DESCULPEM PELO ATRASO!! As faculdades estão me matando mesmo. Sinto muito por ter demorado tanto para postar um capítulo... mas aí vêm dois de vez. Dessa vez eu peguei uma música do Fall Out Boy como referência, porque acho que cabe bem. E a tradução tá estanha, e muitas vezes não literal; é que tentei adaptar para o corrente aqui.

Espero que gostem!


005 – Heiki (arma) & Heiki (bem)

I confess, I messed up

Eu confesso, ferrei tudo

Droppin, "I'm sorry", like you're still around


derramando desculpas como se você ainda estivesse por perto

And I know you dressed up

E eu sei que você veio com um

"hey kid, you'll never live this down"

"Ei guri, você nunca vai se virar tão baixo-astral"

You're just the girl all the boys want to dance with

Você é apenas a garota com quem todos os meninos querem dançar

And I'm just a boy who's had too many chances

e eu sou apenas um garoto que teve chances demais

I'm sleeping on your folk's porch again, dreaming

Andei dormindo na varanda dos seus pais outra vez, sonhando

She said, she said, she said, "Why don't you just drop dead?"

Ela disse, ela disse, ela disse, "Por que você não some?"

I don't blame you for being you

Eu não te culpo por você ser você mesma

But you can't blame me for hating it

Mas você não pode me culpar por odiar isso

So say, "What are you waiting for? Kiss her! Kiss her!"

Então diz: "O que você está esperando? Beije-a! Beije-a!"

I set my clocks early 'cause I know I'm always late

Eu boto o relógio cedo porque sei que estou sempre atrasado

Write me off, give up on me

Me tire da raia, desista de mim

'Cause darling what did you expect

porque, querida, o que você esperava?

I'm just off a lost cause

eu sou só uma causa perdida

A long shot, don't even take this bet

um mau chute, nem ponha fé

You can make all the moves, you can aim all the spotlights


você pode fazer todas as jogadas, pode caçar todos os holofotes

Get all the sighs and the moans just right

Arrancar todos os suspiros e gemidos também

I'm sleeping on your folk's porch again, dreaming

Andei dormindo na varanda dos seus pais outra vez, sonhando

She said, she said, she said, "Why don't you just drop dead?"

Ela disse, ela disse, ela disse, "Por que você não some?"

I don't blame you for being you

Eu não te culpo por você ser você mesma

But you can't blame me for hating it

Mas você não pode me culpar por odiar isso

So say, "What are you waiting for? Kiss her! Kiss her!"

Então diz: "O que você está esperando? Beije-a! Beije-a!"

I set my clocks early 'cause I know I'm always late

Eu boto o relógio cedo porque sei que estou sempre atrasado

- Fall Out Boy, "A Little Less Sixteen Candles, a Little More 'Touch Me'" – tradução livre!!


É, estavam todos rindo. Dele. Estavam todos rindo dele.

Foi aí que ele começou a se perguntar o que diabos ele tinha ido fazer lá.

Não era o ambiente dele. Era uma festinha "mamãe viajou" na piscina da mansão dela. E ela estava cercada dos amiguinhos dela – playboyzinhos, piriguetezinhas – segurando cervejas na mão, escondidos dos pais, e ainda por cima ela estava enlaçada com aquele desmiolado filhinho de papai popular só porque estava no time de futebol daquela escolinha de merda. Todos eles eram popularezinhos naquela ruazinha de merda em que viviam. Aqueles alienadinhos.

O buquê de lilases em sua mão vacilou um pouco, e ele baixou o braço. Ela continuava a rir, apertando os braços em volta da cintura daquele idiota de cabelo cacheado, bronzeado maneirinho, só exibindo os músculos para o pálido Roy. Ela era tão bonita, estava tão sexy naquele biquíni branco, molhado, os cabelos lisos e ruivos a acariciar seus ombros e costas, e jogava a cabeça para trás, com um sorriso malévolo. Roy desejou não querer limpar o suor de sua testa agora.

- Então você veio mesmo! – Provocava ela com voz zombeteira – Ele veio mesmo pessoal, o menino Roy!

As flores em sua mão tremiam. Tudo o que queria era ir embora. Mas não, não fora ele que decidira ir, se declarar, após ter sido "convidado"? Não fora ele que perdera noites sonhando com ela, escrevendo poemas para ela, sendo ridicularizado por Riza-chan que por infelicidade descobrira uma foto dela dentro de um livro de Física? Riza disse para ele não ir, era burrice, ele ia se arrepender.

- E quando você voltar, pode crer – gritou ela furiosa quando ele dava as costas, após desmerecer todos os seus argumentos – você vai estar acabado e eu só vou rir, e rir muito!

No final Riza estava certa, né? Ela agia como Riza previra...

Aí veio aquela castanha de repente à velocidade da luz e – POC!! – bateu bem no meio da testa dela, que, desnorteada, empurrou o namoradinho e caíram os dois na piscina num ruído surdo de algo grande despencando sobre uma superfície semi-sólida. O silêncio caiu como um pano sobre a cena, sendo cortado apenas pelas cuspidas, xingamentos e patinhas do casal entrelaçado na água. Um segundo depois todos começaram a gritar, a olhar para os lados, a tentar ajudar a jovem que escorregava na escadinha da piscina, berrando irada.

Roy não ficou por mais tempo. Andou pelo caminho de cascalho até os portões de ferro negro da casa, adornados com tigres, apressado. Quando abriu a grade lembrou-se que ainda segurava as flores na mão; largou-as no chão com um gesto de nojo e mal saía para a rua de paralelepípedos ladeada por mansões semelhantes quando ouviu alguém arfando atrás de si. Não esperou.

Logo os passos o alcançaram, e começaram a andar lado a lado, sem falar. Roy não queria nem olhar. Passaram pelas outras ruas calçadas da ala nobre do bairro e seguiram para fora da área urbana, caminhando pelo passeio. Passaram pelas lojas, casas mais simples, até que a estrada calçada acabou e só sobrou a de terra. Quando avistaram o casarão em que moravam, no pé da colina em que estavam, já estava anoitecendo.

Roy notou que ela estava se virando pra falar com ele. Ia começar. Ela ia tentar humilhar, ia caçoar dele por ter ido, mas ele não deixaria isso acontecer, nem que fosse no grito. Afinal, quem a havia chamado lá? Por que diabos ela foi parar...

- Você está bem?

Roy piscou. A olhou pela primeira vez: não estava zombando. Seu semblante era sério simplesmente, sem franzidos, e sua voz era firme, bem como os olhos: não estava brigando, não iria nem repreendê-lo... ele engasgou ao tentar responder, encarando-a.

- Tô. – conseguiu dizer, virando o rosto cujos olhos ele já sentia úmidos.

Ela assentiu com a cabeça e começou a descer a colina. Roy seguiu-a. Ela estava junto a porta quando a alcançou, mas não tinha aberto ainda. Ele a indagou com o olhar, mas assim que notou ela já tinha o braço estendido, a mão totalmente aberta com o estilingue pousado sobre ela.

- Tó. – Roy continuou surpreso, olhando do brinquedo para a menina, ainda muito séria – Pro caso de precisar de uma arma pra se defender algum dia, de novo. Pro seu bem.

E sorriu muito docemente, encolhendo os ombros e aninhando o estilingue na mão de Roy. E deixando o rapaz ainda estupefato, abriu a porta e entrou.


Bem, EU não gostei desse muito não. Mas vamos ver o que vocês acham! Por favor, comentem (flames são bem-vindos).