Capítulo 5: O Fim da Aventura

Vários guardas bois, vindos de todos os lados, cercaram-nos.

"Vanda, conseguiste salvar a tua mãe." disse Guiomar.

"Mas agora estamos cercados!" exclamou Pedro.

"A culpa é toda minha..." disse Patareca.

"Pronto, vamos mesmo todos morrer, é o que é." disse Cícero.

"Não vamos nada morrer." disse Vanda. "Pessoal, vamos lutar!"

"Vanda..." começou Mimosa, mas foi interrompida.

"Mãe, ajuda-nos senão prendem-te e obrigam-te a casar com o Tomás Touro." disse Vanda.

Vários guardas bois aproximaram-se rapidamente.

"Jacto de Leite!"

Dois guardas foram atirados para trás. Gabriel saltou para cima de mais alguns.

"Garras de Gato!"

"Tapem os narizes! Flatulência de Porco!"

Uma onda de mau cheiro envolveu todos e vários bois começaram a tossir. Vanda pegou na pata da mãe e abriu caminho pelos bois, com os outros companheiros atrás dela.

Quando chegaram à grande porta de madeira que dava para fora do castelo, encontraram-na bem fechada, com quatro guardas a protegê-la.

"Ovo Míssil!" gritou Guiomar, atirando um ovo contra um dos guardas.

"Está na hora da minha arma secreta." disse Patareca. "Cá vai. Tapem os ouvidos. Cantiga da Patareca!"

Patareca começou a cantar logo de seguida. Mas cantava tão mal que os seus companheiros tiveram de tapar as orelhas e no caso de Cícero, as antenas também.

Os três guardas que restavam, agarraram as orelhas com as mãos, tentando proteger-se do som. Patareca parou de cantar.

"Vamos pessoal, depressa!"

Vanda puxou a sua mãe e ela e os outros tentaram derrubar a porta de madeira, mas não conseguiram. Os guardas bois foram-se aproximando e eram mais de trinta.

"Agora não temos mesmo para onde fugir." disse Cícero.

"Vamos mas é ficar quietos e não piorar a situação, porque..." começou Mimosa, mas Vanda interrompeu-a.

"Não vou deixar que nos afastem novamente, mãe. Vou lutar até à morte."

Segundos depois, Tomás Touro apareceu por entre os guardas bois.

"Pronto, chega!" gritou ele. "Vocês não vão a lado nenhum."

"Oh não, agora é que vamos mesmo morrer." disse Pedro, tremendo.

Mas nesse momento, eles ouviram gritos que vinham da parte de fora do castelo. Viraram-se e viram a porta de madeira tremer. Os companheiros afastaram-se rapidamente da porta e segundos depois ela foi derrubada.

"Mas o que se passa?" perguntou Tomás Touro, incrédulo.

Vários animais surgiram a correr, entrando no recinto do castelo.

"Oh!" exclamou Guiomar. "Gustava!"

"Mana!" gritou Gustava, aproximando-se. "Estás bem? Ainda bem. Tu não apareceste mais e eu decidi vir à tua procura. Encontrei este pessoal pelo caminho e eles ajudaram-me."

Gustava apontou para os seus outros companheiros, que eram o Falcão Frederico e alguns capangas de Cícero, a raposa Rita, a sua mãe Raimunda, o Morcego Malaquias, os dois irmãos do Pedro, a cabra velha da aldeia da montanha e alguns aldeões e o Marcelino Mocho, que tinha criado a Patareca.

"Irmãos!" exclamou Pedro.

"Estamos aqui, Pedro. Viemos ajudar-te." disse um deles.

"Patareca, ainda bem que não estás ferida." disse Marcelino Mocho, aproximando-se. "Fiquei muito preocupado quando voltei e me disseram que tinhas fugido da aldeia."

"Desculpe tê-lo preocupado." disse Patareca.

"Chefe! Viemos para o salvar dos raptores!" exclamou Frederico Falcão.

"Eles agora são meus companheiros, apesar de serem um bocado lerdos." disse Cícero. "Estes bois e o touro é que são nossos inimigos."

"Eu nem sei que porque é que eu estou a ajudar." disse Rita, zangada.

"Cala-te filha. Comporta-te! Agora és uma mulher casada." disse Raimunda.

"Vamos lá vencer o Touro!" gritou Cícero.

Todos se viraram para Tomás Touro e os guardas bois.

"Esperem!" pediu Mimosa.

"Atacar!" gritou Cícero.

Os guardas bois e os companheiros entraram logo em conflito. Marcelino Mocho lançou um livro contra um boi, os irmãos de Pedro saltaram sobre outro e a Raposa Rita mordeu a perna de um dos bois.

"Duplo Ovo Míssil!" gritaram Gustava e Guiomar ao mesmo tempo, acertando em dois bois, que caíram ao chão.

Os aldeões batiam às cegas nos guardas. Vanda e Gabriel correram para Tomás Touro.

"Vais pagar por teres raptado a minha mãe!" gritou Vanda. "Carga de Vaca!"

Tomás Touro desviou-se rapidamente. De seguida, Gabriel saltou sobre ele e começou a arranhá-lo.

"Argh!" gritou Tomás, lançando Gabriel ao chão.

A luta continuou. Mimosa olhava incrédula para tudo. De seguida, ficou furiosa e agarrou nas suas tetas.

"Chega, seus parvalhões! Chuva de Leite!"

Imenso leite começou a jorrar das tetas de Mimosa e acertou em todos, quer fossem guardas ou companheiros, lançando-os ao chão. Todos olharam para Mimosa, surpreendidos.

"Parem com isso! Eu não estou a ser obrigada a casar com o Tomás Touro. Eu estou apaixonada por ele, bolas!"

Todos ou quase todos olharam para ela, surpreendidos.

"Mãe! Não pode ser. Eu ouvi-te a dizer que não casavas." disse Vanda.

"Eu disse isso porque o Tomás queria que nos casássemos amanhã, mas eu não me queria casar sem tu estares presente, por isso estava a recusar-me até te mandarem ir buscar para vires ao casamento." explicou Mimosa.

"Ó dona Mimosa, também podia ter-nos avisado mais cedo que afinal queria casar com o Touro." disse Guiomar. "Tinha poupado trabalho."

"Eu tentei, mas a Vanda estava sempre a interromper-me e a agir por instinto." defendeu-se Mimosa.

"Mas como é que pode casar com o Tomás Touro, que é um vilão?" perguntou Pedro.

"O meu filho está a regenerar-se!"

Todos se viraram e viram que a vaca velha que tinha gritado vinha na direcção deles, envolvida num roupão cor-de-rosa.

"Ah, mãezinha." disse Tomás.

"Olá a todos. Eu sou a Vilma Vaquita Touro, mãe do Tomás. E o meu filho já fez algumas asneiras na vida, mas está a recuperar. Claro que as drogas foram más e as prostitutas e o tráfico de órgãos e de fardos de feno... mas ele agora vai endireitar-se."

"É verdade, vou casar e tornar-me num Touro respeitador." disse Tomás.

"Já o pai dele era um rufia antes de eu casar com ele. Mas endireitei-o. Levou muita porradinha, mas acabou por se tornar um touro honesto. Só que não tenho mão no meu filho."

"Eu trato de o amansar e torná-lo num touro cumpridor e de boa índole." disse Mimosa.

"Assim é que é. Já lá se dizia que, por detrás de um grande touro, há sempre uma grande vaca!"

"Mas mãe, tu foste raptada e agora queres casar com ele?" perguntou Vanda, ainda confusa.

"Realmente, fui raptada, mas tu não sabes a história toda. Ora ouve."

Flashback

Mimosa estava atarefada a limpar a sua casa quando Tomás Touro abriu a porta e entrou de rompante.

"Mimosa, vi-te naquela revista de culinária no mês passado, quando falaste da tua receita de feno cozido com molho de espinafres. E decidi casar-me contigo!"

"O quê? Estás maluco? Vai-te mas é embora. Eu já sou viúva e tenho uma filha chamada Vanda. Não quero cá casamentos."

Mas Tomás tentou agarrar Mimosa, que correu pela casa. Foram derrubando várias coisas, até que Tomás pegou em Mimosa e a arrastou até à rua, onde alguns dos seus guardas bois que o tinham acompanhado agarraram em Mimosa. Tomás escreveu um bilhete para Vanda e deixou-o na casa.

Depois, o grupo partiu, tendo um dos guardas amordaçado Mimosa, que se continuava a debater.

O grupo andou por vários dias. Tomás acabou por ordenar que tirassem a mordaça a Mimosa, que apesar de tudo estava mais calma.

Quando entraram na Floresta Sombria, montaram acampamento.

"Já não estamos muito longe do meu castelo." disse Tomás.

"Quero lá saber, seu malvadão." disse Mimosa, virando a cara, zangada.

"Mimosa, não estejas zangada. Desculpa estar a raptar-te, mas sei que és a minha vaca alma gémea." disse Tomás. "Eu decidi que quando me casar, vou deixar de ser um vilão e hei-de endireitar a vida. Ao teu lado."

Mimosa olhou para ele, hesitante, mas não disse nada.

Os dias foram passando, enquanto eles iam chegando mais perto do seu destino. Tomás tinha demonstrado importar-se realmente com Mimosa e quando finalmente chegaram ao castelo, Mimosa sentiu que já sentia algo especial pelo touro, mesmo tendo sido raptada.

"E pronto, o casamento está marcado." anunciou Tomás.

"O quê? Eu não me caso contigo se a minha filha não estiver presente."

Tomás ficou a insistir, até que Vanda e companhia chegaram ao castelo.

Fim do Flashback

"E foi isto." disse Mimosa.

"Mas mesmo assim, ele queria obrigá-la a casar com ele sem a Vanda presente." disse Gabriel.

"Desculpa Mimosinha, mas eu queria casar contigo o mais rápido possível." disse Tomás.

"Desta vez passa, mas quando casarmos vai ser com rédea curta e vais passar a decidir tudo em conjunto comigo." disse Mimosa.

"Então vão casar-se, não vão?" perguntou Vilma. "Eu quero muito ver o meu filhinho casado. Ah, o pai dele haveria também de gostar de o ver casado, mas pronto, morreu."

"Considerando que o casamento está marcado para amanhã e a Vanda já está aqui." começou a Mimosa. "Então pronto, eu caso!"

Quando os ânimos acalmaram um pouco, Vilma tomou conta da situação.

"Vamos lá deitar-nos. Há quartos suficientes no castelo para toda a gente. Vamos dormir algumas horas para amanhã estarmos fresquinhos para o casamento." disse ela.

"Eu, a minha filha e o meu genro vamos embora." disse Raimunda. "Mas agradecemos o convite."

"Vá, vamos mas é embora daqui." resmungou Rita.

Rita, Raimunda e o morcego Malaquias acenaram aos outros e foram-se embora. Vilma arranjou quartos para toda a gente, apesar de algumas pessoas terem ficado a partilhar o quarto, como era o caso de Patareca e Vanda.

"Não estávamos nada à espera disto, não é?" perguntou Patareca, deitada na cama.

"Pois não. Afinal a minha mãe quer casar com o Tomás..." disse Vanda, pensativa. "Vou ter um padrasto. Não sei se isso é muito bom."

"Se ele está disposto a tornar-se um touro melhor, tens de lhe dar uma oportunidade."

"Sim. É o que vou fazer. Mas se ele tratar mal a minha mãe ou a magoar, vai haver-se comigo!"

No dia seguinte e apesar do casamento ser só à tarde, já cedo a maioria dos animais estava levantada. Mimosa andava nervosa com o casamento e Tomás também. Vilma andava atarefada a verificar se tudo estava em ordem.

Gustava e Guiomar tinham decidido ajudar as cozinheiras ovelhas a preparar a comida, Pedro e os seus irmãos foram ajudar a provar essa mesma comida e Cícero andava a ver o que todos faziam e ia resmungando.

As horas passaram-se rapidamente. No recinto do castelo foram colocadas várias cadeiras para os convidados se sentarem. Não eram muitos convidados, pois o casamento tinha sido marcado à pressa.

Quando faltava apenas alguns minutos para o casamento começar, Gabriel, Pedro, Patareca e Guiomar, bem como os outros, sentaram-se nas cadeiras. Cícero ficou pousado no ombro de Gabriel, a resmungar mais um pouco.

Tomás ficou no altar improvisado, com um smoking preto que parecia poder rebentar a qualquer momento, devido à envergadura do touro. Vilma estava ao lado do filho, sorrindo. O padre Lucas Lebre esperava pacientemente.

Num dos quartos do castelo, Vanda tinha acabado de colocar o véu na cabeça da sua mãe, que sorriu ao ver o seu reflexo no espelho.

"Se calhar não devia casar com um vestido branco, mas o Tomás já tinha este pronto antes de me ir raptar. Diz que mandou fazê-lo especialmente para mim." disse Mimosa. "Estou muito nervosa..."

"Vai correr bem, mãe." disse Vanda, mas pensou. "Pelo menos, espero que sim. Enfim, logo se vê."

Minutos depois, Vanda e Mimosa saíram do quarto e foram conduzidas até ao recinto do casamento. Vanda afastou-se e Mimosa percorreu o caminho para o altar sozinha, enquanto os outros animais olhavam para ela, sorrindo e admirando o vestido.

Ao chegar perto de Tomás, ele agarrou-lhe a pata. O padre Lucas Lebre aclarou a voz.

"Estamos aqui reunidos para unir este touro e esta vaca em casamento. Eu gostava de fazer aqui uma missa de uma hora e depois declarar-vos marido e mulher, mas é que eu tive um caso ilegal com uma coelha e ela agora está prestes a dar à luz, portanto, abreviando, aceitam casar-se um com o outro?"

Mimosa e Tomás entreolharam-se e responderam que sim ao mesmo tempo.

"Muito bem. Declaro-vos então marido e mulher. Pode beijar a noiva. E agora digam-me onde é que está a comida que eu queria petiscar alguma coisa antes de me ir embora."

Ignorando o padre, Tomás e Mimosa deram um beijo, enquanto os convidados aplaudiam.

Uma hora depois, todos os convidados e os noivos estavam sentados numa grande mesa, a comer as várias iguarias que tinham sido preparadas para o casamento.

"Isto é que é bom!" exclamou Gabriel, dando uma dentada num pedaço de carne. "Ah, adoro carne!"

"Eu prefiro aqui este milho cozido." disse Guiomar.

"Vocês não sabem o que é bom!" exclamou Cícero, que estava em cima de uma folha de alface, a comê-la. "Alface é que faz bem e é saudável."

Alguns minutos depois, Mimosa levantou-se.

"Meninas solteiras, eu vou atirar o bouquet!" exclamou ela.

Vanda, Guiomar, Patareca, a cabra velha, Gustava e Vilma levantaram-se logo e puseram-se a postos.

"É pá, vocês já são velhas demais. Deixem-me a mim agarrar o bouquet!" exclamou Gustava, olhado para Vilma e a cabra velha, que lhe lançaram um olhar gelado.

Mimosa virou-se de costas e atirou o bouquet, que voou pelo ar e cai nas asas de Guiomar.

"Ena, sou a próxima a casar!" disse ela, feliz, piscando o olho ao Frederico Falcão, que estava ali perto.

"Bolas, nunca mais me caso." disse Gustava, desanimada.

O casamento continuou pela noite dentro. Tomás e Mimosa dançaram várias vezes. Pedro também tentou dançar com Vanda, mas dançava tão mal que estava sempre a pisar as patas de Vanda, que se aborreceu e deixou de querer dançar com ele.

Guiomar andou a lançar uns olhares ao Frederico Falcão. Cícero apressou-se logo a tecer comentários maldosos, até Guiomar o ter atirado para a outra ponta da mesa. Patareca ainda tentou cantar, mas todos a pararam antes que ela os fizesse ficar surdos. Gabriel passou a maior parte do casamento a comer.

No dia seguinte, todos os animais se reuniram.

"Bem, vamos voltar para a nossa aldeia." disse a cabra velha. "Era para virmos ajudar, mas acabámos por vir foi comer."

"Pedro, quero que venhas viver connosco." disse Paulo, um dos irmãos de Pedro, que vivia na casa de tijolo.

"A minha casa foi abaixo por causa de um terramoto." disse Palmiro, o porco da casa de madeira. "E por isso mudei-me para casa do João."

"Nós só queríamos que tu deixasses de ser preguiçoso e não que fugisses para longe." disse Paulo. "Voltas connosco?"

Pedro pareceu indeciso, mas acabou por acenar afirmativamente.

"Está bem. A família é que importa." disse Pedro.

"E tu Patareca, voltas para a aldeia Mée comigo?" perguntou o mocho Marcelino.

"Não. As pessoas daquela aldeia são más. Porque é que não vamos viver para a aldeia aqui perto?" perguntou Patareca. "Eles não têm lá uma biblioteca."

"Era bom termos uma biblioteca na nossa aldeia." disse a cabra velha.

"Está bem. Então vamos viver para lá." concordou o mocho Marcelino. "E assim eu abro lá uma biblioteca."

"Eu fico aqui agora, já que a minha mãe se casou com o Tomás e querem viver no castelo." disse Vanda.

"Eu e a Gustava temos de voltar para a estalagem." disse Guiomar. "Deixaste a prima Guilhermina a tratar de tudo?"

"Sim, mas ela sozinha não se aguenta muito tempo. Temos de voltar o mais rápido possível." respondeu Gustava.

"Eu vou voltar para a Floresta Sombria." anunciou Cícero. "Afinal, são os meus domínios."

"Para já não me apetece voltar para a aldeia Múu." disse Gabriel. "Posso passar aqui uns tempos?"

"Por mim, tudo bem." respondeu Tomás.

Mais tarde nesse dia, os companheiros começaram a ir embora.

"Adorei viajar convosco." disse Guiomar. "Havemos de nos ver qualquer dia. Venham visitar-me na estalagem. Adeus."

Guiomar partiu com Gustava. Pouco depois, Frederico Falcão, Cícero e os seus capangas também estavam de partida.

"Comportem-se, cambada de nabos." resmungou ele. "Apesar de tudo... enfim, vocês têm as vossas qualidades. Até gostei de viajar convosco."

Os outros tomaram aquilo por um elogio disfarçado e Cícero e companhia partiram. Logo de seguida, foi a vez de Pedro se despedir.

"Adeus a todos. Foi muito interessante viajar com vocês. Também foi perigoso e acho que fiquei um bocadinho mais corajoso. Hei-de vir ver-te aqui Vanda e também te vou visitar a ti, Patareca. Adeus."

Pedro foi-se embora com os seus irmãos. Depois foi a vez de Patareca se ir embora.

"Adeus. Vamos ver-nos em breve, já que a aldeia não fica muito longe daqui. Até qualquer dia."

Patareca ainda tropeçou e caiu ao chão, antes de ela, o mocho, a cabra velha e os outros habitantes da aldeia se irem embora.

"Que pena, terminou a nossa aventura." disse Vanda, um pouco desanimada. "Até já me estava a habituar a viajar e tudo."

"Eu agora quero é descanso." disse Gabriel. "E depois lá tenho de voltar para a aldeia Múu. Mas isso só daqui a um tempo."

No dia seguinte, Tomás e Mimosa partiram na lua-de-mel, que tinha sido atrasada pela partida dos companheiros.

Dois dias depois, Gabriel e Vanda sentaram-se no topo de uma das torres do castelo, a observar a paisagem.

"Achas que vai aparecer mais alguma aventuras para nós?" perguntou Vanda.

"Não sei. Mas espero que sim. Sempre é melhor que voltar para a aldeia Múu."

De seguida, Vilma apareceu a correr, ofegante.

"O que se passa?" perguntou Vanda.

"O Tomás e a Mimosa estavam lá na Praia Paraíso, a gozarem a lua-de-mel, mas apareceu o Belmiro Baleia, um vilão rival do Tomás e agora está a mantê-los reféns."

Gabriel e Vanda entreolharam-se.

"Lá vamos nós outra vez!" exclamaram os dois em conjunto.

E assim termina a história. Mimosa e Tomás casaram-se e agora acabaram por ser raptados, o que abre uma nova oportunidade para Vanda e Gabriel terem uma nova aventura, mas isso é outra história. Espero que tenham gostado e se acharem que a história merece um comentário vosso, comentem então. Obrigado.