, no chão havia alguns corações feitos com pétalas e velas espalhadas pelo quarto. Maya congelou no lugar sem saber o que dizer.
- Eu sei, eu tenho sido um idiota com você nos últimos dias. – Ele se aproximou com duas taças de champanhe a oferendo uma delas – Sinto muito, Maya! Eu não devia tentar forçar nada com você. Você quer que isso seja especial e eu estou disposto a providenciar isso. Eu quero te fazer feliz, te fazer se sentir bem pois eu te amo. Eu nunca me diverti tanto em um encontro quanto eu faço quando estou com você. Você se lembra do nosso primeiro encontro? Você me surpreendeu! Eu pensei que gastaria três horas de minha vida assistindo um filme idiota adolescente sobre algum casal sem graça tentando ficar juntos enquanto você choraria por eles, mas ao invés disso nós assistimos um daqueles filmes proibidos para menores de dezoito anos por ter cenas forte e no fim você fazia comentários durante o filme sobre o quão idiota era o sangue falso, a aparência dos órgãos falsos ou como o cara ou a garota eram idiotas.
- Eu percebi naquela hora que eu estava errado em ter esperado tanto tempo para ficar com você. Eu havia desperdiçado todas as oportunidades de ficar ao seu lado e infelizmente naquele momento já era tarde. Nós fomos tomar um smoothie em nosso local tradicional e a única coisa que eu conseguia pensar era em como seus olhos eram lindos, como eles tinham um brilho tão intenso. Eu posso dizer que nunca vi olhos azuis tão belos quanto os seus. E então seus lábios. Sabe o que se passava por minha cabeça, Maya?
Maya ficou em silencio o olhando enquanto ele se aproximava mais, ela sentia aquela menininha dentro de si pular de alegria com um enorme sorriso de orelha a orelha que fazia suas bochechas doerem. Como ele não teve nenhuma resposta dela ele continuo sua fala:
- Ela tem lábios perfeitos, como deve ser beija-los? Essa pergunta me perseguiu por quase toda noite. Você não faz ideia de como foi difícil me controlar para não inclinar em sua direção e beija-la. – Josh encontrou sua testa na dela, sua mão livre segurou o rosto de Maya, o polegar dele deslizou sobre os lábios de Maya lentamente – e eles continuam tendo o mesmo efeito em mim. Nenhum beijo que eu já dei se compara ao nosso, Maya. Se eu fecho meus olhos eu consigo sentir aquele vento gelado tocando meu rosto enquanto estávamos do lado de fora, eu consigo ver suas bochechas vermelhas enquanto você tentava se aquecer melhor em seu casaco. Você estava falando algo sobre... sobre quão longe Nova York é de LA e eu não aguentei, eu precisava te beijar, Maya. E isso foi tão bom, serio! Foi tão bom que nunca saiu de minha cabeça. Você me disse que era seu primeiro beijo, mas eu confesso que duvidei disso pois foi tão incrível! E eu só pensava em obter mais um, depois outro, depois mais outro... Então quando seus lábios tocaram os meus naquela sexta-feira, Maya, todas aquelas lembranças e sentimentos voltaram e eu só queria beija-la novamente. Eu não conseguia me concentrar em nada naquele fim de semana, eu só queria te ver, te beijar até nossos lábios doerem e quando a segunda-feira chegou eu estava tão nervoso que não conseguia abrir a minha boca. Após te deixar lá sozinha eu estava completamente frustrado comigo mesmo. Riley notara que eu estava estranho e tivemos uma boa conversa que me fez ter coragem de voltar até o seu ateliê e te beijar, a melhor coisa que eu fiz desde que voltei para cá.
Seus lábios tocaram os dela em um beijo delicado, Maya sentiu as mãos dele na mão em que ela levava a taça a tirando de sua mão, Josh aprofundou o beijo e Maya se viu sendo levada para a cama dele. Ela sentia a delicadeza das pétalas de rosa contra sua pele exposta, seu perfume duelava com o de Josh na cama, Maya sentia seus lábios em seu pescoço explorando cada centímetro dele, sua mão deslizava em sua coxa levando seu vestido com ela. Ela deveria gostar disso, ela deveria sentir aquelas sensações que ela havia sentido a dias atrás, mas não. Faltava algo e ela sabia bem o que era que estava faltando. Suas mãos tocaram a dele o impedindo de continuar a despi-la, Josh se afastou questionando-a.
- Precisamos conversar! - Pela forma que ele sorriu Maya soube que Josh estava frustrado com ela – Josh, eu sinto muito, mas eu não posso continuar assim. Eu estou com o Lucas e você sabe disso.
- Eu entendo.
- Isso não está certo! Eu nunca pensei que eu...
- Eu entendo, Maya. Você conversou com ele?
- Não! Não falamos sobre isso.
- Bom, eu acho que podemos dar um jeito nas coisas. Eu acho que tem espaço suficiente para mais uma pessoa aqui.
- Não é necessário Josh.
- Não se preocupe Maya! Eu realmente aprecio sua companhia. Espero que Lucas entenda!
- Josh... Eu não vou deixar Lucas.
Essas palavras saíram de seus lábios e ela viu o sorriso de Josh morrer se tornando em uma careta.
- O que você quer dizer?
- Josh, nós tivemos uma chance e infelizmente ela passou. Nunca pensei que um dia estaria em um relacionamento com Lucas Friar, eu sempre pensei que seria você. Se fosse para me casar com alguém um dia esse alguém seria Joshua Matthews, só que isso é passado. Você nunca se incomodou em me ligar depois do nosso encontro e eu fiquei muito mal com isso, Riley, Farkle e Lucas me ajudaram a superar isso quando eu de repente me sentia perdida pois tudo o que eu pensava que aconteceria não iria mais acontecer. Você não estava lá. Meu primeiro encontro após aquele foi no primeiro ano da faculdade e foi uma droga, aquele cara era um idiota! E eu nem sei porque raios decidi sair com ele. Lucas me resgatou dizendo que havia acabado de receber um alarme de incêndio em meu dormitório e que como ele estava preocupado comigo ele já ia me ligar quando me viu sentada ali...
- Você gosta dele, não é?
Ele a interrompeu.
- Não, eu não gosto dele Josh! E eu sei disso faz um tempo. Eu gosto de você, Josh. Não vou mentir!
Ela segurou sua mão e Josh sorriu esperançoso.
- Eu te amo, Maya.
- Eu não quero te perder Josh!
- Eu também não!
- Mas eu tenho que ser sincera. Eu não te amo.
- Eu posso te fazer me amar!
Ele disse se aproximando dela.
- Infelizmente, você não pode mais! Eu sinto muito, Josh, mas eu não posso continuar com isso o que temos.
- Mas eu te amo! Ele está te obrigando a terminar comigo, não é?
- Não, Josh! Lucas nem sabe que estou aqui.
- Você o ama?
- Sinto muito, Josh! Espero que um dia você possa me perdoar. Espero que possamos ser apenas amigos de agora em diante – eles ficaram se olhando por alguns minutos em silencio- Eu preciso ir, Lucas deve estar me esperando.
Maya se levantou da cama deixando um leve beijo na bochecha de Josh e se afastando em direção a porta.
- Sinto muito, mas eu não posso ser seu amigo, Maya! - Maya se virou para ele, sua mão segurando o batente da porta – Não consigo ver você como só mais uma amiga!
- Sinto muito!
Maya voltou para a porta e deixou o quarto. O barulho de algo se quebrando ficou em sua cabeça quando ela fechou a porta de seu apartamento, havia um lado dentro dela que queria voltar e ver o que havia acontecido, mas ela não o ouviu e foi direto para sua casa. Ela se sentia leve, livre pois ela não tinha que carregar aquela preocupação em seus ombros mais, não eram necessárias mais mentiras e ela sabia que aquela foi a decisão certa.
Já era tarde, Lucas provavelmente estava dormindo então ela tentou fazer o menor barulho possível para não o acordar. A única coisa que ela queria fazer era sentir o calor do corpo dele e o conforto que ele a trazia e em pensar nisso ela se vi com um sorriso idiota em seu rosto. Assim que ela fechou a porta ela colocou as chaves na mesa ao lado da porta, seus olhos percorreram o escuro do cômodo até que eles pararam nos olhos verdes na cozinha. A primeira coisa que se passou em sua cabeça era por que Lucas estava sozinho no escuro e quando ela iria verbalizar seu pensamento Maya percebeu a arrumação da mesa conforme ela se aproximava dele, ela estava confusa o que aquilo queria dizer, seus olhos foram para o calendário ao seu lado fixado na parede.
Ela se sentiu gelar ao perceber o que ela havia esquecido. Maya estava tão envolvida em resolver tudo com Josh que ela esquecera que dia era aquele, ela completamente esquecera do aniversário de cinco anos deles. Lucas balançou sua cabeça negativamente antes de se levantar e deixar a cozinha, Maya o chamou, mas ele não a quis ouvir. Ela o viu ir em direção ao seu quarto original e ela se sentiu tremer e uma dor enorme surgiu em seu peito. Lucas segurou a maçaneta e parou por alguns segundos ali encarando a porta.
- Espero que vocês dois tenham se divertido! - O tom magoado em sua voz despedaçou seu coração, ela o havia magoado. Ela o estava perdendo e isso a assustava pois ela merecia isso, Maya sentiu suas primeiras lagrimas rolarem em um choro silencioso, Lucas se voltou para vê-la enquanto abria a porta seus olhos verdes brilhavam pela quantidade de lagrimas que se formavam em seus olhos – tenha uma boa noite, Maya!
Sua boca se abriu, mas ela não podia dizer nada enquanto ela via a porta se fechando, suas pernas cederam e ela se viu sentada naquele chão aos prantos. Havia acabado, não eram necessárias palavras, ela conhecia Lucas suficientemente bem para saber isso. Maya se arrastou até a porta e tentou a abrir, mas Lucas a havia trancado o que deixava bem claro que ele não a queria ver mais.
Agora ela estava ali, sozinha, sem vontade de fazer nada e a única coisa que ela queria era ficar naquela cama para sempre, mas ela não podia fazer isso, ela precisava se alimentar encontrar algum ânimo para que aquela tristeza enorme não a fizesse mais mal.
Maya olhou para sua barriga e suspirou alisando-a. Os primeiros sintomas apareceram duas semanas após Lucas ir embora e ela os havia ignorado, Riley pirou ao descobrir que a amiga estava sendo descuidada com sua saúde e nem se importara em contar para ela que não andava se sentindo bem, então ela marcara uma consulta para Maya em poucos dias. O fato de ela e Lucas praticamente estarem vivendo vidas separadas fizera com que Maya se tornasse um pouco descuidada com suas pílulas, algo que ela não se orgulhava. A poucas horas atrás, Maya enquanto aleatoriamente checara um dos seus aplicativos de celular notara que sua menstruação estava atrasada e isso a havia assustado. Enjoos mais menstruação atrasada indicavam uma coisa e Maya entrara em pânico sem saber o que fazer. Ela podia ligar para Riley e pedi-la para pegar um teste, mas não, ela não deixaria sua melhor amiga ansiosa principalmente pois elas não poderiam se encontrar pelas próximas seis horas, então Maya foi até a farmácia mais próxima para conseguir um. A mulher que a atendeu perguntou se ela estava se sentindo bem pois ela estava muito pálida antes de oferecer o banheiro do fundo caso ela quisesse fazer o teste naquele momento, Maya prontamente recusou e voltou para casa, ficando encarrando o teste por duas horas naquela cama sem coragem de fazê-lo.
Agora eram apenas ela e a criança em seu ventre, sua mãe havia feito o máximo que pode e conseguiu a criar sozinha então ela tinha um ótimo modelo para se espelhar pelos próximos anos. Talvez ela não devesse pensar assim pois ela sabia que ele não era como pai dela, ele nunca os abandonaria, os pais dele criaram seus filhos muito bem, ela sempre ouvia isso.
A porta se abriu e Maya se assustou ao ver Lucas entrar no quarto depois de todos aqueles dias sem o ver. Seus olhos encontraram com os dela e ele vacilou parando na porta do quarto que antes era deles. Lucas parecia uns cinco anos mais velhos, era visível que a dor da traição e da separação ainda era muita, seus olhos verdes desviaram dos dela para a aporta do banheiro.
- Sinto muito! Eu... Pensei que você não estaria em casa... Eu precisava de umas coisas... Mas posso voltar outra hora...
Disse ele se voltando para a porta, mas Maya o impediu de sair ao chamar seu nome, Lucas se voltou para ela parando seu olhar por alguns segundos sobre ela antes de desviar para a porta do banheiro.
- Lucas, você não precisa ir embora – disse ela se sentando na cama- pegue o que precisar, eu vou deixar você sozinho. Não se preocupe!
Disse ela se levantando, Lucas olhou para a parede tentando ao máximo evitar de olhá-la, quase se espremendo na parede quando ela se aproximou dele na porta.
- Vou estar na sala caso você precise de alguma coisa.
- Certo!
Disse ele quase como um sussurro ainda evitando de olha-la. Maya se sentou no sofá observando o vai e vem dos veículos na rua. Ela sentiu as novas lagrimas rolarem e suas mãos prontamente tentaram as secar, Lucas nem a olhara nos olhos, nem isso ela merecia dele e isso doía tanto. Como ela pode ser tão estupida? Como ela pode o perder assim? Riley havia dito que Lucas precisava de um tempo para si mesmo até que as coisas se acalmem, e que ambas sabiam que ele acabaria voltando para ela depois desse tempo pois ele a ama, mas Maya sabia muito bem que ele nunca voltaria para ela depois de tudo o que houve pois ele nunca poderia confiar nela novamente, e confiança é um dos pilares de um relacionamento algo que ela havia destruído e que seriam muito difícil de obter de volta. Então Maya se lembrou do que ela havia deixado descuidadamente sobre a pia do banheiro a alguns minutos atrás.
- Droga!
Disse Maya se levantando rapidamente, seu corpo tremia de nervosismo enquanto ela fazia uma prece interna pedindo para que Lucas não tenha entrado no banheiro ainda. Suas mãos suavam quando ela entrou no quarto, mas seus passos foram interrompidos quando ela encontrou Lucas parado na porta do banheiro com os olhos fixos no teste em suas mãos. Ela podia ouvir as rápidas batidas de seu coração, seu estomago deu uma volta de trezentos e sessenta graus e Maya se sentiu enjoar devido ao nervosismo pelo o que iria acontecer a seguir. Lucas percebeu sua presença no quarto e seus olhos pararam sobre ela por alguns segundos antes de voltar para o teste em suas mãos, ela podia ver o conflito de sentimentos em seu rosto, mas a tristeza venceu e ele se voltou para ela, seus olhos foram para sua barriga por alguns segundos antes de encontrar com os dela e Maya sentia como se vomitaria a qualquer momento.
-Maya?
Obrigada por passar por aqui!
Espero que vocês tenham tido uma ótima semana. FALTAM POUCOS DIAS PARA O NATAL!
Até mais!
Tenha um ótimo fim de semana!
AH!
Despedida de solteira.
Vou deixar isso aqui em poucos dias vocês saberão o que significa.
Beijos.
