Tradução de "Like Brother and Sister" de RadiantBeam

Disclaimer: Bleach não me pertence e essa fanfic não possui fins lucrativos. Blá, blá, blá.


Aí está o quarto capítulo, dessa vez sem atrasos (até com certa antecedência \O/)

Apenas um detalhe que não me lembro de ter comentado antes (Falha minha, eu sei. Me perdoem) é sobre o fato de, nessa fic, Byakuya ser o pai de Rukia e não seu irmão, já que, como a autora mesmo disse, ficaria um tanto fora de contexto.

Chega de enrolação. Espero que curtam.


Rukia passou facilmente entre a multidão e moveu-se até a calçada, pausando para olhar sobre seu ombro. Ela não viu nem sinal de Ichigo, e contraiu levemente o rosto antes de suspirar. Não era como se eles fossem juntos para casa de qualquer jeito, já que sua casa era na direção oposta da dele. Rukia apertou sua bolsa contra seu corpo e começou a caminhar.

Ela dera apenas alguns passos quando seus olhos foram cobertos por um par de mãos. Seus lábios se curvaram em um sorriso fraco. "Tire as mãos."

"Adivinhe quem é."

O sorriso se tornou malicioso; Rukia avaliou o ângulo de seu cotovelo até seu alvo e, com força, empurrou seu braço para trás, acertando diretamente o estômago da pessoa. Renji berrou. "Ow! Pra quê isso, Rukia?!"

Ela sorriu docemente. "Eu disse que era para tirar as mãos, Renji."

Renji fez uma careta e colocou a mão sobre sua barriga, mas andava normalmente atrás dela. Rukia inclinou sua cabeça para trás, olhando-o. "Então, o que você achou daqui até agora?"

Ele grunhiu. "Quando você já esteve em um lugar novo, você já esteve em todos eles." Ele murmurou. "Todos eles parecem iguais para mim agora."

"Suponho que sim." Rukia fez uma expressão séria enquanto se lembrou de algo que já a atormentava há algum tempo. "Hey, Renji?"

"Yeah?"

"Como você acha que seria se nós nunca nos mudássemos? Se ficássemos em um lugar apenas? Se..." ela hesitou, mas não precisava acabar a frase. Se tivéssemos amigos com os quais ficássemos para sempre.

Renji ficou sério por um momento, pensando sobre isso. Ele suspirou. "Não sei," ele disse enfim. "Acho que séria muito bom. Ser capaz de ficar em um lugar, sabendo que é o lugar aonde você pode voltar. Sabendo que você nunca vai ir a outro lugar a qualquer momento." Sendo capaz de ter amigos que não mudam toda semana, todo mês, todo ano com exceção deles dois."

Rukia assentiu, assistindo o pôr-do-sol por trás dos prédios da cidade, banhando o céu em gentis tons de laranja e vermelho.

"Yeah," ela murmurou. "Acho que seria muito bom também."


As estrelas começavam a aparecer no céu alaranjado quando Rukia destrancou a porta, abrindo-a. "Pai?" ela chamou, fechando a porta atrás de si. "Pai?"

"Estou aqui, Rukia."

Byakuya Kuchiki tinha uma voz baixa e autoritária, o tipo de voz que podia fazer alguém se ajoelhar aos seus pés – ou fazer alguém calar a boca e escutar. O que era irônico era o fato de sua voz ser sempre baixa. Rukia hesitou antes de andar pelo hall, esgueirando-se para o escritório. "Pai?" O tímido sussurro escapou de seus lábios antes que pudesse parar para pensar.

Byakuya levantou o olhar do livro que lia; seus olhos eram calmos quando olhou para sua filha, seu rosto inexpressivo como pedra. "Como foi a aula hoje?"

"Foi legal." Rukia lutou contra a urgência de desviar seu olhar para outro lugar. "Almocei com Ichigo e voltei para casa com Renji."

Ichigo era um nome com o qual Byakuya tinha se familiarizado durante os anos em que sua filha esteve na escola secundária, e esperava seriamente que ela nunca mais tivesse encontrado com o dono desse nome. Ergueu uma sobrancelha. "Ichigo Kurosaki, presumo."

"Sim." Ela fechou os olhos, sabendo a expressão no rosto de seu pai. "Pai..."

"Ele tinha um recorde, estou certo? De brigas."

"Sim, pai, mas…"

Rukia hesitou, desejando desesperadamente que pudesse atravessar o chão e desaparecer. Conversar com seu pai sempre tinha sido uma difícil tarefa, algo que ela sempre tentava evitar se pudesse.

Ele contraiu levemente o rosto.

"Apenas lembre-se disso," ele murmurou por fim, voltando a sua leitura.

"Sim, pai."

Vendo isso como um sinal silencioso, Rukia saiu correndo para o hall, subindo as escadas e indo rapidamente ao seu quarto, fechando a porta atrás de si sem se importar em fechá-la com cuidado. Ela deixou sair um audível suspiro, atirando de lado sua bolsa antes de se jogar na cama.

E ela deitou-se, com o rosto coberto, tremendo. Porém ela não chorava. Chorar não seria aceitável.

Parecia que quanto mais ela tentava, mais era impossível alcançar seu pai. Havia uma enorme fenda entre eles, ela de um lado, ele do outro, e mesmo que chamasse ou tentasse arduamente, nada seria suficiente para criar uma ponte por onde ela pudesse atravessar e, enfim, alcança-lo. Sua mão apertou com força a colcha brevemente, antes de perder as forças; ela cerrou os dentes, deixando uma lágrima escorrer.

"Pai..."

Ele tinha ficado assim desde a morte de sua mãe.

Sua mãe tinha morrido dez anos atrás. Rukia tinha apenas cinco anos.

E a fenda apenas cresceu ainda mais.


Sobre o post de hoje, acabei fazendo-o na sexta, porque amanhã não estarei em casa e será meio que impossível postar, pois vou sair de casa às 8 da manhã. Mas valerá a pena já que estarei indo para a Liberdadeee! •olhos brilhantes• Ai, ai... faz tanto tempo que não vou pra lá. Morar no interior é um saco, além de te chamarem de caipira (sim, fazem isso constantemente) é longe de absolutamente tudo! •suspira• Mas não importa haushuahs!

Nya TohikaHyuuga Mithas2 Pink Cherry s2Boke-chan e Itakochan8D, muito obrigada por comentar e me deixar mais animada.

Então, então? Que tal postarem review para a minha pequena pessoa? Heim, heim? (Ainda duvidam do meu retardo?)

Já nê O/