-Milorde! –falou Regulus aflito, beijando a mão de Voldemort.
-A que devo a honra de tua segunda visita nesse mesmo dia, meu caro? –falou Voldemort, sentando-se no sofá ao lado de Regulus.
-Ah, Milorde. Parece que os astros conspiram contra a minha felicidade. Tão efêmera e tão frágil. Só tenho a ti com quem posso contar. Espero não estar te atrapalhando, meu caro. Sei que é tarde e que provavelmente tu já estavas dormindo. Mas, estou agoniado e não sei o que fazer. Já andei de bar em bar, bebi toda a cerveja amanteigada que meu dinheiro permitiu e nada resolveu Milorde. Nada! –falou, colocando as mãos no rosto, tentando esconder as lágrimas.
-Mas que mudança! –falou Voldemort. –Hoje mesmo tu estavas tão animado e empolgado. Mas pára de chorar. Tu já és um homem.
-Perdoe-me. Devo envergonhar-te. –falou, passando a mão sobre os olhos acinzentados.
-Conte-me, Regulus. Conte-me logo o que acontecera.
-Ah, Milorde. Bella traia-me com Lestrange e ainda vai casar com ele.
-Sinto muito. Tentei te avisar que Lestrange era perigoso, que ele sempre consegue o quer.
-Obrigado por ter tentado, Milorde. Ah! Sinto-me tão vazio. Disse nomes horríveis para Bella. Espero que me compreendas, estava com raiva.
-Não estás mais?
-Estou irado, mas a dor é maior, Milorde. Estou dilacerado. Perdi a grande alegria de minha vida, era tudo uma ilusão, entendes? Todos os toques, todos os beijos eram falsos. Eram meus e eram dele. Bella não me amava. E o pior, Milorde, é que se eu tivesse chance, eu gostaria de passar uma última noite com Bella. Sinto falta de seu corpo junto ao meu.
-Se a oportunidade não aparecer, crie-a. –falou Voldemort sugestivamente, levantando-se e indo até um armário ali perto. – No entanto, esqueça isso por ora. Tome. -Falou, estendendo um copo de firewhisky para Regulus. –Tu bebeste a bebida errada.
-Obrigado, Milorde.
-Não me agradeça. Beba! –falou ao perceber a hesitação de Regulus. –Tudo de uma vez.
Regulus virou o copo de firewhisky. Sentiu a garganta queimar.
-Tome mais um. Acompanhar-te-ei dessa vez. –falou enchendo dois copos, um para si outro para Regulus.
-Como te sentes? –perguntou Voldemort depois de outros copos bebidos pelo mancebo.
-Tonto. –falou Regulus, começando a desfazer o nó da gravata. –Importa-te? Está quente aqui.
-De modo algum. –falou Voldemort.
Regulus, então, descalçou os sapatos, terminou de desfazer o nó da gravata. Jogou-os no chão. Com lentidão, provavelmente por causa do efeito do álcool, Regulus desabotoou a camisa, retirando-a sobre o olhar hipnotizado de Voldemort. Deitou-se de bruços, os olhos teimando em se fecharem.
-Melhor que tu durmas aqui. –falou Voldemort ao perceber o estado de Regulus.
-Não te quero atrapalhar. –falou Regulus com a voz amolecida.
-Tu sabes que não atrapalha. –falou Voldemort, ainda fitando o corpo escultural de Regulus, aproximando-se a cada palavra.
-Perdão, Milorde. Estou aqui eu para sugar-te novamente.- falou, tentando em vão se levantar.
-Não te preocupa! Durma. –falou Voldemort passando os dedos sobre os olhos de Regulus com o intuito de fechá-los. Ao perceber que Regulus estava sonolento o suficiente para não se mexer, Voldemort começou a correr com os dedos sobre o corpo do mancebo, apreciando cada segundo de contato com a pele branca e lisa das costas de Regulus. Voldemort acariciava-o com libido e volúpia, excitando-se a cada toque. Estava encarando a perfeição com olhos lascivos.
-Que estás fazendo, Milorde? –perguntou o garoto com a voz baixa e sonolenta, os olhos ainda fechados.
-Confortando-te. –falou em um sussurro. –Não é isso que os irmãos fazem?
Regulus apenas concordou com um grunhido. Estava embriagado demais para discordar.
Voldemort, então, sentou-se em cima de Regulus, passando uma perna de cada lado do mancebo. Havia se sentido incentivado pela concordância do garoto. Passou a tocar-lhe o corpo com mais ardor e força. Percebia que Regulus permanecia relaxado, não se importando com o que quer que Voldemort estivesse fazendo. O Lorde, então, passou uma das mãos entre o sofá, tentando desabotoar a calça de Regulus. O garoto assustou-se com o toque e segurou a mão do outro, abrindo os olhos espantados.
-Que estás fazendo? –perguntou, um pouco enérgico, levantando parte de seu tronco, tentando encarar Voldemort em vão.
-Quero satisfazer-te. Teve um dia difícil. Tenta relaxar. Não há nada de mal nisso. –falou Voldemort com a voz calma e tranqüila, fazendo Regulus deitar-se novamente. Sua voz parecia mais ensandecedora que os vários copos de firewhisky que tomara.
Mesmo com um pouco de insegurança e retração de Regulus, Voldemort conseguiu abrir-lhe a calça e tocá-lo. A cada toque mais rápido ou mais profundo, o mancebo soltava um gemido rouco e longo, contorcendo o corpo de forma frenética, com os olhos ainda fechados. Algumas vezes chamava por Bella, o que desestimulava o Lorde; outras se limitava a gemer; o que fazia Voldemort sorrir com malícia e volúpia.
Peço desculpas antecipadas pelo capítulo. Sei que pode parecer pesado e é, mas vocês estavam avisados NC 17 com certeza e ainda Slash. Aí está e espero que gostem. Tehru obrigada novamente pelo comentário. Realmente como você pôde ver Regulus correu para os braços do Lorde. OMG! Ele não sabe onde está se metendo. Bom...espero que você tenha apreciado o capítulo.
Beijos da autora e até próximo post.
