Regulus andava com as mãos no bolso do casaco. Assim como o dia anterior, a neve e o frio tomavam conta de toda a paisagem. O caminho para a mansão de Voldemort continuava sombrio e assustador. Regulus bate à porta. Como no dia anterior havia acontecido com Bella, surge por ela Pettigrew.

-Entre, Sr. Black. O Lorde está a conversar com o Sr. Lestrange que chegara de surpresa. Ele disse que se tu não te incomodares, pode juntar-se a eles no escritório.

-Seria um prazer. –disse Regulus um pouco constrangido.

Regulus adentrou, então, uma sala onde Lestrange e Voldemort se encontravam. Ambos traziam consigo uma taça de firewhisky. Voldemort sentava-se em uma poltrona perto da lareira, enquanto Lestrange jazia em um sofá, o mesmo em que Bella esteve sentada no dia anterior.

-Seja bem-vindo, Regulus. –falou Voldemort, levantando-se e dirigindo-se até o rapaz.

-Obrigado, Milorde. Como passou? –perguntou educadamente.

-Muito bem, meu querido. Sente-se. Sente-se. –falou, apontando para um lugar ao lado de Lestrange. –Esse, meu caro, é Rodolphus Lestrange, pretendente de sua prima Bella – Regulus olhou para ele com interesse. –Como pôde notar, Rodolphus, esse é Regulus Black, seu futuro primo. -Lestrange deu uma risada maliciosa.

-Prazer. –disse Regulus apertando a mão de Rodolphus e sentando-se ao seu lado.

-Espero que não te importes, Regulus, mas convidei Rodolphus para participar de nossa conversa.

-Não me importo de modo algum, Milorde.

-Tu bebes, Regulus? –perguntou Voldemort, enchendo uma taça com firewhisky.

-Na realidade não, Milorde. Nunca bebi.

-Há sempre um dia para começar. –falou Rodolphus rindo-se. –Já não és mais um garotinho, Sr. Black.

-É, já não sou. –disse Regulus aceitando a taça de firewhisky.

-Regulus, estávamos a falar justamente sobre sua prima. –falou Voldemort.

-Sobre Bella?

-Exatamente. Rodolphus estava me contando sua pretensão em noivá-la.

-E casar –ressaltou Lestrange –o mais rápido possível, aliás.

-Que tu achas, Regulus? –perguntou Voldemort.

-Eu não tenho que achar nada, não é? –perguntou inseguro. –Bella que tem que aceitar ou não.

Rodolphus deu mais uma risada.

-Bella sabe de tua pretensão, Sr. Lestrange? –perguntou Regulus seriamente.

-Saber, sabe. Sempre soube.

-E ela está de acordo? –perguntou.

-Essa é a parte irrelevante. A mulher não tem que gostar do homem, meu caro. O homem que tem que apreciá-la, se é que me entendes–falou Lestrange.

-Como dizes isso, meu senhor? Bella não será obrigada a fazer nada que não queira.

-Ora como és petulante, garotinho. Garanto que Bella vai querer e vai gostar. –falou maliciosamente.

-Não sou mais garotinho, meu senhor. Trate de respeitar minha prima ou se verá comigo.

Rodolphus soltou uma risada aguda.

-Pensas que tenho medo de você? Pode deixar que eu e sua prima nos entendemos. Da melhor maneira possível. –falou maliciosamente.

-Ora como te atreves?- disse Regulus levantando-se, no que o outro o seguiu.

-Acalmem-se. –disse Voldemort também se levantando. –Não quero saber de briga na minha casa.

-Perdoe-me, Milorde, mas não permaneço mais nem um segundo sentado ao lado desse homem. Outro dia conversamos.

-Não te incomoda, Sr. Black, que já estou de saída. Goza da companhia do Lorde o quanto te apreciar. Adeus, Milorde. Mil desculpas por isso.

Voldemort apenas fez um aceno com a cabeça.

-Perdoe-me Milorde! Mas tu escutaste o que esse crápula estava a dizer de Bella?

-Escutei sim, Regulus, pois ainda não me falta a audição.

-Milorde, não estás indignado?

-Por que estaria, Regulus? É normal que homens sintam desejos sexuais por sua prima, já é uma mulher.

-Milorde, ele estava a desrespeitá-la.

-Por que se importa tanto, Regulus? Bella já é crescida e sabe se cuidar. Muito melhor que tu, aliás. Estavas a brigar com Rodolphus! Não tens noção do perigo?

-Ora, Milorde, garanto que o derrotaria.

-Se tu dizes...

-Ora, Milorde, ainda te provarei.

-Tu que sabes, meu caro. Mas, por hora, esfria a cabeça. Rodolphus não vai sair correndo atrás de Bella agora.

-Milorde, pelo contrário! Pode estar aproveitando-se de minha ausência. Perdoe-me, mas tenho que ir.

-Regulus, Bella é tua prima. Pára com essa obsessão.

-Só quero protegê-la, Milorde.

-Pensa, Regulus. Pensa. Até ontem te dissestes apaixonado por aquela desconhecida.

-E estou, Milorde.-falou Regulus sem entender.

-Pois parece que o está por tua prima.

-Ora, Milorde, como eu poderia?

-Então fique. Se tu não estás apaixonado, fique e conversaremos. Se o estiveres, vai.

-Que dizes, Milorde? Não faz sentido. Não posso estar apaixonado por Bella.

-Ora, se tu dizes...

-Não, Milorde, por favor, desculpe-me a ignorância. Preciso que me explique. Por que achas que estou por ela apaixonado?

-Todos os indícios são claros. E o que temo é que a recíproca é verdadeira.

-Que dizes?

-Ora, Regulus, tua prima sempre fora apaixonada por ti. Não digas nada a ela... Na verdade é melhor que eu nem conte.

-Por favor, Milorde. Eu te imploro. Conte-me. Não direi nada a Bella que tu me contaste.

-Ontem mesmo Bella veio aqui, falar-me de ti. Estava confusa, queria que eu a ajudasse, que eu te analisasse. Se tu eras digno dela. Por mais que ela tivesse certeza que o era, queria minha confirmaçã era o real motivo do jantar. No entanto, ao mesmo tempo Bella dizia temer por sereis vós primos. Sabes como funciona a cabeça das mulheres... sempre confusa e insegura. Tinha medo que tu a recusasses. Ainda mais que tu só falavas na misteriosa garota do cemitério.

-Milorde, que faço? Fiz minha prima sofrer!

-Faça-a feliz, por ora.

-Como posso fazê-lo, Milorde?

-Ora, Regulus, tu já és um homem. Tu sabes muito bem o que fazer. No entanto, é provável que tu tenhas que insistir.

-Por quê?

-Tua prima tem medo, como já te disse.

-Não tenho certeza se tenho coragem, Milorde.

-Tu a livra do Lestrange.

-Tens razão, razão. –falou Regulus pensativo. -Vou prá casa. Vemo-nos amanhã? Ainda tenho muito para falar-te.

-Venhas amanhã. Serás sempre bem vindo à minha casa. Apareça sempre que te apreciar.

-Obrigado, Milorde. –falou Regulus beijando a mão de Lorde Voldemort.

-Nos vemos em breve, meu caro.