Um Olhar Volta a Brilhar

Autor: Belus

Classificação: Boys Love (Yaoi) / Adult +18 (Lemon) / Comédia

Pares: Shaka x Saga x Kanon, entre outros.

Status: In-Progress

Comentário: Shaka permanece em estado caótico, estava longe de quem mais amava! Porém, logo isso mudaria.. A situação da Terra era diferente. Athena estava submissa à autoridade da Assembléia Divina após Zeus descer a Terra. Agora, muita coisa mudaria e uma profecia será realizada.

Importante: Os nomes dos personagens utilizados nesta fanfic foram retirados do anime/mangá Saint Seiya, cujo dono é Masami Kurumada. Não existe nenhum objetivo por parte do autor de lucrar em cima da obra Saint Seiya ou qualquer tipo de benefício que contradiga os direitos de patente do respectivo dono. Deixa-se claro que qualquer semelhança entre as personalidades dos personagens descritos aqui são mera coincidência, já que eles foram criados com diversas características diferentes. Em suma, são outros personagens, porém com os nomes, detalhes físicos e algumas informações do anime/manga, sendo o crédito disso direcionado aos seus respectivos proprietários: Masami Kurumada e seus colaboradores.

Quarto Capítulo

Os três sentam no sofá, Shaka se aconchegando nos braços de Saga, Kanon deita sua cabeça no colo do loiro mais volta a ficar sentado, pensando que isso seria um desrespeito à deusa.

-Pode relaxar, Kanon... assim é até melhor para eu explicar o que aconteceu hoje de madrugada..

-Então.. vo..você sabe mesmo sobre isso, Athena? –Pergunta Kanon um pouco espantado, aconchegando sua cabeça no colo de Shaka com os braços nas pernas do loiro, apoiando seu queixo sobre eles. Permanecia com a barriga parte no colo de Saga, parte no sofá e observava Athena atentamente. Shaka fazia carinho nos seus cabelos e admirava a sua expressão de criança, como se estivesse descobrindo coisas jamais pensadas por ele. Olhava seus olhinhos secando Athena e seu rosto meigo e lindo. Kanon tinha um jeitinho todo meigo, carinhoso, jamais vira alguém tão atencioso. Era também extremamente preocupado. Se Shaka tivesse um mísero arranhãozinho quase invisível ele já dava um troço, achando que aquilo levaria à hemorragia, que poderia pegar tétano, que poderia dar problemas de insuficiências ou coisas assim. Ele era louco sim, louco por Shaka. Amava-o intensamente e quem se quer tocasse no seu anjinho, ele seria capaz de matá-lo sem nem pensar duas vezes.

Athena, que observava a cena, sorri.

-Sim, meu querido... eu sabia sim.. Na verdade, Afrodite veio aqui no Santuário pessoalmente, e deixou-se a vista de todos, principalmente eu. Acho que nenhum cavaleiro de ouro a viu, a não ser vocês naquele tipo de... sonho.. –Ela respira vagarosamente. Fala de maneira serena, deixando os cavaleiros torneados de uma tranqüilidade que corrompia o nervosismo de cada um deles. –Afrodite é uma deusa que representa o amor como pessoa... representa as responsabilidades do amor... o amor visível, digamos assim... ela representa as características e o que o amor proporciona... Eros, o Amor é representante da União.. ele é o amor invisível, ele quem presenteia os mortais que merecem o amor verdadeiro junto de Psique...

-Mas.. grande deusa... como assim, amor verdadeiro? –Pergunta Saga, intrigado com a caracterização de Athena.

-Bem, Saga.. O amor verdadeiro só pode ser conseguido se os mortais se purificarem.. Eros dá o início.. colocando um sentimento diferenciado, que os mortais sentem que é diferente.. após isso, os mortais tem que vivenciar o amor, mantê-lo... quebrar as barreiras entre ambos parceiros... e isso faz com que a alma de um vire a alma do outro... por terem completa confiança em seu parceiro ou parceira... entender um ao outro... cuidar um do outro... ter um ao outro, entende? Se isso não ocorrer.. eles só tem o sentimento inicial... mas esse pode acabar com o Tempo. –Athena suspira e lembra de uma velha história. –Há muito tempo há trás... uma mortal chama Psique, de tão linda que era, causou ciúmes em Afrodite... porque os mortais começaram a achá-la mais linda que a própria Afrodite.. Ela mandou Eros mata-la... mas Eros se apaixonou pela mortal... um dia Eros decidiu conquista-la... Psique era tão linda e tão acima de qualquer outro mortal, que era só, ninguém chegava nem perto dela... Eros levou-a para seu castelo e disse que iria ficar com ela eternamente, demonstrou à ela todo o amor que sentia por si... mas disse que havia uma condição, ela jamais poderia ver o rosto de seu amado... ela concordou, mas com o passar do tempo... algumas de suas irmãs vieram visita-la... Psiquê era muito feliz e vivia em um lugar lindo... as irmãs tiveram inveja de Psiquê... e assim implantaram em seu coração a discórdia... dizendo para ela que ele poderia ser um monstro que o oráculo de Delfos havia pronunciado... disseram à Psique que levasse uma faca e uma vela... se fosse o monstro, matasse-o... se não, a dúvida estava retirada... Psique não ouviu, mas a angústia levou-a a fazê-lo... ela viu o rosto de seu amado, viu que não tinha nada de monstro, e sim da mais pura e linda beleza... a dor do remórcio tomou-a o coração... e uma gota de parafina caíra sobre o lindo tórax do Deus Eros... Eros percebeu o infortúnio... e foi embora... dizendo as seguinte palavras... –Ela observa-os atentamente.- "O amor... não pode viver com desconfiança"

Os três observavam Athena, Shaka estava quase chorando por causa da história.

-Hum..hum.. bu...buá... ma...mas eles ficaram juntos? –Diz ele engasgando.

-Huahua... não precisa chorar, Shaka... sim, eles ficaram juntos... e Psique foi levada ao Reino dos Deuses, o Olimpo... e virou uma das deusas mais importantes da humanidade... a Alma... o Amor e a Alma se uniram, e formaram o amor verdadeiro!

-Ai que bom... –Dizia Shaka, não querendo chorar mais e limpando algumas lágrimas que persistiam em querer cair.

-Aaah... entendo.. mas eu, o anjinho e o meu maninhu... nunca vamos parar de nos amar! Nós confiamos totalmente um no outro... –Diz Saga sorrindo, com seu jeitinho mágico. Shaka vira a face e fita seus olhos, dá um selinho em Saga todo emocionado, com os olhos cheios de lágrimas, e sorri. Kanon, também emocionado pelo que seu irmão dissera, levanta devagarzinho a borda da camisa de Saga, uma camisa social azul deixada fora da calça, e dá um beijinho na "barriguinha" dele. O cavaleiro "encantado" faz carinho nos cabelos de seu irmão, e beija a testa de Shaka.

Athena observa tudo aquilo e também fica emocionada, já que era tão visível a atração e o amor que tinham um pelo outro. A deusa, com lágrimas nos olhos assim como Shaka, sorri deixando escapar mais do que o normal a sua aura pura e tranqüila, o que atrai os olhos dos cavaleiros para si.

-Eita... que foi, grande deusa? –Pergunta Saga, vendo os olhos de Athena brilhantes e sua expressão mais brilhante do que o normal.

-Nada, meu querido.. nada... só vi aquilo que está visível aos olhos dos deuses.. –Logo depois de dizer isso, Athena sorri encantadoramente.

-Eita.. quê? –Kanon faz expressão de quem não tava entendendo nada, e continua observando Athena.

-Ai... deixa de ser burro, Kanon.. –Saga dá um "croc" em seu irmão, que reclama emburrado pra Shaka, dizendo: "Anjuuu... olha ele! Ele ta me enchendo!". Shaka começa a rir.

-Huahuahua.. eita eita.. pára de chamar ele de burro, mor.. –Shaka dá um selinho em Saga e um beijo na bochecha direita de Kanon. –Vocês também, viu... brigam que nem gato e rato..

-Concordo.. huahua..

Eles fitam Athena novamente, e vêem ela sorrindo. Sorriem também.

-Huahua... grande deusa.. por que nós?

Athena pára de rir aos poucos e fica com um sorriso na face.

-Porque vocês... tem o oitavo sentido... e conseguiram isso graças ao amor de vocês.. só aqueles que o conseguissem por causa do amor que sentiriam por outra pessoa... poderiam ser escolhidos. Esse amor é diferente do sentimento que vocês tem de querer me proteger... é o presente de Eros, que vocês cultivaram.. e tornaram perfeito. –Athena suspira, coloca seu báculo deitado no sofá, com a base em seu colo. -Os outros cavaleiros também cultivam o seu amor pelos seus amados.. como Kamus, que ama muito o Milo... e Aioria, que ama muito o Mu... mas eles, em batalha, não alcançaram isso ainda.. vocês alcançaram, pois Shaka foi o primeiro cavaleiro à alcançar o oitavo sentido após morrer... e só o fez, sabendo que Saga jamais levantaria a mão dele para si... se não fosse por um motivo extremamente importante..

-Põe importante nisso... –Saga fica triste, com expressão de quem relembrara a pior sensação que já sentiu. Shaka percebe isso e faz carinho na sua face, confortando-o. Assim como Kanon também percebera e sorri para ele.

-Fica assim não.. eu entendi o que você queria antes de ir para o Reino de Hades... você sabe disso...

-E eu.. fiquei muito confuso com o que estava acontecendo.. mas eu sabia que você não faria nada se não fosse para o bem de Athena... e sabia também que você cumpriria sua promessa com Athena de um jeito ou de outro.. mesmo que fosse necessário nos matar...

-Mas se eu fizesse isso.. me mataria logo depois. –Diz Saga, sério, com os olhos opacos e expressão fria.

Shaka, que agora estava sentado em seu colo, abraça-o de um lado, Kanon faz o mesmo, abraçando-o do outro.

-Nós te amamos... não se preocupe.. –Ele o acaricia na nuca, mexendo nas madeixas que desciam do alto de seu pescoço. Seus cabelos loiros, que estavam descansando para o lado direito, caindo até a o sofá e percorrendo o corpo de Saga, foi solto pelas carícias do cavaleiro triste. Ele coloca a outra mão na cabeça de Kanon, e faz um cafuné.

-Mas.. eu... chorei sangue... porque pensava que iria enfrentar você... e, no caso do meu irmão.. eu imaginei que ele não estaria ali no Santuário...

Shaka começa a chorar, deixando escorrer algumas lágrimas que pingaram na camisa de Saga, não conseguia conter a emoção que sentia.

-Você... me...ama tanto assim?

-Sim.

Os olhos de Shaka fixam-se nos de Saga paralisados, sua face fica sem reação. Shaka o beija fortemente e puxa Kanon para abraçá-lo por trás.

-Eu...também te amo... dessa maneira.. –Diz Kanon à Shaka, agarrado nele por trás e dando beijinhos molhados em sua nunca, fazendo estalinhos que ecoam no Templo de Athena.

-Eita...é.. acho melhor eu falar com vocês depois...

Athena sai de fininho, indo em direção da área sacrifical do Templo, que tinha sua entrada ao lado direito das escadarias.

-Não.. não Athena, volte, por favor. –Shaka pára os agarramentos dos dois e permanece sentado no colo de Saga, que não consegue ficar sem fazer nada com ele em seu colo e fica dando chupadinhas na nuca do seu amor, que também estava excitado. Kanon fica atacando a parte da cravícula, abaixo do pescoço e acima do tórax. –Anjos...anjos... –Ele dá uns petelecos na cabeça de Kanon e um beliscão fraco na perna de Saga. –Saga...e Kanon... parem! OOOOW! –Ambos os cavaleiros arregalam os olhos e ficam o observando. –Ai... nós não estamos em casa... eu...ai ai.. –Shaka observa a boquinha de Kanon sem cor por atacar-lhe o a região do pescoço e sente o membro de Saga, já rígido, acariciando as suas nádegas entre as calças. –Ma...mas nós temos que...parar... porque... Athena.. tem que nos... nos.. AAAAH! PUTA QUEL PARIU! VO TI CONTA! VAI SER GOSTOSO ASSIM LÁ NO OLIMPO! –Shaka agarra Kanon e dá um beijão de tirar o fôlego. Saga, vendo aquilo, abre um sorrisão de orelha à orelha.

-Ééé... –Ele olha para Athena com o mesmo sorrisão, como se pedisse para ela sua permissão.

-Vai... –Athena sorri e consente o que tanto desejava. Saga fica mais feliz ainda e pula encima dos dois. Shaka começa a rir, mas é calado por um beijo do cavaleiro saltador que o vira para si. Kanon continua os tratamentos que Saga fazia antes, lambendo devagar, com experiência, a bela nuca de Shaka.

Athena sorri, vira-se e continua seu trajeto à área sacrifical. "Huahua... queria que Hermes estivesse aqui...Hum... Aí eu poderia fazer o mesmo que eles estão fazendo... ai que saudades do meu Hermes... hum..." –Ela, com uma expressão triste, chega a entrada daquela bela sala azul. No fundo, existia uma longa mesa paralela à parede do altar, e atrás dela permanecia a estátua de Athena, centralizada no meio. Aos lados estavam Zeus e Gaia, os quais eram considerados os comandantes gerais de todo o universo, lógico que o credenciamento a Gaia é maior por ser a Deusa mais poderosa de todas. As estátuas, mais à esquerda ou à direita, eram menores, tendo as de Afrodite, Hefesto, Dioniso, Esculápio, Ártemys, Deméter, Apollo, e de Hermes que era toda em ouro maciço. O costume de ter Athena no centro existia por ela ser a governante dos mortais, o cargo mais importante após o de Zeus, e, mais à frente, o de Gaia, supremo sobre todos. Athena, sentindo saudades de seu querido Hermes, ia em direção de sua estátua representante e dá um beijinho em sua testa. Ela deixa escorrer uma lágrima e, essa mesma, cai na estátua fazendo-a brilhar. De repente, um perfume forte de pâmpano e parreiras permeia aquele espaçoso local. O cheiro fica mais forte e nas paredes brotam parreiras que, crescendo como vorazes trepadeiras, fixam-se em todo o local. Cachos de uva ficam pendidos na altura da cabeça de Athena e deles caem gotículas de vinho, vinho mágico que continha o poder filosófico de Dioniso, sendo que esse mesmo criara as primeiras teses da psique humana. O Deus aparece radiante atrás de Athena, ela vira e o observa. O Deus tinha longas madeixas lisas e vermelhas, bem escuras, era forte mas nada exagerado, tendo braços bem delineados, tórax sobressaltado na túnica roxo escura, com jóias de ouro cheias de turmalinas, pedra a qual lhe representava sendo o costume das pedras preciosas não só entre as deusas, mas entre os deuses também. Seu rosto lindo, tão lindo que embebedava os mortais só com seu olhar, era andrógeno, tamanha sua beleza. Os cabelos eram longos, até um pouco acima da cintura, e presos por um tipo de bracelete no meio, bracelete o qual também de ouro e turmalinas. Tinha olhos roxos escuros, parecidos com os de Athena, mas puxavam mais para o vermelho forte do vinho. Os lábios, os quais não se viam em nenhum outro Deus sendo eles os mais belos e chamativos de todo o Olimpo, brilhavam muito vermelhos como sempre, eram tão vermelhos que aparentavam terem sido manchados pelo sumo de uma doce ameixa bem avermelhada e seu nariz era levemente empinado, fino. Seu pescoço delicado, mas não feminino. E sua franja, vermelha bem escura, caia e atrapalhava a sua visão, mas aquilo dava o charme torturador de seu olhar, que não poderia existir sem seus longos cílios muito belos. Era alvo, mas não tanto quanto Athena, perto dela ele era até moreno. E, sua túnica, que ia até a altura das coxas, um pouco abaixo das nádegas, chamava a atenção de deuses e deusas para os seus músculos bem torneados, das cochas, nádegas e panturrilhas. Tinha uma tornozelera em cada tornozelo, toda à ouro e turmalinas e, na sua perna direita, além das tornozelera, havia um tipo de corrente de ouro, singela, que era presa no início de sua virilha e envolvia sua coxa até o meio dos joelhos, onde também se prendia parecendo uma rede de ouro.

Dioniso era lindo, sua visão era mágica e encantada, poderia fazer até que deuses se ajoelhassem perante a sua beleza. Se o fizesse com mortais, com certeza eles sentiriam um êxtase tão grande que morreriam por terem presenciado tamanha beleza, seria uma sensação muito forte ao ver o Deus.

Athena meio que embebedada, não pelo vinho, mas pela beleza do jovem Deus, recompõe-se balançando sua cabeça para depois o observar fixamente nos olhos.

-O que veio fazer aqui, Dioniso?

-Vim por motivos próprios... mas, também para dar-lhe um recado... de seu... hehehe... papa-léguas?

Os olhos de Athena brilham no mesmo instante, ela começa a sentir as pernas falharem como se quisessem deixá-la cair.

-Mas... mas.. –Ela fecha os olhos e suspira. –Mas, quais são os seus motivos próprios ao visitar este local? –Pergunta ela, direta e clara, demonstrando que era ela a protetora daquele local e não desejava que nenhum Deus ficasse ali. Se os deuses perambulassem a todo o momento pelo Santuário, poderiam causar distúrbios nas energias do mesmo. Um Deus é um Deus, um mortal é um mortal, ambos não podem conviver no mesmo lugar, só a aura de Athena já interferia no Santuário, então imagine como ficaria um ambiente cheio de deuses e deusas? Além do mais, Athena temia um confronto e uma revolta contra ela ou contra a decisão de Zeus, por mais que ele fosse o regente do cosmos e quem desobedecia suas ordens era severamente castigado, não queria colocar-se em risco.

-Oooooh... a poderosa Athena... com medo de um Deus brincalhão como eu, tomar-lhe o trono...? Oras, não se preocupe... primeiro que não me importo com este local... desde que eu possa ver o meu amor quando bem entender... e, segundo, como bem sabes, eu sou o destinado ao cargo de Zeus, o que foi por ele mesmo determinado... prefiro o cargo de senhor do Olimpo do que este.

-Hum... entendo Dioniso... mas você sabe que eu não posso permitir que os deuses fiquem vindo a todos os momentos pra cá... quando você for ver o Aioros... vá até a casa dele e não fique em contato com os outros... até mesmo para não magoar ele... porque você sabe muito bem o que a sua presença causa nas pessoas... –Termina ela com certo constrangimento.

-HAHAHA! Sim...huauhah... eu sei sim... mas... bem... –Dioniso olha pro lado, disfarçando, e tenta voltar ao assunto. –Hermes me disse... para dar-te um recado...

-Dioniso.. por favor... diz logo.. –Athena muda de comportamento repentinamente, o olhava lacrimando, dava para ver o seu coração apertado por saber que teria notícias de seu amado finalmente.

-Aaaah.. qui bunitinhu! –Ele vai e aperta as bochechas dela. -Huhauhua..

-DIONISOOOO! FALAAA! –Ela quase dá um troço de tanto que queria ouvir o recado de Apollo.

Dioniso solta suas bochechas e sorri para ela.

-Ele me disse... para levar-lhe o seguinte recado... "Eu te amo muito, minha querida Athena. Logo logo voltarei e poderei ver-te... por favor, não sofra, pois eu estou com você, sempre..."

Athena quase que morre de satisfação. Ela leva suas mãos às bochechas coradas e fica olhando para o chão brilhante, pensando naquela mensagem.

-Huhu... –Ele ri para dentro, e baixinho. –Bem... é o que ele me pediu para lhe dizer... agora, eu vou até o meu Ioros que eu to morrendu de saudades dele! –Concretiza o que disse Dioniso, virando-se em direção à entrada da sala sacrifical, enquanto seu corpo vai se esvaindo em um tipo de energia roxa que brilha obstinadamente. Desaparece junto de suas parreiras, cachos de uva e seu perfume de pâmpano. Athena senta na mesa sacrifical e observa a paisagem iluminada pela linda lua, através da janela, e pensa: "Selene deve estar olhando por nós hoje... obrigado, minha cara amiga..."

Continua...