Tradução de "Like Brother and Sister" de RadiantBeam
Disclaimer: Bleach não me pertence e essa fanfic não possui fins lucrativos. Blá, blá, blá.
Capítulo 13: Enquanto o Mundo se Desfaz
Ichigo ajeitou sua mochila sobre o ombro, começando a andar enquanto seguia seu pai e suas irmãs. Sua cabeça estava baixa, ambas as mãos o mais enfiadas possível dentro dos bolsos.
17 de junho...
O sol brilhou mornamente sobre sua cabeça. Um pássaro cantou feliz. Ichigo contraiu as sobrancelhas.
Hoje era o dia. Mas tão diferente daquele dia...
"Renji! Você poderia desacelerar?!"
O garoto com cabelos vermelhos ouviu a voz impaciente da amiga, mas nem deu atenção; com uma expressão irritada, Rukia meio que trotou e meio que saltitou para acompanhar o passo frenético dele.
"Que merda, Renji! Você me escutou? Renji!"
O que infernos havia com ele? Confusa e sentindo sua raiva começando a crescer, Rukia arriscou correr, se postando em frente a Renji, largando sua mochila e colocando suas mãos sobre o peito do garoto. Ele parou de andar, mas não olhou para ela.
"Renji." A raiva diminuiu, sendo substituida por confusão. "O que há de errado?" Alguma coisa aconteceu?"
"Não é nada, Rukia."
"Vamos lá..."
Uma expressão dolorida passou pelo rosto de Renji e suas mãos se fecharam em torno dos pulsos dela; por um momento, só por um momento, Rukia pensou – desejou – que ele contaria o que havia de errado, como ele sempre costumava fazer quando eles eram crianças.
Mas essa esperança se despedaçou como vidro quando ele gentilmente retirou as mãos dela, deu um passo para o lado, e continuou andando. Confusa e magoada, Rukia o encarou, sentindo-se desesperançosamente perdida.
Ela não sabia o que pensar, mas de alguma maneira ela teve a sensação de que uma barreira havia se formado entre eles.
Ichigo odiava o cemitério.
Não que alguém da sua família soubesse disso; nem seu pai, nem Karin, nem mesmo Yuzu. Era seu pequeno segredo, o qual ele não tinha a intenção de dividir com ninguém.
Ele encarou o túmulo de sua mãe e sentiu seu coração se apertar dolorosamente. Sua memória voltando para aquele dia, seis anos atrás, aquele dia chuvoso...
A garota perto do rio… eu a salvei… mas perdi minha mãe...
Ele fechou os olhos enquanto eles ardiam dolorosamente e seus punhos se cerravam.
Merda...
"OKAY, crianças!" Isshin bateu palmas. "É hora do torneio anual de dominó de túmulos da família Kurosaki! O perdedor vai lavar meus pés!"
"Ugh..."
"Não, pai! Ichigo, faça ele parar!"
Ele abriu seus olhos, encarando o local de descanso eterno de sua mãe por mais um momento; então se virou para cumprir o papel de irmão mais velho que era.
Mas isso não acabou com a dor.
Era ruim o suficiente que, todas as vezes que Rukia tentava falar com Renji, ela se deparava com um muro invisível que havia subitamente aparecido entre eles; era, de alguma maneira, pior ainda pelo fato de que Ichigo não estava lá para acabar com sua frustração.
Mas, ainda que ambos a fizessem manter sua raiva e frustração, Tatsuki e Orihime a arrastaram facilmente para o seu grupo de amigos durante todo o dia. Era reconfortante e a distraía, e Kaien provou ser um ótimo "muro de borracha" contra o qual ela podia jogar toda sua raiva verbal; ele levou tudo isso na brincadeira, sorrindo levemente e sacudindo a cabeça.
Seu pai estava lendo no escritório quando ela chegou em casa, mas Rukia foi diretamente para o quarto, trocou seu uniforme, vestiu um vestido de verão e saiu de casa.
"Rukia." Ela parou ao ouvir o vaoz do pai. "Onde você está indo?"
Ela engoliu em seco, apertando a maçaneta. "Dar uma volta," ela respondeu. "Tenho que pensar sobre algumas coisas."
"Sei." Byakuya ergueu os olhos para fitá-la. "Só não fique fora até tarde, entendeu?"
Demorou um momento até que Rukia percebesse que seu pai estava permitindo ela ir, não tentando fazê-la parar; e então, sua boca abriu apenas um pouco enquanto ela encarou o pai. Byakuya sorriu brevemente antes de voltar para seu livro.
Sua boca voltou a se fechar, e ela sorriu. "Obrigada, pai!"
Ela correu para fora, fechando a porta suavemente atrás dela; Byakuya se manteve lá, pousou o livro sobre a mesa e andou até a janela, assistindo Rukia, enquanto sua figura diminuía e ela desaparecia do seu campo de visão.
Ichigo ouviu o suave 'tmp' de passos antes de ouvir realmente alguém; mas ele se manteve como estava, sentado na grama macia da colina, sua cabeça curvada. Houve outro som, e Rukia sentou silenciosamente ao seu lado, puxando suas pernas até o peito e apoiando o queixo nos joelhos enquanto mirava o pôr-do-sol.
Um momento de silêncio se manteve entre eles, longo e vibrando com perguntas, perguntas que não seriam facilmente respondidas; finalmente...
"Ichigo." A voz de Rukia era suave. Ela olhou para ela, mas a garota continuou mirando o sol. "Se você algum dia precisar conversar... eh." Ela pigarreou. "Eu estou aqui, você sabe."
Ela sempre tinha um jeito de mexer com seu humor; Ichigo apenas a encarou. Contraindo as sobrancelhas levemente, Rukia olhou para Ichigo e lhe deu um tapa na cabeça. "Hey, você está quebrado ou o quê? Diga alguma coisa. Eu nunca tinha feito isso antes."
Ele estava familiarizado com aquilo; o brilho irritante em seus olhos, o vento balançando o cabelo negro que roçava no rosto dela. Ichigo riu, inclinando sua cabeça para trás.
"É. Obrigado."
Um leve "Mmm" passou fácil pelos lábios dela, e o silêncio se impôs novamente.
Eles ficaram sentados dessa maneira; Ichigo ainda sofrendo pela morte da mãe, Rukia ainda confusa pelo comportamento de Renji.
Tudo iria se resolver de alguma maneira. Nenhum dos dois sabia como, mas iria.
"Hey, Rukia?"
"Yeah?"
"O que eu perdi na escola hoje?"
A pergunta quebrou a seriedade incomum da situação e, incapaz de resistir, Rukia inclinou a cabeça para trás e riu.
Itakochan8D; Hyuuga Mitha; Analu-san; Srta. Kinomoto; Boke-chan e a todos que acompanham, obrigada!
• Mary's blá blá blá
Sim! Estou de volta com meus comentários! O grande problema que tive foi mesmo meu computador, porque ele estava – ainda está – meio lerdo. Tenho quase certeza que é vírus, mas e a preguiça de chamar o técnico? •suspira• É duro não entender nada de computador...
Hoje passei o dia vendo filmes e mais filmes e mais filmes. Adorei alguns, odiei outros. Não entendi o fim de "Quando um estranho chama", achei "Blade Trinity" ruim demais e simplesmente amei "Ponte para Terabítia". Tá, eu sei que esse é um filme de criança, mas quem se importa? Digamos que ainda sou uma x) ter 16 anos não é grande coisa. Mas voltando ao filme, ele é voltado ao público infantil, mas achei tão... fofo e tocante. Sim, eu chorei se é o que vocês estão se perguntando. É um filme que mistura fantasia e realidade; num momento é o real, no outro o imaginário, mas depois há uma fusão dos dois... você fica meio sem saber o que vai vir em seguida. Eu sei que houve uma parte que eu fiquei em estado de choque, tipo "Como é que é?". E... bom, assistam e tirem suas próprias conclusões.
Voltando ao mundo de Bleach, acabei de ler o capítulo 285. Não quero Spoilers aqui, mas posso dizer que finalmente parece que algo está chegando ao fim. Eu disse parece. Talvez não esteja. Mas o que mais me chamou atenção foi uma fala do nosso querido moranguinho; ele diz que vai levar todos de volta, maaas... qual é o primeiro nome de que ele se lembra? Sim! Rukia-chan! (Só presto atenção nas coisas que não são muito importantes...). Tudo bem que ele gritou o nome da Inoue, mas o que importa é a ordem, né? (quem disse isso?) Nosso casal mais fluffy é realmente o mais fluffy! Tá, chega!
Agora sobre o mangá. Bleach provavelmente vem com o mangá nº4 de Naruto. O que temos nas bancas agora é o nº3, ou seja, mês que vem provavelmente Bleach! Minhas mãos estão coçando só de imaginar poder ter esse mangá nas minhas mãos! Se bem que meu bolso vai coçar também de tão vazio que vai ficar. Tenho Death Note, Zettai Kareshi, Fullmetal, VK e agora Bleach para comprar! É de matar a gente mesmo...
Tenho muitas outras coisas pra falar (sério...), mas hoje já deu muito! Haushuahs! Espero que tenham gostado do capítulo e de Ichigo + Rukia sentados na colina. •suspira•
Bom, é isso aí!
