Disclaimer: Gundam Wing não me pertence, assim como seus personagens.

Casal: 1x2

Gênero: Yaoi, Angst, Drama, Romance.

Sinopse: Após conhecer o glamour e o lado negro da fama, Duo percebe que apesar de todo o dinheiro e luxo do qual vive cercado, sua vida não passa de uma grande mentira. Inconformado com a figura patética na qual se transformou, em meio a crises de identidade, passa a se auto-destruir, vivendo ao estilo sexo, drogas e rock'n'rol. Será que Heero poderá salvá-lo?

Agradecimentos: A Blanxe por fazer a revisão da fic. \o/ Valeu Blanxita. E a todos que deixaram review. Muito obrigado, as review de vocês são muito importantes pra mim.

Fatos, locais e alguns personagens são frutos do delírio da autora.

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Sempre Depois da Tempestade

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Capitulo 04:

Away from me

(Para longe de mim)

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I hold my breath

Eu prendi minha respiração

As this life starts to take its toll

Quando essa vida começou a cobrar os impostos


I hide behind a smile

Eu me escondi atrás de um sorriso

As this perfect plan unfolds

Quando esse plano perfeito foi descoberto


But oh, God, I feel I've been lied to


Mas ah, Deus, eu sinto que eu fui enganado


Lost all faith in the things I have achieved

Para perder toda a fé nas coisas que eu alcancei,


And I…

E eu...

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Eu ando sem rumo pelos becos de L2. Não quero ser encontrado. Passei a minha infância correndo por esses becos imundos e ninguém conhece esse lugar melhor do que eu. Eles descobrirão toda a verdade, descobrirão que sou apenas uma farsa. Eu não passo de um garotinho assustado se escondendo atrás de uma máscara de sorrisos. Parece que quando eu estou sorrindo dói menos.

É por isso que estou sempre sorrindo, não é porque eu sou feliz ou porque eu acho as coisas engraçadas, é apenas porque quando eu estou fingido que não me importo, quando uso minha máscara de sorrisos, a dor diminui. Eu a confundo com sentimentos felizes.

Não há ninguém tentando me achar... Ninguém me levará para casa. Ninguém vai segurar minha mão e dizer-me palavras doces... Ninguém vai me afastar deste mundo vazio que criei. Eu quero que alguém me salve desse nada que eu me tornei. Corro por esses becos e ruas e ninguém me reconhece. Corro até chegar a um parque no centro da Colônia. O local é mais uma tentativa inútil de melhorar o ar poluído e sem vida da Colônia. As arvores estão sempre morrendo com a falta de minério da terra e pela falta de profundidade e água, uma tentativa forçada do governo de L2 de copiar a natureza da Terra. O parque está vazio agora. A noite já esta quase chegando e, sem a iluminação adequada, o parque praticamente não é visitado a noite.

Eu sento em um dos bancos do parque, o banco fica ao lado de um poste sem iluminação. Meus pensamentos estão a mil por hora, não consigo me fixar em nada com exatidão. Tudo que eu quero é sumir, queria tomar alguma coisa que me levasse para longe daqui. Lembro-me que com todo o dinheiro que eu tenho, só preciso achar um ponto em L2 que venda drogas. Por sorte já morei nessa Colônia tanto tempo que conheço cada beco sujo e lugares onde vendem substâncias químicas proibidas. Levanto-me e vou até um desses lugares. Uma voz dentro de mim me diz para resistir, para não intoxicar meu corpo com mais porcarias, mas outra voz me diz para seguir em frente e fazer o que eu tenho vontade. Prefiro ignorar a voz que eu sei que está certa e ir atrás de drogas. Pelo menos assim posso esquecer-me do nada que eu sou.

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Angélica andava de um lado para o outro no saguão de entrada do hotel. Passava pouco das seis horas da tarde e o dia já começava a escurecer, mas inda permanecia claro iluminado pelo sol do entardecer. A garota tinha acabado de dispensar um grupo de jornalistas, que insistiam em falar com o vocalista ou qualquer outro membro da banda Deathscythe Hell. O semblante de Angélica expressava pura preocupação. Hilde acabara de descer de um táxi na porta do hotel com algumas sacolas na mão, indicando que tinha saído para fazer compras.

Quando entrou no saguão, viu a secretaria parecendo uma barata tonta, desesperada, andando de um lado para o outro.

-O que está acontecendo, Angélica? Desse jeito você vai fazer um buraco no chão. – Hilde largou as sacolas.

-Ai, Hilde, graças a Deus que você chegou. O Duo está com você?

-Não, por quê? Eu não o vejo desde que ele saiu para a entrevista coletiva.

-Não é possível! Você tem alguma idéia de onde ele possa estar?

-Mas o que afinal aconteceu pra você estar tão desesperada atrás dele?

-Ele sumiu.

-Como assim sumiu?

-No meio da entrevista coletiva ele simplesmente levantou-se e sumiu. Não apareceu para o almoço com os patrocinadores e daqui a algumas horas a repórter da MTV estará aqui para a entrevista e nada dele aparecer.

-Mas você sabe o que aconteceu para ele sumir desse jeito?

-Não, eu não sei. Um dos repórteres insistiu em falar sobre o novo CD da banda e Duo se recusou então o repórter ficou insinuando que Duo poderia ser um dos cinco pilotos gundam e ele simplesmente levantou-se da mesa e sumiu.

-Ai, meu Deus! Mas o que o Duo disse? Ele confirmou a suspeita? Ou negou?

-Lógico que ele negou. Não tinha porque confirmar se ele não foi um piloto de guerra. Ou foi? - Angélica olhou para Hilde perplexa.

-Não, claro que não. Ele não foi. –Hilde negou displicentemente. Ninguém da banda ou da equipe sabia desse fato. Esse era um fato que ninguém poderia saber.

-Temos que encontra-lo. Eu não faço a menor idéia de por onde começar a procurá-lo, não conheço essa Colônia. Não quero chamar a atenção dos jornalistas para esse sumiço do Duo por isso não comuniquei a ninguém.

-Você fez bem.

-Pensei que talvez você soubesse onde ele está, afinal, vocês moravam juntos aqui em L2.

-Eu acho que eu sei onde procurá-lo. – Hilde ficou pensativa. O único lugar onde Duo poderia ter ido era para seu antigo apartamento, ele tinha que estar lá. –Por favor, leve estas sacolas para o meu quarto que eu vou procurar por Duo.

-Boa sorte. – Angélica pegou as sacolas e se dirigindo até o elevador.

Hilde vai até a recepção.

-Por favor, pode chamar um táxi pra mim. Urgente! - Hilde pediu a recepcionista.

-Senhorita, o seu táxi chegará em menos de quinze minutos.

-Obrigada.

Hilde vai para a parte externa do hotel. Tinha quase certeza que encontraria Duo em seu antigo apartamento, pois era o único lugar para onde ele poderia ir nessa Colônia. O táxi estava demorando um pouco e o apartamento era relativamente longe para ir andando. Teve que esperar.

Ao ouvir por alto a conversa de Hilde com a secretaria particular de Duo e constatar que desde a coletiva de imprensa Duo havia sumido, correu para o estacionamento onde estava o carro que havia locado para sua locomoção no tempo em que ficaria na Colônia.

Heero saiu apressado do hotel e foi até o antigo apartamento do americano. Sabia que iria encontrá-lo lá, mesmo que Hilde não tivesse dito nada. Chegou até o prédio, desceu do carro, foi até a porta do apartamento e parou. Sabia que quando abrisse aquela porta reencontraria Duo depois de cinco anos. Qual seria a reação dele? Será que ele sorriria como sempre? Será que ele o odiaria? Eram tantas perguntas que só teriam respostas se Heero abrisse aquela porta. Finalmente decidiu abri-la. Não estava trancada, Heero já imaginava. O apartamento estava escuro, parecia abandonado com aqueles lençóis brancos cobrindo os poucos móveis. Procurou pelo interruptor e acendeu a luz, mas nenhum sinal do americano.

-Duo, você esta aí? – foi até a cozinha. –Duo...

Ouviu um barulho de algo sendo derrubado no quarto e correu até lá para verificar se realmente era Duo. Chegou à porta do quarto e o ambiente estava escuro, sendo iluminado apenas pelos últimos raios de sol que invadiam a janela atravessando o vidro e causando uma sensação melancólica. Percorreu os olhos por todo o cômodo, mas não viu o americano. Adentrou no quarto e sentiu o cheiro amadeirado do perfume de Duo. Era incrível como aquele lugar ainda mantinha esse cheiro intacto. Sentou-se na cama olhou novamente ao redor e presenciou uma cena que o assustou.

Duo estava sentado no chão, desfalecido, com os olhos entreabertos, olhando para um ponto fixo na parede, suava muito e, ao seu lado no chão, havia uma garrafa de bebida alcoólica e uma seringa, a ponta da agulha suja de sangue. Heero observou que o braço esquerdo de Duo na parte de dentro na junta acima do antebraço, tinha claras picadas de agulha. Ele havia usado drogas.

-Duo... Duo você está bem? - Heero correu até Duo e o sacudiu tentando despertá-lo daquele transe.

Pegou a agulha e certificou de suas suspeitas.

-Ele injetou heroína. Por quê? Por que ele injetou drogas?

Duo parecia impassível, parecia não notar a presença de Heero. Olhava sempre para o mesmo ponto fixo. Ainda estava sobre o efeito da droga. O japonês não tinha a menor idéia da quantidade que havia injetado e nem se ele realmente ficaria bem, não poderia levá-lo para um hospital às pressas, chamaria a atenção de todos os repórteres que estavam sempre atrás de uma fofoca sobre a vida de famosos.

-Duo você consegue me ouvir?

-He... Heero... Onde você está? Você não virá me salvar? Heero... - Duo movia os lábios saindo alguns sons roucos e quase incompreensíveis que Heero se esforçou para entender.

-Duo, eu estou aqui... Não se preocupe. – Heero passou a mão carinhosamente pelo rosto de Duo.

-Heero... Você não vai me salvar?

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I've woken now to find myself

Eu acordei agora para me achar

In the shadows of all I have created

Nas sombras de tudo que eu criei

I'm longing to be lost in you

Eu desejo me perder em você

(away from this place I have made)

(longe desse lugar que eu criei)

Won't you take me away from me

Você não vai me levar para longe de mim?

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Heero pegou o americano nos braços e o levantou iria levá-lo de volta para o hotel. Duo estava com um cheiro horrível e quase insuportável de álcool, não poderia sair assim daquele apartamento.

-Me solte. Eu não quero ir embora. - Duo pedia com a voz rouca e falha.

-Calma, Duo.

O levantou e o colocou sobre a cama.

-Duo, você está aqui? Eu vim te buscar porque já está quase na hora da entrevista com... Heero? – Hilde se surpreendeu ao encontrá-lo no apartamento do americano. De todas as pessoas do mundo, Heero era a única que não esperava encontrar ali. Ela havia chegado ao prédio e encontrou a porta do apartamento aberta. Supôs que Duo estava ali, mas não esperava tamanha surpresa. –O que você está fazendo aqui?

-O mesmo que você, eu suponho. – Heero respondeu curto e grosso.

-O que você fez com ele? – Hilde indagou ao notar que Duo estava desfalecido sobre a cama.

-Nada. Duo não precisa da ajuda de ninguém para se meter em confusões.

-O que quer dizer?

-Está sentindo o cheiro de álcool? – a garota fez um sinal positivo com a cabeça. –Ele se entupiu de álcool. E esta vendo isso aqui? Ele injetou heroína. – Heero mostrou a seringa.

-Ah não! Ele fez de novo. Mas ele nunca havia usado algo tão forte.

-Como assim? Essa não é a primeira vez que ele usa drogas?

-Não. Começou fumando maconha só pra "relaxar", além de beber muito. Depois partiu pra drogas sintéticas como o ecstasy, mas que eu saiba, essa é a primeira vez que ele usa heroína. – houve um minuto de silêncio. –Tenho que levá-lo de volta para o hotel, em menos de uma hora temos uma entrevista marcada.

-Eu a ajudo. – Heero ofereceu.

-Eu não quero a sua ajuda. – Duo protestou deitado na cama.

-Podemos levá-lo para o hotel em meu carro, suponho que você tenha vindo de táxi. – Hilde fez um sinal positivo. –No meu carro chamará menos a atenção desses paparazzis que estão sempre atrás de fofocas sobre pessoas famosas.

-É uma ótima idéia. Vou dispensar o táxi que me trouxe.

-Eu já disse que não quero a ajuda desse soldadinho bastardo de merda. – Duo se sentou na cama fulminando Heero com os olhos.

-Cala boca, Duo. Você está completamente bêbado. – Heero ordenou.

-Por favor, Duo, ele só esta querendo ajudar. – Hilde tentou acalmá-lo.

-Ajudar? Ora, poupe-me, Hilde. Esse bastardo veio aqui apenas zombar de mim. É o que ele sempre quis fazer.

-Duo, eu vou lá em baixo dispensar o táxi. Faça-me um favor, fique de boca fechada por pelo menos cinco minutos. – Hilde pediu.

Quando Hilde saiu do apartamento, um silêncio tenebroso invadiu o local. Duo estava sentado na cama ainda meio zonzo encarando o japonês enquanto este estava parado a porta com os braços cruzados. Era estranho ver como o ex-piloto do Wing não tinha mudado quase nada durante cinco anos. Ele estava um pouco mais alto e mais magro, mas seus músculos continuavam bem definidos, os cabelos como sempre desgrenhados conservavam a cor queimada do sol. Heero estava ficando incomodado com o olhar penetrante do americano sobre si, voltou-se para ele interrogativo.

-O que foi? – encarou o americano.

-O que você veio fazer aqui? – Duo rebateu.

-Que eu saiba L2 não é propriedade sua. – Heero não conseguia entender porque estava agindo de forma tão defensiva, não era assim que ele queria agir.

-Não, ainda não. – Duo sorriu irônico. –Mas esse apartamento é de minha propriedade, sendo assim, PONHA-SE DAQUI PRA FORA! – Duo esbravejou.

-Você continua o mesmo grosso de sempre. – Heero replicou em tom baixo.

-Pelo menos não fico invadindo propriedades alheias. – Duo devolveu baixando o tom de voz.

-Qual é o seu problema, Duo? – Heero o encarou.

-Pronto, rapazes, tudo resolvido, vamos direto para o hotel. - Hilde chegou bem a tempo de impedir uma discussão.

-Eu não vou a lugar algum com esse soldadinho. – Duo levantou-se abruptamente da cama, mas seu corpo fraquejou caindo de volta na mesma.

-Duo? – Hilde correu para ajudá-lo. –Ele não responde. Acho que desmaiou.

-Deixe-me ver. – Heero checou se o americano respirava e tomou seu pulso. –Ele está respirando, é só um desmaio, provavelmente por causa da bebedeira. Melhor assim, pelo menos ele não vai reclamar no caminho para o hotel.

Heero pegou Duo nos braços e recusou a ajuda de Hilde. Surpreendeu-se com a leveza do corpo do ex-piloto. Ele estava magro, extremamente pálido e, apesar da maquiagem, o japonês pôde notar que os olhos estavam fundos e abatidos. Deitou o americano no banco traseiro do carro e, durante todo o percurso para o hotel, o silencio reinou. Hilde olhava de rabo de olho para o japonês de vez em quando, sua garganta coçava de vontade de perguntar o que Heero estava fazendo em L2 e ainda por cima no apartamento de Duo, mas preferiu não arriscar e permanecer calada.

-Eu estou aqui em missão.

-O quê? – Hilde foi pega de surpresa.

-Eu vim a L2 por causa de uma missão, não é isso que você queria me perguntar?

-S... Sim. Mas...

-Ai minha cabeça! Parece que eu fui atropelado... – Duo estava meio zonzo e sentou-se no banco do carro.

-Que bom que você acordou Duo. Como se sente? – Hilde perguntou.

-Já chegamos. – Heero interrompeu o inicio de conversa e estacionou o veiculo.

-Vamos Duo, faltam poucos minutos para a entrevista e você ainda tem que tomar um bom banho porque está fedendo a bebida.

Hilde desceu do carro, Heero fez o mesmo, Duo enrolou um pouco e por fim desceu com uma cara amarrada.

-Obrigada, Heero. Nem sei como te agradecer. – Hilde sorriu.

-Não pense que eu vou te agradecer. – Duo deu as costas e saiu pisando a passos firmes.

-Espere, Duo. Não se agite tanto, você não está muito bem.

Hilde foi atrás do americano e o ajudou a caminhar, Heero ficou apenas observando os dois sumirem hotel adentro. Aquele definitivamente não era Duo, era apenas um impostor que havia se apossado do corpo do sorridente americano. Aquele ser era vazio, fútil, arrogante. Nem de longe lembrava o espalhafatoso Duo de outrora. Heero pôde analisar, pelo pouco contato que tivera com o ex-piloto do Deathscythe, que não seria nada fácil uma aproximação. Primeiro teria que resgatar o antigo Duo.

-Será que eu fiz a escolha certa vindo atrás dele? – perguntou-se.

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Crawling through this world

Rastejando por esse mundo

As disease flows through my veins

Como a doença corre por suas veias


I look into myself, but my own heart has been changed


Eu olho dentro de mim mesmo, mas meu coração foi mudado


I can't go on like this

Eu não posso continuar assim


I loathe all I've become


Eu detesto tudo o que me tornei

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Curvou-se diante do vaso sanitário e vomitou mais uma vez. Desse jeito nunca conseguiria terminar seu banho. Toda vez que abria o chuveiro, sentia náuseas e corria para vomitar. Não sabia o que estava vomitando se desde a manhã não ingeria alimento algum, nem no almoço. Finalmente após inúmeras tentativas conseguiu terminar o banho e fazer desaparecer todo o cheiro de álcool. Mal vestiu a roupa de baixo e jogou-se na cama. Estava exausto, parecia que o peso do mundo caia-lhe sobre os ombros. Dormiu.

-Duo, espero que você esteja pronto porque já está na hora da entrevista. – Hilde entrou na suíte procurando pelo americano e ficou indignada quando o viu dormindo. –Duo? Acorda! - a garota puxou os lençóis e o sacudiu. –Levante-se!

-Me deixe em paz, sai daqui!

-Não senhor. Rivers e Chester já estão lá em baixo nos esperando e a VJ da MTV está na recepção. Só falta você, se vista agora e desça.

Duo levantou-se a contra gosto, vestiu a primeira roupa que viu pela frente e desceu com a cara amarrada. A VJ os recebeu com um enorme sorriso e Duo fingiu estar tudo bem e correspondeu amigavelmente. A VJ fazia perguntas básicas e previsíveis aos quatro integrantes da banda, algumas mais ousadas sobre suas vidas pessoais, mas nada demais.

-Então, Duo, como vocês explicariam o estrondoso sucesso da banda?

-Eu não sei, talvez tenhamos um pacto com o diabo. – brincou e todos riram. –Talvez isso se deva a nossa competência. Podemos não ser os melhores, mas nos dedicamos muito a música, e o resultado é esse, um bom som, letras que fazem à cabeça da galera. Sei lá.

-Como a banda começou?

-Hilde e eu já nos conhecíamos, éramos bons amigos. Eu tocava guitarra e ela tocava baixo daí entramos pra uma escola de música e decidimos montar uma banda. Conhecemos Chester e Rivers, e eles toparam fazer parte da banda. Eu já tinha uma noção de violino e piano. Reunimos-nos, ensaiamos, deu certo. Aí nasceu o Deathscythe Hell.

-"Lie to me" é o terceiro cd da banda, a maioria das músicas, inclusive a que dá nome ao CD, foram compostas por você Duo. De onde vem a inspiração?

-A maioria da minha vida pessoal, de historias que eu vivi, algumas de fatos que me contaram, sei lá. A inspiração é múltipla. Mas também há composições de Chester e da Hilde neste CD.

-Vocês estão fazendo uma turnê milionária pelas Colônias. Quais vocês preferem os palcos da Terra ou os das Colônias?

-Não há distinção. – Chester se adiantou em responder. –O carinho com que tratamos o público é o mesmo. Tanto faz se estamos na Terra ou no espaço. Não há preferências.

-E enquanto aos rumores de que você teria sido um dos pilotos gundam? O que você tem a dizer sobre isso Duo?

-Nada. São apenas especulações vazias. – negou. –Não sei nem pilotar meu próprio carro direito quem dirá um Móbile Suit. - Desta vez Duo estava mais calmo para negar essas especulações. Heero estava fora de seu campo de visão e não podia distraí-lo.

Heero observava de longe a entrevista. Quem visse Duo sorrindo brincalhão daquele jeito o confundiria com o ex-piloto do Deathscythe, mas não era ele. No fundo Heero sabia que não eram a mesma pessoa. Havia um enorme abismo de diferença entre o antigo Duo Maxwell e o Duo de agora. Havia uma sombra em volta dele, algo que o separava da realidade, parecia ter sofrido uma lavagem cerebral.

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Lost in a dying world

Perdido num mundo que está morrendo

I reach for something more

Eu procuro algo mais


I have grown so weary of this lie I live

Eu cresci tão cansado dessa mentira que eu vivo.

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Continua...

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Cantinho da autora:

Estranha a reação do Duo ao encontrar Heero após tantos anos? Espero comentários. Ate o próximo capitulo. "O real encontro deles". Como vai ser? O.o

Um grande beijo

Asu-chan.