Um Olhar Volta a Brilhar
Autor: Belus
Classificação: Boys Love (Yaoi) / Adult +18 (Lemon) / Comédia
Pares: Shaka x Saga x Kanon, entre outros.
Status: In-Progress
Comentário: Shaka permanece em estado caótico, estava longe de quem mais amava! Porém, logo isso mudaria.. A situação da Terra era diferente. Athena estava submissa à autoridade da Assembléia Divina após Zeus descer a Terra. Agora, muita coisa mudaria e uma profecia será realizada.
Importante: Os nomes dos personagens utilizados nesta fanfic foram retirados do anime/mangá Saint Seiya, cujo dono é Masami Kurumada. Não existe nenhum objetivo por parte do autor de lucrar em cima da obra Saint Seiya ou qualquer tipo de benefício que contradiga os direitos de patente do respectivo dono. Deixa-se claro que qualquer semelhança entre as personalidades dos personagens descritos aqui são mera coincidência, já que eles foram criados com diversas características diferentes. Em suma, são outros personagens, porém com os nomes, detalhes físicos e algumas informações do anime/manga, sendo o crédito disso direcionado aos seus respectivos proprietários: Masami Kurumada e seus colaboradores.
Terceiro Capítulo
Shaka acordara assustado. Estava suando e sua respiração disparada. "Por Zeus... o que foi aquilo?"-Observava tudo ao seu redor, queria saber onde estava. Para sua infelicidade, não estava junto de Saga e Kanon, e sim na sua velha casa de Virgem. De repente uma dor atingira seu coração, será que aquilo tudo fora apenas um sonho? Será que não estivera realmente com Saga e Kanon? Mas ele sentira! Sentira cada toque deles. Sentira os beijos, os abraços, até mesmo os olhares penetrantes dos cavaleiros gêmeos. Era impossível que eles não tivessem estado juntos. Shaka levanta e vai rumo a seu guarda-roupa na direção da cama, no fundo do quarto já que esse era tão extenso. Abre-o, deixando a porta ranger delicadamente, como se retruca-se enraivecida por atormentá-la tão tarde. Shaka, com as sobrancelhas serradas, mas nada que tirasse sua face de pureza, procurava uma túnica vermelha, que usava sempre quando desejava ir até o Templo de Athena. Era como se fosse um traje sagrado. Achou-o, todo trabalhado a mão pelas prodigiosas fiadeiras de seu país de origem, em um dos templos os quais sempre visita quando possível. Era um traje muito elegante, já que era bordado a fios dourados nas bordas e nas pétalas das flores, nos grandes desenhos de dragões e deuses indianos que dançavam nos céus, ali também desenhados com fios azuis e brancos de variadas cores. Era confeccionado a linho vermelho, e, em seu pescoço, existia a gola não muito alta como nas roupas de treinamento marcial chinesas. O traje cobria todo o seu corpo, deixando uma longa "cauda" que dançava ao bem entender de seus pés. Em seu peito não haviam botões, era liso como uma túnica e, em suas pernas, um pouco abaixo das coxas, entre as pernas, o traje abria-se e balançava com o bater do vento. Shaka colocou-o com rapidez, para depois ir até o espelho na penteadeira ao lado da longa cama sem pés, fixada no chão como se fosse um tatame estofado e confortável. Ela permanecia perto da entrada do quarto e era a primeira coisa a ser vista estando dentro dele. A penteadeira, dada de presente a ele por um de seus discípulos indianos que trabalhava com móveis, era toda semi-vermelha, deixando traços levemente vinhos, talvez por causa do verniz de ambas cores. Parecia uma mesa de santuário budista, a única coisa que lhe retirava a característica era o espelho ao centro, oval, mas sem isso seria muito bem uma mesa de oferta, já que havia um Buda mi-lah acima dela, sempre sorrindo, tão feliz, para todos aqueles que olhavam à sua grande barriga e fartos lóbulos. Shaka arruma rapidamente seus cabelos, pegava um pouco de água de uma pequena vasilha bordada acima da penteadeira para lavar os olhos vermelho pelo desabrochar das lágrimas. Após arrumar-se, sai de seu quarto e de sua casa, vai direto rumo ao majestoso Santuário de Athena.
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SHAKA! –Kanon, em um golpe, jogasse pra frente. Permanecia sentado na cama com o braço direito levantado, como se quisesse tocar algo. Estava ofegante e com lágrimas nos olhos. Pensava: "Não... não... não pode ter sido um sonho...". Coloca suas mãos na face e, instantaneamente, começa a chorar. Saga já estava acordado, sentado em uma cadeira acolchoada na sacada, observava o mar de estrelas acima de sua cabeça e de tudo e qualquer ser que estivesse na Terra. Seu coração dizia-lhe que aquilo não fora um sonho, sabia disso. Havia sido real, via que era apenas alguma maneira estranha de uma deusa manifestar-se à humanos e era verdade que tivera acontecido.
O cavaleiro de Athena de longos cabelos azuis fortes e olhos azuis escuros, levanta e caminha em direção ao seu quarto e de seu irmão.
-Kanon... vamos até o Santuário de Athena... tenho a sensação que só ela poderá nos explicar o que aconteceu...
-Mas...e...se o.. nosso...
-Se ele estiver lá, nós iremos fazer o mesmo que fizemos
nesse...nesse...sonho...
Os olhos de Kanon ofuscam de tanta felicidade. Poderia voltar aos braços do seu anjinho, finalmente. Ambos se arrumaram, Saga vestiu sua camisa e Kanon colocou uma roupa mais adequada para sair de casa. Resolveram não vestir ainda os trajes formais para se apresentarem no Templo de Athena, sendo que demoraria um tempo para chegarem até o Santuário. Estavam na ilha de Milo, terra que originara o nome do Cavaleiro de Escorpião, um de seus queridos amigos Cavaleiros. Fizeram suas malas e partiram para o aeroporto mais próximo. Queriam chegar o mais rápido possível à Atenas.
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Shaka corria pelos degraus da escadaria sagrada, mas usava algumas passagens secretas para chegar mais rápido. Após sair de uma passagem secreta, ele corre até a outra, passando em frente à Casa de Sagitário. Shura percebe que o cosmo de Shaka se aproximava de sua casa e sai para cumprimentá-lo.
-Ooooieee, Shakaaaa! –Diz ele com um sorrisão, balançando uma mão pra um lado e pro outro.
-O...Oi! De...depois eu...falo com você, tá bom, Shura?
O loiro desengonçado passa voando como se fosse um foguetinho, segurando as barras da túnica vermelha para não tropeçar e desembestar de vez. Shura fica seco, olhando ele praticamente atingindo a velocidade da luz, estava tão rápido que não conseguia nem mesmo ver seus pés salpicando nos degraus azulejados. O mesmo acontecera com Kamus e Afrodite, que tentaram recebê-lo com carinho, mas acabaram ficando secos. Shaka estando no Santuário de Athena, observa-o para ver se a mesma permanecia em algum local da entrada do enorme recinto. Athena sentira o cosmo de Shaka e descera as longas e reluzentes escadas do Santuário, muito brancas, feitas de puro mármore, tinham uma beleza distinta. Shaka se curva e permanece semi-ajoelhado, encostando um dos braços em um joelho que tinha dobrado. Olhava o chão também de mármore brilhante.
-Shaka...? O que o traz a este Santuário tão tarde...? –Disse ela. Athena não é uma deusa de deixar passar acontecimentos tão importantes como os que ali, em seus domínios, haviam acontecido. Uma deusa poderosa descera dos céus até o Santuário, e mexera com seus cavaleiros... não era todo dia que o Santuário era tão badalado.
-Desculpe se estou te atrapalhando, grande deusa... mas eu, Shaka de Virgem, precisava consultar-lhe imediatamente... algo importuno e confuso acontecera há pouco...
-Entendo... bem... lhe darei ouvidos, querido Shaka.. –Ela observa-o e sorri- quando outros visitantes chegarem... logo logo estarão aqui...
-Outros...visitantes? Quem, grande deusa?
-Você verá. –Diz ela, caminhando até as escadarias e as subindo. – Fique a vontade, sente-se e espere..
Shaka levanta, com expressão de dúvida, e senta em uma poltrona branca que estava perto das escadarias. "Hum... quem será..?"
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Saga e Kanon haviam pego o avião rumo Atenas há tempos. Queriam chegar lá o mais rápido possível, estavam desesperados. O avião já sobrevoava Atenas e começava a direcionar seu pouso, assim o fazendo minutos depois. Quando passaram pela longa passarela com algumas malas de mão, avistaram na saída Tatsumi. Como sentiam ódio profundo por aquele idiota energúmeno.
-Senhores Saga e Kanon... vim lhes buscar..
-Não precisa... vamos sozinhos. E como sabe que nos viríamos à Atenas? –Kanon o observava com as sobrancelhas serradas e cara de poucos amigos.
-Oras... porque a senhorita Saori me disse, agora vamos, o carro está os esperando..
-Droga.. –Diz Saga baixinho, não querendo ir até o bendito Santuário com um idiota daqueles do lado. Ô bocó.
-Não iriam fazer uma desfeita a Mestra do Santuário, iriam? –Tatsume os observava, sarcasticamente.
-Não... –Kanon se ofusca de raiva. –Agora, cala a boca, e leva as malas..
-MAS...mas.. –Diz Tatsume, lamentando-se por ter de carregar ambas as malas até a limusine de Saori. –Droga... Sempre sobra pra mim! –E lá vai Tatsume reclamando, resmungando com as malas e vendo Saga e Kanon andando mais à frente com passos rápidos. Athena e Saori não eram a mesma pessoa, já que após a descida de Zeus na Terra ele houvera decidido que a própria deusa deveria de descer ao mundo, mas só poderia ser vista por seus cavaleiros. Se fosse vista por um mortal comum, ele viraria pó.
-"tal mortal que presenciar a visão de uma deusa virará pó instantaneamente.." –Como o próprio Zeus proclamou.
Saori ficou de cuidar da parte administrativa do Santuário, um tipo de Mestra do Santuário, ou seja, os cavaleiros não se livraram da "roxilda chatinha".
Entram todos no carro e, após Tatsume colocar as malas no porta-malas, foram direto ao Santuário.
Como Saga quem dirigiu, empurrando o motorista pro banco de passageiro, chegaram lá em 20 minutos. Lógico que Kanon, o pobre motorista e Tatsume viram a morte passando pelas janelas em várias curvas, derrapadas, ultrapassadas falhas que quase resultaram em "pequenas" batidas de frente com caminhões, nada que seja difícil para cavaleiros de ouro, não? Bem... não sei se Kanon concorda com isso, já que chegou verde, azul, laranja, branco, vermelho, roxo, no Santuário. Tatsume quase teve um infarto e o motorista desmaiou, coitado... tava do lado do doido. Como dizem... "Cavaleiro no volante, perigo constante. Homem do lado, perigo dobrado."
Tatsume, após ter vomitado algumas vezes ao sair do carro, já que "jamais sujaria ou deixaria alguém sujar os luxuosos estofados da dona Saori", como ele mesmo disse, ficou em uma casa perto do Santuário. O motorista ficou em uma outra casa mais perto de uma estrada que chegava até algumas escadarias por onde Saori descia, quando desejava sair com seu carro. A entrada do Santuário era escondida e não tinha estradas até lá. Saga e Kanon subiram as escadarias, entrando em algumas passagens secretas e chegando ao Santuário de Athena quase que em 15 minutos.
Observavam as minuciosas esculturas na entrada, os escritos gregos em algumas colunas estilo greco-romano, figuras divinas e retratações de guerras sagradas antigas de deuses e mortais. Uma luz vermelha emanava daquele local, como sempre, afim de que lá é um Santuário de um Deus, tochas e recipientes de incensos emanavam odores e cores. As fortes luzes coloridas eram refletidas pelas paredes brancas, as cores que permeavam todos os desenhos tornavam aquele local mágico, como se as figuras movimentassem conforme o fogo, o qual dançava singelamente. Quando passaram pelo arco de entrada, após magníficas colunas, olhavam as escadarias. Kanon e Saga pararam e, quando iam pedir por Athena, pasmaram-se. Shaka estava encolhido em um sofá do lado das escadarias, não haviam o visto ali graças a dimensão da entrada, mas quando se aproximaram avistaram seu corpo sobre o sofá. Eles chegaram mais perto... Shaka permanecia encolhidinho, parecendo o anjinho, que era. Era uma visão tão linda, que eles entraram em um estado de transe, como se estivessem hipnotizados. Ele, quando dormia, respirava suavemente, como uma criança, e suas pálpebras descasavam com tenuidade, ambas apoiadas pelo entrelaçar dos longos e angelicais cílios. Seu rosto permanecia encostado no apoio lateral superior da poltrona, as pernas estavam encolhidas, pertinho do corpo, e seus braços o abraçavam parando com as mãos quase já nos ombros, via-se que fazia muito frio no Santuário à noite.
Ambos observavam-no sem piscar uma só vez. Mesmo que aquilo tivesse sido um sonho, aquela visão não era, ou será que era? Então, para retirar suas dúvidas, teriam de tocá-lo, queriam tocá-lo, e assim fizeram.
-Sh...aka...? –Diz Saga, que chegara até ele com um pulo. Estia suas mãos para tocá-lo.
-Anju...? –Saga, seguindo Kanon, também estia sua mão a tocá-lo na face.
Shaka era um cavaleiro muito poderoso, jamais permitiria que outro cavaleiro de ouro chegasse até ele e o tocasse quando dormia. Só eles, os cavaleiros de gêmeos, tinham esse poder tal que seus cosmos confortavam-no, acolhiam Shaka fortemente e, ao invés de interromper seu sono, o facilitava. Eles o tocam, um acariciando seus cabelos, fazendo o cafunézinho que Shaka adorava, e o outro acariciando sua face com delicadeza.
-Mor...zinhos... –Shaka começa a abrir os olhos devagar, com calma. Quando seus olhos já estavam abertos, ficou paralisado assim como os gêmeos ficaram ao vê-lo. Não movia um músculo, somente sentiu a boca de Saga tocar a sua, incentivando-o a beijá-lo, isso causou-lhe um imenso prazer, queria tanto isso, cada dia que passava longe deles não parecia uma eternidade, era uma eternidade. Assim permaneciam Saga e Shaka, beijando um ao outro apaixonadamente. Kanon beijava o pescoço gostoso de Shaka, cheiroso, odor das flores das árvores gêmeas de Sara.
Se alguém olhasse, pensaria... "Daí não passa..." Ou seja, eles iam retirar o atraso. Também, coitados, mereciam! Sabendo-se que a um tempão já não davam no coro, transavam, faziam amor, davam uma, afogavam o ganso, ou o peru, sei lá, que seja. Com certeza, o que mais caracteriza eles é... fazer amor.
Passos são ouvidos pelos cavaleiros.
-"Puta que pariu, quem é o maldito!" –Pensa Kanon, puto da vida.
-"Merda! Quem é o desgramento?"-Pensa Saga, também puto da vida.
-Ô POOORRA! QUEM É O FILHO DA PUTA? -BERRA Shaka, já preparando para mandar seu cosmo contra o "malledeto", mas ainda sentado na poltrona. Queria muito matar o desgramento, estava vermelho de ódio, até que vê que o filho da puta, desgramento e maldito... era Athena. Sim, era Athena.
-MAIS, QUE MALDITOOO! VAI SI.. –dá um pulo da poltrona, e vê que era Athena. –SI...SI...Si.. é.. SI FOI!
Athena observa Shaka, atônica, segurando seu báculo com a mão direita.
-Oras, Shaka... se foi o quê?
-É..é... –Shaka fica sem reação e tenta buscar ajuda com seus anjinhos para ver se eles teriam uma resposta digna, mas nenhum sabia o que dizer levantando os ombros e demonstrando a negativa. –Si...si foi o maldito do Milo que me chamou de Barbie... –Ele leva uma mão a sua cabeça e meche em seus cabelos, meio envergonhado.
-Hahahaha... entendo. –Athena rindo era uma visão verdadeiramente rara, sempre matinha-se em pose autoritária, ou então sorria, mas com os olhos sem expressão, apenas para confortar seus cavaleiros. Os três acharam estranho, mas deixaram passar.
-ÉÉÉÉÉÉ! Isso aí... –Kanon olha para Saga, meio sem o que fazer. -Eu mato aquele escorpião azul..
-E eu ajudo! –Saga olha para Kanon, também meio sem o que fazer e o abraça com um dos braços.
–Não nããão... –Athena balança a cabeça negativamente. -Se matá-lo iríamos ter um cavaleiro de ouro a menos, não vale a pena...
Ver Athena dando risada era raro, mas até aí vai. Agora... ver Athena tirando com a cara de um cavaleiro já era profecia do Apocalipse.
-AAAI MEU ZEUS! ANJOS... DEVEMOS DE PROTEGER ATHENA!
-SIM!
-VAMOS! –Saga dá um pulo e junta-se aos seus namorados queridos envolta de Athena para protegê-la que algum perigo que o Apocalipse traria.
-Ééé... o que vocês estão fazendo? –Ela inclina a cabeça um pouco para o lado e observa Shaka que estava à sua frente.
-ESTAMOS PROTEGENDO VOCÊ, ATHENA!
-Mais homi... fica assim não... qui qui houve? Eu não estou sentindo a presença malígna de ninguém aqui...
-Mas não importa, grande deusa... COISAS ESTRANHAS ESTÃO ACONTECENDO! –Berra Kanon, fazendo postura de defesa.
-Aaah... então tá.. fiquem aí me protegendo que eu vou tomar banho...
Todos a olharam com cara de pobre vendo dinheiro caindo do céu. "O que deu nela?"-Pensavam.
-Ma...mais... grande deusa.. –Kanon tenta contê-la para não sair da barreira que fizeram ao redor dela, mas foi em vão. Ela deu um cutucão nas costelas de Kanon, o que fez ele pular já que morria de cócegas ali.
-Não... vou esperar vocês se acalmarem... vocês não estão bem não.. depois eu falo direitinho com vocês.
-Espere, grande deusa... –Shaka vai até mais perto dela, que já beirava as escadarias de seu Templo. –Não vá.. diga-nos o que queria nos falar... estamos muito curiosos..
Athena para e permanece de costas para eles, sempre segurando seu báculo sagrado onde estava contida a poderosa deusa Vitória. Suas jóias brilhavam mais do que o normal, por causa da radiante luz vermelha que brilhavam das chamas sagradas acesas, ofertadas à ela. Athena não usava anéis ou brincos, mas sim pulseiras e colares de ouro maciço. Como de costume entre as deusas, cada uma tinha uma pedra preciosa específica, que mais as agradava. No caso de Athena, eram as ametistas. Suas pulseiras tinham várias ametistas, eram lindas, a peça toda era muito bonita, sendo que fora feita por Hefesto, o forjador dos deuses.
Athena, ali, não era Saori, a mortal por onde reencarnara, era a própria deusa em carne e osso, se é que podemos caracterizá-la em carne e osso, que descera à Terra. Tinha traços parecidos com os de Saori: cabelos longos e roxos escuros, branca, muito branca, com partes da face um pouco rosadas como na maçã da face. Olhos levemente puxados e sua cor era a mesma dos cabelos. Sua aparência era diferente de qualquer coisa que um mortal poderia ver em sua vida, algo atraia as pessoas para olhá-la, observá-la. Muitas vezes olhavam para ela e viam algum tipo de luz, ou aura, que iluminava seu corpo e deixavam seus olhos mais brilhantes do que já eram. Tinha lábios vermelhos, não rosados como os de Afrodite, eram bem vermelhos, finos e com um brilho angelical, se é que é possível comparar uma deusa à um anjo.
A deusa vira-se, observando-os atentamente. Aquela aura mágica emana de seu corpo e toca-os, como sempre fazia estando perto de seus cavaleiros os observando. Tal aura trazia uma sensação agradável, chegava a ser relaxante. Talvez se fosse o Deus Tanathos que estivesse no lugar de Athena, a sensação não seria a mesma, mas a aura de Athena era daquele jeito, dispersava os sentimentos ruins dos seres.
-Sentem-se... direi então o que quero lhes falar...
Continua...
