Ok. Devo explicações.

Explicações do porquê de não postar capítulo regularmente como eu havia prometido antes. Bom, explicar eu não vou, apenas me desculparei.

Sei que tem muita gente p da vida ou simplesmente decepcionados comigo. Entendo plenamente. O que eu peço (peço mesmo) é que você entendam que todos nós temos problemas pessoais e, muitas vezes, temos que abrir mão de muitas coisas para que, um dia, talvez, tudo se resolva.

Ainda estamos longe da perfeição, por isso humanos ainda erram.

Por favor, me perdoem por qualquer coisa, mas esperam que entendam o meu lado.

Sem mais delongas, aqui está o capítulo 19.


Tradução da fic original: "Like Brother and Sister" de RadiantBeam

Disclaimer: Bleach não me pertence e essa fanfic não possui fins lucrativos. Blá, blá, blá.


Capítulo 19: Assim como vidro

Kaien Shiba tamborilou os dedos levemente sobre o volante do carro, cantando baixinho no tom que saía de seu rádio enquanto o trânsito se movia lentamente na avenida abarrotada a sua frente. Sorriu de leve.

Rukia chegara a sua aula nas nuvens; mas apenas quando o sinal tocara e os outros alunos haviam saído da sala é que ela lhe havia contado que fora convidada por Ichigo para o baile. Kaien tinha de admitir que não estava surpreso. Ele era capaz de dizer desde o início que havia algum tipo de atração entre aqueles dois, e estava satisfeito por eles estarem percebendo isso.

Ela parecia com a mãe, Kaien pensou. Pequena e quieta na maioria do tempo, quase sempre nos bastidores porque ninguém sabia que ela estava ali. Ela tinha ainda o olhar da mãe – inocência e curiosidade misturadas, silenciosamente reservada e com um pequeno toque de senso de humor escondido por ali.

Ela era Hisana sem tirar nem pôr. Só aqueles que a haviam conhecido, e conhecido bem, sabiam que ela podia ser escandalosa e raivosa quando quisesse ser. A parte mais reservada de Rukia devia ser algo herdado de Byakuya – mesmo que ele pudesse ser amistoso e amável, uma vez que você chegasse fundo o bastante para conhecê-lo.

E, naturalmente, ela se sentiu atraída pelo filho de Isshin, pois era quase tradição já que mesmo Hisana havia tido uma pequena queda por Isshin antes de se apaixonar totalmente por Byakuya. Mas no caso da geração atual, a atração parecia ser do tipo duradoura.

Kaien riu silenciosamente para si mesmo antes de dirigir até uma faixa mais rápida, querendo logo chegar em casa e poder dormir um pouco. Ele ainda tinha provas pra corrigir e um jantar pra comer.

Pensando sobre outras coisas, ele não viu um carro que se movia rápido demais, serpentiando pela pista o suficiente para indicar que o motorista estava bêbado.

Ele não precisava ver aquilo. Ele logo sentiria.


Eles estudavam no quarto de Ichigo.

"Eles" podia ser, na verdade, traduzido em Ichigo, Rukia, Tatsuki, Orihime, Renji, Chad, Keigo e Mizuiro. Ichigo, Rukia, Orihime e Chad estavam mesmo estudando. Renji e Tatsuki discutiam sobre quem era o melhor campião dos pesos-pesado do Japão e Keigo planejava uma nova maneira de provocar Ichigo enquanto Mizuiro tentava convencê-lo que isso não era uma boa idéia.

Mas tudo estava em paz da sua maneira.

A paz, porém, foi abruptamente quebrada quando a porta do quarto foi escancarada, batendo com força na parede, fazendo com que todas as cabeças se erguessem. Nem se importando em pedir desculpas, Karin entrou no quarto e agarrou o braço de Ichigo. "Vamos," ela disse tensa. "Traga seus amigos. Eles não se importam com sangue, certo?"

"Huh? Karin, o que infernos está acontecendo?"

"Houve um grande acidente." Sua voz era dura enquanto ela arrastava Ichigo escada abaixo, seus amigos logo atrás. "Quatro carros no cruzamento. Os motoristas estão bem machucados. O ferimento de um é bem feio. Pelo que parece ele é um velho amigo do paipai."

E então eles chegaram à parte da casa onde ficava a clínica; tudo o que Ichigo podia ouvir era seu pai gritando; tudo o que ele podia ver era pessoas feridas e tudo o que ele podia sentir era o cheiro de sangue. Ele olhou em volta brevemente para encontrar o olhar de seus amigos e viu que, mesmo Orihime estando levemente pálida e Keigo trêmulo, todos eles ainda estavam ali, querendo ajudar.

Ichigo ouviu seu pai gritar de novo, e subitamente um dos pacientes ia em sua direção – ele estava coberto de sangue sobre o peito, parecendo acabado e, quando Ichigo, instintivamente, esticou os braços para ajudar o homem, ele ouviu um soluço escapar dos lábios de Rukia no momento em que ela vira seu rosto.

No momento seguinte, Ichigo for a empurrado para o lado, o homem apoiado contra Rukia enquanto ela escorregava, tentando suportá-lo, o sangue manchando seu uniforme quando ela caiu sobre os joelhos por não agüentar mais o peso, e as lágrimas descenco por suas bochechas sem parar. "Sr. Chiba," ela sussurrou.

"Merda, Kuchiki." Ele riu fracamente e sangue escorreu pela sua boca. "Eu pensei que você já estava acostumada a me chamar de Kaien." Ele passou o braço por cima dela e limpou o sangue com as costas da mão.

E então, e só então, Rukia realmente chorou.


Kaien continuava vivo; ele perdera muito sangue, muito do qual ele perdera quando vira Rukia no corredor e se arrastara até ela. Ele estava em estado crítico, mas Isshin acreditava que seu amigo sobreviveria.

Isso era o que foi dito a Byakuya Kuchiki quando ele chegara à clínica. O que ele vira, porém, era algo totalmente diferente.

Rukia permanecia sentada em uma cadeira, encolhida e parecendo incrivelmente pequena se comparada a Ichigo, que sentara ao seu lado e mantinha um braço em volta de seus ombros, tentando confortá-la. Em algum ponto, ela enterrara a cabeça nos braços dele e agarrara com força sua camisa. Ela parecia mortalmente quieta enquanto se mantinha perto do garoto de cabelos laranja, o que preocupara Byakuya mais do que tudo.

O mais velho dos Kuchiki caminhou até eles; Ichigo levantou o olhar e, mesmo dando uma pequena sacudida em Rukia quando seu pai se aproximava, ela não se moveu. Ele a encarou por um instante em silêncio antes de encarar novamente Byakuya. Em seus olhos havia apenas uma mensagem para aquele que se aproximava.

Não a machuque. Seu olhar era duro. Ela é como um vidro agora. Frágil. E se você for duro demais com ela, a quebrará em minúsculos pedaços. Assim como vidro.

Byakuya não se importou em responder, verbalmente ou com o olhar; ele simplesmente assentiu em silêncio antes de parar em frente à própria filha. Ajoelhou-se para que pudesse olhá-la nos olhos.

"Rukia."

Sua voz era impossivelmente macia, impossivelmente gentil, mesmo que a garota com quem ele falava era uma de quinze anos, e não uma de cinco que acabara de machucar o joelho e tentava o seu melhor para não chorar, pois queria mostrar que era corajosa para o papai.

Por um longo momento, Rukia não respondeu, não ao menos se moveu; e então, devagar, ela se sentou, soltando a camisa de Ichigo e olhou para o pai.

Por anos ela havia escondido seus sentimentos dele, fechado tudo de uma maneira que ele nunca pudesse verdadeiramente saber o que ela pensava, porque, quando sua mãe morrera, ela fora obrigada a crescer rápido demais. Agora ela encarava o pai, a razão por ela ter crescido, e seus olhos estavam sem defesas. Dor e cansaço assombravam seu olhar.

O coração de Byakuya foi quebrado em dois. Ele mesmo conseguira ouvir distintamente.

Agindo por instinto, ele gentilmente tirou os fios negros que caiam sobre os olhos dela, da maneira como ele fazia quando ela era pequena e Hisana ainda era viva, tentando ao máximo sorrir.

"Creio que comprar sorvete dessa vez não fará a dor ir embora, huh?"

Era um ritual da infância de Rukia – novamente perdido depois da morte de Hisana – e, por um momento, Byakuya temeu que Rukia não respondesse. Devagar, porém, ele viu seus olhos se moverem, seus lábios curvarem de leve antes de mordê-los.

No próximo instante, ela inclinou-se para frente e o abraçou forte, seu corpo todo tremendo, enquanto ela se rendia e soluçava contra ele; Byakuya gentilmente a abraçou de volta, segurando-a firmemente seu corpo trêmulo.

Ichigo os encarou por um momento; até que se levantou e saiu da sala, deixando-os sozinhos.

Assim como vidro, ele pensou em silêncio. Porque, com sabedoria, mesmo um trinco no vidro pode ser concertado.


OBS: Que fique claro que essa fic não é minha. O que eu faço é apenas uma tradução do inglês para o português de uma fic chamada "Like brother and Sister" da autora RadiantBean, que gentilmente me autorizou a traduzí-la. Portanto, não me agradeçam. Agradeçam a ela, Ok?

Agradecimentos:

Bell4tr1x; Chiizu; Analu-san; Boke-chan; Itakochan8D; Saki-chan - The uchiha girl; lolidee; Artemys Ichihara; lee-starfire; Nana's-chan; Li Roza e Maia Sorovar.

Muito obrigada por mandarem reviews mesmo no meu período de Hiatus não programado. Fico mutio feliz. Mesmo. .

Assim que puder postarei o próximo capítulo.